Semana do caos: início da temporada da MLB no Japão e March Madness

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Lance de Notre Dame x Wichita State pelo March Madness
Lance de Notre Dame x Wichita State pelo March Madness Getty

Lista de compras: algumas bebidas, comida que dê para beliscar e pilhas, muitas pilhas. Tudo o que lhe permita se alimentar e recarregar o controle remoto sem sair do sofá durante uma semana.

O fim de semana tem jogaços da NBA, com Golden State Warriors x Houston Rockets e Milwaukee Bucks x Philadelphia76ers, além das decisões de conferência no basquete universitário masculino e feminino. 

A segunda ainda tem um sensacional Warriors x San Antonio Spurs, mas a loucura total começa na terça: tem início o March Madness, o mata-mata caótico do basquete universitário masculino. Será uma maratona de jogos, com zebras, finais insanos e torcida enlouquecida. 

E não para aí. Na quarta e na quinta no começo da manhã, Seattle Mariners e Oakland Athletics abrem a temporada regular da MLB com dois jogos em Tóquio. Não foi anunciado oficialmente, mas as partidas devem marcar o fim da carreira de Ichiro Suzuki, ídolo dos Mariners e maior jogador japonês da história.

SÁBADO, 16 DE MARÇO

NBA
21h30 - Golden State Warriors x Oklahoma City Thunder (ESPN)

NHL
20h - Washington Capitals x Tampa Bay Lightning (WatchESPN)

NCAA (basquete masculino)
12h - Jogo a definir (WatchESPN)
13h30 - Pennsylvania x Harvard (WatchESPN)
14h - Jogo a definir (WatchESPN)
14h - Jogo a definir (WatchESPN)
16h - Jogo a definir (WatchESPN)
16h - Princeton x Yale (WatchESPN)
16h30 - Jogo a definir (WatchESPN)
17h - Jogo a definir (WatchESPN)
18h30 - Jogo a definir (WatchESPN)
19h - Iowa x Kansas (ESPN 2)
19h - Jogo a definir (WatchESPN)
19h30 - Jogo a definir (WatchESPN)
20h30 - Jogo a definir (WatchESPN)
21h - Jogo a definir (WatchESPN)
21h30 - Duke x Florida State (ESPN 2)
22h30 - Jogo a definir (WatchESPN)
23h - Jogo a definir (WatchESPN)
23h30 - Jogo a definir (WatchESPN)
1h* - Jogo a definir (WatchESPN)

NCAA (basquete feminino)
16h30 - Jogo a definir (WatchESPN)
18h - Jogo a definir (WatchESPN)
19h30 - Jogo a definir (WatchESPN)

DOMINGO, 17 DE MARÇO

NBA
16h30 - Philadelphia 76ers x Milwaukee Bucks (ESPN)
22h - Minnesota Timberwolves x Houston Rockets (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
13h - Jogo a definir (WatchESPN)
14h - Jogo a definir (WatchESPN)
15h - Jogo a definir (WatchESPN)
16h15 - Jogo a definir (WatchESPN)

NCAA (basquete feminino)
15h - Jogo a definir (WatchESPN)
15h - Jogo a definir (WatchESPN)
16h - Jogo a definir (WatchESPN)
16h - Jogo a definir (WatchESPN)
17h - Jogo a definir (WatchESPN)

E-SPORTS
21h - EA Sports Madden NFL 19 Challenge (ESPN Extra)

SEGUNDA, 18 DE MARÇO

20h15 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA
21h - Golden State Warriors x San Antonio Spurs (ESPN)
23h35 - Indiana Pacers x Portland Trail Blazers (ESPN)

NHL
21h30 - Vancouver Canucks x Chicago Blackhawks (ESPN 2)

NBA G-LEAGUE
20h - Wisconsin Herd x Fort Wayne Mad Ants (WatchESPN)
20h - Windy City Bulls x Lakeland Magic (WatchESPN)
23h - Greensboro Swarm x Agua Caliente Clippers (WatchESPN)

TERÇA, 19 DE MARÇO

NHL
20h30 - Tampa Bay Lightning x Washington Capitals (WatchESPN)

NCAA (basquete masculino - playoffs)
19h30 - March Madness (ESPN 2)
22h - March Madness (ESPN 2)

