Ninguém influenciou o basquete como Stephen Curry

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

 

Ao longo do tempo, o basquete sofreu diversas alterações. Do jogo criado por Dr. James Naismith em dezembro de 1891 até o que vemos atualmente, muita coisa mudou. Do jogo dominado por pivôs até o surgimento de armadores e alas ágeis, a criação das enterradas para o jogo dominado pelos arremessos de longa distância, o basquete evoluiu.

E muitos foram os responsáveis por essa evolução. Bill Russell e Wilt Chamberlain nos anos 60 e 70, Julius Erving nos anos 80, Michael Jordan nos anos 90 e LeBron James no século 21. Entretanto, ninguém influenciou o jogo da mesma maneira que Stephen Curry faz nos dias atuais. 

Sim, as crianças de cada década queriam ser a estrela da sua década como as crianças atualmente querem ser Steph, mas a questão vai além. A influência do “Brinquedinho Assassino” naqueles que estão começando a jogar não se dá por que elas querem apenas dominar o jogo como ele faz, elas querem ter o mesmo nível de diversão. 

É mais fácil se identificar com o “Baby Faced Assassin”, o "Assassino com cara de bebê", do que, por exemplo, com LeBron, um jogador de 2,03 m que domina a parte física de uma maneira que nunca foi vista antes. É mais fácil se identificar com o "pequeno" que faz sucesso entre os gigantes simplesmente por amar o basquete, demonstrar essa paixão em quadra e arremessar de uma maneira completamente diferente do que estávamos acostumados.

Stephen Curry mudou a dinâmica do jogo
Stephen Curry mudou a dinâmica do jogo Getty Images

Apesar do principal legado do Golden State Warriors de Curry ser o jogo coletivo, a primeira coisa que vem à cabeça das pessoas quando se fala na Dinastia Warriors são as bolas de três. E ninguém arremessou com tanta qualidade quanto Steph. Em 2015, a NBA inteira arremessou cerca de 52 mil bolas de três. Nesta temporada, foram cerca de 78 mil arremessos de longa distância, ou seja, um aumento de 26 mil bolas desde que os Warriors foram campeões pela primeira vez sob a batuta de Curry.

Mas, acima de tudo, nunca se fez tanto para parar um único jogador como as defesas tentam fazer com Steph. No Jogo 2 das Finais contra o Toronto Raptors, era possível ver a equipe canadense mandando dois ou até três jogadores para pressionar Curry quando ele ainda tinha a bola na própria quadra, afinal, o camisa 30 dos Warriors é o primeiro jogador da história a ser uma ameaça de qualquer lugar da quadra. 

Não é incomum ver o principal jogador receber uma marcação dupla no início da jogada, mas é inédito ver que o adversário considere o início ainda na quadra oposta e não na sua metade de defesa. Steve Kerr, técnico de Curry e ex-companheiro de Michael Jordan nos Bulls dos anos 90, chegou a afirmar que, nem quando o Detroit Pistons criou as "Jordan's Rules", ele tinha visto defesas criarem esquemas apenas visando parar um único jogador como fazem com Steph. 

A gravidade do armador é o que mais impressiona. Mesmo em jogos que quase não toca na bola, Curry ainda é um dos quem mais tem influência no resultado final. Apenas a ameaça do camisa 30 acertar duas bolas seguidas e entrar no "Modo Supernova" faz com que defesas não tirem o olho dele por um segundo sequer, inclusive dobrando a marcação quando ele recebe a bola, fazendo com que os Warriors joguem em uma espécie de quatro contra três, abrindo espaço para todos os outros brilharem.

E aí entra outro ponto a favor de Steph. É raríssimo alguém com o talento que tem Curry, capaz de ser o único MVP unânime da história da liga, aceitar não ser o cara que faz 30 pontos por jogo para seu time  se sagrar campeão. Praticamente todos os depoimentos de companheiros dos Warriors testemunham a favor do excelente companheiro que ele é, inclusive com Iguodala falando que "fará de tudo para proteger seu legado". Curry legitimamente abre mão da glória individual, até mesmo de um MVP das Finais, que pode vir nessa temporada, pelo sucesso coletivo.
 
E se o argumento é que Stephen é uma aberração da natureza que tem um dom que não pode ser copiado, ele mesmo já deixou claro que não arremessava bem até cerca de uns 12 anos de idade e melhorou na base do treino. E a influência de Curry nos novos jogadores já começa a ser vista. Trae Young é um exemplo de atleta que tem nível de NBA e é uma ameaça de distâncias que sequer eram treinadas antes da chegada de Steph.

O próximo passo é a criação de uma linha de quatro pontos. Seria o testemunho final da influência de Stephen Curry em uma quadra de basquete.

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Por que Russell Wilson é o MVP de 2019 na NFL

Gustavo Faldon
Gustavo Faldon
Russell Wilson
Russell Wilson Getty Images


Ainda restam mais sete semanas para o fim da temporada regular da NFL, mas, salvo alguma lesão grave ou exceção completamente bizarra, Russell Wilson é o MVP desta temporada.

Se ele não sofrer alguma lesão repentina que o tire da parte final da temporada, o quarterback do Seattle Seahawks tem tudo para ser eleito o mais valioso da liga. Alguns dizem que Lamar Jackson está na briga, bem como Deshaun Watson e Christian McCaffrey. 

No caso de Jackson, a empolgação é real, mas parece que individualmente e em termos coletivos, Wilson está acima. Sem contar que, após tantos anos e até um título de Super Bowl, estamos vendo o auge dele. Watson também tem feito um ano espetacular com os Texans e McCaffrey parece ser hoje, individualmente, o jogador de ataque mais dominante da NFL. Mas ainda são os QB's que chamam mais atenção.

E no caso de Wilson, que diversas vezes nesta temporada apareceu nas horas decisivas de vitórias apertadas, como no Monday Night Football diante do San Francisco 49ers, ou contra os Rams, ou como contra os Bengals no início da temporada, as estatísticas estão do lado dele também.

Wilson tem 23 passes para touchdown - líder na NFL - e apenas duas interceptações. Como de costume, ele resolve com os pés quando necessário e prolonga jogadas que com outros teriam acabado. E é importante citar também a campanha do Seattle Seahawks de 8 vitórias e apenas duas derrotas.

Talvez o cenário fosse diferente se alguns dos principais candidatos ao prêmio de MVP não tivessem se machucado, como Patrick Mahomes e Drew Brees. Mas isso não anularia a temporad absurda de Wilson.

Talvez Lamar Jackson e Watson sejam "versões" mais jovens de Wilson, mas o QB dos Seahawks está jogando com maestria e deve ganhar o troféu individual mais desejado da NFL ao fim da temporada.

E mais do que nunca, é importante ressaltar, Wilson merece. Hoje ele é um QB melhor e mais completo do que quando estava conduzindo os Seahawks ao Super Bowl. Mas, quem sabe, ele não retorna à final nesta nova "versão".

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O New York Knicks só tem uma solução para acabar com a vergonha

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    

O New York Knicks tem que acabar e nascer de novo com outro nome. Digo, os Knicks têm apenas uma solução possível para a vergonha acabar: James Dolan precisa vender a franquia.

Antes da temporada começar defendi neste mesmo blog , no glorioso Programa Sem Nome, que os Knicks conquistariam a oitava vaga nos playoffs da Conferência Leste. Ousado, eu sei. Burro? Talvez. E o começo de temporada da franquia mais valiosa da NBA corrobora com essa tese. Após 10 jogos, os Knicks conseguiram possantes duas vitórias e oito derrotas.

Os triunfos vieram contra o Chicago Bulls, que não é assim um grande adversário, e contra o Dallas Mavericks, essa na conta da "vingança com o ex" contra o Porzingis e essas coisas malucas que a NBA nos proporciona anualmente.

No último domingo (10) a equipe tomou uma sapatada histórica do Cleveland Cavaliers, uma das piores equipes da NBA, e que parece ter sido a gota d'água: o técnico David Fizdale está sendo mais questionado do que nunca e a torcida perdeu completamente a paciência que, sabemos, já não é muita em Nova York.

RJ Barrett durante a derrota para os Cavaliers
RJ Barrett durante a derrota para os Cavaliers Nathaniel S. Butler/NBAE via Getty Image

Mas é simples: se você vai mal por dois anos a culpa, provavelmente, é do técnico. Se você vai mal por cinco anos, a culpa é da diretoria. Se o seu problema vem de décadas e com diversas diretorias, a culpa é de quem contrata as diretorias.

Faz 24 anos que James Dolan é o responsável por comandar os Knicks. Ainda que a equipe tenha chegado a final de 1999, quando perdeu para o San Antonio Spurs, o que Dolan mais acumula como dono da franquia são fracassos, brigas e ódio da torcida.

Não é a toa que os Knicks são vistos como a franquia mais disfuncional da NBA e acabam afastando superestrelas - Kyrie Irving e Kevin Durant são os exemplos mais recentes. Enquanto Dolan for o cara que comanda as ações, esse cenário não vai mudar.

Grandes estrelas continuarão correndo de Nova York (mesmo que seja pro Brooklyn), a torcida seguirá impaciente e nenhum técnico conseguirá desenvolver um bom trabalho. A vergonha só passará quando Dolan vender os Knicks para alguém que saiba fazer o seu trabalho de maneira competente.

E esperamos que isso seja antes do Stephen A Smith infartar ao vivo.

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O amanhã de Luka Doncic é hoje

Pedro Suaide
Pedro Suaide

20 anos. Alguns dos melhores jogadores universitários de basquete têm mais de 20 anos. Com essa idade, Luka Doncic é definitivamente um dos melhores, mas jogando no meio dos adultos.

Grande parte da análises sobre jogadores se baseia em sua idade e onde os mais velhos estavam com tal idade. O problema disso é que não tem como 'prever o futuro' de um ponto fora da curva, exatamente por ele não estar no mesmo nível da média.

