Stephen Curry merece estar à frente de Kobe Bryant em ranking histórico da NBA

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

Na quinta-feira, o Bleacher Report divulgou um ranking histórico da NBA em que Stephen Curry era o 10º colocado e Kobe Bryant o 14º. A presença do armador do Golden State Warriors na frente da lenda do Los Angeles Lakers causou polêmica nas redes sociais, mas não está errada.

A única coisa errada é a posição de cada um no ranking. Kobe e Curry deveriam estar no top 10, mas o jogador dos Warriors na frente do ex-Laker é o correto.

E por um motivo simples: Kobe Bryant foi um excelente jogador, mas foi uma "cópia fiel" do que já havia vindo antes, Curry foi o jogador que mais influenciou o basquete na história, além de ser o melhor arremessador de todos os tempos e um dos três melhores armadores que a liga já viu.

Steph é um dos 3 melhores PGs da história
Steph é um dos 3 melhores PGs da história Getty Images

O legado do armador dos Warriors será maior do que o deixado pelo ala dos Lakers. Antes de Steph, a NBA arremessava, no total, 52 mil bolas de três em uma temporada (números de 2015). Na última temporada, foram 78 mil arremessos de longa distância, ou seja, um aumento de 26 mil bolas desde que os Warriors foram campeões pela primeira vez sob a batuta de Curry.


         
    

O sistema de ataque do Warriors deixou sua marca pelas equipes da NBA atual e só foi possível por conta da qualidade de Curry. Pelo fato de ser o melhor arremessador de todos os tempos e, ao mesmo tempo, um jogador extremamente coletivo. Que sempre se dispôs a se sacrificar pelo sucesso da equipe, ao contrário de Kobe Bryant e sua "Mamba Mentality".

Stephen Curry é um arremessador melhor, um armador melhor, um jogador melhor e um companheiro melhor do que Kobe Bryant foi. Em uma discussão em que o nível dos jogadores é tão parelho, detalhes fazem a diferença. E Steph vence em todos os detalhes e no legado.

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Acha que as grandes ligas americanas sofrem com a pandemia? Então veja a NCAA

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Clemson x Alabama
Clemson x Alabama Getty Images

NBA e NHL têm meses de paralisação, depois voltam com calendário reduzido justamente na reta final da temporada regular e fazem os playoffs em bolhas de operação milionária. A MLB também paralisou, reduziu sua temporada regular a um terço do normal e improvisará uma bolha também para o mata-mata. A NFL ainda manteve o calendário, mas prejudicou a preparação dos atletas e viu estrelas pedirem dispensa. Ah, e todas elas perdendo milhões e milhões em bilheteria com partidas de portões fechados ou com enorme restrição de público.

Sim, o esporte americano está sofrendo com a pandemia. Mas isso parece o resfriado da estação perto do que está ocorrendo no esporte universitário. Onde o impacto é enorme nas competições em si, com o agravante que os atletas ainda estão em formação e podem perder um ano precioso de seu desenvolvimento.

O basquete foi a primeira vítima de peso. A pós-temporada foi cancelada em cima da hora, durante as finais de conferência e semanas antes do bilionário March Madness. Isso tirou uma receita gigantesca das universidades e a última chance dos jogadores de mostrar seu potencial para o draft.

Obs.: no meio disso, toda a temporada do beisebol universitário também foi cancelada. Mas o impacto econômico dela é bem menor

O golpe nos programas esportivos da universidade já foi grande. Mas aí veio a segunda onda da pandemia nos Estados Unidos, que coincidiu com a temporada do futebol americano.

A NCAA começou a trabalhar para realizar a temporada do futebol americano. É a modalidade mais lucrativa do esporte universitário e ajudaria a atenuar as perdas pelo cancelamento do basquete. No entanto, havia muitas dúvidas sobre a capacidade de realizar um campeonato com segurança para as gigantescas delegações das equipes em cada partida.

Em agosto, algumas conferências anunciaram a intenção de adiar suas temporadas de futebol americano para disputá-la apenas no primeiro semestre de 2021. Entre essas, estavam duas das chamadas Power Five, o grupo de conferências mais poderosas: Big Ten e Pac-12. A Big Ten voltou atrás e decidiu organizar uma temporada reduzida, com início em outubro. Ainda assim, a saída da Pac-12 tirou equipes tradicionais como UCLA, USC, Cal-Berkeley, Oregon e Stanford da disputa.

Isso não significa que está tudo bem com o resto do campeonato, incluindo as outras três do Power Five, ACC, SEC e Big 12. Elas reorganizaram seu calendário para que as equipes enfrentem apenas adversários dentro das conferências, evitando longas viagens. O custo de deslocamento também diminui, mas a conta fica no vermelho, pois vários confrontos lucrativos entre gigantes de conferências diferentes foram cancelados.

Até o momento, a expectativa é que a pós-temporada seja realizada. Claro, com restrição de público e dentro das limitações impostas pelas mudanças dentro de cada conferência. No entanto, é evidente que o esporte universitário americano está perdendo bilhões de dólares. Nesse cenário, como fazer a conta fechar?

Quando se fala em NCAA, imagina-se automaticamente o futebol americano e o basquete, talvez beisebol e softbol. O que nem sempre é lembrado é que os lucros dessas modalidades ajudam também a sustentar as dezenas de modalidades deficitárias, que são mantidas por tradição e uma compreensão do papel social e educativo que o esporte tem na educação.

Devido às perdas com a pandemia, as universidades cancelaram programas esportivos de esportes como vôlei, luta, atletismo, ginástica artística, natação, rugby, futebol, tênis, golfe, esgrima, remo, lacrosse, tiro e polo aquático, entre outras. Os estudantes-atletas tiveram suas bolsas de estudos preservadas e ao menos poderão concluir seu curso superior, mas estão sem o treinamento de alto nível que recebiam. E muitos nem sabem se esses programas voltarão tão cedo.

Cesar Cielo com as medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos de 2008
Cesar Cielo com as medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos de 2008 Getty

Quão forte é essa preparação? Bem, Cesar Cielo defendeu a natação da Universidade de Auburn de 2005 a 2007. Em 2008, foi medalha de ouro nos 50 metros nado livre nos Jogos Olímpicos de Pequim. No Mundial do ano seguinte, foi ouro nos 50 e nos 100 metros livre. Dividiu o pódio com o francês Frédérick Bousquet, prata nos 50 e bronze nos 100 metros e ex-colega do brasileiro na equipe de Auburn.

Por isso, o grande impacto da pandemia no esporte universitário americano nem é no basquete e no futebol americano, mas nas centenas de atletas de alto nível em esportes olímpicos que finalizam sua preparação em algum programa da NCAA. Para esses, a torcida é para que o dinheiro da bola oval e da bola laranja voltem a entrar, até o ponto de novamente sobrar alguma coisa para os programas secundários.

Fonte: Ubiratan Leal

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A MLB enfim adota uma 'bolha'

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

A informação havia vazado na última semana, mas a confirmação veio apenas na última terça-feira. A Major League Baseball vai entrar em uma “bolha” para encerrar sua temporada. A partir da segunda fase dos playoffs, os times se dividirão entre dois locais, onde ficarão confinados dentro do circuito hotel-estádio até o último jogo da World Series.

Veja o formato:

- A primeira fase de playoffs, criada especialmente para a temporada 2020, será em séries melhor de três com todas as partidas no estádio do cabeça de chave (campeões de divisão e o melhor segundo colocado);

- A partir da série de divisão (semifinal de liga), as equipes da Liga Nacional se deslocarão para o Texas, onde jogarão no estádio do Texas Rangers -- na região metropolitana de Dallas -- ou no do Houston Astros. As equipes da Liga Americana vão para o sul da Califórnia, atuando no estádio do Los Angeles Dodgers ou no do San Diego Padres;

- As finais de liga serão nos estádios de Rangers e Dodgers;

- A World Series será no estádio dos Rangers.

No ponto de vista da operação dentro da bolha, será um sistema mais parecido com o da NHL do que o da NBA. Ao invés de deixar todos os profissionais envolvidos dentro de um complexo, como no basquete, o beisebol deixará elencos, comissões técnicas, delegados e outras pessoas ligadas aos jogos em hoteis, que atenderão apenas à MLB. Os atletas poderão receber visitas de seus familiares, que terão de passar por exames de COVID-19 e quarentena.

Ele enterrou a cara no chão e ainda aguentou seu companheiro descontrolado rindo da sua desgraça

A solução adotada pela MLB foi engenhosa, sobretudo na escolha das sedes. Dividir a operação em dois estádios por bolha eliminam as rodadas duplas, permitindo que os times treinem no local das partidas, eliminando a necessidade de estruturas específicas para treinamento. 

Além disso, a escolha de duas arenas da Liga Nacional para os jogos da Liga Americana e vice-versa acaba com qualquer possibilidade de uma equipe se beneficiar por conhecimento prévio do campo. E a preferência por Texas e sul da Califórnia se justifica pelo clima nas duas regiões, mais quente em outubro e novembro (para o caso de algum adiamento por casos de Covid-19).

Vista aéra do Dodger Stadium
Vista aéra do Dodger Stadium Getty

No entanto, a operação não será tão simples quanto a MLB quer fazer parecer. Ainda que a liga fale em duas bolhas, na prática são quatro (Los Angeles, San Diego, Dallas e Houston), pois as distâncias entre Los Angeles e San Diego e entre Dallas e Houston são grandes o suficiente para ser impraticável deixar todos os jogadores no mesmo hotel, por exemplo. Além disso, esse formato exigirá que os times viagem ao final de cada série, aumentando o risco de a bolha furar.

Ainda assim, será uma operação de quatro semanas apenas, muito menos do que a bolha criada pela NBA e a da NHL. Desse modo, a chance de ela funcionar bem o suficiente para encerrar o campeonato sem sobressaltos é grande. O que já seria uma vitória para uma temporada tão afetada pela pandemia de coronavírus.

Fonte: Ubiratan Leal

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Um jogo é o bastante para duvidar de Tom Brady nos Bucs?

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

         
     


Um jogo foi suficiente para as críticas caírem sobre Tom Brady nos Bucs. Mas apesar de ter sido apenas a estreia do camisa 12 por Tampa Bay, a derrota para os Saints reforçou algumas das dúvidas que já existiam sobre o quarterback de 43 anos.

O primeiro dos questionamentos tem relação direta com a saída dos Patriots: Brady não está mais em um time treinado por Bill Belichick.

A mudança é óbvia, mas trocar Belichick por Bruce Arians vai muito além dos nomes - e das conquistas - dos treinadores. Os times do seis vezes vencedor do Super Bowl têm a disciplina como um dos focos, algo que não acontece, ao menos na prática, nas equipes de Arians.

"Uma das interceptações (contra os Saints) foi um erro na comunicação entre ele e o Mike (Evans)", disse Arians depois da derrota por 34 a 23 em Nova Orleans. "Ele achou que o Mike iria para o meio, mas era uma cobertura diferente. O Mike fez a leitura certa. Deveria ter cruzado em sua frente, mas Tom errou. O outro foi um passe de screen com uma outlet chamada. Ele fez o passe na outlet e foi um pick-six. Decisão ruim."