NBA G-LEAGUE
20h - Wisconsin Herd x Fort Wayne Mad Ants (WatchESPN)
20h - Windy City Bulls x Lakeland Magic (WatchESPN)
23h - Greensboro Swarm x Agua Caliente Clippers (WatchESPN)

QUARTA, 20 DE MARÇO

NBA
20h15 - Boston Celtics x Philadelphia 76ers (ESPN)
23h35 - Toronto Raptors x Oklahoma City Thunder (ESPN)

MLB
6h30 - Seattle Mariners x Oakland Athletics (ESPN)

NHL
20h30 - Tampa Bay Lightning x Washington Capitals (WatchESPN)

NCAA (basquete masculino - playoffs)
19h30 - March Madness (ESPN 2)
22h - March Madness (ESPN 2)

NBA G-LEAGUE
22h - Delaware Blue Coats x Grand Rapids Drive (WatchESPN)
20h - Maine Red Claws x Erie BayHawks (WatchESPN)
1h* - Capital City Go-Go x Santa Cruz Warriors (WatchESPN)

QUINTA, 21 DE MARÇO

MLB
6h30 - Seattle Mariners x Oakland Athletics (ESPN)

NHL
22h - Columbus Blue Jackets x Edmonton Oilers (WatchESPN)

LBF
19h - São Bernardo x Uninassau (ESPN Extra)

NCAA (basquete masculino - playoffs)
13h - March Madness (ESPN 2)
15h30 - March Madness (ESPN 2)
17h30 - March Madness (ESPN 2)
20h - March Madness (ESPN 2)
23h30 - March Madness (ESPN 2)

Obs.: As transmissões serão em formato de carrossel, apresentando o que ocorre de melhor em toda a rodada. O WatchESPN transmitirá individualmente cada um dos jogos do March Madness

SEXTA, 22 DE MARÇO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA 
21h - San Antonio Spurs x Houston Rockets (ESPN)

NCAA (basquete masculino - playoffs)
13h - March Madness (ESPN 2)
15h30 - March Madness (ESPN 2)
17h30 - March Madness (ESPN 2)
20h - March Madness (ESPN 2)
23h30 - March Madness (ESPN 2)

Obs.: As transmissões serão em formato de carrossel, apresentando o que ocorre de melhor em toda a rodada. O WatchESPN transmitirá individualmente cada um dos jogos do March Madness

* Do dia seguinte.
A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 16 de março, 12h30.

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O melhor das novas regras do beisebol é que elas existem. Calma que eu explico

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Giancarlo Stanton no Home Run Derby
Giancarlo Stanton no Home Run Derby Getty

A Major League Baseball anunciou ao longo da semana algumas mudanças na regra do jogo. A maior parte busca tornar as partidas mais dinâmicas ou rápidas, atacando o que é apontado como um dos maiores problemas para a modalidade atrair o público jovem. Algumas são positivas, outras são mais perfumaria, mas o principal é: a liga e a associação de jogadores concordaram em implementá-las.

***

Primeiro, vamos às novas regras com um rápido comentário: 

1) O prazo final para transferências é 31 de julho, não existe mais o período de “waivers” que se extende por agosto

Mudança positiva, pois o período de waiver (em que o time colocava o jogador à disposição dos demais) era pouco claro, criava tensão entre clubes e seu elenco e ainda dava menos força para o fechamento tradicional da janela.

2) Home Run Derby distribuirá prêmio de US$ 2,5 milhões (sendo US$ 1 milhão para o vencedor)
Uma boa forma de atrair jogadores mais midiáticos e importantes para o evento.

3) Redução da quantidade de visitas ao arremessador
Até o ano passado, eram totalmente liberadas. Em 2018, foi criado o limite de seis visitas. Agora caiu para cinco. Não deve ter efeito prático muito grande.

4) Cada arremessador tem de enfrentar um mínimo de três rebatedores
Reduzirá bastante a quantidade de substituições de arremessadores nas entradas finais, mas deve tirar espaço no bullpen para relievers especialistas. Em relação ao ritmo de jogo, é uma medida que soa interessante. Mas deve haver resistência dos jogadores pela perspectiva de alguns perderem seus empregos.