Luka Doncic chegou à NBA em 2018 com um status de promessa, apesar de já ter conquistado a Europa com o Real Madrid e a seleção eslovena. Foi sensação em seu primeiro ano, mas obviamente era avaliado entre os calouros. Agora o ponto de comparação é outro: toda a liga. E seu rendimento mostra que ele realmente já faz parte do grupo de elite.

Após três semanas de jogos, apenas um jogador está no Top-10 de pontos, rebotes e assistências por jogo. E ele tem apenas 20 anos. E ele se chama Luka Doncic. 27,7 pontos (6º), 10,8 rebotes (10º) e 9,1 assistências (2º) de média. 

Muito além de sua posição em rankings quando comparado seus contemporâneos, é importante entender suas médias por jogo em comparação com todos os astros da NBA quando tinham sua idade. Nunca alguém teve médias tão altas, muito menos beirando um triplo-duplo. 

Considerando garotos de até 20 anos que eram protagonistas em suas equipes, Luka sobra contra outras estrelas. Para tirar uma base de análise, foram selecionados apenas jogadores que tiveram mais de 20 pontos por jogo de média.

LeBron James (2004-05) e Kevin Durant (2008-09) são os únicos que chegam perto em pontos, com 27,2 e 25,3 por jogo, respectivamente. Falando em assistências, ele é soberano, e o mais próximo também é LeBron de 2004-05, que teve 7,2. Nos rebotes, Doncic só não está melhor do que Shaquille O'Neal (1992-93), que pegou 13,3 por jogo.

E isso é muito pouco. Seu entendimento de jogo e leitura de situações em quadra estão em outro nível. É obvio que ele está longe de ser perfeito - sua escolha de arremessos ainda é bastante falha, sua defesa pode (e precisa) melhorar. Entretanto, seu instinto é de vencedor, e ele deixa isso claríssimo quando assume disputas contra os melhores do mundo em retas finais de partida.

A conversa não devem mais ser sobre se Doncic será ou não uma estrela. Mas sim quando ele vai vencer seu primeiro MVP. E o segundo. E por aí vai.

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[Programação] Semana de clássicos que vão parar a Costa Oeste, um na NBA e um na NFL

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Os 49ers defendem invencibilidade contra os Seahawks
Os 49ers defendem invencibilidade contra os Seahawks Focus on Sport/Getty Images

Dois dos times californianos mais empolgantes desse início de temporada 2019-20 terão grandes desafios na próxima semana. E ambos contra rivais de divisão e de Costa Oeste. Bons motivos para ficar até tarde ligado nos canais ESPN.

Nesta segunda, o San Francisco 49ers, único invicto da temporada da NFL, receberá o Seattle Seahawks, equipe que vem dominando a divisão oeste da NFC nesta década (e que impediu ao menos mais uma ida dos Niners ao Super Bowl). Um grande desafio para medir o potencial real do time comandado pelo quarterback Jimmy Garoppolo.

Dois dias depois, a ação vai para as quadras de Los Angeles. Os Lakers de LeBron James e Anthony Davis, líder da Conferência Oeste com apenas uma derrota, receberá o Golden State Warriors. O time de São Francisco é o atual pentacampeão do oeste, mas começou muito mal a temporada e uma vitória sobre o rival californiano poderia mudar os ânimos -- caso contrário, pode dar ainda mais combustível ao segundo maior campeão da NBA.

A semana dos esportes americanos ainda tem dezenas de jogos universitários, um interessante Vegas Golden Knights x Washington Capitals (reedição da penúltima temporada) e um clássico do futebol nacional transportado ao basquete:  Botafogo x São Paulo.

Fique ligado nos horários e não perca nada.

SÁBADO, 9 DE NOVEMBRO

NBA
21h30 - Houston Rockets x Chicago Bulls (ESPN)

NHL
21h - Vegas Golden Knights x Washington Capitals (ESPN 2)

NCAA (futebol americano)
17h30 - Kansas State x Texas (ESPN 2)
14h - Penn State x Minnesota (WatchESPN)
14h - Vanderbilt x Florida (WatchESPN)
14h - Western Kentucky x Arkansas (WatchESPN)
14h - East Carolina x SMU (WatchESPN)
14h - Florida State x Boston College (WatchESPN)
14h - Texas Tech x West Virginia (WatchESPN)
14h30 - Yale x Brown (WatchESPN)
15h - Gardner-Webb x Presbyterian (WatchESPN)
15h - Mississippi College x West Alabama (WatchESPN)
16h - Bethune-Cookman x Delaware State (WatchESPN)
16h30 - Jacksonville State x Tennessee Tech (WatchESPN)
17h - Wofford x Mercer (WatchESPN)
17h - Alcorn State x Grambling (WatchESPN)
17h - Chattanooga x Samford (WatchESPN)
17h30 - Wake Forest x Virginia Tech (WatchESPN)
17h30 - Louisville x Miami (WatchESPN)
18h - New Mexico State x Ole Miss (WatchESPN)
21h - Missouri x Georgia (WatchESPN)
21h - Appalachian State x Sputh Carolina (WatchESPN)
21h30 - Tennessee x Kentucky (WatchESPN)
21h30 - Notre Dame x Duke (WatchESPN)
21h30 - Liberty x BYU (WatchESPN)
21h37 - Clemson x NC State (WatchESPN)

NCAA (basquete masculino)
14h - Nicholls x Pittsburgh (WatchESPN)
14h - Robert Morris x Notre Dame (WatchESPN) 
16h30 - North Carolina Central x Stephen F. Austin (WatchESPN)
17h - UMKC x Oklahoma State (WatchESPN)

NCAA (basquete feminino)
15h - Navy x Clemson (WatchESPN)
16h - Morehead State x Bowling Green (WatchESPN)
16h - South Dakota x Green Bay (WatchESPN)
17h - Florida A&M x Jacksonville State (WatchESPN)
22h - UCF x Belmont (WatchESPN)

DOMINGO, 10 DE NOVEMBRO

NFL
15h - Kansas City Chiefs x Tennessee Titans (ESPN)
15h - Atlanta Falcons x New Orleans Saints (ESPN Extra)
18h15 - Los Angeles Rams x Pittsburgh Steelers (ESPN Extra)
18h25 - Carolina Panthers x Green Bay Packers (ESPN)
22h15 - Minnesota Vikings x Dallas Cowboys (ESPN)

NHL
21h - Toronto Maple Leafs x Chicago Blackhawks (WatchESPN)

NCAA (basquete masculino)
20h - James Madison x Virginia (WatchESPN)

NCAA (basquete feminino)
16h - UIC x Kansas (WatchESPN)
17h - Luisiana-Monroe x Ole Miss (WatchESPN)

SEGUNDA, 11 DE NOVEMBRO

21h15 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NFL
22h15 - Seattle Seahawks x San Francisco 49ers (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
22h - Louisiana-Monroe x Texas A&M (WatchESPN)
22h - Texas A&M-CC x Vanderbilt (WatchESPN)
22h - Florida Atlantic x Alabama (WatchESPN)

NCAA (basquete feminino)
21h - Tennessee x Notre Dame (WatchESPN)
21h30 - UIC x Kansas State (WatchESPN)

TERÇA, 12 DE NOVEMBRO

NBB
19h50 - Botafogo x São Paulo (ESPN)

NHL
22h - Colorado Avalanche x Winnipeg Jets (ESPN)

QUARTA, 13 DE NOVEMBRO

NBA
21h30 - Los Angeles Clippers x Houston Rockets (ESPN)
0h - Golden State Warriors x Los Angeles Lakers (ESPN)

NHL
21h - Toronto Maple Leafs x New York Islanders 0(WatchESPN)

NCAA (basquete masculino)
22h - Monmouth x Kansas State (WatchESPN)

NCAA (basquete feminino)
22h - Omaha x Kansas (WatchESPN)

QUINTA, 14 DE NOVEMBRO 

NFL
22h15 - Pittsburgh Steelers x Cleveland Browns (ESPN)

NHL
21h - Carolina Hurricanes x Buffalo Sabres (ESPN 2)

NCAA (basquete feminino)
22h - Houston Baptist x Baylor (WatchESPN)

SEXTA, 15 DE NOVEMBRO 

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA
22h - Utah Jazz x Memphis Grizzlies (ESPN)
0h30 - Boston Celtics x Golden State Warriors (ESPN)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 9 de novembro, 2h.

Fonte: ESPN

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[Programação] Semana de clássicos que vão parar a Costa Oeste, um na NBA e um na NFL

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A temporada do Golden State Warriors acabou: o que fazer agora? | Programa Sem Nome #3

ESPN League
ESPN League
O que fazer com os Warriors?
O que fazer com os Warriors? Arte ESPN

Stephen Curry quebrou a mão. Klay Thompson só começa a temporada em fevereiro, depois da parada para o All-Star Game. Draymond Green machucou a mão. O Golden State Warriors lembra bastante o banco de reservas do Tune Squad contra os Monstars no 'Jogo do Universo' em Space Jam.

Ou seja, a temporada dos Warriors acabou. O que fazer agora? Trocar D'Angelo Russell e investir forte no "tank" buscando uma escolha alta no draft de 2020? Manter o armador e, ainda assim, ficar lá embaixo, mas continuar apostando no projeto que era previsto para essa temporada. Ou buscar um milagre de uma vaga nos playoffs e poder acabar prejudicando o futuro da franquia?

Guilherme Sacco e Leonardo Sasso respondem no Programa Sem Nome desta semana!



