Oklahoma City Thunder perde a última estrela daquela que poderia ter sido uma dinastia na NBA

Leonardo Sasso
Leonardo Sasso
Quarteto original do Thunder
Quarteto original do Thunder Getty

Quando o Miami Heat conquistou seu primeiro título da NBA, na temporada 2011-12, com LeBron James, Chris Bosh e Dwayne Wade brilhando, muitos se espantaram e acreditavam que estariam vendo um time histórico do outro lado.

O Oklahoma City Thunder tinha estrelas em ascensão. Russell Westbrook, Kevin Durant, James Harden e Serge Ibaka mostravam um talento fantástico e tudo construído através do Draft, assim como os Warriors conseguiriam e teriam frutos nos anos seguintes.

Aquela derrota marcou o fim desse time. O rápido surgimento e o fim ainda mais expresso. Antes da temporada seguinte começar, Harden fora trocado aos Rockets. Batendo na trave contra os Warriors de Curry, Thompson e Green, Durant decidiu mudar de lado e ser campeão em Oakland.

Ibaka também havia deixado a equipe para ir ao Orlando Magic. Westbrook ficou sozinho. Focado mais em estatísticas, acumular triple-doubles, do que realmente brigar por títulos, o Thunder ficou apenas no “quase”.

Tudo que se imaginava após aquele jogo 5 das Finais de 2012, no dia 20 de junho, foi se esvaindo aos poucos.

E o fim aconteceu na noite deste 11 de julho. Westbrook deixa Oklahoma City para se juntar aos Rockets, formar novamente a união com Harden. Chris Paul vai ao Thunder, com um contrato pesado e em fraca decadência na carreira.

O término de uma história que poderia ter sido de títulos, de uma dinastia, mas que acabou deixando apenas pensamentos e hipóteses do que poderia ter sido.

Fonte: Leonardo Sasso

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Onze garotos que melhor aproveitaram a Summer League da NBA e mostraram seu valor

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Para salvar ajudar em nossa necessidade de NBA, a Summer League veio e encantou nossos corações. 

Foram quase duas semanas de jogos com centenas de garotos tentando se provar para merecer uma chance na liga 'dos adultos'. 

Aqui, então, estão os onze jogadores que me encheram os olhos: 

Nickeil Alexander-Walker - Pelicans

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24,3 pontos / 6 assistências / 4,8 rebotes / 2,8 roubos de bola 

Finalização com as duas mãos, arremesso de fora, visão de jogo, intensidade defensiva: o ala/armador dos Pelicans mostrou todas essas coisas durante a Summer League, isso jogando predominantemente como o armador da equipe, algo com o qual não estava acostumado. 

Jogador que mais teve a bola em mãos durante os jogos, deixou seu potencial em evidência e soube muito bem dar ritmo às jogadas. Décima-sétima escolha do Draft, pode já aparecer na rotação do jovem time de New Orleans - e com muito mérito. 

Brandon Clarke – Grizzlies

14,7 pontos / 9,8 rebotes / 2,0 assistências / 1,8 toco 

Quando ele caiu até a 21ª posição do draft, o espanto foi geral. A temporada que o ala/pivô teve em Gonzaga foi animadora, e sua Summer League provou que ele merecia ter escolhido antes. Para a sorte dos Grizzlies, não foi. Foi campeão do torneio, com ótima atuação na final, e ainda coroado MVP. 

O gigante dominou o garrafão e mandou em todas as suas partidas. Extremamente atlético, é rápido e inteligente. Em pouco tempo deve ser titular do time de Memphis ao lado de Jaren Jackson Jr. 

Veja os melhores momentos da grande final:

Tyler Herro – Heat

19,8 pontos / 4,5 rebotes / 4,3 assistências / 1,5 roubo 

Aposta do Heat na 13ª escolha do draft, Herro foi um dos melhores pontuadores da Summer League. Com uma mão calibradíssima, mostrou que arremessa com muita velocidade e até ultrapassou as expectativas de quem o viu jogar por Kentucky. 

Além do arremesso, chamou atenção por ter um controle muito bom de seus pés, inclusive com um 'primeiro passo' extremamente agressivo. Também já deve ter seu espaço em Miami desde o começo da temporada. 

Lonnie Walker IV – Spurs

24,8 pontos / 5,8 rebotes / 1,3 roubo

 Draftado em 2018, jogou apenas 17 partidas na última temporada, com média de 6,9 minutos por jogo. Após essa Summer League, mostrou que merece mais minutos de Gregg Popovich. 

Muito além do bom defensor que ele já mostrava ser, apresentou um arsenal ofensivo muito importante. Conseguiu criar arremessos para ele mesmo e se provar como um cara que pode ser o líder do time. Devemos vê-lo cada vez mais em quadra. 

Carsen Edwards – Celtics

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19,4 pontos / 3,8 rebotes / 21/45 (46,6%) 3pt 

Apenas a 33ª escolha do draft, Edwards mostrou o que já havíamos visto em Purdue: ele arremessa de qualquer lugar - e com eficiência.

 O armador dos Celtics, numa NBA que cada vez arremessa mais dos três pontos, deixou claro que tem seu espaço. Tanto é que o time de Boston já o presenteou com um contrato de quatro anos. 

Kendrick Nunn – Heat

21 pontos / 6,3 assistências / 5 rebotes / 1,5 roubo / 55% FG 

Nunn não foi draftado em 2018 e passou a temporada jogando na G-League com o Santa Cruz Warriors. Um ano depois, está mostrando que merece uma chance na NBA.

 No bom time do Miami Heat, foi mortal ao lado de Tyler Herro. Mostrou muita rapidez e um arremesso com alto potencial. Além disso, parece ter bastante noção de espaço, o que pode transformá-lo num bom passador. 

Jaxson Hayes – Pelicans

16,3 pontos / 7,3 rebotes / 1,3 toco 

Pivô selecionado para fazer o 'garrafão do futuro' ao lado de Zion Williamson, Hayes superou as expectativas na Summer League, e pode já ser o presente do time.

 Muito atleticismo - no ataque e na defesa -, inteligência e domínio do garrafão. Se mostrou um grande jogador agora, mas o que mais empolga é o fato de ser evidente o potencial de crescimento. Tem um arremesso bom (que deve seguir evoluindo) e muita intensidade. Pode se tornar, pelo menos, numa máquina de highlights. 

Rui Hachimura – Wizards

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19,3 pontos / 7 rebotes / 1,7 toco 

Para muitos, o japonês foi escolhido 'muito cedo' no draft, sendo o 9º geral. Nessa Summer League, começou a provar o contrário.

 Hachimura, ainda muito cru, pode se tornar um jogador completo. Arremessa, infiltra, tem noção de posicionamento e parece disposto a aprender. Como primeira opção no ataque, foi bem e correspondeu com boas pontuações. 

RJ Barrett – Knicks

15,4 pontos / 8,6 rebotes / 4,2 assistências

 A terceira escolha do draft foi a mais alta a mostrar seu basquete na Summer League (Zion jogou apenas minutos, e Ja Morant sequer entrou em quara). Após um começo em primeira marcha, mostrando mais suas deficiências, como o arremesso de três pontos inconsistente e o baixo aproveitamento, deu a volta por cima.

 Como um todo, mostrou o que já se esperava dele: infiltração muito boa, velocidade e muita agressividade em direção à cesta. Tem momentos em que se mostra também um ótimo passador, e ainda tem um bom potencial defensivo. Deve começar a temporada como titular.

Coby White – Bulls

15 pontos / 5,6 rebotes / 4,8 assistências / 1,4 roubo

 A escolha de primeira rodada dos Bulls teve sofreu um pouco arremessando a bola, mas mostrou várias habilidades que o fazem digno de sua posição no draft. Muito veloz e com uma ótima visão de quadra, é um armador moderno e com muita personalidade.

 Provavelmente começará a temporada vindo do banco de reservas, mas deve, durante a temporada, roubar a posição de Kris Dunn. 

Ignas Brazdeikis – Knicks

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15,4 pontos / 5,2 rebotes / 51% FG 

Escolha de número 47 do draft, Brazdeikis foi um acerto dos Knicks. O ala mostrou muita versatilidade e preparação para o basquete que a NBA joga hoje em dia. Ótimo arremesso de média e longa distância e inteligência para infiltrar.

 Chegou a ter uma gigante atuação de 30 pontos, a primeira de tal marca na competição, contra os Suns. Num time novo como o de Nova Iorque, pode ganhar seus minutos na rotação.

 Menções Honrosas (alguns já são melhores do que o nível da competição, outros não mostraram tanto)

Chris Boucher – Raptors

23 pontos / 9,8 rebotes / 1,3 toco

Atual campeão da NBA, Boucher chegou a jogar em duas partidas das Finais do Leste, contra os Bucks, na última temporada. Após a saída de Kawhi, mostrou que pode produzir mais, e deve receber cada vez mais espaço em Toronto.

Mitchell Robinson – Knicks

13,8 pontos / 10,6 rebotes / 3,4 tocos 

Robinson teve uma temporada ótima como calouro dos Knicks, e sua Summer League foi um marco. Enalteceu seus pontos positivos (receber pontes aéreas, pegar rebotes e dar tocos), mas também mostrou que tem muito a melhorar (muito afobado, arremesso não confiável). Deve começar a temporada como titular.

Jarrett Allen – Nets

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16,4 pontos / 10,6 rebotes / 2,2 tocos

 O pivô já mostrou do que é capaz na NBA, então era de se esperar que brilhasse na Summer League... e assim foi. Defensivamente e nos rebotes, é um monstro. Ofensivamente, usou o torneio para melhorar, o que é preciso.

Anfernee Simons – Blazers

22 pontos / 4,3 rebotes / 1 roubo

 Simons jogou 20 partidas na última temporada pelos Blazers, e mostrou lapsos do que era capaz. Na Summer League, provou que pode ser um grande pontuador, arremessando de qualquer lugar da quadra, mas precisa melhorar sua defesa e seu repertório ofensivo. 

Daniel Gafford – Bulls

13,8 pontos / 7,8 rebotes / 2,8 tocos 

Escolha de segunda rodada dos Bulls, Gafford foi muito bem na dobradinha com Coby White, completando várias pontes aéreas. Surpreendeu por ser 'completo', apesar de ainda muito cru. Pode ganhar minutos na temporada, principalmente num time como o de Chicago.

Naz Reid – Timberwolves

11,9 pontos / 5,4 rebotes / 2 assistências 

Pivô de LSU que não foi draftado, Reid mostrou nessa Summer League que merece, ao menos, uma chance. Na semifinal, dominou o garrafão contra Jarrett Allen e foi 'o cara' que colocou os Wolves na final. Defensivamente, tem um potencial imenso.