5) Aumento de 25 para 26 jogadores em cada elenco (e redução de 40 para 28 em setembro)
A segunda parte é a mais interessante, pois reduz a distorção criada pelos elencos expandidos no último mês de temporada regular. A primeira parte tem o lado positivo de aumentar a chance de um especialista ser colocado no elenco para situações pontuais (um velocista para roubar bases, por exemplo).

6) Mudança na forma de escolha dos jogadores do All-Star Game
A votação será em duas fases, a decisiva em um dia único. É interessante para aumentar a exposição dos principais jogadores na mídia, torná-los figuras mais nacionais, mas não deve causar tanta diferença do modelo atual.

7) Prêmio para jogadores que participarem do All-Star Game
Deve reduzir a quantidade de jogadores que pedem dispensa do jogo.

8) No All-Star Game, as entradas extras começam com corredor na segunda base
Distorce um pouco o jogo, mas evita que ele se prolongue desnecessariamente.

***

Algumas das regras serão implementadas já nesta temporada, como as do All-Star Game. A mais polêmica e impactante, a de limite mínimo de rebatedores por arremessador, não está oficialmente aprovada ainda. No caso dela, o que foi anunciado é que “a associação de jogadores não contestará se a liga decidir implementar essa regra no ano que vem”. E mesmo essa afirmação é bem duvidosa, pois a regra pode tirar o emprego de alguns jogadores, que possivelmente pedirão para a associação intervir.

Mais que as mudanças em si, o importante é que houve aprovação. Associação de jogadores e liga estão com relações muito abaladas nos últimos anos, pois o atual acordo trabalhista se mostrou muito favorável aos donos de franquias. Os jogadores estão muito mais fragilizados na negociação de novos contratos -- basta ver como vários jogadores importantes, como Dallas Keuchel e Craig Kimbrel -- seguem sem contrato a menos de uma semana da abertura da temporada.

Com isso, muitos especulavam que os jogadores poderiam endurecer bastante a negociação do próximo acordo trabalhista, em 2021, e que uma greve era bastante possível. No entanto, o fato de os dois lados terem sentado à mesa e acordarem algumas mudanças, ainda que pontuais, é um bom sinal. O sindicato teve boa vontade com a questão dos arremessadores terem um número mínimo de duelos, a liga teve boa vontade em dar mais prêmios a jogadores.

Isso pode esfriar um pouco os ânimos e criar um clima mais construtivo para as próximas conversas, que tendem a discutir temas mais complexos para ambos os lados. A liga deverá propor algo como a implantação de relógio para os arremessadores e talvez até arbitragem eletrônica para strikes e bolas, os jogadores exigirão um processo de negociação que lhes dê mais força na negociação (ou que antecipem o final do primeiro contrato profissional, normalmente em valor subdimensionado).

Assim, a existência de novas regras, concordadas por todos, é mais importante do que as regras em si. Porque elas indicam que a possibilidade de um grande impasse, eventualmente resultando em uma greve, está mais distante.

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NBA: Os Knicks garimparam no fim do draft um gigante para o futuro, e aos 20 anos ele talvez já seja o defensor mais temido da NBA

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Se você não vê um jogo do New York Knicks há tempos, eu te entendo. Faltam estrelas, falta competitividade, são raras as partidas disputadas...

Contra as indicações, eu assisti a um bom número nessa temporada, e vou contar um negócio: Mitchell Robinson.

Na cultura de perder para conseguir boas escolhas de draft há alguns anos, os Knicks erraram bastante nos jogadores selecionados. Vamos relembrar os cinco anos anteriores à 2018:

- 2013: Tim Hardaway Jr

- 2014: Cleanthony Early e Thanasis Antetokounmpo

- 2015: Kristaps Porzingis

- 2016: Suas escolhas foram para outros times em trocas

- 2017: Frank Ntilikina, Damyean Dotson e Ognjen Jaramaz

Mas tudo indica que 2018 foi um ano diferente, e na segunda rodada eles acharam o jogador perfeito para um time que quer vencer.

O pivô foi a 36ª escolha do draft e, após um ano sem disputar uma partida oficial, já é uma das mais importantes peças do time para o futuro.