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A temporada do Golden State Warriors acabou: o que fazer agora? | Programa Sem Nome #3

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[Programação] NFL com semana cheia de grandes rivalidades (e horários novos, fique atento)

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Tom Brady, do New England Patriots, que vai encarar o Baltimore Ravens nesta semana
Tom Brady, do New England Patriots, que vai encarar o Baltimore Ravens nesta semana Getty Images

A época de dormir mais cedo acabou. Neste fim de semana acaba o horário de verão nos Estados Unidos e, com isso, os jogos de todas as ligas começarão uma hora mais tarde. Fique ligado para não chegar antes da hora e para não marcar compromissos muito cedo no dia seguinte, mas até que o esforço terá suas compensações.

Os dois primeiros jogos noturnos da NFL sem horário de verão são grandes rivalidades: New England Patriots x Baltimore Ravens e Dallas Cowboys x New York Giants. Nada mal começar com dois frequentadores assíduos dos playoffs e um dos maiores clássicos da história da liga.

O ar de rivalidade se espalha por outros esportes, e o fã de esporte da ESPN poderá ver o sempre quente duelo entre Boston Bruins e Montréal Canadiens na NHL e mais um encontro entre Golden State Warriors e Houston Rockets, equipes que dominaram a Conferência Oeste da NBA nos últimos anos (apenas de a atual temporada ser menos generosa com ambos).

Além disso, há uma montanha de partidas de futebol americano e basquete (masculino e feminino) universitários no WatchESPN. Então, fique ligado para não perder nada.

SÁBADO, 2 DE NOVEMBRO

NBA
21h - Toronto Raptors x Milwaukee Brewers (ESPN)

NHL
15h - New York Rangers x Nashville Predators (ESPN 2)

NCAA (futebol americano)
13h - Michigan x Maryland (WatchESPN)
13h - Columbia x Yale (WatchESPN)
13h - Boston College x Syracuse (WatchESPN)
13h - UTSA x Texas A&M (WatchESPN)
13h - Houston x UCF (WatchESPN)
13h - NC State x Wake Forest (WatchESPN)
14h - North Carolina Central x Howard (WatchESPN)
14h - Austin Peay x Eastern Kentucky (WatchESPN)
14h30 - North Carolina A&T x South Carolina State (WatchESPN)
15h - Monmouth x Kennesaw State (WatchESPN)
15h - Morgan State x Norfolk State (WatchESPN)
15h - Akron x Bowling Green (WatchESPN)
16h - South Dakota State x Missouri (WatchESPN)
16h - Troy x Coastal Carolina (WatchESPN)
16h30 - Miami x Florida State (WatchESPN)
16h30 - The Citadel x East Tennessee State (WatchESPN)
16h30 - Middle Tennessee x Charlotte (WatchESPN)
16h30 - TCU x Oklahoma State (WatchESPN)
17h - Central Arkansas x Lamar (WatchESPN)
17h - Delaware State x Florida A&M (WatchESPN)
17h - Mississippi State x Arkansas (WatchESPN)
17h - Wofford x Clemson (WatchESPN)
17h - Pittsburgh x Georgia Tech (WatchESPN)
17h - Tulsa x Tulane (WatchESPN)
18h - Alabama A&M x Southern (WatchESPN)
18h - Texas A&M Commerce x West Texas A&M (WatchESPN)
20h - Ole Miss x Auburn (WatchESPN)
20h30 - Virginia x North Carolina (WatchESPN)
20h30 - Vanderbilt x South Carolina (WatchESPN)
20h37 - SMU x Memphis (WatchESPN)
23h - BYU x Utah State (WatchESPN)

DOMINGO, 3 DE NOVEMBRO

NFL
11h30 - Houston Texans x Jacksonville Jaguars (ESPN)
15h - Minnesota Vikings x Kansas City Chiefs (ESPN)
15h - Indianapolis Colts x Pittsburgh Steelers (ESPN 2)
18h - Detroit Lions x Oakland Raiders (ESPN Extra)
18h25 - Green Bay Packers x Los Angeles Chargers (ESPN)
22h15 - New England Patriots x Baltimore Ravens (ESPN)

NHL
21h - Calgary Flames x Washington Capitals (WatchESPN)

SEGUNDA, 4 DE NOVEMBRO

21h15 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NFL
22h15 - Dallas Cowboys x New York Giants (ESPN)

NCAA (basquete feminino)
22h - Lubbock Christian x Mississippi State (WatchESPN)

TERÇA, 5 DE NOVEMBRO

NBB
19h50 - Rio Claro x Corinthians (ESPN)

NHL
21h30 - Boston Bruins x Montréal Canadiens (ESPN 2)

NCAA (futebol americano)
22h - Ball State x Western Michigan (WatchESPN)

NCAA (basquete masculino)
14h - Central Arkansas x Baylor (WatchESPN)
18h - Gettysburg x UMBC (WatchESPN)
20h30 - Louisville x Miami (WatchESPN)
21h - Kansas x Duke (WatchESPN)
21h - Virginia Tech x Clemson (WatchESPN)
21h30 - Rhodes x Limpscomb (WatchESPN)
22h - North Dakota State x Kansas State (WatchESPN)
22h - Jacksonville State x SMU (WatchESPN)
22h - Omaha x Wichita State (WatchESPN)
22h - South Carolina State x Memphis (WatchESPN)
22h30 - Georgia Tech x NC State (WatchESPN)
23h30 - Michigan State x Kentucky (WatchESPN)

NCAA (basquete feminino)
14h - Harvard x Northern Illinois (WatchESPN)
14h - Binghamton x Siena (WatchESPN)
21h - UMass Lowell x Boston College (WatchESPN)
21h - Mount St. Mary's x Kentucky (WatchESPN)
21h - New Hampshire x Baylor (WatchESPN)
21h - Charleston Southern x Florida State (WatchESPN)
21h - Alabama State x South Carolina (WatchESPN)
21h - UNC Wilmington x Wake Forest (WatchESPN)
21h - High Point x Duke (WatchESPN)
21h - Georgetown x Davidson (WatchESPN)
21h - Western Kentucky x Louisville (WatchESPN)
21h - Central Connecticut x Buffalo (WatchESPN)
21h - Notre Dame x Fordham (WatchESPN)
21h - Bucknell x Virginia (WatchESPN)
21h - Mississippi Valley State x Ole Miss (WatchESPN)
21h - St. Francis (PA) x Virginia Tech (WatchESPN)
21h - Houston x Georgia Tech (WatchESPN)
21h30 - New Orleans x LSU (WatchESPN)
22h - Western Illinois x Missouri (WatchESPN)
22h - Jacksonville State x Vanderbilt (WatchESPN)
22h - Ohio x Syracuse (WatchESPN)
22h - Arkansas-Little Rock x Texas A&M (WatchESPN)

QUARTA, 6 DE NOVEMBRO

NBA
21h30 - Golden State Warriors x Houston Rockets (ESPN)
0h - Milwaukee Bucks x Los Angeles Clippers (ESPN)

NHL
20h30 - St. Louis Blues x Edmonton Oilers (WatchESPN)

NCAA (futebol americano)
22h - Miami (Ohio) x Ohio (WatchESPN)

NCAA (basquete masculino)
20h - Wake Forest x Boston College (WatchESPN)
20h - Notre Dame x North Carolina (WatchESPN)
22h - Oral Roberts x Oklahoma State (WatchESPN)
22h - Florida State x Pittsburgh  (WatchESPN)
23h - Virginia x Syracuse (WatchESPN)

NCAA (basquete feminino)
21h - North Carolina A&T x NC State (WatchESPN)
21h - Furman x Clemson (WatchESPN)
21h - Wofford x Auburn (WatchESPN)
21h30 - Texas Tech x Kansas (WatchESPN)
22h - Hampton x Alabama (WatchESPN)

QUINTA, 7 DE NOVEMBRO 

NFL
22h15 - Los Angeles Chargers x Oakland Raiders (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h - Presbyterian x Clemson (WatchESPN)

NCAA (basquete feminino)
20h - Western Carolina x North Carolina (WatchESPN)
21h - Kennesaw State x Georgia (WatchESPN)
21h - Central Arkansas x Tennessee (WatchESPN)
22h - Estados Unidos x Texas A&M (WatchESPN)

SEXTA, 8 DE NOVEMBRO 

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA
21h - Cleveland Cavaliers x Washington Wizards (ESPN)

NHL
16h - Tampa Bay Lightning x Buffalo Sabres (ESPN 2)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 2 de novembro, 2h.

Fonte: Ubiratan Leal

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Washington Nationals, contra tudo e contra… os números?

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Jornalista torce, claro que torce. Ao contrário do que muita gente pensa, porém, normalmente a torcida não é pelo time de infância ou contra o rival desta equipe. Muitas vezes a torcida é por uma boa história, um jogo emocionante, algo que mobilize o público e faça mais gente perceber como aquele evento que está acontecendo é especial. E jogo 7 de uma final de campeonato sempre parece uma grande pauta em potencial. Como era Houston Astros x Washington Nationals na última quarta. Ou deveria ser, porque dois terços do jogo havia se passado e só um time parecia jogar.

Ao final da sexta entrada, os Nationals tinham conseguido apenas uma rebatida contra Zack Greinke. A mistura de bolas rápidas não-tão-rápidas-assim e muitas bem lentas com bastante efeito tirava todo o tempo dos rebatedores do Washington. Um após o outro, eles não encontravam a forma certa de lidar com cada arremesso. Dava toda a pinta que seria uma daquelas apresentações épicas de um arremessador que deixava o adversário parecer que não tinha entrado em campo.

LEIA TAMBÉM: Os playoffs 2019 podem redefinir o espaço dos Nationals, mesmo que o título não venha

Do outro lado, os Astros já tinham duas corridas. Max Scherzer, o arremessador dos Nats e um dos melhores do mundo (talvez o melhor) na função, estava voltando de lesão e claramente não estava no seu melhor. Os arremessos não se mexiam tanto durante a viagem, a localização não era tão precisa. Com isso, o ataque do Houston causava seus estragos. Cada entrada era como uma tragédia evitada no sufoco por Scherzer, com vários corredores em base antes da terceira eliminação. Se o ataque explodisse em algum momento, seria uma lavada dos texanos.

