Celtics 'calam' Staples Center de novo, vencem Lakers de LeBron e abrem 2 a 0 nas Finais da NBA

ESPN League
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Vocês decidiram, e o Boston Celtics venceu o jogo 2 das Finais da NBA  contra o Los Angeles Lakers no #EuDecidoNBAnaESPN.

O duelo, mesmo sendo na casa de LeBron James por conta da melhor campanha dos Lakers, terminou com vitória de Boston, liderados por Kemba Walker e Jayson Tatum, por 714 a 491. Com isso, os Celtics abrem 2 a 0 na série melhor de 7.

Como funciona? Desde o dia 29 de abril, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

O jogo do dia irá ao ar às 20h, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. 

O jogo 3 das Finais entre Los Angles Lakers e Boston Celtics vai ao ar no Instagram da ESPN Brasil às 20h desta quarta-feira.

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O impacto da pausa na NBA que aumenta ainda mais a distância dentro da Conferência Leste

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto
Beal e Oladipo em Pacers x Wizards
Beal e Oladipo em Pacers x Wizards Getty

A temporada regular da NBA volta oficialmente em 30 de julho, na bolha criada pela liga em Orlando. 22 times vão entrar em quadra para oito partidas que definirão os classificados para os playoffs: 13 do Oeste e 9 do Leste.

E quando a bola voltar a subir, a diferença entre as duas conferências vai ficar ainda mais clara agora que vários jogadores de times do Leste decidiram não participar dos jogos em Orlando - sem falar da distância entre as principais forças da conferência e as equipes que ocupam as últimas vagas na corrida para os playoffs.

Em quantidade, quem mais perdeu peças foi o Brooklyn Nets, 7º colocado do Leste até a pausa. Além de não ter suas lesionadas estrelas Kyrie Irving e Kevin Durant, os Nets não vão contar com outros quatro jogadores: Spencer Dinwiddie, DeAndre Jordan e Taurean Prince testaram positivo para o novo coronavírus e não vão viajar, além de Wilson Chandler, que decidiu não se juntar ao time.

Com as ausências, os Nets foram para o mercado e acertaram a chegada dos veteranos Jamal Crawford e Michael Beasley.


O Indiana Pacers, 5º colocado e que poderia brigar até pelo 3º lugar do Leste, não terá seu principal astro em Orlando, o ala-armador Victor Oladipo. Depois de uma lesão séria no joelho direito, o camisa 4 voltou às quadras em janeiro e parecia estar recuperando seu ritmo de jogo antes da paralisação das atividades da liga - sua média de pontos, por exemplo, subiu de 12.3 para 19.7 entre fevereiro e março.

Oladipo vai viajar com os Pacers para a bolha, mas decidiu ficar de fora do restante da temporada para evitar novas lesões. Apesar de ter conseguido superar a ausência do ala-armador - a campanha do time era de 30 vitórias e 17 derrotas quando ele voltou -, Indiana sentirá falta de seu principal astro nos momentos decisivos dos playoffs.

Por fim, o único time fora da zona de classificação para os playoffs do Leste que irá para a bolha: o Washington Wizards.

5.5 jogos atrás do 8º colocado Magic, os Wizards não terão seus dois principais pontuadores em quadra. Bradley Beal, que tem média de 30.5 pontos por jogo, resolveu não viajar para tratar de uma lesão no ombro direito que o incomodou durante toda a temporada; Davis Bertans, um dos melhores arremessadores de três pontos da NBA e que fazia sua melhor temporada na liga, resolveu não viajar para Orlando por precaução.

Com todo o impacto do novo coronavírus na liga, o Leste está ainda mais nas mãos das cinco forças da conferência: Bucks, Raptors, Celtics, Heat e 76ers. Agora, resta saber como as peças vão se encaixar para os históricos playoffs que teremos pela frente.


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Como funcionam os “canais de clube” nas ligas americanas

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


A confusão na disputa pelos direitos de transmissão do Campeonato Carioca fez que o público tivesse a oportunidade de ter como única opção ver as partidas em TVs oficiais (na verdade, canais no YouTube) de clubes. A Fla TV mostrou as partidas do Flamengo contra Boavista e Volta Redonda, enquanto que a Flu TV teve o Fla-Flu decisivo da Copa Rio com exclusividade. Com a MP que deu aos mandantes todo o direito de transmissão de uma partida, tornou-se comum falar em um cenário em que clubes invistam em seus próprios canais para transmitir os jogos em que forem mandantes. Mas é a melhor opção?

Os Estados Unidos têm o mercado de mídia mais rico e desenvolvido do planeta, sobretudo na área esportiva. E três das quatro maiores ligas -- NBA, MLB e NHL -- adotam sistema misto de direitos de TV: contratos para transmissão em rede nacional -- incluindo playoffs -- são negociados em bloco, e cada franquia pode procurar seu próprio acordo para transmissão em alcance local (o Renan do Couto fez um bom fio no Twitter explicando como funciona a questão jornalística, com conteúdo clubista).

O modelo adotado não é o do desenvolvimento de canais próprios com programação totalmente institucional. A prioridade é aproveitar ao máximo o potencial econômico das transmissões de alcance regional em TV e, por isso, o caminho foi o da criação de canais esportivos regionais. Eles firmam contratos com franquias de sua região metropolitana e têm conteúdo mais próximo dessas equipes, tanto na transmissão de jogos como na criação programas voltados a seus torcedores. 

Claro que a cobertura tem viés favorável a essas equipes, mas são canais comerciais comuns, distribuídos por operadoras de TV por assinatura e que, pensando em atrair assinantes, audiência e anunciantes (ou seja, dinheiro), procuram manter uma programação diversificada no cenário esportivo da região e nível de clubismo relativamente controlado. Até porque parte do público não é necessariamente torcedor daquele time -- seja porque acompanha um outro time que tem parceria com o mesmo canal, seja porque o canal veio junto no pacote da TV por assinatura --, mas a audiência que ele proporciona é importante. 

Apenas em situações pontuais a franquia é proprietária de uma emissora. E, mesmo nesses casos, o clube sempre tem ligação ou sociedade com alguma empresa de mídia, que é quem efetivamente opera o dia a dia do canal.

Veja abaixo como é o cenário das TVs esportivas regionais (a versão americana das “TVs de clube”). Para o artigo não ficar desnecessariamente longo, já que o objetivo é apenas dar uma noção aos leitores de como funciona esse mercado, enfoquei apenas nas ligas com transmissões locais de partidas (MLB, NBA e NHL) e nas cidades com franquias nas três. Mas muitas outras -- como Salt Lake City, Houston, San Diego, Nashville, Indianápolis, Milwaukee, Nova Orleans e Pittsburgh, por exemplo -- também têm seus canais próprios para as equipes locais. 

NOVA YORK

Na região metropolitana com mais franquias profissionais, é natural que surjam mais canais esportivos. O New York Yankees ajudou a criar o YES, canal do qual possui 26% das ações. A mesma emissora fez parceria para transmitir os jogos do Brooklyn Nets da NBA. Outro time que tem participação em seu canal também é da MLB, os Mets, donos de 65% da SNY (SportsNet New York). É também a emissora oficial dos Jets, da NFL, mas apenas para programação relacionada ao time, sem a transmissão de partidas.