Mitchell Robinson
Mitchell Robinson Getty Images

Sim, ele ficou um ano sem jogar - mas não por lesão. Diferentemente da maioria esmagadora, Robinson não quis ir para a universidade, e ficou treinando um ano entre sair do Ensino Médio e entrar na NBA - por isso alguém com seu potencial caiu para tão baixa escolha. Saindo do Colégio, o jogador era um "recruta 5 estrelas" e um dos 10 jogadores mais bem cotados no país.

O novato tinha se comprometido a jogar pela universidade de Western Kentucky e treinou com a equipe por duas semanas, mas após alguns problemas decidiu sair. O novato foi o primeiro jogador a entrar na NBA sem ter jogado em nenhuma faculdade, nenhum time profissional ou colegial durante um ano inteiro antes de seu draft.

Os Knicks arriscaram e acabaram selecionando um "frango sem cabeça", como disse Jonathan Wasserman em uma matéria. O garoto tem muito potencial e muita energia. Nem sempre está no lugar certo e ainda comete muitas faltas - mas essas são coisas que vão ser ajustadas ao retomar o ritmo de jogo que ele perdeu no último ano.

Toco, enterrada e "só"

Os Knicks começaram a temporada com Enes Kanter sendo o principal pivô da equipe; depois de trocas durante o ano, perderam o turco e receberam DeAndre Jordan - ou seja, Mitchell Robinson não tem tantos minutos em quadra: para ser preciso, apenas 18,9 em média por jogo.

Em tão pouco tempo jogado, o pivô já acumula algumas façanhas defensivas, ainda mais notáveis para um garoto de 20 anos:

- Média de 2,42 tocos por jogo (3º na NBA)

- Média de 6,14 tocos a cada 48 minutos jogados (1º na NBA)

- 10,6% de aproveitamento em tocos (Maior % de um calouro na NBA desde 1946)

- 13 tocos em arremessos de três pontos (1º na NBA)

Com 2,16m de altura e 2,24m de envergadura, Mitchell Robinson está com números que o colocam em um seleto grupo ao lado de Shaquille O'Neal e Kevin Garnett. Os três são os únicos calouros da história da NBA a ter mais de 23 partidas seguidas dando um toco por jogo. Atualmente, ele tem 25 partidas seguidas com toco, e 16 seguidas com dois ou mais.

Equacionando seus números por minutos em quadra, sua temporada se torna ainda mais assustadora. Por exemplo: ele é o líder em tocos de arremessos de três pontos na Liga, e jogou pouco mais de 900 minutos. Jrue Holiday e Ben Simmons estão na cola dele, mas ambos já jogaram mais de 2.000 minutos na atual temporada.

No ataque ele também não passa batido:

- Média de 3,5 enterradas a cada 36 minutos (4º na NBA)

- Só deu um arremesso fora do garrafão na temporada.

Em uma NBA que se revoluciona cada vez para mais longe da cesta, Mitchell Robinson é o "pivô raiz". Defende muito, dá tocos, pega rebotes e completa pontes aéreas - e é isso.

Tal estilo de jogo pode parecer uma fraqueza, mas talvez seja exatamente a necessidade dos Knicks. Sonhando com Kevin Durant e Kyrie Irving, ter achado um jogador como Rudy Gobert ou Clint Capela pode ser a peça chave para um time que quer vencer.

Em 2019, o time de Nova York terá mais uma escolha alta de draft e muito espaço no teto salarial para contratar duas estrelas. E de quebra, buscando dias melhores, terá Mitchell Robinson.

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NBA: Os Knicks garimparam no fim do draft um gigante para o futuro, e aos 20 anos ele talvez já seja o defensor mais temido da NBA

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A era dos Browns na NFL - finalmente - chegou

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

7 de janeiro de 2018.

Depois de mais uma temporada fracassada, cerca de três mil torcedores do Cleveland Browns se juntaram para um desfile de "comemoração" pela campanha de 0-16 na temporada de 2017. Era um inacreditável passo atrás para a franquia que, um ano antes, havia vencido uma partida.

13 de março de 2019.

Se aquele mesmo torcedor que participou do desfile de um ano atrás dormiu cedo na terça-feira, ele provavelmente precisou de alguns minutos para entender o que aconteceu. Odell Beckham Jr. é, sim, um Cleveland Brown.


Sam Darnold, Josh Allen, Saquon Barkley. Os dias que anteciparam o draft de 2018 da NFL deixaram claro que os Browns teriam várias opções para a 1ª escolha. Mas só na véspera o nome de Baker Mayfield, vencedor do Troféu Heisman de 2017, apareceu.

