'Sobrou para mim': a noite de gala de Curry em uma derrota para esquecer dos Warriors

ESPN League
ESPN League


“Sobrou para mim”... Este deve ter sido o pensamento de Stephen Curry quando veio a notícia que seu fiel escudeiro, Klay Thompson, companheiro de Splash Brothers, estava fora do jogo 3 das Finais da NBA

Sim, o “Brinquedinho Assassino” carregou o piano como nunca, com 47 pontos. Mas nem mesmo o fato de ser responsável por 43,11% dos pontos do Golden State Warriors não foi suficiente para evitar a derrota para o Toronto Raptors por 123 a 109, na noite desta quarta-feira, na estreia dos campeões diante de sua torcida na decisão. Agora, a vantagem passa a ser do time canadense, 2 a 1 na série melhor de 7. O quarto duelo acontece nesta sexta-feira, novamente em Oakland: o ESPN League começa às 20h (de Brasília), seguido pelo abre o jogo (às 21h), e a bola voa a partir das 22h, com transmissão da ESPN e do WatchESPN.

Não foi “apenas” nos pontos que Curry destruiu. Ele ainda foi líder em rebotes, com 8, contra 7 para Draymond Green e Andrew Bogut. Assistências? Ele deu 7, e o segundo foi Green, com 4. Roubos de bola? 2, empatado com Green. 

E mesmo ficando com a bola na mão – foram 14 arremessos certos em 31 tentativas, sendo 6 de 14 de 3 pontos, e 13 lances livres em 14 tiros –, teve gente que errou mais que ele: Green liderou em turnovers, com 4, contra 3 de Curry e DeMarcus Cousins. 

O desfalque de Kevin Durant, que ainda não estreou na decisão, já era sabido na véspera. Aí veio a confirmação da ausência de Thompson. Pelos números, Curry jogou sozinho, certo? Não deveria, já que, ao seu lado, estavam alguns jogadores de enorme categoria, casos de Cousins, 4 vezes All-Star, Andre Iguodala, 1 vez All-Star, MVP das Finais em 2015, e Green, 3 vezes All-Star e Jogador Defensivo de 2017. Não, eles não foram os coadjuvantes que Curry merecia. 

Cousins acabou o jogo com apenas 4 pontos, 3 rebotes e 2 assistências. Iguodala: 11 pontos, 6 rebotes, 3 assistências. Green foi mais efetivo, 17 pontos, 7 rebotes, 6 assistências. Shaun Livingston, o substituto de Thompson no quinteto titular, ficou longe de uma noite inspirada, com 4 pontos, 2 rebotes e 2 assistências.  

Enquanto isso, cada integrante do quinteto inicial dos Raptors anotou, no mínimo, 17 pontos, liderados por Kawhi Leonard, o cestinha da equipe com 30 pontos.  

Que jogo, amigos, que jogo! Sim, sobrou para Curry, em uma noite ridícula e inesquecível pela atuação individual, completamente “esquecível” pela derrota em casa. Veja, abaixo, alguns recordes incríveis do armador dos Warriors no jogo 3 das Finais da NBA: 

- Curry terminou com 47 pontos, 2ª melhor marca de um jogador que saiu derrotado de uma partida das Finais da NBA. O outro? LeBron James, 51, na decisão da última temporada, justamente contra os Warriors.

- 9º jogo em Finais da NBA com pelo menos 30 pontos, superando Rick Barry (8) na história dos Warriors. Kevin Durant é o terceiro, com 6. 

- Curry passou Wilt Chamberlain (652) e é o 22º certinha na história das Finais, com 662. O 21º: Scottie Pippen, 664. 

- Os 40 pontos de Curry se tornaram a melhor marca de qualquer jogador nos três primeiros quartos de um jogo das Finais nos últimos 20 anos. 

- Ele se tornou o primeiro jogador nas últimas 20 Finais com pelo menos 40 pontos, 5 assistências e 5 rebotes nos três primeiros quartos. 

- Curry se tornou o terceiro atleta na história dos Warriors com pelo menos 40 pontos em um jogo decisivo, igualando Rick Barry (3 vezes) e Kevin Durant. 

- O armador se tornou o 3º na atual edição dos playoffs com 40 pontos em três quartos, ao lado de Kevin Durant (26 de abril, contra os Clippers) e Damian Lillard (23 de abril, contra o Thunder). Isso tinha acontecido apenas duas vezes nas últimas 10 pós-temporadas. 

- Curry é o único na história das Finais da NBA com mais de 100 bolas de 3 pontos na carreira, com 111.

 - Mais pontos em três quartos nas Finais da NBA: Michael Jordan, em 16 de junho de 1993, contra os Suns, com 43. Em segundo: Curry, com os 40 pontos desta quarta-feira.

Fonte: Ricardo Zanei

Comentários

'Sobrou para mim': a noite de gala de Curry em uma derrota para esquecer dos Warriors

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Esqueçam a lesão, Kevin Durant merece um contrato máximo de qualquer equipe da NBA

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

As dúvidas cercam o futuro de Kevin Durant. Com uma lesão no tendão de Aquiles, o ala deve perder a próxima temporada inteira e o histórico de jogadores que passaram pela mesma situação não é favorável a uma possível recuperação de KD.

Kobe Bryant, Isiah Thomas, Patrick Ewing e Rudy Gay são alguns dos exemplos de jogadores que sofreram uma ruptura do tendão de Aquiles e nunca mais foram os mesmos. Dominique Wilkins é o único exemplo de jogador que passou pela mesma lesão e voltou a ser o que era antes dela.

A aposta em um contrato máximo para o camisa 35, porém, ainda é válida. Kevin Durant, antes da lesão, brigava milímetro a milímetro com LeBron James pelo posto de melhor jogador do planeta. É um dos pontuadores mais letais e versáteis da história do basquete. E, apesar de ter inúmeras enterradas incríveis durante sua carreira, nunca foi um jogador que dependeu do físico para se destacar.

Durant não precisa estar 100% para valer um máximo
Durant não precisa estar 100% para valer um máximo Getty Images

Mesmo que volte a ser 70%, no máximo, do que é atualmente, Durant ainda estaria em um nível de jogador que merece um contrato máximo na NBA. 70% de KD ainda é mais do que 100% de uns 80% da liga.

E em caso de perda da explosão muscular na hora de infiltrar, Kevin tem todas as armas para se reinventar e se manter como um dos melhores pontuadores da liga, seja utilizando sua altura e envergadura para arremessar por cima dos defensores no perímetro ou usando sua habilidade no poste baixo, aonde tem capacidade de vencer qualquer defensor.

Não importa se Kevin Durant irá retornar com 100% das suas capacidades. Qualquer equipe que tiver a oportunidade deveria apostar um contrato máximo no camisa 35.

Comentários

Esqueçam a lesão, Kevin Durant merece um contrato máximo de qualquer equipe da NBA

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Doncic deu o primeiro passo na sua grande missão: ser o maior europeu da história da NBA

Leonardo Sasso
Leonardo Sasso
Luka Doncic recebendo o prêmio de calouro do ano
Luka Doncic recebendo o prêmio de calouro do ano Getty

Luka Doncic é um desbravador. Um talento nato, com cara de criança. Que brinca cada vez que entra em quadra. Pensaram que teria dificuldades em traduzir seu jogo da Europa para os pisos norte-americanos. Pensaram errado.

Com 16 anos, já era o jogador mais novo a atuar pelo time profissional do renomado Real Madrid. Dois anos mais tarde, conquistou a EuroLeague. Não só “conquistou”. Dominou. Foi MVP da temporada regular e também do Final Four. Na mesma temporada, MVP da Liga ACB (Campeonato Espanhol).

Por duas vezes seguidas já tinha sido novato do ano nesses dois campeonatos também. É, tudo isso com apenas 18 anos de idade. Mesmo assim, o questionaram. Duvidaram de sua capacidade. O Phoenix Suns decidiu passar. Apostou em DeAndre Ayton no Draft. O Sacramento Kings fez o mesmo, foi de Marvin Bagley III.

Coube ao Atlanta Hawks selecioná-lo na 3ª escolha e trocá-lo com o Dallas Mavericks. O talento do esloveno, que também já havia conquistado o Eurobasket com a seleção, feito único na história do esporte no país, seria justamente da franquia texana.

A franquia que tinha Dirk Nowitzki. Sim, o alemão, maior jogador europeu da história da NBA. De feitos incríveis, entre eles, o MVP de 2006-07 e o título em 2011. O alemão do arremesso com uma perna só, que reinventou a posição de ala-pivô, que fez homens grandes chutarem da linha de três pontos. Que baita mentor!

Tanto duvidaram de Luka Doncic, que ele destruiu qualquer argumento contra. Os números já são incríveis. Foram 8 triplos-duplos, médias superiores a 20 pontos, 5 rebotes e 5 assistências e jogadas fantásticas. Tudo isso culminou no prêmio de calouro do ano da temporada 2018-19.

O caminho pavimentado pelo esloveno na sua primeira temporada já é suficiente para se começar a pensar em ser o maior europeu da história. Nowitzki se aposentou. O legado do alemão ficará marcado na história.

Cabe agora a outro europeu e outro jogador do Dallas Mavericks tentar superar. Quem ganha é o espectador e admirador da NBA. Luka Doncic segue escrevendo sua história com méritos e prêmios.

