Ninguém influenciou o basquete como Stephen Curry

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

 

Ao longo do tempo, o basquete sofreu diversas alterações. Do jogo criado por Dr. James Naismith em dezembro de 1891 até o que vemos atualmente, muita coisa mudou. Do jogo dominado por pivôs até o surgimento de armadores e alas ágeis, a criação das enterradas para o jogo dominado pelos arremessos de longa distância, o basquete evoluiu.

E muitos foram os responsáveis por essa evolução. Bill Russell e Wilt Chamberlain nos anos 60 e 70, Julius Erving nos anos 80, Michael Jordan nos anos 90 e LeBron James no século 21. Entretanto, ninguém influenciou o jogo da mesma maneira que Stephen Curry faz nos dias atuais. 

Sim, as crianças de cada década queriam ser a estrela da sua década como as crianças atualmente querem ser Steph, mas a questão vai além. A influência do “Brinquedinho Assassino” naqueles que estão começando a jogar não se dá por que elas querem apenas dominar o jogo como ele faz, elas querem ter o mesmo nível de diversão. 

É mais fácil se identificar com o “Baby Faced Assassin”, o "Assassino com cara de bebê", do que, por exemplo, com LeBron, um jogador de 2,03 m que domina a parte física de uma maneira que nunca foi vista antes. É mais fácil se identificar com o "pequeno" que faz sucesso entre os gigantes simplesmente por amar o basquete, demonstrar essa paixão em quadra e arremessar de uma maneira completamente diferente do que estávamos acostumados.

Stephen Curry mudou a dinâmica do jogo
Stephen Curry mudou a dinâmica do jogo Getty Images

Apesar do principal legado do Golden State Warriors de Curry ser o jogo coletivo, a primeira coisa que vem à cabeça das pessoas quando se fala na Dinastia Warriors são as bolas de três. E ninguém arremessou com tanta qualidade quanto Steph. Em 2015, a NBA inteira arremessou cerca de 52 mil bolas de três. Nesta temporada, foram cerca de 78 mil arremessos de longa distância, ou seja, um aumento de 26 mil bolas desde que os Warriors foram campeões pela primeira vez sob a batuta de Curry.

Mas, acima de tudo, nunca se fez tanto para parar um único jogador como as defesas tentam fazer com Steph. No Jogo 2 das Finais contra o Toronto Raptors, era possível ver a equipe canadense mandando dois ou até três jogadores para pressionar Curry quando ele ainda tinha a bola na própria quadra, afinal, o camisa 30 dos Warriors é o primeiro jogador da história a ser uma ameaça de qualquer lugar da quadra. 

Não é incomum ver o principal jogador receber uma marcação dupla no início da jogada, mas é inédito ver que o adversário considere o início ainda na quadra oposta e não na sua metade de defesa. Steve Kerr, técnico de Curry e ex-companheiro de Michael Jordan nos Bulls dos anos 90, chegou a afirmar que, nem quando o Detroit Pistons criou as "Jordan's Rules", ele tinha visto defesas criarem esquemas apenas visando parar um único jogador como fazem com Steph. 

A gravidade do armador é o que mais impressiona. Mesmo em jogos que quase não toca na bola, Curry ainda é um dos quem mais tem influência no resultado final. Apenas a ameaça do camisa 30 acertar duas bolas seguidas e entrar no "Modo Supernova" faz com que defesas não tirem o olho dele por um segundo sequer, inclusive dobrando a marcação quando ele recebe a bola, fazendo com que os Warriors joguem em uma espécie de quatro contra três, abrindo espaço para todos os outros brilharem.

E aí entra outro ponto a favor de Steph. É raríssimo alguém com o talento que tem Curry, capaz de ser o único MVP unânime da história da liga, aceitar não ser o cara que faz 30 pontos por jogo para seu time  se sagrar campeão. Praticamente todos os depoimentos de companheiros dos Warriors testemunham a favor do excelente companheiro que ele é, inclusive com Iguodala falando que "fará de tudo para proteger seu legado". Curry legitimamente abre mão da glória individual, até mesmo de um MVP das Finais, que pode vir nessa temporada, pelo sucesso coletivo.
 
E se o argumento é que Stephen é uma aberração da natureza que tem um dom que não pode ser copiado, ele mesmo já deixou claro que não arremessava bem até cerca de uns 12 anos de idade e melhorou na base do treino. E a influência de Curry nos novos jogadores já começa a ser vista. Trae Young é um exemplo de atleta que tem nível de NBA e é uma ameaça de distâncias que sequer eram treinadas antes da chegada de Steph.

O próximo passo é a criação de uma linha de quatro pontos. Seria o testemunho final da influência de Stephen Curry em uma quadra de basquete.

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Começar a temporada em dezembro (para sempre) seria bom para a NBA?

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Rodada de Natal da NBA
Rodada de Natal da NBA Divulgação


A NBA está diante de duas opções para a atual temporada: ou ela não terminará na data prevista, 21 de junho para caso de final em sete jogos, ou terá de reduzir o que falta do campeonato para caber no calendário. É com isso que a liga trabalha no momento, mas talvez a paralisação geral pela pandemia de coronavírus seja grande demais e nenhum desses dois caminhos sejam possíveis. Pensando nisso, o diretor executivo do Atlanta Hawks, Steve Koonin, veio com uma sugestão radical: mudar o período do ano em a temporada da NBA é disputada. Para sempre.

A sugestão parece estranha, mas faz sentido em vários aspectos. Em curto prazo, daria à liga muito mais margem para encerrar o campeonato. Se a próxima edição mantiver seu início para o final de outubro, a atual temporada teria de ser concluída até julho, no máximo chegando a agosto. Isso ainda daria aos jogadores um mês de férias e mais algumas semanas de preparação antes de recomeçar as disputas. Para concluir as disputas em julho ou agosto, os jogos precisariam ser retomados até o final de maio, no máximo no começo de junho. É possível que isso não seja viável.

Por isso, se a próxima temporada começar apenas no final de dezembro, a atual ganharia mais dois meses para ser encerrada, podendo avançar até setembro ou começo de outubro. Pensando no campeonato atual, seria ótimo ganhar essa margem de manobra. O problema é que estouraria na próxima temporada, que teria de se espremer entre o fim de dezembro e o meio de junho. A NBA teria de reduzir a quantidade de jogos na temporada regular ou congestionar o calendário com menos intervalo entre as partidas.

E aí vem a segunda parte do plano de Koonin: fazer da mudança de data algo permanente. A partir de 2020-21, a NBA jogaria entre o final de dezembro e agosto.

A lógica é principalmente econômica. No modelo atual, de outubro a junho, a primeira metade da temporada é ofuscada pela NFL, a reta final da luta pelos playoffs tem de disputar espaço com o March Madness e o mata-mata ocorre simultaneamente ao da NHL (ainda que o basquete seja bem mais popular na maioria das cidades em que as duas ligas estão presentes). Isso não impede a NBA de ser a liga que mais cresce entre as quatro maiores da América do Norte, mas mostra como o potencial poderia ser mais bem aproveitado.

No modelo previsto por Koonin, a liga tem início no meio de dezembro. Teria de concorrer com os bowls do futebol americano universitário e as últimas duas rodadas da temporada regular da NFL, mas é uma época do ano em que a NBA já fincou sua bandeira, sobretudo com a rodada de Natal. Depois disso, a temporada tomaria fôlego em janeiro e fevereiro, quando os playoffs da NFL atraem muito a atenção da mídia, mas várias equipes (leia-se: cidades) já foram eliminadas e seus torcedores não acharão ruim desviar seus olhares para o basquete. Além disso, a reta final da temporada regular e os playoffs disputariam espaço apenas com a temporada regular da MLB e da MLS.

Analisando apenas pelo calendário, parece o plano perfeito. Mas não é. Talvez os jogadores não aceitem perder as férias de verão, transformando isso em um tema de discussão trabalhista, e a possibilidade de disputar os Jogos Olímpicos. Também é preciso ver se haveria problema com a agenda de muitos ginásios, que aproveitam que NHL e NBA terminam em junho para receber a temporada de verão de shows e eventos em geral. E, como toda mudança cultural, essa talvez sofresse rejeição dos mais tradicionalistas.

De qualquer modo, é uma proposta das mais ousadas. E a NBA está abertamente estudando caminhos para melhorar ainda mais sua média de público e sua audiência na TV. Não apenas pela paralisação causada pelo coronavírus, mas porque quer aproveitar ainda mais seu potencial.

Fonte: Ubiratan Leal

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Enquanto a NBA não volta... os cinco melhores jogos de LeBron na temporada

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto
LeBron e Giannis em Lakers x Bucks
LeBron e Giannis em Lakers x Bucks Getty

O mundo do esporte aguarda, dia após dia, pela volta dos esportes. Mas enquanto estamos em casa, fazendo nossa parte no combate ao novo coronavírus... nos resta apenas a saudade da temporada da NBA.

E pra acabar - um pouco - com a falta que sentimos do melhor basquete do mundo, por que não relembrar o que o 'Papai' fez de melhor até agora? Então, aqui vai: os cinco melhores jogos de LeBron James na temporada em que ele colocou o Los Angeles Lakers de volta na briga pelo topo da NBA!

5 - Los Angeles Clippers 103 x 112 Los Angeles Lakers


         
     

Os números de LeBron: 28 pontos, 9 assistências e 8 rebotes

Dias antes da pausa da temporada, LeBron e os Lakers deram a maior demonstração de força que poderiam: vitórias seguidas contra Bucks e Clippers.

Contra o rival de Los Angeles, que chegou com seis vitórias consecutivas para a partida, LeBron contou com 30 pontos de Anthony Davis e 24 de Avery Bradley para garantir a vitória. A jogada mais importante aconteceu com 40 segundos para o fim, quando o camisa 23 fez a cesta, levou a falta e abriu 12 pontos de vantagem para os Lakers no placar - e ainda ouviu gritos de 'MVP!' ao pisar na linha do lance livre.

Era o ponto de exclamação no melhor final de semana de LeBron com os Lakers - depois de duelos contra o MVP, Giannis Antetokounmpo, e o MVP das Finais, Kawhi Leonard.

4 - Denver Nuggets 116 x 120 Los Angeles Lakers


         
     

Os números de LeBron: 32 pontos, 14 assistências e 12 rebotes

Para recuperar o respeito na conferência, você precisa passar pelos principais rivais. E foi isso que LeBron e os Lakers fizeram em Denver pouco antes do All-Star.