E quando o general manager John Dorsey, que estava há alguns meses no cargo, teve seus poucos minutos para a definir a pick 1 do draft, ele não teve dúvidas: Baker.

Baker Mayfield em sua estreia, contra os Jets
Baker Mayfield em sua estreia, contra os Jets Getty

Desde então, todo o processo dos Browns foi feito ao redor do novo quarterback, E quando ele entrou no lugar de Tyrod Tayler na Semana 3, contra o New York Jets, e liderou a primeira vitória da franquia em 635 dias, ficou claro: com Mayfield, Cleveland não seria mais uma piada na NFL.

Foram sete vitórias em toda a temporada - além de oito derrotas e um empate. E o principal para os fãs dos Browns: a esperança de chegar aos playoffs estava de volta.


O Cleveland Browns é um dos quatro times que nunca chegaram em um Super Bowl (Lions, Jaguars e Texans são as outras). Para uma franquia com tanta história, lendas como Jim Brown e uma das torcidas mais fanáticas da NFL, as derrotas incomodam ainda mais.

Afinal, tente se imaginar torcendo para uma equipe que não é campeã desde 1964 - ainda na 'era antiga' da liga -, não vence sua divisão há 30 anos e não foi aos playoffs nas últimas 16 temporadas - maior jejum de toda a NFL.

Myles Garrett e o general maganer John Dorsey
Myles Garrett e o general maganer John Dorsey Getty

Mas toda a frustração dos fãs dos Browns se tornou empolgação em um espaço de meses, desde que Dorsey escolheu Baker.


Apesar de ter um quarterback como o fator central de toda a revolução que comanda em Cleveland, John Dorsey fez muito mais do que isso em pouco mais de um ano na franquia.

Ainda em 2018, ele demitiu Hue Jackson, técnico principal que teve campanha de três vitórias, 36 derrotas e um empate em pouco mais de duas temporadas no comando da equipe.  Gregg Williams, então coordenador defensivo, assumiu o cargo e, com ele, os Browns venceram cinco dos oito jogos finais do ano.

Mas para 2019, Dorsey resolveu fazer mais uma troca: Freddie Kitchens, coordenador ofensivo interino que empolgou com Mayfield, ganhou a vaga de técnico principal.


Mas as mudanças não aconteceram apenas do lado de fora do campo.

Os Browns que, além de Mayfield, já contavam com os promissores Nick Chubb (running back), David Njoku (tight end), Myles Garrett (defensive end) e Denzel Ward (cornerback), além do confiável Jarvis Landry (wide receiver), viram uma brecha e atacaram o mercado.

A troca por Odell foi a cereja no bolo de uma offseason em que Cleveland também levou 

Se olharmos para os rivais dos Browns na AFC Norte, é fácil entender o que fez Cleveland dar um all-in em 2019.

O Baltimore Ravens, atual campeão da divisão, perdeu boa parte de sua forte defesa com as saídas de Eric Weddle, Terrell Suggs, C.J. Mosley e Za'Darius Smith. O Pittsburgh Steelers foi praticamente obrigado a trocar Antonio Brown e viu Le'Veon Bell assinar com o New York Jets depois de se recusar a jogar em 2018. O Cincinnati Bengals, lanterna da AFC Norte na temporada passada, não fez grandes contratações.

A NFL é conhecida pelas rápidas reviravoltas de seus times. Mas Cleveland parecia ser a única equipe incapaz de fazer tais mudanças, de organizar uma reformulação que realmente funcionasse. Até agora.

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[Programação] Basquete universitário se aquece para March Madness com superclássicos, mas NBA também tem jogo quente

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Kevin Durant contra os Rockets
Kevin Durant contra os Rockets Getty

Março chegou, sinal de que as universidades norte-americanos pegarão fogo com o mata-mata do basquete da NCAA, não à toa chamado "Loucura de Março". O torneio nacional começa apenas no dia 19, mas as conferências chegam em seus momentos decisivos, que reúnem algumas das maiores rivalidades dos esportes americanos, além de definir campeões regionais e, principalmente, as vagas do March Madness.