Pablo Prigioni – Timberwolves 

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Ex-jogador da NBA, Prigioni teve sua primeira oportunidade como treinador, e foi muito bem. Montou uma equipe muito bem equilibrada e com uma defesa sensacional, inclusive usando zona. Durante a temporada, será auxiliar de Ryan Saunders.

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Onze garotos que melhor aproveitaram a Summer League da NBA e mostraram seu valor

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[Programação] Final da Summer League da NBA e hora da revanche da última World Series

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

É rápido, mas intenso. A Summer League da NBA mal começou e já está em sua semana decisiva. A liga que reúne as principais promessas - e alguns jogadores que estão sendo testados - do melhor basquete do mundo chega a seus playoffs nesta semana. Os jogadores já mostraram o que podem fazer, e alguns ainda tentaram provar que merecem uma chance no elenco principal para a próxima temporada. Agora é momento de definir o campeão. O mata-mata começa neste sábado e já termina na terça, e o fã de esporte pode conferir tudo nos canais ESPN e no WatchESPN.

Enquanto isso, a MLB entra em sua segunda metade de temporada com pé na porta. O Sunday Night Baseball tem Los Angeles Dodgers x Boston Red Sox, um reencontro dos times que protagonizaram a final de 2018. Os Dodgers foram derrotados naquela oportunidade, mas chegam com a melhor campanha de toda a liga, enquanto os Red Sox ainda não conseguiram escapar da ressaca do título e sofrem para entrar na zona de classificação para os playoffs.

Confira abaixo tudo o que vai rolar de esportes americanos nos canais ESPN nesta semana.

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SÁBADO, 13 DE JULHO

NBA SUMMER LEAGUE
17h - Torneio de Consolação (WatchESPN)
19h - Torneio de Consolação (WatchESPN)
19h30 - Quartas de final (ESPN 2)
21h - Torneio de Consolação (WatchESPN)
21h30 - Quartas de final (ESPN 2)
23h - Torneio de Consolação (WatchESPN)
23h30 - Quartas de final (ESPN 2)

LACROSSE (MLL)
21h - Boston Cannons x Atlanta Blaze (Watch ESPN)

DOMINGO, 14 DE JULHO

MLB
20h - Los Angeles Dodgers x Boston Red Sox (ESPN)

NBA SUMMER LEAGUE
19h - Semifinal (ESPN 2)
21h - Semifinal (ESPN 2)

SEGUNDA, 15 DE JULHO

20h30 - ESPN LEAGUE (ESPN)

MLB
20h - Los Angeles Dodgers x Philadelphia Phillies (Watch ESPN)

NBA SUMMER LEAGUE
22h - Final (ESPN 2)

TERÇA, 16 DE JULHO

MLB
20h - Tampa Bay Rays x New York Yankees (ESPN 2)

QUARTA, 17 DE JULHO

MLB
20h - Tampa Bay Rays x New York Yankees (ESPN)

QUINTA, 18 DE JULHO

LBF (playoffs)
19h - Campinas x Uninassau (ESPN Extra)

SEXTA, 19 DE JULHO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

MLB
20h - Colorado Rockies x New York Yankees (ESPN 2)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 12 de julho, 23h30.

Fonte: Ubiratan Leal

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A janela estava se fechando, mas os Rockets, na marra, abriram novamente

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Quando a janela esteve mais aberta do que nunca, Houston Rockets esteve a uma lesão de Chris Paul e 27 arremessos seguidos errados dos três pontos de uma final, e de um provável título, da NBA, em 2018. 

Daryl Morey e Mike D'Antoni haviam criado um time e uma filosofia para vencer os Warriors, e quase venceram.

Bom, aqueles Warriors não existem mais. Aquele Chris Paul também não. Sem a maior dinastia dos últimos tempos presente na liga, o título está mais aberto do que nunca, e aí vimos Clippers, Lakers, Jazz, Sixers, e tantos outros times se mexerem para lutar pelo título. Os Rockets poderiam ter ficado para trás, mas não.

James Harden, que vem de seu quarto ano seguido lutando pelo MVP e acaba de sair de uma temporada histórica, terá o resto de seu auge no basquete ao lado de Russell Westbrook, 4 anos mais novo do que Chris Paul. Eles voltaram no tempo.

Todos os problemas de Westbrook vocês já sabem. Turnovers, tomadas de decisões erradas, arremesso pouco eficiente de média e longa distância... ok. Agora, lembrem de tudo que ele fez carregando o Oklahoma City Thunder, todas as atuações magnânimas que ele emplacou e toda sua habilidade dentro de quadra.

O Houston Rockets provavelmente decidirá partidas de temporada regular e de playoffs com Westbrook, Harden, Gordon, Tucker e Capela em quadra. Três arremessadores muito bons dos três pontos, o que é perfeito para Westbrook, que foi patético nos arremessos de fora na última temporada. Duas super estrelas, coisa que faz a diferença na hora de vencer. E um quinteto para se bater de frente com qualquer outro da liga.

Durante as partidas, Harden e Westbrook poderão 'dividir turnos', e assim veremos Russell simplesmente destruir os times reservas das equipes adversárias, abusando de toda sua imposição física e de seu conhecimento do jogo.

Vale lembrar que os dois jogaram juntos e são amigos, o que pode fazer o clima fora de quadra influenciar na  performance dentro.

Outra coisa importante é lembrar que Westbrook volta a ser o 'número 2' que era com Durant em Oklahoma. Aquele que fez KD ser MVP 2014. Aquele que foi às finais da NBA em 2012. E aquele que, acima de tudo, não está acima do bem e do mal, não manda na franquia (como mandava no Thunder nos últimos anos) é apenas mais um jogador. Um baita jogador.

Com Harden no auge, Westbrook precisando se provar e tendo uma nova chance, e todo um elenco de apoio que encaixa em suas características - abrem a quadra, sabem arremessar, não querem protagonismo - os Rockets forçaram a janela a abrir mais um pouco, e agora brigam pelo título da NBA. 

(E ah, isso não quer dizer que eles ganharam a troca. Oklahoma fez outro ótimo negócio e seu futuro promete)

Fonte: Pedro Suaide

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A janela estava se fechando, mas os Rockets, na marra, abriram novamente

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Por que Russell Westbrook no Houston Rockets faz sentido

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

De princípio, não parece. A reação imediata das pessoas foi pensar "o Houston Rockets vai jogar com duas bolas?" ou, então, "Russell Westbrook não arremessa de fora, não vai se encaixar". Mas Westbrook em Houston faz sentido. Pra todo mundo. Pra ele, pra equipe e pra James Harden.

Pra início de conversa, Chris Paul não queria mais estar no Texas. As notícias são de que ele e Harden haviam brigado feio depois da eliminação para o Golden State Warriors na última temporada e Paul não aguentava mais olhar na cara de James. CP3 precisava ir.

Com um contrato gigante, os Rockets só seriam capaz de movê-lo por outro contrato gigante. Westbrook estava insatisfeito com a saída de Paul George e queria abandonar o barco em Oklahoma. Era a oportunidade.

Mas, além da questão extra quadra, a opção faz sentido dentro de quadra. O grande problema dos Rockets na pós temporada do ano passado foi ter alguém que dividisse a carga ofensiva com Harden na hora de fechar as partidas.

Chris Paul deveria ser esse cara, mas o que já foi um dos melhores, quiçá o melhor, armadores da liga, hoje é um jogador que tem dificuldade para pontuar isolado contra nomes como Jonas Jerebko, como foi na série contra os Warriors.

Harden e Westbrook voltarão a ser companheiros de equipe
Harden e Westbrook voltarão a ser companheiros de equipe Getty Images

Com isso, Harden ficava sobrecarregado e a defesa de Golden State sequer hesitava na hora de dobrar no camisa 13. Com Westbrook, a história será diferente. 

Russell não é um dos pontuadores mais eficientes da liga, para ficar em um eufemismo, mas é uma das grandes ameaças ofensivas da NBA quando ataca o aro. E tem capacidade de bater qualquer defensor na isolação.

A presença de Westbrook fará com que as defesas não se sintam tão seguras na hora de dobrar em Harden e tirá-lo completamente dos finais das partidas. Já é uma vitória para Houston.

Além disso, Westbrook não é um arremessador nato e gosta de jogar com a bola na mão, mas já demonstrou em outras oportunidades que pode ser apenas o segundo cestinha de uma equipe, como foi com Durant em Oklahoma.

Em Houston, o espaçamento proporcionado pelo arsenal de chutadores da equipe lhe dará espaço para brilhar nas infiltrações. Na hora de atacar o aro, fazer a defesa entrar em colapso e ou pontuar ou soltar a bola para um arremessador livre na zona morta.

Westbrook era a melhor opção de mercado para Daryl Morey e o Houston Rockets. Os Rockets eram a melhor opção para Russ. Bem vindos ao tiroteio do Velho Oeste, que será insano.

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Nunca duvide de LeBron James: os dois melhores times da NBA estão em Los Angeles

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

Depois da chegada de Kawhi Leonard e Paul George ao LA Clippers, virou quase unanimidade que a equipe é a principal favorita ao título da próxima temporada da NBA, que será equilibrada como não se via há tempos. O time que levou o Golden State Warriors, com todos os jogadores saudáveis, ao sexto jogo trocou Shai Gilgeous-Alexander e Danilo Gallinari pelo atual MVP das Finais e um jogador com calibre de MVP de temporada. Sem dúvidas, favorito.

O problema, porém, está em como essa movimentação fez as pessoas olharem o outro lado da cidade. O Los Angeles Lakers estava na expectativa de assinar com Kawhi, montar um super time praticamente imbatível e dominar a liga. Quando viu o ala ir para seu 'primo pobre', a frustração tomou conta. Mas os Lakers souberam compensar da maneira correta.

Não veio nenhuma terceira estrela como poderia ter sido com D'Angelo Russell, caso a franquia tivesse desistido mais cedo de Kawhi e priorizado outro jogador, mas Jeanie Buss e Rob Pelinka agiram da maneira correta: montaram um elenco ao redor de LeBron James e Anthony Davis. 

DeMarcus Cousins, Rajon Rondo, Danny Green, Jared Dudley, Avery Bradley, Kyle Kuzma. Nenhum desses nomes salta aos olhos, nem mesmo Cousins, mas são todos nomes sólidos para ajudarem dois dos sete melhores jogadores da liga.

