Patriots chegam à oitava final de conferência seguida. Quão rara é essa marca nas ligas americanas?

ESPN League
Ubiratan Leal

Tom Brady vai a sua oitava final seguida da AFC
Tom Brady vai a sua oitava final seguida da AFC Reprodução/EA Sports

A vitória foi tão tranquila que soou a constrangedora. O New England Patriots fez 41 a 28 - sendo que estava 38 a 7 no meio do terceiro período, quando o time puxou o freio de mão - no Los Angeles Chargers e conquistou a vaga na final da Conferência Americana. A oitava vaga seguida. Mais do que os seis Super Bowls no século ou as três presenças na finalíssima em quatro anos, essa série de oito finais da AFC dão a real dimensão da dinastia da equipe de Boston.

São oito anos seguidos ficando entre os quatro melhores da NFL, uma liga feita - do sistema de draft ao teto salarial e ao mata-mata em jogo único - para ter equilíbrio técnico entre as franquias. É uma marca inédita, e que dificilmente será alcançada. A outra grande sequência de finais de conferência na NFL tem 41 anos de idade: cinco seguidas do Oakland Raiders (1974-78) na Americana. Outras passaram perto, mas também são de décadas atrás: Dallas Cowboys fez dez finais da NFC em 13 anos (1971-83, mas com um máximo de quatro seguidas nesse período), o San Francisco 49ers fez seis da NFC em sete (1989-95, mas com duas séries de três), o Pittsburgh Steelers chegou a seis da AFC em oito (1973-80) e Los Angeles Rams (1975-80 na NFC) e Buffalo Bills (1989-94 na NFC) têm cinco em seis temporadas.

Mas, e se compararmos a dinastia dos Patriots com as das outras grandes ligas norte-americanas? Há precedentes?

Sim, há, mas são poucos. E o torcedor de Boston não ficará triste em saber a resposta.

A maior sequência da história é do Boston Celtics na Conferência Leste da NBA, com 13 finais seguidas entre 1957 e 69. O mais incrível é que foram 12 vitórias nas finais do leste e e 11 títulos da NBA no período. A dinastia é, na verdade, ainda maior, porque os Celtics não foram à final em 1956 (Syracuse Nationals, atual Philadelphia 76ers, contra Philadelphia Warriors, atual Golden State Warriors), mas chegaram nos três anos anteriores. Ou seja, 16 finais em 17 anos.

Três franquias dividem a segunda posição em finais de conferências seguidas, com oito. A primeira é o Los Angeles Lakers de 1982 a 89, time do Showtime de Magic Johnson, Kareem Abdul-Jabbar e Pat Riley no Oeste da NBA. A marca foi igualada pelo Atlanta Braves de Greg Maddux, Chipper Jones e Bobby Cox entre 1991 a 99 (são nove temporadas, mas não houve playoffs em 1994 por causa de greve que suspendeu o campeonato no meio) na Liga Nacional da MLB. E, agora, os Patriots de Tom Brady e Bill Belichick desde 2012.

Larry Bird e Magic Johnson - NBA Final 1987
Larry Bird e Magic Johnson - NBA Final 1987 Getty

Depois disso, 12 equipes conseguiram chegar a seis ou cinco finais de conferência seguidas. Os Lakers tiveram três dessas séries, quase emendadas: cinco entre 1951 e 55 (ainda em Minneapolis), cinco entre 1959 e 63 e seis entre 1968 e 73. No total, os Lakers chegaram a 20 finais do Oeste em um período de 25 anos.

Outras séries de finais de conferência*:

- St Louis Hawks (atual Atlanta), seis decisões do Oeste da NBA entre 1956 e 61, dentro de um período de 11 decisões em 13 anos;
- New York Knicks, seis finais do Leste da NBA entre 1969 e 74 e cinco finais entre 1949 e 53;
- Detroit Pistons, seis finais do Leste da NBA entre 2003 e 08 e cinco entre 1987 e 91;
- Oakland Athletics, cinco finais da Liga Americana da MLB entre 1971 e 75;
- Boston Celtics, cinco finais do Leste da NBA entre 1972 e 76 e outras cinco entre 1984 e 88;
- Oakland Raiders, as cinco da AFC mencionadas no segundo parágrafo.

O leitor atento percebeu que não houve menção à NHL. É que o hóquei no gelo faz jus à fama de mata-mata mais imprevisível das grandes ligas, com nenhum caso de equipe chegando a cinco finais seguidas de conferência desde que elas foram criadas, em 1982. Os dois casos que mais se aproximaram foi do Edmonton Oilers, com oito finais do Oeste em dez anos (1983-92), e do Colorado Avalanche, com seis finais do Oeste em sete temporadas (1996-2002).

* Warriors e Cleveland Cavaliers podem integrar esta lista na atual temporada. Ambos estão com quatro finais seguidas em suas conferências na NBA. Na MLB, o Los Angeles Dodgers tem três finais seguidas na Liga Nacional. Na NHL, Washington Capitals, Tampa Bay Lightning, Vegas Golden Knights e Winnipeg Jets, os quatro finalistas de conferência da temporada passada, têm uma "série" (aspas de ironia) de uma final, ainda que o Lightning tenha chegado em três decisões do Leste nos últimos quatro anos.

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[Programação] Semana de semifinais de conferência na NFL, mas também tem muito jogo bom de basquete na ESPN

ESPN League
Ubiratan Leal
Drew Brees em ação pelo Saints, durante a vitória sobre os Panthers
Drew Brees em ação pelo Saints, durante a vitória sobre os Panthers Getty Images

As notificações de watch party vão pipocando na sua rede social e fica claro que não há mais tanto tempo assim para escolher de que forma ver o Super Bowl. Sinal de que a final está se aproximando, e cada fim de semana traz jogos mais decisivos. Neste sábado e domingo, o fã de esporte tem as semifinais de conferências, que definem os finalistas de cada lado da chave dos playoffs da NFL.

Claro, esses são os grandes destaques da programação da semana. Mas não perca o foco: a semana é muito boa também no basquete. A NBA terá, por exemplo, Spurs x Thunder, Celtics x Raptors e Warriors x Clippers, todos confrontos diretos entre equipes que brigam por vaga nos playoffs. E o basquete universitário terá vários times no topo do ranking em ação, como Duke, Virginia, Tennessee, Gonzaga e Kansas. O destaque é o clássico Virginia x Virginia Tech, dois times no top 10 dos rankings da Associated Press e dos técnicos (no qual Virginia é o líder, aliás).

Veja a programação completa dos esportes americanos nos canais ESPN para a próxima semana:

SÁBADO, 12 DE JANEIRO

NFL (playoffs)
19h30 - Indianapolis Colts x Kansas City Chiefs (ESPN)
23h - Dallas Cowboys x Los Angeles Rams (ESPN)

NBA
23h - San Antonio Spurs x Oklahoma City Thunder (ESPN 2)

NHL
16h - New York Rangers x New York Islanders (ESPN)

NCAA (basquete)
15h - Louisville x North Carolina (Watch ESPN)
15h - Virginia x Clemson (Watch ESPN)
15h - Boston College x Notre Dame (Watch ESPN)
15h - Kansas State x Iowa State (Watch ESPN)
15h - Oklahoma State x West Virginia (Watch ESPN)
17h - Duke x Florida State (Watch ESPN)
19h - Kansas x Baylor (Watch ESPN)
21h - Tennessee x Florida (Watch ESPN)
23h30 - Vanderbilt x Kentucky (Watch ESPN)
1h* - Washington x Colorado (Watch ESPN)
1h - Gonzaga x San Francisco (Watch ESPN)

DOMINGO, 13 DE JANEIRO

NFL (playoffs)
16h - Los Angeles Chargers x New England Patriots (ESPN)
19h30 - Philadelphia Eagles x New Orleans Saints (ESPN)

NHL
21h - Anaheim Ducks x Winnipeg Jets (Watch ESPN)

SEGUNDA, 14 DE JANEIRO

18h - ESPN LEAGUE

NCAA (basquete)
22h - Syracuse x Duke (ESPN Extra)
22h - Florida State x Pittsburgh (Watch ESPN)
0h - Texas x Kansas (Watch ESPN)
0h - Baylor x Oklahoma State (Watch ESPN)

TERÇA, 15 DE JANEIRO

NBB 
18h50 - Brasília x Mogi (ESPN)

NHL
22h30 - Florida Panthers x Montréal Canadiens (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
22h - West Virginia x TCU (Watch ESPN)
22h - Arkansas x Tennessee (Watch ESPN)
23h - Virginia Tech x Virginia (Watch ESPN)
0h - Notre Dame x North Carolina (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
14h - Capital City Go-Go x Lakeland Magic (Watch ESPN)
23h - Rio Grande Valley Vipers x Oklahoma City Blue (Watch ESPN)

CHAMPIONS HOCKEY LEAGUE (Hóquei no gelo europeu)
14h25 - Pilsen-TCH x Frolunda Indians-SUE (ESPN 2)

QUARTA, 16 DE JANEIRO

NBA 
23h15 - Toronto Raptors x Boston Celtics (ESPN)
1h35* - New Orleans Pelicans x Golden State Warriors (ESPN)

NHL
22h30 - Boston Bruins x Philadelphia Flyers (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
22h - Boston College x Louisville (Watch ESPN)
22h - Jogo a definir (Watch ESPN)
0h - Houston x SMU (Watch ESPN)
0h - Iowa State x Texas Tech (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
14h - Grand Rapids Drive x Long Island Nets (Watch ESPN)
15h30 - Erie Bayhawks x Wisconsin Herd (Watch ESPN)
1h* - Austin Spurs x Santa Cruz Warriors (Watch ESPN)

CHAMPIONS HOCKEY LEAGUE (Hóquei no gelo europeu)
17h15 - Red Bull Salzburg-AUT x Red Bull Munich-ALE (ESPN 2)

QUINTA, 17 DE JANEIRO

NHL
22h - Chicago Blackhawks x New York Rangers (ESPN Extra)

NBA G-LEAGUE
1h - Jogo a definir (Watch ESPN)

SEXTA, 18 DE JANEIRO

22h15 - ESPN LEAGUE

NBA 
23h15 - San Antonio Spurs x Minnesota Timberwolves (ESPN)
1h35* - Golden State Warriors x Los Angeles Clippers (ESPN)

* Madrugada do dia seguinte.