Como comentarista, foi inevitável pensar: “está só 2 a 0, ainda tem jogo, ainda dá para achar que pode virar. Mas, se o ataque dos Nationals continuar desse jeito, a vitória vai parecer fácil e uma galera que só veio ver o jogo porque era a finalíssima vai achar que foi sem graça. Que pena”. Grande engano. 

Parecia que a grande história de uma final apoteótica para a temporada 2019 da MLB estava murchando. Mas, na verdade, ela estava no meio. Quanto mais morto os Nationals parecessem, mais viva ela estava. Porque essa grande história era justamente sobre o time da capital americana ressurgir do nada para mostrar que sua missão era pisotear nas estatísticas de probabilidades. Foi assim o ano todo.

22%

Em 23 de maio, após 50 jogos (quase um terço da temporada regular), os Nationals tinham uma campanha de 19 vitórias e 31 derrotas. Era a segunda pior da Liga Nacional e a quinta pior de toda a MLB. Somente Miami Marlins, Baltimore Orioles, Detroit Tigers e Kansas City Royals -- todas equipes que sucatearam seus times para gastar pouco enquanto reconstroem o elenco -- estavam piores. De acordo com o site Fangraphs, um dos mais conceituados em estatísticas de beisebol, o Washington tinha apenas 22% de chance de classificação aos playoffs.

A partir de 24 de maio, os Nats iniciaram uma recuperação espetacular, fazendo a melhor campanha da MLB desde esse dia. Muita gente não percebeu, porque o início ruim mascarava isso e nem na briga pelo título da divisão -- conquistada pelo Atlanta Braves -- a franquia da capital americana entrou. Mas foi suficiente para pegar uma vaga no wildcard, que dava direito a um jogo de vida ou morte em casa contra o Milwaukee Brewers.

13%

Scherzer não foi brilhante como de costume e os arremessadores dos Brewers estavam dando conta do recado. O Milwaukee chegou à oitava entrada com vantagem de 3 a 1 e Josh Hader, um dos melhores fechadores (talvez o melhor), da liga no montinho para finalizar a partida. Os cálculos de probabilidade de vitória apontavam em 87% a chance de triunfo dos cervejeiros. Mas, já com dois eliminados na oitava entrada, uma rebatida simples de Ryan Zimmerman e um walk de Andrew Stevenson lotaram bases. Uma rebatida simples de Juan Soto com erro defensivo infantil de Trent Grisham permitiram a virada para 4 a 3, marcador que permaneceu até o final. 

Os Nationals sobreviveram após terem apenas 13% de chance de classificação. Era hora de mostrar esse poder de recuperação na série contra o Los Angeles Dodgers, time de melhor campanha da Liga Nacional.

Nationals comemoram o seu primeiro título da MLB
Nationals comemoram o seu primeiro título da MLB Getty

35%

Os Dodgers lideravam a série por 2 a 1 e anotaram uma corrida logo na primeira entrada do jogo 4. Com o placar em 1 a 0 na terceira entrada, a chance de vitória (e classificação) dos californianos estava em 65%. Mas uma sequência de walk, rebatida simples e rebatida de sacrifício permitiu o empate. A virada veio no decorrer da partida e os Nationals conseguiam ao menos levar a decisão para o jogo 5, em Los Angeles.

11%

O começo deu o tom: depois do susto, os Dodgers fariam seu favoritismo prevalecer em uma série que poderia ser resolvida em menos duelos. Os californianos abrem 3 a 0 logo na segunda entrada e vão tocando a partida. A duas entradas do fim, o máximo que os Nationals conseguiram foi reduzir o placar para 3 a 1. A seis eliminações do fim e com um dos melhores arremessadores do século 21 no montinho (e um dos melhores fechadores aquecendo), não soava estranho ver que os algoritmos apontavam em 89% a chance de vitória do Los Angeles. Mas home runs seguidos de Anthony Rendón e Juan Soto empataram o jogo e um grand slam de Howie Kendrick na décima entrada selaram a improvável vitória do Washington. 

A final da Liga Nacional seria contra o St. Louis Cardinals, mas nem teve graça. O Washington varreu a série e teve ao menos um pouco de descanso nessa saga de contrariar os números. A World Series seria diferente.

-235 x +195

O Washington Nationals parecia fazer hora extra nos playoffs, enquanto que o Houston Astros pintava como o supertime dos supertimes, o sobrevivente da batalha contra o New York Yankees. Antes mesmo do primeiro arremesso, a casa de aposta do Caesars, em Las Vegas, abriu as cotações da World Series com favoritismo de -235 para os Astros, enquanto que os Nationals tinham +195. Para quem não tem intimidade com essa numeralha de apostas, basta dizer que desde 2007 (quando o Boston Red Sox varreu o Colorado Rockies na final) a decisão da MLB não tinha uma equipe tão favorita.

32%

O Washington surpreendeu ao vencerem os dois primeiros jogos em Houston, mas as coisas pareciam voltar ao normal quando os Astros deram o troco e saíram com a vitória nas três partidas na capital americana. Bastava aos texanos seguirem o embalo e fechar a série na partida 6.

Isso vinha acontecendo até a quinta entrada. Os Astros tinham 2 a 1 no placar, Justin Verlander detonando tudo no montinho e chance de vitória em 68%. Mas home runs de Adam Eaton e Juan Soto viraram o placar, mais algumas corridas vieram no final e os Nationals forçaram a realização do sétimo jogo.

14%

E voltamos ao início do texto. Zack Greinke estava moendo o ataque dos Nationals no início da sétima entrada e o comentarista na transmissão brasileira estava lamentando a grande chance de a MLB terminar com um jogo sem graça. De fato, os algoritmos apontavam em 86% a probabilidade de vitória (e título) dos Astros. 

Até que Rendón conseguiu um home run no primeiro contato forte que os Nationals fizeram na bolinha em todo o jogo. Em seguida, Soto consegue um walk e AJ Hinch resolve mudar. Ainda que Greinke não estivesse desgastado, o técnico dos Astros troca de arremessador. Will Harris cede um home run para Kendrick e o placar, de repente, estava em 3 a 2 para o Washington.

O Houston morreu ali. Hinch tomou outras decisões duvidosas com arremessadores e o ataque sentiu o baque da virada inesperada. A diferença foi aumentando naturalmente, terminando em 6 a 2.

Foi a primeira série em melhor-de-sete com vitória dos visitantes em todas as partidas na história das grandes ligas americanas. A cidade de Washington via seu time conquistar um título no beisebol pela primeira vez desde 1924. O Brasil tinha no catcher Yan Gomes seu segundo campeão da MLB (o primeiro foi Paulo Orlando em 2015 com os Royals). Mas a grande história não era o que o título trazia, mas simplesmente ele existir, mesmo quando foi desenganado pelas estatísticas em tantas oportunidades.

Obs.: o site da ESPN americana já publicou seu ranking de força para a temporada 2020 da MLB. Mesmo com o título, o Washington Nationals está apenas na oitava posição. Pelo visto, a missão de contrariar os números na próxima temporada já começou

Fonte: Ubiratan Leal

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Washington Nationals, contra tudo e contra… os números?

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Zion Williamson é um fenômeno, mas sua carreira pode acabar cedo? | Programa Sem Nome #2

ESPN League
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A lesão de Zion Williamson foi um abalo na NBA. O calouro do New Orleans Pelicans nem chegou a estrear na liga oficialmente e lesionou o joelho, ficando de fora de até 8 semanas da temporada.

O quanto essa lesão e outros problemas físicos impactam a carreira do maior prospecto desde LeBron James? Ela pode ser encurtada por causa disso?

Guilherme Sacco e Leonardo Sasso discutem no Programa Ainda Sem Nome desta semana!



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Como calouro da NBA igualou feito de Michael Jordan e tem o potencial de ser o melhor defensor do ano

Leonardo Sasso
Leonardo Sasso


Matisse Thybulle sempre foi um “caçador”. Não na acepção da palavra, mas no lado defensivo de uma quadra de basquete. Marcações apertadas, sem deixar o adversário respirar. 

No College, isso já ficou evidente. Liderou Washington durante quatro anos em steals e tocos por jogo. Bateu recordes históricos da NCAA… Mas foi esnobado no Draft.

No seu último ano no basquete universitário, teve 125 steals, recorde da conferência Pac-12, superando a marca de Jason Kidd, quando ainda jogava na California.

 A fama não lhe rendeu toda a badalação para ser uma escolha de loteria do recrutamento da NBA. Foi a 20ª escolha pelo Boston Celtics e trocado no mesmo dia com o Philadelphia 76ers. 

Foi aí que a franquia de Ben Simmons e Joel Embiid conseguiu o que Thybulle faz de melhor: um steal. 

O ala de 1,96m já é essencial na rotação de Philadelphia. Se no ataque ainda tem muito a melhorar, na defesa já é um pilar do time. 

Teve oito steals e quatro tocos em 66 minutos jogados na temporada, nos seus três primeiros jogos na carreira, números que apenas Michael Jordan teve na história da Liga. 

Matisse Thybulle em jogo dos 76ers na NBA
Matisse Thybulle em jogo dos 76ers na NBA Getty

A lenda do Chicago Bulls conseguiu 10 steals e sete tocos em 108 minutos nos três primeiros jogos da carreira, em 1984. No total, Jordan foi escolhido nove vezes para o melhor time defensivo da NBA. 

Se pensarmos em Thybulle com os mesmos minutos dos três primeiros jogos de Jordan, seriam 13 steals e sete tocos. Uma marca incrível! 