Fonte: Leonardo Sasso

Comentários

Doncic deu o primeiro passo na sua grande missão: ser o maior europeu da história da NBA

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

A narrativa tirou (mais) um MVP de James Harden

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

A NBA, assim como qualquer outra grande liga, sobrevive das narrativas. É através delas que as temporadas são contadas e carreiras são definidas. E foram elas que tiraram (mais) um prêmio de MVP das mãos de James Harden.

Na noite da última segunda-feira, a premiação ficou com Giannis Antetokounmpo, do Milwaukee Bucks. O grego fez uma temporada fantástica, levou os Bucks ao primeiro lugar da Conferência Leste e o prêmio está em boas mãos. Mas não nas melhores.

Assim como na temporada 2016/2017, em que o troféu foi dado para Russell Westbrook, do Oklahoma City Thunder, apenas por ele ter feito média de triplo duplo na temporada, quem mais merecia era o camisa 13 do Houston Rockets, mas a narrativa jogava contra.

Mais uma vez, James Harden perdeu o prêmio de MVP
Mais uma vez, James Harden perdeu o prêmio de MVP Lachlan Cunningham/Getty Images

Nos tempos das mídias sociais e das reações extremas, um vídeo de seis segundos custou um prêmio de MVP para James Harden. Um step back tentado contra o Utah Jazz, ainda lá em dezembro, foi o suficiente para a criação de um personagem do ala-armador: alguém que só consegue pontuar porque os árbitros permitem, seja não marcando a andada ou dando muitas faltas nele.

A premissa, porém, é falsa. James Harden é uma das armas ofensivas mais brilhantes que a NBA já viu e seu step back não só é letal, como legal. E apesar de ter liderado a liga em arremessos livres tentados por partida, com 11 por jogo, Harden foi apenas o 17o em "FT Rate", ou seja, a porcentagem de posses que terminam com determinado jogador na linha do lance livre. 

Harden liderou a liga com 36,1 pontos por jogo, ao mesmo tempo que distribuiu 7,5 assistências por partida, se transformando no primeiro jogador da história da NBA a terminar uma temporada com 36 pontos e 7 assistências por jogo. Foi o primeiro jogador da história a ter 2800 pontos, 500 rebotes e 500 assistências em uma temporada. 

Liderou a liga em "win shares", uma estatística avançada que mede quantas vitórias um jogador foi diretamente responsável para sua equipe. Foram 19 jogos de 40 pontos, sete de 50 pontos e dois de 60 pontos. 

Tudo isso comandando um Houston Rockets que teve que lidar com lesões importantes o ano inteiro. Em janeiro, Harden não contava com seus três principais ajudantes, Chris Paul, Clint Capela e Eric Gordon. Teve média de 43 pontos por jogo naquele mês.

Anotou 30 ou mais pontos em 32 partidas seguidas, marca só superada por Wilt Chamberlain. E, bom, quando a sua companhia em uma estatística é Wilt, é sinal que algo histórico foi feito. 

Então por que não foi eleito MVP? Mais, por que houve uma disparidade tão grande na votação do que prometia ser uma das disputas mais equilibradas dos últimos anos? Narrativa.

O prêmio não poderia acabar na mão daquele que deixou o jogo chato. Que infringe a regra ou abusa dela para ganhar vantagem. Do cara que pontua porque cava faltas. Ficou na mão da superestrela em ascensão, do cara das enterradas incríveis e que representa o futuro da NBA.

Em um duelo que era para ter sido equilibrado, a real diferença foi a história mais bonita. Como foi dois anos atrás.

Comentários

A narrativa tirou (mais) um MVP de James Harden

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Invasão dos gringos: a NBA nunca foi tão global como é hoje

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto


O basquete sempre foi um esporte global. Não há dúvidas sobre isso. E, claro, a NBA é o grande reflexo da paixão que o mundo tem por um esporte.

Mas é - muito - difícil encontrar uma temporada na história da liga que tenha sido tão "internacional" como a 2018-19. Para explicar isso, vamos começar do topo: os campeões.

Pela primeira vez na história, um time canadense conquistou o troféu Larry O'Brien. E o Toronto Raptors é o exemplo perfeito da globalização do basquete e da NBA.

Dos 15 jogadores do elenco dos Raptors, cinco são estrangeiros: Nickeil Alexander-Walker, Brandon Clarke, Mfiondu Kabengele, Ignas Brazdeikis and Marial ShayokMarc Gasol (Espanha), Serge Ibaka (Congo/Espanha), OG Anunoby (Inglaterra),  Chris Boucher (Santa Lúcia) e o grande destaque Pascal Siakam (Camarões).

Isso sem falar de Masai Ujiri, o nigeriano que comanda a franquia e teve a coragem de trocar DeMar Derozan por Kawhi Leonard em julho de 2018.

Voltando para os jogadores, a temporada de Siakam, um dos grandes nomes dos Raptors nas Finais contra o Golden State Warriors, não terminou quando ele ergueu a taça.

Na noite de segunda-feira, o camaronês de 25 anos foi mais uma vez protagonista de uma premiação dominada por estrangeiros. O ala de Toronto foi eleito o Most Improved Player da temporada - o jogador que mais evoluiu. 


Ao lado dele, outros gringos desbancaram norte-americanos - na verdade, quatro dos cinco principais prêmios terminaram nas mãos deles.

Giannis Antetokounmpo é nascido em Atenas, na Grécia, filho de imigrantes nigerianos, e levou para casa o MVP - e se tornou o primeiro estrangeiro a levar o prêmio desde Dirk Nowitzki, em 2006-07.

Luka Doncic, o Calouro do Ano, é um esloveno de apenas 20 anos de idade que defendia o Real Madrid até 2018.

Rudy Gobert, eleito o Melhor Defensor da liga pela segunda vez em sua carreira, é de Saint-Quentin, no norte da França.

Outros dois exemplos? O All-Star Game de 2019 teve seis estrangeiros - Dirk Nowitzki, Joel Embiid, Ben Simmons, Nikola Jokic, Nikola Vucevic e Karl-Anthony Towns (que defende a seleção Dominicana).

Já o Draft de 2019 viu o canadense RJ Barrett ser o 3º escolhido e liderar um grupo de seis jogadores escolhidos nascidos no país vizinho ao norte dos EUA - Nickeil Alexander-Walker, Brandon Clarke, Mfiondu Kabengele, Ignas Brazdeikis e Marial Shayok.


Além deles, nove estrangeiros entraram na NBA pelo mesmo recrutamento - Rui Hachimura, 9ª escolha pelo Washington Wizards, se tornou o primeiro japonês a ser selecionado na 1ª rodada; e o brasileiro Didi foi a pick de número 35 e jogará com Zion Williamson no New Orleans Pelicans.

A NBA é internacional. Global. E isso não vai mudar tão cedo. Felizmente.

Fonte: Matheus Zucchetto

Comentários

Invasão dos gringos: a NBA nunca foi tão global como é hoje

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O parceiro ideal de LeBron e Anthony Davis para formar o supertrio dos Lakers

Gustavo Faldon
Gustavo Faldon
Agora juntos, LeBron e AD formam uma das melhores duplas da NBA
Agora juntos, LeBron e AD formam uma das melhores duplas da NBA Getty Images

Neste momento, o Los Angeles Lakers não tem espaço suficiente no teto salarial (apenas cerca de US$ 23 milhões) para atrair um agente livre de peso para se juntar a LeBron James e Anthony Davis. 

A ideia dos Lakers é se livrar dos contratos de Isaac Bonga, Jermerrio Jones e Moritz Wagner ou rezar para Anthony Davis abrir mão de seu bônus de US$ 4 milhões, para ter mais espaço no teto salarial para oferecer um contrato máximo.

De qualquer forma, os Lakers tentarão adicionar mais uma estrela e aliar vários veteranos experientes e salários mínimos ao seu redor.

Listei abaixo seis possíveis estrelas que se encaixariam, ou não, ao lado de LeBron e Davis nos Lakers:

Kyrie Irving

[]

Por que não fazer voltar algo que deu certo? Kyrie Irving mostrou que em Boston que ele está mais para “Robin” do que “Batman”. E a sintonia com LeBron já vem de longa data e produziu o único título da história do Cleveland Cavaliers. Irving talvez exigisse um contrato máximo, mas a solução mais viável para os Lakers contarem com ele seria de repente fazendo um contrato de dois anos, com opção de renovação no segundo, na casa dos US$ 50 milhões. Kyrie, apesar das inúmeras lesões, ainda tem só 27 anos.

Kemba Walker

[]

Uma opção mais barata, e mais durável, que Kyrie Irving. Porém, Kemba Walker já está com 29 anos. E é justamente por isso que talvez ele se enquadre perfeitamente no atual Los Angeles Lakers. Walker já viu que se ficar em Charlotte, onde sua para no máximo beliscar uma vaga nos playoffs do Leste, não tem futuro. Ele não é mais nenhum menino e pode ter a maior chance da vida de ganhar um título com LeBron e Davis. Por isso, aceitaria os US$ 23 milhões que os Lakers têm hoje para oferecer e até um contrato de longo prazo. O armador vem da melhor temporada da carreira e já mostrou ser decisivo em partidas grandes, além de, assim como Kyrie, ser capaz de criar o próprio chute e carregar a bola em quadra, tirando tal responsabilidade de James quando necessário.

Jimmy Butler

[]

Outro que teria uma chance de ouro de enfim ganhar um título na carreira. Mas, aos 29 anos, Jimmy Butler também está na idade de exigir um contrato lucrativo. Seu estilo de jogo complementaria bem o de LeBron e poderia fazer dos Lakers uma força defensiva junto com Anthony Davis. Butler não é dos melhores chutadores de 3 pontos, porém, mas consegue carregar a bola em quadra e se mostrou ao longo da carreira um jogador decisivo.