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 12 de janeiro, 4h40.

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[Programação] Semana de semifinais de conferência na NFL, mas também tem muito jogo bom de basquete na ESPN

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Por que tem um jogador de futebol americano na fachada da biblioteca da maior universidade do México?

ESPN League
Ubiratan Leal

Mural da fachada ocidental da biblioteca central da Unam
Mural da fachada ocidental da biblioteca central da Unam Divulgação

Grandes painéis, imponentes, com desenhos gigantescos que unem diversos elementos e personagens para contar uma história. O muralismo é um movimento artístico que surgiu no México após a Revolução Mexicana (1910-1920) e se tornou elemento fundamental da cultura do país. Vários prédios públicos são decorados com enormes murais, e um dos locais em que isso está mais evidente é na biblioteca central da Universidad Nacional Autónoma de México. Lá estão o passado pré-colombiano do México, a história colonial, o mundo contemporâneo e a universidade, com brasão, estudos e… um jogador de futebol americano?

A NFL encomendou uma pesquisa em 2015 sobre sua popularidade fora das fronteiras dos Estados Unidos. O México foi o primeiro colocado, com mais de 20 milhões de seguidores. O Brasil ficou em segundo. Não à toa, a liga já realizou dez partidas na Cidade do México. Uma delas, San Francisco 49ers x Arizona Cardinals em 2003, levou 103.467 pessoas ao estádio, maior público de temporada regular da história da NFL na época. A marca foi batida por um Dallas Cowboys x New York Giants em 2009, mas o maior público da liga em qualquer jogo ainda é do Azteca: 112.376 em um Cowboys x Houston Oilers de pré-temporada em 1994.

Faixa promocional para o jogo entre Rams e Chiefs que ocorreria no Azteca em novembro. A partida foi transferida para Los Angeles por falta de condições do gramado
Faixa promocional para o jogo entre Rams e Chiefs que ocorreria no Azteca em novembro. A partida foi transferida para Los Angeles por falta de condições do gramado Ubiratan Leal


Esses números impressionam, mas só mostram parte da história. O futebol americano é apenas o quinto esporte mais popular do México, atrás de futebol, beisebol, boxe e basquete, sexto se considerarmos que lucha libre (também chamada de luta livre, pro wrestling e telecatch) é um esporte. Ainda assim, o futebol da bola oval tem uma longa história dentro da cultura esportiva mexicana, e isso fica muito claro na universidade.

O primeiro jogo de futebol americano realizado em solo mexicano foi em 1896, quando o time da Universidade do Texas atravessou a fronteira sul e fez uma excursão por Monterrey, Cidade do México e Nuevo Laredo. Na época, ainda nem era permitido dar um passe para frente. Essa primeira fagulha teve caráter universitário, e assim continuou. De certa forma, continua até hoje.

No esporte, a Unam é mais conhecida pelos Pumas, o terceiro clube de maior torcida do país e sete vezes campeão mexicano de futebol. Mas os Pumas não são apenas uma equipe de futebol profissional de bola redonda, também são todas as equipes esportivas da instituição em competições universitárias. E a principal delas é a de futebol americano (e aí dá para entender a presença do jogador de futebol americano no mural da foto do alto).

A partir da década de 1920, estudantes da Unam começaram a organizar partidas de futebol americano nas horas livres. A atividade foi se desenvolvendo, principalmente depois de uma forte geração vinda da Escola de Medicina. Isso incentivou a criação de um campeonato amador de clubes e, principalmente, à implementação do futebol americano no Instituto Politécnico Nacional, segunda principal universidade pública do México. Logo em sua estreia, a Politécnica venceu a Unam por 6 a 0 (os times ainda não adotavam os mascotes atuais, Burros Blancos e Pumas). Surgia uma grande rivalidade.

Inspirados pelo que ocorria nas universidades da capital,  duas instituições de Monterrey, o Instituto Tecnológico de Ensino Superior de Monterrey (Itesm) e a Universidad Autónoma de Nuevo León (UANL), criaram suas equipes na década de 1940. Era o segundo grande clássico do futebol americano do México: os Borregos Selvajes e os Auténticos Tigres (como os Pumas, mais conhecidos pela participação no futebol profissional, só como Tigres).

A rivalidade universitária foi capaz de grandes feitos. Em 1952, o governo mexicano construiu um grande estádio dentro da Unam. O primeiro evento foi uma competição de atletismo juvenil, mas o primeiro jogo de competição não foi com o futebol, foi a final da liga universitária de futebol americano entre Unam e Poli. Os Pumas venceram por 20 a 19 diante de 90 mil torcedores, público que jamais foi igualado, nem pelos Pumas do futebol, nem pela cerimônia de abertura ou competições de atletismo dos Jogos Olímpicos de 1968.

O estádio Olímpico Universitário em seu dia mais cheio: 90 mil pessoas vendo futebol americano universitário do México
O estádio Olímpico Universitário em seu dia mais cheio: 90 mil pessoas vendo futebol americano universitário do México Direção de Comunicação da Unam


Em 1970, outra marca, ainda mais impressionante: 120 mil pessoas apinharam o estádio Azteca para ver Pumas 24 x 13 Burros Blancos. São 13 mil torcedores A MAIS que o de Brasil 4 x 1 Itália na final da Copa do Mundo, disputado no mesmo estádio apenas seis meses antes, e um público maior que o de qualquer partida da história da NFL.

Curiosamente, a força do futebol americano universitário do México não se transferiu ao profissionalismo, com ligas que não atraem muito público e sofrem para se manter. A mais importante de hoje, a Liga de Fútbol Americano Profesional (LFA) foi criada em 2016 e é, na prática, semiprofissional. Como o esporte ficou muito ligado à comunidade universitária, ele vive em torno das instituições. E, também por isso, teve raízes mais fortes nas cidades em que há essas grandes escolas, em geral as capitais estaduais e o Distrito Federal.

De qualquer modo, isso ajudou a tornar o futebol americano uma parte da vida esportiva do mexicano há gerações, ao contrário do que ocorre no Brasil, onde o crescimento é significativo, mas recente. Por isso, não soa estranho ver que a NFL tem alguns jogos transmitidos por TV aberta (a maioria ainda é por assinatura). Muito menos que a principal manchete do Récord, principal jornal esportivo do país, na última segunda não era o Campeonato Mexicano de futebol, mas o field goal perdido por Cody Parker no último lance de Chicago Bears x Philadelphia Eagles.

Capa do jornal mexicano Récord em 7 de janeiro
Capa do jornal mexicano Récord em 7 de janeiro Divulgação
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Playoffs da NFL começam, mas semana tem decisão na NCAA e até no hóquei europeu

ESPN League
Ubiratan Leal
Russell Wilson comemora TD na NFL
Russell Wilson comemora TD na NFL Getty

A margem de erro é zero. O mata-mata da NFL começa neste fim de semana com dois jogos no sábado e outros dois no domingo, sempre em jogo único. São os jogos de wildcard, em que quatro não-campeões de divisão têm uma nova chance de seguir no campeonato, visitando os quatro piores campeões de divisão. Vale a pena anotar o horário de todas as partidas (não serão necessariamente os mesmos da temporada regular) para não perder nada.

Mas há mais decisões nos próximos dias. Na segunda, Clemson e Alabama se encontram pela terceira vez nos últimos quatro anos na final do futebol americano universitário. Cada equipe venceu um título nesses confrontos e agora é a vez de desempatar. Além disso, o amante de hóquei no gelo também tem motivos para ficar ligado, com as semifinais da Champions Hockey League, a competição que reúne os melhores times de algumas das principais ligas da Europa.