Na semana 1 de 2020, os Bucs cometeram 9 penalidades, maior marca da NFL ao lado de Cardinals e Jets. Em 2019, primeira temporada de Arians em Tampa, foram 133 no total, acima de qualquer outro time. Em comparação, os Patriots cometeram 94 penalidades no último ano, a 5ª menor quantidade da liga.

Além da indisciplina, a primeira partida de Brady em seu novo time mostrou o tipo de adversários que ele terá pela frente.

Em 2019, o quarterback venceu seu 11º título de divisão seguido com New England - numa AFC Leste que conta com Jets, Dolphins e Bills. Entre 2010 e 2019, os Patriots somaram 125 vitórias de temporada regular. Na divisão, só Buffalo ultrapassou a marca de 70 vitórias (foram 71 na década).

Em comparação,  a NFL Sul, nova divisão de Brady, tem Saints, Falcons e Panthers, três times que foram ao Super Bowl nos últimos dez anos e que,  ao menos nos casos de New Orleans e Atlanta, contam com quarterbacks de um nível superior aos que TB12 encarava na AFC Leste - Teddy Bridgewater, o outro QB da NFC Sul ainda tenta provar seu valor em Carolina.

Brady em sua estreia pelos Bucs na NFL
Brady em sua estreia pelos Bucs na NFL Getty

Na partida contra os Saints, Brady lançou dois passes para touchdowns, mas também foi interceptado duas vezes, algo que não acontecia desde a final da AFC em 2019, 18 jogos atrás.

A temporada passada, inclusive, foi uma das piores em estatísticas da carreira do camisa 12: levando em conta os anos em que ele atuou 16 vezes, os 24 touchdowns de 2019 foram a 2ª menor marca, e os 60,8% de aproveitamento nos passes, a 3ª.

Brady já calou muitos críticos e analistas no passar de suas duas décadas na NFL. Mas, eventualmente, a idade começará a fazer muita diferença no jogo do hexacampeão. Ele já demonstra há alguns anos a preferência por fazer passes rápidos e curtos ou de se livrar da bola para evitar levar pancadas - o que vai obrigar um ajuste no estilo do jogo de Mike Evans e Chris Godwin, wide receivers estrelas dos Bucs.

O camisa 12 nunca foi um quarterback móvel e, sim, o tempo passa para todos. Foi apenas um jogo, mas é difícil encontrar pontos positivos na estreia de 'Tompa'.

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Sem brio, sem fome, sem título: os Clippers cavaram sua própria cova e jogaram seu futuro fora

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Quando você vai para o tudo ou nada, existe uma terceira opção: a humilhação. O Los Angeles Clippers foi humilhado.

O Denver Nuggets disputou 7 guerras contra o Utah Jazz e chegou para essa série completamente baleado. O time da Califórnia, como era esperado, fez 3 a 1. Mas, na hora de fechar, pipocou. Uma das maiores de todos os tempos. E além disso, mostrou a diferença que a vontade de ganhar pode fazer em um, dois e três jogos. 

A linguagem corporal mostrava uma certeza da classificação. Suas falas também. Mas o basquete é resolvido dentro de quadra. Denver buscou viradas surreais nos jogos 5 e 6. No jogo 7, se recusaram a perder.

Na primeira rodada, contra os Mavs, eles já sofreram mais do que deveriam, e se Porzingis tivesse saudável era bem possível imaginar um jogo 7. Contra os Nuggets, pagaram o caro preço do salto alto: afinal, Marcus Morris gritou na cara de Paul Milsap para o jogador dos Nuggets se preparar para ir embora. Sim, Marcus Morris, que fez 7 pontos no jogo 7 e agora está voltando para casa.

Se você fala, você tem que corresponder. E esse é o problema dos Clippers. Quem fala, não corresponde. Quem corresponde, não fala. Um time que quer ser campeão não pode ter em Patrick Beverley sua única 'chama'. Kawhi Leonard, o homem de gelo, precisa aprender um pouco com LeBron James, Jimmy Butler e até mesmo com o garoto Jamal Murray quando é a hora de chamar seus companheiros de time dentro de quadra e botar ordem no recinto. Vibrar, gritar. Mais do que um craque, ser um líder. 

Nos Raptors ele foi campeão com essa postura 'gelada', mas Kyle Lowry compensava como craque e líder.  

Paul George, que se autodenominou 'Playoff P', voltou a ser o 'Pipoca P', desaparecendo em mais um jogo de vida ou morte: dessa vez com 10 pontos, acertando 4 de 16 arremessos e 2 de 11 dos três pontos. Como se não fosse suficiente, Kawhi fez seu pior jogo de mata-mata desde 2016. Nikola Jokic, sozinho, teve mais rebotes (22 a 10), assistências (13 a 8) e tocos (3 a 2) do que os dois craques de LA juntos. 

Durante toda a temporada foi evidente a falta de encaixe dos Clippers, assim como uma construção de elenco muito questionável. Mas o talento era tão grande que eles foram levando sem sustos, teoricamente podendo 'virar a chavinha' quando quisessem. Não é assim que funciona. 

Como se já não fosse suficiente, a próxima temporada será um novo 'tudo ou nada', mas com risco muito maior. Os contratos de Paul George e Kawhi têm apenas mais um ano garantido, e para trazer a dupla, os Clippers acabaram com seu próprio futuro.

Kawhi avisou que só assinaria com a franquia se outra estrela, como Paul George, fosse para lá. Para conseguir PG, os Clippers abriram mão de Shai Gilgeous-Alexander, Danilo Gallinari, quatro escolhas não protegidas de primeira rodada do draft, uma outra escolha de primeira rodada (dessa vez protegida) e ainda mais duas trocas de escolhas, que podem fazer o Thunder ter um posicionamento melhor. 

Como resumir isso? LA não tem a sua escolha de primeira rodada do draft até 2026 e ainda mandou embora um dos armadores mais promissores da NBA. E se não for campeão na próxima temporada, terá grandes chances de perder o que conseguiu nessa troca. 

Os Clippers falaram muito e, em muitos momentos, jogaram muito. Mas, para ser campeão, jogar não é suficiente. Faltou coração, o que sobrou em Denver. O time que foi tão elogiado por ser 'low profile' morreu pela própria falta de brio. 

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James Harden nunca será campeão da NBA jogando dessa forma

Gustavo Faldon
Gustavo Faldon

         
     

Veja bem, não sou eu que estou falando isso.

Kobe Bryant, menos de um ano antes de nos deixar, em entrevista à ESPN em fevereiro de 2019, já cantou essa bola. "Eu não acho que esse estilo (de James Harden) jamais vai ganhar títulos", disse.

Kobe sabia porque, afinal, passou por isso. Ele teve suas temporadas mais monstruosas em termos de estatísticas individuais entre 2004 e 2007. Era o melhor jogador do planeta à época. Em 05-06, teve o famoso jogo de 81 pontos, maior número de pontos por um atleta da NBA até hoje tirando os 100 pontos de Wilt Chamberlain. Bryant era imparável. Assim, como Harden, tinha as estatísticas, recordes diários, mas e o time? Os Lakers nesse período não foram além da primeira rodada dos playoffs.

Mas no caso de Harden é até diferente. O estilo aplicado pelo Houston Rockets, que em alguns momentos você tem dúvidas se de fato é o esporte de bola ao cesto mesmo, é fadado ao fracasso. O barbudo pode fazer lances maravilhosos, flertar com números de Michael Jordan e Wilt Chamberlain, mas enquanto ele bate bola por 20s na frente do garrafão e seus quatro companheiros de equipe ficam estáticos no perímetro olhando, os Rockets serão presa fácil para qualquer bom time com um bom técnico na NBA. Ao optar por abrir mão, literalmente, dos pivôs, Houston causou incômodo para algumas equipes, mas para ficar entre as grandes, ficou com um jogo "manjado".

Afinal, é mais fácil armar uma defesa quando você sabe que não terá nenhum atleta sequer fazendo presença no garrafão, com quatro parados e a bola só sendo passada de um único ponto, não?

A exceção foi em 2018, quando  abriu 3 a 2 na final do Oeste contra os Warriors. Não fosse a lesão de Chris Paul, poderíamos ter visto um cenário diferente. Mas era justamente Paul que dava um equilíbrio maior para Houston em termos de achar espaços, criar jogadas e não centralizar tudo em Harden.

Frank Vogel conseguiu conter (apesar das médias de 29,3 pontos, 4,3 rebotes e 7,3 assistências de Harden na série) o astro dos Rockets com dobras inteligentíssimas, forçando a bola longe do camisa 13, para fazer a redonda girar entre o restante dos jogadores de Houston, sem tempo de voltar para Harden antes do fim dos 24 segundos.


         
     

É claro, as estatísticas avançadas diziam para os Rockets que essa era a melhor forma de jogar. E Harden não é "culpado" por esse estilo. Mike D'Antoni ofereceu a chance de em toda santa posse uma superestrela fazer o que quiser, literalmente, com a bola, sem medo de errar ou preocupações de fazer a bola rodar. Quem diria não?

A legião de fãs nas redes sociais que colocam Harden no patamar de Jordan, ou até Kobe Bryant, como pontuador certamente curtiu esse período. Mas já imaginaram se Jordan e Kobe, criados no sistema do triângulo de Phil Jackson, que tinha como premissa fazer a bola girar no ataque e ter mais do que um ponto focal, tivessem tal liberdade de em 100 posses simplesmente fazerem o que quisessem? Seria covardia.

Harden é um gênio, já vai para 31 anos. E a melhor chance dele ganhar um título está agora, com Mike D'Antonio chegando ao fim de seu contrato com os Rockets e não renovando. O próximo que vier, se conseguir fazer Houston ter outras opções de jogada, movimentar a bola e ter Harden como um facilitador, se movimentando mais e matando bolas decisivas, é certeza de sucesso.

Por mais que nós sejamos apegados às estatísticas e história sendo feito diante de nossos olhos, o basquete é um esporte coletivo. E sozinho, por mais monstruoso que alguém seja, não irá ganhar.

Michael Jordan teve suas melhores temporadas individuais em termos estatísticos nos anos 80, passou longe dos títulos. Se tornou a lenda Jordan quando veio um técnico que o obrigou a jogar num sistema coletivo. MJ continuou sendo cestinha, MVP, mas colecionou taças.

Kobe Bryant passou pelo mesmo processo. Precisou de companheiros melhores e a volta de Phil Jackson para voltar a ganhar títulos. LeBron James, idem, suas melhores temporadas e sucesso vieram quando tinham outros caras na quadra para atrair marcações, conseguirem criar espaços, chutes.

James Harden ainda é um talento subaproveitado. Mas isso pode mudar com a saída de Mike D'Antoni.

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Mais de R$ 1,3 bilhão: por que acreditar que o maior contrato da história da NBA será de Giannis com os Bucks

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

         
     

Os jogadores mandam na NBA. 