Klay Thompson

[]

O estilo casaria perfeitamente com o de LeBron. Klay é um dos maiores chutadores da história, seu pai foi campeão nos Lakers e ele sabe o que é necessário para ser campeão da NBA. O problema é a lesão no ligamento do joelho de Thompson, que fará com que ele volte apenas em 2020. E talvez lá seja tarde para os Lakers, que estão no desespero, precisando mostrar aos torcedores que acabou a brincadeira em 2019-20. Thompson vive um dilema, já que saudável é um jogador que poderia facilmente conseguir até um contrato máximo ao redor da liga, mas a lesão no joelho certamente traz preocupações.

Kawhi Leonard

Kawhi Leonard
Kawhi Leonard Getty Images

Seria legal ver Kawhi e LeBron juntos. Mas por serem da mesma posição e terem até similaridades dentro da quadra, é difícil imaginar que eles consigam coexistir. E além dos Lakers não conseguirem dar um contrato máximo tão valioso quanto o Toronto Raptors, é difícil acreditar que Kawhi iria trocar os ares canadense, onde virou Deus, pelo ambiente hollywoodiano e conturbado que Los Angeles, mais especificamente os Lakers, trazem.

D’Angelo Russell

[]

Por que não voltar pra casa? Talvez D’Angelo Russell seja a melhor das opções por uma série de motivos. Primeiro, o clima ruim que ele deixou ao sair de lá já não tem mais praticamente ninguém, tanto no elenco quanto nos responsáveis por trocarem ele para Brooklyn. Ele ainda tem só 23 anos de idade e não exigiria, nem está elegível, para um contrato máximo, podendo ser adquirido pelos cerca de US$ 20 milhões por temporada. Russell também conhece a franquia e é possível acreditar que seu auge ainda está por vir, além de ser um bom chutador de 3 pontos e ter se mostrado decisivo conduzindo os Nets aos playoffs.

Fonte: Gustavo Faldon

Comentários

O parceiro ideal de LeBron e Anthony Davis para formar o supertrio dos Lakers

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

[Programação] Hora de decisão no beisebol universitário

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Vanderbilt vai para mais uma decisão no beisebol universitário
Vanderbilt vai para mais uma decisão no beisebol universitário John Byrum/Icon Sportswire via Getty Ima

Após uma semana de partidas empolgantes, placares apertados e viradas no final, a College World Series chega a seu final. Vanderbilt e Michigan disputam entre segunda e quarta as finais do beisebol universitário em uma série melhor de três disputada em Omaha, Nebraska. As partidas serão transmitidas ao vivo no WatchESPN.

O Vanderbilt Commodores ascendeu à condição de potência nesta década, com quatro aparições na CWS (na NCAA, a World Series é a fase final, com oito times, não a finalíssima, como na MLB) e um título, em 2014. Do outro lado, Michigan não aparecia na CWS desde 1984 e o último título é de 1962. 

Além disso, a semana tem a sequência das temporadas da MLB (com destaque para Cardinals x Angels, com Albert Pujols jogando a primeira série em St. Louis desde que deixou os Cards, em 2011), da WNBA, da LBF e até da Major League Lacrosse. Confira os horários e não perca nada.

SÁBADO, 22 DE JUNHO

Lacrosse (MLL)
18h - New York Lizards x Boston Cannons (WatchESPN)

DOMINGO, 23 DE JUNHO

MLB
20h - Los Angeles Angels x St. Louis Cardinals (ESPN)

WNBA
14h - Washington Mystics x Atlanta Dream (WatchESPN)

SEGUNDA, 24 DE JUNHO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

MLB
23h - Colorado Rockies x San Francisco Giants (ESPN)

NCAA (beisebol masculino - finais) 
20h - Vanderbilt x Michigan (WatchESPN)

TERÇA, 25 DE JUNHO

MLB
20h - Chicago White Sox x Boston Red Sox (ESPN)
23h - Colorado Rockies x San Francisco Giants (WatchESPN)

NCAA (beisebol masculino - finais) 
20h - Vanderbilt x Michigan (WatchESPN)

QUARTA, 26 DE JUNHO

MLB
20h - New York Mets x Philadelphia Phillies (ESPN 2)

NCAA (beisebol masculino - finais) 
20h - Vanderbilt x Michigan (WatchESPN)

QUINTA, 27 DE JUNHO

LBF
19h - Campinas x Sampaio Correa (ESPN Extra)

Lacrosse (MLL) 
22h - Dallas Rattlers x Denver Outlaws (WatchESPN)

SEXTA, 28 DE JUNHO

19h30 - ESPN LEAGUE (ESPN)

MLB
20h - Chicago Cubs x Cincinnati Reds (ESPN)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 22 de junho, 10h30.

Fonte: Ubiratan Leal

Comentários

[Programação] Hora de decisão no beisebol universitário

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Didi é a bola da vez do Brasil na NBA, mas acima de tudo é a vitória da superação

Leonardo Sasso
Leonardo Sasso
Didi
Didi Getty

Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, dormiu tarde. Os mais de 200 mil habitantes ficaram ligados na ESPN. A ansiedade, imagino eu, batendo como nunca. Passam 30 escolhas e nada. Aflição. Será que o menino da cidade, que desbravou o Brasil, foi para São Paulo atrás do seu sonho, iria ser chamado para entrar na maior liga de basquete do planeta?

Foi! Mark Tatum, segundo comissário da NBA, abriu um sorriso (não que isso fosse diferente das outras escolhas). No telão, símbolo do Atlanta Hawks, mas era o New Orleans Pelicans na escolha. Posição 35: Didi Louzada. Sim, o menino de Cachoeiro de Itapemirim. De uma infância complicada, do amor da família e da saudade que bate todos os dias por estar longe deles.

É a história da superação, acima de tudo. A última temporada de Didi, particularmente, foi incrível. Apesar do vice-campeonato do NBB com Franca, o ala se destacou, foi chamado pela seleção brasileira principal, impressionou na Liga das Américas e atraiu a atenção de olheiros e dos times da NBA.

Atlético e com um sólido arremesso de três pontos, Didi se encaixa perfeitamente no molde que a NBA mais pede no momento: espaçamento de quadra. Em uma equipe jovem como os Pelicans, o brasileiro pode começar a angariar tempo de quadra desde o início. Mas será com trabalho e isso certamente não falta.

Foi superando expectativas e adversidades que Didi chegou ao topo do basquete. Resta agora torcer para que o sucesso se repita na liga norte-americana.

Didi é a bola da vez do Brasil, Didi é a voz da superação!

Fonte: Leonardo Sasso

Comentários

Didi é a bola da vez do Brasil na NBA, mas acima de tudo é a vitória da superação

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Um dia após o Draft da NBA, entenda por que cinco times que eram ruins já parecem, ao menos, muito divertidos

Pedro Suaide
Pedro Suaide

A temporada de 2019/20 da NBA oficialmente começou! 

Com o draft, as saudades das Finais que acabaram recentemente são substituídas pela imaginação de um futuro que só chega em outubro, quando começa mais uma luta pelo título. 

Nessa quinta-feira (20), 60 garotos tiveram seus sonhos realizados, e agora representam as franquias do melhor basquete do mundo. E pelo que vimos durante todo o ano, já é possível imaginar muita coisa boa vindo por aí.

Sem mais delongas, vamos analisar 5 times que foram ruins (e talvez ainda sejam), minimamente já parecem divertidos para a próxima temporada após as escolhas do draft.

PELICANS

Zion Williamson por si só já é suficiente para fazer com que o time de New Orleans seja atrativo. Entretanto, o time já vai muito além das enterradas, tocos e voos da primeira escolha do Draft. Na troca por Anthony Davis já vieram Lonzo Ball, Brandon Ingram e Josh Hart, três jovens jogadores com claro potencial e muito a provar. As ponte aéreas de Lonzo para Zion ainda não aconteceram, mas já são de encher os olhos.

No Draft, os Pelicans ainda conseguiram se tornar mais divertidos. Selecionaram Jaxson Hayes na 8ª posição, pivô muito ágil e inteligente para complementar o jogo de Zion. Na 17ª posição, conseguiram pegar Nickeil Alexander-Walker, ala-armador que defende bem, sabe chutar dos três pontos e tem tudo para ser um jogador completo. 

De quebra, selecionaram Didi, ala de Franca que é o primeiro brasileiro selecionado desde Bruno Caboclo em 2014. Definitivamente não faltavam motivos para ver os Pelicans, mas agora não resta desculpa.

GRIZZLIES

A franquia de Memphis deu all-in na reconstrução do time. Ano passado selecionaram Jaren Jackson Jr, ótimo ala-pivô, inteligente e completo com apenas 19 anos. Nesse draft, tinham a segunda escolha e, como esperado, pegaram Ja Morant, armador sensação da temporada universitária. A dupla sozinha já faria um barulho e garantiria minimamente noites divertidas para seus torcedores - com Ja abusando de sua velocidade e explosão complementando a calma e precisão de JJJ. 

Entretanto, os Grizzlies conseguiram melhorar - e muito - seu elenco com apenas mais uma escolha. Incrivelmente, Brandon Clarke não foi escolhido nas primeiras 20 posições do Draft, e quando Memphis teve a chance, não deixou passar. Em 21º, possivelmente Clarke será o maior roubo desse draft. O ala-pivô de Gonzaga tem um jogo moderno e já entra na NBA como um atleta de elite, com porte físico invejável. Evidentemente precisa melhorar certas coisas, como a consistência de seu arremesso, mas parece o par perfeito para Jaren no garrafão. Por muitos, era cotado como uma escolha de Top 10. Azar de quem deixou passar.