Os Nuggets somavam seis vitórias em sete jogos, mas LeBron deu uma prévia do que veremos (assim esperamos) nos playoffs: 32, 14, 12 e a vitória na prorrogação.

3 - Dallas Mavericks 110 x 119 Los Angeles Lakers


         
     

Os números de LeBron: 39 pontos, 16 assistências e 12 rebotes

Os Lakers começaram a temporada mostrando do que eram capazes. E LeBron deu show no duelo contra Luka Doncic - os dois terminaram o jogo, decidido na prorrogação, com triplos-duplos.

Los Angeles venceu o tempo extra por 16 a 7, e LeBron, sozinho, fez nove pontos - a incrível bola de três com 1:31 para o fim deu uma vantagem de sete pontos para os Lakers e basicamente garantiu a vitória em Dallas.

2 - Los Angeles Lakers 118 x 109 New Orleans Pelicans


         
     

Os números de LeBron: 40 pontos, 6 assistências e 8 rebotes

Bem-vindo à NBA, Zion Williamson. 

Foi no primeiro duelo contra o calouro que LeBron fez sua melhor marca na temporada: 40 pontos. Aos 35 anos, ele mostrou que ainda é a grande referência da NBA - dias depois, depois de outro jogo contra os Pelicans, LeBron deixou claro que quer passar tudo que sabe para a nova geração da liga; Zion entre eles.

Mas jogando em Los Angeles, o camisa 23 também deixou claro que não passou o bastão.

1 - Los Angeles Lakers 113 x 103 Milwaukee Bucks


         
     

Os números de LeBron: 37 pontos, 8 assistências e 8 rebotes

Falando em passar o bastão, a vez de Giannis Antetokounmpo está chegando... mas ainda não chegou.

Os Bucks têm a melhor campanha da NBA, o grego é o atual MVP, mas foi LeBron quem comandou o espetáculo em Los Angeles.

Entre gritos de 'MVP' da torcida e jogadas em que precisou marcar Giannis, LeBron liderou a vitória que encerrou a seca de playoffs dos Lakers depois de sete anos. E ele ainda reacendeu a discussão sobre a briga pelo prêmio de jogador mais valioso da temporada.

Nada mal para um ala de 35 anos que está em sua 17ª temporada, não acham?




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Quais ligas americanas potencialmente sofrerão mais os impactos do coronavírus

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


Champions League com portões fechados, Six Nations com jogos adiados, Campeonato Italiano suspenso no mínimo até abril, Masters de Indian Wells cancelado. O mundo do esporte tem cortado na carne para lidar com a epidemia de coronavírus. Nas grandes ligas norte-americanas, a NBA foi a primeira: anunciou a suspensão da temporada até segunda ordem. Além disso, as autoridades de Seattle e San José proibiram eventos que reúnam milhares de pessoas nas suas cidades.

É questão de tempo para que medidas como essas sejam anunciadas em outras ligas nos EUA. E, no momento entre eu escrever esse texto e você lê-lo, é bem possível que haja já novidades. De alguma forma, todas serão atingidas. Mas em quais os impactos seriam maiores?

A resposta precisa não existe, pois ainda não se sabe qual será o ciclo da epidemia, principalmente a quantidade de pessoas infectadas e o tempo até ela ser controlada. Ainda assim, dá para estimar quais têm mais potencial para lidar com isso sem tantos problemas e quais sofreriam mais.

Veja abaixo, na ordem da que potencialmente sentiria menos para a que sentiria mais.

NFL e futebol americano universitário

A temporada do futebol americano, seja o profissional, seja o estudantil, tem seu início apenas em agosto e setembro. Se as medidas de controle dos Estados Unidos forem eficientes agora em março, é possível que o pico da epidemia já tenha passado no segundo semestre e já seja seguro realizar jogos com portões fechados ou com limitação na venda de ingressos.

O Kansas City Chiefs, atual campeão da NFL, talvez consiga abrir a temporada na data prevista
O Kansas City Chiefs, atual campeão da NFL, talvez consiga abrir a temporada na data prevista Getty

Na NCAA, haveria um grande impacto na temporada da primavera, quando as equipes fazem a triagem de jogadores e treinam (em alguns casos, com grandes públicos -- e faturamento com bilheteria -- nos estádios) para a temporada regular. Seria uma perda de receita considerável e os times talvez tivessem uma preparação prejudicada, mas os jogos oficiais em si talvez fossem realizados sem tantos problemas.

Na NFL, a pré-temporada é bem mais curta e mesmo ela poderia escapar do período mais sério da pandemia. O problema maior seria no draft, programado para 23 a 25 de abril em Las Vegas. É bem possível que o evento seja realizado sem público ou mesmo ser realizado remotamente, com cada time trabalhando dentro de seus escritórios e os jogadores aguardando seus nomes vendo a TV de casa. 

Ainda assim, a elite do futebol americano profissional e universitário ficaria longe do olho do furacão.

MLB

A Major League Baseball está prestes a começar. A pré-temporada está rolando e o início da temporada regular está marcado para 26 de março. É óbvio que o início da temporada será impactado, pois ocorrerá (ou deveria ocorrer, o tempo verbal pode mudar rapidamente) bem no momento em que os norte-americanos estão tomando as medidas mais drásticas para evitar o aumento da epidemia. E isso não é pouca coisa, pois o Opening Day é um dos dias mais importantes no calendário da MLB, com todos os estádios cheios e calendário feito para o beisebol dominar o dia na TV americana.

Fenway Park, casa do Boston Red Sox, em um Opening Day
Fenway Park, casa do Boston Red Sox, em um Opening Day Getty

Isso posto, a MLB teria muita capacidade de absorver o “fechamento” dos EUA (as pessoas ficarem prioritariamente em casa, só atividades fundamentais funcionarem normalmente) se ele durar dois ou até três meses. A temporada regular tem 162 jogos e há poucos dias livres para remarcar eventos adiados, mas não é preciso refazer a tabela inteira. Como os times podem jogar vários dias seguidos sem problema, é bem possível realizar uma temporada regular de 90 a 100 jogos em quatro meses ou de 80 jogos em três meses. Seria um campeonato legítimo pela grande amostragem de jogos e que chegaria aos playoffs em outubro, quando talvez não haja tantas restrições a grande aglomerações.

E o Opening Day? Bem, a MLB deve adiar o início da temporada. Mas ela começaria seus jogos quando fosse seguro realizá-los com portões fechados ou apenas quando houver condições para venda de ingressos? Para preservar o imaginário da abertura da temporada do beisebol, a liga teria bons motivos para esperar o momento em que poderá vender ingressos. Dependendo do caso, até poderia ser um marco sentimental ao público americano do “momento em que as pessoas voltarão a sair de casa”.

MLS

O cenário é semelhante ao da MLB. A temporada teve duas rodadas realizadas e talvez tenha de suspender a temporada por um tempo. Ainda assim, ela tem como absorver sem tantos traumas. Por exemplo, na temporada regular os times se enfrentam em ida e volta dentro de suas conferências e em ida com dez times da outra conferência. Dependendo de quanto tempo durar o “fechamento” dos EUA, bastaria adaptar a tabela e excluir os jogos interconferências, o que reduziria o calendário das equipes em dez jogos e manteria a legitimidade esportiva da classificação para os playoffs. 

A MLS só não tem um cenário tão confortável quanto a MLB porque teria boa margem para absorver só dois meses de interrupção. Mais que isso, precisaria ganhar outras datas, eventualmente cancelando a US Open Cup (Copa dos EUA), reduzindo o intervalo entre jogos no segundo semestre ou mesmo cortando uma fase dos playoffs.

NHL

Minutos depois de a NBA anunciar a interrupção da temporada, a NHL emitiu um comunicado dizendo que estava ciente do ocorrido no basquete, que consultaria especialistas e avaliaria as opções, eventualmente apresentando alguma novidade nesta quinta. Quando você ler esse texto, talvez a temporada já tenha sido suspensa também.


A situação na NHL tem uma ligeira vantagem sobre a NBA por ter uma presença canadense muito mais forte. Não apenas na quantidade de times na parte norte da fronteira, mas também do número de fãs. O canadense gasta mais que o dobro com a NHL que o americano. E a situação no Canadá é, por enquanto, mais controlada do que nos EUA (117 casos confirmados de covid-19, contra 1.312).

Ainda assim, a NHL teria um problema sério a resolver: uma interrupção neste momento afetará duramente a reta final da temporada regular e os playoffs (previstos para começar em 8 de abril). Se a temporada for suspensa, possivelmente os playoffs serão empurrados para frente, com possibilidade de realizar alguns jogos -- sobretudo nas primeiras fases -- com portões fechados e até reduzir as séries para acelerar a decisão, saindo do melhor de sete jogos para melhor de cinco ou mesmo melhor de três. Ainda assim, a decisão poderia ficar para o meio do verão e talvez atrasasse o início da próxima temporada para respeitar um período mínimo de férias dos jogadores.

Tecnicamente não há problemas em jogar no gelo no meio do verão, mas certamente a liga gostaria de evitar esse cenário.

NBA

Cenário muito parecido com o da NHL. As temporadas são quase simultâneas, com o basquete ficando uma semana e meia atrasado: os playoffs estão programados para começar em 18 de abril e terminar em 21 de junho. Isso pode fazer diferença na hora de acomodar a reta final da temporada no calendário após a retomada dos jogos, pois poderia invadiria o draft, programado para 25 de junho, e os Jogos Olímpicos, que devem ser adiados, mas ainda têm 24 de julho como data oficial de abertura.

Se isso acontecer, a NBA dará uma banana ao COI e a Olimpíada que se vire sem os jogadores da liga norte-americana. Mas também será um cenário desconfortável para o basquete e que poderia afetar o início da próxima temporada, como no caso da NHL.

XFL

A XFL teve uma temporada mal sucedida em 2001 e esperou 19 anos para retornar. Tudo para planejar direito e ter o cenário de mídia, torcida e investidores adequado para prosperar. O início da nova tentativa é oscilante, com média de público e de audiência de TV aceitáveis, mas sem convencer completamente. Até porque a sensação é de que as arquibancadas estão mais vazias do que indicam os borderôs de alguns jogos.