Donos, dirigentes e técnicos não conseguem determinar o que acontece em cada uma de suas franquias. LeBron James deixou isso claro quando trocou o Cleveland Cavaliers pelo Miami Heat em 2010 - quando saiu da Flórida para voltar aos Cavs em 2014 e, em 2018, ao se mudar para o Los Angeles Lakers.

Kevin Durant já fez o mesmo duas vezes: do Thunder para os Warriors, dos Warriors para os Nets.

Toda a movimentação do poder da liga em direção às mãos dos jogadores torna inevitável o questionamento: o que Giannis Antetokounmpo faz agora?

Os Bucks foram eliminados pelo Heat na semi do Leste e, mais uma vez, o grego volta para casa sem conhecer o gosto das Finais. Assim que a partida acabou, o futuro do provável dono de dois MVPs se tornou o assunto mais quente no mundo do basquete. 

Giannis tem contrato até o final da temporada 2020-21. Após o jogo 5 contra o Heat, ele prometeu construir uma cultura que 'dure anos' em Milwaukee. E se Antetokounmpo decidir por este caminho, ele fechará o maior acordo da história da NBA: uma extensão supermax por cinco temporadas e cerca de US$ 250 milhões, basicamente R$ 1,32 bilhão.

Mas existe um argumento - talvez até uma esperança - para os Bucks quando o assunto é o próximo passo da carreira do astro de 25 anos. Fora de quadra, ele definitivamente não é igual a LeBron, Durant ou Kyrie Irving. E isso é bom para Milwaukee.


         
     

Giannis se mudou para os Estados Unidos em 2013. Ele cresceu jogando em ligas menores na Europa e, apesar de ser uma superestrela na NBA, não parece ter a mesma relação com grandes nomes de outros times - como as amizades entre LeBron e Wade, que se uniram em Miami, ou Durant e Kyrie, juntos no Brooklyn.

Resumindo, é difícil imaginar que Antetokounmpo esteja planejando montar um supertime com alguns de seus amigos em Dallas ou Toronto, ou mesmo se juntar a Curry e Klay nos Warriors. A experiência na bolha mostrou o lado mais íntimo de Giannis: repórteres que estão na Disney relatam que o grego só aparecia publicamente ao lado de seus irmãos.

"Isso não vai acontecer", disse o astro ao ser perguntado por Chris Haynes, do Yahoo!, sobre pedir para ser trocado dos Bucks. "Alguns veem uma parede e vão em outra direção. Eu passo por cima dela. Só temos que melhorar como um time e individualmente, vamos voltar na próxima temporada."

Nada impede que Giannis decida procurar um mercado maior ou um time que tenha outras grandes estrelas. Mas os milhões de dólares a mais e a forma como o MVP se comporta confortam os fãs em Milwaukee e esfriam as expectativas de rivais.

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Onde estava Chris Paul nos últimos minutos de Thunder x Rockets?

Gabriel Veronesi
Gabriel Veronesi
Chris Paul em ação pelo Thunder diante dos Rockets.
Chris Paul em ação pelo Thunder diante dos Rockets. Getty Images

Zero vírgula dois.

Sim, 0,2 era a porcentagem de chance que o Oklahoma City Thunder tinha de chegar aos playoffs nesta temporada. O time que se mudou de Seattle, perdeu seus "filhos" James Harden, Kevin Durant e, por último, Russell Westbrook, numa dolorida troca por Chris Paul, tinha ínfimas chances de se classificar para o mata-mata da NBA. Uma das temporadas com mais candidatos a título da história, completamente aberta, praticamente não contava com a franquia de Oklahoma na fase decisiva.

É difícil explicar como um time entupido de jovens, com um Danilo Gallinari já na reta final de carreira e um limitado Steven Adams no garrafão, poderia beliscar uma vaguinha nos playoffs.

O motivo tem só um nome e passa longe do técnico Billy Donovan. É Christopher Emmanuel Paul, o Chris Paul.

Tido por muitos como "na descendente" ou então "um pepino" pelo contrato gordo e longo, o armador já não tinha muito o que provar em OKC. Ele já havia feito parte de times que empolgaram, mas pouco colheram.

Até para mim o Thunder de CP3 não ia a lugar algum. Engano.

Chris Paul se reinventou, botou os jovens "debaixo do braço" e capitaneou o Thunder a uma vaga nos playoffs. Mais: o time encarou os Rockets, seu ex-time e hoje casa de Westbrook, o último a apagar a luz.

A série nos deu mais do que esperávamos. Sete jogos! E com Chris Paul fazendo o que sabe fazer de melhor: dominando o ataque, coordenando tudo e todos, "gastando" seus marcadores e jogando com as palavras.

Paul é mestre nisso. Joga torcida contra arbitragem, provoca, cutuca. E foi após o erro de Westbrook no jogo 6, que deu a vitória a OKC e forçou o jogo 7, que CP3 dava mais uma de suas alfinetadas: "Alguns jogadores somem no último quarto".


         
     

Chris Paul não estava necessariamente errado. De fato, o Thunder detinha as melhores médias de pontuação no último período, liderados sempre pelo experiente armador.

Mas é aí que ele começa a pagar a própria língua.

O final do jogo 7 entre Thunder x Rockets foi completamente estabanado. Ambas as equipes cuidaram muito mal da bola e faziam sempre as piores escolhas. Quase como se ninguém quisesse vencer.

Quando os Rockets finalmente tomaram a frente, fazendo 103 a 102, com 1 minuto e 25 segundos para jogar, era a hora dos tais jogadores que Chris Paul falou aparecerem. Os que são "nascidos para isso". Para esses momentos decisivos.

A última bola começou com Paul, que passou para os "jovens" decidirem. Não deu certo, a posse voltou para os Rockets, que conseguiram perder a bola em um lance infantil.

Mais uma chance, mais uma vez na mão de Paul. Mais um desperdício. Dessa vez, sem qualquer organização, CP3 rumou à cesta, mas foi mal no arremesso, e a bola voltou para os Rockets.

Westbrook não converteu a chance que teve. A vantagem continuava em 1 ponto, e a bola voltou para o Thunder.  Dennis Schroder atravessou a quadra e deixou a bola nas mãos de Paul mais uma vez, com 18 segundos para o jogo acabar, onde uma simples cesta colocaria o OKC na frente e, quem sabe, na próxima fase.

Chris Paul não resolveu sozinho. Tentou o passe para o "apagado" Shai Gilgeous-Alexander, foi interceptado por Westbrook e, com sorte, a bola voltou para SGA. Com o vetereno armador ao seu lado, ele resolveu para outra promessa, Lu Dort, que foi bloqueado cinematograficamente por James Harden. Jogo acabou, certo?

Bola com os Rockets. Falta. Robert Covington converteu apenas um dos arremessos. A diferença era de dois pontos, 1 segundo e 2 décimos no relógio e uma esperança para um empate e prorrogação. 

Na lateral para fazer o passe, novamente Shai Gilgeous-Alexander é quem tinha a bola em mãos. Não encontrando ninguém para passar, um novo (e último) pedido de tempo foi feito. Quem sabe assim uma melhor jogada seria desenhada.

Neste momento, mais emoção: uma falta sem bola foi marcada, e Gallinari errou um lance livre solitário.

Novamente bola na lateral, novamente com Shai. Nenhuma opção livre, passe horrível para um improvável destinatário, Steven Adams, que nem conseguiu dominar. Cronômetro zerado. Malas feitas. Oklahoma vai para casa.

Chris Paul já pavimentou seu legado na NBA e sempre será reconhecido por sua carreira brilhante, com o louvor de carregar uma franquia descartada a um jogo 7 nos playoffs. No entanto, a pergunta persiste. 

Onde estava Chris Paul, "nascido para isso", nos últimos minutos do jogo 7 de Rockets x Thunder?



         
     






Fonte: Gabriel Veronesi

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Fechamento do mercado reforçou o recado: os Padres são candidatos ao título, sim

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
San Diego Padres
San Diego Padres Getty Images

O San Diego Padres foi fundado em 1969. São 51 anos de vida e o máximo que o time conseguiu foi aparecer duas vezes na World Series. Mas nem dá para dizer que sentiu o gosto do título: perdeu para o Detroit Tigers por 4 a 1 em 1984 e foi varrido pelo New York Yankees em 1998. Contando a partir da série contra os nova-iorquinos, os Padres perderam 10 dos 11 jogos de playoffs que disputaram. 

Tudo bem, ficar sem título não é o fim do mundo para uma franquia de cinco décadas. O Texas Rangers é mais antigo e também tem apenas dois vices. O Milwaukee Brewers tem a mesma idade e chegou à World Series apenas uma vez. E tem o Seattle Mariners, alguns anos mais novo, mas que sequer tem um título de sua liga. A questão é que os Padres são azarados até naqueles momentos pontuais de comemoração ao longo do ano. Por exemplo, são a única franquia de toda a MLB que nunca conseguiu um no-hitter. E a única a saber qual a sensação de ceder um home run para Bartolo Colón.

É compreensível o torcedor dos Padres ficar desconfiado, achar que algo dará errado. Mas há bons motivos para acreditar que o título é possível já em 2020, mas também estaria no horizonte no futuro próximo. Nos últimos anos, o San Diego reestruturou suas categorias de base, reunindo um grupo de promessas -- Fernando Tatis Jr, Chris Paddack, Jake Cronenworth -- que poderiam recolocar a franquia nos playoffs, o que não ocorre desde 2006. Para dar mais força ao grupo, a direção contratou jogadores mais rodados, como Eric Hosmer e Manny Machado.

Com essa base, os Padres despontaram como uma força na encurtada temporada 2020. O ataque é explosivo, com a liderança em home runs e em corridas impulsionadas, o segundo melhor aproveitamento no bastão e o terceiro melhor percentual em base de toda a MLB. Consolidou-se na segunda posição da Divisão Oeste da Liga Nacional (atrás apenas do supertime do Los Angeles Dodgers) e a vaga no mata-mata está bastante próxima.

O cenário, porém, ficou ainda melhor após o fechamento da janela de transferências da MLB em 31 de agosto. Os Padres foram, talvez ao lado do Toronto Blue Jays, os grandes vencedores do dia. O elenco conseguiu o reforço de Mitch Moreland, um confiável e experiente primeira base, e Austin Nola, um dos catchers com mais qualidades com o bastão. Além disso, melhorou significativamente seu grupo de arremessadores, ponto fraco da equipe, com o abridor Mike Clevinger e o reliever Trevor Rosenthal.

Beisebol é um esporte traiçoeiro e o desempenho dos jogadores podem oscilar bruscamente de um dia para o outro, mas, em teoria, os Padres ficaram com uma equipe bem acertada. Para melhorar, esses reforços têm contratos que vão além desta temporada, podendo render ao time californiano por futuras temporadas. E o custo de todos esses reforços: várias promessas da base, mas nenhuma delas ranqueada entre as dez melhores do San Diego. Ou seja, os melhores garotos ainda estão sob controle do clube.