KNICKS

O time de Nova York é conhecido por sempre errar, principalmente no Draft, mas dessa vez acertou. A escolha óbvia na terceira posição era RJ Barrett, pontuador nato e com potencial de se tornar uma estrela. O canadense  chega não para mudar obrigatoriamente o patamar do time de cara, mas minimamente para ser um fio de esperança numa franquia perdedora. 

Barrett é dinâmico, explosivo e intenso. Apesar de ser cru em certos aspectos do jogo, é o ponto de partida que o time precisava para, ao lado dos garotos do elenco (Kevin Knox, Dennis Smith Jr, Mitchell Robinson, Allonzo Trier) tornar os Knicks um lugar do futuro.

HAWKS

Atlanta foi, tranquilamente, o melhor entre os times aqui citados na última temporada. Apesar de muitas derrotas, o time acertou em cheio em Trae Young no último Draft e já mostrava claros sinais de evolução, liderados pelo armador e por John Collins. Após a noite de quinta-feira, o time deixou seu futuro mais brilhante e seu presente mais atrativo.

Na 4ª escolha, pegaram De'Andre Hunter, ala grande que foi o destaque do time de Virginia campeão universitário. Ao lado de John Collins, pode formar um garrafão perfeito para a NBA atual, com arremesso dos três pontos, muita mobilidade e que sabe defender. Além disso, tiveram a sorte de ninguém selecionar Cam Reddish até a 10ª posição, podendo pegar o ala de Duke. Reddish era exatamente o que o time precisava - um jogador alto, que saiba arremessar dos três pontos e espaçar a quadra, dando liberdade para Trae Young dominar a bola e que saiba aproveitar a visão de jogo do armador.

CAVALIERS

O trauma pós-LeBron James ainda impera em Cleveland, mas a franquia está fazendo de tudo para esquecê-lo (ou para sentir mais falta). Com as três escolhas que tiveram na primeira rodada do Draft, os Cavs montaram uma espécie de 'Esquadrão Suicida'. Collin Sexton, que chegou na última temporada, ganhou como seu parceiro na armação do time Darius Garland, jogador que arremessa muito bem de longe e que tem ótima visão de quadra - a dupla promete.

Nas duas escolhas mais baixas, fizeram boas escolhas. Em 26º, Dylan Windler, um dos pontuadores mais produtivos do país na temporada universitária, vindo de Belmont. Arremessa incrivelmente bem dos três pontos e não precisa controlar a bola no ataque, abrindo espaço para Sexton/Garland.  Em 30º, Kevin Porter Jr., de USC.  O ala-armador tem talento de sobra e cabeça de menos. Seu potencial, exclusivamente pelo basquete, era de uma escolha Top 10, e com ele disponível na 30ª posição, era preciso arriscar. Porter ataca o garrafão, mostra muita vontade de pontuar e tem momentos em que lembra algo parecido com James Harden em quadra. Entretanto, acumula problemas fora dela e, até por isso, seu desempenho caiu muito durante o ano. 


Será divertido. Volta, NBA. 

Comentários

Um dia após o Draft da NBA, entenda por que cinco times que eram ruins já parecem, ao menos, muito divertidos

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Esqueçam Kyrie, Kawhi ou outra estrela! Não é disso que os Lakers de LeBron e Davis precisam para serem campeões

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Os Lakers querem ser campeões da NBA e deixaram isso muito claro ao trocar boa parte de seu futuro por um dos melhores jogadores do mundo: Anthony Davis.

LeBron James tem 34 anos e seu contrato vai até 2021-22, quando terá 37. Não importa quem ganhou ou perdeu na troca entre Lakers e Pelicans - o que importa é que o time de Los Angeles fez o que precisava para potencializar o fim do auge de LeBron e, assim, tentar ganhar um título (ou quem sabe até mais) nos próximos três anos. Depois, caso Davis ainda esteja no time, é outra história, coisa para outro dia.

Vamos lá. Os Lakers querem ser campeões, mas seu elenco atualmente tem 6 jogadores: LeBron James, Anthony Davis, Kyle Kuzma, Mo Wagner e Isaac Bonga - além disso, podem optar por manter Jemerrio Jones. Ninguém é campeão com 6 jogadores.

Resumindo, os Lakers precisam de mais jogadores. Quanto dinheiro os Lakers têm para isso? Ainda é nebuloso, mas será algo entre 23,7 e 32,5 milhões de dólares - dependendo do dia exato em que Anthony Davis se tornar oficialmente um jogador de Los Angeles e se ele vai ou não abrir mão de um bônus que ele tem direito.

Com a chegada de AD, a NBA ficou maluca com as possibilidades de um novo Big-3 na liga, com mais uma estrela chegando para se juntar a LeBron e Davis. Mas não é assim que os Lakers serão campeões.

O time de Califórnia basicamente acredita que jogadores vão aceitar ganhar menos do que o que poderiam para jogar em um time que pode ser campeão - e ok, isso faz sentido. Vamos tomar isso como uma verdade a partir de agora.

Os Lakers podem correr atrás de Agentes Livres como Kyrie Irving para reeditar a parceria com LeBron, tentar dar uma chance de título a Kemba Walker, ou até sondar Kawhi Leonard, o que parece menos provável. Outros jogadores das prateleiras mais altas também têm controle de seu futuro, e podem ir para LA se receberem uma proposta: Jimmy Butler, Khris Middleton ou Tobias Harris, por exemplo. Entretanto, qualquer um desses jogadores provavelmente ocuparia quase todo o espaço que resta no teto salarial do time, formando um grande trio.... e só. 

Não é assim que os Lakers serão campeões da NBA.

O mercado de Agentes Livres da atual intertemporada é muito profundo e possui muitas opções que, ao aceitar ganhar um pouco menos do que poderiam, conseguiriam deixar os Lakers com um elenco grande e confiável o suficiente para vencer o título.

Vamos passar por alguns nomes - em sua maioria veteranos - que topariam receber um salário justo, não tão grande quanto levariam em outros times, para montar o quebra-cabeça e chegar ao topo: 

 Patrick Beverley, Marcus Morris, Thaddeus Young, Trevor Ariza, Wesley Matthews, Danny Green, Seth Curry, Joakim Noah, Tyreke Evans, Wayne Ellington, Trey Burke, Justin Holiday, Noah Vonleh, Austin Rivers, JaMychal Green, Mike Scott...

A corrida para o título da NBA está aberta com os Warriors baleados e Kevin Durant e Klay Thompson, mesmo sendo Agentes Livres, provavelmente fora da temporada (ou, ao menos, grande parte dela). 

Os playoffs de 2019 mostraram que jogadores de rotação sólidos são a chave para a glória: Danny Green, Fred VanVleet, Norman Powell, Serge Ibaka... 

Ter mais uma estrela seria lindo, venderia camisas e colocaria mais holofotes ao redor do Staples Centre. Mas você já tem dois dos dez (talvez cinco) melhores jogadores da NBA. 

Talento já não falta - o segredo é a profundidade.

Comentários

Esqueçam Kyrie, Kawhi ou outra estrela! Não é disso que os Lakers de LeBron e Davis precisam para serem campeões

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Qual a cidade mais vitoriosa dos esportes americanos? Com título dos Raptors, Toronto surpreende

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Um dos primeiros textos que fiz nesse blog foi um ranking com as cidades mais vitoriosas das principais ligas norte-americanas (veja aqui). Na verdade, não foi um ranking, mas quatro. Afinal, medir o sucesso esportivo de cada região metropolitana é mais difícil do que parece. Vários recortes são possíveis, e cada um pode considerar um critério mais válido que outro.

A versão original do levantamento foi feita em dezembro de 2018. Desde então, três troféus foram levantados (NFL, NHL e NBA) e já dá para fazer uma atualização. Até porque, em um dos critérios, houve mudança na primeira posição. Tudo por conta da vitória do Toronto Raptors sobre o Golden State Warriors.

Veja os dados abaixo. Não há verdade absoluta, são apenas quatro possibilidades para cada um ver qual considera a mais adequada e usar isso para conversar com os amigos. Ah, e não esqueça de olhar as observações no final da página, explicando alguns dos critérios.

Toronto Raptors posa para foto de campeão da NBA com o troféu Larry O'Brien
Toronto Raptors posa para foto de campeão da NBA com o troféu Larry O'Brien GETTY

RANKING 1

Esse é o mais simples: somar os títulos das cinco ligas. Soma direta, sem rodeios.

1) Nova York - 58
2) Boston - 39
3) Chicago - 30
4) Los Angeles - 27
5) Montreal - 26
6) Detroit - 22
7) São Francisco/Bay Area - 20
8) Filadélfia e Toronto - 17
10) Pittsburgh - 16
11) St. Louis - 14
12) Green Bay - 13
13) Washington - 12
14) Baltimore e Cleveland - 9
16) Minneapolis - 8
17) Dallas, Houston e Miami - 7
20) Denver - 6
21) Cincinnati, Edmonton, Kansas City e San Antonio - 5
25) Ottawa e Seattle - 4
27) Atlanta, Buffalo, Canton, Milwaukee, Portland e Tampa - 2
33) Akron, Calgary, Columbus, Frankfort, Indianápolis, Nova Orleans, Phoenix, Providence, Raleigh, Rochester, Salt Lake City, San Diego e Syracuse - 1

RANKING 2 (apenas século 21)

Kobe Bryant foi o grande nome dos Lakers multicampeões da década de 2000
Kobe Bryant foi o grande nome dos Lakers multicampeões da década de 2000 ESPN

Muito torcedor - sobretudo no Brasil - não se importa muito se um time X ou Y foi campeão em 1915 ou em 1937. O que vale é o agora, é o período em que o esporte americano entrou no dia a dia do brasileiro. Para esses, os resultados recentes contam mais na hora de escolher um time para torcer ou para ver se a escolha já feita foi boa. Para facilitar o recorte, peguei os títulos deste século (desde 2001).