SÁBADO, 5 DE JANEIRO

NFL
19h35 - Playoffs (wildcard): Indianapolis Colts x Houston Texans (ESPN)
23h15 - Playoffs (wildcard): Seattle Seahawks x Dallas Cowboys (ESPN)

NBA
23h30 - Toronto Raptors x Milwaukee Bucks (ESPN 2)

NHL
16h - Calgary Flames x Philadelphia Flyers (ESPN 2)

NCAA (futebol americano)
15h - Final FCS (segunda divisão): Eastern Washington x North Dakota State (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
15h - North Carolina x Pittsburgh (Watch ESPN)
15h - Syracuse x Notre Dame (Watch ESPN)
17h - Wake Forest x Georgia Tech (Watch ESPN)
18h30 - Georgia x Tennessee (Watch ESPN)
20h - Kansas x Iowa State (Watch ESPN)
22h - South Carolina x Florida (Watch ESPN)
23h - Nevada x New Mexico (Watch ESPN)
0h - West Virginia x Texas (Watch ESPN)
2h* - BYU x Saint Mary’s (Watch ESPN)

DOMINGO, 6 DE JANEIRO

NFL
16h - Playoffs (wildcard): Los Angeles Chargers x Baltimore Ravens (ESPN)
19h35 - Playoffs (wildcard): Philadelphia Eagles x Chicago Bears (ESPN)

NHL
20h - Washington Capitals x Detroit Red Wings (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
21h - Miami x Louisville (Watch ESPN)
21h - Memphis x Houston (Watch ESPN)
23h - Stanford x USC (Watch ESPN)

SEGUNDA, 7 DE JANEIRO

22h05 - ESPN LEAGUE

NCAA (futebol americano)
23h - Final: Clemson x Alabama (ESPN)

TERÇA, 8 DE JANEIRO

NBB
19h50 - Corinthians x Minas (ESPN)

NHL
22h - New Jersey Devils x Buffalo Sabres (ESPN)

NCAA (basquete)
22h - Tennessee x Missouri (ESPN 2)
22h - Duke x Wake Forest (Watch ESPN)
22h - Texas x Oklahoma State (Watch ESPN)
22h - Toledo x Buffalo (Watch ESPN)
22h - Texas A&M x Kentucky (Watch ESPN)
0h - North Carolina x NC State (Watch ESPN)
0h - Oklahoma x Texas Tech (Watch ESPN)
0h - Purdue x Michigan State (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
1h* - Sioux Falls Skyforce x Agua Caliente Clippers (Watch ESPN)

CHAMPIONS HOCKEY LEAGUE (Liga dos Campeões do hóquei)
15h - Semifinal: Frolunda Indians-SUE x HC Pilsen-TCH (ESPN 2)
16h30 - Semifinal: Red Bull Munique x Red Bull Salzburg (Watch ESPN)

QUARTA, 9 DE JANEIRO

NBA
23h15 - Milwaukee Bucks x Houston Rockets (ESPN)
1h30* - Detroit Pistons x Los Angeles Lakers (ESPN)

NHL
23h - Nashville Predators x Chicago Blackhawks (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
22h - Virginia Tech x Georgia Tech (Watch ESPN)
22h - Houston x Temple (Watch ESPN)
22h - West Virginia x Kansas State (Watch ESPN)
22h - Auburn x Ole Miss (Watch ESPN)
23h - Louisville x Pittsburgh (Watch ESPN)
23h30 - Florida x Arkansas (Watch ESPN)
0h - Virginia x Boston College (Watch ESPN)
0h - TCU x Kansas (Watch ESPN)

QUINTA, 10 DE JANEIRO

NHL
22h - Washington Capitals x Boston Bruins (ESPN)

NCAA (basquete)
0h - A confirmar (Watch ESPN) 2h* - Pacific x Gonzaga (Watch ESPN)

SEXTA, 11 DE JANEIRO

21h45 - ESPN LEAGUE

NBA
22h45 - Indiana Pacers x New York Knicks (ESPN)
1h05* - Los Angeles Lakers x Utah Jazz (ESPN)

* Madrugada do dia seguinte.

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 05 de dezembro, 4h40.

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Playoffs da NFL começam, mas semana tem decisão na NCAA e até no hóquei europeu

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Kyler Murray vai mesmo trocar a NFL pela MLB?

ESPN League
Ubiratan Leal
Murray em ação pelos Sooners
Murray em ação pelos Sooners Getty

Não há muito o que se fazer quando seu time toma 28 a 0 da melhor defesa do campeonato logo no início do segundo quarto. Foi esse o cenário que Kyler Murray, quarterback do Oklahoma Sooners, enfrentou nas semifinais do futebol americano universitário contra o Alabama Crimson Tide. Depois desse início catastrófico, seu desempenho foi bom, terminando com dois passes para touchdown e 308 jardas aéreas. Mas não foi suficiente. Os Sooners perderam por 45 a 34 e Murray pode ter feito sua última partida de futebol americano em alto nível antes de se dedicar exclusivamente ao beisebol. Será mesmo?

Como as temporadas escolares das duas modalidades não se chocam, muitos jovens atuam nos dois esportes no ensino médio e alguns conseguem manter essa versatilidade na NCAA. Como os atletas não precisam se inscrever para o draft da MLB (ou seja, podem rejeitar a oferta) e há dezenas - sim, dezenas - de rodadas, é comum o beisebol recrutar atletas que se dedicam ao futebol americano. Há diversos casos famosos, entre eles Tom Brady (Montréal Expos), John Elway (Kansas City Royals e New York Yankees), Jameis Winston (Texas Rangers), Colin Kaepernick (Chicago Cubs), Golden Tate (Arizona Diamondbacks e San Francisco Giants) e Dan Marino (Kansas City Royals). Esses preferiram o chamado da NFL ou seguir no futebol americano universitário ainda esperando a NFL.

Em junho deste ano, o Oakland Athletics draftou na nona posição geral o defensor externo Kyler Murray, da Universidade de Oklahoma. Ele vinha de uma ótima temporada, com aproveitamento de 29,6% de aproveitamento, 10 home runs, 10 bases roubadas e 47 corridas impulsionadas em 51 jogos. Murray também era (ou ainda é?) o quarterback do time de futebol americano. Ele aceitou o contrato com bônus (equivalente às luvas adotadas no futebol brasileiro) de US$ 4,66 milhões para se profissionalizar no beisebol, desde que pudesse pular algumas etapas preparatórias para os recém-draftados para jogar uma última temporada com a bola oval.

Em teoria, Murray se tornou um atleta profissional de beisebol. Ele já anunciou que, em fevereiro, deve se apresentar ao centro de treinamento dos A’s no Arizona para a pré-temporada. A partir daí, teria início sua carreira no beisebol. E o fim dela no futebol americano.

Há bons motivos para essa escolha. Na MLB, o dinheiro é garantido: 100% do que for assinado vai parar na conta do jogador (na NFL, ele deixa de receber uma parte se for dispensado do time), a carreira é normalmente mais longa e a média salarial é mais alta. Além disso, analistas consideram seu potencial no beisebol maior do que no futebol americano. Por fim, pode haver uma questão de preservação física.

No entanto, a temporada espetacular - coroada com a conquista do prestigioso Troféu Heisman, dado ao melhor jogador do futebol americano universitário no ano - fez Murray balançar. O desempenho fez que seu potencial no futebol americano fosse reavaliado, e se equiparasse ao do beisebol. Ele ainda é visto como um quarterback baixo para a NFL (tem 1,78 de altura), mas já há analistas que consideram que seu talento natural pode ser suficiente para ele se consolidar na liga, como ocorre com Drew Brees e Russell Wilson.

Obs.: Russell Wilson traçou um caminho intermediário entre as duas ligas. Foi draftado pela MLB e decidiu se dedicar ao beisebol. Fez duas temporadas fracas nas ligas menores do Colorado Rockies e desistiu do beisebol, aproveitando que ainda era elegível pela NCAA para retornar ao futebol americano universitário. Seu registro e seu vínculo como atleta profissional na MLB ainda existe, e seus direitos foram negociados pelo Texas Rangers e, no início deste ano, com o New York Yankees. Assim, ele se apresenta à pré-temporada para manter a forma, fazer umas ações de marketing e dar palestras aos colegas de beisebol sobre o duro caminho para se tornar um atleta de sucesso.

Isso muda algumas questões, sobretudo no ganho financeiro imediato. Se Murray for draftado na primeira rodada da NFL, ele terá um bônus contratual mais alto do que os US$ 4,66 recebidos dos A’s e ainda há uma possibilidade enorme de receber um bom contrato de patrocínio de um fabricante de material esportivo (nessa área, a NFL traz muito mais dinheiro que a MLB). O ganho em longo prazo talvez seja menor, pois seria uma carreira provavelmente mais curta e com salários mais baixos, mas o futebol americano traria mais dinheiro nesse início de carreira profissional.

Scott Boras, empresário de jogadores mais importante do beisebol e agente de Murray, disse no início do mês que a escolha pela MLB é definitiva. Dias depois, mudou o tom e deu a entender que ainda havia a possibilidade de o cliente ficar no futebol americano. No momento, é essa a posição: teoricamente ele vai ao beisebol, mas ainda pode tentar o futebol americano.

O prazo para inscrição de jogadores no draft da NFL é 14 de janeiro. Até essa data ficará claro o que Murray fará. Se ele não se inscrever, é quase definitivo que ficou exclusivamente no beisebol. Se ele se inscrever, há dois caminhos: ele desiste do beisebol (e devolve o bônus contratual ao Oakland Athletics) ou tenta se tornar um atleta profissional nas duas modalidades.

A segunda opção é a mais deliciosa de imaginar, seria uma nova versão de Bo Jackson e Deion Sanders e Bo Jackson, que brilharam nas duas ligas ao mesmo tempo nas décadas de 1980 e 90. Dificilmente as equipes das duas ligas permitiram. Por isso, meu palpite é que ele tentará um meio-termo. Inicia a pré-temporada do beisebol normalmente, até joga na equipe de liga menor que lhe designarem. Quando ocorrer o draft da NFL, no final de abril, ele verá qual seu cenário no futebol americano - valor do contrato, nível do time em que caiu, potencial de crescimento e potencial de jogar imediatamente - e escolherá entre uma modalidade ou outra.