De acordo com o site Fangraphs, um dos mais importantes no uso de estatística para avaliação da MLB, essas movimentações no mercado fizeram os Padres aumentarem em 1,4 ponto percentual (chegando a 98% agora) a chance de ir aos playoffs, terceiro maior salto do fechamento da janela. A possibilidade de chegar à World Series cresceu 0,6 ponto percentual, o segundo maior da MLB.

O cenário é cruel com os Padres porque estão na mesma divisão dos Dodgers, melhor time da MLB no momento e que também conta com margem para seguir competitivo por alguns anos. Mas o San Diego entrou na briga.

Fonte: Ubiratan Leal

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Fechamento do mercado reforçou o recado: os Padres são candidatos ao título, sim

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Mais do que atletas, a NBA é uma liga de líderes

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

         
     

Mais do que um atleta.

O que é ser mais do que um atleta? O que é representar a frase que LeBron carrega e repete há anos? 

Neste 26 de agosto, o Milwaukee Bucks respondeu. Thunder e Rockets seguiram. Blazers, Lakers, Raptors e Celtics também... Ser mais do que um atleta é mostrar que o jogo é apenas um jogo. E como Donovan Mitchell falou depois do jogo 5 de Jazz x Nuggets, o que aconteceu com Jacob Blake - internado em estado grave depois de levar sete tiros pelas costas em ação policial -, com George Floyd, com Breonna Taylor... vai muito, mas muito além do jogo. Estamos falando de vidas.

Ser mais do que um atleta é exigir mudanças. Não só em regras do esporte, mas na sociedade. Ser mais do que um atleta é usar a plataforma proporcionada pela NBA - e, felizmente, com o apoio do comissário Adam Silver - para colocar holofotes sobre o racismo, por exemplo. 

A NBA em 2020 não é uma liga apenas de atletas. É uma liga de ativistas e de luta. O boicote dos Bucks no jogo contra o Orlando Magic é histórico - e, apenas a primeira das atitudes mais drásticas que serão tomadas por um grupo que já está marcado eternamente no mundo do basquete, do esporte e da luta contra a discriminação racial.


         
     

Foi sob o comando de Chris Paul, presidente da Associação de Jogadores, que eles decidiram ajoelhar durante a execução do hino antes dos jogos. A frase Black Lives Matter é a única estampada nas quadras da bolha da NBA. Os pedidos estão explícitos em cada uma das camisas. Say Their Names. E o impacto disso será sentido em 2020, 2021 e nas próximas décadas... muito além das quatro linhas do basquete. 

Jaylen Brown foi às ruas. Malcolm Brogdon fez o mesmo. Stephen Curry, Klay Thompson, Enes Kanter, Marcus Smart. A lista é longa. 

A NBA é uma liga de líderes. De LeBrons, de Chris Pauls, de Antetokounmpos. Um exemplo para o esporte e para o mundo. Em um ano marcado por notícias terríveis, eles decidiram: é hora de dizer 'chega'.



         
     
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Ben Simmons ou Embiid? Negociando um dos dois, listamos ideias de trocas para os Sixers buscarem o título com nova estrela

Pedro Suaide
Pedro Suaide

“Eu sempre disse que quero encerrar a minha carreira na Philadelphia e, se a história for essa, ótimo. Se isso não ocorrer, bem, você segue em frente e vive sua vida”.

Após os Sixers serem varridos pelo seu grande rival, o Boston Celtics, Joel Embiid abordou o assunto que ninguém de dentro da franquia gostaria de falar sobre. 

Foram anos e anos prometendo o tal 'processo' e dizendo à torcida que valeria a pena esperar. Depois de temporadas humilhantes, o time voltou a ser relevante e acertou em cheio em duas escolhas de draft: Joel Embiid e Ben Simmons. Muitos problemas com lesões e o azar de Kawhi Leonard acertar o arremesso de sua vida no Jogo 7 das finais do Leste de 2019, entretanto, separaram o time da missão de ser campeão.

Pior. O time parece um catado. Sem ritmo nem entrosamento, agora levaram 4 a 0 e colocaram em pauta mais do que nunca a dúvida: e se o time não tiver como dar certo ao redor de Embiid e Simmons?

Apesar de ambos serem ótimos jovens jogadores, o encaixe parece um problema. Ambos precisam de espaço no garrafão para alcançar seu potencial e talvez seja uma boa aproveitar o alto valor de mercado que os dois têm para reconstruir a equipe e sonhar com um futuro melhor.

Brett Brown, antigo técnico da equipe, já foi demitido após a eliminação. O ex-comandante claramente não conseguia fazer a equipe chegar ao seu 'teto', e agora talvez um novo treinador goste da ideia de um elenco reformulado.

Mas quem sai? Considerando o contrato de Tobias Harris praticamente impossível de negociar, imaginei cenários nos quais as contas de salários fechassem e trago algumas ideias de negócios ao redor de Embiid e Simmons.


Sixers recebem: Andrew Wiggins, a 2ª escolha geral do draft de 2020 e a escolha de 1ª rodada do draft de 2021 (via Timberwolves)

Warriors recebem: Joel Embiid

Wiggins não será uma estrela da liga, mas definitivamente pode contribuir ao lado de uma estrela. Com ele, uma escolha altíssima de draft, capaz de selecionar um jogador como Anthony Edwards, LaMelo Ball ou James Wiseman e ainda outra escolha de primeira rodada. Um pacote muito interessante para dar as chaves da franquia a Simmons e construir uma equipe que potencialize seus pontos altos ao seu redor, assim como os Bucks com Antetokounmpo. Já os Warriors mantém a dinastia viva e vão com tudo para ganhar mais títulos em um curtíssimo prazo.


Sixers recebem: Jamal Murray, Monte Morris e a escolha de 2ª rodada do draft de 2020

Nuggets recebem: Ben Simmons

Os Sixers suprem seus problemas de armação e criam um pick and roll mortal com Embiid e Murray, que cada vez mais mostra potencial de ser um dos grandes pontuadores da liga. Com ele, chega um bom armador reserva. Em Denver, Ben Simmons forma a dupla com outro pivô, mas que tem características muito diferentes das de Embiid e pode abrir o garrafão com muito mais facilidade. Ao redor dos dois, os Nuggets podem ter um futuro brilhante.


Sixers recbem: CJ McCollum, Jusuf Nurkic e Afernee Simmons

Blazers recebem: Joel Embiid e Josh Richardson

Foram anos e anos da dupla Lillard e McCollum liderando Portland. Após uma final de conferência e muitos momentos históricos, talvez a franquia precise abrir mão de CJ para tentar ganhar um anel ainda no auge de Dame, e isso pode acontecer Embiid no garrafão e Richardson completando o backcourt. Em Philly, McCollum divide a armação com Simmons, que ganha um companheiro muito consistente. Nurkic supre a falta de rebotes e Afernee pode ser o fogo que vem do banco.


Sixers recebem: Chris Paul, Luguentz Dort e a escolha de 1ª rodada do draft de 2020 (via Nuggets)

Thunder recebe: Ben Simmons

Nessa temporada, CP3 mostrou que ainda é um dos melhores da NBA - e ele pode ser a peça que faz Embiid chegar ao seu auge. Com ele, o ótimo defensor Lu Dort, de 21 anos, e uma boa escolha de draft. Em OKC, o contrato de Paul é trocado por um garoto cheio de potencial para se juntar a Shai Gilgeous-Alexander e uma enxurrada de escolhas altas de draft nos próximos anos, que formarão a equipe ao redor da dupla.


Sixers recebem: Kristaps Porzingis e a escolha de 2ª rodada do draft de 2020

Mavericks recebem: Joel Embiid

Com Porzingis, Ben Simmons terá um gigante que abre a quadra e pode dar espaço para ele infiltrar, seja para pontuar ou para abrir a bola com sua ótima visão. Com Embiid, Doncic fará uma das duplas mais surreais da NBA. De quebra, os Mavs se tornarão ainda mais atrativos para fechar com um agente livre de contrato máximo - sim, eles têm espaço no teto salarial para isso.


Sixers recebem: Jrue Holiday, Nickeil Alexander-Walker, a 13ª escolha geral do draft de 2020 e a escolha de 2ª rodada do draft de 2021

Pelicans recebem: Joel Embiid

Os Sixers pegam um armador de elite para cuidar da criação com Ben Simmons, que agora tem espaço para infiltrar no garrafão com a bola. Na defesa, a dupla forma uma das melhores parcerias da liga. Além disso, trazem um garoto com muito potencial e ganham uma escolha alta no próximo draft. Do outro lado, os Pelicans montam um garrafão com Zion e Embiid, dão a armação do time oficialmente para Lonzo Ball e fecham um dos melhores quintetos da liga, somando Ingram e Redick.


Sixers recebem: Kyle Lowry, a escolha de 1ª rodada do draft de 2020 e a escolha de 2ª rodada do draft de 2021

Raptors recebem: Ben Simmons

Uma troca parecida com a de Chris Paul. Os Sixers ganham um armador do mais alto calibre e que, nesse caso, já é campeão da NBA para jogar com Embiid. Além disso, garantem escolhas de draft para seguir fortalecendo o elenco. Já os canadenses pensam no futuro e unem os jovens All-Stars Simmons e Siakam.

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A MLB levou o título de polêmica mais estúpida da semana nos esportes americanos

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Fernando Tatis Jr.
Fernando Tatis Jr. Getty


Fernando Tatís Jr vai ao bastão na oitava entrada. Seu San Diego Padres está com a vitória bem encaminhada sobre o Texas Rangers, graças a ele ele próprio, que rebateu um home run de três corridas no turno ofensivo anterior e deixou o placar em 10 a 3. O duelo começa bem para o time californiano, com o arremessador Juan Nicasio mandando três bolas fora da zona de strike. Em seguida, manda uma bem no meio, para tentar se recuperar na contagem. Mas Tatís não fica parado: ele rebate, e rebate longe. Grand slam, 14 a 3 Padres.

Em príncípio, o clímax de uma grande atuação do shortstop do San Diego. Ele ficou a uma base ocupada a mais na sétima entrada de igualar o pai, que rebateu dois grand slams no mesmo jogo (ambos na mesma entrada, inclusive) em 1999. Mas foi o início de mais uma das polêmicas mais estúpidas e nocivas dos esportes americanos: as regras não escritas do beisebol.

Os Rangers consideraram a atitude de Tatís desrespeitosa. Seu time já vencia com folga, o jogo estava perto do final e a contagem era muito negativa para Nicasio, que seria obrigado a arremessar uma bola bem dentro da zona de strike. Para o time texano, não haveria necessidade de ir para a rebatida nessa situação, teria sido uma atitude egoísta de um jogador que quer aparecer às custas de um adversário já no chão.