Tudo o que a XFL não precisa é de uma interrupção de sua temporada -- ou partidas de portões fechados -- justo quando chegaria na sua reta final e a atenção do público poderia aumentar. Em um cenário pessimista, isso poderia ser fatal para o futuro da liga, mas o mais realista é imaginar que pode tirar o embalo e prejudicar a temporada quando for reiniciada. Ou talvez nem seja encerrada e a edição de 2021 se transforme no retorno definitivo da XFL.

Basquete universitário

É o caso mais dramático. A temporada está nos playoffs de conferência, que ajudam a definir os times que disputarão o torneio que define o campeão nacional. A NCAA resiste em interromper seu calendário e anunciou que essa etapa será realizada com portões fechados, no máximo alguns familiares de jogadores terão permissão para acompanhar as partidas nos ginásios.

Wisconsin enfrenta North Carolina no March Madness
Wisconsin enfrenta North Carolina no March Madness Getty

Já há muita contestação sobre essa decisão, mas se tornará insustentável no March Madness. O supermata-mata do basquete universitário é um dos principais eventos do calendário esportivo americano, gerando bilhões de dólares. Realizar o torneio com portões fechados seria uma perda imensa de faturamento e de imagem, pelos jogos frios diante de assentos vazios. Adiá-lo seria complicado pois poderia cair para o período de final de ano letivo para os jogadores-estudantes e ainda prejudicar a preparação de muitos para o draft da NBA.

Há quem considere a possibilidade de a temporada terminar sem que se defina o campeão nacional.

Fonte: Ubiratan Leal

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LeBron James se transforma e ser coroado como rei é a comprovação da grandeza de um gênio

Leonardo Sasso
Leonardo Sasso

Quando Kyle Kuzma pegou a coroa imaginária e a colocou sobre a cabeça de LeBron James, o vídeo viralizou. Num ato simbólico, mas de extremo valor. A imagem mostra o que todos devem fazer a LeBron, venerar um dos maiores da história.

Os Lakers venceram a primeira partida sobre os rivais, Clippers, após duas derrotas. LeBron jogou com gana, como não faz sempre em jogos de temporada regular. Queria dar um recado. Deu. Ao lado de Anthony Davis, mostrou a Kawhi Leonard, Paul George e companhia que a disputa pelo Oeste será árdua.

Foram 28 pontos, sete rebotes e nove assistências em 35 minutos. LeBron continua sendo o rei da NBA e não será destronado por mais que não vença esse título.

Mas o Rei se transformou. Não é aquele mesmo cestinha implacável dos tempos de Cleveland, ainda na sua primeira passagem. Não é aquele mesmo jogador que buscava um título a todo custo no Miami Heat. Também não é aquele jogador já estrelado que voltou para casa para dar alegrias ao seu povo na segunda passagem pelos Cavs.

LeBron agora busca reerguer uma franquia histórica. Quer colocar os Lakers novamente no topo, como seu “irmão” Kobe fez várias vezes. E sei que o legado mítico do Black Mamba está junto com James.

A maior prova da transformação de LeBron é a sua função em quadra. Ele continua sendo o líder, o jogador mais decisivo, mas envolve muito mais os companheiros do que antes. James tem tido médias de 10.6 assistências por jogo, maior marca da carreira. Ele aceitou o papel de armador da equipe, algo que não havia topado antes, por mais que suas características caminhassem para isso.

E como líder, transforma os Lakers. Tem ao seu lado, talvez o jogador mais complementar que já teve em toda a sua carreira. Davis está no auge, algo um pouco diferente do que viveu com Dwayne Wade e Chris Bosh. E a dupla tem dado muito certo!

LeBron James é a vitória, a conquista e a busca incessante pelo sucesso em carne e osso, representado aos olhos de todos. Nos resta venerá-lo. Kuzma, parabéns, seu ato é o que cada um de nós deveria fazer.

[]

Fonte: Leonardo Sasso

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LeBron não é o MVP, mas deixa cada vez mais claro quem é o melhor jogador do mundo

Pedro Suaide
Pedro Suaide


O prêmio de MVP (Jogador Mais Valioso) da NBA é confuso e quase sempre vai gerar discussão. Quem deve ganhar? O jogador que tem maior valor para seu time, o melhor jogador na melhor equipe, o que tem os melhores números... Em algumas vezes, como com Curry em 2016, um jogador preenche todos esses inúmeros requisitos e não temos dúvidas sobre o premiado. 

O que faz Giannis Antetokounmpo é incontestável, e ele deveria ser eleito MVP com uma boa margem de vantagem, pois está tendo uma das melhores temporadas regulares de todos os tempos. Entretanto, o fato de LeBron James gerar uma discussão já é um mérito gigantesco.

O camisa 23 dos Lakers conhece o funcionamento da NBA como nenhum outro atleta em atividade. Ele sabe quais jogos são mais importantes, sabe como se preparar para os playoffs e também o que falar nas entrevistas... E com isso consegue construir uma narrativa a seu favor com um domínio que Giannis ainda não tem - e talvez nunca tenha. Ele joga xadrez enquanto o resto da liga joga damas.

Usando esse conhecimento, e atuando em altíssimo nível, LeBron 'quebrou tudo' no final de semana mais importante da temporada regular. Na sexta-feira, encarou o melhor time da NBA e bateu o grego. 37 pontos, 8 rebotes e 8 assistências. Segurou Giannis para apenas 7 pontos e 2 arremessos certos em 8 tentados quando o marcava. 

Domingo o adversário foi o Los Angeles Clippers, time que havia derrotado os Lakers duas vezes na temporada. E aí LeBron, com 28 pontos, 9 assistências e 7 rebotes, mandou outro recado. Mostrou que não existe isso deste duelo ser um 'encaixe ruim' para os Lakers, superou Kawhi Leonard e deixou claro que seu time é sim favorito caso eles se encontrem nos playoffs.

Em seu 17º ano na Liga, fazendo seus 58º e 59º jogos da temporada, contra os outros dois melhores times da liga, LeBron foi soberano contra o atual MVP e o atual MVP das Finais. Como?

Jogando como armador, abusou de sua inteligência. Mostrou como ler onde a defesa adversária vai sofrer, que é o companheiro de equipe ideal e foi agressivo. Arremessou da linha do lance livre três vezes mais do que sua média, garantindo pontos fáceis. Defendeu jogadores do mais alto nível e conseguiu diminuir seus ritmos. E tudo isso nos jogos que, até agora, nos jogos mais esperados, assistidos e discutidos - e ele sabia que seriam esses.

Giannis Antetokounmpo é o MVP da NBA com todos os méritos do mundo, mas LeBron deixa claro que não existe jogador de basquete melhor ou mais inteligente do que ele. E é isso que campeões têm.

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Premier League vai criar seu Hall da Fama. E como eles são nas ligas americanas?

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Hall da Fama do futebol americano universitário
Hall da Fama do futebol americano universitário Getty

Um local para celebrar o Campeonato Inglês e os craques que ajudaram a torná-lo a melhor liga doméstica do mundo. A Premier League anunciou nesta quinta que criará seu Hall da Fama, com lançamento oficial e detalhes do projeto marcados para 19 de março -- quando também serão anunciados os dois primeiros imortais e a lista de jogadores que serão submetidos a voto popular para engrossar a turma inaugural.

A entidade não informou qual o método utilizado para a definição dos dois primeiros membros do Hall da Fama, tampouco se o voto popular será o método de escolha apenas nesse momento ou se será mantido para o futuro. De qualquer modo, esse é um elemento fundamental para um projeto como esse, pois a dificuldade de ser imortalizado ajuda a valorizar quem consegue entrar nesse local reservado para poucos. E isso não costuma rimar com “voto popular”, em que clubismo e apreço pessoal podem ofuscar a avaliação do que o jogador realmente representou.

Nos Estados Unidos, há Halls da Fama para todas as ligas americanas. Ainda que a maioria não seja específico da liga principal (o da Nascar é exceção), mas da modalidade como um todo, na prática ele serve como museu da NFL, da MLB, da NBA ou da NHL. Todos esses espaços adotam sistemas bastante rígidos de aceitação de novos membros. Mesmo que isso signifique deixar ídolos de diversas torcidas e jogadores de talento e currículo inquestionável de fora.

Veja como cada uma delas faz para definir os novos imortais (inclui apenas os critérios para jogadores. Para treinadores, dirigentes e outros profissionais os critérios variam bastante):

NFL

Nome: Pro Football Hall of Fame
Local: Canton (Ohio, EUA)
Inauguração: 1963
Jogadores imortalizados: 299
Quem é elegível: jogadores que se aposentaram há cinco anos
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Charles Haley, Jerry Kramer, Andre Reed, Bob Kuechenberg

O Comitê de Seleção é formado por 48 jornalistas com atuação em todas as cidades com franquias da NFL. Eles recebem sugestões de candidatos enviadas por torcedores comuns e colaboradores. A partir daí, é elaborada uma lista de 25 nomes, depois reduzida para 18. Membros do Comitê de Seleção se reúnem para votar, e apenas quem receber voto de pelo menos 80% dos eleitores é imortalizado.

MLB

Nome: National Baseball Hall of Fame and Museum
Local: Cooperstown (Nova York, EUA)
Inauguração: 1939
Jogadores imortalizados: 267
Quem é elegível: jogadores que participaram de dez ou mais temporadas na MLB e que se aposentaram há cinco anos
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Ozzie Smith, Mark McGwire, Curt Schilling, Barry Bonds, Roger Clemens

Um comitê da BBWAA (Associação dos Repórteres de Beisebol da América) divulga uma cédula a cada ano com os candidatos. A lista inclui jogadores que se aposentaram há cinco temporadas e ex-jogadores que não foram eleitos nos anos anteriores. Os eleitores são membros da BBWAA que cobrem a MLB diariamente há dez anos ou mais e só é permitido votar em até dez jogadores por cédula. Os jogadores que receberem 75% ou mais dos votos são imortalizados. Os que receberem entre 74,9 e 5,1% são mantidos para a eleição do ano seguinte. Quem ficar com 5% ou menos dos votos é excluído. Cada ex-jogador tem dez chances de ser eleito. Se não for imortalizado nesse período, é retirado da votação. Quem não foi eleito pode acabar imortalizado por comitês especiais formados por ex-jogadores, mas é um processo mais difícil por ter de concorrer com outros profissionais do beisebol (dirigentes, treinadores etc).