Mas o canal que abraça a maior quantidade de equipes nova-iorquinas é o MSG Network. A Madison Square Garden Company é dona da emissora, do ginásio Madison Square Garden, do New York Knicks e do New York Rangers. Claro, os jogos das franquias mais populares da cidade na NBA e na NHL vão para a MSG. Mas a programação ainda conta com os direitos de New York Islanders e New Jersey Devils, monopolizando as transmissões regionais da NHL.

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LOS ANGELES

Os times de Los Angeles se dividem em quatro canais, mas representando dois grupos. A Charter é dona de 50% de duas emissoras: o Spectrum SportsNet e o Spectrum SportsNet LA. O primeiro é uma sociedade da empresa com os Lakers e o segundo com os Dodgers. Claro, as partidas dessas equipes são transmitidas nesses canais.

As demais franquias angelenas ficam com a Fox Sports, que tem dois canais na região, o Fox Sports West (Angels, Kings e Ducks) e o Prime Ticket (Clippers).

Obs.: os canais esportivos regionais de todos os EUA fizeram parte do pacote adquirido pelo grupo Disney na compra de propriedades da Fox. Posteriormente, o Cade norte-americano determinou que esses canais teriam de ser colocados à venda, e hoje eles fazem parte do grupo de comunicação Sinclair. Ainda assim, continuam utilizando o nome “Fox Sports”, mas já anunciaram que criarão uma nova marca para todos eles

CHICAGO

O mercado de TV esportiva em Chicago teve uma agitação com a criação do Marquee Sports Network, uma sociedade do Chicago Cubs com a Sinclair. O canal terá as partidas dos Ursinhos na MLB, mas ainda não teve a oportunidade de estrear suas transmissões por causa da pandemia de Covid-19.

A NBC Sports Chicago fica com as demais franquias da cidade. O canal 50% das ações com Jerry Reinsdorf, dono de Bulls e White Sox, que estabeleceu 25% da participação em cada uma das duas equipes. A emissora ainda adquiriu os direitos dos Blackhawks da NHL.

SÃO FRANCISCO / OAKLAND

A NBC controla o mercado da região, dividindo as equipes em três canais. O NBC Bay Area fica com uma parte dos jogos do San Francisco Giants. O NBC Sports Bay Area tem a outra parte dos Giants e todo o calendário regional do Golden State Warriors. O NBC Sports California transmite o Oakland Athletics e o San Jose Sharks.

BOSTON

O Fenway Sports Group, empresa que controla o Boston Red Sox e o Liverpool, tem 80% das ações da New England Sports Network, que transmite os jogos das Meias Vermelhas. O NESN ainda firmou uma parceria para ser o canal oficial dos Bruins na NHL.

O Boston Celtics tem seus jogos no NBC Sports Boston, canal que tem 20% das ações sob controle da franquia.

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DALLAS

Mavericks, Rangers e Stars têm seus jogos transmitidos pela Fox Sports Southwest. O mesmo canal ainda tem os jogos do San Antonio Spurs.

TORONTO

O esporte em Toronto recebe forte investimento de grupos de comunicação. A Rogers é dona dos Blue Jays na MLB e de parte dos Raptors na NBA e dos Maple Leafs na NHL. Nessas duas equipes, curiosamente, a sociedade é com a Bell Canada, outro grupo de comunicação.

Com isso, a Sportsnet (canal esportivo da Rogers) transmite as partidas dos Blue Jays e parte dos jogos de Raptors e Leafs. A outra parte dos compromissos das franquias de basquete e hóquei no gelo ficam na TSN, emissora controlada pela Bell Canada (e que tem a ESPN como sócia minoritária).

FILADÉLFIA

Phillies, 76ers e Flyers têm seus jogos transmitidos pela NBC Sports Philadelphia. Os Phillies são donos de 25% do canal.

FLÓRIDA

Miami e Centro da Flórida (Orlando e Tampa) são mercados diferentes, mas eles dividem entre si os canais esportivos do estado. O grupo Sinclair tem dois canais com a marca Fox Sports na região, o Fox Sports Sun e o Fox Sports Florida. O primeiro transmite os jogos de Miami Heat, Tampa Bay Lightning e Tampa Bay Rays. O segundo fica com Miami Marlins, Florida Panthers e Orlando Magic.

WASHINGTON  / BALTIMORE

Mais um mercado controlado por empresas de mídia ligadas a franquias. A Munumental Sports network é dona de Wizards e Capitals e coloca os jogos dos dois times na NBC Sports Washington, canal do qual é sócia.

O outro canal esportivo da capital norte-americana é o Mid-Atlantic Sports Network, uma sociedade entre dois times da MLB: Baltimore Orioles (75% das ações) e Washington Nationals (25%). Claro, os jogos das duas equipes são transmitidos pela MASN.

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DETROIT

Pistons, Tigers e Red Wings têm seus jogos transmitidos pela Fox Sports Detroit.

PHOENIX

Suns, Diamondbacks e Coyotes têm seus jogos transmitidos pela Fox Sports Arizona.

MINNEAPOLIS

Timberwolves, Twins e Wild têm seus jogos transmitidos pela Fox Sports North.

Fonte: Ubiratan Leal

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Primo de jogador da NBA passa uma mensagem clara contra o racismo e desafia o sistema no basquete universitário

Leonardo Sasso
Leonardo Sasso
Makur Maker
Makur Maker Getty

Makur Maker. Você pode nunca ter ouvido falar esse nome. Mas talvez já escutou Thon Maker. Makur é primo do jogador do Detroit Pistons. Nesta sexta-feira, o jogador acertou seu compromisso com Howard, universidade pouco conhecida do College.

Mas mais do que a parte esportiva, Makur deu uma mensagem clara aos Estados Unidos. Ele é o melhor jogador do ensino médio a acertar com uma universidade HBCU (historically black college and university - universidades historicamente negras) desde que a ESPN começou a ranquear os atletas, em 2007.

As HBCU surgiram na grande maioria após a Guerra de Secessão (1961 a 1965). A maioria das universidades era ocupada por brancos. Essas vieram para alunos negros, que eram segregados em um período de extrema discriminação racial. Atualmente, existem 101 faculdades historicamente negras nos Estados Unidos.

O ato serve de exemplo. Serve de apoio à luta de todos os negros nos Estados Unidos e no mundo contra o racismo. Muito mais do que apenas falar, Makur usou o basquete como uma forma verdadeira de mostrar o engajamento contra o racismo. 

Após os protestos antirracistas pelo mundo, diversos jogadores usaram a fama e poder para passarem mensagens importantes. Maker, no entanto, desafia a regra. Desafia o sistema.

Outros deverão seguir o jogador. Mikey Williams, principal jogador da classe de 2023 do High School, já falou que quer ir para o mesmo caminho.

O fato muda toda a dimensão de universidades historicamente negras. As faculdades com mais recursos nos esportes universitários sentirão o baque.

Muitos já não estão mais aqui, mas a luta contra o racismo segue representada. Que outros sigam o exemplo de Makur Maker.

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MLB e sindicato de jogadores precisam ter uma DR após a temporada

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Robert Manfred, comissário da MLB, e Tony Clark, diretor da Associação de Jogadores da MLB
Robert Manfred, comissário da MLB, e Tony Clark, diretor da Associação de Jogadores da MLB Getty Images

O retorno da Major League Baseball quase parou por causa de um impasse. A liga e o sindicato de jogadores não chegaram a um acordo sobre como deveria ser a temporada após a parada da pandemia. O cenário geral eu já tratei neste post, e o importante é que a situação não mudou muito. Cada lado apresentou suas propostas, elas se aproximam, mas nunca se encontram.