Logo após o grand slam de Tatís, Nicasio foi substituído. Em seu primeiro arremesso, Ian Gibault mandou a bola por trás de Manny Machado, atitude sabidamente considerada um aviso de “eu gostaria de mandar ela direto em você, da próxima vez eu posso fazer isso”. Depois da partida, Chris Woodward, técnico dos Rangers, criticou o comportamento de Tatís. Jayce Tingler, treinador dos Padres que trabalhou entre 2015 e 19 na franquia texana, fez coro e também considerou errada a decisão de seu jogador. Tatís acabou pedindo desculpas.

Bobagem, uma tremenda bobagem.

Tatís não fez nada de errado. Ele apenas fez o que deve fazer: continuou jogando e se divertindo. Talvez a comemoração dele tenha sido um pouco exagerada considerando que o jogo já estava ganho, mas isso é algo menor. De resto, ele apenas mostrou como grandes jogadores -- e o shorstop dos Padres é um dos maiores talentos da nova geração -- podem dar grandes espetáculos no diamante. A torcida do San Diego certamente adorou.

As “regras não escritas” estão entre as coisas que mais atrapalham a inserção do beisebol com as novas gerações. Jogadores são coibidos de mostrar o quanto estão empolgados e se divertindo, algumas demonstrações de talentos são vistas como tentativa de humilhar o adversário e dar show é desrespeitar a modalidade. Tudo vai ao contrário do que a nova geração quer ver de seus ídolos. Não à toa, o basquete cresce cada vez mais.

Menos mal que há cada vez mais vozes contra esse tipo de cultura. Trevor Bauer, do Cincinnati Reds, incentivou Tatís a fazer isso novamente. E que ele, como arremessador, não se sentiria desrespeitado ou humilhado. Está certo. Não é humilhação.

De resto, se o Texas Rangers ou qualquer outro time se sente constrangido pelo que aconteceu, aí vão algumas dicas de como evitar isso. Formas muito melhores do que dar bolada que pode machucar colegas de profissão.

1) Não tome 10 a 3;

2) Não comece o duelo com 3 arremessos fora da zona de strike;

3) Se ficar com a contagem 3-0, não mande o próximo arremesso no meio da zona de strike.

No final das contas, o que seria mais um grand slam (quase todo dia há um na MLB, seria rapidamente esquecido) virou assunto de uma semana inteira. E todo mundo acabou vendo ainda mais o que fez Tatís, a lavada que os Rangers tomaram, e o arremesso ruim de Nicasio.

Obs.: nos dois dias seguintes, os Padres voltaram a vencer os Rangers rebatendo grand slams nas duas partidas. Foi apenas a quinta vez na história que um time rebate grand slams em três jogos seguidos

Fonte: Ubiratan Leal

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Esqueça o passado, a bolha da NBA pode trazer 'zebras' nos playoffs

Gustavo Faldon
Gustavo Faldon

A NBA entra na sua fase decisiva, restando apenas o 'play-in' ser definido para irmos aos playoffs de fato.

Com a temporada parada por quatro meses, os times desfalcados, modificados, o fator "randômico" embaralhou mais os favoritos ao título depois dos jogos na bolha.

O Phoenix Suns ativou o modo "March Madness" e passou pela bolha invicto. O Portland Trail Blazers, que estava dado como carta fora do baralho antes da retomada, precisa agora de uma vitória para ganhar uma chance de enfrentar LeBron James e o Los Angeles Lakers.

Os Lakers não se acharam na bolha. Mesmo quando ainda não tinha garantido a melhor campanha, jogou mal em algumas partidas, LeBron e Anthony Davis renderam abaixo do esperado e o time ganhou só três dos oito confrontos na bolha. 

Do outro lado, se o adversário na primeira rodada for mesmo os Blazers (6-2 na bolha), a chance de "zebra" é real. Pois na bolha o momento parece falar muito mais alto do que em outras temporadas.

No Leste, o Milwaukee Bucks também não pareceu estar em sua melhor forma, ganhando só três jogos também. E o Toronto Raptors (5-1 na bolha) volta a se candidatar seriamente ao título mesmo após perder Kawhi.

O que a história nos diz?

Até hoje, em 73 finais, o campeão era o cabeça de chave número 1 de sua conferência em 52, ou 71% delas. Apenas duas vezes ele não esteve no top 3: 1969 (Celtics foram 4º) e 1995 (Rockets eram 6º, a pior classificação de um campeão até hoje).

Por mais que o ambiente seja climatizado para o "mandante", não espera previsibilidade nos playoffs na bolha.

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Damian Lillard nos avisou: ele não foi à bolha da NBA para perder tempo

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto



Chegamos ao esperado 13 de agosto, o penúltimo dia da temporada regular da NBA. E depois de algumas semanas na bolha, o Portland Trail Blazers provou o que esperávamos: o time brigaria por mando de quadra nos playoffs se não tivesse sofrido com lesões durante a temporada.

Mas nada disso importa quando você tem Damian Lillard. "Eu não estou aqui para perder meu tempo", disse o armador na terça-feira, depois de marcar 61 pontos na vitória por 134 a 131 sobre o Dallas Mavericks de Luka Doncic.

A atuação de Dame contra os Mavs não foi surpresa para ninguém. Antes mesmo da definição da NBA sobre a retomada da temporada, ele já havia dito que só jogaria se Portland tivesse chance de chegar à pós-temporada. Mas todo o contexto torna os últimos dois jogos de Lillard inesquecíveis: dois dias antes dos 61 pontos contra Dallas, ele marcou 51 para bater o Philadelphia 76ers. E no sábado, véspera da partida contra os Sixers, ele errou dois lances livres que poderiam ter dado a vitória para os Blazers. Depois, foram zoações de Patrick Beverley e Paul George, seguidas por provocações em entrevistas e nas redes sociais.

Lillard nunca foi do tipo que corre de disputas assim. E ele fez questão de deixar isso claro contra Sixers e Mavs - e como se as vitórias importantíssimas não fossem suficientes, ele escreveu seu nome na história da NBA:

- Único jogador da história a ter mais de um jogo com pelo menos 60 pontos, 5 assistências e 5 rebotes;Segundo jogador da história com pelo menos três jogos de 60 pontos em uma temporada (ao lado de Wilt Chamberlain);
- Sexto jogador a ter três partidas de pelo menos 60 pontos na carreira;
- 112: sexta maior quantidade de pontos marcados em dois jogos seguidos nos últimos 50 anos;
- O recorde de pontos nos últimos TRÊS jogos em uma temporada é 128 (Kobe Bryant, Michael Jordan e Dominique Wilkins dividem a marca);
- O recorde de pontos em três jogos seguidos nos últimos 50 anos é de Kobe Bryant: 175 em 2006-07;
- Só quatro jogadores tiveram três jogos seguidos com pelo menos 50 pontos: Kobe Bryant, Michael Jordan, Wilt Chamberlain e Elgin Baylor.

Lillard é o cestinha da bolha da NBA, com média de 37 pontos por jogo - Harden é o segundo, com 35.3. Ele também é o terceiro em assistências, com 9.3 por partida.

Com Dame pegando fogo, os Blazers encaram o Brooklyn Nets na noite final da temporada regular da NBA. Uma vitória garante o 8º lugar, mas Portland pode garantir seu lugar no 'play-in' até com uma derrota. 

Seja como for, Damian Lillard já mostrou do que é capaz.

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Como Michael Porter Jr. ‘surge’ na bolha e começa a indicar que será um dos mais eficientes cestinhas da NBA

Leonardo Sasso
Leonardo Sasso

Michael Porter Jr. ainda não é, mas mostra na bolha da NBA que pode ser um dos jogadores mais difíceis de ser marcado no futuro da Liga.

Aproveitando-se de um Denver Nuggets com elenco reduzido por conta de lesões de três jogadores do perímetro (Jamal Murray - estreou na temporada apenas no último jogo, Gary Harris e Will Barton), o ala-pivô começa a se estabelecer como segunda principal arma ofensiva da equipe de Colorado.

Com Millsap já enfrentando declínio físico e Jokic cada vez mais estabelecido como armador, apesar dos 2.13m, Porter Jr. é o único do elenco dos Nuggets que “foge à regra”.

Após conviver com lesões nas costas desde os tempos de College, Porter Jr. conseguiu a sequência necessária para mostrar seu potencial. Numa equipe que já é Top 10 em rating ofensivo (6º), o jogador traz algo que complementa o jogo de um dos mais inteligentes atletas da Liga: Jokic. O pivô-armador é um dos melhores em ler movimentações na quadra.

Porter Jr. se mostra como um dos melhores abusando de mismatches contra jogadores menores e se movimentando no ponto cego, quando o marcador está vendo só a bola. Em várias posses, o ala-pivô se desvencilha do adversário para receber livre no garrafão. Por conta da altura (2.08m), o jogador consegue ter vantagem sobre outros alas e alas-pivôs.

Michael Porter Jr. em ação pelos Nuggets
Michael Porter Jr. em ação pelos Nuggets Getty

Em uma formação dos Nuggets com mais homens grandes, como Millsap e Jokic ou, até mesmo, Jerami Grant e Plumlee, Porter Jr. é deslocado para a ala. Denver contraria o que hoje tem sido moda: o small ball (o jogo com atletas mais baixos). A vantagem física provoca pontos fáceis para Porter Jr, que “explodiu” na bolha com médias de 29,2 pontos e 12,5 rebotes em quatro partidas, se for desconsiderado o 1º jogo (contra o Heat, em que os Nuggets perderam por 20).

O jovem conseguiu atingir a marca de duplos-duplos com 25 pontos ou mais em três jogos seguidos, algo que não acontecia com um calouro desde Pau Gasol, em 2002. Foi apenas o 3º calouro a ter médias de 30 pontos e 12 rebotes em uma sequência de três jogos na história da NBA (junto com Blake Griffin e Tim Duncan).

Embora a amostragem ainda seja pequena e o ajuste com um verdadeiro armador de origem como Jamal Murray seja necessário, Porter Jr. pode ser o ponto que faltava para transformar um dos melhores ataques da NBA em uma potência real para a conquista de algo maior na Conferência Oeste.

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Seis times e uma vaga: a inacreditável briga pelos playoffs na Conferência Oeste da NBA

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto
Ja Morant e Damian Lillard lideram Grizzlies e Blazers na NBA
Ja Morant e Damian Lillard lideram Grizzlies e Blazers na NBA Getty

Uma semana já se foi, e a briga pela última vaga da Conferência Oeste para os playoffs da NBA ficou ainda mais apertada.

O Memphis Grizzlies segue no oitavo lugar, mas a vantagem para o 9º colocado já caiu para apenas 0.5 jogo - e com o Portland Trail Blazers em alta e pronto para tomar a posição. Mas é simplesmente impossível ignorar que Suns (sim, os Suns!),  Spurs, Kings e Pelicans seguem na perseguição.

Então, vamos olhar o calendário de cada um dos concorrentes para tentar responder quem está na frente nesta briga:

MEMPHIS GRIZZLIES

Campanha na bolha: 0 vitória e 4 derrotas
Jogos restantes: Thunder, Raptors, Celtics e Bucks

A vaga parece escapar cada dia mais das mãos dos Grizzlies. O time conta com Ja Morant, o provável Calouro do Ano, mas perdeu o ala-pivô Jaren Jackson Jr. para uma lesão no menisco do joelho esquerdo. E olhando o calendário que resta para Memphis... só um milagre salva o time.