Thybulle ainda não é titular e longe de ser uma peça ofensiva importante para os Sixers. Pensar em um prêmio de melhor defensor da Liga ainda é distante apesar dos grandes números, ainda mais com Anthony Davis tendo um ótimo começo de temporada nesse lado da quadra e OG Anunoby, dos Raptors, brilhando na defesa. 

Mas o talento é inegável. Thybulle vai evoluir bastante. Erro de quem não o selecionou antes...

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Cinco conclusões (possivelmente precipitadas, mas talvez não) após uma semana de NBA

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Karl-Anthony Towns é o melhor unicórnio do mundo


Para um pivô ser levado a sério nos dias de hoje, ele precisa fazer de tudo. E as últimas temporadas da NBA levantaram discussões fortes sobre quem seria o melhor grande da liga: Embiid ou Jokic. Bem, parece que nem um, nem outro.

O começo de ano de KAT é surreal. Após três jogos, as médias são de 32 pontos, 13,3 rebotes, 5 assistências, 3 roubos de bola e 2 tocos. Tudo isso acertando 5 bolas de três por jogo (convertendo 51,7% das tentadas). Entretanto, o mais incrível é ver como ele está jogando além dos números. A facilidade com que ele arremessa lembra Stephen Curry. O gatilho rápido, a boa leitura das jogadas (muitas que ele mesmo vem armando), o step-back... Só que com 2,13 metros. E bem, três vitórias nos três primeiros jogos.


Pascal Siakam pode ser, novamente, o jogador que mais evoluiu na NBA

 


Kawhi saiu, mas talvez o presente não seja tão ruim para os Raptors - e por causa de Pascal Siakam. Agora líder do time, parece que o camaronês subiu mais um degrau para esta temporada, e por isso o time começa com três vitórias e uma derrota.

Se ele foi eleito o jogador que mais evoluiu na NBA na última temporada após passar de 7,3 pontos e 4,5 rebotes por jogo (em 2017-18) para 16,9 pontos e 6,9 rebotes (em 2018-19), que tal um começo com médias de 28,7 pontos, e 10,7 rebotes - com direito a 47% de acerto dos arremessos dos três pontos? É evolução que não para, e o céu é o limite.

Luka Doncic é o próximo 'dono' da NBA


É possível dividir a NBA em eras, e cada era teve seu ou seus donos. Bill Russell, Wilt Chamberlain, Kareem Abdul-Jabbar, Larry Bird, Magic Johnson, Michael Jordan, Shaquille O'Neal, Kobe Bryant, LeBron James, Kevin Durant, Stephen Curry... Jogadores que, além de serem pontos MUITO fora da curva, eram (e são) o rosto da liga, dentro e fora de quadra. Luka Doncic é o próximo.

LeBron, Durant e Curry estão mais perto do fim do que do começo, e a nova era já começou. Nomes como Antetokounmpo, Davis e Embiid aparecem como jovens craques incontestáveis, mas Doncic tem o potencial para colocá-los como seus 'coadjuvantes' nessa questão que vai ainda além do basquete, mas que tem no jogo dentro de quadra seu ponto fundamental. 

O começo de sua segunda temporada na NBA tem números de MVP: 29,3 pontos, 10,3 rebotes e 7,3 assistências por jogo.  A inteligência para ler situações em quadra é evidente, e o carisma incontestável. Outro ponto diferencial é o estilo de jogo. Cada vez mais a liga se desenvolve ao redor de arremessadores (o que os citados acima não são exatamente), e esse fator pode tornar Doncic o exemplo a ser seguido por milhões de crianças ao redor do mundo.

Os Spurs devem trocar DeMar DeRozan



Três jogos, três vitórias. Gregg Popovich segue impecável, e a reconstrução dos Spurs mais clara do que nunca. Com três garotos cheios de potencial na armação (Dejounte Murray - um monstro -, Derrick White e Bryn Forbes), DeMar DeRozan pode ser muito útil... Principalmente se for uma moeda de troca. Com ele lá, os minutos desses jogadores serão reduzidos para que ele possa jogar (como deve, se estiver no elenco), e isso não é bom.

O camisa 10 ainda está perto do seu auge e definitivamente é um jogador que pode decidir partidas e fazer parte de uma equipe campeã. Os Spurs, sejamos honestos, dificilmente passarão da primeira rodada dos playoffs. Então, por que não abraçar a reconstrução e dar o time completamente nas mãos dos garotos?  DeMar tem valor alto para times que sonham com o troféu, e em seu lugar podem vir escolhas de draft e garotos promissores para Popovich desenvolver em um novo time de San Antonio que promete muito. 

Trae Young é o jogador mais divertido da liga



Os jogadores jogam para vencer e por essa ser a profissão deles, acima de tudo. Nós, que estamos do outro lado da tela, assistimos basquete para nos divertir. E é isso que Trae Young nos proporciona mais do que qualquer outro jogador atualmente.

Ele arremessa de qualquer lugar da quadra, se mexe com confiança, encontra seus companheiros com passes incríveis tirados da cartola e joga com amor. Não é preciso pedir mais nada, pois o talento para fazer tudo isso acima ele já tem. A dica é: se os Hawks estão jogando, pare e divirta-se.

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Cinco conclusões (possivelmente precipitadas, mas talvez não) após uma semana de NBA

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Draymond Green tem razão: os Warriors são uma m..

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

Na tarde de domingo (27) o Golden State Warriors visitou o Oklahoma City Thunder na sua segunda partida da temporada 2019-2020 da NBA. E foi atropelado.

Os donos da casa venceram por 120 a 92 e Stephen Curry, com 23, foi o único jogador dos Warriors a passar dos 10 pontos na partida. Na estreia, a equipe já havia inaugurado sua nova casa tomando 141 a 122 do LA Clippers.

Após a partida contra o Thunder, Draymond Green concedeu entrevista coletiva e resumiu a situação dos Warriors: 'A realidade é que nós somos uma m... no momento'. E ele tem razão.

É inegável que, atualmente, o Golden State Warriors é qualquer coisa menos um time de basquetebol. Um catadão da redação da ESPN, muito provavelmente, lembraria mais um time do que os Warriors das duas primeiras rodadas.

Mas a palavra-chave é momento. São apenas duas partidas de temporada regular e os Warriors perderam, simplesmente, Kevin Durant para o Brooklyn Nets e Klay Thompson para uma lesão no joelho. Trouxeram D'Angelo Russell e estão tendo que adaptar sua maneira de jogar.

Steve Kerr já mostrou que é um dos melhores técnicos da liga em outras oportunidades, Stephen Curry que é um dos melhores jogadores e Draymond Green um dos melhores defensores.

É questão de tempo - e Draymond sabe - para que as coisas se ajeitem em São Francisco e os Warriors retomem o caminho das vitórias. O primeiro passo foi dado no final de semana: reconhecer que está tudo errado e é preciso mudar.

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[Programação] É hora de conhecer o novo campeão da World Series

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Houston Astros comemora vitória na World Series de 2017
Houston Astros comemora vitória na World Series de 2017 Getty

A World Series não dá tempo para piscar. As finais da MLB mal começaram e já serão decididas nesta semana. Entre domingo  e a próxima quarta será conhecido o novo campeão da Major League Baseball, com os confrontos 5, 6 e 7 entre Washington Nationals e Houston Astros. 

Os Astros buscam o segundo título em três anos, enquanto que os Nats tentam sua primeira conquista na história. O time da capital americana ainda representaria a segunda World Series para um jogador brasileiro, pois Yan Gomes é um dos catchers da equipe (Paulo Orlando foi campeão com o Kansas City Royals em 2015).

Aproveite bem, pois é a única semana do ano em que as quatro principais ligas esportivas dos Estados Unidos estão em atividade ao mesmo tempo. E podem ser cinco, se considerarmos o futebol americano universitário.

Veja abaixo a programação de esportes americanos da ESPN.

SÁBADO, 26 DE OUTUBRO

NBA
18h - Miami Heat x Milwaukee Bucks (ESPN)

MLB (finais)
21h - Houston Astros x Washington Nationals (ESPN)

NHL
20h - St. Louis Blues x Boston Bruins (ESPN 2)

NCAA (futebol americano)
20h37 - Notre Dame x Michigan (ESPN Extra)
13h - Oklahoma x Kansas State (WatchESPN)
13h - Bryant x Robert Morris (WatchESPN)
13h - Bowling Green x Western Michigan (WatchESPN)
13h - Mississippi State x Texas A&M (WatchESPN)
13h - Appalachian State x South Alabama (WatchESPN)
13h - Miami x Pittsburgh (WatchESPN)
13h - Iowa x Nothwestern (WatchESPN)
14h - Howard x North Carolina A&T (WatchESPN)
15h - Delaware State x North Carolina Central (WatchESPN)
16h - Eastern Kentucky x Eastern Illinois (WatchESPN)
16h - Florida A&M x Morgan State (WatchESPN)
16h30 - Penn State x Michigan State (WatchESPN)
16h30 - Furman x Western Carolina (WatchESPN)
16h30 - Alabama A&M x Alabama State (WatchESPN)
16h30 - Maruland x Minnesota (WatchESPN)
16h30 - Syracuse x Florida State (WatchESPN)
16h30 - Akron x Northern Illinois (WatchESPN)
16h30 - Virginia x Louisville (WatchESPN)
16h45 - South Florida x East Carolina (WatchESPN)
17h - Murray State x Jacksonville State (WatchESPN)
17h - South Carolina State x Bethune-Cookman (WatchESPN) 
17h - South Carolina x Tennessee (WatchESPN)
17h - Duke x North Carolina (WatchESPN)
20h - Arkansas x Alabama (WatchESPN)
20h - UCF x Temple (WatchESPN)
20h30 - Boston College x Clemson (WatchESPN)
20h30 - Colorado State x Fresno State (WatchESPN)
20h30 - Missouri x Kentucky (WatchESPN)
21h - Louisiana Tech x UTEP (WatchESPN)
23h15 - Utah State x Air Force (WatchESPN)
23h30 - Washington State x Oregon (WatchESPN)