Neste sábado, o fã de esporte poderá acompanhar dois superclássicos do basquete, com Duke x North Carolina e Michigan x Michigan State. Essas quatro equipes estão entre as favoritas ao título nacional. Depois disso, há uma série de jogos dos playoffs de conferência ao longo da semana (todos os "jogos a definir" que aparecem abaixo). Nada mal!

Quem prefere o basquete profissional também pode se deleitar, com o maior clássico da NBA, Boston Celtics x Los Angeles Lakers, abrindo a semana e a reedição da última final da Conferência Oeste, Golden State Warriors x Houston Rockets. Até o hóquei no gelo entra no clima de rivalidade com Washington Capitals x Pittsburgh Penguins, o encontro entre duas maiores estrelas da modalidade, Alexander Ovechkin e Sidney Crosby.

SÁBADO, 9 DE MARÇO

NBA
22h30 - Boston Celtics x Los Angeles Lakers (ESPN)

NHL
21h - Pittsburgh Penguins x Columbus Blue Jackets (Watch ESPN)

NCAA (basquete masculino)
14h - Tennessee x Auburn (Watch ESPN)
16h - Baylor x Kansas (Watch ESPN)
18h - Louisville x Virginia (Watch ESPN)
20h - Duke x North Carolina (ESPN 2)
22h - Michigan x Michigan State (Watch ESPN)
22h - Jogo a definir (Watch ESPN)

DOMINGO, 10 DE MARÇO

NBA
16h30 - Indiana Pacers x Philadelphia 76ers (ESPN)

NHL
20h - Winnipeg Jets x Washington Capitals (ESPN)

MLB (pré-temporada)
18h - Colorado Rockies x Arizona Diamondbacks (Watch ESPN)

NCAA (basquete masculino)
14h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NCAA (basquete feminino)
13h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
15h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
17h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
19h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
19h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

SEGUNDA, 11 DE MARÇO

20h30 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL
21h30 - Arizona Coyotes x Chicago Blackhawks (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
20h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
20h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
0h30* - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NCAA (basquete feminino)
15h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
20h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

TERÇA, 12 DE MARÇO

NHL
20h - Washington Capitals x Pittsburgh Penguins (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
13h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
15h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
20h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
20h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
20h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
20h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
20h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NCAA (basquete feminino)
13h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
15h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
17h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
20h - Erie BayHawks x Capital City Go-Go (Watch ESPN)
22h30 - Agua Caliente Clippers x Northern Arizona Suns (Watch ESPN)

QUARTA, 13 DE MARÇO

NBA
20h15 - Brooklyn Nets x Oklahoma City Thunder (ESPN)
22h35 - Golden State Warriors x Houston Rockets (ESPN)

NHL
20h - Chicago Blackhawks x Toronto Maple Leafs (Watch ESPN)

NCAA (basquete masculino)
13h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
15h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
20h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
20h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
0h30* - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
0h30* - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
20h - South Bay Lakers x Grand Rapids Drive (Watch ESPN)
20h - Erie BayHawks x Long Island Nets (Watch ESPN)
21h - Delaware Blue Coats x Winsconsin Herd (Watch ESPN)
23h - Greensboro Swarm x Santa Cruz Warriors (Watch ESPN)

QUINTA, 14 DE MARÇO

NHL
21h - Boston Bruins x Winnipeg Jets (ESPN)

LBF
19h - LSB x Blumenau (ESPN Extra)

NCAA (basquete masculino)
13h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
13h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
14h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
16h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
16h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
16h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
16h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
18h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
20h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
20h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
20h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h30 - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
20h - Fort Wayne Mad Ants x Capital City Go-Go (Watch ESPN)

SEXTA, 15 DE MARÇO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA 
21h - Portland Trail Blazers x New Orleans Pelicans (ESPN)

* Do dia seguinte.
A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 9 de março, 1h30.

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Parem de hipocrisia e deixem os jogadores conversarem

ESPN League
Ubiratan Leal
LeBron e Davis
LeBron e Davis Getty

Kyrie Irving bate-papo com Kevin Durant. Escândalo! LeBron James troca ideia com Anthony Davis. Ultraje! Bryce Harper fala de Mike Trout. Ilegal!