PORTLAND TRAIL BLAZERS

Campanha na bolha: 3 vitórias e 1 derrota
Jogos restantes: Clippers, 76ers, Mavericks e Nets

Os Blazers já estariam nos playoffs se as lesões não tivessem atrapalhado tanto. Mas com a volta de Nurkic e mais uma explosão ofensiva de Damian Lillard, Portland chega com tudo para tomar o oitavo lugar de Memphis. Para melhorar a situação, o time teve sorte: ainda encara os Sixers, que não devem mais contar com Ben Simmons, e os Nets, que perderam todas as suas principais estrelas durante a pausa.

PHOENIX SUNS

Campanha na bolha: 4 vitórias e 0 derrota
Jogos restantes: Heat, Thunder, 76ers e Mavericks

Os Bubble Suns são IMPARÁVEIS! Devin Booker já colocou até Kawhi e Paul George no bolso e soma quatro vitórias seguidas pela primeira vez na carreira, e Phoenix saltou na tabela - agora, só dois jogos separam o time do 8º lugar. Se Memphis continuar em queda, não é difícil imaginar que Blazers e Suns se enfrentem diretamente pela vaga.

SAN ANTONIO SPURS

Campanha na bolha: 2 vitórias e 2 derrotas 
Jogos restantes: 
Jazz, Pelicans, Rockets e Jazz

Os Spurs não dão show, mas ninguém esperava que eles fizessem isso. Sem LaMarcus Aldridge, Gregg Popovich encontrou uma forma de atuar com Jakob Poeltl no pivô e DeMar DeRozan basicamente ocupando a função de ala-pivô - e é exatamente DeRozan quem comanda San Antonio. Os Spurs ganharam os dois outros jogos que fizeram contra o Jazz nesta temporada e, de quebra, têm confronto direto contra os Pelicans. A diferença para o 8º lugar é, hoje, de dois jogos.

SACRAMENTO KINGS

Campanha na bolha: 1 vitória e 3 derrotas
Jogos restantes: 
Nets, Rockets, Pelicans e Lakers

A única vitória dos Kings na bolha foi contra New Orleans, rival direto na briga pela vaga. E a partida também mostrou do que De'Aaron Fox e Bogdan e Bogdanovic são capazes - foram 65 pontos para a dupla contra os Pelicans. O calendário tem os desfalcados Nets, reencontro com os Pelicans e duelo contra os Lakers que já garantiram o primeiro lugar do Oeste na rodada final. Agora, a desvantagem para o 8º colocado é de 2.5 jogos.

NEW ORLEANS PELICANS

Campanha na bolha: 1 vitória e 3 derrotas
Jogos restantes: 
Wizards, Spurs, Kings e Magic

De muito longe, os Pelicans têm o calendário mais fácil entre todos os times que brigam pela vaga - e com dois confrontos diretos. Mas com 2.5 jogos atrás dos Grizzlies e campanha ruim na bolha, é difícil entender o que acontece com New Orleans. Zion finalmente parece se livrar da restrição de minutos em quadra, mas a atuação defensiva desastrosa contra os Kings (foram 140 pontos sofridos), a estreia do calouro nos playoffs parece estar longe de se tornar realidade.


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Por que a NFL e a MLB não fazem bolhas como a NBA e a NHL

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Disney, em Orlando, receberá o restante da temporada da NBA
Disney, em Orlando, receberá o restante da temporada da NBA Divulgação


Dezenas de times viajando pelos Estados Unidos. Reunindo-se em centros de treinamento e estádios, em aeroportos e hotéis. A MLB decidiu encarar o desafio de realizar sua temporada nessas circunstâncias, as mesmas que a NFL enfrentará a partir de setembro. Que são as mesmas do futebol nos campeonatos nacionais da Europa e mesmo do Brasil, diga-se. Mas, no beisebol, começou a dar problema. Miami Marlins e St. Louis Cardinals tiveram surtos de covid-19 na delegação e veio a pergunta: por que não fizeram uma “bolha”, como a NBA e a NHL?

O conceito de “bolha” apareceu primeiro na China, como possível solução para conclusão da liga chinesa de basquete. A ideia era colocar todos os times em uma ou duas cidades, que receberiam todas as partidas restantes da temporada. Hotéis e ginásios utilizados seriam todos higienizados, e os atletas passariam por testes frequentes e ficariam em isolamento social, indo apenas do hotel para o ginásio, do ginásio para o hotel. Com isso, todos estariam em ambientes livre do coronavírus e a chance de contaminação entre as pessoas envolvidas na disputa e operação dos jogos seria muito menor.

A NBA embarcou na ideia e fez sua bolha no ESPN Wide World of Sports, dentro do complexo da Disney em Orlando, Flórida. O mesmo espaço é utilizado também pela MLS. A WNBA escolheu outro espaço, também na Flórida, e a NHL foi para o Canadá, com estruturas em Toronto e Edmonton. A Copa do Nordeste escolheu Salvador para concluir sua edição 2020. Até a Uefa fará isso, com a reta final da Champions League concentrada em Lisboa e da Liga Europa no leste da Alemanha.

Mas há uma questão fundamental nessas competições: elas já estavam em andamento e precisavam apenas completar seu calendário. Não é o que ocorre na MLB e na NFL. Em ambos os casos, a perspectiva seria de realizar o campeonato inteiro (seja ele na versão integral ou em uma versão reduzida) na pandemia.

A demanda por uma “bolha” para o beisebol e o futebol americano seria muito maior em diversos aspectos:

- Na comparação com basquete e hóquei no gelo (mas nem tanto com o futebol), as delegações de beisebol e futebol americano são muito maiores e exigiriam muito mais infraestrutura para receber todos os times em apenas um ou dois locais;
- Como a temporada inteira será na pandemia, a “bolha” precisaria funcionar por muitos meses e a chance de ela acabar furando em algum momento seria maior;
- Com uma temporada longa dentro da bolha, o esforço de milhares de pessoas (não apenas atletas, mas funcionários de arenas esportivas e hotéis, jornalistas, funcionários dos clubes) para lidar com o confinamento seria muito grande, e muitos não estariam dispostos a ficar tanto tempo longe da família;
- Beisebol e futebol americano são esportes de partidas longas, é mais difícil programas quatro ou cinco partidas em sequência no mesmo campo. O máximo que daria seriam rodadas triplas, o que exigiria a utilização de muitos estádios com infraestrutura de alto padrão no mesmo lugar.

A MLB até teria opções, e por isso considerou a ideia de usar a bolha. Metade dos times têm centro de treinamento com campos oficiais no Arizona e a outra metade tem na Flórida. Com algum esforço, seria possível reunir todas as equipes na região metropolitana de Phoenix ou dividir a liga em duas bolhas. Mas os planos ruíram diante da mobilização operacional necessária e da falta de disposição dos jogadores em ficarem confiados por quatro ou cinco meses (no final das contas, a temporada durará só três meses, mas a perspectiva quando se discutia a bolha do beisebol era de retornar em junho ou começo de julho). Para piorar, Arizona e Flórida se tornaram centros tardios da pandemia, acabando de vez com qualquer proposta de bolha.

Na NFL, o desafio é muito maior. Na questão de estádios, até seria possível pensar em dividir os 32 times em duas regiões e aproveitar arenas da NFL e da NCAA. A Califórnia -- tanto em Los Angeles / San Diego quanto em São Francisco / Oakland -- seria uma opção interessante. O Texas também teria infraestrutura para as partidas. O problema é o tamanho da operação.

Uma delegação de NFL tem centenas de pessoas. Mesmo com otimização de pessoal, com alguns trabalhando remotamente, seriam mais de 100 indivíduos por time precisando de hospedagem, transporte e circular dentro do estádio. A tabela também é um problema, pois o futebol americano é uma modalidade fisicamente brutal, que exige muitos dias de descanso entre cada jogo. Inviável apertar o calendário para reduzir a duração da temporada como as outras ligas fizeram. Ou seja, a temporada longa é praticamente inevitável, o que exigiria muito esforço operacional e pessoal de todos os envolvidos.

Resta à MLB e à NFL contar com o protocolo e sorte. No beisebol, há forte suspeita que os surtos em dois times surgiram depois de atletas abandonarem seus hotéis para sair na rua, indo a restaurantes e até a cassinos. A liga reforçou a ordem de que os jogadores precisam praticar o distanciamento social mesmo quando estiverem viajando com suas equipes. A NFL tem o mesmo desafio, sendo que há mais dias de folga entre uma partida e outra -- e mais oportunidades de alguém sair do isolamento.

Resolveram correr o risco de ficar fora da bolha. Que saibam lidar com isso.

Fonte: Ubiratan Leal

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Por que a NFL e a MLB não fazem bolhas como a NBA e a NHL

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A MLB tentou conviver com o vírus por perto, e agora está no limite de suspender a temporada

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Marlins na MLB
Marlins na MLB Getty Images

A Major League Baseball estudou diversas opções, inclusive de criar uma ou duas bolhas, mas concluiu que o mais viável era disputar sua temporada com os times em suas cidades e estabelecer uma série de regras para que todos os envolvidos ficassem distantes da Covid-19. Uma semana após o início da temporada, um time já teve um surto interno, outros já tiveram casos, partidas foram adiadas, a tabela foi refeita e a pergunta já surgiu: “o que precisa acontecer para a temporada parar de vez?”.

Resposta: a liga não tem a menor ideia. Rob Manfred, o comissário da MLB, parece não ter considerado fortemente essa hipótese. E todo o procedimento da entidade, dos clubes e dos jogadores levavam isso em conta. O protocolo de segurança foi divulgado, listando uma série de procedimentos para viagens, estadia em outras cidades, treinos e jogos. Testes eram feitos a cada dois dias e, quando alguém dava positivo, era afastado como se tivesse uma lesão.

Até aí, não era muito diferente do que estamos vendo em outras competições. Inclusive no futebol brasileiro. Até que veio o Miami Marlins. Após uma partida contra o Philadelphia Phillies no último sábado, o time teve quase 20 resultados positivos entre jogadores e comissão técnica praticamente de uma vez (alguns casos foram conhecidos um ou dois dias depois).

Isso mudou toda a abordagem da liga. Teoricamente, o protocolo tinha mecanismos para os times seguirem na disputa mesmo neste cenário. Cada franquia conta com uma lista de atletas para serem acionados em uma emergência, o que seria suficiente para recompor o elenco dos Marlins. Mas isso funcionava bem no papel, a vida real é mais complicada.

Uma coisa é continuar sua vida -- e seu trabalho -- quando há um caso de Covid-19 no grupo. Outra é quando mais da metade da equipe foi infectada. Os Marlins ficaram de quarentena na Filadélfia. Os Phillies também passaram por vários testes para conferir se não tinham sido infectados também. E o estádio em que ambos se enfrentaram -- sobretudo o vestiário do time visitante -- teve de ser higienizado intensamente para que outro time (New York Yankees) pudesse ocupá-lo nos dias seguintes.