NBA

Nome: Naismith Memorial Basketball Hall of Fame
Local: Springfield (Massachusetts, EUA)
Inauguração: 1959
Jogadores imortalizados: 154
Quem é elegível: ex-jogadores que se aposentaram há três anos ou mais
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Shawn Kemp, Tim Hardaway, Rebecca Lobo, Chris Webber, Toni Kukoc

É o mais global dos salões da fama dos esportes americanos. Além das estrelas da NBA, o Naismith Memorial também celebra os grandes nomes do basquete internacional, casos dos brasileiros Oscar, Ubiratan e Hortência. Por isso, há quatro comitês que avaliam potenciais homenageados: América do Norte, basquete feminino, basquete internacional e veteranos. Os candidatos são avaliados e, a partir da quantidade de indicações que receberem, vão para o Comitê de Honra, formado por 24 membros. O ex-jogador é eleito se tiver 18 votos (75%) desse comitê.

Oscar em seu discurso de entrada no Hall da Fama do basquete
Oscar em seu discurso de entrada no Hall da Fama do basquete Getty

NHL

Nome: Hockey Hall of Fame / Temple de la renommée du hockey}
Local: Toronto (Canadá)
Inauguração: 1943
Jogadores imortalizados: 284
Quem é elegível: jogadores que não participam de uma partida internacional há três anos ou mais
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Kevin Lowe, Doug Wilson, Grant Fuhr, Alexander Mogilny

Teoricamente, é um espaço para o hóquei no gelo como um todo, mas o foco (que virou motivo de crítica) é na NHL. Todo ano, cada um dos 18 membros do comitê de seleção -- formado por membros do Hall da Fama, jornalistas e dirigentes -- apresenta um nome de possível membro do Hall da Fama. Os candidatos são submetidos a votação de todo o comitê e são aprovados se receberem 75% dos votos. São imortalizados no máximo quatro ex-jogadores por ano.

Futebol americano universitário

Nome: College Football Hall of Fame
Local: Atlanta (Georgia, EUA)
Inauguração: 1978
Jogadores imortalizados: 997
Quem é elegível: jogadores que já foram eleitos para a seleção da temporada e que deixaram o futebol americano universitário há dez anos no mínimo e 50 anos no máximo
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Joe Montana, Drew Brees e Derrick Thomas

Como a rotatividade dos jogadores universitários é grande (cada um fica no máximo quatro anos antes de se profissionalizar), a quantidade de jogadores que marcaram o futebol americano da NCAA é imensa, mas representa apenas 0,02% de todos que já atuaram. Além disso, torna sem sentido cláusulas como número mínimo de temporadas para um ex-jogador ser elegível. Antes, era necessário que o jogador tivesse concluído seu curso, mas essa cláusula já foi derrubada. Membros da National Football Foundation selecionam os jogadores a cada ano.

NASCAR

Nome: Nascar Hall of Fame
Local: Charlotte (Carolina do Norte, EUA)
Inauguração: 2010
Pilotos imortalizados: 35
Quem é elegível: pilotos com dez temporadas disputadas na Nascar e aposentados há pelo menos três anos
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Mike Stefanik e Neil Bonnett

O Hall da Fama da Nascar não homenageia apenas a Cup Series, principal divisão da categoria, mas todas as competições sancionadas pela entidade, da Xfinity Series até corridas em circuitos de terra. Como a quantidade de atletas des destaque é muito menor do que em esportes coletivos, a Nascar consegue evitar grandes polêmicas de nomes deixados de fora. Um comitê de 20 membros (incluindo historiador da categoria, membros da entidade e donos de circuitos) elaboram uma lista de candidatos a cada ano. A relação é submetida a um comitê eleitoral formado por 48 pessoas, entre jornalistas, ex-pilotos, ex-donos de equipes, ex-chefes de equipe, o atual campeão da Cup Series e até um voto dos torcedores (coletado via internet). Os cinco mais votados são eleitos.

Fonte: Ubiratan Leal

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Premier League vai criar seu Hall da Fama. E como eles são nas ligas americanas?

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O maior beneficiado de um Rockets revolucionário é o ‘novo’ Westbrook

Leonardo Sasso
Leonardo Sasso

Quando o Houston Rockets trocou Clint Capela, seu principal pivô, por Robert Covington, um ala de 2,06m, muita gente não entendeu. A ideia era bem clara: espaçar a quadra e fazer o que Mike D’Antoni mais gosta, um arsenal de bolas de 3 pontos.

Parecia que isso não daria certo, ainda mais se contar que PJ Tucker, de “apenas” 1,96m, seria o pivô da equipe. Mas isso não se comprovou até agora. Em 7 jogos com Covington na equipe titular e com Tucker no garrafão, os Rockets têm 5 vitórias e duas derrotas. Uma por um ponto, para o Utah Jazz, com um arremesso no estouro do cronômetro de Bojan Bogdanovic, e a outra em que tudo deu errado contra o Phoenix Suns.

Os Rockets enfrentam o Memphis Grizzlies nesta quarta-feira, a partir das 22h00, com transmissão da ESPN e WatchESPN.

As equipes têm tido dificuldades principalmente na defesa contra os Rockets. Dobrar a marcação em Harden pode ajudar a diminuir o impacto do “Barba”, mas libera espaço para outros quatro jogadores arremessarem de qualquer lugar. Ou pelo menos três deles, já que Russell Westbrook é quase nulo em arremesso de longa distância.

Mas é aí o ponto em que o armador que passou 11 temporadas no Oklahoma City Thunder mais se beneficia do novo esquema. Ninguém tem tido tanta melhora após o esquema do que Westbrook.

Com a quadra espaçada, Westbrook tem mais liberdade para infiltrar e dificilmente recebe a marcação dupla, já que esse esforço vai todo para Harden. Mesmo aos 31 anos, continua com muita vitalidade e sendo um dos jogadores mais rápidos e imparáveis da NBA.

Em janeiro, os Rockets foram até apelidados de “time do Westbrook” e não mais de Harden, que sofreu com marcações ferrenhas e uma queda nos aproveitamentos em quadra.

Desde o 1º dia do ano, os números de Westbrook dentro do garrafão subiram. Em 2019, 40,9% dos seus arremessos eram dentro da zona pintada, número que alavancou para 52% em 2020. O aproveitamento também melhorou. Se antes acertava 57,7% deles, agora está em 63,4%.

Westbrook pode receber na “boca” do garrafão e ali é praticamente letal. Pode pular para um arremesso de média distância, infiltrar ou se perceber o garrafão congestionado, abrir para um dos jogadores do perímetro. O armador melhorou o seu jogo e consequentemente os Rockets melhoraram.

Westbrook melhorou muito em 2020
Westbrook melhorou muito em 2020 Getty

As defesas não sabem o que fazer. Se PJ Tucker é o pivô, mas joga aberto, não faz sentido um pivô marcá-lo. Contra o Jazz, por exemplo, Rudy Gobert, de 2,16m, marcou Westbrook em muitas jogadas. Resultado: 39 pontos e 18-33 nos arremessos, sendo apenas duas bolas chutadas de 3.

Nos 5 jogos em que atuou com Covington de titular, Westbrook teve médias de 34,2 pontos, com incríveis 55,8% nos arremessos.

Ninguém se beneficiou mais do super “small ball” dos Rockets que o  “novo” Westbrook, que agora evita arremessos de 3 pontos. Mas será que o nível vai continuar e ele vai ajudar Harden na missão de levar Houston a surpreender as franquias de Los Angeles?

Fonte: Leonardo Sasso

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NHL: funcionário da manutenção vira goleiro de última hora e fica com a vitória

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
David Ayres
David Ayres Getty Images

David Ayres ama hóquei e podia se dar por feliz por trabalhar em torno de seu esporte favorito. Ele atuou como goleiro na juventude, mas não teve oportunidade de se profissionalizar. Em 2004, teve de passar por um transplante de rim e a possibilidade de seguir uma carreira se tornou ainda mais remota. Por isso, trabalhar no setor de manutenção e como piloto de zamboni do Toronto Marlies, time de ligas menores, já estava muito bom. Até porque esse emprego o permitia ter uma ou outra chance de entrar como goleiro em alguns treinos da equipe. Aos 42 anos, já era mais contato com o hóquei no gelo profissional do que poderia esperar.

Havia uma questão, porém. Por essa atividade com os Marlies, Ayres estava listado como goleiro de emergência nas partidas em Toronto dos Marlies e dos Maple Leafs.

Goleiro de emergência? Para quem acompanha a NHL, já é um conceito bastante conhecido, mas a explicação simplificada vai para quem ainda não segue -- sugestão: siga! -- o hóquei no gelo.

Se algum goleiro se machuca durante uma partida, o goleiro reserva entra no gelo, lógico. Para esse time não ficar sem nenhuma opção no banco, o goleiro de emergência é chamado de urgência para ir à partida, assina um contrato de um dia (US$ 500 e a camisa com seu nome) e fica como terceiro goleiro. Cada equipe tem um goleiro de emergência listado, e ele pode ser chamado a qualquer momento, para defender qualquer equipe. Basta precisar.

Normalmente esse goleiro de emergência é um veterano que atuou na posição no ensino médio e, no máximo, em ligas menores ou universitárias e toca sua vida comum, com um emprego qualquer. Mas, como teve experiência em algum momento da vida, é mais qualificado para atuar no gol do que improvisar um jogador de linha que vai comprometer tecnicamente e ainda pode se machucar.

Quase nunca dá em nada. O goleiro de emergência fica lá esperando, o reserva que entrou fica no gelo até o final e pronto. Mas no confronto entre Maple Leafs e Carolina Hurricanes deste sábado, o goleiro titular dos Hurricanes machucou, o reserva entrou e também se machucou. Ou seja, Ayres teve de jogar de verdade. A situação foi tão inusitada que o goleiro entrou com a camisa dos Hurricanes, mas usando a calça dos Maple Leafs (seu time de coração) e capacete dos Marlies. 

O goleiro de última hora tomou dois gols nos dois primeiros chutes em direção a seu gol. A tensão cresceu no banco e na torcida dos Hurricanes, mas Ayres se recuperou e pegou todas as finalizações dos Leafs até o final da partida, ficando como goleiro vencedor nos 6 a 3 dos Canes.

Com isso, Ayres se tornou o goleiro mais velho a estrear com vitória na NHL, o segundo jogador mais velho a estrear na história da NHL e o primeiro goleiro de emergência a ser creditado com a vitória na história da NHL.

O veterano foi bastante festejado nos vestiários do Carolina. Recebeu banho de cerveja e foi apontado pelo técnico Rod Brind’Amour como o herói da partida.