Kuzma, AD e LeBron: os Lakers estão em ótimas mãos
Kuzma, AD e LeBron: os Lakers estão em ótimas mãos Getty Images

Sim, LeBron James e Anthony Davis formam uma dupla com dois dos sete melhores jogadores do mundo. E parece que as pessoas estão se esquecendo deste fato. Mesmo com 34 anos, LeBron ainda é o jogador mais dominante do mundo. Em uma temporada "ruim", o ala terminou com 27.4 pontos, 8.3 assistências e 8.5 rebotes de média por jogo. E, agora, ele vem extremamente motivado para recuperar o trono de Rei da NBA

Anthony Davis conviveu com problemas de lesões e de química no vestiário. Terminou a temporada com 26 pontos, 12 rebotes e 2,4 tocos por jogo. É um dos pivôs mais dominantes, se não for o mais, da liga. Consegue pontuar dentro do garrafão e fora. Pode armar o jogo do poste baixo e defende como poucos, sendo um dos melhores protetores de aro da liga. 

Na temporada passada o grande problema dos Lakers, além das lesões, foi a falta de alguém que pudesse dividir a responsabilidade de carregar o time com LeBron e a falta de arremessadores que abrissem a quadra para o camisa 23 (que voltará ao número 6) brilhar. Para 2019/2020, o cenário é outro. Não se enganem pela decepção de não conseguir Kawhi, o Los Angeles Lakers vem muito forte para a próxima temporada e o "clássico da Califórnia" colocará frente a frente as duas melhores equipes da liga.

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O que a MLB aprendeu em sua passagem por Londres

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Yankees e Red Sox se enfrentaram em Londres
Yankees e Red Sox se enfrentaram em Londres Getty Images

Dois jogos muito intensos e muito longos, com pontuação alta, público recorde e emoção acima da média. New York Yankees e Boston Red Sox foram um bom cartão de visitas da MLB em Londres. A liga teve sucesso em seus dois primeiros jogos em território europeu, e o comissário Rob Manfred fez um balanço positivo (e com conclusões interessantes) sobre a experiência inglesa em entrevista ao podcast Baseball Tonight da ESPN norte-americana.

LEIA MAIS: O primeiro título inglês do Tottenham e o West Ham campeão mundial: a estranha história do beisebol na Inglaterra

Veja os principais pontos:

1) Beisebol é atitude

A venda de produtos licenciados explodiu durante a London Series. O público inglês -- e os americanos expatriados que foram conferir o evento -- formaram enormes filas nos pontos de vendas de bonés, camisas, jaquetas, souvenires e afins que foram montados na capital britânica. Nem nos dias do All-Star Game a venda é tão grande.

Esse fato chamou a atenção da liga de que, fora dos Estados Unidos, o beisebol tem um alto potencial como ícone cultural, como elemento de moda. Os símbolos e o estilo visual ligado ao beisebol -- e não apenas o boné dos Yankees -- passam uma imagem de cultura americana, e explorar esse caminho pode ser uma forma de internacionalizar o esporte e a MLB, torná-la mais familiar ao público estrangeiro.

2) Há demanda por público

Foram 60 mil ingressos colocados à venda em cada um dos dois jogos realizados no estádio Olímpico de Londres. Todos foram vendidos, fazendo desses dois duelos os recordistas de público na temporada (até porque não há estádio na MLB com essa capacidade).

Ficou evidente que há potencial para um evento como esse, ainda que boa parte do público tenha sido de curiosos que quisessem apenas explorar uma tarde estilo americano. Com novas edições da London Series, é possível que muitos ingleses retornem, e tragam consigo outros que perderam a oportunidade em 2019 e tenham se arrependido.

3) Ir a outras cidades é bom

A MLB já tem realizado eventos pontuais em outros locais. Foi o caso do jogo no Fort Bragg, maior complexo militar dos Estados Unidos, do jogo anual em Williamsport nas vésperas da Little League World Series, do jogo em Omaha que precede a College World Series e das séries no México e em Porto Rico realizadas nos últimos anos. E, segundo Manfred, há interesse e margem para mais.

Com uma temporada incrivelmente longa, com 162 jogos para cada time, há margem para pegar um ou outro e realizar um evento especial sem prejudicar o equilíbrio da tabela. Para a MLB, há interesse em manter a London Series e até em organizar partidas em outras cidades na Europa (sugestão minha: Roma). Além disso, já buscam outros locais dentro dos Estados Unidos que tivessem um simbolismo para o beisebol, tornando o calendário de séries especiais ainda mais amplo e levando a MLB para mais pontos no território americano.

Fonte: Ubiratan Leal

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[Programação] Semana de conhecer os melhores: do beisebol, de home runs e dos esportes americanos em geral

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Peyton Manning apresentando premiação do ESPYS em 2017
Peyton Manning apresentando premiação do ESPYS em 2017 ESPN

Chegamos à semana em que temos os únicos dias do ano em que não há partida de nenhuma das quatro grandes ligas profissionais. São os dias em torno do All-Star Game da MLB, com folga do beisebol coincidindo com as férias da NFL, da NBA e da NHL. Mas isso não significa que não há atrações nos esportes americanos. Pelo contrário. É hora de ver os melhores.

A MLB para de segunda à quarta, mas esse vácuo é preenchido com o Home Run Derby, evento que ganha espaço após edições espetaculares desde a adoção do formato de disputa atual, o All-Star Game e o Future's Game, que reúne os jogadores mais promissores que estão nas categorias de base dos times. No dia seguinte ao All-Star Game, as grandes estrelas de todos os esportes se juntam para o ESPYS, o prêmio organizado pela ESPN para os melhores dos esportes americanos. 

Mas há eventos de sobra ainda. A NBA Summer League segue com calendário cheio todos os dias (transmissões ao vivo na TV e no WatchESPN), a LBF continua em seus playoffs e a Universíade tem as finais dos torneios de basquete masculino e feminino.

Então, anote tudo para não perder nada.

SÁBADO, 6 DE JULHO

WNBA
15h - Minnesota Lynx x Connecticut Suns (ESPN Extra)

LBF (playoffs)
18h - Blumenau x Uninassau (ESPN Extra)

NBA SUMMER LEAGUE
16h - Oklahoma City Thunder x Utah Jazz (WatchESPN)
16h30 - Portland Trail Blazers x Detroit Pistons (WatchESPN)
18h - Atlanta Hawks x Milwaukee Bucks (WatchESPN)
18h30 - Boston Celtics x Philadelphia 76ers (WatchESPN)
20h - Memphis Grizzlies x Indiana Pacers (WatchESPN)
20h30 - Los Angeles Clippers x Los Angeles Lakers (WatchESPN)
22h - Dallas Mavericks x Houston Rockets (WatchESPN)
23h - New Orleans Pelicans x Washington Wizards (WatchESPN)
0h - China x Sacramento Kings (WatchESPN)

SOFTBOL (USA Softball International Cup)
13h - México x Estados Unidos (WatchESPN)
17h - Porto Rico x Estados Unidos (WatchESPN)

LACROSSE (WPLL)
19h - New England Command x Baltimore Brave (WatchESPN)
21h - Philadelphia Fire x Upstate Pride (WatchESPN)

DOMINGO, 7 DE JULHO

MLB
20h - All-Star Futures Game: Liga Nacional x Liga Americana (ESPN 2)

NBA SUMMER LEAGUE
16h30 - San Antonio Spurs x Charlotte Hornets (WatchESPN)
17h - Brooklyn Nets x Croácia (WatchESPN)
18h30 - Minnesota Timberwolves x Atlanta Hawks (WatchESPN)
19h - Denver Nuggets x Orlando Magic (WatchESPN)
20h30 - Chicago Bulls x Cleveland Cavaliers (WatchESPN)
21h - Utah Jazz x Miami Heat (WatchESPN)
22h30 - New York Knicks x Phoenix Suns (WatchESPN)
23h - Houston Rockets x Portland Trail Blazers (WatchESPN)
0h30* - Memphis Grizzlies x Los Angeles Clippers (WatchESPN)
1h* - Toronto Raptors x Golden State Warriors (WatchESPN)

SOFTBOL (USA Softball International Cup)
13h - Jogo a definir (WatchESPN)

SEGUNDA, 8 DE JULHO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

MLB
21h - Home Run Derby (ESPN)

NBA SUMMER LEAGUE
16h - Oklahoma City Thunder x Philadelphia 76ers (WatchESPN)
16h30 - Sacramento Kings x Dallas Mavericks (WatchESPN)
18h - Indiana Pacers x Detroit Pistons (WatchESPN)
18h30 - Washington Wizards x Brooklyn Nets (WatchESPN)
20h - San Antonio Spurs x Toronto Raptors (ESPN 2)
20h30 - Cleveland Cavaliers x Boston Celtics (WatchESPN)
22h - Milwaukee Bucks x Minnesota Timberwolves (WatchESPN)
22h30 - New Orleans Pelicans x Chicago Bulls (WatchESPN)
0h - China x Charlotte Hornets (WatchESPN)
0h30* - Golden State Warriors x Los Angeles Lakers (WatchESPN)

UNIVERSÍADE (basquete)
12h20 - Semifinal feminina (ESPN 2)

TERÇA, 9 DE JULHO

MLB
20h30 - All-Star Game (ESPN)

NBA SUMMER LEAGUE 
16h30 - Croácia x Oklahoma City Thunder (WatchESPN)
17h - Miami Heat x Orlando Magic (WatchESPN)
18h30 - Indiana Pacers x Atlanta Hawks (WatchESPN)
19h - Portland Trail Blazers x Utah Jazz (WatchESPN)
20h30 - Phoenix Suns x Memphis Grizzlies (WatchESPN)
21h - Denver Nuggets x Boston Celtics (ESPN Extra)
22h30 - New York Knicks x Toronto Raptors (WatchESPN)
23h - Sacramento Kings x Houston Rockets (ESPN Extra)
0h30* - Los Angeles Clippers x Washington Wizards (WatchESPN)

UNIVERSÍADE (basquete)
12h30 - Semifinal masculina (WatchESPN)

QUARTA, 10 DE JULHO

PREMIAÇÃO
21h - ESPYs (ESPN)

NBA SUMMER LEAGUE 
16h - Philadelphia 76ers x Detroit Pistons (WatchESPN)
16h30 - Croácia x Dallas Mavericks (WatchESPN)
18h - Charlotte Hornets x Chicago Bulls (WatchESPN)
18h30 - Orlando Magic x Brooklyn Nets (ESPN 2)
20h - Minnesota Timberwolves x Miami Heat (WatchESPN)
20h30 - Cleveland Cavaliers x New Orleans Pelicans (WatchESPN)

22h - San Antonio Spurs x Phoenix Suns (WatchESPN)
22h30 - Los Angeles Lakers x New York Knicks (WatchESPN)
}0h - China x Milwaukee Bucks (WatchESPN)
0h30* - Golden State Warriors x Denver Nuggets (WatchESPN)

UNIVERSÍADE (basquete)
15h - Final feminina (ESPN 2)

QUINTA, 11 DE JULHO

MLB
21h - Houston Astros x Texas Rangers (ESPN)

NBA SUMMER LEAGUE
19h - Toronto Raptors x Indiana Pacers (WatchESPN)
19h30 - Atlanta Hawks x Washington Wizards (ESPN 2)
21h - Portland Trail Blazers x Oklahoma City Thunder (WatchESPN)
21h30 - Utah Jazz x Houston Rockets (ESPN 2)
23h - Sacramento Kings x Los Angeles Clippers (WatchESPN)
23h30 - Boston Celtics x Memphis Grizzlies (WatchESPN)

LBF (playoffs)
19h - Jogo a definir (ESPN Extra)

UNIVERSÍADE (basquete)
12h30 - Disputa do 3º lugar
15h - Final masculina (ESPN 2)

SEXTA, 12 DE JULHO

19h - ESPN LEAGUE (ESPN)

MLB
20h - Jogo a confirmar (WatchESPN)

WNBA
21h - Phoenix Mercury x Connecticut Sun (ESPN Extra)

NBA SUMMER LEAGUE
19h - Jogo a confirmar (ESPN 2)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 30 de junho, 10h30.