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Kyler Murray vai mesmo trocar a NFL pela MLB?

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[Programação] Que semana! Final do Super 8, playoffs da NCAA, rodada final da NFL, Thunder x Lakers e Winter Classic

ESPN League
Ubiratan Leal

O próximo fim de semana é de decisões no futebol americano. A maratona de bowls universitários ainda não acabou, mas o sábado tem, finalmente, o início dos playoffs que definirão o campeão nacional. Alabama (atual bicampeão e maior vencedor do torneio), Oklahoma, Clemson e Notre Dame (segundo maior campeão) disputam as semifinais, válidos pelo Cotton Bowl e pelo Orange Bowl. No domingo, todos os times da NFL entram em campo para a última rodada da temporada regular - e, claro, a definição das últimas três vagas dos playoffs.

Luka Doncic
Luka Doncic Getty

Mas a semana não é só da bola oval. Os amantes da bola laranja e do disco também têm o que ver. O basquete nacional tem a final do Super 8 entre Franca e Flamengo, que disputam uma vaga na Liga das Américas. A NBA tem rodadas duplas na quarta e na sexta, com duelos como Thunder x Lakers e Celtics x Mavericks. E o hóquei no gelo aparece a céu aberto, com o clássico Boston Bruins x Chicago Blackhawks no Winter Classic, disputado no estádio de futebol americano da Universidade Notre Dame. Você pode acompanhar todos os eventos no WatchESPN.

SÁBADO, 29 DE DEZEMBRO

NBA
22h - Houston Rockets x New Orleans Pelicans (ESPN)

NBB
13h55 - Super 8 (final): Franca x Flamengo (ESPN)

NHL
19h - San Jose Sharks x Edmonton Oilers (ESPN)
23h - Pittsburgh Penguins x St. Louis Blues (Watch ESPN)

NCAA (futebol americano)
15h - Chick-fil-A Peach Bowl: Florida x Michigan (ESPN 2)
15h - Belk Bowl: South Carolina x Virginia (Watch ESPN)
19h10 - Cotton Bowl (semifinal FBS): Notre Dame x Clemson (ESPN 2)
23h10 - Orange Bowl (semifinal FBS): Alabama x Oklahoma (ESPN 2)

NCAA (basquete)
15h - Coppin State x Notre Dame (Watch ESPN)
15h - Davidson x North Carolina (Watch ESPN)
16h - Tennessee Tech x Tennessee (Watch ESPN)
16h30 - Eastern Michigan x Kansas (Watch ESPN)
17h - Kentucky x Louisville (Watch ESPN)
19h - North Florida x Auburn (Watch ESPN)
19h - Butler x Florida (Watch ESPN)

DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO

NFL
16h - New York Jets x New England Patriots (ESPN)
16h - Jacksonville Jaguars x Houston Texans (ESPN Extra)
19h25 - Chicago Bears x Minnesota Vikings (ESPN)
19h25 - Cleveland Browns x Baltimore Ravens (ESPN 2)
23h15 - Indianapolis Colts x Tennessee Titans (ESPN)

SEGUNDA, 31 DE DEZEMBRO

15h - ESPN LEAGUE

NHL
15h30 - Nashville Predators x Washington Capitals (ESPN)

NCAA (futebol americano)
15h - Military Bowl: Cincinnati x Virginia Tech (ESPN 2)
18h45 - Autozone Liberty Bowl: Missouri x Oklahoma State (ESPN 2)
22h30 - Taxlayer Gator Bowl: North Carolina State x Texas A&M (ESPN 2)

NCAA (basquete)
16h - Marshall x Virginia (Watch ESPN)

TERÇA, 1º DE JANEIRO

NHL
16h - Winter Classic: Boston Bruins x Chicago Blackhawks (ESPN)

NCAA (futebol americano)
15h - Outback Bowl: Mississippi State x Iowa (Watch ESPN)
16h - Playstation Fiesta Bowl: LSU x UCF (ESPN 2)
16h - Citrus Bowl: Kentucky x Penn State (Watch ESPN)
20h10 - Rose Bowl: Washington x Ohio State (ESPN 2)
23h50 - Allstate Sugar Bowl: Texas x Georgia (ESPN 2)

QUARTA, 2 DE JANEIRO

NBA
23h15 - Minnesota Timberwolves x Boston Celtics (ESPN)
1h35* - Oklahoma City Thunder x Los Angeles Lakers (ESPN)

QUINTA, 3 DE JANEIRO

NHL
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
22h - Penn State x Michigan (ESPN 2)

SEXTA, 4 DE JANEIRO

22h15 - ESPN LEAGUE

NBA
23h15 - Boston Celtics x Dallas Mavericks (ESPN)
1h30* - Oklahoma City Thunder x Portland Trail Blazers (ESPN)

* Madrugada do dia seguinte.

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 28 de dezembro, 15h40.

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[Programação] Que semana! Final do Super 8, playoffs da NCAA, rodada final da NFL, Thunder x Lakers e Winter Classic

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Como o futebol brasileiro explica como funcionam os bowls e as finais do futebol americano universitário

ESPN League
Ubiratan Leal
Clemson x Alabama durante semifinal do College Football
Clemson x Alabama durante semifinal do College Football Getty Images

A ressaca natalina da NBA ainda nem passou direito e o fã de esportes americanos já entra em outra maratona: a dos bowls universitários. Os canais ESPN transmitirão 21 jogos nos próximos sete dias, uma média de três por dia. No meio deles estarão as semifinais do futebol americano universitário (a decisão está marcada para 7 de janeiro). Muito legal, mas, para muita gente, isso tudo soa como um idioma desconhecido. Afinal, o que são esses “bowls”? E como foram definidos os semifinalistas do campeonato?

São perguntas recorrentes, até porque o sistema de disputa da FBS (primeira divisão do futebol americano universitário) é misterioso até para alguns amantes de NFL, quanto mais para o seguidor mais ocasional. Mas, para entendê-lo, talvez a analogia mais fácil esteja bem longe do esporte americano: o futebol brasileiro.

Vamos começar com a fórmula de disputa.

Atualmente, definir o melhor clube do Brasil é simples: os 20 times da primeira divisão disputam um campeonato e o vencedor leva esse título. Mas vamos imaginar que, por um motivo qualquer, fosse obrigatório definir a melhor equipe do Brasil ao final do primeiro semestre. Como seria? Bem, seria parecido com o cenário do futebol americano universitário.

Quase todas as universidades da NCAA se dividem em conferências relativamente regionais. As equipes se enfrentam dentro de suas regiões e têm algumas partidas contra adversários de fora. Há diferença de nível técnico entre uma conferência e outra e não há confronto direto entre muitas das equipes mais fortes. Mais ou menos como no futebol brasileiro do primeiro semestre, com cada clube disputando seu estadual e tendo um ou outro jogo de Copa do Brasil e das primeiras rodadas do Brasileiro para medir a força com times de outras áreas do país.

Com poucas datas disponíveis, é difícil para a NCAA organizar um sistema de disputa que dê a todas as universidades um mínimo de dez jogos por ano e ainda permita que todos os grandes se enfrentem para decidir o melhor. Há ainda uma definição do campeão de cada conferência, mas isso ainda não define o campeão nacional. Por isso, foi adotado o sistema de bowls e rankings.

Um grupo de analistas faz um pré-ranking com os times que consideram mais fortes no início do campeonato. A cada rodada, as equipes vão subindo ou descendo de acordo com os resultados e com o nível de jogo apresentado. Perdeu de um time pequeno? Perde muitas posições. Perdeu de um time grande? Perde algumas posições se foi um jogo apertado, mas pode perder muitas se tomou uma lavada. Ganhou de um grande? Ganha muitas posições, ainda mais se foi uma sacolada. Ganhou de um pequeno? Ganha algumas posições, mas pode até estagnar ou perder se foi apertado e era obrigação dar um vareio. Essa atualização pode ser feita por analistas ou por um computador a partir de uma fórmula matemática.

Voltando ao futebol brasileiro: vamos imaginar que estamos em maio e precisamos definir o melhor time do país. Talvez essa fosse a melhor solução, pegando a classificação do Brasileirão anterior como ponto de partida e ajustando o ranking cada rodada dos estaduais (isso pressupondo que todas as equipes sempre jogassem com força total nos estaduais).

Dudu em ação contra o Botafogo-SP
Dudu em ação contra o Botafogo-SP Gazeta Press

Por exemplo, o Palmeiras começaria como líder, mas poderia perder essa posição se tropeçasse em Red Bull Brasil e Botafogo de Ribeirão logo de saída no Campeonato Paulista enquanto Flamengo e Grêmio arrancam bem no Carioca e no Gaúcho. Enquanto isso, o Bahia poderia acertar o time e vencer bem todo mundo no Baiano e nas primeiras fases da Copa do Brasil. O Tricolor ganharia posições gradualmente até o clássico contra o Vitória ou adversários da Série A nacional (Fortaleza, Ceará e CSA) no Nordestão, quando uma vitória valeria uma subida acentuada.