A aventura de Ayres na NHL parou por aí. Ele confirmou que não tem pretensão de se apresentar para algum tipo de teste e buscar um contrato profissional. De qualquer forma, vai entrar no folclore dos Hurricanes. A franquia anunciou que vai colocar à venda uma camisa com seu nome, com o lucro sendo direcionado ao goleiro e a alguma instituição que trabalhe com vítimas de problemas renais.

Fonte: Ubiratan Leal

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Kyrie Irving não deveria nem ter entrado em quadra na temporada

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco


Quando o Brooklyn Nets assinou com Kyrie Irving e Kevin Durant na pré-temporada, a franquia sabia que o segundo estava fora de toda a temporada. Mas sabia, também, que o primeiro é um dos jogadores que mais sofre com lesões e não estava 100% desde o começo do ano.

O objetivo dos Nets com essas assinaturas é claro: vencer a NBA. Também é claro que isso não seria possível já na primeira temporada. Apenas com Kyrie e o atual elenco de apoio, Brooklyn não teria condições de vencer a NBA.

Kyrie entrou na temporada com uma lesão no ombro e jogou as primeiras partidas no sacrifício. Ela se agravou em 16 de novembro e o armador ficou fora até 10 de janeiro, quando retornou às quadras diante do Atlanta Hawks. 

Em 1º de fevereiro voltou a sentir a lesão e, na última quinta-feira, a equipe anunciou que Kyrie passará por uma cirurgia e está fora da temporada.

Kyrie Irving com a camisa do Brooklyn Nets
Kyrie Irving com a camisa do Brooklyn Nets Getty

A realidade é que Irving nunca deveria ter entrado em quadra nesta temporada. Com a ausência de Durant e a impossibilidade de ser campeão, a equipe deveria ter deixado Kyrie se recuperar plenamente da lesão no ombro, esperado o próximo ano e, aí sim, apostado suas fichas na dupla.

Kyrie já basicamente não participou da temporada, foram apenas 20 dos 82 jogos disputados. Com isso, vimos a ascensão de um jogador improvável: Spencer Dinwiddie.
O armador dos Nets se mostrou uma das grandes surpresas da temporada e capaz de liderar o time a uma campanha razoável e com ótimos números.

Com Kyrie e Durant ausentes, o Nets evitaria uma pressão desnecessária, deixaria seus jogadores se desenvolverem ainda mais e teria suas duas estrelas plenamente recuperadas para 2020/2021, quando realmente interessa.  Agora, terá que lidar com mais uma crise, mais questionamentos sobre a saúde de seu armador e, principalmente, se ele pode ser confiável na hora que o Nets irá precisar.  Bastava ter deixado de fora.

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James Harden não é um defensor ruim, muito pelo contrário

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    



No último domingo, após o All-Star Game, Giannis Antetokounmpo falou que a estratégia de sua equipe no período final foi sempre procurar quem estava marcado por James Harden e atacar a, em teoria, fraca defesa do armador do Houston Rockets.

Como é possível ver no vídeo abaixo, a estratégia de Giannis e seus companheiros não foi eficiente. Não só a equipe de LeBron saiu vitoriosa como quem atacou Harden teve muitas dificuldades para pontuar. E isso se dá pelo fato de que, não, James Harden não é um defensor ruim.


         
    



Harden não é nenhum Kawhi ou Draymond Green no lado defensivo da quadra, mas passa longe de ser o péssimo defensor que se tem a percepção. Por conta de vídeos de três ou quatro temporadas atrás, quando Harden realmente tinha mais problemas defensivos, criou-se a imagem de Harden como um péssimo defensor.

Nos últimos anos, porém, o camisa 13 dos Rockets tem evoluído bastante no quesito. Por conta de sua força na parte inferior do corpo, Harden é um excelente defensor no poste baixo.


         
    



Inclusive, segundo dados da Second Spectrum, departamento de estatísticas avançadas, foram 55 tentativas de arremesso de adversários nesta situação contra Harden e apenas 13 acertos, um aproveitamento de 23,6%.
A menor marca de alguém que defendeu, no mínimo, 25 arremessos nesta temporada. Os 55 arremessos, aliás, são a segunda maior marca de tentativas contra um defensor, atrás apenas das 63 contra Rudy Gobert.

Harden é um defensor de poste de elite
Harden é um defensor de poste de elite Tim Warner/Getty Images

Mas não é só no poste baixo que Harden tem se mostrado um bom defensor. O armador também tem uma ótima leitura de passes e tem 2,9 desvios por jogo, 15ª maior marca da liga e muito semelhante aos números de Draymond Green, que tem exatamente 3. O líder da liga no fundamento é Jrue Holiday, com 4,3 desvios por partida.

O armador também é o décimo em roubos de bola por jogo com 1,6 por partida, mesmo número de Anthony Davis, Chris Paul e Marcus Smart. Por fim, outra estatística avançada joga a favor de James Harden.

Defensive win shares é a estatística que mede quantas vitórias um jogador adicionou a sua equipe na temporada única e exclusivamente por sua defesa. O número de James Harden é 2,2, o 26º da liga e empatado com nomes como Chris Paul e Jimmy Butler, defensores reconhecidos na liga.


         
    



Obviamente que James Harden não é nenhum defensor de elite, mas a narrativa de que ele é um defensor ruim deveria ter ficado em 2017, talvez 2018. Qualquer pessoa que acompanhe os Rockets de perto percebe que, na hora que precisa, Harden é um defensor confiável.

Tem seus problemas, justamente por não ser elite, como defender o pick and roll e dificuldade para trocar de adversário nestas situações, mas está longe de ser alguém que você quer explorar nos minutos finais como "garantia de pontos". Giannis aprendeu no All-Star Game, os outros times precisam aprender antes dos playoffs.

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Novo sistema de playoff da MLB: como seria e o que ele indica

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Troféu da World Series
Troféu da World Series Getty

A Major League Baseball vai mudar, já está mudando. A queda de popularidade do beisebol entre as novas gerações enfim começou a incomodar a principal liga profissional da modalidade, e a MLB percebeu que era necessário realizar alterações que tornassem seu torneio mais atrativo para os jovens, mais agitados e ultraconectados. A maior parte das medidas visa reduzir o tempo dos jogos, mas há uma mais ousada e polêmica: mudar os playoffs.

Atualmente, o mata-mata da MLB é disputado por cinco equipes na Liga Americana e outras cinco na Nacional. Os três campeões de divisão se classificam automaticamente para as séries divisionais (equivalente a semifinais de liga), onde encontram o vencedor do jogo de wildcard (repescagem) realizado entre os dois melhores times que não venceram divisão alguma. Nas séries divisionais, o time de melhor campanha pega o vencedor do wildcard, enquanto que o segundo cabeça de chave pega o terceiro. Daí temos finais de ligas e a World Series, a decisão geral.

Pela proposta da MLB, seriam sete classificados em cada chave: três campeões de divisão e quatro wildcards. O time de melhor campanha teria uma vaga direta na série divisional. Os outros dois campeões de divisão e o primeiro wildcard enfrentariam os outros três wildcards em séries melhor de três, com todos os jogos na casa dos cabeças de chave. Como seria feito o emparceiramento? Os cabeças de chave escolheriam o adversário. Isso mesmo: seria realizado um evento em que o segundo time de melhor campanha escolhe qual dos wildcards quer enfrentar. Depois o terceiro campeão da divisão escolhe e o melhor wildcard fica com quem sobra.

Obs.: a fase de wildcard seria em melhor de três, mas não precisaria de datas extras em relação ao formato atual. Ela apenas ocuparia os dias de descanso antes e depois dos jogos de wildcards atuais. Ou seja, o time que pulasse essa fase não perderia tanto ritmo de jogo assim.

Nesse formato, a MLB tenta atingir dois alvos: aumentar a quantidade de time envolvidos na temporada regular e criar mais eventos com potencial de atrair a mídia. A primeira parte é fácil de entender: nos últimos anos, cresceu bastante a quantidade de times que não lutaram pela temporada, pensando apenas em economizar dinheiro e atrair jovens para se tornar competitivo no futuro. Ainda que faça sentido como estratégia, isso faz que algumas equipes tenham cerca de 500 jogos de temporada regular valendo muito pouco, alienando seus torcedores. Com mais vagas disponíveis, os playoffs são mais acessíveis e poucas franquias realmente se verão fora da disputa já no começo do ano.

A segunda parte é a mais polêmica. A MLB tem a desvantagem de ver seus playoffs ocorrerem em uma época do ano em que NFL, futebol americano universitário, NBA e NHL estão em disputa. Ou seja, dividindo atenção do público. Por isso, criar momentos de tensão e polêmica ajuda a cutucar o torcedor. E um evento em horário nobre de domingo em que os times escolhem quem enfrentarão (incluindo aí todo o debate que se estenderá nos dias anteriores sobre qual seria a melhor estratégia de cada um) tem um sabor diferente.

Já dá para imaginar o cenário. A MLB inclui no seu pacote de direitos de transmissão a venda do evento em que os cabeças de chave escolhem seus adversários e mais seis séries de wildcard, o que garante de 12 a 18 jogos decisivos (ao invés dos dois jogos atuais). Isso vale milhões diretamente e outros milhões indiretamente, com o espaço conquistado nas conversas pelas ruas, nas redes sociais e na mídia.

O problema é: tudo isso faz sentido comercial, mas soa apelativo esportivamente. Encaixar os sete classificados em um sistema de disputa não é natural, precisa de um contorcionismo grande no regulamento. E dar aos clubes o direito de escolher seus adversários é criar polêmicas fáceis.

Ainda assim, o lado econômico provavelmente falará forte e não haverá muita resistência dentro da liga para aprovar o formato. Os clubes gostarão de saber que os playoffs estão mais acessíveis. O sindicato de jogadores gostará de saber que mais associados disputarão o mata-mata. Os árbitros gostarão de ter mais chances de serem chamados para um trabalho extra em outubro. E todo mundo adorará ratear esse dinheiro extra que entrará. Mesmo a TV, que terá de gastar mais dinheiro, não achará ruim perceber que recuperou isso com a audiência das novas fases e de uma temporada regular com menos jogos irrelevantes.

Mas o sistema que a MLB escolheu para revitalizar os playoffs me fez pensar em outra coisa. Encaixar os sete classificados e a fase de wildcard com três confrontos soa forçado no modelo atual, mas ficaria bastante natural se… cada liga tivesse quatro divisões. Com quatro divisões, a melhor campanha entre os campeões vai direto para a série divisional, enquanto que os três campeões de divisão seguintes escolhem entre três classificados por wildcard. Faz muito mais sentido.