NCAA (basquete masculino)
20h - Daemen x Syracuse (WatchESPN)
20h - Northwest Missouri State x Duke (WatchESPN)

DOMINGO, 27 DE OUTUBRO

NFL
14h - Philadelphia Eagles x Buffalo Bills (ESPN)
14h - Arizona Cardinals x New Orleans Saints (ESPN Extra)
17h - Carolina Panthers x San Francisco 49ers (ESPN 2)
17h25 - Cleveland Browns x New England Patriots (ESPN)
21h15 - Green Bay Packers x Kansas City Chiefs (ESPN 2)

MLB (finais)
21h - Houston Astros x Washington Nationals (ESPN)

NHL
20h - Los Angeles Kings x Chicago Blackhawks (WatchESPN)

NCAA (basquete masculino)
20h - Mount Olive x NC State (WatchESPN)

SEGUNDA, 28 DE OUTUBRO

20h15 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NFL
21h15 - Miami Dolphins x Pittsburgh Steelers (ESPN)

TERÇA, 29 DE OUTUBRO

NBB
18h50 - Franca x Basquete Cearense (ESPN)

MLB (finais)
21h - Washington Nationals x Houston Astros (ESPN)

NHL
20h - San Jose Sharks x Boston Bruins (ESPN 2)

NCAA (basquete masculino)
20h - Capital Unviersity x Notre Dame (WatchESPN)
20h - Bellarmine x Louisville (WatchESPN)
21h - Carleton University x Syracuse (WatchESPN)

NCAA (basquete feminino)
19h - Nova Southeastern x Miami (WatchESPN)
20h - Carson-Newman x Tennessee (WatchESPN)

QUARTA, 30 DE OUTUBRO

NBA (pré-temporada)
20h30 - Milwaukee Bucks x Boston Celtics (ESPN 2)
23h - Los Angeles Clippers x Utah Jazz (ESPN 2)

MLB (finais)
21h - Washington Nationals x Houston Astros (ESPN)

NHL
20h30 - Edmonton Oilers x Columbus Blue Jackets (WatchESPN)

NCAA (basquete masculino)
20h - Fort Valley State x Duke (WatchESPN)
20h - Flagler x Miami (WatchESPN)

QUINTA, 31 DE OUTUBRO 

NFL
21h15 - San Francisco 49ers x Arizona Cardinals (ESPN)

NHL
21h - Calgary Flames x Nashville Predators (ESPN 2)

NCAA (futebol americano)
21h - West Virginia x Baylor (WatchESPN)
21h - Georgia Southern x Appalachian State (WatchESPN)

NCAA (basquete masculino)
20h30 - Pittsburgh State x Kansas (WatchESPN)

NCAA (basquete feminino)
20h - Anderson x NC State (WatchESPN)

SEXTA, 1º DE NOVEMBRO 

19h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA
20h - Houston Rockets x Brooklyn Nets (ESPN)
22h30 - Los Angeles Lakers x Dallas Mavericks (ESPN)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 26 de outubro, 14h.

Fonte: ESPN

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Giannis é a adaptação de Shaq à NBA moderna

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto


30 pontos, 13 rebotes, 11 assistências.

Foram estes os números de Giannis Antetokounmpo em sua estreia na temporada 2019-20 da NBA - e o Milwaukee Bucks venceu o Houston Rockets de James Harden e Russell Westbrook. Os números são assustadores, mas já se tornaram comuns para o atual MVP da liga. Outra coisa que já é corriqueira para o grego? A comparação a Shaquille O'Neal. 

Mas, não, Giannis não é o novo Shaq. Nem é uma evolução do lendário pivô tetracampeão da NBA. Digamos que ele é a adaptação de O'Neal ao basquete moderno, e sua primeira partida na temporada ajuda a mostrar isso.

Dos 17 arremessos que tentou contra os Rockets, 9 foram dentro do garrafão - e oito foram convertidos. Algo similar ao que Shaq fazia em seus tempos de jogador e, desde o ano passado, principal razão para que Giannis tivesse seu nome ligado ao do antigo pivô.

"Nunca dei meu nome para alguém antes, mas vou fazer isso por ele. É o novo Super-Homem. Ele está dominando, e eu era assim também. Ele domina o garrafão, ataca o aro, enterra. Eu eu também não arremessava bolas de três", disse Shaq em novembro de 2018.



A última parte da fala de O'Neal é o que divide os estilos dos dois. Giannis não tentava chutes de três pontos. Mas as coisas estão mudando. Contra Houston, Antetokounmpo arremessou três vezes de meia-distância e não errou. Foram cinco bolas de três, e duas delas caíram.

Não existem mais dúvidas que a NBA não é a mesma dos tempos de Shaq (oito anos já se passaram desde que The Diesel se aposentou). As posições perderam importância, e a função é o que define os quintetos que vão à quadra. No caso dos Bucks, um time que gosta de aproveitar os rebotes defensivos para acelerar no contra-ataque, Antetokounmpo é o grande responsável por carregar a bola. E ele se aproveita disso como ninguém.

A consequência das táticas de Milwaukee é o aumento do número de assistências de Giannis - seis de seus 15 triplos-duplos foram feitos desde o começo da temporada passada.

Antetokounmpo antes de jogo dos Bucks na NBA
Antetokounmpo antes de jogo dos Bucks na NBA Getty

A própria forma como ele domina o garrafão é diferente do estilo de Shaq. O grego tem, sim, seus momentos de pivô em que usa os 2,11m que tem de altura para pontuar. Mas ele cria boa parte dos lances se movimentando e partindo do perímetro para atacar a cesta.

Giannis não é Shaq, mas é sua versão atualizada aos moldes do basquete moderno. E assim como aconteceu 20 anos atrás, a NBA sabe quem é o jogador mais dominante do mundo.

*E não vamos esquecer: os lances livres são dor de cabeça para os dois.

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A benção de Zion Williamson pode ser própria maldição

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Nunca vimos um jogador como Zion Williamson. Por mais que você já tenha lido isso dezenas de vezes, não deixa de ser verdade.

São 2,01 metros de altura e 129 kg nas costas. Se fosse só isso, ok. O que o torna único é sua explosão e velocidade, fora do normal para jogadores mais leves - sejam eles mais altos ou mais baixos.  Além disso, seu controle de bola também é fora da curva.

Voa, Zion! Lonzo Ball manda passe da parte de trás da quadra, e calouro dos Pelicans sobe para ponte aérea na NBA

NESTA SEXTA-FEIRA, ÀS 21H, OS PELICANS ENCARAM OS MAVERICKS AO VIVO NA ESPN 2 E NO WATCHESPN - NÃO PERCA!

Seu desenvolvimento físico o faz jogar em qualquer nível de competição como se fosse o melhor atleta dentro de quadra. No Ensino Médio, era humilhante. Na Universidade, fácil. Na NBA, parece que ainda será muito dominante. 

Sem um arremesso confiável, Zion baseia seu jogo em 'trombadas'.  Ele consegue vir de fora da linha dos três batendo a bola com velocidade, vencendo o primeiro defensor no drible. Sua meta sempre é arremessar a um metro ou menos de distância da cesta, onde é mortal. Mas com apenas 2,01 metros isso se torna difícil, já que os pivôs são muito mais altos. 

Aí que vem sua benção. Seja com sua impulsão para chegar enterrando ou, principalmente, com sua força no chão, ele abre espaços. Tromba em um, dá ombrada em outro, gira, sobe, cesta.

Abaixo, veja seus arremessos contra os Bulls na pré-temporada.

O problema é que sua aptidão física pode ser sua maldição. Por ser muito pesado e não tão alto, Zion se torna extremamente denso. E todo esse peso pode ser muito para seus joelhos e pés aguentarem. Pode ser que não. 

A lesão que obrigou uma cirurgia no menisco e o tirou das primeiras semanas na temporada não tem relação com seu peso, disse David Griffin, diretor dos Pelicans.

"A ideia de que isso (lesão) aconteceu de alguma forma porque Zion está em más condições físicas é apenas estúpida".

Zion por Zion: em suas próprias palavras, fenômeno relembra caminho até a NBA

Não dá para saber se isso é verdade ou história para boi dormir, mas Griffin trouxe um bom exemplo do que é Zion: 

“Esse cara é uma aberração da natureza. Quando passou pelo exame físico, ele correu na esteira por mais tempo do que qualquer um precisou no teste de estresse cardiorrespiratório para aumentar sua frequência cardíaca. Isso aconteceu porque ele foi tocado pela mão de Deus. Ele está em condição de elite."

Em Duke, a lesão foi para a conta do tênis. Agora não temos explicação. Só resta esperar que sua carreira não seja destruída ou até mesmo freada por lesões. Ele é muito especial para isso.



Zion domina mais uma vez, acerta até bola de três e comanda vitória dos Pelicans sobre o Jazz na NBA

Fonte: Pedro Suaide

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‘Fórum 360 Basquete’ vai reunir profissionais do mercado em amplo debate sobre a modalidade

NBA na ESPN
NBA na ESPN

Um olhar sobre a modalidade que mais cresce no país. Esse é o objetivo do ‘Fórum 360 Basquete: Cenário, Mercado e Mídias’, evento que será realizado em 9 de novembro, no auditório da Academia Competition (São Paulo), reunindo profissionais do mercado para um dia repleto de debates sobre o basquete. Na programação, painéis de debates reunindo mais de 25 convidados, entre eles jornalistas (TV, rádio, Internet e impresso), executivos de marcas, agências e plataformas digitais e nomes do esporte, além de apresentações de representantes de entidades, como NBA (National Basketball Association), NBB (Novo Basquete Brasil), CBB (Confederação Brasileira de Basketball) e LBF (Liga de Basquete Feminino).