Claro, haveria a ponderação em cima da força do adversário, mesmo quando não for confronto entre dois grandes. Uma vitória contra um time do interior que está na Série B nacional (São Bento, Ponte Preta, Guarani, Brasil de Pelotas ou Londrina, por exemplo) teria mais peso que uma sobre um time que não tem divisão nacional alguma (America-RJ, Mirassol ou URT, por exemplo). Mas, claro, um clube teoricamente muito fraco poderia se mostrar mais forte - e valorizar os resultados obtidos contra ele - se fosse acumulando boas atuações contra os grandes no seu estadual e, eventualmente, na Copa do Brasil.

Enquanto boa parte dos jogos forem entre grandes e pequenos, haveria muitas distorções. Mas, quando chegam as finais dos estaduais e as primeiras rodadas do Brasileiro, há mais confrontos diretos entre as equipes mais fortes e teríamos uma noção maior de quem são realmente os melhores. Um time que subiu no ranking por destruir adversários no seu estado poderia ver tudo ruir quando chegasse o Brasileiro, ainda mais se o seu rival local também começasse mal. Seria a prova que aquela sequência de bons resultados foi conquistada contra oponentes muito frágeis.

Durante décadas, a NCAA funcionou mais ou menos assim. E, para arrematar a temporada, havia alguns “bowls”. Tratam-se de jogos independentes, normalmente organizados por instituições sem fins lucrativos, que convidam universidades que tenham feito boas campanhas para uma partida de fim de temporada. Muitos dos bowls são previamente vinculados a uma ou duas conferências, mas há casos de convites a partir do desempenho em campo.

Todo mundo fica feliz, a seu modo. O vencedor leva o título e a projeção de vencer uma partida importante. O “dono” do bowl pega o lucro e destina à causa que defende (ainda que tenha havido denúncias nos últimos anos de que nem sempre isso acontece como deveria). Os estudantes das universidades em questão aproveitam o jogo para viajar a um lugar diferente no recesso de fim de ano. Os torcedores que não viajam têm o que ver na TV entre um encontro familiar e outro durante as festas.

Seria o equivalente, no futebol brasileiro, a criar vários torneios espalhados pelo país após a interrupção da temporada no meio do ano. Poderia haver o Taça Churrasco (os nomes caricatos seguem a tradição do futebol americano universitário), reunindo o time mais bem ranqueado do Rio Grande do Sul com um outro time do Sul que tenha feito boa campanha. Ou a Taça Ponte Aérea (já até imagino potenciais patrocinadores) entre os times mais bem ranqueados de Rio de Janeiro e São Paulo que não estejam em outro torneio. A Taça Café-com-Leite poderia ter um mineiro e um paulista. A Taça Lampião teria os dois nordestinos com melhor posição no ranking, ou um nordestino contra um clube de outra região. A Taça Pirarucu poderia reunir o melhor do Norte com um de outra região. A Taça Candango seria disputada no estádio Mané Garrincha de Brasília e teria obrigatoriamente um time do Centro-Oeste.

Corinthians x Cruzeiro durante final da Copa do Brasil
Corinthians x Cruzeiro durante final da Copa do Brasil Gazeta Press

Os bowls universitários serviam como instância final para um time se posicionar no ranking nacional. Algum tempo depois era anunciado o campeão (ou campeões, em épocas em que havia duas listas diferentes). Claro, havia uma enorme polêmica, pois muitas equipes terminavam com campanhas iguais e a diferença era o peso que os analistas ou a fórmula matemática deu para cada vitória. Se você está seguindo nossa analogia e aplicando o sistema da NCAA ao futebol brasileiro, certamente já pensou que haveria muita confusão, acusação de favorecimentos a certos times ou de perseguição a outros.

A partir de 1999, o futebol americano universitário tentou contornar um pouco a situação e criou o BCS National Championship Game, nome pomposo para a final. Os bowls continuam sendo disputados, até porque muitos são lucrativos - não à toa, houve uma explosão de novos bowls nas duas últimas décadas - e muita gente fica feliz com a existência deles, mas os dois primeiros colocados no ranking medem forças em um confronto direto. Aí não tem mais título dividido por divergência entre rankings ou polêmica de “meu time ficou em segundo, mas era melhor que o primeiro”.

Ainda assim, as confusões seguiram. A definição entre os dois primeiros do ranking ia para o campo, mas havia quem contestasse a seleção dessas duas equipes. Com mais de 120 times no FBS (atualmente são 129), inevitavelmente vários terminam com campanhas como 12-0 (12 vitórias, zero derrota) ou 11-1, e torcedores de universidades na terceira, quarta ou quinta posição do ranking achavam - às vezes com razão - que podiam estar na finalíssima. Tinham de se contentar com a disputa de um bowl de peso, mas não era a mesma coisa.

A partir da temporada 2014-15, a NCAA criou o playoff com os quatro primeiros do ranking. Para caber no calendário, os seis bowls mais importantes foram separados e, a cada ano, dois deles valem como semifinal do campeonato (seguem valendo o título do bowl). Uma semana depois é disputada a decisão nacional.

Fim de polêmica? Claro que não. Ainda há universidades que ficam de fora dos playoffs e tinham campanhas que justificavam a presença no mata-mata. Mas ampliar ainda mais a fase final, criando as quartas de final ou uma repescagem para a quinta e a sexta no ranking, exigiria uma data a mais no calendário. Por isso, a perspectiva é continuar no modelo atual por mais um tempo, ainda que muita gente conteste.

Ainda bem que, no futebol brasileiro, não há obrigação de definir quem é o melhor time no meio do ano. Não haveria conversa de bar suficiente para lidar com as polêmicas de uma definição de finalistas por ranking. Até porque, mesmo tendo um torneio dedicado apenas a isso, o Brasil consegue ter polêmica sobre quem é ou não campeão nacional de futebol.

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[Programação] Semana tem rodada quíntupla de NBA no Natal, penúltima rodada da temporada regular da NFL e muitos bowls universitários

ESPN League
Ubiratan Leal

Kevin Durant e LeBron James se cumprimentam antes de Warriors x Lakers: reencontro
Kevin Durant e LeBron James se cumprimentam antes de Warriors x Lakers: reencontro Getty

Os esportes americanos sabem aproveitar bem a oportunidade de audiência representada pelas festas de fim de ano. Muitas famílias reunidas, em casa, sem muita coisa para fazer além de ver um tio dar vexame depois de tomar umas a mais e de ouvir a criancinha da casa contar a todos algo que seus pais gostariam que fosse segredo. Por isso, as ligas enchem o calendário nas duas últimas semanas de dezembro e na primeira de janeiro. Muitos jogos, e muitos jogos bons, para entreter essa gente toda.

O Natal é dominado pela NBA. São cinco jogos em sequência na TV, e o público brasileiro poderá ver todos nos canais ESPN. E tem muito jogo bom, como os duelos entre Golden State Warriors e o Los Angeles Lakers de LeBron James e entre Houston Rockets de James Harden e o Oklahoma City Thunder de Russell Westbrook. Ainda tem o talentoso Philadelphia 76ers encarando o Boston Celtics em um clássico do Leste.

Para quem prefere a bola oval, a NFL tem a penúltima rodada de sua temporada regular, com alguns times podendo assegurar vaga nos playoffs, e a temporada dos bowls universitários vai esquentando para a chegada dos playoffs (assunto da semana que vem). 

Veja abaixo tudo o que os canais ESPN transmitirão de esportes americanos nesta semana.

SÁBADO, 22 DE DEZEMBRO

NFL
19h30 - Washington Redskins x Tennessee Titans (ESPN)
23h15 - Baltimore Ravens x Los Angeles Chargers (ESPN)

NHL
16h - Nashville Predators x Boston Bruins (ESPN)
22h - Los Angeles Kings x San Jose Sharks (Watch ESPN)

NCAA (futebol americano)
15h - Birmingham Bowl: Memphis x Wake Forest (Watch ESPN)
18h30 - Lockheed Martin Armed Forces Bowl: Houston x Army (ESPN 2)
1h30* - Hawai'i Bowl: Hawai'i x Louisiana Tech (ESPN 2)

NCAA (basquete)
19h - William & Mary x Virginia (Watch ESPN)
20h - Indiana State x Colorado (Watch ESPN)
21h30 - Murray State x Auburn (Watch ESPN)
22h30 - UNLV x Hawai'i (Watch ESPN)
3h* - Rhode Island x Bucknell (Watch ESPN)

DOMINGO, 23 DE DEZEMBRO

NFL
16h - Houston Texans x Philadelphia Eagles (ESPN)
16h - Tampa Bay Buccaneers x Dallas Cowboys (ESPN 2)
19h - Chicago Bears x San Francisco 49ers (ESPN Extra)
19h25 - Pittsburgh Steelers x New Orleans Saints (ESPN)
23h15 - Kansas City Chiefs x Seattle Seahawks (ESPN)

NCAA (basquete)
21h30 - Diamond Head Classic: semifinal (Watch ESPN)
3h* - Diamong Head Classic: semifinal (Watch ESPN)

SEGUNDA, 24 DE DEZEMBRO

22h45 - ESPN LEAGUE

NFL
23h15 - Denver Broncos x Oakland Raiders (ESPN)

TERÇA, 25 DE DEZEMBRO

NBA
15h - Milwaukee Bucks x New York Knicks (ESPN)
18h - Oklahoma City Thunder x Houston Rockets (ESPN)
20h30 - Philadelphia 76ers x Boston Celtics (ESPN)
23h - Los Angeles Lakers x Golden State Warriors (ESPN)
1h30* - Portland Trail Blazers x Utah Jazz (ESPN)