1) Los Angeles e Boston - 12
3) São Francisco/Bay Area - 8
4) Chicago, Pittsburgh e San Antonio - 5
7) Miami e Nova York - 4
9) Denver, Detroit, Houston e St. Louis - 3
12) Baltimore, Filadélfia, Kansas City, Seattle, Tampa, Toronto e Washington - 2
20) Atlanta, Cleveland, Columbus, Dallas, Green Bay, Indianápolis, Nova Orleans, Phoenix, Portland, Raleigh e Salt Lake City - 1

RANKING 3 (sem MLS)

Só as quatro ligas mais tradicionais, sem contar a MLS. Los Angeles e Washington não gostam muito dessa versão.

1) Nova York - 58
2) Boston - 39
3) Chicago - 26
4) Montreal - 26
5) Detroit e Los Angeles - 22
7) São Francisco/Bay Area - 18
8) Filadélfia - 17
9) Pittsburgh e Toronto - 16
10) St. Louis - 14
11) Green Bay - 13
13) Baltimore e Cleveland - 9
15) Minneapolis e Washington - 8
17) Dallas e Miami - 7
19) Cincinnati, Denver, Edmonton, Houston e San Antonio - 5
24) Ottawa - 4
25) Kansas City e Seattle - 3
27) Buffalo, Canton, Milwaukee e Tampa - 2
33) Akron, Atlanta, Calgary, Frankfort, Indianápolis, Nova Orleans, Phoenix, Portland, Providence, Raleigh, Rochester, San Diego e Syracuse - 1

RANKING 4 (títulos / temporadas disputadas)

Jogadores do New England Patriots comemoram touchdown sobre o Oakland Raiders
Jogadores do New England Patriots comemoram touchdown sobre o Oakland Raiders Getty Images


Esse é o mais complicado. O ranking absoluto (o número 1) acaba dando muita força a cidades que tiveram franquias dominantes nas primeiras décadas da MLB, da NHL e da NFL pré-Super Bowl. Cidades de desenvolvimento econômico mais recentes acabam prejudicadas por terem criado times profissionais há menos tempo.

Por isso, montei um ranking que balanceia títulos conquistados com temporadas disputadas pelas equipes, incluindo as franquias já extintas. Assim, cidades que têm clubes há mais tempo ou que têm mais de um clube terão mais chance de levantar o troféu, mas também terão mais oportunidades de frustrar suas torcidas.

Um problema dessa lista é favorecer cidades que têm poucos times, mas vitoriosos (casos claros de Green Bay, Montreal, Edmonton e San Antonio). Assim, restringi apenas a mercados campeões em mais de uma liga ou com ao menos 180 temporadas disputadas na soma de suas equipes.

Admito que esta é minha lista preferida, a que parece mais justa. O número que aparece é o de temporadas disputadas na soma dos times para cada título conquistado. Ou seja, se uma cidade tem um time em cada uma das cinco ligas e está com o índice de 10, isso significa que ela conquista em média um título a cada dois anos.

Essa lista teve mudança na liderança em relação à edição anterior. Boston levou o título com o New England Patriots e Toronto com os Raptors, mas, na proporção, a cidade canadense acabou passando a norte-americana. Curiosamente, se os Bruins tivessem vencido o jogo 7 da final da Stanley Cup, Boston seguiria na primeira posição com vantagem de 0,005.

1) Toronto - 10,71
2) Boston - 10,97
3) Nova York - 12,98
4) Baltimore - 15,22
5) Pittsburgh - 16,13
6) Detroit - 16,36
7) Los Angeles - 16,33
8) São Francisco / Bay Area - 16,65
9) Chicago - 18,17
10) Miami - 20,14
11) St. Louis - 20,71
12) Filadélfia - 22,88
13) Washington - 23,83
14) Houston - 24,71
15) Denver - 26,14
16) - Minneapolis - 27
17) - Cleveland - 28,44
18) - Dallas - 28,43
19) Portland - 29
20) - Kansas City - 32
21) Seattle - 34,25
22) Cincinnati - 37
23) Tampa - 48,5
24) Buffalo - 61,5
26) Milwaukee - 62
27) Atlanta - 90

Obs.: Se colocarmos todas as cidades, sem restrições, a primeira colocada seria Canton, com um título a cada 3 temporadas, seguida por Montreal (um a cada 6,15), Akron (7), Green Bay (7,46), Edmonton e Frankfort (8), San Antonio (8,8), Rochester (9), Providence (10) e Ottawa (10,5). Também ficaram de fora pelos critérios de corte Raleigh (21), Columbus (38), Calgary (46), Salt Lake City (59), Buffalo (61,5), Nova Orleans (75), Indianápolis (84), San Diego (116) e Phoenix (127).

OBSERVAÇÕES

1) A avaliação é por região metropolitana, não por município. Fazer uma lista por município é completamente despropositada nos esportes americanos, pois Arlington, Foxborough, Nova Jersey e Sunrise, por exemplo, só têm times profissionais por questão de sede da arena. Os públicos/mercados de suas equipes são, pela ordem, os de Dallas, Boston, Nova York e Miami. Da mesma forma, Oakland e San Jose ficam na região metropolitana da Baía de São Francisco (chamei de São Francisco/Bay Area para deixar bem claro) e Anaheim na de Los Angeles;

2) Para times que mudaram de sede, os títulos contam para a cidade em que a equipe jogava na época da conquista;

3) Para o futebol americano, foram contabilizadas as conquistas da NFL e da AFL da era pré-Super Bowl como forma de atenuar o peso das conquistas de MLB e NHL (ligas mais antigas);

4) Contam os títulos de NFL, MLB, NBA, NHL e MLS (que, em algumas cidades, já é a quarta ou terceira liga mais vista), a não ser quando houver indicação de algo diferente.

Comentários

Qual a cidade mais vitoriosa dos esportes americanos? Com título dos Raptors, Toronto surpreende

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O grande vencedor da troca de Anthony Davis é o Los Angeles Lakers

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

A troca que agitou o mercado da NBA está dividindo opiniões. Quando o Los Angeles Lakers anunciou a chegada de Anthony Davis em uma negociação com o New Orleans Pelicans até mesmo o título do Toronto Raptors ficou ofuscado. E a movimentação gerou opiniões diversas sobre quem foi o grande vencedor.

O grande vencedor não foram os Pelicans, não foi LeBron, nem Anthony Davis e nem Zion Williamson. Quem venceu a troca foram os Lakers. 

Quem tem LeBron James, não pensa em desenvolver seu futuro, pensa em aproveitar o talento de um dos melhores jogadores de todos os tempos para vencer imediatamente. E você não vence imediatamente com nomes como Brandon Ingram ou Josh Hart como a segunda estrela da equipe.

Agora juntos, LeBron e AD formam uma das melhores duplas da NBA
Agora juntos, LeBron e AD formam uma das melhores duplas da NBA Getty Images

Os Lakers precisavam de alguém que pudesse, de fato, ajudar LeBron James. E em Anthony Davis eles adquirem um jogador top 10 da NBA e pronto para vencer. Em termos de talento, é possível discutir, inclusive, se o "monocelha" é o melhor companheiro que LeBron já teve na sua carreira, ao lado de Dwyane Wade. 

Em Los Angeles, a missão é vencer o mais rápido possível. E ninguém que estava disponível era melhor opção do que Anthony Davis. 

E Masai Ujiri e os Raptors nos ensinaram essa temporada que "quem não arrisca, não petisca". A vitória é dos Lakers, a vitória é do pensamento grande. 

Comentários

O grande vencedor da troca de Anthony Davis é o Los Angeles Lakers

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

[Programação] NBA acabou? Coisa nenhuma! Agora é a vez do draft. Veja programação

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Hora de férias para os fãs do melhor basquete do mundo? Uma pinoia!

Nesta semana será realizado o draft da liga, momento de as equipes começarem a se armar para a próxima temporada. O evento terá transmissão dos canais ESPN na quinta.

Para quem já virou a chave na cabeça e vai mergulhar no beisebol, única modalidade em atividade nas próximas semanas, a agenda está bem cheia. Além de clássicos na MLB, os canais ESPN também transmitem todas as partidas da College World Series, a fase final do beisebol universitário. 