No final das contas, vai ter temporada. E, como disse nesse outro post, isso não é exatamente uma boa notícia. Afinal, apesar de termos jogos para ver, a discussão chegou a um patamar em que o foco já não estava mais nos jogadores e nos donos de clubes, mas em seus representantes na mesa de negociação. No caso, Rob Manfred pela MLB e Tony Clark pelo sindicato.

A inabilidade de ambos em fabricarem um acordo, mesmo quando as duas partes já apresentavam propostas parecidas, deixou em muita gente a sensação de que houve falta de liderança. Manfred não conseguiu convencer os donos de franquias que a insistência dos jogadores era válida a ponto de ser justo ceder um pouco mais. E Clark cometeu a mesma falha no sentido contrário.

No final das contas, boa parte do público ficou com a imagem de que Manfred não foi um negociador, apenas um passador de recado dos donos. E de que Clark quis jogar duro para mostrar serviço, já que ele havia sido muito criticado por fazer muitas concessões à liga no último acordo trabalhista.

A questão principal é que esse documento está em vigor apenas até o final de 2021. A temporada atual é a prioridade com seus desafios particulares, como realizar os jogos com diversos protocolos sanitários e desafios logísticos no meio da segunda onda da pandemia, mas as conversas para a renovação do acordo precisam começar dentro do possível.

Manfred e Clark estão com imagem fragilizada, e podem usar essa negociação para recuperar prestígio. Mas que taminho tomarão? Radicalizarão suas posições para mostrar força diante de seus chefes ou tomarão uma postura realmente conciliatória para encontrar consensos? 

Para o beisebol, a segunda opção é a ideal. E, para ela ser possível, ambos precisam retomar o contato, nem que seja para avaliar o que deu errado na jornada de negociações da pandemia e evitar que isso se repita. Às vezes não custa nada discutir o relacionamento.

Fonte: Ubiratan Leal

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A MLB vai voltar! Mas entenda por que isso não é necessariamente uma boa notícia

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

         
     

Quando astro da MLB esqueceu do jogo, trocou socos e enlouqueceu Rômulo com porradaria generalizada

“Os clubes da MLB votaram unanimemente a proceder com a temporada de 2020 sob os termos do acordo de 26 de março. (...) Estamos requisitando a Associação de Jogadores da MLB a nos informar até às 17h desta terça duas questões. A primeira é se os jogadores conseguirão se apresentar em sete dias (1º de julho). A segunda é se a Associação dos Jogadores concorda com o Manual de Procedimentos que contém os protocolos de saúde e segurança necessários para nos dar a melhor oportunidade de conduzir e completar a temporada regular e os playoffs.”


O trecho acima foi o mais importante e esperado do comunicado emitido pela Major League Baseball na noite desta segunda. Ele oficializa que, salvo algum imprevisto -- uma forte segunda onda da Covid (possibilidade razoável) ou um boicote coletivo dos jogadores (possível em casos isolados, um pouco mais difícil de forma coletiva) --, a temporada de 2020 será realizada. A data de início ainda não foi confirmada, mas deve ser no meio de julho, após duas semanas de uma pré-temporada relâmpago.

Boa notícia, certo? Errrrrrr… mais ou menos.

O lado bom é o óbvio: vai ter beisebol. A temporada acontece, o torcedor terá partidas para ver, muitos trabalhadores que dependem financeiramente da liga também recuperarão seu ganha-pão e ainda dará tempo de a MLB retornar antes da NBA e da NHL, tendo um período saboreando a audiência proporcionada por ser única grande liga em atividade nos Estados Unidos. A parte cheia do copo é importante e não pode ser ignorada. Se você está feliz ou aliviado com a notícia, pode comemorar. Há motivos para isso. Mas não se esqueça que o copo também está meio vazio.

Quando a MLB escreve “sob os termos do acordo de 26 de março”, ela se refere ao documento em que os jogadores aceitavam a redução da temporada que a liga propusesse, desde que se comprometesse a pagar os salários proporcionais à quantidade de jogos que fossem programados. A liga também assinou e se comprometeu a fazer isso, mas depois mudou de ideia e tentou impor descontos extras no pagamento aos atletas se a temporada fosse muito longa (ou seja, se os salários fossem perto dos integrais para o ano).

Para saber mais do acordo de 26 de março, escrevi isso na época. E eu achava que era sinal de melhoria nas relações trabalhistas no beisebol...

Por isso, os dois lados ficaram um mês trocando propostas, buscando um meio-termo em que os jogadores fariam uma grande quantidade de jogos -- ou seja, receberiam uma proporção alta do salário -- e os donos não achassem que teriam muito prejuízo pagando essas proporções altas de salário. Os dois lados não chegaram a um acordo, ainda que as propostas finais fossem muito próximas: 60 jogos para a liga, 72 para os jogadores.

Jogadores dos Yankees comemoram vitória nos playoffs do ano passado
Jogadores dos Yankees comemoram vitória nos playoffs do ano passado ESPN


LEIA MAIS: Por que a MLB tem sofrido muito mais que as outras grandes ligas americanas para voltar da pandemia

Sem novo acordo, a liga decidiu impor unilateralmente o seu calendário. Provavelmente terá 60 jogos. Muitos dos benefícios que foram oferecidos nas propostas, como a adoção do rebatedor designado na Liga Nacional e expansão temporária dos playoffs, devem ser perdidos.

O fato de a temporada acontecer sob imposição da liga, com termos que desagradam os jogadores, é péssimo. Em curto prazo, há a possibilidade de alguns jogadores alegarem preocupação com a saúde e pedirem dispensa da temporada. Em médio prazo, o sindicato deve fazer jogo duro e dificultar qualquer conversa por um novo acordo para 2021, caso ainda não haja vacina e as autoridades não recomendem partida com público. Em longo prazo, vai azedar de vez as negociações pela renovação do acordo trabalhista. O atual tem validade até o final do ano que vem.

Ou seja, o efeito imediato da decisão da MLB é positivo, temos beisebol de volta. Mas a forma como foi feito pode abrir caminho para um futuro preocupante. Então, já se prepare para ler notícias falando em greve de jogadores ou locaute dos donos de times. Entre 2021 e 2022, é bem possível que se fale nisso.

Fonte: Ubiratan Leal

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De MVP ao banco de reservas? Cinco possíveis destinos para Cam Newton voltar à NFL

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

MVP da NFL em 2015, Cam Newton foi um dos jogadores mais empolgantes da liga por muito tempo, aliando a habilidade para correr com a bola e os longos passes que levaram o Carolina Panthers ao Super Bowl 50.

Mas desde a derrota para o Denver Broncos na decisão, em 2016, Newton só voltou aos playoffs mais uma vez, sofreu com lesões e, no dia 24 de março de 2020, acabou cortado pelos Panthers.

Mas o que o futuro guarda para a primeira escolha do Draft de 2011, que ainda não encontrou seu próximo time? Para tentar entender a situação, vamos analisar como estão cinco times que poderiam ser a futura casa de Cam Newton.