Fonte: Ubiratan Leal

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[Programação] Semana de conhecer os melhores: do beisebol, de home runs e dos esportes americanos em geral

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Lakers foram feitos de trouxa na “novela Kawhi” e Clippers mostram de novo que são donos de LA há 7 anos

Gustavo Faldon
Gustavo Faldon

Kawhi foi para Los Angeles, mas jogará nos Clippers
Kawhi foi para Los Angeles, mas jogará nos Clippers Getty

Depois de adquirir Anthony Davis, parecia que o maior vencedor do mercado e novo favoritaço ao título seria o Los Angeles Lakers. Mas a recusa de Kawhi Leonard foi o golpe final em mais um episódio trágico da história recente da franquia.

E a estratégia de Rob Pelinka e cia de apostar TODAS as fichas nessa única peça foi estúpida.

Kawhi não é nada midiático, não está nem aí para fama, desfiles de moda, filmes com o Pernalonga ou qualquer outro atrativo hollywoodiano que a “Lakerland” possa proporcionar. O cara até pouco tempo dirigia o mesmo carro dos tempos de colégio, é da escola Tim Duncan de “low profile”.

Pra que ele iria querer arriscar seu status e paz indo para um lugar onde os holofotes enchem o saco 24 horas por dia e ele iria aparecer nos tabloides ao lado de estrelas de todos os mundos que circulam por Los Angeles?

Kawhi queria ir pra Los Angeles, mas não para o circo dos Lakers.

Melhor ir para os Clippers, ainda por cima recrutando um jogador que há dois anos falava que queria ser trocado para os Lakers.

Isso é mais uma prova de como os Lakers viraram a “segunda força” no basquete da cidade desde a fatídica troca vetada por “razões de basquete”.

Óbvio que os títulos nem se comparam, mas é inegável que nos últimos 7 anos os Clippers são os donos de Los Angeles. Com Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan, jogaram basquete bonito como os Lakers faziam na era Showtime, chegaram em playoffs (coisa que a franquia roxa e dourada não faz há seis anos), e agora se tornaram destino preferencial de superestrelas na cidade.



A chama do auge de LeBron James está se apagando, o time precisa pensar no agora, sair ganhando já desde a largada para dar o mínimo de tranquilidade e esperança a seus fãs. Tempo é algo que os Lakers não tinham. E resolveram esperar.

E Kawhi nem mesmo era a escolha mais necessária para os Lakers atacarem na free agency. Ele joga na mesma posição de LeBron e Kyle Kuzma. Era melhor ter tentado Kemba Walker ou D’Angelo Russell, algum armador prolífico que fosse capaz de coordenar o time e criar o próprio chute, como deu tão certo com Kyrie Irving e James nos Cavaliers.

Pior, nem os “mediões” sobraram no mercado.

Agora a esperança do Los Angeles Lakers é ser carregado por Anthony Davis, que já ficou provado que apesar dele ser um monstro não consegue fazer milagre, visto pelos seus anos de Pelicans, e LeBron James aos 35 anos de idade. Fora que Davis se lesiona demais, provavelmente vai perder aqueles seus 10 joguinhos, no mínimo, por lesão, enquanto James também começou a sentir o peso da idade.

De qualquer forma, agora o torcedor dos Lakers tem que rezar para LeBron ser o mesmo de 2 anos atrás, Davis não se machucar para assim voltar a ir aos playoffs com os dois All-Stars e um time quase que de G-League por trás deles.

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O (possível) ineditismo de Kawhi Leonard

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

A NBA espera, minuto a minuto, por notícias sobre Kawhi Leonard.

Ele ficará em Toronto para buscar mais um título com os Raptors? Ou voltará para sua cidade natal, onde teria de escolher entre Lakers e Clippers?

Enquanto nossas questões não são respondidas e tudo que podemos fazer é aguardar, é impossível não pensar em como Kawhi é diferente de tudo que a NBA já viu.

Desde seu tempo no San Antonio Spurs, a figura enigmática do 'robô programado' por Gregg Popovich fascina os fãs de NBA. A ponto de, antes da temporada passada, fazer com que muitos duvidassem de que ele realmente estivesse lesionado - ou o contrário, questionando um retorno ao alto nível do camisa 2.

E o que esperamos de um jogador - e uma personalidade - nunca antes vista? Absolutamente tudo.  

Exatamente por isso, a NBA se prepara para uma decisão inédita. 

Vamos pensar na hipótese de Kawhi deixando Toronto e abrindo mão do time que acabou de vencer o troféu Larry O'Brien. Ou seja, o melhor jogador do time campeão não voltaria para a temporada seguinte.  Não estamos falando sobre MVPs de Finais, mas do nome incontestável de cada equipe.

Em sua história, a NBA já viu 73 times vencerem títulos.  George Mikan só deixou os Lakers após títulos em 1954, quando se aposentou. Bill Russell sempre voltou aos Celtics - e ele teve várias oportunidades de deixar uma equipe campeã, 11, para ser exato.

John Havlicek, Jerry West, Kareem Abdul-Jabbar, Larry Bird, Magic Johnson,  Isiah Thomas, Hakeem Olajuwon, Tim Duncan, Shaquille O’Neal, Kobe Bryant, LeBron James, Stephen Curry... todos eles voltaram em busca de mais troféus.

Além de Mikan, só uma outra lenda não esteve com seu time no ano seguinte ao título. Michael Jordan deixou os Bulls duas vezes, sempre depois de conquistas, sempre para a aposentadoria.

73 times. 69 vezes, eles voltaram. Três vezes, se aposentaram. 

E Kawhi?

Fonte: Matheus Zucchetto

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'Kawhi Watch': o grande tiro no pé de Toronto

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

A espera pela decisão de Kawhi Leonard toma conta da NBA. Nesta quarta-feira, estamos presenciando mais um capítulo da novela. E um dos mais surreais até agora.

No começo do dia, saiu a primeira informação. Um jatinho chegou em Toronto e dele saíram três pessoas, uma delas com um toalha na cabeça e elas entraram em dois carros pretos. Em instantes, a teoria era de que Kawhi iria se reunir com a diretoria do Toronto Raptors em um hotel na cidade.

Imediatamente, um helicóptero da televisão local começou a filmar o caminho dos carros e transmitir em tempo real, no melhor estilo "perseguição de OJ Simpson".

Pelas redes sociais, a hashtag #KawhiWatch (observatório Kawhi) começou a ganhar os tópicos em Toronto e no mundo. Pessoas foram às ruas atrás de informações e confirmações. Outras foram para a porta do hotel aonde estava acontecendo a suposta reunião para "demonstrar amor" e pedir para Kawhi ficar, apelando para o emocional.

[]

O problema, porém, é que isso poderia funcionar para a maioria das pessoas. Mas Kawhi não é todo mundo. Ele nunca foi conhecido por gostar da mídia, de ter um helicóptero perseguindo cada passo seu, muito pelo contrário.

Sempre foi conhecido por ser um dos jogadores mais "low profile" da liga. Que pouco aparece na mídia, que não se veste com a roupa mais cara e nem anda no carro do ano. Que quase não utiliza redes sociais - seu Twitter tem, literalmente, quatros postagens. E foi criado em 2014.

Se por acaso Kawhi realmente escolha por não continuar em Toronto, provavelmente lembraremos deste dia 3 de julho de 2019 como o dia que sacramentou sua decisão. O que era para ser uma prova de amor, pode ter sido o maior tiro no pé que uma cidade deu em sua própria franquia.

Kawhi não quer os holofotes, não quer as pessoas na rua atrapalhando suas reuniões, não quer ser perseguido pela televisão. O homem dos rebotes vence, não aparece.

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Transformando cinco anos em um: Como os Pelicans venceram a offseason de 2019

ESPN League
ESPN League

Zion Williamson sendo selecionado pelos Pelicans
Zion Williamson sendo selecionado pelos Pelicans Getty Images

A contratação de J.J Redick não é a mais chamativa da Free Agency, na qual o Brooklyn Nets conquistou duas superestrelas em Kyrie Irving e Kevin Durant. Mas, posso te garantir, o New Orleans Pelicans ganhou a intertemporada. 

 Tudo começou com a loteria.  A franquia, que possuía chances mínimas de conseguir a primeira escolha do Draft (6%), deu sorte e, logo de cara, garantiu o seu futuro franchise player - Zion Williamson. 

 A sorte continuou: os Lakers conseguiram a quarta escolha do Draft, dando mais valor a um possível pacote por Anthony Davis.  A troca aconteceu, sendo que Ball, Ingram e Hart chegaram junto a 4 escolha de 2019.  A ausência de Kuzma no pacote foi compensada com mais duas escolhas de primeira rodada.  O futuro dos Pelicans estava garantido. 

No Draft, David Griffin fez mais uma troca, garantindo mais peças para acompanhar Zion Williamson. Trocando a quarta escolha pela 8ª, 17ª, 35ª, a franquia garantiu três atletas com alto potencial em Jaxson Hayes, Nickeil Alexander-Walker e Didi. E, ainda se livrou do contrato horroroso de Solomon Hill, que receberá US$ 12 milhões em Atlanta (espaço utilizado, posteriormente, para pagar o salário de Redick).

O time que Griffin insistiu ser de Jrue Holiday (em uma tentativa mal sucedida de tirar peso dos ombros de Zion), já parece forte o suficiente para brigar pela oitava posição, e mais forte que o da temporada passada, que dependia muito de Davis. Mas ainda era necessário adicionar mais peças.  Na Free Agency, o time adquiriu um dos melhores arremessadores da liga, em J.J Redick, que deve vir do banco e fornece ótimos minutos para o técnico Alvin Gentry. 