Zion com os bonés dos times que terão as primeiras escolhas do Draft de 2019
Zion com os bonés dos times que terão as primeiras escolhas do Draft de 2019 Getty

SÁBADO, 15 DE JUNHO

NCAA (beisebol masculino)
15h - Michigan x Texas Tech (WatchESPN)
20h - Florida State x Arkansas (WatchESPN)

Lacrosse (MLL)
20h - Chesapeak Bayhawk x New York Lizards (WatchESPN)

DOMINGO, 16 DE JUNHO

MLB
20h - Chicago Cubs x Los Angeles Dodgers (ESPN 2)

WNBA
16h30 - Seattle Storm x Connecticut Sun (ESPN Extra) 

NCAA (beisebol masculino - playoffs) 
15h - Louisville x Vanderbilt (WatchESPN)
20h30 - Auburn x Mississippi State (WatchESPN)

SEGUNDA, 17 DE JUNHO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

MLB
23h - San Francisco Giants x Los Angeles Dodgers (ESPN)

NCAA (beisebol masculino - playoffs) 

15h - Jogo a definir (WatchESPN)
20h - Jogo a definir (WatchESPN)

TERÇA, 18 DE JUNHO

MLB
20h - Tampa Bay Rays x New York Yankees (ESPN)

NCAA (beisebol masculino - playoffs) 
15h - Jogo a definir (WatchESPN)
20h - Jogo a definir (WatchESPN)

QUARTA, 19 DE JUNHO

MLB
23h - San Francisco Giants x Los Angeles Dodgers (WatchESPN)

NCAA (beisebol masculino - playoffs) 
20h - Jogo a definir (WatchESPN)

QUINTA, 20 DE JUNHO

NBA
19h - Draft (ESPN)

NCAA (beisebol masculino - playoffs) 
21h - Jogo a definir (WatchESPN)

SEXTA, 21 DE JUNHO

19h30 - ESPN LEAGUE (ESPN)

MLB
20h - Houston Astros x New York Yankees (ESPN)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 8 de junho, 11h30.

Fonte: Ubiratan Leal

Comentários

[Programação] NBA acabou? Coisa nenhuma! Agora é a vez do draft. Veja programação

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O grande vencedor da troca de Anthony Davis aos Lakers é Zion Williamson

Leonardo Sasso
Leonardo Sasso

Sim, dois dias após o final da temporada da NBA, com uma vitória incrível do Toronto Raptors na série contra o Golden State Warriors, o mundo do basquete foi novamente abalado. Uma troca que era inevitável. Anthony Davis estava insatisfeito em New Orleans e LeBron James queria uma segunda estrela em Los Angeles.

No entanto, o grande vencedor da troca não é LeBron, não é Davis, não são os Lakers e, muito menos, Rob Pelinka, pressionado para conseguir trazer a “monocelha” de qualquer maneira. Zion Williamson é quem se deu melhor nessa história.

O ala-pivô de Duke, que terá seu nome chamado com a primeira escolha do Draft deste ano, promete mudar o rumo dos Pelicans. Não foi à toa que Alvin Gentry, técnico da franquia, comemorou a loteria como se fosse um título. Zion Williamson é um dos maiores fenômenos que o basquete já viu.

Agora, ao seu lado em New Orleans terá bons nomes. Brandon Ingram é um dos bons jovens talentos da Liga, Josh Hart se provou um ótimo defensor e Lonzo Ball, inflado pela mídia por conta das bobagens que seu pai, LaVar, fala cada vez que abre a boca, pode ter em um mercado menor e menos badalado, a tranquilidade para provar o seu potencial.

Ainda há as escolhas de Draft, principalmente a 4ª deste recrutamento. Darius Garland, armador, Jarrett Culver, ala-armador, DeAndre Hunter, ala, são as boas opções. Mas por que não ousar? Trocar a escolha por duas dos Hawks (#8 ou #10 e #17) e escolher dois jogadores de alto potencial em Nassir Little e Bol Bol? Ou pagar para ver e apostar em Cameron Reddish, conhecido pelo ótimo arremesso do perímetro.

Anthony Davis e Zion Williamson
Anthony Davis e Zion Williamson Arte ESPN

David Griffin, general manager dos Pelicans, sabe o bom valor que tem nas mãos. Zion Williamson sabe que poderá ser a estrela de um time que mostra ter jogadores sólidos. O Oeste sempre complicado será uma missão árdua para New Orleans nesta primeira temporada. Que Davis e LeBron terão sucesso juntos em Los Angeles, a maioria já sabe. Mas Zion parece ter ganhado um time de futuro brilhante ao seu lado e isso ele não esperava.

A NBA ganha novos contornos e Zion Williamson sabe que venceu após essa troca.

Fonte: Leonardo Sasso

Comentários

O grande vencedor da troca de Anthony Davis aos Lakers é Zion Williamson

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Boston tem chance de repetir feito de 80 anos atrás: ser campeã de três ligas ao mesmo tempo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Bruins
Bruins Getty

“Cidade dos Campeões.”

Várias cidades americanas já se deram esse título, ou receberam de presente do jornal local, quando enfileirou uma sequência de conquistas nas grandes ligas esportivas da América do Norte. A mais recente foi Pittsburgh, quando Penguins e Steelers passaram por bons momentos e levantaram muitos troféus em sequência. Agora é o momento de Boston, que levou a temporada mais recente da MLB e da NFL. Uma fase que pode ser reforçada nesta quarta (12) se os Bruins vencerem o St. Louis Blues e levarem a Stanley Cup.

Boston é a dona da World Series e da NFL, com as conquistas de Red Sox e Patriots entre outubro de 2018 e fevereiro deste ano. Se levar a NHL, teria o título de três das quatro grandes ligas norte-americanas ao mesmo tempo. E, como o Toronto Raptors não fechou a série decisiva da NBA nesta segunda contra o Golden State Warriors, seria o terceiro título seguido de Boston. Feito raro, mas não inédito.

Ter dois títulos ao mesmo tempo não é algo particularmente raro. Nos moldes atuais, isso se tornou possível em 1927, com a criação da NHL. No ano seguinte, os nova-iorquinos comemoraram em dose dupla, com os Rangers no hóquei no gelo e os Yankees no beisebol.

Desde então, Nova York (1938-39, 56-57, 69-70 e 2000), Chicago (1934), Detroit (1954), Baltimore (1970-71), Pittsburgh (1979 e 2009), Los Angeles (1981-82, 1988 e 2002), São Francisco/Oakland (1989-90) e Boston (2004 e 2007-08) tiveram duas franquias campeãs ao mesmo tempo. Mas três títulos é algo bastante raro. Boston esteve perto na década passada. Os Red Sox venceram a World Series de 2007 e os Celtics ficaram com o título da NBA em 2008. Faltou uma taça entre as duas, e poderia ser a dos Patriots no Super Bowl. Mas o New York Giants e a recepção de capacete de David Tyree não permitiu.

Desse modo, três título ficaram na mesma cidade apenas uma vez*. O esporte fechou 1935 com o título do Detroit Tigers na MLB e do Detroit Lions em uma NFL pré-Super Bowl. O ano seguinte, o primeiro título foi o da NHL, vencido pelo… Detroit Red Wings. Como não existia NBA na época, essa sequência só terminou na World Series de 1936, conquistada pelo New York Yankees.

O feito foi bastante celebrado na época. Detroit recebeu o apelido de “Cidade dos Campeões” e o jornal Windsor Daily Star chamou “a mais incrível varrida de feitos esportivos já creditada a uma única cidade”. A onda positiva contava ainda com a ascensão de Joe Louis, criado na região, no ranking mundial de pesos pesados -- se tornaria campeão em 1937 -- e até de ligas menores.

Frank Fitzgerald, governador do estado de Michigan, decretou que 18 de abril, uma semana após a conquista do título dos Red Wings, seria o Dia dos Campeões. Vários eventos foram realizados na cidade, que até hoje carrega a condição de “Cidade dos Campeões” original.

*Nova York também conquistou três títulos seguidos, entre 1932 e 33. No entanto, não existiam a NBA e a NFL na época. Assim, as conquistas em sequência foram em duas ligas, com os Yankees na MLB em 1932, os Rangers na NHL e os Yankees novamente na MLB em 1933. Foram três títulos seguidos, mas jamais a cidade teve três times campeões ao mesmo tempo.

Fonte: Ubiratan Leal

Comentários

Boston tem chance de repetir feito de 80 anos atrás: ser campeã de três ligas ao mesmo tempo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

[Programação] NHL, NBB e NBA em seus últimos jogos, mas semana vem com uma avalanche de 27 partidas de beisebol

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Pat Maroon abraça colegas de St. Louis Blues após a vitória no Jogo 7 contra o Dallas Stars
Pat Maroon abraça colegas de St. Louis Blues após a vitória no Jogo 7 contra o Dallas Stars Getty Images

Os fãs de hóquei no gelo e de basquete estão com sentimentos misturados. Por um lado, a excitação de verem as finais de NHL, NBB e NBA, com os melhores times de leste e oeste se enfrentando em séries para definir o campeão da temporada. Por outro lado, a consciência que, depois daquilo, serão meses de estiagem até a ação voltar, só em outubro. E tudo pode culminar nesta semana, com as últimas partidas da final da Stanley Cup, a última do NBB e os jogos 5 e 6 (talvez os últimos) da NBA.

Mas nem tudo está perdido para o fã de esportes americanos. A semana vem também com uma avalanche de beisebol. De domingo a sexta, os canais ESPN transmitirão jogos da MLB todos os dias. Além disso, o WatchESPN começa a cobertura da reta final do beisebol universitário, com as finais regionais que apontam os participantes da College World Series. 

Fique ligado para não perder nada.