E como a MLB dividiria suas ligas para ter quatro grupos? Hoje, com 15 times na Liga Nacional e outros 15 na Americana, muito difícil. No entanto, se as grandes ligas expandirem para 32 franquias, uma em cada liga, são 16 para dividir em quatro grupos de quatro times. Exatamente como a NFL.

Rob Manfred, comissário da MLB, já disse que a liga pretende ampliar a quantidade de equipes. Para isso, só precisa resolver a questão dos estádios de Tampa Bay Rays e de Oakland Athletics. Talvez essa expansão não esteja tão distante assim e a entidade já faça planos pensando nisso.

Fonte: Ubiratan Leal

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Campeão, MVP e decisivo: Mahomes começa a trilhar caminho para ser um dos maiores da história

Gustavo Faldon
Gustavo Faldon

Patrick Mahomes foi simplesmente brilhante no Super Bowl LIV vencido pelo Kansas City Chiefs.

E mesmo não tendo sido brilhante o tempo todo, ele foi na hora em que seu time mais precisava que ele fosse assim.

Aos 24 anos, campeão do Super Bowl, com duas temporadas de titular, MVP da final da NFL, MVP da temporada regular e recordes batidos ano a ano, Mahomes tem tudo para ser um dos maiores quarterbacks da história.

Obviamente, estamos falando de um esporte de contato onde as lesões são inevitáveis e muitas vezes podem ser graves e acabar com carreiras. Mas tirando essa exceção, é impossível imaginar hoje que Mahomes não vá estar entre os maiores da história quando sua carreira se encerrar.

As viradas sensacionais dos Chiefs nesta temporada não foram à toa. Elas vieram porque atrás do center o camisa 15 estava lá para erguer o time e acreditar quando muitos diziam já ter desistido.

Mahomes
Mahomes Getty Images

Mahomes fará 25 anos em setembro. Portanto, ainda tem ao menos mais 10 anos de altíssimo nível.

Obviamente o talento de um quarterback não é tudo num time e às vezes a oportunidade de jogar um segundo Super Bowl pode jamais existir, já que é um esporte coletivo e o QB é um fator apenas.

Dan Marino e Aaron Rodgers nunca tiveram a oportunidade de jogar num segundo Super Bowl em suas carreiras.

Se os Chiefs mantiverem a base do time campeão e ao longo dos anos forem conseguindo repor peças importantes, podemos estar vendo o começo da “era Mahomes” na NFL.

Fonte: Gustavo Faldon, de Miami (EUA)

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Eu nunca quis ser como Kobe Bryant, mas nunca amei outro jogador como amo Kobe Bryant

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    


Eu nunca quis ser como Kobe Bryant. É estranho falar isso, ainda mais em um momento como esse, mas eu nunca quis ser como Kobe Bryant. Ao mesmo tempo, nunca me apaixonei tanto por um jogador como me apaixonei por Kobe Bryant.

Explicar esse sentimento é quase impossível, mas como eu fui amar alguém que era o contrário do que eu sempre fui ou quis ser?

Nunca acreditei que a competitividade em excesso fosse uma virtude ou algo a ser exaltado. Nunca achei que trabalhar demais fosse saudável ou que gritar com seus companheiros durante um treinamento e tentar motivá-los pela pressão seja o caminho correto.

Como então eu fui me apaixonar pelo cara mais obcecado da história da NBA? O cara que acordava 4h da manhã e ia dormir meia-noite sempre com uma bola embaixo do braço? Que gritava com companheiros um treino sim e no outro também?

Simplesmente porque ele era Kobe Bryant.

Existia algo de diferente naquela camisa 24, uma aura hipnotizante que me fazia jogar todas as minhas convicções pela janela toda vez que ela ia à boca de Kobe e eu sabia que vinha algo especial.

Vá em paz, Mamba
Vá em paz, Mamba Harry How/Getty Images

Eu era apenas uma criança quando comecei a acompanhar os feitos do Black Mamba e foi por causa dele que eu me apaixonei por basquete. Se hoje eu escrevo esse texto é porque Kobe fez eu amar essa bola laranja mais do que qualquer outra coisa na vida. Foi por ficar maravilhado com as atuações espetaculares nos jogos mais difíceis, principalmente nos minutos finais. Pela enormidade de bolas vencedoras e arremessos no estouro do cronômetro. Pela capacidade de se despedir da liga anotando 60 pontos após praticamente duas décadas de pura dedicação, sangue, suor e lágrimas. De altos e baixos.

A coisa mais difícil do mundo era eu concordar com alguma postura dele. Sempre fui um dos maiores advogados de acusação da "Mamba Mentality" e todas as coisas, pra mim, negativas que ela trouxe. Ainda assim, nunca amei e nem devo amar alguém como Kobe. E essa é a mágica de Kobe Bryant.

Kobe nunca deixou de ser Kobe. Você concorde com ele ou não, Kobe não deixaria de ser Kobe. Se três arremessos consecutivos foram os responsáveis pela derrota na quarta-feira, ele acreditava que seriam os responsáveis pela vitória na sexta-feira. E fazia eles serem. Acima de tudo, Kobe sempre foi Kobe, o que quer que isso significasse ser, sem o menor remorso.

Eu posso não concordar com a postura, mas jamais vou deixar de assistir os vídeos de melhores momentos, de me emocionar com eles e com as conquistas, de admirar a autenticidade. Vou seguir gritando "Kobe!" a cada bolinha de papel jogada no lixo.

Eu nunca quis ser como Kobe, mas nunca amei outro jogador como amo Kobe. Vá em paz, Mamba.

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Meu sonho era ser Kobe Bryant

Pedro Suaide
Pedro Suaide



Kobe foi draftado em 1996. Eu nasci no ano seguinte, e dez anos depois comecei a jogar basquete competitivamente. Antes disso, me apaixonei pelo esporte de tanto assistir partidas com meu pai. De 2007 a 2012, joguei campeonatos estaduais e sul-americanos, e meu sonho era ser Kobe Bryant!

Toda criança e adolescente tem isso: imitar um movimento, uma comemoração, passar noites e noites vendo lances - ao vivo e melhores momentos. Com toda a minha geração, este espelho foi ele. 

Sozinho, em qualquer quadra que fosse, puxava a camisa pela entrada da manga regata como ele fazia. Me imaginava ganhando um título da NBA e subindo na mesa ao centro da quadra e abrindo meus braços do jeito que ele eternizou em 2010.  A grande maioria das cestas que fiz durante minha 'carreira', comemorei com o braço dobrado e o punho, fechado, em frente ao meu rosto, como tanto o vi fazer. Sonhava com o dia em que ia jogar contra ele. 

[]

Sequer cheguei perto de ser jogador profissional, mas Kobe ainda definiu meu futuro. Decidi trabalhar com esporte por causa da NBA. E muito do meu amor pela NBA veio por causa dele. O basquete é uma bússola na minha vida, assim como na de tantas outras pessoas, e foi ele que me fez escolher o Jornalismo. 

Mas muito além disso, esse esporte criou meus círculos de amizade e colocou inúmeras pessoas tão importantes na minha vida.  Me fez mais próximo do meu pai e me ensinou as principais coisas que sei. E falando em ser pai, Kobe foi com P maiúsculo - e se como jogador não fui como ele, que eu seja para meus filhos que algum dia virão o que ele foi para Gigi, Bianka, Natalia e a bebê Capri. 

Se sonhei em ser Kobe quando mais novo, atualmente sonhava em um dia entrevistá-lo. 

Em sua aposentadoria, chorei. Com sua carta, 'Dear Basketball', chorei mais ainda. Ontem, sequer consegui digerir o que aconteceu. 

Como disse André Kfouri, Kobe foi o Jordan de quem não viu Jordan. Além disso, foi o Jordan da era digital. A carreira inteira de Bryant, do primeiro ao último dia, está documentada, viralizada e compartilhada nas redes sociais. 

No Brasil, Kobe é um dos esportistas mais amados da história. Seu auge correu lado a lado com a globalização da NBA, muito por causa de David Stern, que também nos deixou há pouco tempo. Jogou a carreira inteira em uma franquia popular e vencedora, e por lá venceu. O brasileiro ovaciona Kobe Bryant, e sua camisa é marca registrada em parques, rachões e praias por todo nosso país. 

Kobe Bryant morreu aos 41 anos em acidente de helicóptero
Kobe Bryant morreu aos 41 anos em acidente de helicóptero ESPN

Seu legado como jogador, personalidade e pai é imensurável, e seguir exaltando seus feitos é chover no molhado. Ele podia ser amado ou odiado por jogar nos Lakers, por sua mentalidade, por seus erros ou acertos dentro de quadra... Mas ele sempre foi respeitado e reconhecido como o que é: uma lenda. Kobe rompeu as barreiras do esporte e do clubismo e se tornou um astro além de seu nicho - coisa que pouquíssimos conseguem. Resta agradecer por tanto.

Então, obrigado por toda noite mal dormida por causa do fuso horário da Califórnia. Obrigado por todo arremesso completamente irracional que caiu e que me fez tomar broncas em quadra ao tentar imitá-los. Obrigado pelos títulos, pelas marcas e pelas frases. Obrigado por ter moldado toda uma geração. Obrigado por ter me ajudado a escolher o meu futuro. 

Obrigado, do fundo do meu coração, Kobe!

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Kobe Bryant, o mais próximo de Jordan que vimos, nos inspirou muito além do basquete

Gustavo Faldon
Gustavo Faldon


Os super-heróis, na nossa mente, sempre vencem e são imortais.

Infelizmente, hoje perdemos um super-herói, com poderes sobrenaturais do basquete, que atendia pelo nome de Kobe Bryant.

Muitos, assim como eu, o tinham como ídolo de infância, adolescência. 

Kobe Bryant foi absolutamente inspirador pelo que fez nas quadras e conseguiu com que nós aplicássemos a mentalidade que ele tinha em quadra fora dela.

Ele nos ensinou muito mais do que um chute no fadeaway, ou como arremessar de meia distância.

Kobe nos ensinou que é preciso, qualquer que seja o ramo na vida, entrar de cabeça e com garra nas coisas. Trabalhar duro, mais que todo mundo, se quiser ter seus sonhos realizados. Que nós não podemos nos intimidar com qualquer dificuldade que nos é imposta. E principalmente a não temer nas horas decisivas.