NCAA (basquete)
0h - Diamond Head Classic: final (Watch ESPN)

QUARTA, 26 DE DEZEMBRO

NBA
23h30 - Denver Nuggets x San Antonio Spurs (ESPN) 

NBB
19h55 - Super 8: semifinal (ESPN)

NCAA (futebol americano)
16h30 - Servpro First Responder Bowl: Boston College x Boise State (ESPN 2)
20h15 - Quick Lane Bowl: Minnesota x Georgia Tech (ESPN 2)
0h - Cheez-It Bowl: California x TCU (ESPN 2)

QUINTA, 27 DE DEZEMBRO

NHL
22h - Carolina Hurricanes x Washington Capitals (ESPN)

NCAA (futebol americano)
16h30 - Walk-On's Independence Bowl: Temple x Duke (ESPN)
20h15 - New Era Pinstripe Bowl: Miami x Wisconsin (ESPN 2)
0h - Academy Sports + Outdoors Texas Bowl: Baylor x Vanderbilt (ESPN 2)

NBA G-LEAGUE
22h - Grand Rapids Drive x Canton Charge (Watch ESPN)
22h30 - Lakeland Magic x Raptors 905 (Watch ESPN)
23h - Santa Cruz Warriors x Iowa Wolves (Watch ESPN)
23h - Texas Legends x Rio Grande Valley Vipers (Watch ESPN)

SEXTA, 28 DE DEZEMBRO

20h30 - ESPN LEAGUE

NBA
0h - San Antonio Spurs x Denver Nuggets (ESPN)

NHL
22h - Montréal Canadiens x Florida Panthers (Watch ESPN)

NCAA (futebol americano)
16h30 - Franklin American Mortgage Music City Bowl: Purdue x Auburn (ESPN)
20h15 - Camping World Bowl: West Virginia x Syracuse (ESPN 2)
0h - Valero Alamo Bowl: Iowa State x Washington State (ESPN 2)

NCAA (basquete)
22h - Maryland-Eastern Shore x Virginia Tech (Watch ESPN)

* Madrugada do dia seguinte.

Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 21 de dezembro, 14h40

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[Programação] Semana tem rodada quíntupla de NBA no Natal, penúltima rodada da temporada regular da NFL e muitos bowls universitários

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Entenda o acordo entre a MLB e Cuba para a contratação de jogadores da ilha

ESPN League
Ubiratan Leal
Barack Obama em jogo entre Tampa Bay Rays e a seleção de Cuba em 2016
Barack Obama em jogo entre Tampa Bay Rays e a seleção de Cuba em 2016 Getty

Foram três anos de negociações, que tiveram uma visita presidencial, uma rara trégua entre liga e sindicato, um amistoso em solo estrangeiro e milhões gastos em lobby com congressistas. O resultado de tudo isso foi anunciado nesta quarta: a Major League Baseball, a MLBPA (sindicato dos jogadores da MLB) e a FCB (Federação Cubana de Beisebol) assinaram um acordo que permitirá a jogadores cubanos defenderem clubes da liga norte-americana sem precisarem desertar.

O tema é rico pela repercussão jurídica, esportiva e política. Por isso, preparei um resumo em forma de perguntas e respostas do que há de mais relevante nesse acordo que pode, enfim, acabar com o isolamento de um dos países mais tradicionais do beisebol mundial.

O que diz o acordo entre a MLB e a Federação Cubana de Beisebol?

Os jogadores cubanos serão categorizados como “profissionais” e “amadores” (vou colocar entre aspas porque os termos não estão sendo usados na forma como costumamos usar no Brasil). 

Os "profissionais" são todos os jogadores que têm 25 anos ou mais e atuam há seis ou mais temporadas na SNB (Serie Nacional de Beisebol, a liga cubana). Esses são agentes-livres, podem assinar com qualquer franquia da MLB quando quiserem. Um percentual entre 15 a 25% do bônus de assinatura (o que, no futebol brasileiro, chamamos de "luvas") é destinado à FCB. O restante é do jogador, que receberá seu salário integral em todos os seus demais contratos ao longo da carreira. O atleta terá um visto de trabalho nos Estados Unidos e no Canadá e não haverá restrição alguma a ele em Cuba. Ele pode levar seus familiares para morar consigo na América do Norte e poderá voltar a Cuba durante as férias, inclusive defendendo a seleção cubana em torneios internacionais.

Os “amadores” também podem se transferir para a MLB, nos mesmos termos dos profissionais. No entanto, eles não são agentes-livres e a saída depende da liberação da Federação Cubana.

É um acordo inédito?

Com o beisebol cubano, sim. Mas o modelo é o mesmo adotado para a contratação de jogadores da NPB (liga japonesa), da KBO (liga sul-coreana) e da CPBL (liga taiwanesa). A diferença é que o percentual do bônus de assinatura repassado à federação cubana é, nos casos asiáticos, destinado aos clubes que os jogadores defendiam.

Como era antes?

O modo mais comum era a deserção. Para isso, o atleta tinha de fugir de Cuba de alguma forma - escapando da delegação durante uma viagem internacional da seleção cubana ou pegando um barco para sair da ilha - e pedir asilo para fixar residência em um país neutro (Costa Rica, Espanha e ilhas caribenhas eram os destinos mais comuns). Dessa nova casa ele negociava sua transferência para a MLB e, aí sim, recebia permissão para trabalhar nos Estados Unidos.

Era um processo extremamente arriscado. O atleta que tentasse fugir durante alguma viagem da seleção cubana corria o risco de ser pego, mandado de volta para Cuba e nunca mais ser convocado para a seleção. Alguns eram banidos até de seus clubes na SNB. Os que tentam escapar pelo mar ficam à mercê de embarcações improvisadas, normalmente sem a menor condição de segurança e de navegabilidade.

Nos dois casos, a fuga é normalmente planejada por agentes. Mas não há controle sobre essa atividade, e muitos dos empresários enganam jovens cubanos para pegar dinheiro e largam os atletas (que, lembrando, não abandonaram apenas seu país, mas também sua família e seus amigos), que não têm estrutura para se manter em uma nação desconhecida para a qual são enviados.

Há relatos dantescos de acontecimentos com atletas cubanos. Yoenis Céspedes, hoje estrela do New York Mets, viu seu barco quebrar e ficou à deriva até chegar a uma ilhota nas Ilhas Turks e Caicos. Ele e sua família precisaram matar uma iguana, uma gaivota e dois caranguejos para se alimentar, sem saber se seriam encontrados. Dias depois, o resgate chegou. A fuga de Yasiel Puig, do Los Angeles Dodgers, foi planejada por um cartel de traficantes mexicanos, que o manteve como refém até que um empresário pagasse os US$ 250 mil prometidos pela ajuda. 

Esses dois jogadores ainda chegaram aos EUA, alcançaram a fama e ganharam milhões de dólares. Mas muitos fogem na esperança de um contrato que nunca chega. Acabam atuando em ligas de outros países ou mesmo abandonando o beisebol e procurando empregos comuns.

Cubano Yasiel Puig em ação pelos Dodgers
Cubano Yasiel Puig em ação pelos Dodgers Getty

O que acontece se o jogador não quiser se submeter aos termos deste acordo?

Ele continua podendo desertar, mas essa opção se tornaria menos atraente ainda. Além de todo o risco da fuga de Cuba, o jogador teria de ficar na geladeira antes de jogar nos EUA. Pelo acordo anunciado nesta semana, um atleta que fugir da ilha só poderá acertar com uma franquia da MLB no segundo mês de julho após a deserção. Se ele escapar em agosto de 2019, só pode assinar em julho de 2021, por exemplo.

Muda alguma coisa para os cubanos que já atuam na MLB?

Não. O acordo atual vale a partir desta semana e para os cubanos que se transferirem a partir de agora. Quem o fez antes segue como um desertor aos olhos do governo cubano e não tem direito a defender a seleção do país, muito menos de voltar à ilha para visitar seus familiares (qualquer tentativa tem de ser negociada pelo atleta, individualmente, com o governo cubano).

Há uns anos o governo cubano havia liberado jogadores a atuarem no exterior. O que aconteceu com esse acordo?

Ele nunca foi válido nos Estados Unidos. Em 2013, Cuba criou um mecanismo para que seus jogadores - de qualquer modalidade - pudessem atuar profissionalmente em ligas estrangeiras. Para isso, teriam de destinar uma parte de seus salários para o Inder (Instituto Nacional de Esportes, Educação Física e Recreação) e continuar defendendo a seleção cubana. Essa lei permitiu que vários cubanos fossem legalmente para a LMB (liga mexicana) e a NPB (japonesa).

O problema dessa regra é que parte do salário tem de se destinar a um órgão do governo cubano. Pelo embargo econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha, um clube da MLB não poderia repassar seu dinheiro diretamente ao Inder. Por isso, esse mecanismo nunca teve efeito nas grandes ligas americanas. Quem fez uso dele e acabou na MLB foi Yulieski Gurriel. O defensor interno do Houston Astros ficou dois anos no beisebol japonês antes até decidir desertar, podendo enfim se transferir aos Estados Unidos. Alfredo Despaigne, outra estrela cubana, está há cinco anos no Japão por meio dessa lei.


Cubano Yoenis Céspedes com a camisa dos Mets
Cubano Yoenis Céspedes com a camisa dos Mets Getty

Qual o lado positivo do acordo anunciado nesta semana?