SÁBADO, 8 DE JUNHO

16h30 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBB (finais)
14h20 - Franca x Flamengo (ESPN)

WNBA
16h30 - Los Angeles Sparks x Minnesota Lynx (ESPN Extra)

LBF
18h30 - Desafio de Habilidades (ESPN Extra)
20h - Jogo das Estrelas (ESPN Extra)

NCAA (beisebol masculino)
13h - Ole Miss x Arkansas (WatchESPN)
13h - Auburn x North Carolina (WatchESPN)
16h - Stanford x Mississippi State (WatchESPN)
16h - Florida State x LSU (WatchESPN)
16h - Louisville x East Carolina (WatchESPN)
19h - Texas Tech x Oklahoma State (WatchESPN)
22h - Vanderbilt x Duke (WatchESPN)
22h - UCLA x Michigan (WatchESPN)

DOMINGO, 9 DE JUNHO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL (finais)
21h - Boston Bruins x St. Louis Blues (ESPN)

MLB
20h - St. Louis Cardinals x Chicago Cubs (ESPN Extra)

NCAA (beisebol masculino) 
12h30 - North Carolina x Auburn (WatchESPN)
13h - East Carolina x Louisville (WatchESPN)
16h - Duke x Vanderbilt (WatchESPN)
16h - Arkansas x Ole Miss (WatchESPN)
19h - Oklahoma State x Texas Tech (WatchESPN)
19h - LSU x Florida State (WatchESPN)
22h - Mississippi State x Stanford (WatchESPN)
22h - Michigan x UCLA (WatchESPN)

SEGUNDA, 10 DE JUNHO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (finais)
21h - Golden State Warriors x Toronto Raptors (ESPN)

MLB
20h - Texas Rangers x Boston Red Sox (ESPN 2)

NCAA (beisebol masculino) 
14h - Auburn x North Carolina (WatchESPN)
17h - Ole Miss x Arkansas (WatchESPN)
20h - Stanford x Mississippi State (WatchESPN)
21h30 - Florida State x LSU (WatchESPN)

TERÇA, 11 DE JUNHO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

MLB
20h - New York Mets x New York Yankees (ESPN 2)
23h - Los Angeles Dodgers x Los Angeles Angels (WatchESPN)

QUARTA, 12 DE JUNHO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL (finais)
21h - St. Louis Blues x Boston Bruins (ESPN)

MLB
21h - Milwaukee Brewers x Houston Astros (ESPN 2)

QUINTA, 13 DE JUNHO

20h30 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (finais)
22h - Toronto Raptors x Golden State Warriors (ESPN)

MLB
21h - Detroit Tigers x Kansas City Royals (ESPN Extra)

LBF
19h - Ituano x Blumenau (ESPN Extra)

SEXTA, 14 DE JUNHO

15h - ESPN LEAGUE (ESPN)

MLB
20h - Los Angeles Angels x Tampa Bay Rays (ESPN 2)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 8 de junho, 11h30.

Fonte: Ubiratan Leal

Comentários

[Programação] NHL, NBB e NBA em seus últimos jogos, mas semana vem com uma avalanche de 27 partidas de beisebol

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Ninguém influenciou o basquete como Stephen Curry

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

 

Ao longo do tempo, o basquete sofreu diversas alterações. Do jogo criado por Dr. James Naismith em dezembro de 1891 até o que vemos atualmente, muita coisa mudou. Do jogo dominado por pivôs até o surgimento de armadores e alas ágeis, a criação das enterradas para o jogo dominado pelos arremessos de longa distância, o basquete evoluiu.

E muitos foram os responsáveis por essa evolução. Bill Russell e Wilt Chamberlain nos anos 60 e 70, Julius Erving nos anos 80, Michael Jordan nos anos 90 e LeBron James no século 21. Entretanto, ninguém influenciou o jogo da mesma maneira que Stephen Curry faz nos dias atuais. 

Sim, as crianças de cada década queriam ser a estrela da sua década como as crianças atualmente querem ser Steph, mas a questão vai além. A influência do “Brinquedinho Assassino” naqueles que estão começando a jogar não se dá por que elas querem apenas dominar o jogo como ele faz, elas querem ter o mesmo nível de diversão. 

É mais fácil se identificar com o “Baby Faced Assassin”, o "Assassino com cara de bebê", do que, por exemplo, com LeBron, um jogador de 2,03 m que domina a parte física de uma maneira que nunca foi vista antes. É mais fácil se identificar com o "pequeno" que faz sucesso entre os gigantes simplesmente por amar o basquete, demonstrar essa paixão em quadra e arremessar de uma maneira completamente diferente do que estávamos acostumados.

Stephen Curry mudou a dinâmica do jogo
Stephen Curry mudou a dinâmica do jogo Getty Images

Apesar do principal legado do Golden State Warriors de Curry ser o jogo coletivo, a primeira coisa que vem à cabeça das pessoas quando se fala na Dinastia Warriors são as bolas de três. E ninguém arremessou com tanta qualidade quanto Steph. Em 2015, a NBA inteira arremessou cerca de 52 mil bolas de três. Nesta temporada, foram cerca de 78 mil arremessos de longa distância, ou seja, um aumento de 26 mil bolas desde que os Warriors foram campeões pela primeira vez sob a batuta de Curry.

Mas, acima de tudo, nunca se fez tanto para parar um único jogador como as defesas tentam fazer com Steph. No Jogo 2 das Finais contra o Toronto Raptors, era possível ver a equipe canadense mandando dois ou até três jogadores para pressionar Curry quando ele ainda tinha a bola na própria quadra, afinal, o camisa 30 dos Warriors é o primeiro jogador da história a ser uma ameaça de qualquer lugar da quadra. 

Não é incomum ver o principal jogador receber uma marcação dupla no início da jogada, mas é inédito ver que o adversário considere o início ainda na quadra oposta e não na sua metade de defesa. Steve Kerr, técnico de Curry e ex-companheiro de Michael Jordan nos Bulls dos anos 90, chegou a afirmar que, nem quando o Detroit Pistons criou as "Jordan's Rules", ele tinha visto defesas criarem esquemas apenas visando parar um único jogador como fazem com Steph. 

A gravidade do armador é o que mais impressiona. Mesmo em jogos que quase não toca na bola, Curry ainda é um dos quem mais tem influência no resultado final. Apenas a ameaça do camisa 30 acertar duas bolas seguidas e entrar no "Modo Supernova" faz com que defesas não tirem o olho dele por um segundo sequer, inclusive dobrando a marcação quando ele recebe a bola, fazendo com que os Warriors joguem em uma espécie de quatro contra três, abrindo espaço para todos os outros brilharem.

E aí entra outro ponto a favor de Steph. É raríssimo alguém com o talento que tem Curry, capaz de ser o único MVP unânime da história da liga, aceitar não ser o cara que faz 30 pontos por jogo para seu time  se sagrar campeão. Praticamente todos os depoimentos de companheiros dos Warriors testemunham a favor do excelente companheiro que ele é, inclusive com Iguodala falando que "fará de tudo para proteger seu legado". Curry legitimamente abre mão da glória individual, até mesmo de um MVP das Finais, que pode vir nessa temporada, pelo sucesso coletivo.
 
E se o argumento é que Stephen é uma aberração da natureza que tem um dom que não pode ser copiado, ele mesmo já deixou claro que não arremessava bem até cerca de uns 12 anos de idade e melhorou na base do treino. E a influência de Curry nos novos jogadores já começa a ser vista. Trae Young é um exemplo de atleta que tem nível de NBA e é uma ameaça de distâncias que sequer eram treinadas antes da chegada de Steph.

O próximo passo é a criação de uma linha de quatro pontos. Seria o testemunho final da influência de Stephen Curry em uma quadra de basquete.

Comentários

Ninguém influenciou o basquete como Stephen Curry

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

[Programação] Finais da NBA seguem nesta semana, mas atenção porque tem jogo em horário diferente. Confira

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Siakam em ação no primeiro confronto entre Raptors e Warriors na final da NBA
Siakam em ação no primeiro confronto entre Raptors e Warriors na final da NBA Mark Blinch/NBAE via Getty Images

Aquela coisa de sempre: ver o ESPN League às 20h, em seguida o abre o jogo e esperar o início de mais uma partida pelas finais da NBA às 21h. Foi assim no jogo 1, será assim no jogo 2. Mas fique atento: nem todas as partidas da decisão do melhor basquete do mundo começará às 21h no horário de Brasília. Os jogos 3 e 4, programados para as próximas quarta e sexta, terão início uma hora mais tarde. E não será um fato isolado. Os eventuais jogos 5, 6 e 7 também variarão entre 21h e 22h. Vale sempre conferir aqui no blog do ESPN League ou na página da programação do site da ESPN.

O fã de NHL pode ficar um pouco mais tranquilo, porque a decisão da Stanley Cup está sempre programada para as 21h de Brasília. 

ATENÇÃO: de 29 de maio a 9 de junho estará aberta a janela para a realização da etapa de Margaret River da World Surf League. Eventos na ESPN 2 e ESPN Extra podem ter alterações. 