Kobe Bryant morreu aos 41 anos em acidente de helicóptero
Kobe Bryant morreu aos 41 anos em acidente de helicóptero ESPN

Tive a oportunidade de vê-lo jogar na minha frente, ao vivo, fiquei perto dele uma única vez, em 2013, quando ele veio ao Brasil e atendeu a imprensa em São Paulo. Sim, nossos heróis são de carne e osso.

E quando nos deparamos com as primeiras notícias de sua morte, simplesmente não acreditamos. Ou de alguma forma acreditamos que ele vai sair dessa. 

Em quadra, Kobe Bryant foi o mais próximo de Michael Jordan que vimos. Uma pena a NBA no Brasil não ter sido no auge dele como era hoje, com highlights de Twitter segundos depois de ter acontecido, com todo mundo vendo todos os jogos dele.

Mas quem teve a sorte de vê-lo ao vivo, diariamente, nunca irá esquecer. 

Adeus, Kobe. Nós nunca iremos esquecê-lo.

Kobe Bryant se despediu da NBA com 60 pontos contra o Utah Jazz, em 2016
Kobe Bryant se despediu da NBA com 60 pontos contra o Utah Jazz, em 2016 Getty Images

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Kobe Bryant, o mais próximo de Jordan que vimos, nos inspirou muito além do basquete

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[Programação] Semana das estrelas no futebol americano e no hóquei no gelo

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Alexander Ovechkin, do Washington Capitals, uma das principais estrelas da NHL
Alexander Ovechkin, do Washington Capitals, uma das principais estrelas da NHL Getty Image

O Super Bowl é o grande momento do ano nos esportes americanos. Enquanto ele não chega, o fã de esporte pode se aquecer vendo alguns dos principais nomes de duas das quatro grandes ligas norte-americanas. Neste sábado, os grandes nomes da NHL entram no gelo para mais uma edição do All-Star Game. No dia seguinte, é a vez das estrelas da NFL disputarem o Pro Bowl, o jogo das estrelas da bola oval.

A semana ainda tem NBA, com partidas envolvendo algumas das principais equipes da liga, como Los Angeles Lakers, Houston Rockets, Boston Celtics e Philadelphia 76ers. Além, claro, da cobertura in loco dos canais ESPN na semana que antecede a grande final da NFL.

Então, fique de olho na grade de programação de esportes americanos (excepcionalmente neste post, não estão incluídos os jogos universitários do WatchESPN. Confira a grade do WatchESPN aqui).

SÁBADO, 25 DE JANEIRO

NBA
22h30 - Los Angeles Lakers x Philadelphia 76ers (ESPN)

NHL
22h - All-Star Game (WatchESPN) 

DOMINGO, 26 DE JANEIRO

NFL
17h - Pro Bowl (ESPN)

NBA
20h - Boston Celtics x New Orleans Pelicans (ESPN) 

SEGUNDA, 27 DE JANEIRO

19h30 - ESPN LIVE BUD (ESPN)

20h - ESPN LEAGUE (ESPN) 

TERÇA, 28 DE JANEIRO

19h30 - NFL LIVE BUD (ESPN)

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBB
20h - Flamengo x Unifacisa (ESPN 2) 

NBA G-LEAGUE
22h - College Park SkyHawks x Rio Grande Valley Vipers (WatchESPN)
23h - Fort Wayne Mad Ants x Salt Lake City Stars (WatchESPN)

QUARTA, 29 DE JANEIRO

20h15 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA
21h30 - Detroit Pistons x Brooklyn Nets (ESPN)
0h - Houston Rockets x Portland Trail Blazers (ESPN)

NHL
21h30 - Toronto Maple Leafs x Dallas Stars (WatchESPN)

NBA G-LEAGUE
13h - Capital City Go-Go x Long Island Nets (WatchESPN)
13h - Grand Rapids Drive x Raptors 905 (WatchESPN)
22h - Texas Legends x Memphis Hustle (WatchESPN)
22h30 - Austin Spurs x Northern Arizona Suns (WatchESPN)

QUINTA, 30 DE JANEIRO 

20h - NFL LIVE BUD (ESPN)

20h30 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL
21h30 - Nashville Predators x New Jersey Devils (ESPN)

NBA G-LEAGUE
21h - Erie BayHawks x Greensboro Swarm (WatchESPN)
22h - Agua Caliente Clippers x Rio Grande Valley Vipers (WatchESPN)
22h - College Park SkyHawks x Wisconsin Herd (WatchESPN)

SEXTA, 31 DE JANEIRO 

20h - NFL LIVE BUD (ESPN)

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA
22h - Dallas Mavericks x Houston Rockets (ESPN)
0h30 - Portland Trail Blazers x Los Angeles Lakers (ESPN)

NHL
21h - Philadelphia Flyers x Pittsburgh Penguins (WatchESPN)

* Do dia seguinte

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 24 de janeiro, 22h.

Fonte: ESPN

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Já passou da hora de darmos o devido valor a Damian Lillard

Pedro Suaide
Pedro Suaide

[]

Eu, você e qualquer pessoa que já assistiu um jogo de basquete sabemos que Damian Lillard é um bom jogador. Ótimas médias, sempre presente nos playoffs, jogadas marcantes... E seguimos o definindo como um bom jogador.

Parece oportunista fazer um texto como esse agora, após ele marcar 34, 34, 61 e 47 pontos nos seus últimos quatro jogos - e talvez realmente seja. Mas a gente precisa falar sobre o tamanho de Damian Lillard.

O armador caminha para se tornar o maior ídolo da história do Portland Trail Blazers, e com certeza já fez duas das mais marcantes jogadas do século da NBA:


         
     

E como fazemos com grandes jogadores, o exaltamos por isso. Mas imagine se Russell Westbrook tivesse o feito - em playoffs, como Dame fez.

Na última semana, como já foi dito, Lillard marcou 61 pontos. E mais 47 no jogo seguinte. Quando James Harden tem atuações desse tipo, todos perdemos a linha - como deve ser feito. Com Lillard, o entusiasmo parece que acaba rápido.

Talvez por ele não ser uma personalidade polêmica, talvez por ele jogar em Portland, talvez por ele falar pouco. Nós, a mídia, damos muito pouco valor para o que Damian Lillard faz - há anos.

Sua única temporada na carreira com menos de 20 pontos por jogo foi a primeira, de calouro, com 19. Nos últimos cinco anos, tem média superior a 25 - e nesse mesmo período de tempo chuta mais de 36% nos arremessos longos, acertando, no mínimo, três arremessos em média. 

Discutivelmente, Lillard é o jogador mais clutch da NBA - aquele cara em quem a gente confia na hora de decidir o jogo. Do mesmo jeito, confiamos nele para arremessar bolas que apenas ele e Stephen Curry conseguem, de muito longe. Entretanto, se alguém faz uma cesta do meio da rua, dizemos que foi uma 'cesta de Curry', mas nunca uma 'cesta de Lillard'.

Com sua atuação de 61 pontos, ele se tornou o jogador com a melhor e a segunda melhor pontuação da história entre jogadores de 1,88 metro ou menos, com 61 e 60. A concorrência que ele deixou para trás? Tim Hardaway, Chris Paul, Allen Iverson, Isiah Thomas, John Stockton, Jerry West e muitos outros 'baixinhos'. 


         
     

Além disso, entrou num grupo de elite e se tornou um dos únicos seis jogadores da história da liga com mais de um jogo de 60 pontos, ao lado de Elgin Baylor (3), Michael Jordan (4), James Harden (4), Kobe Bryant (6) e Wilt Chamberlain (32).  Mas Lillard foi o único a fazer um jogo com tantos pontos acertando 11 cestas de três pontos.

Pensando na franquia de Portland, Lillard é o segundo maior cestinha e o terceiro com mais assistências... Isso sem ser sequer um dos 10 com mais minutos em quadra, já que está na liga há apenas oito anos.

Com 29 anos, Lillard é, literalmente, o presente da NBA. E já passou da hora de o tratarmos com o status que ele merece: um dos melhores jogadores do século.

Apreciem sem moderação.


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Carrasco de Brady e dos Patriots, Eli Manning foi, na essência da palavra, um gigante

Gustavo Faldon
Gustavo Faldon
Eli Manning venceu seu 2º Super Bowl com os Giants após nova vitória sobre os Patriots
Eli Manning venceu seu 2º Super Bowl com os Giants após nova vitória sobre os Patriots Getty

Com o perdão do trocadilho do título, Eli Manning foi, sim, um gigante.

O quarterback anunciará oficialmente sua aposentadoria da NFL nesta sexta-feira. 

Talvez por ser um Manning, o peso que Eli teve que enfrentar, mesmo sendo uma escolha número 1 de Draft, não foi pouco. 

Obviamente ele não era dos caras mais regulares, tendo liderado a NFL em interceptações em três anos na carreira: 2007 (20), 2010 (25) e 2013 (27). Mas a franquia New York Giants deve muito a ele.

Nos momentos mais difíceis e decisvos em playoffs, Eli jogou como um Manning. E, diferente de seu irmão, conseguiu afastar o fantasma de New England Patriots e Tom Brady nos playoffs.

Nas duas temporadas de título dos Giants, Eli teve somados 15 passes para touchdowns e somente duas interceptações nos playoffs em 2008 e 2012, sendo o MVP do Super Bowl em ambas as ocasiões.

No Super Bowl XLII, quando todos achavam que só um milagre daria o título aos Giants. Bem, Eli fez um e concluiu uma das jogadas mais icônicas de todos os tempos para David Tyree.

Eli Manning não será lembrado como o melhor e mais talentoso quarterback, mas certamente foi um dos maiores competidores e responsável por dois títulos de Super Bowl diante da franquia de maior dinastia em todos os tempos.

Obrigado, Eli. O Hall da Fama te aguarda.

Fonte: Gustavo Faldon

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Zion Williamson tem uma primeira missão para mostrar sua grandeza: levar os Pelicans aos playoffs

Pedro Suaide
Pedro Suaide
[]

Vamos direto ao ponto: com Zion Williamson, o New Orleans Pelicans precisa agarrar e não devolver uma vaga nos playoffs do Oeste da NBA, mais aberto do que nunca.

O time fez sua lição de casa até agora. Após 44 jogos disputados na temporada, todos sem a primeira escolha do draft, o time tem 17 vitórias e 27 derrotas, uma campanha dentro do esperado, principalmente com tantas lesões curtas, como as de Brandon Ingram, Jrue Holliday, Lonzo Ball e Derrick Favors, quarteto que ocupa grande parte da minutagem do time.