As inscrições já estão abertas pelo site www.360forum.com.br e são limitadas. Parte da renda será transformada em doação à Cruz Vermelha do Brasil. O evento é uma realização de MPC Rio Comunicação, Old Coach Branding e Think Sports, com apoio de ACEESP (Associação de Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo), Academia Competition e Cruz Vermelha do Brasil. Mais informações pelo email contato@360forum.com.br e no perfil oficial no Instagram @360.forum.

Abaixo a programação do evento* *sujeito a alterações por parte da organização

8h – Check-In 8h45min – Boas-Vindas e Apresentação do Fórum 360 Basquete Samy Vaisman (MPC Rio Comunicação) e Antônio Romero (OC Branding) 

9h – Mesa de Debate: Momento do Basquete e Atuação da Imprensa/Mídia Participantes: Marcius Azevedo (O Estado de SP), Marcos Guedes (Grupo Folha), Fábio Balassiano (Blog Bala na Cesta / UOL) e Erick Castelhero (ACEESP). Mediador: André Sanches (CBN / Rádio Globo) 

9h55 – Palestra NBA (Rodrigo Vicentini – Head da NBA no Brasil) 10h35 – Coffee Break 10h50 – Palestra NBB (Guilherme Buso – Diretor de Comunicação do NBB) 11h35 – Palestra CBB (nome a confirmar) 

12h20 – Palestra LBF (Ricardo Molina – Presidente da Liga de Basquete Feminino) 

13h – Intervalo 

14h – Reunião de Pauta: Novas Histórias na Mídia Participantes: Daniel Minozzi (TV Globo/SporTV), Rubens Pozzi (ESPN), José Emílio Ambrósio (TV Bandeirantes) e Márcio Moron (Fox Sports). Mediador: José Renato Ambrósio (TV Globo / SporTV) 

15h15 – Conteúdo Digital / Streaming Participantes: Gustavo Poloni (Twitter), Renan Prates (DAZN), João Fernandes (OC Branding) – representante Facebook a confirmar. Mediador: Fernando Medeiros 

16h30 – Coffee Break 

16h45 – Marcas, Marketing e Gestão Participantes: Rodrigo Lopes (Nestlé), Arthur Borelli (Think Sports), ‘Magic’ Paula (campeã mundial) e Diego Garcia (Nike). Mediador: Erich Beting (Máquina do Esporte) 18h – Considerações Finais e Encerramento

Mais informações: Fórum 360 Basquete

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‘Fórum 360 Basquete’ vai reunir profissionais do mercado em amplo debate sobre a modalidade

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Esqueça, Zion! Há 60 anos, NBA começava a ver o calouro mais monstruoso de sua história

Gustavo Faldon
Gustavo Faldon

A cada ano os 60 novos jogadores que entram na NBA via Draft causam furor e, acima de tudo, expectativa, já que fãs e crianças ao redor do mundo sabem de cor todas as suas enterradas na carreira antes mesmo dele vestir um uniforme da liga de basquete profissional.

E se a expectativa em cima de Zion Williamson é a maior em cima de um calouro desde LeBron James, há 60 anos um calouro elevava à enésima potência as definições de ser dominante. 

Foi em 24 de outubro de 1959 que Wilt Chamberlain fez seu primeiro jogo na NBA, pelo Philadelphia Warriors. O resultado final foi 118 a 109 para os Warriors, com astronômicos 43 pontos e 28 rebotes de Wilt. 

Só não é possível “pirar” mais nas estatísticas porque na época não contabilizavam roubos de bola e tocos.

Wilt Chamberlain foi de longe, em termos estatísticos, o melhor calouro que a NBA já viu. Ele terminou sua primeira temporada na liga com 37,6 pontos, 27 rebotes, 46% nos chutes e 2,3 assistências de média. Isso porque ele teve aproveitamento de apenas 58% nos lances livres, batendo 13,8 por jogo.

Foram 28 jogos com pelo menos 30 pontos, 27 com ao menos 40 pontos e cinco partidas com 50 ou mais pontos.

Além disso, foram 62 jogos com mais de 20 rebotes. Wilt Chamberlain realmente era de outro planeta.

Fonte: Gustavo Faldon

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Na quadra e nas redes sociais: a temporada mais empolgante da história da NBA está apenas começando

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

Stephen A. Smith é um homem polêmico. Se você não o conhece, faço uma pequena apresentação: imagine um comentarista que abraça a polêmica ao máximo, se envolve em provocações e não tira o pé ao dar sua opinião. Imaginou? 

Como qualquer um que vive na TV e nas redes sociais de hoje em dia, Stephen A. é amado e odiado por muitos. Mas não há como negar sua experiência na cobertura dos esportes americanos. E no dia da abertura da temporada 2019-20 da NBA, ele usou sua conta no Twitter para dizer algo que, talvez, muita gente não tenha levado em conta.

"Estou cobrindo a NBA há 25 anos. Nunca estive tão empolgado por uma temporada."

E preciso concordar, a NBA terá um ano histórico pela frente por vários motivos. É bom abrir os olhos para não perder o que está prestes a acontecer.

Antes de qualquer coisa, o nível de talento da liga aumentou de forma assustadora nos últimos 15 anos - a invasão dos europeus é uma das razões. Giannis Antetokounmpo é o atual MVP.  Nikola Jokic e Joel Embiid são candidatos. Luka Doncic foi o Calouro do Ano, e Rudy Gobert, o Melhor Defensor na temporada passada. As promessas que deixam o basquete universitário se desenvolvem cada vez mais - Zion chega com o potencial para mudar a franquia, assim como Donovan Mitchell, Trae Young, Ben Simmons, Jamal Murray e vários outros estão fazendo.

A maior prova do equilíbrio da NBA é Kawhi Leonard. Em um Leste sem dono, ele carregou o Toronto Raptors ao título. Agora, volta para casa, Los Angeles, mas com a camisa dos antes ignorados Clippers.

Mas vamos falar sobre algo que vai além do que acontece dentro das quadras.

A NBA se tornou o grande exemplo de um negócio que tomou conta das redes sociais. Se você ainda não tentou, experimente uma noite de #NBATwitter para entender o que quero dizer. Lances, reações, threads... e não falo apenas dos perfis norte-americanos. A mania já pegou no Brasil - e até trouxe o Orlando Magic, que se tornou a primeira franquia a ter uma conta oficial no país.

Os jogadores ganharam ainda mais voz - graças aos 280 caracteres do Twitter -, e o fã está mais perto de seus ídolos. É o modelo perfeito para quem quer se apaixonar pelo esporte. Isso sem falar da quantidade de jogos transmitidos - 175 só nos canais ESPN e no WatchESPN.

 Stephen A. é, sim, um comentarista polêmico. Mas ele acertou no alvo. A NBA é global e tem a companhia de uma legião de fãs que impressiona ano após ano. Dentro das quadras, é impossível prever o que vai acontecer - principalmente depois do que vimos na offseason. Nas redes sociais, o crescimento é constante. 

É hora de aproveitar. A temporada mais empolgante da história da NBA está apenas começando.

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Programa Sem Nome #1: Quem vai ser o campeão da NBA? E o MVP?

Leonardo Sasso
Leonardo Sasso

A temporada da NBA começa hoje e várias questões são levantadas antes dela começar: quem será o campeão? Quem vai surpreender? Calouro do ano? MVP?

São inúmeras questões, mas a dupla Guilherme Sacco e Leonardo Sasso, do Blog do ESPN League, tentou respondê-las.

Uma previsão da temporada, das duas conferências e também palpites para os prêmios individuais.

Conferência Leste

Conferência Oeste

Palpites


Fonte: Leonardo Sasso

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Cinco motivos para acompanhar a World Series

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Troféu da World Series
Troféu da World Series Getty

Sete jogos em nove dias, no máximo. Não há nem tempo para respirar direito e, quando menos se espera, já saiu o novo campeão da Major League Baseball. A World Series começa nesta terça, com Washington Nationals e Houston Astros se enfrentando em uma série que deve ser marcada como uma das mais bem arremessadas da história.

Se você estava muito absorvido pelas primeiras rodadas da NFL ou ligado demais nos preparativos para a temporada da NBA, aí vão cinco bons motivos para reservar os próximos dias para dar uma atenção ao beisebol.

Obs.: os jogos serão dias 22, 23, 25, 26, 27, 30 e 31 de outubro, sempre às 21h de Brasília. Para mais informações, acesse a página de programação deste site. Para tirar dúvidas sobre beisebol, fiz um fio no meu Twitter com links para vários texto e vídeos explicativos.

Tem brasileiro na parada

Yan Gomes é o catcher do Washington Nationals. O time promove um rodízio entre o brasileiro e Kurt Suzuki na posição, mas Yan foi melhor ofensivamente nas finais da Liga Nacional -- a MLB o elegeu como melhor na posição nas duas decisões de liga -- e deve ter muitas oportunidades na World Series.

Não é a primeira vez que o catcher chega à finalíssima da MLB. Em 2016 ele estava no time do Cleveland Indians que foi derrotado pelo Chicago Cubs na decisão. No entanto, o brasileiro voltava de contusão e pouco apareceu nos sete jogos.

Caso o título vá à capital americana, Yan -- que é torcedor do Santos e usa a camisa 10 em homenagem a Pelé -- se tornaria o segundo brasileiro a conquistar a World Series. Em 2015, Paulo Orlando foi campeão pelo Kansas City Royals.