SÁBADO, 1º DE JUNHO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBB (finais)
14h20 - Flamengo x Franca (ESPN)

NHL (finais)
21h - Boston Bruins x St. Louis Blues (ESPN)

NCAA (softbol feminino - playoffs)
13h - Jogo a definir (WatchESPN)
15h30 - Jogo a definir (WatchESPN)
20h - Jogo a definir (WatchESPN)
22h30 - Jogo a definir (WatchESPN)

DOMINGO, 2 DE JUNHO

19h30 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (finais)
21h - Golden State Warriors x Toronto Raptors (ESPN)

MLB
20h - Boston Red Sox x New York Yankees (ESPN 2)

NCAA (softbol feminino - playoffs)
14h - Jogo a definir (WatchESPN)
16h30 - Jogo a definir (WatchESPN)
20h - Jogo a definir (WatchESPN)
22h30 - Jogo a definir (WatchESPN)

SEGUNDA, 3 DE JUNHO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL (finais)
21h - Boston Bruins x St. Louis Blues (ESPN)

MLB
23h - Houston Astros x Seattle Mariners (WatchESPN)

NCAA (softbol feminino - finais
20h30 - Jogo a definir (WatchESPN) 

TERÇA, 4 DE JUNHO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

MLB
20h - Atlanta Braves x Pittsburgh Pirates (ESPN 2)

NCAA (softbol feminino - finais
20h30 - Jogo a definir (WatchESPN) 

QUARTA, 5 DE JUNHO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (finais)
22h - Toronto Raptors x Golden State Warriors (ESPN)

MLB
20h - New York Yankees x Toronto Blue Jays (WatchESPN)

NCAA (softbol feminino - finais)
20h30 - Jogo a definir (WatchESPN) 

QUINTA, 6 DE JUNHO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL (finais)
21h - St. Louis Blues x Boston Bruins (ESPN)

MLB
20h - New York Yankees x Toronto Blue Jays (ESPN 2)

SEXTA, 7 DE JUNHO

20h45 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (finais)
22h - Toronto Raptors x Golden State Warriors (ESPN)

MLB
20h - Tampa Bay Rays x Boston Red Sox (ESPN 2)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 1º de junho, 11h30.

Fonte: Ubiratan Leal

Comentários

[Programação] Finais da NBA seguem nesta semana, mas atenção porque tem jogo em horário diferente. Confira

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O que representaria para o Canadá um título dos Raptors

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Era comum a Fórmula 1 ter a manchete principal do caderno de esportes do jornal nas segundas após uma corrida, mas o dia anterior teve clássico paulista, então dava para mudar a ordem de prioridade. A primeira página esportiva da Folha de São Paulo em 26 de outubro de 1992 ficou com os repórteres Ricardo González e Paulo Ricardo Calçade (soa familiar?) na cobertura da vitória de virada ao Santos sobre o Corinthians no Morumbi, 3 a 1 com triplete de Guga. Na página 2, tabelão, uma tradição. Na 3, a vitória do São Paulo prestes a se tornar campeão mundial sobre o Guarani de Edílson Capetinha. A F1 ficou só na página 4, com Flávio Gomes escrevendo sobre a vitória de Riccardo Patrese e o primeiro ponto da carreira de Christian Fittipaldi no GP do Japão. Mas, a centímetros dali, um título me chamou a atenção.

“Bluejays ganham a primeira para o Canadá”

Bem, eu lia o caderno de esportes inteirinho -- costume que mantive enquanto assinei jornal impresso -- e ver algum assunto diferente era até mais legal. E o texto de Silvio Lancellotti contava como o Toronto Bluejays (assim mesmo, tudo junto) havia conquistado o primeiro título da World Series de um time canadense. Eu já conhecia o beisebol do colégio, o professor de Educação Física dava a modalidade nas aulas, mas não era familiarizado com a MLB e seus times. E com a cabeça de torcedor de futebol que via os campeonatos divididos por países, achei curiosa a existência de um time do Canadá na liga dos Estados Unidos. Pensamento imediato:

“Devem ser um time muito alternativo. Vou torcer por eles.”

Matéria sobre beisebol
Matéria sobre beisebol reprodução

Deu certo por um tempo, precisamente um ano. Em 1993, os Blue Jays conquistaram o bicampeonato e até foi possível seguir a reta final dia a dia no esporte da Folha (já separando o nome do time). Depois disso, só frustração. O retorno aos playoffs demorou 22 anos. O título mesmo só vejo quando ligo o celular e aparece o Joe Carter comemorando o maior home run da história (atenção: essa afirmação pode conter clubismo) no fundo de tela.

Dizer que eu sofro por isso seria um mastodôntico exagero. Primeiro, porque todo torcedor de beisebol começa o ano sabendo que verá seu time perder de 70 a 100 jogos na temporada. Ser derrotado é uma rotina. Segundo, porque não sou fanático. Terceiro, porque trabalhar com um esporte o obriga a vê-lo como um todo e até a se desligar de seu time em alguns momentos. Mas o torcedor canadense de verdade não tem essa escolha. E ele sofre.

Desde a World Series dos Blue Jays em 1993, o Canadá não viu nenhuma de suas franquias conquistar uma das quatro grandes ligas norte-americanas. O título da NBA nunca atravessou a fronteira. A Stanley Cup, antes de domínio canadense, não sai dos Estados Unidos desde o Montréal Canadiens de 1992-93. E a NFL é 100% americana.

Essa seca não é ignorada. O Canadá já é ofuscado em diversas coisas pelo gigantismo econômico de seu vizinho do sul, e o esporte acaba sendo mais uma delas. As equipes canadenses sofrem para ser competitivas, tendo de enfrentar problemas como regime tributário mais rígido, eventuais perda de valor de sua moeda em relação ao dólar e até o fato de alguns jogadores preferirem não mudar de país ao se transferir de time. Ao menos, sobretudo no caso de Raptors e Blue Jays, têm a torcida de toda a nação.

Kawhi Leonard
Kawhi Leonard Getty Images

Uma vitória dos Raptors sobre o Golden State Warriors, talvez o melhor time deste século na NBA, soa improvável. Mas mesmo essa pequena possibilidade já é suficiente para o Canadá inteiro se juntar em apoio ao Toronto. Não é apenas um time, é um país inteiro que não vê um título em suas principais ligas há 26 anos. Um país que sabe que seus representantes são vistos por muitos como alternativos e que só existem -- aí excetuemos o hóquei no gelo -- por uma concessão dos poderosos americanos aos simpáticos vizinhos. Ganhar o troféu é passar por cima de tudo isso. É mostrar que uma equipe canadense até pode ser alternativa, mas não é café-com-leite.

Fonte: Ubiratan Leal

Comentários

O que representaria para o Canadá um título dos Raptors

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Por que o sucesso do Golden State Warriors incomoda?

Rafael Belattini
Rafael Belattini

São cinco finais consecutivas e três títulos na conta. Agora vem a chance do tri consecutivo e, contra o Toronto Raptors, o Golden State Warriors terá que enfrentar também a torcida contra de quase todo o país.

Uma pesquisa feita baseada nas mensagens do Twitter apontou que nos Estados Unidos os Warriors só terão apoio dos estados da Califórnia, da vizinha Nevada e também do Havaí.

Por mais que exista o tradicional discurso de “torcer pelo mais fraco”, a coisa vai além. Afinal, como explicar a torcida pelo time canadense em estados dominados por times rivais, como Nova York, ou até mesmo na Wisconsin dos recém eliminados Bucks?

A verdade é que, assim como acontece em outros esportes, uma “dinastia” incomoda demais. Pois, como é possível alguém ganhar tanto e ser tão feliz por tanto tempo? Quem aguenta tanta alegria?

Mas será que é realmente justo torcer contra um grupo de jogadores que revolucionou a liga anos atrás, se fortaleceu sem quebrar nenhuma regra, simplesmente atraindo craques que queriam ter a chance de fazer parte daquilo, e apresenta jogadas espetaculares jogo após jogo.

Com Stephen Curry, Klay Thompson e Draymond Green, jogadores recrutados pela franquia, Steve Kerr montou um núcleo que impressiona, mas só lhe rendeu um prêmio de melhor treinador. A explicação: parece fácil.

Stephen Curry vai tentar o quarto título em cinco anos com os Warriors
Stephen Curry vai tentar o quarto título em cinco anos com os Warriors Getty

Talvez tenha sido por rivalizarem com os bad boys do Detroit Pistons que o Chicago Bulls de Jordan não tenha despertado tanto ódio durante sua dinastia na década de 1990. Ou talvez seja algo dos novos tempos.

Se os torcedores dos rivais históricos e os diretamente envolvidos nas finais não queriam ver o sucesso de Chicago, os outros pareciam satisfeitos em ver a história ser escrita diante de seus olhos.

É claro que a chegada de Kevin Durant ajudou na imagem atual dos Warriors, pois escolher defender um time poderoso meses depois de ter sido vítima dele não é uma decisão muito popular. Mas nunca foi ruim ver Durant jogar, e fica ainda mais bonito nesse Golden State Warriors. E, queira ou não, depois de dois títulos sendo MVP, já é tarde demais para torcer por seu fracasso.

Se o seu problema é com as bolas de três pontos, o time de Steve Kerr também já cansou de mostrar que não é apenas isso. E não é por acaso que seu time aparece no topo de diversas estatísticas ofensivas na temporada regular e playoffs.

Fora a eficiência dentro de quadra, também sobra uma outra história para cativar o torcedor. Se Toronto busca o primeiro título na NBA – e 1º nas principais ligas desde os Blue Jays de 1995 – Oakland pode estar vivendo sua última festa, já que em breve restará apenas os A’s em uma das mais problemáticas cidades dos EUA.

É completamente justo torcer pelo sucesso de Kahwi Leonard, ainda mais pelo que ele fez com a franquia que passou vergonha nos últimos playoffs, mas isso precisa ser diferente de torcer contra o sucesso dos Warriors.

Fonte: Rafael Belattini

Comentários

Por que o sucesso do Golden State Warriors incomoda?

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O problema dos Warriors contra os Raptors, e o problema dos Raptors contra os Warriors

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Fonte: Pedro Suaide

Comentários

O problema dos Warriors contra os Raptors, e o problema dos Raptors contra os Warriors

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

mais postsLoading