 A franquia, que ainda tinha uma clara deficiência dentro do garrafão, assinou com Derrick Favors - um pivô de 2,08 metros, que registrou médias de 11,2 pontos e 7,2 rebotes em suas dez temporadas com Utah. A adição do atual cestinha das finais EuroLeague pelo Fenerbahce, Nicoló Melli, também passa desapercebida pelo torcedor. Mas se o italiano traduzir de forma natural o seu jogo para a NBA, ele pode se tornar em um interessante reforço ofensivo vindo do banco.

 O elenco atual possui um potencial infinitamente maior do que o time que começou a temporada de 2018/19 vestindo a camisa dos Pelicans. E, ainda mais, o grupo ao lado de Zion Williamson tem chance de chegar nos playoffs, algo que New Orleans só conseguiu duas vezes em oito anos na Era Davis.

Os Pelicans ainda não disputam no topo da Conferência e seguem longe dessa possibilidade. Mas, Griffin acelerou em uma offseason um processo que costuma a durar três ou quatro temporadas - em exemplos mais recente, a reconstrução de Chicago pós-Jimmy Butler, e Sacramento Kings depois da troca de DeMarcus Cousins.

 A transformação é nítida.  Seis meses atrás New Orleans estava à beira do colapso quando Anthony Davis pediu para deixar a franquia. Agora, após decisões acertadas e truques de David Griffin, os Pelicans tem um futuro definido.

Fonte: Bruno Nossig

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Como os Hawks estão seguindo a fórmula do sucesso e tentando virar os Warriors 2.0

Pedro Suaide
Pedro Suaide

O Golden State Warriors alcançou o patamar de dinastia não só pelos três títulos em quatro anos e pelas cinco finais seguidas: são dinastia por também serem referência.  E por isso são copiados (e quando eu falar copiados durante o texto não leve como algo ruim).

Sem vergonha, que realmente não tem motivo para existir, o Atlanta Hawks desenha um time para seu futuro se baseando no time de Steve Kerr. As escolhas de draft dos últimos anos copia as características dos craques que fizeram (e ainda fazem) história pelos Warriors.

O Cara

Os Warriors se tornaram o que se tornaram jogando em função de Stephen Curry. Os Hawks, então, jogam em função de Trae Young.

Quando avistaram o jovem armador na universidade de Oklahoma, sabiam que era ele. Arremessa de qualquer lugar da quadra, tem visão de jogo e se comporta 'como Curry'. Em sua primeira temporada em Atlanta, já provou que seu jogo também funciona na NBA, e ainda tem muito a evoluir. 

Focados nele, até trocaram sua escolha de primeira rodada do draft de 2018, a 3ª geral, pela 5ª, dos Mavericks - que pegaram Luka Doncic. Além de Trae, eles pegaram a escolha desse ano de Dallas no negócio, que se tornou Cam Reddish, na 10ª posição.

Com Trae como peça central, os Hawks precisavam montar o time e a cultura ao seu redor. E assim fizeram.

O Splash BROTHER

Curry precisa de Klay. Trae precisa de Huerter. Hoje pode realmente parecer loucura comparar Klay Thompson com Kevin Huerter, ainda anônimo para muitos, mas o potencial para ser o complemento perfeito para um armador como Trae existe.

Klay entrou na liga em 2011, na 11ª escolha. Em sua primeira temporada, com 21 anos, teve média de 1,7 cesta de três pontos por jogo, acertando 41,4% de seus arremessos longos.

Huerter foi a 19ª escolha do draft de 2018, entrando na NBA com 19 anos. Em sua primeira temporada, acertou 1,8 arremesso de três pontos por jogo, convertendo 38,5% de seus arremessos longos.

Klay, com o passar do tempo, se tornou um dos melhores arremessadores da história, com aproveitamento sempre superior a 40% nos arremessos dos três pontos. Kevin Huerter tem o potencial para isso, pelo bom arremesso que já tem e pelo corpo parecido ao de Thompson - alto para um ala armador, com 2,01 metros. E, de qualquer jeito, mesmo que Huerter não se torne um Klay, pode ser ainda assim um ótimo arremessador.

O Elenco de Apoio

Os Warriors têm em Draymond Green um jogador possivelmente impossível de se achar igual. Reboteiro, ótimo passador, inteligente e capitão na defesa. Entretanto, na medida do possível, os Hawks desenham em John Collins um protótipo de Green.

O garoto de Atlanta é melhor do que Draymond em algumas coisas bem importantes para o estilo de jogo que o time pretende ter: arremesso de três pontos e explosão. Entretanto, deixa a desejar na defesa e na visão de jogo, ainda não podendo ser o armador que Dray é nos Warriors.

De qualquer modo, John Collins é peça fundamental: é o homem de garrafão, rápido, forte e com um teto alto, ainda se desenvolvendo como jogador.

Quando esses Warriors 'começaram', Harrison Barnes foi essencial. Um ala que sabe chutar dos três pontos, defende bem e faz um pouco de tudo. Por isso, os Hawks fizeram questão de trocar algumas escolhas de draft de 2019 para pegar a 4ª escolha e selecionar De'Andre Hunter, ala campeão universitário por Virginia: exatamente quem eles queriam.

Com a 10ª escolha do mesmo draft, também não titubaram: Cam Reddish. Ala com um arremesso longo maravilhoso e com alto potencial defensivo. Assim como feito com Trae Young e Kevin Huerter em 2018, e De'Andre Hunter em 2019, foram certeiros nos jogadores que queriam e precisavam no draft. Reddish é uma peça muito importante para esse sistema de jogo: sabe espaçar a quadra e abrir caminhos para Trae Young carregar a bola. Quando receber os passes, tem tudo para ser mortal dos três pontos.

Ou seja, os Hawks, assim como os Warriors, escolheram um cara para ser seu ponto principal (um armador rápido, habilidoso e espetacular dos três pontos), e o rodearam com jogadores altos e fortes, que sabem chutar dos três pontos, em todas as outras posições de quadra.

Fora de Quadra

Seguir os passos copiando os jogadores não é suficiente. Os Warriors são uma mentalidade, e os Hawks sabem disso.

Assim sendo, seu treinador, Lloyd Pierce, que chegou em Atlanta em 2018, "curiosamente" foi assistente técnico de Golden State em 2010 e 2011, quando a franquia desenvolvia sua dinastia.

Travis Schlenk é o General Manager dos Hawks, ou seja, o manda-chuva do basquete por lá desde 2017. Em 2004, Schlenk chegou em Oakland para ser olheiro de vídeos do Golden State Warriors. Por lá ficou até 2017, quando já era assistênte de General Manager.

Os Hawks ainda foram além e trouxeram mais gente, como Chelsea Lane, fisioterapeuta que cuidou de Curry e cia em suas lesões, e assistentes como  Michael Irr e Larry Riley. Um terço da equipe de treino dos Hawks já passou pelos Warriors.

Se vai dar certo? O futuro dirá. E, dando ou não, nunca é tarde para buscar um Kevin Durant por aí... 


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Jimmy Butler tomou a decisão mais corajosa possivel; agora o Miami Heat tem obrigação de ajudá-lo

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

Jimmy Butler era um dos jogadores mais disputados da agência livre da NBA. Podia ter renovado com o  Philadelphia 76ers, formado um 'super trio' com James Harden e Chris Paul no Houston Rockets. Até mesmo se juntado a LeBron James e Anthony Davis no Los Angeles Lakers.

Todas possibilidades reais que lhe fariam brigar pelo título já na temporada 2019/2020. Mas Jimmy queria mais. Queria ser o cara de um time que briga pelo título, mais ou menos como Kawhi no Toronto Raptors da última temporada. Por isso, optou pelo Miami Heat.

Na Flórida, será o líder e melhor jogador da equipe. Mais do que isso, será responsável por manter o legado de Dwyane Wade - ambos jogaram em Marquette na faculdade.

Jimmy Butler acertou com o Miami Heat
Jimmy Butler acertou com o Miami Heat Getty Images

Butler tomou a decisão mais corajosa da agência livre e agora terá pela frente o caminho mais difícil. E vai precisar da ajuda de Pat Riley e Erik Spoelstra.
O primeiro passo parece ter sido dado com a saída de Hassan Whiteside para o Portland Trail Blazers, mas não basta.

O Heat precisa, antes de mais nada, dar liberdade para Bam Adebayo. Selecionado em 2017, o pivô é bastante promissor e sempre teve sua evolução freada por Whiteside. Sem a concorrência,  Adebayo tem que ser utilizado como segunda opção de ataque já nesta temporada.

Além de liberar Adebayo da coleira, Pat e Spoelstra precisam garantir que Jimmy esteja cercado de bons arremessadores. Capacidade de carregar a bola e armar o jogo, Butler oferece e isso não deve ser problema. Mas, para poder ter espaço para brilhar, Jimmy precisa de ameaças reais ao seu lado que preocupem a defesa adversária, coisa que o Heat sentiu falta na última temporada.

E, por fim, Spoelstra precisa deixar Jimmy Butler ser Jimmy Butler. Mas pra quem já treinou LeBron James e foi, até hoje, quem o melhor fez, isso deve ser fichinha...

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Esqueça Nets, Durant, Warriors, Kyrie, Lakers... Por que essa é a imagem que pode mudar o rumo da NBA nos próximos anos

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Em poucas horas, o mundo da NBA virou de cabeça para baixo. Mesmo antes de o mercado abrir, Kyrie Irving e Kevin Durant já estavam a caminho do Brooklyn Nets.

As horas seguintes foram insanas, como esperado, e com méritos, os Nets foram exaltados - afinal, agora eles têm Durant e Kyrie - e a discussão se eles realmente conseguirão um título desse jeito fica para outro dia.

Entretanto, nesta segunda-feira, Zion Williamson assinou seu contrato com o New Orleans Pelicans, apenas oficializando sua escolha como número 1 do Draft de 2019. E, mais do que Durant, Kyrie ou seja lá quem for, essa é a imagem que pode mudar o futuro da NBA.

[]

Zion é um fenômeno. Parte, obviamente, por ser ainda uma incógnita, algo nada certeiro. Entretanto, muito é pelo potencial nunca visto. Uma junção de velocidade, impulsão, força e habilidade que a NBA ainda não entendeu até onde pode chegar.

Entretanto, há razões para acreditar que sua chegada mude a NBA mais do que qualquer outro acontecimento nessa intertemporada.

O primeiro motivo é o seguinte: há um bom tempo a NBA não apresenta um panorama tão aberto quanto atualmente.