LOS ANGELES CHARGERS

O casamento parecia perfeito. Os Chargers começam a vida sem Philip Rivers com a chegada do calouro Justin Herbert. Por isso, a presença de um veterano como Cam Newton faria muito sentido em Los Angeles. 

Mas, apesar de tudo isso, Tyrod Taylor, reserva em 2019,  foi o escolhido para assumir a titularidade na semana 1. E para acabar com as esperanças de Newton, o técnico Anthony Lynn confirmou que pensou em contratar o ex-MVP antes de rejeitar a possibilidade.

NEW ENGLAND PATRIOTS

Jarrett Stidham e Brian Hoyer. São eles os dois quarterbacks que brigarão pela vaga de titular deixada por Tom Brady. Cam Newton já mostrou ter mais talento que ambos, mas a questão em New England sempre vai além disso...

Bil Belichick corre riscos, sim, mas só quando está decidido a enfrentá-los (até para Antonio Brown ele deu uma chance em 2019... que só durou um jogo). A chegada de Newton aumentaria a briga por vaga no elenco dos Patriots, mas se o negócio não aconteceu até agora, é muito improvável que ele aconteça nos próximos dois meses.

ARIZONA CARDINALS

Se Cam Newton não conseguiu espaço nos times que têm pontos de interrogação como quarterbacks titulares, está na hora de aceitar: ele só voltará para a liga em 2020 como reserva. E é por isso que os Cardinals fazem sentido.

Kyler Murray empolgou em sua temporada de calouro, e o time foi atrás de peças importantes para 2020 (olá, DeAndre Hopkins). O reserva de Murray? Brett Hundley, que tem nove jogos como titular na liga, com 9 touchdowns e 13 interceptações. Sem falar que Newton, caso esteja mesmo saudável, se encaixaria perfeitamente no ataque dinâmico que o técnico Kliff Kingsbury tenta implantar em Arizona

BALTIMORE RAVENS

Falando em ataques dinâmicos, chegamos ao comandando pelo MVP Lamar Jackson.

O reserva de Lamar é Robert Griffin III, um dos grandes talentos da década que sofreram com lesões. Mas pensando no estilo de jogo dos Ravens, sempre aproveitando a mobilidade do quarterback, um Cam Newton saudável acabaria se tornando mais uma arma em Baltimore. Não custa nada sonhar...

LOS ANGELES RAMS

Se os Chargers não quiseram Newton, talvez o outro time de Los Angeles queira. 

Jared Goff tem um contrato gigantesco com os Rams, e a temporada 2019 serviu apenas para o quarterback atrair de novo as críticas que pareciam ter se afastado. E mesmo se Sean McVay confiar totalmente em Goff, o time precisa de um QB reserva (John Wolford ocupa essa vaga neste momento... e ele nunca tentou um passe na NFL). Se Goff brilhar, McVay teria uma arma dinâmica com Newton no banco. Se Goff continuar regredindo, ele teria um ex-MVP no banco pronto para assumir a titulariade.

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Trae Young é um armador subestimado?

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco
Trae Young
Trae Young Getty Images

Trae Young é uma das futuras estrelas da liga e isso é inegável. O armador do Atlanta Hawks é visto dessa maneira e foi escolhido como titular do All-Star Game.

O camisa 11, porém, é visto apenas como um pontuador de elite e nada além disso. Os problemas com a defesa são claros, mas Trae vai muito além de um pontuador de elite.

O armador tem também uma visão de quadra acima da média e que pouquíssimas vezes é valorizada. Em sua carreira até aqui, que está na segunda temporada, Trae tem 9,3 assistências por partidas, números que, aos 21 anos, são maiores do que de grandes estrelas da história da liga.

Chris Paul e Magic Johnson, que tinham 8,9 e 8,6 assistências por jogo, são dois nomes que estavam abaixo de Trae nessa idade. Assim como Luka Doncic, o principal "rival" de Trae atualmente e considerado um dos melhores armadores da liga.

Em uma equipe que tem John Collins como a segunda opção de ataque, Trae mostra a cada jogo que é um dos melhores armadores da liga na hora de trabalhar o pick and roll e enxergar a quadra para distribuir assistências.

Portanto, é impossível falar de Trae Young e falar apenas de sua habilidade de pontuar.

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O peso dos gestos antirracistas da Nascar

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Bandeira confederada dos EUA
Bandeira confederada dos EUA Getty Images

“Essa é a maior vergonha da Nascar. Isso tem de acabar, mas ainda tem muito por aqui.” 

Tom Dannemiller foi seco e direto nas palavras, mas seu tom também indicava uma mistura de decepção com falta de esperança. Passávamos diante de uma das centenas de acampamentos de torcedores da Nascar, com trailers e churrasqueiras reunindo famílias de fanáticos, que demonstram sua torcida com grandes mastros decorados com várias bandeiras, uma acima da outra. No caso, a mais alta era de Tony Stewart. Logo abaixo, da Chevrolet, carro utilizado pelo piloto. E mais abaixo o alvo do ataque de Dannemiller: a Bandeira de Batalha do Exército do Norte da Virgínia, mais conhecida como “Bandeira Confederada”.

O pavilhão representa o exército derrotado na Guerra Civil Americana (1861-1865), um lado que tinha como principal causa defender a manutenção da escravidão nos Estados Unidos. E o fato de ser exibido por décadas, quase sem restrições, no Sul dos EUA reforçou a bandeira como um símbolo racista. Para Dannemiller, americano de Cleveland e empresário do piloto brasileiro Nelsinho Piquet durante sua passagem pelo automobilismo norte-americano, a naturalidade com que se via símbolos dos confederados em autódromos da Nascar era danoso à categoria.

Isso foi em maio de 2011. Desde então, a Nascar deu alguns passos para mudar essa imagem. Houve determinações para inibir a exibição da bandeira confederada nos autódromos, mas isso não impediu que torcedores levassem as suas e as expusessem nos acampamentos ao redor dos autódromos. O programa Drive for Diversity, que visa incentivar o desenvolvimento de pilotos pertencentes a minorias étnicas, começou a dar resultado e levou o nipo-americano Kyle Larson, o afro-americano Darrell “Bubba” Wallace Jr e o mexicano Daniel Suárez à Cup Series, a primeira divisão da categoria.

Bubba Wallace, piloto da Nascar
Bubba Wallace, piloto da Nascar Getty Images

Mas a virada real parece ter vindo neste ano. Em abril, o próprio Larson foi flagrado usando um termo racista em uma conversa durante uma corrida virtual. Ele foi suspenso pela Nascar, dispensado pela equipe Chip Ganassi e ainda perdeu seus patrocinadores. Com o crescimento de manifestações após a morte de George Floyd em Mineápolis, a categoria foi ainda mais agressiva.

Liderados por Bubba Wallace, que ganhou força como líder dos negros dentro do automobilismo americano, e de Dale Earnhardt Jr, um dos pilotos mais populares do país neste século e que, após sua aposentadoria, se tornou uma das vozes mais influentes do automobilismo americano. Bubba ganhou cada vez mais espaço para expor ao público da Nascar qual a realidade dos afro-americanos, com Dale Jr servindo como uma espécie de escudo para eventuais críticos.