No final das contas, os confrontos entre Yankees e Phillies foram adiados, assim como Orioles x Marlins e Washington Nationals x Marlins. Para não ficarem ociosos, Yankees e Orioles tiveram uma série antecipada, mas já se vê um efeito cascata na tabela. Para piorar, nesta sexta houve casos positivos no St. Louis Cardinals, adiando a partida desta sexta contra o Milwaukee Brewers.

Claramente o sistema idealizado pela MLB não está funcionando. Imaginavam que casos isolados provocariam apenas afastamento de atletas, não que fosse necessário colocar elencos inteiros de quarentena. E não há um plano B muito claro. A liga pensa em realizar várias rodadas duplas no final da temporada para repor os jogos e houve até especulação que algumas equipes ficariam com menos jogos que outras, definindo a classificação pelo aproveitamento (e não por vitórias).

Nesta sexta, Manfred enviou um recado a Tony Clark, presidente do sindicato de jogadores. A mensagem alertava para a necessidade de os atletas respeitarem com mais rigor os protocolos estabelecidos, ou a temporada teria de ser suspensa de vez. Basicamente, o comissário da liga insinua que os jogadores não estão cumprindo os procedimentos recomendados, e isso estaria facilitando a entrada do coronavírus na MLB.

É bem possível que os atletas realmente tenham parte da culpa. Tanto que a liga havia reforçado na última quarta que os jogadores não podem deixar seus hotéis quando estiverem atuando fora de casa, o que indicaria que alguns ou vários estariam indo às ruas em dias de partidas como visitante. Mas também é difícil acreditar que essa seja a única causa, e que eventualmente os clubes também estejam falhando na aplicação de procedimentos de higienização das instalações e de distanciamento de seus profissionais.

Nesse ambiente, a próxima semana é chave para o prosseguimento da temporada. Se tivermos alguns dias sem novos casos de Covid-19, é sinal de que o alerta pode ter funcionado e a bolha talvez tenha sido reconstruída. Mas já dá uma sensação forte de que a MLB deveria ter investido na formação de uma bolha como a NBA, a MLS e a WNBA.

Obs.: ah, e o que está acontecendo com o beisebol já deveria soar um alarme do tamanho do estádio do Dallas Cowboys na NFL, porque os desafios talvez sejam ainda maiores no futebol americano

Fonte: Ubiratan Leal

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A MLB tentou conviver com o vírus por perto, e agora está no limite de suspender a temporada

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22 x 22: uma pergunta para cada time da NBA responder na volta da temporada

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto
Lowry, Giannis e Jokic comandam seus times na NBA
Lowry, Giannis e Jokic comandam seus times na NBA ESPN

30 de julho de 2020. Quatro meses e meio depois da pausa, a NBA está oficialmente de volta. E antes da bola laranja subir na bolha criada pela liga em Orlando, os 22 times têm questões a responder. E aqui vão algumas das perguntas para cada uma das equipes:

1. Milwaukee Bucks
E se o 'muro' subir contra Giannis?

Em 2019, os Raptors mostraram o caminho e atrapalharam Antetokounmpo formando uma verdadeira parede contra os ataques do grego.  A estratégia fez a média de pontos de Giannis cair para 22.7 por partida nas finais do Leste e gera a questão: o que os Bucks podem fazer se os rivais repetirem a dose nos playoffs de 2020?

2. Los Angeles Lakers
JR Smith e Dion Waiters chegam para... ajudar?

A experiência com a dupla em Los Angeles tem dado certo... por enquanto. Ver JR e Dion em quadra nos amistosos antes da volta da temporada regular é algo divertido, mas falando sério, o quanto os Lakers realmente contam com os dois? O time de LeBron e Anthony Davis perdeu Avery Bradley, que preferiu não viajar para Orlando, e tem um buraco defensivo para preencher, principalmente se enfrentar times com armadores do calibre de Damian Lillard ou até mesmo Ja Morant.

3. LA Clippers
Quais os efeitos da pausa em Kawhi e PG13?

O termo load management nunca foi tão usado quanto durante a passagem de Kawhi pelos Raptors em 2019. Mas quem pode reclamar? Afinal, ele foi MVP das Finais e campeão com Toronto. Leonard e Paul George têm histórico de lesões, o que significa que a pausa pode ter feito (muito) bem à dupla, que deve voltar pronta para brigar pelo título em 2020.

4. Toronto Raptors
Siakam vai dar um passo à frente nos playoffs?

Kawhi foi embora, e o que aconteceu com os Raptors? Siakam cresceu, assim como VanVleet, Anunoby e o elenco de Toronto, que, sob o comando de Nick Nurse, continua brigando no topo do Leste. Mas, nos playoffs, um jogador vai precisar chamar ainda mais a responsabilidade: será que Siakam conseguirá ser o cara na pós-temporada?

5. Houston Rockets
'Small ball' de Houston pode funcionar contra os rivais do Oeste?

A troca de Clint Capela virou de vez a chave dos Rockets. Antes da pausa da temporada, Mike D'Antoni ainda tentava fazer o novo estilo de Houston funcionar - tentava, porque foram quatro derrotas nos últimos cinco jogos. Sem um pivô de origem em quadra na maior parte do tempo, os Rockets vão conseguir encarar times fortes no garrafão?

6. Boston Celtics
Qual Kemba Walker vamos ver em quadra?

Kemba sofreu com problemas no joelho esquerdo em 2020, e sua volta não tem gerado tanta confiança em Boston. A expectativa é de que ele esteja pronto para a volta da temporada regular, mas de qual forma? Afinal, os Celtics precisam do armador ao lado de Jayson Tatum e Jaylen Brown para sonhar com uma vaga nas Finais.

7. Philadelphia 76ers
Al Horford e seu contrato de 109 milhões de dólares ficarão no banco?

Os Sixers já tentaram jogar com Ben Simmons, Al Horford e Joel Embiid juntos, e a experiência não foi das melhores. Agora, a ideia do técnico Brett Brown parece ser usar Simmons como ala-pivô, dando espaço para o armador 

8. Denver Nuggets
O que esperar do novo Jokic?

Quase 20 quilos. Foi isso que Jokic deixou pelo caminho durante os mais de quatro meses de pausa da NBA. O quanto isso pode ajudar o pivô dos Nuggets quando os jogos começarem para valer? 

9. Miami Heat
A troca por Iguodala vai valer a pena?

Em fevereiro, o Heat fechou a troca com os Grizzlies por Iguodala. Tricampeão com os Warriors, Iggy não é mais o mesmo que já foi até MVP das Finais, mas sua presença - e experiência - no forte elenco de Miami pode fazer a diferença.

10. Dallas Mavericks
Doncic está pronto para os playoffs?

Em sua segunda temporada na NBA, Luka já entrou na lista de superestrelas da NBA e é um dos melhores jogadores da liga. Mas ele ainda não encarou os playoffs com Dallas. Na pós-temporada, os esquemas defensivos rivais serão ainda mais focados em Doncic, e ele precisará da ajuda de Kristaps Porzingis. Mas se tudo der certo para os Mavs... o céu é o limite.

11. Utah Jazz
A crise interna foi superada?

Rudy Gobert contraiu o novo coronavírus e fez a NBA parar em março. Mas as brincadeiras e o desprezo do francês com a doença causaram problemas no Jazz - tanto que a relação com Donovan Mitchell, que também foi infectado pelo vírus, foi abalada nas primeiras semanas de hiato da liga. O discurso é de que tudo foi resolvido, mas só o tempo poderá provar isso. 

12. Oklahoma City Thunder
OKC vai voltar no mesmo ritmo? 

O time mais quente da NBA vive em Oklahoma City. Ao menos era assim em março. O Thunder venceu oito dos últimos dez jogos que fez antes da pausa, e a trinca de armadores com Chris Paul, Dennis Schroder e Shai Gilgeous-Alexander tem impressionado. Resta saber se OKC voltará da mesma forma na bolha em Orlando.

13. Indiana Pacers
Teremos Oladipo em quadra?

A resposta era não. Oladipo afirmou que não jogaria para evitar uma nova lesão. Mas o ala-armador foi para as quadras em Orlando e, ao que tudo indica, vai tentar ajudar os Pacers. Se ele recuperar o nível que já teve em sua carreira, Indiana pode entrar de vez na briga por algo maior no Leste.

14. Orlando Magic
Jogar em casa vai fazer diferença?

Orlando virou a casa da NBA na retomada da temporada, mas o quanto isso pode ajudar o Magic? Com todos os times confinados na bolha, será que a familiaridade de estar em sua cidade pode ajudar o 8º colocado do Leste?

15. New Orleans Pelicans
Qual Zion vai voltar?

Zion estava treinando com os Pelicans na bolha até ter que deixar Orlando por uma emergência familiar. O calouro está de volta e em quarentena na Disney, mas tudo indica que ele ficará pronto para retornar desde o primeiro jogo. A questão é: Zion já teve problemas de lesão e com sua forma física. Qual versão vamos ver depois de quatro meses sem basquete?

16. Portland Trail Blazers
O retorno de Nurkic coloca os Blazers na briga de novo?

Portlando está 3.5 jogos atrás de Memphis, o que significa que, hoje os dois se enfrenariam por uma vaga nos playoffs. Mas os Blazers contam com a volta dos pivôs Jusuf Nurkic e Zach Collins, que devem mudar o patamar da equipe - vale lembrar que o time de Lillard e McCollum foi finalista do Oeste em 2019...

17. Memphis Grizzlies
Memphis resiste por mais oito jogos?

A chegada dos calouros Ja Morant e Brandon Clarke colocou Memphis de vez na briga pelos playoffs. Mas com Blazers, Pelicans, Kings, Spurs e até Suns de olho, resta saber se a dupla vai conseguir manter o ritmo dos Grizzlies rumo à pós-temporada.

18. Sacramento Kings
As jovens estrelas vão aparecer no momento mais importante?

Marvin Bagley está fora por lesão, o que aumenta ainda mais a responsabilidade sobre 

19. Brooklyn Nets
Quem vai aparecer por Brooklyn?

Kyrie Irving, Kevin Durant, Spencer Dinwiddie, DeAndre Jordan, Wilson Chandler, Taurean Prince... os Nets perderam boa parte do elenco, apesar de ocuparem a 7ª posição no Leste. A chance de ir para os playoffs ainda é grande, mas isso não é uma ótima notícia para Brooklyn - que só devem se classificar pela vantagem de seis jogos sobre os também desfalcados Wizards.

20. San Antonio Spurs
Como substituir LaMarcus Aldridge?

O ala-pivô passou por cirurgia no ombro em abril e não voltará a atuar nesta temporada. Cinco jogos atrás de Memphis, Gregg Popovich vai precisar se virar com Jakob Poeltl e Tyler Zeller no garrafão dos Spurs - para piorar a situação, Trey Lyles, uma das boas surpresas do time, também não atuará em Orlando.