Os Warriors foram desmontados, e sem eles, existe competitividade. Os Lakers juntaram LeBron James e Anthony Davis, mas ainda não têm um time. Mesmo que Kawhi Leonard chegue, isso pode garantir uma hegemonia por quanto tempo? Algo perto de três anos, pensando na idade de LeBron e nos recorrentes problemas físicos de Kawhi e AD. Isso não é uma crítica ao que eles estão fazendo: se conseguirem juntar as três estrelas, é bem possível que vençam um título ou mais.

Mas estou falando de futuro. Cinco anos para mais. Zion é o nome da próxima geração da NBA e ainda tem 18 anos. E esse é o segundo motivo.

A NBA é uma liga de jogadores, não de times. Exemplo? O Heat chegou a quatro finais seguidas, os Cavs também. Mas foi LeBron James quem chegou a 8 finais seguidas.


LeBron, Durant, Curry, Kawhi, Harden... Em cinco anos, alguns desses já estarão aposentados, outros provavelmente na parte baixa da carreira. 

E quem faz parte da geração que já está pronta? Giannis Antetokounmpo, Joel Embiid, Nikola Jokic. E a nova geração é de Luka Doncic, Zion Williamson e outros que ainda precisam mostrar potencial para isso - potencial que Zion, sem sequer jogar na NBA, já mostrou. Se vai virar, é outra história.

Em poucos anos, Zion pode ser um dos grandes nomes do 'presente' da liga, e isso por si só é suficiente para colocar ele e seu time como concorrentes ao título. E o último motivo é exatamente o que vai ajudar ele a se tornar uma estrela.


Os Pelicans foram perfeitos no mercado. Enquanto todos os holofotes procuravam o Brooklyn, New Orleans viu JJ Redick, Nicolo Melli e Derrick Favors chegarem. Dois jogadores com experiência na NBA e 'casca' para serem mentores de Zion, além de um atleta um consagrado na Europa que joga na mesma posição de Williamson, e eles podem aprender muito um com o outro.

Somando isso com todas as movimentações já feitas (Lonzo Ball, Brandon Ingram, Josh Hart) e à manutenção de Jrue Holiday, o time já se desenha para ser 'de Zion'. Como os Cavs de 2003 já eram de LeBron, os SuperSonics de 2008 já eram de Durant e os Mavs de 2018 já eram de Doncic.

Se Zion vai virar história, não sabemos. Mas a foto já é histórica.

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O Golden State Warriors tem que aposentar a camisa 9

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

É simples assim. A camisa 9 do Golden State Warriors não pode mais ser vestida por ninguém. Eternamente, ela deve carregar o nome de Andre Iguodala, recém trocado para o Memphis Grizzlies para possibilitar a chegada de D'Angelo Russell.

Pouquíssimas pessoas se lembram, mas a chegada de Iguodala aos Warriors é um ponto de inflexão na construção da dinastia que fez da Oracle Arena palco das últimas cinco finais.

Ainda lá em 2012, Dwight Howard era um dos agentes livres mais disputados do mercado e os Warriors uma das equipes mais interessadas na contratação do pivô. Howard assinou com os Lakers, foi jogar ao lado de Kobe Bryant e Steve Nash e a gente lembra o que virou.

Enquanto isso, Golden State se virou para a sua segunda opção naquela agência livre. Iguodala. Você consegue imaginar o que teria sido dos Warriors se a contratação daquela temporada fosse o pivô? A diferença no estilo? A mudança no patamar que a equipe poderia alcançar?

Iguodala foi um dos símbolos da dinastia Warriors
Iguodala foi um dos símbolos da dinastia Warriors Getty Images

Pois é. Se aquela contratação acontecesse, muito provavelmente a gente lembraria dos Warriors como lembramos daquele Lakers de 2012. Um fracasso. Mas, para a sorte de Oakland, quem veio foi Iguodala. O Finals MVP de 2015, um dos melhores defensores da liga e, acima de tudo, um dos que melhor representou a cidade dentro de quadra.

A gente se acostumou a pensar em Golden State como uma franquia dominadora, que chega em finais facilmente e vence títulos, mas nem sempre foi assim. Os Warriors sempre foram o retrato fiel da área da baía de San Francisco, principalmente de Oakland.

Uma cidade guerreira, que tem um dos principais índices de violência do país, mas que nunca deixou essa ser a sua marca, ao contrário. A cidade é o berço dos Panteras Negras.  Da luta por melhores condições sociais para os negros nos Estados Unidos. É a cidade de todos, que luta até o fim e que não quer saber do glamour, apenas daquilo que realmente importa.

Como sempre foi Iguodala. O cara que nunca ganhou um contrato milionário, mas sempre foi fundamental para a equipe. O cara que se dispôs a fazer as coisas que menos pessoas reparam em prol do sucesso coletivo. O cara que, como ele mesmo definiu, "fez de tudo para manter o legado de Steph Curry e dessa equipe".  Inclusive converter arremessos em segundos finais de partidas de playoffs.

Iguodala foi Oakland. Iguodala foi o Golden State Warriors. Por isso, a camisa 9 tem que ser eternamente sua.

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O Golden State Warriors tem que aposentar a camisa 9

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O equilíbrio da NBA está nas mãos de Kawhi Leonard

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto


A balança de forças da NBA estava desequilibrada, pendente, desde que Kevin Durant deixou o OKC Thunder para escrever um capítulo na história do Golden State Warriors.

E agora, um dia depois da abertura do mercado de free agents, a NBA se vê, mais uma vez, nas mãos de um jogador: Kawhi Leonard.

Em poucas horas, a liga viu o poder sair das mãos do Golden State Warriors no momento em que Durant resolveu assinar com o Brooklyn Nets - na verdade, antes, quando ele rompeu  tendão de Aquiles nas Finais contra o Toronto Raptors.

O que aconteceu  nas horas seguintes à decisão de Durant só reforçaram o que quero dizer: o equilíbrio. Os Sixers perderam Jimmy Butler, os Celtics substituíram Kyrie com Kemba Walker, os Bucks viram Malcolm Brogdon ir para um rival do Leste, os Pacers...

No Oeste, os Warriors perderam Durant e não terão Klay Thompson em boa parte da temporada - mas responderam com D'Angelo Russell. Os Rockets não conseguiram levar Butler, e Blazers e Nuggets não conseguiram grandes reforços.

Por isso, voltemos a Kawhi e seus possíveis destinos: Raptors. Clippers e Lakers.

[]

Se o camisa 2 resolver voltar para Toronto, teremos um grande favorito na Conferência Leste - e talvez até mesmo na NBA. Nos Clippers, Kawhi formaria um grande time, mas o bastante para dominar o Oeste imediatamente?

Mas nos Lakers, ao lado de LeBron James e Anthony Davis, a NBA voltaria a ter uma força indiscutível. Um trio que, no papel, formaria um dos grandes times da história da liga.

Os próximos dias serão de apreensão para fãs em Toronto e Los Angeles.  Murais serão pintados com a imagem do MVP das Finais de 2019. Outdoors tomarão conta da cidades: Rei do Norte ou Rei da Califórnia?

Uma decisão será tomada. E o futuro de NBA está nas mãos de Kawhi.

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'Quem eu quero não me quer': a melancólica realidade dos Knicks e o fio de esperança para um futuro melhor

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Andre Iguodala estava certo: ninguém vai para os Knicks (ou quase). 

O domingo que abriu o mercado da NBA dividiu Nova York entre euforia e tristeza. O Brooklyn vibrou sem parar quando viu que Kevin Durant e Kyrie Irving seriam os novos jogadores dos Nets. Já o lado azul e laranja... 

Nada é por acaso. James Dolan é dono de um time que acumula fracassos ao tentar assinar estrelas. Esse ano parecia ser diferente, mas não foi. 

[]


Kristaps Porzingis não queria ficar nos Knicks e pediu para ser trocado. Dentre as opções, apareceu o Dallas Mavericks, que aceitou receber junto os altos contratos que o time de Nova York tinha. Assim, os Knicks abriram espaço para oferecer dois contratos máximos a duas estrelas e também se colocaram em posição favorita a ter a primeira escolha do draft: ou seja, Zion Williamson. 

Os boatos começaram a crescer e Kevin Durant e Kyrie Irving eram colocados, dia sim dia não, nos Knicks. Jogadores como Jimmy Butler e Kawhi Leonard também foram especulados. Os torcedores criaram esperanças. 

Veio o draft e os Knicks tiveram a terceira escolha (adeus, Zion). Chegou o domingo, o mercado abriu e os Knicks, que tinham espaço para dois contratos máximos, sequer ofereceram tudo o que podiam para Kevin Durant, um dos 20 maiores jogadores da história da NBA. Parte é culpa da sorte, mas James Dolan não se ajuda. 

Nos últimos muitos anos, os Knicks quiseram muita gente. LeBron James foi especulado em NY muitas vezes, mas todas as vezes que teve chance, não quis. Durant não quis. Kyrie não quis. Porzingis foi draftado pela franquia, cresceu lá... e também não quis. 

Carmelo Anthony chegou em 2011 via troca com Denver, ou seja, não teve escolha. Entretanto, foi a única estrela a vestir a camisa e representar a apaixonada torcida do Madison Square Garden. 

James Dolan, em 2019, mostrou incompetência mais uma vez. 

Os Knicks tinham um plano e moveram o mundo pensando nele: duas estrelas. Entretanto, a decisão é dos jogadores, e eles não quiseram. 

Até 2012, os Knicks reinavam em Nova York. Eram a única franquia da maior cidade mais famosa do mundo. Então, chegaram os Nets, que foram competitivos em algumas temporadas, assim como os Knicks, e desde então ambas equipes foram patéticas. Agora, o dono da cidade vive no Brooklyn. Já não bastasse não ter Durant e Kyrie, será necessário vê-los jogando no outro time da cidade. 

Isso gera uma pressão diferente a todas as que Dolan sentiu. Com Durant e Kyrie vestindo preto e branco, os holofotes estão virados para os Nets, as crianças vão se imaginar jogando no Barclays Center e por aí vai. 

Apesar de ninguém querer os Knicks, entretanto, nem tudo é choro. Dentro de quadra, pela primeira vez em anos, o futuro parece promissor - o que parece difícil de engolir quando o presente é o que é. 

O treinador David Fizdale é muito respeitado dentro da NBA. O núcleo jovem da equipe é um dos melhores da liga. Na última temporada, chegaram Kevin Knox, Mitchell Robinson e Allonzo Trier. Na troca de Porzingis, veio Dennis Smith Jr. No último draft, veio RJ Barrett, que tem potencial de se tornar uma estrela. E quando os torcedores secaram as lágrimas pela não chegada de nenhuma estrela, veio Julius Randle – também jovem, que provou seu potencial na última temporada e é o encaixe perfeito para o garrafão nesse atual elenco (veja um exemplo no vídeo acima).