Em 6 de junho, véspera da prova de Atlanta, vários pilotos publicaram nas redes sociais um vídeo em que todos se posicionam contra o racismo e a favor do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). A iniciativa foi de Jimmie Johnson, maior campeão da história da Nascar ao lado de Dale Earnhardt (pai de Dale Jr) e Richard Petty. Antes da corrida em si, no dia seguinte, foi feito um estrondoso minuto de silêncio, em que os pilotos interromperam as voltas de aquecimento para parar os carros e desligar os motores enquanto um mecânico da equipe de Bubba exibia uma camiseta do movimento Black Lives Matter. Em seguida o único piloto negro da Nascar pediu o banimento definitivo da bandeira confederada de eventos da categoria. Nesta quarta, seu desejo foi atendido.

Todas as ligas esportivas americanas demonstraram apoio às mobilizações antirracistas. Mas provavelmente em nenhuma delas isso tem simbolismo maior do que na Nascar. Uma categoria que tem sua base mais fiel de torcedores formada por brancos do interior do sul dos Estados Unidos, onde casos de racismos são mais comuns e há mais tolerância (ou mesmo defesa) de símbolos e figuras do exército confederado, basicamente membros de famílias escravagistas.

É bom ver a maior categoria do automobilismo americano não ter de lidar mais com essa vergonha. E que, como imaginava Dannemiller, que esse novo momento ajude a torná-la mais popular e diversa nas pistas e nos acampamentos que invadem cada circuito em dia de corrida.

Fonte: Ubiratan Leal

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Por que a MLB tem sofrido muito mais que as outras grandes ligas americanas para voltar da pandemia

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Francisco Lindor está em seu último ano de contrato com o Cleveland Indians
Francisco Lindor está em seu último ano de contrato com o Cleveland Indians GettyImages

A NBA já anunciou seu plano de retorno da pandemia, a NHL também e a NFL já estabeleceu como será a pré-temporada e a temporada em si. E, bem, MLB também, mas há uma diferença: jogadores rejeitaram a proposta e ainda não se sabe como será essa volta. O impasse entre o que querem os donos de franquias e o que querem os jogadores é tamanho que há quem acredite que nem tenhamos temporada do beisebol em 2020.

Mas o que torna a situação da Major League Baseball tão complicada na comparação direta com as ligas de basquete e hóquei no gelo? Há diversas razões (um articulista da ESPN americana chegou a elencar nove motivos), mas três se destacam como as principais.

Obs.: para entender como está o panorama geral das diferentes ligas, basta ver meu post anterior neste blog.

1) Impacto no calendário

A pandemia estourou em março nos Estados Unidos. Foi quando as ligas pararam suas atividades: a NBA e a NHL na reta final da temporada regular, a MLB no meio da pré-temporada. O momento foi particularmente ruim para o beisebol em relação aos demais esportes.

A NBA e a NHL foram bastante afetadas, mas cerca de 80% da temporada regular já tinha acontecido. O plano de retorno precisa apenas contemplar um pouco de temporada e um esquema especial de playoffs. É mais fácil negociar uma solução radical como isolar os times em “bolhas”, por exemplo, uma solução mais barata do ponto de vista operacional, mas que sacrifica mais os jogadores pelo distanciamento de suas famílias. 

Donovan Mitchell e Rudy Gobert no EUA x França no Mundial de basquete. São companheiros no Utah Jazz e deram positivo para Covid-19
Donovan Mitchell e Rudy Gobert no EUA x França no Mundial de basquete. São companheiros no Utah Jazz e deram positivo para Covid-19 FIBA

Mas o maior benefício de já ter a temporada em estágio avançado é o faturamento em venda de ingressos e de produtos nos dias de jogos. Ainda que ter portões fechados na reta final do campeonato represente uma perda grande, as franquias já garantiram centenas de milhões de dólares previstos para esse ano em “matchday” (termo comum na gestão esportiva que engloba as receitas em dias de jogos, com ingresso, venda de alimentos, venda de produtos licenciados, estacionamento etc). É mais fácil absorver a perda.

No beisebol, o cenário é bem pior. Os únicos jogos com públicos foram de pré-temporada, irrelevantes no total do orçamento das equipes. A temporada inteira terá de ser jogada sem público nos estádios, o que deixará os times muito mais longe da meta de faturamento para o ano. Justamente por isso, o grande atrito entre sindicato de jogadores e liga é em como calcular o dinheiro que será pago aos atletas.

A NFL também terá a temporada toda em portões fechados. Mas...

2) Importância da bilheteria

...no futebol americano, o público nos estádios tem uma importância muito menor no faturamento das franquias. Aliás, a Major League é a grandes ligas americanas que tem nos dias de jogos a maior fatia da receita total: 40%.

A MLB tem média de público em torno de 29 mil, dez mil a mais que NBA e NHL e com o dobro de jogos na temporada regular. A NFL tem mais que o dobro, mas só conta com um décimo das partidas. Ou seja, a liga de beisebol lidera o esporte americano (aliás, o esporte mundial, porque vence também qualquer campeonato do planeta) em ingressos vendidos. Além disso, a modalidade é intrinsecamente ligada ao consumo de tudo quanto é coisa nos estádios. A ponto de a Sports Illustrated já ter feito uma reportagem sobre o impacto do adiamento do beisebol na indústria de salsichas e amendoim nos Estados Unidos.

Tradição: os Dodgers venderam 2,7 milhões de cachorros quentes só no ano passado
Tradição: os Dodgers venderam 2,7 milhões de cachorros quentes só no ano passado Getty

Por isso, realizar uma temporada inteira de portões fechados tem um impacto grande para qualquer competição de alto nível, mas é especialmente grave na MLB. O que motivou um certo pânico dos donos de franquias, que temem ter prejuízo se a temporada foi muito longa e se os salários dos jogadores...

3) Relação trabalhista

...for pago dentro do que eles próprios haviam combinado em março. Na época, a liga e o sindicato fecharam um acordo que os atletas receberiam seus salários em uma proporção direta à quantidade de partidas da temporada. Se a temporada tiver 81 jogos (metade dos 162 previstos), os salários seriam de 50% do previsto em contrato. Se fossem 40 partidas (praticamente um quarto dos 162), ficaria em cerca de 25% do previsto. E assim por diante.

No entanto, os donos de franquias perceberam depois que o faturamento deles não será a metade do esperado se a temporada tiver metade dos jogos, porque essa conta ignorava o fato de que não haverá receita em “matchday”. Assim, tentaram refazer o acordo com os atletas, prevendo cortes que fariam alguns jogadores receberam apenas um sétimo do salário integral se a temporada fosse cortada pela metade.

Claro, os jogadores não aceitaram. Já houve contraproposta, e contracontraproposta, e há uma esperança que elas se aproximem até que se encontre um acordo. No entanto, o acordo que rege as relações trabalhistas da MLB vence no final de 2021, e as negociações para sua renovação já vinham quentes desde 2019. Isso faz da negociação pontual da pandemia uma prévia da discussão sobre o acordo trabalhista, aumentando a intransigência dos dois lados.

Nas demais ligas, isso não é um problema tão grande. Na NBA, a relação entre o sindicato e a liga é muito mais amistosa. Na NHL, o acordo trabalhista atual dura até 2022, a negociação para sua renovação está mais distante. Na NFL, a associação de atletas tem muito menos poder de barganha diante dos donos. E, como regra geral para as três, há teto salarial, que tem como um dos elementos de cálculo o faturamento da liga. Ou seja, se os clubes faturarem menos que o esperado por causa da ausência de torcida, o teto salarial é imediatamente recalculado. Tudo isso já estabelecido no papel.