No vocabulário do esporte americano, algumas circunstâncias transformam essas conversas em “tampering”, “adulteração”. A acusação é que elas ferem as regras estabelecidas para negociação de jogadores com clubes e geraram protestos de dirigentes e explicações por parte dos jogadores. Parece estranho, mas vamos voltar um pouco.

O mercado das ligas americanas seguem regras bem definidas. Há datas para janela de transferência, há período para negociação do clube com seus atletas para tentar renovar contrato e há período em que a negociação é livre para qualquer franquia que deseje um jogador sem contrato. E quem fecha o negócio são os general managers, os diretores esportivos dos times. O processo não prevê que um jogador de uma equipe entre em contato com outro para convencê-lo a se juntar a ele no futuro.

Essa prática se tornou comum na NBA, ganhando notoriedade com o Big Three do Miami Heat -- LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh -- e o quarteto de All-Stars do Golden State Warriors -- Stephen Curry, Klay Thompson, Kevin Durant e DeMarcus Cousins --, esquadrões que foram possíveis pela participação de atletas no trabalho de sedução de amigos.

Em relação ao equilíbrio técnico da liga, essa prática não foi das melhores. Ela criou duas dinastias (a do Heat não teve o impacto que se imaginava, mas foi um domínio absoluto na conferência por quatro anos) e diminuiu o equilíbrio em quadra. Por isso, tanta gente fica desconfiada quando Irving e Durant, dois jogadores que ficarão sem contrato ao final desta temporada, e LeBron e Davis, esse último pretendido pelo Los Angeles Lakers do primeiro, são vistos trocando ideia. Será que estão armando mais uma panelinha no basquete?

Foi o que o beisebol se deparou quando Bryce Harper, recém-contratado pelo Philadelphia Phillies, confirmou que tentará convencer Mike Trout a se juntar a ele ao final de 2020, quando termina o contrato do melhor jogador do mundo com o Los Angeles Angels. O time californiano protestou, acusando Harper de “adulteração”.

Do ponto de vista das regras de negociação estabelecidas pelas ligas, bate-papos e declarações públicas podem até soar fora dos limites. Fica, porém, um questionamento aos dirigentes, jornalistas e até torcedores que se escandalizam tanto essas conversas: já ouviram falar de WhatsApp, SMS, e-mail, Instagram Direct ou mensagem direta no Twitter?

Jogadores são amigos, é natural que conversem sobre os mais diversos assuntos. Desde questões de jogo até banalidades como “você conhece um restaurante bom na cidade onde farei minha próxima partida?” ou “já ouviu a nova música do fulano?”. No meio disso, é óbvio que falam do que seus times precisam e como a presença do amigo ajudaria.

Escandalizar-se por declarações ou conversas públicas é hipocrisia, é querer manter aparência de que o processo é inteiramente controlado por empresários e dirigentes, quando todos sabem que há tempos os jogadores também participam disso.

Então, que deixem os jogadores falarem, e os dirigentes que tratem de fazer propostas que sejam mais sedutoras do que a proximidade do amigo. Até porque isso acontece. No All-Star Game da MLB de 2016, os jogadores do Boston Red Sox não tiveram o menor pudor em mostrar a Edwin Encarnación -- então no Toronto Blue Jays, mas em fim de contrato -- como o queriam para substituir David Ortiz, que se aposentaria no final do ano. Encarnación se deixou levar no momento e assinou um bom contrato… com o Cleveland Indians.

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Parem de hipocrisia e deixem os jogadores conversarem

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[Programação] Semana tem a volta da MLB e duas estreias na programação: Combine da NFL e Liga de Basquete Feminino

ESPN League
Ubiratan Leal
Paxton Lynch em ação no Combine de 2016: foi recrutado pelos Broncos
Paxton Lynch em ação no Combine de 2016: foi recrutado pelos Broncos Joe Robbins/Getty Images Sport

"Quando começam as transmissões de MLB?" 

Os fãs de beisebol fazem essa pergunta desde o dia seguinte à vitória decisiva do Boston Red Sox sobre o Los Angeles Dodgers na World Series de 2018. Pois a resposta está fácil: na próxima quarta. Sim, a Quarta-Feira de Cinzas terá a primeira transmissão do spring training, a pré-temporada da MLB, com Pittsburgh Pirates e Boston Red Sox. No dia seguinte, mais um jogo.