Nenhum desses jogadores tem mais de 24 anos e todos têm muito potencial. É a hora de levantar a cabeça e ir com tudo na reconstrução do time. Potencial existe. O problema é que James Dolan também existe.

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'Quem eu quero não me quer': a melancólica realidade dos Knicks e o fio de esperança para um futuro melhor

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[Programação] Semana cheia na ESPN: Summer League da NBA, overdose de MLB e até concurso de comer cachorro quente

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Tem Zion e cachorro quente na tela da ESPN
Tem Zion e cachorro quente na tela da ESPN Montagem/Getty

A NBA ainda nem baixou a poeira do seu draft e está esquentando para a janela de negociações com agentes livres, mas algumas das principais promessas já entrarão em quadra. É a Summer League, torneio em que as franquias aproveitam para testar e observar jogadores jovens que podem integrar seus elentos (ou os da G-League) na próxima temporada. Neste ano, o Brasil terá o treinador Gustavo de Conti (Flamengo) como auxiliar do Brooklyn Nets e Didi, recém-draftado pelo New Orleans Pelicans, em quadra. O Watch ESPN transmite a Summer League a partir desta segunda.

A semana ainda tem outras atrações. Na MLB, serão oito jogos entre domingo e sexta, incluindo o segundo jogo de Londres entre Yankees e Red Sox e uma rodada dupla no feriado (nos Estados Unidos) de 4 de julho. Também nas celebrações da Independência Americana, a ESPN transmite a tradicional competição de comer cachorro quente.

Fique ligado nos dias e horários para não perder nada.

SÁBADO, 29 DE JUNHO

WNBA
15h - Connecticut Sun x Washington Mystics (ESPN Extra)

NCAA (beisebol)
20h - Home Run Derby (WatchESPN)

DOMINGO, 30 DE JUNHO

MLB
11h - New York Yankees x Boston Red Sox (ESPN)
20h - Atlanta Braves x New York Mets (ESPN)

WNBA
14

SEGUNDA, 1º DE JULHO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

MLB
20h - Chicago Cubs x Pittsburgh Pirates (ESPN 2)

NBA SUMMER LEAGUE
20h - San Antonio Spurs x Cleveland Cavaliers (WatchESPN)
22h - Miami Heat x Los Angeles Lakers  (WatchESPN)
22h - Memphis Grizzlies x Utah Jazz  (WatchESPN)
0h - Golden State Warriors x Sacramento Kings  (WatchESPN)

TERÇA, 2 DE JULHO

MLB
20h - Boston Red Sox x Toronto Blue Jays (ESPN)

NBA SUMMER LEAGUE
20h - Memphis Grizzlies x San Antonio Spurs  (WatchESPN)
22h - Cleveland Cavaliers x Utah Jazz  (WatchESPN)
22h - Los Angeles Lakers x Golden State Warriors (WatchESPN)
0h - Miami Heat x Sacramento Kings (WatchESPN)

QUARTA, 3 DE JULHO

MLB
20h - New York Yankees x New York Mets (ESPN)

NBA SUMMER LEAGUE
16h - Miami Heat x Golden State Warriors (WatchESPN)
18h - Los Angeles Lakers x Kings (WatchESPN)
20h - Cleveland Cavaliers x Memphis Grizzlies (WatchESPN)
22h - San Antonio Spurs x Utah Jazz (WatchESPN)

QUINTA, 4 DE JULHO

MLB
17h - Chicago Cubs x Pittsburgh Pirates (ESPN 2)
20h - Philadelphia Phillies x Atlanta Braves (ESPN 2)

LBF (playoffs)
19h - Araraquara x Santo André (ESPN Extra)

COMILANÇA COMPETITIVA
13h - Nathan's Famous Hot Dog Eating Contest (ESPN Extra)

CORNHOLE
14h - ACL National (ESPN Extra)

SOFTBOL (Softball International Cup)
19h - Taiwan x Estados Unidos (WatchESPN)

SEXTA, 5 DE JULHO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

MLB
20h - New York Yankees x Tampa Bay Rays (ESPN 2)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 30 de junho, 10h30.

Fonte: Ubiratan Leal

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LeBron James é o melhor da história em algo que Michael Jordan jamais será

Gabriel Veronesi
Gabriel Veronesi

Títulos, pontos, assistências, rebotes, mais títulos. As estatísticas sempre embasaram as grandes discussões sobre 'os maiores da história'. Mas existe um recorte, uma conta, em que LeBron James é, sem a menor discussão, o maior de todos os tempos na NBA.

O debate da parte em quadra pode ficar para outro texto, mas nesse aqui é onde eu cravo que LeBron James é o maior homem de negócios que a NBA já viu. Bem longe de Michael Jordan.

Jordan comanda o Charlotte Hornets, franquia simpática mas que parece ter dificuldades para subir ao grande palco da NBA. Jordan tem suas ações e seus negócios, mas todos parecem andar sob o radar. Jordan tem seus tênis, mas vale lembrar que toda a parceria com a Nike ficou por um fio após os dois primeiros modelos, e foram salvos pelo design de Tinker Hatfiled, que desenhou o terceiro modelo da coleção e 'reviveu' a marca.

Quando jogador, o desejo de ser o maior de todos os tempos fez com que Jordan 'ignorasse' outras estrelas, como conta Jerry Krause, ex-diretor dos Bulls, afirmando que Michael não fazia questão de ter companhia em Chicago, acreditando que ele poderia vencer sozinho.

Jordan pode ser todo o ícone que é, mas jamais será o grande jogador de xadrez, influente nos bastidores, assim como LeBron James é.

LeBron provou seu valor ano após ano dentro das quadras, mas bem antes disso, quando ainda estava no colégio, no St. Vincent-St. Mary High School, o atleta já atraía todos os olhares e já estampava revistas e mais revistas.

Assim como Kobe Bryant, LeBron 'pulou' o basquete universitário e entrou para a NBA com apenas 18 anos, e atraiu os holofotes do mundo todo para Cleveland, correspondendo em quadra e estampando outdoors, revistas e jornais.

Toda essa mídia parece ter moldado LeBron, que aprendeu, como ninguém, a usar todo esse brilho a seu favor.

Nos dias de hoje, é comum alguns jogadores 'se esconderem' dos holofotes. Kawhi Leonard, Giannis Antetokounmpo e James Harden são exemplos de que um astro pode ser discreto longe da bola laranja, e passam quase desapercebidos nas redes sociais.

LeBron é o contraponto. Não que ele polemize, teça opiniões divergentes ou coisa do gênero. Mas as redes sociais são uma arma poderosíssima, e ele sabe usar como ninguém.

Em Cleveland, apesar de jogar em casa, LeBron 'apanhou' nas finais em 2007 contra os Spurs e não viu mais as decisões da NBA em seu horizonte. Fez as malas e foi para Miami em 2010. O primeiro grande movimento de xadrez do 'King'.

Na Flórida, que já tinha Dwyane Wade, LeBron 'recrutou' também Chris Bosh, que estava brilhando no Toronto Raptors. O resultado da 'panela'? Finais da NBA logo no primeiro ano. A derrota para os Mavericks por 4 a 2 doeu, mas ainda viria mais coisa pela frente.

No ano seguinte, o caneco veio. LeBron, Bosh e Wade passaram fácil pelo Oklahoma City Thunder de um ainda novo Kevin Durant, e conquistaram o primeiro anel juntos.

Mais uma ano se passou, e um novo caneco foi para Miami. Dessa vez, o adversário era o San Antonio Spurs, e LeBron liderou a vitória nas finais em um histórico 4 a 3. Nessas finais em especial, LeBron contou com a ajuda de nomes importantes como do experiente Ray Allen, decisivo no jogo 6, partida de vida ou morte para Miami.

O que levou Ray Allen, ídolo dos Celtics a Miami? LeBron James. Mais um movimento de xadrez do 'Rei'.


A vingança dos Spurs veio em 2013-14, e San Antonio venceu por um amargo 4 a 1. A derrota abalou LeBron, que fez mais um importante movimento em seu tabuleiro: voltar para Cleveland.

LeBron construiu uma narrativa de 'promessa' nos Cavaliers, e voltou para o time para completar seu legado. Dessa vez, as peças ao seu lado foram Kyrie Irving, até então estrela solitária na equipe, e Kevin Love, outra estrela solitária no Minnesota Timberwolves.

A vitória não veio de cara, e a derrota em 2014-15 foi para o Golden State Warriors, o grande 'bicho-papão' da NBA (mal sabíamos o que Golden State se tornaria).

Por onde passou, LeBron não só deixou números e vitórias. Amizades e boas conexões também são marcas de James dentro da NBA. O irregular Tristan Thompson, parceiro de LeBron em Cleveland, conseguiu um gordo contrato, sem tanto entregar em quadra. Como explicar? A força de LeBron nos bastidores é algo absolutamente plausível.

No ano seguinte, inflamado por sua 'promessa', LeBron foi implacável, e conseguiu uma histórica e suada vitória sobre o Golden State Warriors. Mais um caneco. Mais um anel. Mais um bloco na construção de seu legado.

Mesmo vencedor, LeBron sentiu falta de algumas coisas ao seu redor, e precisava de mais peças para bater os Warriros, que agora tinham Kevin Durant. James mexeu suas peças, e trouxe artilharia de elite, como Kyle Korver. Não foi suficiente, e os Cavs caíram para um Golden State absolutamente avassalador.

A temporada seguinte começou sem Kyrie Irving, que se incomodou de dividir o palco com LeBron e pediu uma troca, partindo para o Boston Celtics. LeBron voltou ao seu tabuleiro, e reuniu sua 'panela'. Wade integrou os Cavaliers, além de George Hill, armador experiente. Antes de chegarmos às finais daquele ano, um movimento lateral aconteceu.

Os Cavs fizeram uma troca com os Lakers no meio da temporada, adquirindo Jordan Clarkson e Larry Nance Jr. e mandando Isaiah Thomas, Channing Frye para Los Angeles. A troca até parecia interessante para os Cavaliers, mas a verdade é que abriu espaço na folha salarial dos Lakers. Caminho livre para uma eventual chegada de um astro na próxima temporada. E que tal LeBron James?

A panela de LeBron em Cleveland não deu certo, e os Cavs sucumbiram aos Warriors mais uma vez. Varrida na final, 4 a 0 e o fim de uma história.