O beisebol não tem teto salarial, então a negociação é mais livre. E, também por ser mais livre, cada cenário excepcional exige uma nova negociação. Talvez até se encontrem termos melhores que o cálculo automático das outras ligas, mas também aumenta o risco de não haver acordo algum. É o que estamos vendo agora.

Fonte: Ubiratan Leal

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Por que a MLB tem sofrido muito mais que as outras grandes ligas americanas para voltar da pandemia

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'The Last Dance' mostrou Jordan neutro em questões políticas e sociais. 'Caso George Floyd' mostra que não é bem assim

Gustavo Faldon
Gustavo Faldon

No aclamado documentário 'The Last Dance', produzido pela ESPN dos Estados Unidos e que retrata a dinastia do Chicago Bulls na NBA nos anos 1990, Michael Jordan é criticado por ter se mantido neutro em questões políticas e sociais importantes. E o caso citado é o de não ter apoiado Harvey Gantt para a eleição de senador contra o adversário de extrema direita Jesse Helms. 

Essa corrida política aconteceu no início daquela década , auge da 'Jordan-mania' nos Estados Unidos. E por se tratar da Carolina do Norte, onde o astro nasceu, muitos esperavam que ele desse apoio a Gantt, que tinha a chance de se tornar o primeiro senador negro no estado.

A frase dita por Jordan à época gerou polêmica e prejudicou a imagem do astro nesse sentido, principalmente perante à comunidade afro-americana: "Republicanos também compram tênis", disparou, referindo-se ao sucesso dos calçados com sua marca, os  'Air Jordan'.

Michael Jordan manifestou-se de forma contundente no 'caso George Floyd'
Michael Jordan manifestou-se de forma contundente no 'caso George Floyd' Getty Images

No documentário, Jordan disse que não falou publicamente sobre o assunto, mas que chegou a ajudar financeiramente a campanha de Gantt - até sua mãe lhe pedira para participar de forma mais ativa, o que não aconteceu.

Dos anos 1990 para 2020

Se se omitiu no passado, e foi bastante criticado por isto, desta vez Michael Jordan agiu rápido e de forma contundente. Forte! 

O hoje senhor de 57 anos e considerado o melhor jogador de basquete de todos os tempos manifestou-se após a trágica morte do negro George Floyd por um policial branco que tem sido o centro de discussões raciais e várias manifestações nos Estados Unidos.

Jordan divulgou um comunicado nesse domingo (31) pedindo ação contra o racismo no país, criticando a violência e pedindo até mudança nas leis.

Deixou claro, assim como Martin Luther King, também negro, ícone da luta por direitos civis nos Estados Unidos entre os anos 1950 e 1960 e que acabou assassinado em 1968, que os atos precisam ser pacíficos. 

Mas escolheu um lado, o "daqueles que se opõem ao racismo e violência contra pessoas de cor no nosso país".      

E foi direto: "Basta!"

6 finais, 6 títulos: o melhor de Jordan nas decisões da NBA; veja




Veja, abaixo, o comunicado de Michael Jordan na íntegra:

"Eu estou profundamente triste, machucado e nervoso. Eu vejo e sinto a frustração e ira de todos. Eu fico do lado daqueles que se opõem ao racismo e violência contra pessoas de cor no nosso país. Basta.

Eu não tenho as respostas, mas nossas vozes mostram força e incapacidade de serem compartilhadas pelos outros. Nós devemos ouvir uns aos outros, mostrar compaixão, empatia e nunca virar as costas para a brutalidade sem sentido. 

Nós temos que continuar com expressões pacíficas contra a injustiça e exigir responsabilidade. Nossa voz unificada precisa pressionar os nossos líderes para mudar as leis ou precisamos usar o voto para criar mudanças sistêmicas. Todos precisamos ser parte da solução e precisamos exigir justiça para todos.

Meu coração fica com a família de George Floyd e aos milhares cujas vidas foram tiradas de forma brutal por atos racistas e de injustiça."

*Texto em parceria com Jean Santos

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Em que situação estão as principais ligas americanas para a retomada das atividades

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
LeBron James e Luka Doncic, dois dos principais nomes da atual temporada da NBA
LeBron James e Luka Doncic, dois dos principais nomes da atual temporada da NBA Getty

Os Estados Unidos são, com muita folga, o país mais atingido pela pandemia de Covid-19. No entanto, os números de novos casos e de mortes já começam a cair, sinais de que o pico já está passando. As ligas esportivas foram no embalo e aceleraram as discussões para retomar as atividades, encerrando a temporada (NBA e NHL) ou iniciando uma (MLB). 

Veja abaixo em que patamar está cada uma para o retorno:

NBA

A maior parte das franquias já teve liberação dos governos de seus estados para voltar a treinar. Ainda é uma atividade parcial, com pequenos grupos e distanciamento, mas a retomada definitiva seria mais rápida. É possível que no começo de julho já tenhamos partidas oficiais da maior liga de basquete do planeta.

Está cada vez mais consolidado o modelo de segurança sanitária que a NBA utilizará: os jogadores ficarão confinados em uma ou duas cidades em que poderiam ficar hospedados, treinar e jogar em ambientes controlados e de poucos deslocamentos. O local que surge com mais força nas discussões é o complexo da Disney World em Orlando, que conta com milhares de quartos em hoteis e ainda tem as arenas e instalações de treino no ESPN Wide World of Sports. Caso uma segunda localidade seja necessária (de preferência mais a Oeste), Las Vegas larga na frente pela capacidade de abrigar todos os times e até parte das atividades esportivas dentro de um mesmo hotel. Como falta pouco para encerrar a temporada, cerca de dois meses, os jogadores parecem dispostos a se sujeitar ao distanciamento de suas próprias famílias.

ESPN Wide World of Sports, em Orlando
ESPN Wide World of Sports, em Orlando Gustavo Hofman

O que ainda se discute muito é dentro de quadra: qual a fórmula para acabar o campeonato. Retomar a temporada de onde parou soa impraticável. Ainda faltavam entre 16 e 19 jogos para as equipes e levaria mais de um mês só para isso, mesmo se o calendário for sobrecarregado. Uma possibilidade é jogar apenas o suficiente para que todos os times terminem a temporada regular com o mesmo número de jogos. Outro caminho seria simplesmente decretar o final da temporada regular e ir direto aos playoffs.

Mas como terminar agora se ainda tinha time com chance de conquistar uma vaga no mata-mata? Justamente por isso, ganham forças os sistemas de disputa que coloquem 20 times na fase decisiva, dez por conferência. Desse modo, quem ainda tem chance seria contemplado. E essa fase decisiva poderia até ter uma etapa em grupos antes de definir as quartas de final (ou semifinais de conferência). Também se fala em misturar as conferências excepcionalmente, misturando todas as equipes.