Arremessadores

Se alguém fizer um ranking dos cinco melhores arremessadores do mundo neste momento, a lista muitíssimo provavelmente terá três nomes que estarão na World Series: Max Scherzer (Nationals), Justin Verlander e Gerrit Cole (Astros). Se o tal ranking for de dez melhores, aparece mais um, Stephen Strasburg (Nationals), com chance de ainda outro, Zack Greinke (Astros).

Os Astros têm em Verlander e Cole os dois candidatos mais fortes a título de Cy Young (melhor arremessador) da Liga Americana nesta temporada. Os Nationals conseguiram levar dois no-hitters além da sexta entrada contra o St. Louis Cardinals na final da Liga Nacional.

Quer mais evidências? Dos dez arremessadores com mais strikeouts na temporada, cinco estarão na World Series. É apenas o segundo confronto na história da World Series com os dois times com mais strikeouts na temporada regular. Aliás, os Astros são o time com mais percentual de eliminações por strike na história da temporada regular… e os Nationals na história dos playoffs.

As duas rotações são incrivelmente talentosas e tendem a dar o ritmo dos confrontos: jogos de placares baixos, com times tentando transformar em corrida qualquer migalha de produção ofensiva, sobretudo nas primeiras entradas. Isso los leva para o quarto item...

Jogos tensos

O beisebol é um esporte mais relaxado na temporada regular. São 162 jogos, perder algumas dezenas no caminho é aceitável e, com partidas quase todo dia, muitas vezes não vale a pena se matar para ganhar em uma noite se o esforço prejudicar os próximos compromissos.

Nos playoffs é tudo diferente. A intensidade é brutal, pois cada arremesso, cada rebatida, pode fazer todos aqueles meses de jogos e mais jogos irem pela janela. Não se pode dar margem para nada, e a estratégia de treinadores e pressão sobre os jogadores chega ao limite. Claro, isso passa para o torcedor, que tem a oportunidade de ver uma das modalidades mais tensas que existem.

Fim de um tabu?

O Washington Nationals surgiu em 2005, depois de o Montréal Expos se mudar para a capital americana. A franquia nunca conquistou nenhum título (aliás, essa é a primeira vez que chega a uma final). Mas o tabu também se estende à cidade.

Washington teve duas outras franquias, ambas chamadas Washington Senators. A primeira foi fundada em 1901 e ficou na capital americana até 1960. Nesse período, conquistou apenas um título, em 1924, e chegou à World Series em 1925 e 1933. A segunda surgiu em 1961 e ficou apenas 11 anos na cidade (mudou-se para Dallas e virou oTeas Rangers), sem nunca disputar os playoffs.

Dessa forma, a torcida de Washington não vê um título há 95 anos e não vê um jogo sequer da final há 86. Uma vitória dos Nationals recolocaria a capital americana no mapa do beisebol e ajudaria a manter o bom momento da cidade, que celebrou recentemente o título da NHL (Capitals em 2018) e da WNBA (Mystics em 2019).

Dinastia texana?

A MLB tem fama de ser uma liga previsível, mas nada poderia estar mais longe da verdade. Não há campeão repetido desde o New York Yankees em 1998-99-2000. Esses 19 anos são a maior série da história da liga sem repetir campeão, igualando a maior da NBA (entre 1969 e 87). A maior série da NFL é a atual, de 14 anos (desde Patriots 2004-05) e a maior da NHL foi entre 1999 e 2016 (com um ano de greve no meio).

Então, falar em dinastia no beisebol tem sido difícil, mas o Houston Astros talvez se candidate a uma pequena. O time texanos foi campeão em 2017 e caiu na final da Liga Americana em 2018 (seria, digamos, terceiro colocado no campeonato). Agora está na final novamente, com uma base forte e que deve seguir competitiva por mais alguns anos. 

Considerando que a divisão demorará um pouco para ter um concorrente à altura e a gestão do clube é agressiva na busca por título, é uma franquia que tem boas chances de seguir entre as melhores e, eventualmente, levantar um ou outro troféu a mais em um futuro próximo.

Fonte: Ubiratan Leal

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Pouca mídia, muito jogo: 5 calouros e 5 segundo-anistas que você precisa ficar de olho na temporada da NBA

Pedro Suaide
Pedro Suaide

A NBA CHEGOU!

É difícil conter os ânimos, mas sim, mais uma temporada está começando após um frio e longo inverno. Para entrar no clima, que tal conhecer cinco calouros e mais cinco segundo anistas under the radar?  Aqueles jogadores que talvez você não conheça tão bem, mas podem muito bem brilhar!

Calouros

Matisse Thybulle - Philadelphia 76ers

Melhor defensor universitário dos últimos anos, Thybulle terá um impacto imediato na NBA. Na Universidade de Washington, foi protagonista de uma marcação por zona, conseguindo 3,5 roubos de bola e 2,3 tocos por jogo na última temporada.

Além da força marcando, já chega com um arremesso confiável da linha dos três pontos e uma inteligência acima da média. Vindo do banco, será peça fundamental nos Sixers, que visam o título.

Nickeil Alexander-Walker - New Orleans Pelicans

O armador canadense chegou no time do momento e mostrou que merece sua vaga na rotação. Arremesso longo, QI de jogo, velocidade, bom passe... O garoto tem tudo.

Na Summer League, destacou-se muito e recebeu espaço na pré-temporada, participando de momentos decisivos em jogos e foi fundamental em vitórias dos Pelicans.

Tyler Herro - Miami Heat

Um gatilho! Herro veio de Kentucky prometendo uma coisa: bola de três. Na Summer League e na pré-temporada mostrou que sabe o que está fazendo. De uma escolha um tanto quanto despretensiosa já se tornou um jogador importante na rotação de Miami.

Provou que consegue chutar tanto recebendo a bola de passe quanto criando a situação com seu próprio drible. Além disso, entra em quadra com uma mentalidade vencedora e altíssima confiança.

Brandon Clarke - Memphis Grizzlies

Um dos jogadores universitários mais atléticos do último ano (talvez só atrás de Zion), Clarke consegue correr, pular, defender e estar em todos os lugares da quadra.

Caiu para a 21ª escolha do draft após temporada meteórica por Gonzaga e foi escolhido por Memphis, onde poderá dominar o garrafão com Jaren Jackson Jr. O arremesso ainda é um problema que precisa ser resolvido, mas o domínio de força e o poder defensivo já fazem dele um jogador muito empolgante.

Jordan Poole - Golden State Warriors

Se tem algo que os Warriors sabem fazer é draftar. É claro que não tem como dizer que Poole será o próximo Curry, Klay ou Green, mas o garoto de Michigan foi uma ótima garimpada de Steve Kerr e cia.

O arremesso longo é natural e parece que sai automaticamente. Ainda apresenta ótimo entendimento de como se movimentar no sistema ofensivo do time da Califórnia. A defesa é um problema, mas ele é o tipo de jogador que pode explodir e pontuar absurdos em qualquer noite.

Segundo anistas

Shai Gilgeous-Alexander - Oklahoma City Thunder

O jogador mais subestimado de sua classe. Foi escolhido na 11ª posição pelos Clippers e fez uma temporada incrível - mais pelo que jogou do que pelos números que acumulou. No fim da temporada, foi moeda de troca para o time de LA conseguir Paul George, e agora defende o Thunder.

O armador canadense já ganha vantagem por seu tamanho, muito alto e com braços longos para a posição. Tem um arremesso de três pontos muito constante e tem facilidade para finalizar ou passar após infiltrar o garrafão. Agora, com ainda mais espaço em uma franquia se reconstruindo, pode se consolidar. 

Miles Bridges - Charlotte Hornets

Como calouro conquistou seu espaço em Charlotte. Agora, sem Kemba Walker, pode se tornar o dono dos Hornets. 

Ainda é muito cru, principalmente na percepção de bons arremessos, mas apresenta potencial de ser um jogador completo. Seu poder físico é muito acima da média, o que já o torna um dos jogadores com melhores enterradas na liga e aumenta seu teto como um bom reboteiro para sua altura.

Loonie Walker - San Antonio Spurs

Como bem conhecemos Gregg Popovich, não é fácil ser um calouro e ter espaço com o treinador. Loonie foi selecionado na 18ª posição de 2018 após ótima temporada pela Universidade da Flórida e parece ser o encaixe perfeito para a posição 3 do time de San Antonio.

Walker lembra o jovem Kawhi Leonard, antes de evoluir e alcançar o estrelato. A defesa é boa, o arremesso de média e longa distância também. Sua solidez e principalmente inteligencia chamam atenção.

Landry Shamet - Los Angeles Clippers

Shamet é um caso curioso. Foi escolhido pelos Sixers e de cara se tornou um jogador fundamental vindo do banco. Logo foi trocado para os Clippers na negociação que levou Tobias Harris para Philadelphia, e em LA continuou mostrando do que era capaz. Agora que o time da Califórnia tem duas das maiores estrelas da liga, pouco se fala sobre Shamet, mas seu valor é gigante.

O garoto é um arremessador nato, daqueles que chegam prontos à liga. Seu trabalho de pés para achar espaços entre bloqueios e arremessar é outro ponto forte. Será fundamental vindo do banco para os Clippers buscarem o título da NBA.

Mitchell Robinson - New York Knicks

O pivô não jogou basquete universitário e foi selecionado pelos Knicks na 36ª escolha de 2018. Em sua primeira temporada na equipe, foi o substituto de Enes Kanter e depois de DeAndre Jordan, mas conquistou a torcida. Será o titular neste ano, merecidamente.

Foi o jogador com maior média de tocos por minuto em toda a NBA na última temporada. Seus braços longos fazem ele conseguir fechar o garrafão e alcançar arremessadores fora dos três pontos - já é um defensor temido. No ataque, pode se tornar uma máquina de pontes aéreas, e já revelou estar treinando para ser um bom arremessador de longa distância. Falta um certo refinamento no seu jogo ainda, mas parece ser apenas questão de tempo.

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