 Lembram daquele espaço na folha salarial dos Lakers? Pois é. LeBron casou perfeitamente com o espaço. Deixou os Cavaliers após cumprir sua promessa do título, contemplou suas responsabilidades sociais (afinal, LeBron cresceu em Akron, cidade vizinha a Cleveland), construindo uma escola do mais alto nível. O ato é nobre, sem dúvidas. Mas segue fazendo parte das peças de xadrez do astro.

Los Angeles é Hollywood. Cidade dos filmes, dos holofotes, das luzes. Os Lakers eram um time recheado de jovens talentosos, que poderiam casar muito bem com a experiência de LeBron. Além disso, os Lakers também adquiriram jogadores que, curiosamente, se encaixavam perfeitamente com as características de James, e sempre em contratos curtos: JaVale McGee, Kentavious Caldwell-Pope, Rajon Rondo...

O porquê dos contratos curtos? Oras, caso o time não desse certo no primeiro ano, os contratos expirariam e os Lakers teriam espaço para ter mais uma estrela.

E não deu certo mesmo. LeBron se lesionou, perdeu muitos jogos, os Lakers não engrenaram e fizeram uma temporada vexatória. Em meio a tudo isso, surgiu Anthony Davis.

Anthony Davis mostrou insatisfação no New Orleans Pelicans, e teve seu nome ligado aos Lakers. E por que os Lakers de LeBron James? Coincidentemente, Davis é agenciado por ninguém mais, ninguém menos, que Rich Paul, amigo de infância de LeBron, e um dos nomes fortes da Klutch Sports, que representa diversos jogadores na NBA.

Os rumores de uma troca esquentaram, mas não deram em nada, graças ao jogo duro de David Griffin, presidente de operações de basquete dos Pelicans. O 'saldão' abalou os jovens dos Lakers, que foram absolutamente destruídos pelos Pacers no dia seguinte aos rumores mais fortes. O desânimo era visível no rosto de todos.

A temporada passou, e o contrato de Davis foi chegando ao fim, perdendo seu valor, e 'pedindo' por uma troca.

Mal apagaram as luzes das finais entre Raptors e Warriors, e Anthony Davis encontrou um fim para sua novela. Os Lakers embalaram para presente diversos jovens e escolhas de draft, e colocaram Davis vestido de dourado e roxo. A dupla Davis-LeBron estava feita.

Junto deste 'casamento', foi anunciado a gravação de um filme estrelando ele mesmo: LeBron James. Space Jam 2 dá sequência ao filme de sucesso de 1996 que tinha Michael Jordan como seu personagem principal. Parte do elenco? Klay Thompson (agente livre), Damian Lillard e, adivinhem só, Anthony Davis. Convenientemente, morando em Los Angeles, assim como LeBron James. Nunca foi tão bom morar próximo a Hollywood.

Falamos de Raptors agora pouco, e aí entra outra peça: Kawhi Leonard. O ala que deixou San Antonio chegou aos Raptors com apenas 1 ano de contrato. O suficiente para vencer o 'bicho-papão' Golden State Warriors e validar todo o talento de Kawhi.

Os Lakers, agora com Anthony Davis e LeBron James, ficaram esfacelados e com pouquíssimos jogadores. Alguns novatos no elenco e as duas estrelas, além de Kyle Kuzma, um dos poucos jogadores que pareceram se adaptar ao jogo de LeBron. Mais uma coincidência?

 Davis sempre usou a camisa 23, mas não poderia usá-la nos Lakers, já que a mesma pertencia a LeBron James. Eis que mais uma peça é movida no tabuleiro. Para ter espaço na folha salarial para mais um contrato máximo com uma estrela, Davis teria que abrir mão de 4 milhões de bônus oriundos de sua troca. Anthony Davis abriu mão da quantia, e foi 'presenteado' com a camisa 23 de LeBron, que voltará a usar a 6, que usou nos tempos de Miami Heat. Cheque.

O último movimento estava por vir: os Lakers trocaram com os Wizards, mandaram seus últimos novatos com contrato para Washington, e conseguiram se livrar dos salários de Isaac Bonga, Moritz Wagner e Jemerrio Jones. Sem os salários, sem o bônus de Davis, os Lakers têm, enfim, espaço para contratar mais uma das estrelas no mercado.

No final das contas, LeBron James é mais influente nos bastidores do que Michael Jordan jamais será.

E se, finalmente, Kawhi Leonard, nascido em Los Angeles, um dos jogadores mais dominantes da NBA entrar nesse 'espaço' que os Lakers têm? E se Kawhi Leonard se juntar a LeBron James e Anthony Davis, fazendo time de Los Angeles ter três dos dez melhores jogadores da NBA hoje em dia? Se isso acontecer, bom... Cheque-mate.

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O primeiro título inglês do Tottenham e o West Ham campeão mundial: a estranha história do beisebol na Inglaterra

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Estádio do West Ham irá receber Boston Red Sox New York Yankees
Estádio do West Ham irá receber Boston Red Sox New York Yankees Getty Images

Quando New York Yankees e Boston Red Sox entrarem em campo neste fim de semana, em uma série de dois jogos no estádio Olímpico de Londres (oficialmente London Stadium, casa do West Ham), estarão escrevendo um novo capítulo na história do beisebol na Inglaterra. Uma história com idas e vindas, mas que ficou décadas em virtual hibernação, dando a falsa sensação de que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Um grande engano.

Um ponto importante é que o beisebol é um esporte de origem britânica. A modalidade como a conhecemos foi criada e formalizada pelo Knickerbocker Club de Nova York, mas a partir do rounders, um dos diversos jogos de bola e bastão que eram disputados nas ilhas britânicas desde o século 16 (sendo o críquete o mais famoso e bem sucedido deles). 

O rounders acabou atravessando o Oceano Atlântico e tendo um filho que virou passatempo nacional nos Estados Unidos, mas não prosperou em sua terra. Tanto que o rounders é mais conhecido atualmente como “beisebol britânico” ou “beisebol galês”, pois sua prática se concentra na região de Liverpool e do País de Gales.

O parentesco -- e, claro, a semelhança em diversos pontos -- com o críquete fez do beisebol um jogo muito procurado por ingleses que se mudavam aos Estados Unidos no século 19 e começo do século 20. Um deles, Henry Chadwick, trocou Exeter pelo Brooklyn com a família aos 12 anos. 

Nos EUA, ele tornou-se jornalista com especial interesse na cobertura do beisebol. Ele aplicou os princípios já consagrados na cobertura do críquete, sobretudo o uso de estatísticas para registrar o desempenho dos jogadores. Seu trabalho foi importante na disseminação do beisebol profissional nas últimas décadas do século 19, dando origem à cultura de uso de números que até hoje é tão forte em todos os esportes americanos. Não à toa, Chadwick ficou conhecido como “pai do beisebol”.

Na virada do século 19 para o 20, foi a vez de o beisebol voltar a sua origem. Francis Ley, um rico industrial inglês, se apaixonou pelo beisebol em um período em que morou nos Estados Unidos. Ele era um grande entusiasta do críquete, mas viu no beisebol um esporte parecido que era muito mais dinâmico e curto, com potencial de atrair um público que não poderia se dedicar aos jogos de até cinco dias de duração da modalidade britânica.

Em 1890, Ley incentivou a criação de uma liga profissional de beisebol no Reino Unido, a National Baseball League of Great Britain and Ireland. Muitas das equipes eram clubes profissionais de futebol que usaram o beisebol como uma forma de manter seus jogadores em forma -- e de ter uma renda -- durante as férias do Campeonato Inglês. O Aston Villa conquistou o primeiro título. 

Ley também apostou em um time próprio. Em Derby, o empresário criou um campo de beisebol para o lazer dos funcionários de sua fábrica. Com o tempo, esse time foi se incrementando, com a contratação de técnicos e até jogadores americanos.

A empreitada não teve sucesso. A equipe despertou interesse e chegou a levar até 5 mil torcedores em alguns jogos, mas era tão boa que massacrava os adversários da liga inglesa, formada ainda em boa parte por jogadores de futebol buscando uma renda extra nas férias. A falta de competitividade levou o resto da liga a contestar os investimentos do Derby, e Ley acabou fechando o time. O Baseball Ground foi vendido ao Derby County Football Club, que mandou seus jogos lá até 1997.

Mesmo depois de a liga perder sua condição profissional, alguns times de futebol seguiram na competição pela ocupação extra que representava a seus jogadores. O Tottenham conquistou seus dois primeiros títulos de campeão inglês no beisebol, em 1906 e 08. Os Spurs só celebraram um campeonato nacional no futebol 43 anos depois, em 1951. O Nottingham Forest também conquistou o Inglesão do beisebol (1900) décadas antes de fazê-lo no futebol (1978).

O último momento de proximidade entre o beisebol e a Inglaterra veio na década de 1930, pelas mãos de John Moores. Como Ley, ele era um empresário que passou um tempo nos Estados Unidos, se apaixonou pelo beisebol e decidiu investir em uma nova liga profissional.

Moores era de Liverpool e conhecia o rounders. Por isso, pagou jogadores de rounders para se adaptarem ao beisebol e formar a North of England League, reunindo equipes da região de Liverpool e do País de Gales. Com o tempo, o campeonato se expandiu para Londres e conheceu sua grande potência, o West Ham.

Os Hammers dominaram o beisebol inglês na segunda metade da década de 1930. Sua grande estrela era o canadense Roland Gladu, apelidado de Babe Ruth do Canadá e que depois jogou no Boston Braves (atual Atlanta Braves). A torcida abraçou o time, que levava até 10 mil torcedores ao estádio com alguma frequência.

O sucesso foi tamanho que incentivou a realização de uma série de jogos entre os West Ham, representando o Reino Unido, contra a seleção americana amadora, campeã olímpica -- como esporte de demonstração -- de 1936. Os Estados Unidos eram largamente favoritos, mas os britânicos venceram quatro dos cinco confrontos e foram proclamados primeiros campeões do Mundial de Beisebol. O torneio cresceu e foi disputado até 2011 e nunca mais teve um título britânico.

A liga de Moores tinha potencial, mas teve de ser interrompida por causa da Segunda Guerra Mundial. Vários jogadores foram convocados pelo Exército e, quando os conflitos terminaram, acabaram seguindo caminhos diversos. O próprio empresário preferiu se dedicar a outros investimentos e a liga de beisebol acabou.

Desde então, o beisebol se tornou um esporte de nicho, praticado por aficionados ingleses e alguns expatriados norte-americanos. Ainda assim, houve um crescimento na última década, com o aumento da cultura dos esportes americanos nas Ilhas Britânicas. E é esse público que chamou a atenção da MLB quando decidiu realizar seus primeiros jogos de temporada regular na Europa. E já levando seu clássico mais midiático justamente para o novo estádio do West Ham, clube que foi símbolo do maior momento do beisebol na Inglaterra.

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