MLB

O plano da MLB é reiniciar a pré-temporada no início de junho e abrir a temporada regular no primeiro fim de semana de julho, coincidindo com o feriado de 4 de julho (Dia da Independência dos EUA). Aliás, não é só isso que está definido: todo o campeonato já está desenhado. Os times jogariam em seus próprios estádios (sem torcida, claro), permitindo aos jogadores ficarem em casa, com seus familiares. A tabela marcaria apenas confrontos dentro da própria divisão ou com adversários da divisão equivalente da outra liga (leste x leste, central x central, oeste x oeste) para reduzir o desgaste, tempo e riscos de longas viagens. Seriam 82 partidas na temporada regular e os playoffs seriam ampliados para 14 times, sete da Liga Nacional e sete da Americana. A temporada seria encerrada em outubro, como já ocorre normalmente, porque a liga quer evitar uma decisão em novembro, quando poderia haver uma segunda onda da pandemia de acordo com as autoridades de saúde dos Estados Unidos.

Então está tudo pronto, é só jogar, certo? Errado. Em março, no início da quarentena, a liga entrou em acordo com o sindicato de jogadores e ficou combinado que os atletas receberiam os salários proporcionais ao número de partidas que fossem realizadas. Por exemplo, o sistema proposto tem 82 jogos, 50,6% dos 162 disputados normalmente. Assim, os jogadores receberiam 50,6% do salário.

Mookie Betts, grande contratação do Los Angeles Dodgers na temporada, ainda não estreou em partidas oficiais pelo novo time
Mookie Betts, grande contratação do Los Angeles Dodgers na temporada, ainda não estreou em partidas oficiais pelo novo time Getty Images

A rapidez com que saiu esse acordo foi saudada como sinal de melhoria na relação entre liga e sindicato. No entanto, os donos das franquias (que são os controladores da liga) perceberam que a conta era ruim para eles. Afinal, reduzir metade da temporada 2020 não significa que o faturamento será a metade, pois todo o dinheiro que entra em bilheteria e consumo nos estádios seria zerado. Resultado: os clubes decidiram propor um novo acordo, dividindo o faturamento da MLB deste ano em 50-50, com metade dele indo para o pagamento de salários e a outra metade para lucros e outras despesas.

O modelo representa uma enorme redução nos salários dos jogadores, que não detestaram essa parte do plano apresentado pela liga. As negociações estão em andamento, mas o clima entre as partes azedou na última terça, quando a proposta financeira da MLB foi oficialmente apresentada. Há quem tema um cancelamento total da temporada por falta de acordo, o que torna a contraproposta do sindicato tão importante. Ela pode dar o tom que a negociação tomará nas próximas semanas.

NHL

Das três principais ligas que pararam para a pandemia, é a que está mais atrasada no planejamento do retorno. Na última terça, a NHL apresentou o plano oficial para retomada da temporada. Os times se apresentariam para treinos restritos já em junho, mas treinos com toda a equipe só em julho. Não foi apontada uma data para o primeiro jogo oficial, mas talvez ficasse para a segunda quinzena de julho ou mesmo para agosto.

O principal problema da NHL é logístico. No hóquei no gelo, a presença canadense é muito grande, tanto na quantidade de franquias quanto na de jogadores. Por isso, todo o esquema para finalizar a temporada teria de considerar as restrições de trânsito entre Canadá e Estados Unidos, incluindo quarentena de alguns dias para quem atravessar a fronteira. Além disso, cerca de 15% dos atletas da liga estão na Europa neste momento, e também só poderiam treinar após cumprir quarentena quando fossem para a América do Norte.

O goleiro finlandês Pekka Rinne, um dos destaques do Nashville Predators
O goleiro finlandês Pekka Rinne, um dos destaques do Nashville Predators Getty

A vantagem da NHL em relação a NBA e MLB é ter a fórmula de disputa já definido. Para contemplar os times que estavam fora da zona de classificação para os playoffs, mas ainda brigavam por uma vaga, a liga decidiu aumentar o mata-mata de 16 para 24 equipes. Em cada conferência, os quatro primeiros estariam classificados antecipadamente para a primeira fase. Eles enfrentariam as equipes que passassem pela fase preliminar, composta por confrontos eliminatórios entre os times de 5º a 12º lugar.

NFL e NCAA

O futebol americano profissional e universitário, além do basquete universitário, trabalham com a ideia de que realizarão suas temporadas normalmente. A única diferença é que os estádios terão portões fechados, ainda que haja dirigentes da NFL sonhando com a possibilidade de ter torcida na reta final da temporada regular ou nos playoffs.

No caso do esporte universário, uma grande baixa foi o cancelamento da temporada em várias modalidades menos midiáticas (vôlei, ginástica artística, futebol, rugby, atletismo...) em algumas conferências.

Fonte: Ubiratan Leal

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ESPN e ESPN App exibem finais e jogos históricos da NBA com Magic, Bird, Kobe, Curry e outras lendas a partir de 29/5; veja a lista!

ESPN League
ESPN League

Está com saudade da NBA, certo?

Enquanto ela não volta, a ESPN irá exibir uma série de jogos e decisões históricas da maior liga de basquete do mundo.

Começa a partir da próxima sexta-feira, dia 29 de maio, e todas as partidas serão exibidas com narração em português na ESPN e ESPN App.

Desde finais históricas até jogos que se tornaram lendários por marcas e recordes, tem para todos os gostos e times para o fãs de esportes ir matando a saudade da NBA.

Larry Bird e Magic Johnson
Larry Bird e Magic Johnson Getty Images

Veja abaixo a lista com os horários de Brasília:

29/5, 20h - Knicks x Lakers, jogo 7 da final de 1970

30/5, 20h - Celtics x Suns, jogo 5 da final de 1976

03/06, 20h - Jazz x Pistons, jogo da temporada regular de 22/1/78

05/06, 20h - Lakers x 76ers, jogo 4 da final de 1983

06/06, 20h - Celtics x Knicks, jogo 7 da semi do Leste de 1984

10/06, 20h - Lakers x Celtics, jogo 6 da final de 1984

12/06, 20h - Lakers x Celtics, jogo 3 da final de 1987

13/06, 20h - Lakers x Pistons, jogo 4 da final de 1989

17/06, 20h30 - Suns x Supersonics, jogo 5 da final do Oeste de 1993

19/06, 20h - Nets x Magic, jogo da temporada regular de 20/11/93

20/06, 20h - Knicks x Pacers, jogo 6 da final do Leste de 1994

24/06, 20h30 - Bucks x 76ers, jogo da temporada regular de 1/11/96

26/06, 20h - Suns x Raptors, jogo da temporada regular de 27/2/2000

27/06, 20h - Pacers x Lakers, jogo 6 da final de 2000

28/06, 20h - Lakers x 76ers, jogo 3 da final de 2001

29/06, 20h - Spurs x Pistons, jogo 7 da final de 2005

30/06, 20h - Lakers x Rockets, jogo 1 da semifinal do Oeste de 2009

01/07, 20h30 - Warriors x Pacers, jogo da temporada regular de 5/12/2016




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Celtics completam varrida contra os Lakers e são campeões da NBA!

ESPN League
ESPN League

Vocês decidiram, e o Boston Celtics venceu o jogo 4 das Finais da NBA  contra o Los Angeles Lakers no #EuDecidoNBAnaESPN.

O duelo  terminou com vitória de Boston, liderados por Kemba Walker e Jayson Tatum, por 1359 a 970. Com isso, os Celtics completam a varrida e vencem o título da NBA.