21. Phoenix Suns
A bolha pode ser mais do que um treinamento?

São seis jogos de distância para os Grizzlies. Mas para uma franquia que não vai aos playoffs desde 2009-10, a experiência em Orlando pode ser mais um ótimo aprendizado para Devin Booker e Deandre Ayton. Resta saber se eles vão conseguir transformar a oportunidade em uma chance real de voltar à pós-temporada.

22. Washington Wizards
Por quê?

A NBA chamou times que ainda teriam chance de chegar aos playoffs, mas é difícil saber o que os Wizards vão fazer em Orlando. São 5.5 jogos atrás do Magic para um time que não terá Bradley Beal e Davis Bertans, os dois cestinhas de Washington na temporada. Ou seja... por quê?

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Como a MLB decidiu mudar o regulamento do campeonato duas horas antes do jogo de abertura

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Yankees e Nationals abriram a MLB na quinta
Yankees e Nationals abriram a MLB na quinta ob Carr/Getty Images

Rodada dupla de futebol em Salvador. O Bahia recebe o Bangu, em seguida o Vitória enfrenta o América carioca. O Campeonato Brasileiro de 1988 começava em uma sexta à noite e as equipes ainda não sabiam o que deveriam fazer se alguma partida terminasse empatada. O que aconteceu nos dois jogos. Na dúvida, os times seguiram a informação passada pela CBF e realizaram disputa de pênaltis. Sim, o torneio começou e apenas horas antes do pontapé inicial foi definido um item importante do regulamento: que as vitórias valeriam 3 pontos, empate com vitória nos pênaltis valeriam 2, empate com derrota nos pênaltis valeriam 1.

Esse tipo de coisa não surpreende quando se fala de futebol no Brasil. Mas aconteceu nesta quinta, em uma das normalmente elogiadas ligas norte-americanas: a Major League Baseball. A temporada 2020 começou às 20h (horário de Brasília) desta quinta. Apenas duas horas antes surgiu a informação de que sindicato de jogadores e a liga haviam chegado a um acordo sobre uma mudança no formado dos playoffs, aumentando de 10 para 16 os participantes do mata-mata.

Agora, se classificarão os dois primeiros de cada divisão e mais dois times de cada liga (Nacional e Americana) de melhor índice técnico. Essas equipes farão as quartas de final de liga, com séries de até três partidas, todas na casa da equipe de melhor campanha. Depois, as semifinais de liga (série divisional) voltam ao formato tradicional, com confrontos em melhor de cinco. As finais de liga e a World Series seguem em melhor de sete jogos.

A notícia veio como surpresa pelo momento: com alguns times já aquecendo para sua estreia, imaginava-se que nada mais mudaria. Mas não é uma discussão que surgiu do nada, que foi decidida sem debate apropriado.

Quando MLB e sindicato de atletas tentavam chegar a um acordo sobre o pagamento de salários em uma temporada reduzida e sem bilheteria, a ideia de reformular os playoffs havia sido colocada à mesa. A ideia era potencializar os ganhos de TV com mais partidas decisivas e, desse modo, compensar um pouco a perda de receita da venda de ingressos. Os dois lados concordaram que ampliar a pós-temporada seria bom, mas o acordo não saiu por discordâncias em outros pontos.

Assim, a retomada da liga veio com o regulamento orginal e o assunto pareceu esquecido. Pelo visto, as conversas continuaram fora dos holofotes, e as duas partes concordaram em criar uma versão de playoff que lembra mais a NBA e a NHL do que a MLB. Como uma fórmula temporária, para um ano atípico, é uma iniciativa válida. Mas, quando tudo voltar ao normal, o beisebol deve repensar sua pós-temporada. Uma ampliação já era discutida antes de pandemia virar um tema, mas valorizar a disputa jogo a jogo pelo título de cada divisão faz parte do espírito da liga. Assim, qualquer modelo deve preservar a dificuldade de jogar em outubro. Que a surpresa desta tarde de quinta fique só neste ano.

Fonte: Ubiratan Leal

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A MLB está voltando. Veja o que há de diferente nesta temporada de pandemia

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
O Washington Nationals, atual campeão, abrirá a temporada contra o New York Yankees
O Washington Nationals, atual campeão, abrirá a temporada contra o New York Yankees Getty


Foi um longo e frio inverno. E um longo outono. E um verão que não estava dos mais empolgantes. A pandemia de Covid-19 fez o público americano ter de esperar bastante pelo retorno do esporte. O futebol voltou no começo de julho com a NWSL e a MLS, mas as quatro ligas mais populares só retomam a ação no final do mês. E a primeira será a Major League Baseball, que terá sua primeira partida oficial na próxima quinta (23).

Será uma temporada bastante diferente. Os quase três meses de paralisação forçaram uma mudança radical no formato da temporada regular, até porque a liga não cogitou a hipótese de atrasar o término do campeonato com medo de uma segunda onda da pandemia (que acabou chegando já em julho nos Estados Unidos). Mas as novidades não ficaram apenas na quantidade de partidas. Várias alterações foram implementadas para se adaptar à realidade de um campeonato disputado em meio a uma pandemia.

Veja abaixo o básico para entender essa temporada de cara nova. As mudanças nos times em si ficarão para um post aqui no blog na semana que vem.

Quando começa

A abertura da temporada é em 23 de julho, com rodada dupla: New York Yankees x Washington Nationals e San Francisco Giants x Los Angeles Dodgers. As demais equipes estreiam no dia seguinte: Atlanta Braves x New York Mets, Detroit Tigers x Cincinnati Reds, Toronto Blue Jays x Tampa Bay Rays, Miami Marlins x Philadelphia Phillies, Kansas City Royals x Cleveland Indians, Milwaukee Brewers x Chicago Cubs, Baltimore Orioles x Boston Red Sox, Colorado Rockies x Texas Rangers, Minnesota Twins x Chicago White Sox, Pittsburgh Pirates x St. Louis Cardinals, Seattle Mariners x Houston Astros, Arizona Diamondbacks x San Diego Padres e Los Angeles Angels x Oakland Athletics.

Quando termina

A World Series está programada para começar em 20 de outubro e, se for decidida em sete jogos, iria até o dia 28.

Temporada regular

A temporada regular foi bastante reduzida: os tradicionais 162 jogos caíram para 60. Mas a mudança não se refere apenas ao número de partidas, mas também a quem cada equipe enfrenta. Para reduzir as viagens -- e a exposição a eventual infecção por sars-cov-2 --, os confrontos serão mais regionalizados. Assim, os times farão 10 jogos contra cada time de sua própria divisão e 20 duelos interligas, sempre respeitando a geografia (ou seja, Divisão Leste da Liga Americana pega a Divisão Leste da Liga Nacional, a Central da LA enfrenta a Central da LN e a Oeste da LA joga contra a Oeste da LN). Com isso, teremos o reencontro entre Dodgers e Astros, muito aguardado após as revelações de roubo de sinais por parte do time texano na World Series de 2017. Pelo regulamento original, as duas equipes só se enfrentariam neste ano em uma eventual World Series.

Houston Astros venceu Los Angeles Dodgers no jogo 6 da World Series da MLB
Houston Astros venceu Los Angeles Dodgers no jogo 6 da World Series da MLB Getty

Playoffs

Continuam como sempre. Passam para o mata-mata o campeão de cada divisão e mais dois times de cada liga com melhor campanha para a repescagem (wildcard) de jogo único. Os vencedores desta etapa se juntam aos campeões de divisão para formar a série divisional (semifinal de liga) em melhor de cinco. As finais de liga e a World Series são em melhor de sete.

Onde serão as partidas

A ideia de criar uma “bolha” como a NBA e a NHL foi cogitada, mas as equipes jogarão em seus próprios estádios. Sem torcida, claro.

Elencos

Como os times não tiveram a preparação adequada e disputarão a temporada sob o risco de perder atletas com Covid-19, a regra de elencos será diferente. Ao invés de usar 26 ao longo da temporada, como previa o regulamento original, os times terão até 30 nomes no elenco nos primeiros 15 dias da temporada regular, 28 nos 15 dias seguintes e 26 a partir de então. Além disso, os clubes terão de anunciar uma lista de 60 atletas disponíveis para a temporada, incluindo os inscritos e outros que podem ser chamados a qualquer momento caso alguém fique fora de ação por queda de desempenho, contusão e, claro, Covid-19. Quando estiver com uma sequência de compromissos fora de casa, a equipe pode levar até três atletas extras. Eles não estão inscritos para o jogo, mas já ficam à disposição para o caso de algum companheiro se contundir.

Janela de transferências

Ficará aberta até 31 de agosto.

Se um jogador pega Covid-19

Foi criada uma lista de contundidos extra, apenas para o caso de Covid-19. O jogador será colocado nessa relação se tiver algum teste positivo de coronavírus, se apresentar sintoma ou se alguém muito próximo a ele teve exame positivo. Quem estiver nessa condição passará por quarentena e exames até ser liberado, mas receberá seus salários normalmente pelo período afastado.

Jogador com receio de pegar Covid-19

O jogador que não se sentir seguro dentro dos protocolos sanitários da liga estão livres para pedir dispensa. Eles receberão os salários como se tivessem jogador normalmente.

Buster Posey, estrela dos Giants, é um dos jogadores a pedir dispensa da temporada por causa do coronavírus
Buster Posey, estrela dos Giants, é um dos jogadores a pedir dispensa da temporada por causa do coronavírus Getty

Rebatedor designado universal

A Liga Nacional, pela primeira vez, terá rebatedor designado em todos os jogos, como mandante e visitante. A mudança só vale para 2020, e visa preservar fisicamente os arremessadores.

Entradas extras diferentes

As entradas extras começarão sempre com um corredor na segunda base. Esse corredor será o último eliminado da equipe na entrada anterior (ou alguém que o substitua na partida). O objetivo é facilitar o surgimento de corridas e evitar partidas muito longas em uma temporada que terá ritmo acelerado pelo pouco tempo e elencos sacrificados.

Substituição de arremessadores

Para reduzir o tempo gasto com substituições nas entradas finais, cada arremessador será obrigado a enfrentar um mínimo três rebatedores ou ficar até o final da entrada (caso falte apenas uma ou duas eliminações). Essa mudança de regra já estava prevista pela MLB e não tem relação com a pandemia.

Distanciamento social

Os clubes terão de aumentar o espaço de vestiários e bullpen disponível para seu elenco e o do time visitante. Para os jogos em si, a liga proibiu cuspes no campo e no banco, orientou jogadores a ficarem distantes quando não houver necessidade (bola parada, por exemplo) e reforçará punições por discussões cara a cara e brigas. Arremessadores também não poderão passar a mão na boca (terão direito a usar um trapo molhado no bolso de trás para umedecer a mão).

Salários e metas por desempenho

Os jogadores receberão seus salários pela proporção de partidas (37%) em relação à temporada completa. O mesmo vale para bônus ou cláusulas de contrato condicionadas a número de partidas ou metas alcançadas.

Fonte: Ubiratan Leal

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