Há vários. O primeiro é criar um caminho juridicamente legal para os jogadores cubanos irem aos Estados Unidos. Isso elimina todo o risco das tentativas de fuga e também o afastamento dos jogadores de seus familiares que ficaram na ilha. Esse é o argumento mais citado pelos jogadores cubanos que já estão na MLB quando celebraram o anúncio desta quarta.

Além disso, não há ingerência de Cuba sobre o destino dos jogadores “profissionais”: se eles receberem uma proposta e quiserem sair, estão liberados. Não é preciso negociar com o governo ou com seu time na SNB. Outro fator positivo é que, tirando a taxa de transferência, o jogador ficará com todos os salários de sua carreira. Por fim, a torcida pode celebrar o fato de que uma das maiores fontes de talento do beisebol mundial não está mais isolada da principal liga do planeta.

E qual o lado negativo?

O principal é a tal taxa de transferência que a Federação Cubana receberá. Oficialmente a federação cubana é uma entidade independente, mas muitos americanos acreditam que, no final, o dinheiro irá para o governo cubano. Isso criou uma rejeição em parte da opinião pública americana e, dependendo do volume das reclamações, isso pode inviabilizar o acordo.

Outro elemento que merece atenção é a política que a FCB adotará para os jogadores categorizados como “amadores”. Pelo acordo, eles podem ir à MLB, mas necessitam de liberação. Se a federação for rígida na negociação desses atletas, pode limitar a capacidade de desenvolvimento de vários jovens talentos, que só poderão ir aos EUA quando estiverem amadurecido - e terem de dar retorno imediato do investimento, sem muito tempo para adaptação ou ajuste técnico.

Há alguma pendência legal?

Teoricamente não. O acordo entre a MLB e a FCB está dentro das regras estabelecidas pelo governo dos Estados Unidos (na época do governo de Barack Obama) e Cuba para empresas americanas que querem investir na ilha. No entanto, o governo de Donald Trump já disse várias vezes que pretende reverter o processo e que todos os americanos que investem em Cuba devem estar alertas para a possibilidade de a lei mudar. Por isso, há uma chance de a MLB e de seus clubes esperarem um sinal verde de Washington antes de saírem contratando cubanos.

Cubano Yulieski Gurriel em ação pelos Astros
Cubano Yulieski Gurriel em ação pelos Astros Getty
Qual deve ser a postura do governo americano em relação ao acordo?

Ainda não se sabe. Trump sempre deixou claro que não gosta do acordo comercial feito por Obama com o governo cubano. Além disso, muitos cubano-americanos - que formam uma força eleitoral importante na Flórida - rejeitam qualquer coisa que se assemelha a uma conversa entre o governo cubano e os EUA. Marco Rubio, senador do Partido Republicano pela Flórida e filho de cubanos, já disse que pediu ao Departamento de Estado (equivalente ao Itamaraty americano) e à Casa Branca para revisar o acordo entre MLB e FCB.

No entanto, nos últimos anos a MLB investiu pesado no seu escritório de Washington, sobretudo em lobby com congressistas ligados a relação entre EUA e Cuba. Outro fator importante é que o Partido Republicano tem outras pautas mais importantes para negociar com o Congresso no momento, como a aprovação do orçamento para 2019 (que inclui a verba para a construção no muro na fronteira com o México).

Por isso, é difícil que o governo Trump anuncie que aprovou o acordo entre MLB e os cubanos. Mas é bem maior a chance de Washington dar um discreto sinal verde, não dando muita importância para o tema em comunicados públicos, mas, na esfera particular, dando sinais à liga que ela pode ir em frente com sua política. É com essa perspectiva que as grandes ligas trabalham.

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[Programação] Fã de NFL tem 3 dérbis de divisão e mais Patriots, Cowboys e Houston com chances de garantir vaga nos playoffs

ESPN League
Ubiratan Leal

Ben Roethlisberger e Tom Brady após jogo entre Steelers e Patriots em 2013
Ben Roethlisberger e Tom Brady após jogo entre Steelers e Patriots em 2013 Getty

A temporada regular da NFL está em sua antepenúltima rodada, e o torcedor tem bons motivos para ficar animado. Primeiro, porque a partir deste dia 15, o sabadão também tem futebol americano profissional (poucos terão a desculpa de "tenho de dormir cedo, amanhã é dia de trabalho"). Segundo, porque as partidas se tornam mais decisivas e acirradas. 

Só nesta semana, a ESPN transmitirá três confrontos de divisão, incluindo Green Bay Packers x Chicago Bears, dérbi mais antigo da liga e jogo que pode dar aos Bears uma vaga aos playoffs. O público brasileiro ainda poderá ver outras quatro equipes se classificarem para o mata-mata neste fim de semana: New England Patriots (em um confronto sensacional com o Pittsburgh Steelers), Houston Texans e Dallas Cowboys. O torcedor do Los Angeles Rams também tem motivos para ficar atento, pois seu time - já assegurado na pós-temporada - poderá conquistar o título da divisão em cima de um desesperado Philadelphia Eagles.

Se não bastasse a avalanche de NFL, o fã de esporte poerá ainda ver os primeiros bowls universitários e o supertime do Golden State Warriors tentando sair da má fase diante do Utah Jazz de Raulzinho.

SÁBADO, 15 DE DEZEMBRO

NFL
19h30 - Houston Texans x New York Jets (ESPN)
23h15 - Denver Broncos x Cleveland Browns (ESPN)

NBA
20h - Utah Jazz x Orlando Magic (ESPN 2)

NCAA (futebol americano)
15h - Air Force Reserve Celebration Bowl: North Carolina A&T x Alcorn State (ESPN Extra)
17h - New Mexico Bowl: Utah State x North Texas (Watch ESPN)
17h - Semifinal FCS: Maine x Eastern Washington (Watch ESPN)
18h30 - Mitsubishi Motors Las Vegas Bowl: Arizona State x Fresno State (Watch ESPN)
19h - Final segunda divisão: Ferris State x Valdosta State (Watch ESPN)
20h30 - Raycom Media Camellia Bowl: Georgia Southern x Eastern Michigan (Watch ESPN)
0h - R+L Carriers New Orleans Bowl: Middle Tennessee x Appalachian State (ESPN 2)

NCAA (basquete masculino)
15h - Old Dominion x Syracuse (Watch ESPN)
15h - Tennessee x Memphis (Watch ESPN)
15h - Villanova x Kansas (Watch ESPN)
19h - Kent State x Louisville (Watch ESPN)
20h - Utah x Kentucky (Watch ESPN)
22h - Gonzaga x North Carolina (Watch ESPN)
23h - Georgia State x Kansas State (Watch ESPN)
0h - South Dakota State x Nevada (Watch ESPN)
0h - USC x Oklahoma (Watch ESPN)
2h* - Baylor x Arizona (Watch ESPN)

DOMINGO, 16 DE DEZEMBRO

NFL
16h - Green Bay Packers x Chicago Bears (ESPN)
16h - Dallas Cowboys x Indianapolis Colts (ESPN Extra)
19h - Seattle Seahawks x San Francisco 49ers (ESPN 2)
19h25 - New England Patriots x Pittsburgh Steelers (ESPN)
23h15 - Philadelphia Eagles x Los Angeles Rams (ESPN)

NCAA (futebol americano)
4h* - Final terceira divisão: Mount Union x Mary Hardin-Baylor (Watch ESPN)

NCAA (basquete feminino)
16h - Binghamton x Notre Dame (Watch ESPN)

SEGUNDA, 17 DE DEZEMBRO

22h25 - ESPN LEAGUE

NFL
23h15 - New Orleans Saints x Carolina Panthers (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
22h - Southern Missouri State x Florida State (Watch ESPN)

TERÇA, 18 DE DEZEMBRO

NHL
22h - Toronto Maple Leafs x New Jersey Devils (ESPN)

NCAA (futebol americano)
22h - Cheribundi Tart Cherry Boca Raton Bowl: UAB x Northern Illinois (ESPN 2)

NCAA (basquete)
21h - Princeton x Duke (Watch ESPN)
22h30 - South Dakota x Kansas (Watch ESPN)
23h - Mercer x Florida (Watch ESPN)
23h - Buffalo x Syracuse (Watch ESPN)
0h - Creighton x Oklahoma (Watch ESPN)

QUARTA, 19 DE DEZEMBRO

NBA
0h - Golden State Warriors x Utah Jazz (ESPN)

NHL
23h - Pittsburgh Penguins x Washington Capitals (Watch ESPN)

NCAA (futebol americano)
23h - DXL Frisco Bowl: San Diego State x Ohio (ESPN 2)

NCAA (basquete)
22h - Auburn x NC State (Watch ESPN)
22h - North Florida x Florida State (Watch ESPN)
22h - North Carolina A&T x VIrginia Tech (Watch ESPN)
22h - Samford x Tennessee (Watch ESPN)
23h - Southern Miss x Kansas State (Watch ESPN)
0h - UCLA x Cincinnati (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
18h - Memphis Hustle x Raptors 905 (Watch ESPN)
20h30 - Maine Red Claws x Lakeland Magic (Watch ESPN)
23h - Texas Legends x Erie BayHawks (Watch ESPN)
1h30* - Northern Arizona Suns x Windy City Bulls (Watch ESPN)

QUINTA, 20 DE DEZEMBRO

NBB
20h10 - Super 8 (ESPN)

NHL
22h - Anaheim Ducks x Boston Bruins (ESPN)

NCAA (futebol americano)
23h - Bad Boy Mowers Gasparilla Bowl: Marshall x South Florida (ESPN 2)

NCAA (basquete)
22h - Texas Tech x Duke (Watch ESPN)
22h - Jacksonville x Notre Dame (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
18h - Long Island Nets x Rio Grande Valley Vipers (Watch ESPN)
20h30 - Greensboro Swarm x South Bay Lakers (Watch ESPN)
23h - Fort Wayne Mad Ants x Salt Lake City Stars (Watch ESPN)
1h30* - Lakeland Magic x Santa Cruz Warriors (Watch ESPN)

SEXTA, 21 DE DEZEMBRO

22h15 - ESPN LEAGUE

NBA
23h15 - Milwaukee Bucks x Boston Celtics (ESPN)

NCAA (futebol americano)
15h30 - Makers Wanted Bahamas Bowl: Florida International x Toledo (Watch ESPN)
19h - Famous Idaho Potato Bowl: Western Michigan x BYU (ESPN 2)

NBA G-LEAGUE
18h - Capital City Go-Go x Agua Caliente Clippers (Watch ESPN)
20h30 - Erie BayHawks x Northern Arizona Suns (Watch ESPN)
23h - Raptors 905 x Texas Legends (Watch ESPN)

* Do dia seguinte.

Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 14 de dezembro, 14h

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[Programação] Fã de NFL tem 3 dérbis de divisão e mais Patriots, Cowboys e Houston com chances de garantir vaga nos playoffs

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Quais as cidades mais vitoriosas dos esportes americanos

ESPN League
Ubiratan Leal
Richard Cashin/Icon Sportswire via Getty Images
Richard Cashin/Icon Sportswire via Getty Images David Price e Nathan Eovaldi durante des

Melhor campanha de sua história, seguida de vitórias sobre o maior rival New York Yankees, sobre o então campeão Houston Astros e sobre o então - e novamente - vice-campeão Los Angeles Dodgers. O título de 2018 do Boston Red Sox foi incontestável, e muitos torcedores dos times bostonianos aqui do Brasil já decidiram que é mais um capítulo da história de dominação da cidade sobre as grandes ligas americanas. De fato, New England Patriots e Boston Celtics vivem bom momento, mas isso é suficiente para dizer que essa é a metrópole mais vitoriosa de Estados Unidos e Canadá?

Nada como começar o blog do ESPN League com um ranking. Ou vários, no caso. Afinal, não é tão simples decretar qual a torcida que mais celebra títulos na América do Norte, pois há várias formas de se analisar isso. Por isso, montamos quatro listas, e cada um pode adotar aquela que considerar mais justa.

Cliff Hawkins/Getty Images
Cliff Hawkins/Getty Images New England Patriots se prepara para ent

Algumas observações:

1) A avaliação é por região metropolitana, não por município. Fazer uma lista por município é completamente despropositada nos esportes americanos, pois Arlington, Foxborough, Nova Jersey e Sunrise, por exemplo, só têm times profissionais por questão de sede da arena. Os públicos/mercados de suas equipes são, pela ordem, os de Dallas, Boston, Nova York e Miami. Da mesma forma, Oakland e San Jose ficam na região metropolitana da Baía de São Francisco (chamei de São Francisco/Bay Area para deixar bem claro) e Anaheim na de Los Angeles;

2) Para times que mudaram de sede, os títulos contam para a cidade em que a equipe jogava na época da conquista; 

3) Para o futebol americano, foram contabilizadas as conquistas da NFL e da AFL da era pré-Super Bowl como forma de atenuar o peso das conquistas de MLB e NHL (ligas mais antigas);

4) Contam os títulos de NFL, MLB, NBA, NHL e MLS (que, em algumas cidades, já é a quarta ou terceira liga mais vista), a não ser quando houver indicação de algo diferente.

RANKING 1

Esse é o mais simples: somar os títulos das cinco ligas. Soma direta, sem rodeios.

1) Nova York - 58
2) Boston - 38
3) Chicago - 30
4) Los Angeles - 27
5) Montreal - 26
6) Detroit - 22
7) São Francisco/Bay Area - 20
8) Filadélfia - 17
9) Pittsburgh e Toronto - 16
11) Green Bay e St. Louis - 13
13) Washington - 12
14) Baltimore e Cleveland - 9
16) Minneapolis - 8
17) Dallas, Houston e Miami - 7
20) Denver - 6
21) Cincinnati, Edmonton, Kansas City e San Antonio - 5
25) Ottawa e Seattle - 4
27) Atlanta, Buffalo, Canton, Milwaukee, Portland e Tampa - 2
33) Akron, Calgary, Columbus, Frankfort, Indianápolis, Nova Orleans, Phoenix, Providence, Raleigh, Rochester, Salt Lake City, San Diego e Syracuse - 1

Toni L. Sandys/The Washington Post via Getty Images
Toni L. Sandys/The Washington Post via Getty Images Alex Ovechkin com a taça em mãos durante

RANKING 2 (apenas século 21)

Muito torcedor - sobretudo no Brasil - não se importa muito se um time X ou Y foi campeão em 1915 ou em 1937. O que vale é o agora, é o período em que o esporte americano entrou no dia a dia do brasileiro. Para esses, os resultados recentes contam mais na hora de escolher um time para torcer ou para ver se a escolha já feita foi boa. Para facilitar o recorte, peguei os títulos deste século (desde 2001).

1) Los Angeles - 12
2) Boston - 11
3) São Francisco/Bay Area - 8
4) Chicago, Pittsburgh e San Antonio - 5
7) Miami e Nova York - 4
9) Denver, Detroit e Houston - 3
12) Baltimore, Filadélfia, Kansas City, St. Louis, Seattle, Tampa e Washington - 2
19) Atlanta, Cleveland, Columbus, Dallas, Green Bay, Indianápolis, Nova Orleans, Phoenix, Portland, Raleigh, Salt Lake City e Toronto - 1

RANKING 3

Só as quatro ligas mais tradicionais, sem contar a MLS. Los Angeles e Washington não gostam muito dessa versão.

1) Nova York - 58
2) Boston - 38
3) Chicago - 26
4) Montreal - 26
5) Detroit e Los Angeles - 22
7) São Francisco/Bay Area - 18
8) Filadélfia - 17
9) Pittsburgh - 16
10) Toronto - 15
11) St. Louis e Green Bay - 13
13) Baltimore e Cleveland - 9
15) Minneapolis e Washington - 8
17) Dallas e Miami - 7
19) Cincinnati, Denver, Edmonton, Houston e San Antonio - 5
24) Ottawa - 4
25) Kansas City e Seattle - 3
27) Buffalo, Canton, Milwaukee e Tampa - 2
33) Akron, Atlanta, Calgary, Frankfort, Indianápolis, Nova Orleans, Phoenix, Portland, Providence, Raleigh, Rochester, San Diego e Syracuse - 1

Getty Images
Getty Images Nick Foles levanta o Vince Lombardi

RANKING 4

Esse é o mais complicado. O ranking absoluto (o número 1) acaba dando muita força a cidades que tiveram franquias dominantes nas primeiras décadas da MLB, da NHL e da NFL pré-Super Bowl. Cidades de desenvolvimento econômico mais recentes acabam prejudicadas por terem criado times profissionais há menos tempo.

Por isso, montei um ranking que balanceia títulos conquistados com temporadas disputadas pelas equipes, incluindo as franquias já extintas. Assim, cidades que têm clubes há mais tempo ou que têm mais de um clube terão mais chance de levantar o troféu, mas também terão mais oportunidades de frustrar suas torcidas.

Um problema dessa lista é favorecer cidades que têm poucos times, mas vitoriosos (casos claros de Green Bay, Montreal, Edmonton e San Antonio). Assim, restringi apenas a mercados campeões em mais de uma liga ou com ao menos 180 temporadas disputadas na soma de suas equipes.

Admito que esta é minha lista preferida, a que parece mais justa. O número que aparece é o de temporadas disputadas na soma dos times para cada título conquistado. Ou seja, se uma cidade tem um time em cada uma das cinco ligas e está com o índice de 10, isso significa que ela conquista em média um título a cada dois anos.

1) Boston - 11,18
2) Toronto - 11,25
3) Nova York - 12,86
4) Baltimore - 15,11
5) Pittsburgh - 16
6) Los Angeles - 16,11
7) Detroit - 16,23
8) São Francisco/Bay Area - 16,45
9) Chicago - 18,01
10) Miami - 19,71
11) St. Louis - 22,07
12) Filadélfia - 22,71
13) Washington - 23,58
14) Houston - 24,43
15) Denver - 25,71
16) Minneapolis - 26,62
17) Dallas - 28
18) Cleveland - 28,44
19) Portland - 28,5
20) Kansas City - 31,5
21) Seattle - 34
22) Cincinnati - 36,8
23) Tampa - 47,5
24) Milwaukee - 61,5
25) Atlanta - 88,5

Obs.: Se colocarmos todas as cidades, sem restrições, a primeira colocada seria Montreal, com um título a cada 6,11 temporadas, seguida por Green Bay (7,38), Edmonton (7,8) e San Antonio (8,6). Também ficaram de fora pelos critérios de corte Buffalo (60,5), Nova Orleans (73), Indianápolis (82), San Diego (116) e Phoenix (124).

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