Como funcionou? Desde o dia 29 de abril, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor foi definido por você nos comentários. O resultado sempre foi publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Celtics campeão
Celtics campeão Dalton Cara

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada foi definida em uma partida única; para as Finais, o campeão saiu de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

O jogo do dia foi ao ar às 20h, e a contagem dos comentários valeu até às 16h do dia seguinte. 

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Celtics vencem Lakers de novo, se aproximam de varrida e ficam com a mão na taça da NBA

ESPN League
ESPN League

Vocês decidiram, e o Boston Celtics venceu o jogo 3 das Finais da NBA  contra o Los Angeles Lakers no #EuDecidoNBAnaESPN.

O duelo foi uma lavada e terminou com vitória de Boston, liderados por Kemba Walker e Jayson Tatum, por 773 a 410. Com isso, os Celtics abrem 3 a 0 na série melhor de 7 e ficam com a mão na taça perto de uma varrida.

Como funciona? Desde o dia 29 de abril, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

O jogo do dia irá ao ar às 20h, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. 

O jogo 4 das Finais entre Los Angles Lakers e Boston Celtics vai ao ar no Instagram da ESPN Brasil às 20h desta quinta-feira.

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The Last Dance: um debate com um dos maiores especialistas em Michael Jordan do Brasil

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


O documentário "Arremesso Final" (que no Brasil ficou mais conhecido pelo seu nome original, "The Last Dance") foi o principal atrativo para o amante de esportes americanos nessas semanas de quarentena devido à pandemia. Sem competições acontecendo, a série co-produzida pela ESPN americana animou os últimos cinco domingos, com o lançamento de dois episódios inéditos de uma hora cada mostrando os bastidores da última campanha de Michael Jordan com o Chicago Bulls.

Michael Jordan faz a cesta do título em seu último jogo pelos Bulls
Michael Jordan faz a cesta do título em seu último jogo pelos Bulls Reprodução TV

A produção aproveitou imagens inéditas gravadas na época, com acesso raro a vestiários e corredores fechados à mídia, e um grande trabalho de pesquisa, produção e reportagem. Michael Jordan é a grande estrela, mas os episódios também mostram o papel de figuras importantes como o técnico Phil Jackson, o gerente geral Jerry Krause e jogadores como Scottie Pippen, Dennis Rodman, Steve Kerr e Toni Kukoc, entre outros.

Para discutir a série, gravei uma conversa em vídeo com Társis Marim, um dos maiores conhecedores de Michael Jordan do Brasil. Confira.


VEJA TAMBÉM

Vários documentários da série 30 por 30 da ESPN contam histórias ou personagens mencionados na série "Arremesso Final", em alguns casos até com mais detalhes. Estão disponíveis no WatchESPN e podem trombar com você na programação regular dos canais ESPN. Veja abaixo:

"Sole Man", sobre Sonny Vaccaro, o executivo da Nike responsável por levar Michael Jordan à empresa
"Jordan Rides the Bus", sobre a passagem de Michael Jordan pelo beisebol
"Once Brothers", conta a história da divisão da Iugoslávia sob o ponto de vista do basquete (o enfoque é maior em Drazen Petrovic e Vlade Divac)
"Bad Boys", apresenta o Detroit Pistons bicampeão da NBA imediatamente antes do início da dinastia dos Bulls
"This Magic Moment", mostra o grande time montado pelo Orlando Magic no meio dos anos 90
"Rodman: For Better or Worse", conta a trajetória de Dennis Rodman

Fonte: Ubiratan Leal

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Celtics frustram Lakers em Los Angeles e vencem jogo 1 das Finais da NBA

ESPN League
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Vocês decidiram, e o Boston Celtics venceu o jogo 1 das Finais da NBA  contra o Los Angeles Lakers no #EuDecidoNBAnaESPN.

O duelo, mesmo sendo na casa de LeBron James por conta da melhor campanha dos Lakers, terminou com vitória de Boston, liderados por Kemba Walker e Jayson Tatum, por 1165 a 831

Como funciona? Desde o dia 29 de abril, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

O jogo do dia irá ao ar às 20h, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. 

O jogo 2 das Finais entre Los Angles Lakers e Boston Celtics vai ao ar no Instagram da ESPN Brasil às 20h desta terça-feira.


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Celtics frustram Lakers em Los Angeles e vencem jogo 1 das Finais da NBA

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Com recorde, Lakers de LeBron superam Clippers de Kawhi e fazem final da NBA contra os Celtics

ESPN League
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Vocês decidiram, e o Los Angeles Lakers é o segundo finalista da NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

O duelo foi uma verdadeira lavada dos Lakers, liderados por LeBron James, em cima do Los Angeles Clippers de Kawhi Leonard na final da Conferência Oeste com o placar recorde até agora de 678 a 332, 

Como funciona? Desde o dia 29 de abril, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

O jogo do dia irá ao ar às 20h, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

Assim, as duas finais de conferência estão decididas.

Com isso, a final da NBA será a maior rivalidade do basquete: Boston Celtics x Los Angeles Lakers. E a decisão começa na segunda-feira, dia 18 de maio.


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Com recorde, Lakers de LeBron superam Clippers de Kawhi e fazem final da NBA contra os Celtics

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Boston Celtics consegue virada emocionante, bate o Milwaukee Bucks e é o 1º finalista da NBA

ESPN League
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Vocês decidiram, e o Boston Celtics é o primeiro finalista da NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

Foi o confronto mais difícil e emocionante até agora. Faltando meia-hora para o fim da disputa, o Milwaukee Bucks ganhava por 25 votos. Mas Jayson Tatum, Kemba Walker e cia. reagiram impressionantemente e foram buscar a vitória com uma virada incrível: 575 a 540.

Como funciona? Desde o dia 29 de abril, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

Assim, as duas finais de conferência estão decididas.

Nesta quarta, o duelo final será no Oeste e promete pegar fogo com o clássico de Los Angeles: Lakers x Clippers.


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Quase no estouro do cronômetro, Clippers eliminam Rockets e definem as Finais de Conferência da NBA

ESPN League
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Vocês decidiram, e o LA Clippers é o último finalista de conferência NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

Foi bem difícil! Kahwi, Paul George e cia. tiveram muita dificuldades diante de Russell Westbrook e James Harden. Mas o time de Los Angeles venceu o Houston Rockets por 397 a 380.

Como funciona? Desde o dia 29 de abril, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

Assim, as duas finais de conferência estão decididas.

No Leste, a disputa começa às 20h desta terça-feira, com Boston CelticsMilwaukee Bucks.

Na quarta, o duelo será no Oeste com o clássico de Los Angeles: Lakers x Clippers.

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Quase no estouro do cronômetro, Clippers eliminam Rockets e definem as Finais de Conferência da NBA

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Celtics de Kemba e Tatum eliminam o atual campeão Raptors e vão à final do Leste nos playoffs da NBA

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Vocês decidiram, e o Boston Celtics é o primeiro finalista da Conferência Leste da NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

Kemba Walker, Jayson Tatum e cia. não deram chances ao atual campeão Toronto Raptors de Pascal Siakam e Kyle Lowry e venceram por 284 a 135.

Como funciona? Desde a última quarta-feira, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

O Boston Celtics encara na final do Leste o Milwaukee Bucks de Giannis Antetokounmpo.

Agora, é a vez de votar em Houston Rockets e Los Angeles Clippers. Quem vence esse duelo na semi do Oeste?

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