Após o elenco 'engrenar', já são 11 vitórias nas últimas 16 partidas. Agora, o tão esperado Zion Williamson fará sua primeira partida oficial pela franquia - contra oSan Antonio Spurs, às 23h30, AO VIVO na ESPN e no WatchESPN.

Zion divide opiniões como poucos jogadores, e a incógnita que ronda seu nome só favorece na discussão entre gregos e troianos. Já ouvimos muitas coisas, desde "ele é gordo" até "ele será o melhor jogador da NBA na próxima década". Se apegando à fatos, o que sabemos? Sua pré-temporada, saudável e disputada em alto nível, foi histórica.

Durante os quatro jogos que ele fez, teve a quarta melhor média de pontos por jogo do período, com 23,3 por jogo - atrás apenas de James Harden (31,2), Giannis Antetokounmpo (27,3) e Stephen Curry (26,8). 

|A estreia de Zion: o que esperar da primeira partida do calouro dos Pelicans na NBA|

Zion ainda tornou-se o primeiro calouro a ter média de mais de 20 pontos por jogo acertando 70% de seus arremessos, e é aqui que ele se torna ainda mais assustador. Sua habilidade com a bola na mão é tão boa quanto a de qualquer craque regular da NBA. Entretanto, sua impulsão, força e velocidade formam uma junção nunca antes vista, e seu controle de corpo e equilíbrio, principalmente no ar e a caminho do arremesso, fazem dele um perigo constante perto da cesta. Todo arremesso que ele faz perto da cesta é de alta qualidade.

E na defesa ele também pode fazer toda a diferença. Até hoje, seu time é o 10º pior defendendo na liga. Entretanto, Zion tem uma versatilidade que, se ele desenvolver contra os maiores jogadores do mundo, podem fazer dele uma espécie de Draymond Green com mais impulsão ao marcar: um general. Durante seu ano em Duke, teve médias de 2,1 roubos e 1,8 toco por jogo. Com algo que lembre isso NBA, poderá mudar sua equipe.  

Apesar de ser o 12º de sua conferência, os Pelicans estão apenasn três jogos e meio atrás do Memphis Grizzlies, o 8º. Isso quer significa que o time tem chances realíssimas de chegar lá, mas também mostra que, para isso, terá que superar seis adversários que estão vivos na disputa.

Atrás, com dois jogos e meio a menos do que os Pelicans, estão os Kings e os Wolves, que parecem estar perdendo o fôlego de vez enquanto perdem partidas em sequência.

À frente, estão Suns, Blazers e Spurs, até chegarmos aos Grizzlies, que hoje iriam aos playoffs: dois times com muita experiência e dois comandados por garotos. E é por ser a perfeita mistura disso que os Pelicans precisam se sobressair.

Se os Pelicans são liderados Lillard, McCollum e Carmelo, e os Spurs por DeRozan e Aldridge, os Pelicans têm Jrue Holliday, JJ Redick e Derrick Favors com muitos minutos em sua rotação. Jogadores consolidados, com experiência em playoffs e que melhoram aqueles ao seu redor.

E enquanto os Suns crescem com Booker, Oubre e Ayton, e os Grizzliers surpreendem com Ja Morant e Jaren Jackson Jr, os Pelicans contam com um núcleo jovem mais completo do que ambos. Lonzo Ball está finalmente mostrando o grande jogador que pode ser; Brandon Ingram têm temporada de All-Star e aos poucos se consolida como um dos grandes jogadores da liga; e ainda restam Josh Hart, Jaxson Hayes e Nickeil Alexander-Walker, que entregam menos, mas seguem evoluindo.

Agora adicione Zion Williamson a tudo isso. Não, ele não precisará fazer 20 pontos e pegar 12 rebotes por jogo, nem dar 3 tocos ou acertar 80% de seus arremessos. Seu tamanho e sua força abrem caminhos na quadra. Ele, ao entrar em quadra, já intimida defesas e as obriga a prestarem muita atenção nele. Com isso, é uma questão de inteligência e solidariedade (que ele já apresentou) para saber distribuir a bola e explorar os grandes talentos que New Orleans tem. 

Ele não precisa ser o cestinha ou jogador que mais participa do jogo, principalmente com as ótimas temporadas ofensivas de Jrue e Ingram. Mas craques são inteligentes, e é sua inteligência que vai abrir os caminhos.

Grandes jogadores fazem grandes coisas. Zion tem sua primeira missão naquele que parece ser seu caminho para a grandeza. Hoje é o dia 1.

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Como o escândalo de roubo de sinais estourou no Boston Red Sox

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Alex Cora (de vermelho) cumprimenta Aaron Boone antes do clássico entre Yankees e Red Sox
Alex Cora (de vermelho) cumprimenta Aaron Boone antes do clássico entre Yankees e Red Sox Getty Images


As atenções estavam voltadas ao Houston Astros, que via sua comissão técnica e diretoria se tornarem alvos principais das punições da MLB pelo escândalo de roubo de sinais. Mas também havia motivos para ficar de olho com o que acontecia no New York Mets e, principalmente, no Boston Red Sox. Não demorou dois dias para ambas equipes anunciarem a demissão de seus treinadores, Carlos Beltrán e Alex Cora. E, no caso das Meias Vermelhas, ainda há expectativa de que venha mais bomba.

A questão imediata dos técnicos é até simples de entender. As investigações da MLB indicaram que ambos teriam sido os mentores do sistema de utilização de tecnologia para roubo de sinais dos adversários, ainda em 2017. Beltrán, então jogador dos Astros, estava com dificuldades no bastão e pediu ajuda a seu amigo Cora, na época auxiliar técnico do time. O resultado disso foi a utilização de câmeras -- utilizadas prioritariamente para os times avaliarem se vale a pena pedir o replay para revisar uma marcação do árbitro -- para filmar o catcher adversário passando sinais. As imagens chegam ao vivo a um monitor colocado no corredor que leva ao banco de reservas, onde qualquer um do Houston podia ver, identificar o arremesso e fazer algum som que o rebatedor identificasse.

ENTENDA:
Ex-jogador diz que time campeão da MLB em 2017 usou trapaça na campanha do título
O que pode acontecer com os Astros depois do escândalo de roubo de sinais?
Punição aos Astros por roubo de sinais: você quer justiça ou justiçamento?

A MLB não anunciou imediatamente as punições aos dois porto-riquenhos. Beltrán escapou porque a trapaça ocorreu quando era jogador, e hoje ele já tenta outra carreira (os Mets de 2020 seriam seu primeiro trabalho como técnico). O time nova-iorquino decidiu demitir por conta própria, para se afastar institucionalmente de um protagonista de escândalo. Cora certamente será punido, mas o tamanho da paulada não foi anunciado porque ainda há mais o que se investigar. É aí que o Boston Red Sox campeão de 2018 entra no caso.

O Boston chegou a ser advertido por criar um sistema de uso de imagens de TV e smart watches para roubo de sinais em 2017. Mas havia especulações de que os Red Sox seguiram roubando sinais irregularmente. Quando a investigação sobre o Houston Astros começou a avançar, acabou surgindo a revelação de que, realmente, os Meias Vermelhas não haviam parado.

Pelas regras da MLB, e o caso dos Red Sox foi um marco para reforçar isso, o roubo de sinais é permitido se realizado dentro de campo pela habilidade e malandragem dos jogadores. Um corredor na segunda base consegue ver os sinais do catcher. Se ele conseguir decodificar a orientação, pode fazer algum movimento que alerte o rebatedor (que fica de frente para a segunda base) do que estaria chegando. Isso sempre aconteceu no beisebol e não há intenção de mudar isso. O que não pode é usar tecnologia para fazer essa leitura. Aí é golpe baixo, passar do limite moralmente aceito no código de conduta da modalidade.

Os Astros pisaram nesse limite como se fosse uma bituca de cigarro que precisa ser apagada. Os Red Sox quiseram dar uma empurradinha no limite para ver se ninguém percebia ou aceitava que foi sem querer.

Em 2018, o Boston contratou Alex Cora como técnico. E o ex-auxiliar dos Astros levou para o Fenway Park o esquema que havia ajudado a implementar no Texas. Só que, calejado da bronca recebida no ano anterior, os Red Sox não foram de cabeça no roubo de sinal com tecnologia. Tentaram um esquema híbrido.

Como no caso do Houston, os Red Sox usavam câmeras para captar imagens dos sinais dos catcher e enviá-las para um monitor nos vestiários. A diferença é como os rebatedores recebiam essa informação. No caso dos Astros, vai de assobios e pauladas em uma lata de lixo até a suspeita de uso de artefato eletrônico preso ao corpo do jogador. Para o Boston, essa parte era mais discreta e, digamos, velha guarda.

Os rebatedores descobriam pelo vídeo quais os códigos de sinais que os adversários usavam. Eles trabalhavam normalmente no bastão, sem receber nenhuma orientação. No entanto, se chegassem à segunda base, eles usavam o conhecimento adquirido com as imagens do monitor do vestiário para ver as orientações dos catchers com os próprios olhos e repassar ao rebatedor. Ou seja, a segunda parte estaria dentro do código de ética que sempre foi aceito e praticado no beisebol. A questão é que a primeira envolvia a filmagem irregular dos oponentes.

E, como ocorreu com os Astros em 2017, os Red Sox acabaram campeões na temporada em que implementaram um sistema de roubo de sinais com a participação de Alex Cora.

Essa parte da investigação ainda está em andamento, pois a prioridade era concluir o caso do Houston. A situação do Boston é menos grave, porque seu próprio mecanismo não permitia a utilização a todo momento (era preciso haver um corredor na segunda base). Ainda assim, é passível de punição, sobretudo porque a franquia é reincidente do caso de 2017. Mas, para Cora, o gancho deve chegar ainda mais pesado, pois teria sido protagonista nos dois casos. Antes mesmo que novidades sobre a investigação dos Red Sox sejam reveladas, a franquia já demitiu o técnico.

E assim, a um mês do início da pré-temporada, três clubes -- incluindo dois dos últimos três campeões -- ficaram sem treinador. E a liga torce para qualquer outro clube que estivesse roubando sinais (suspeita-se que sejam muitos) resolva parar antes que a credibilidade da MLB toda seja colocada em xeque pela opinião pública.

Fonte: Ubiratan Leal

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