E engana-se quem pensa que as novidades da semana nos esportes americanos se limitam ao beisebol. No fim de semana, a ESPN transmitirá pela primeira vez o Scouting Combine, evento em que as franquias da NFL podem realizar avaliações físicas e técnicas nas principais promessas do futebol americano universitário. E, para fechar a semana, uma novidade da bola laranja: no Dia Internacional da Mulher, a ESPN Extra transmite a LBF, a Liga de Basquete Feminino.

SÁBADO, 2 DE MARÇO

NFL
15h - Scouting Combine (ESPN)

NBA
22h30 - Golden State Warriors x Philadelphia 76ers (ESPN)

NHL
21h - Pittsburgh Penguins x Montréal Canadiens (Watch ESPN)

NCAA (basquete masculino)
14h - NC State x Florida State (Watch ESPN)
14h - LSU x Alabama (Watch ESPN)
16h - Pittsburgh x Virginia (Watch ESPN)
16h - Iowa State x Texas (Watch ESPN)
16h - West Virginia x Oklahoma (Watch ESPN)
16h - Ohio State x Purdue (Watch ESPN)
18h - Texas Tech x TCU (Watch ESPN)
18h - Mississippi State x Auburn (Watch ESPN)
20h - North Carolina x Vanderbilt (Watch ESPN)
22h - Baylor x Kansas State (Watch ESPN)
22h30 - Georgia x Florida (Watch ESPN)
0h - Arizona x Oregon (Watch ESPN)
0h - Gonzaga x St. Mary's (Watch ESPN)

NCAA (softbol)
16h - Mississippi State x Duke (Watch ESPN)
19h - Kansas x Duke (Watch ESPN)

DOMINGO, 3 DE MARÇO

NBA
17h30 - Houston Rockets x Boston Celtics (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
18h - Washington x Stanford (Watch ESPN)

NCAA (softbol)
16h30 - Michigan State x Alabama (Watch ESPN)

SEGUNDA, 4 DE MARÇO

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h - Virginia x Syracuse (ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

TERÇA, 5 DE MARÇO

NHL
21h - Carolina Hurricanes x Boston Bruins (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h - Virginia Tech x Florida State (Watch ESPN)
21h - Wake Forest x Duke (Watch ESPN)
21h - Nebraska x Michigan State (Watch ESPN)
21h - Buffalo x Ohio (Watch ESPN)
21h - South Carolina x Texas A&M (Watch ESPN)
22h - North Carolina x Boston College (Watch ESPN)
23h - Kansas x Oklahoma (Watch ESPN)
23h - Kentucky x Ole Miss (Watch ESPN)
23h - Mississippi State x Tennessee (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
21h - Austin Spurs x Erie BayHawks (Watch ESPN)
0h - Memphis Hustle x Agua Caliente Clippers (Watch ESPN)

QUARTA, 6 DE MARÇO

NBA
22h15 - Philadelphia 76ers x Chicago Bulls (ESPN)
0h35* - Denver Nuggets x Los Angeles Lakers (ESPN)

MLB (pré-temporada)
15h - Pittsburgh Pirates x Boston Red Sox (ESPN)

NHL
21h - Toronto Maple Leafs x Vancouver Canucks (Watch ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Georgia Tech x NC State (Watch ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
21h - Fort Wayne Mad Ants x Long Island Nets (Watch ESPN)
22h - Santa Cruz Warriors x Wisconsin Herd (Watch ESPN)

NCAA (softbol)
21h - Georgia x Georgia Tech (Watch ESPN)

QUINTA, 7 DE MARÇO

MLB (pré-temporada)
15h - Minnesota Twins x Boston Red Sox (ESPN)

NHL
21h30 - Minnesota Wild x Tampa Bay Lightning (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
23h - Agua Caliente Clippers x Northern Arizona Suns (Watch ESPN)

NCAA (softbol)
21h - Michigan State x Auburn (Watch ESPN)

SEXTA, 8 DE MARÇO

21h15 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA 
22h15 - Philadelphia 76ers x Houston Rockets (ESPN)
0h35* - Denver Nuggets x Golden State Warriors (ESPN)

LBF
19h - Araraquara x Campinas (ESPN Extra)

* Do dia seguinte.
A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, 
clique aqui. Última atualização: 2 de março, 1h30.

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O maior contrato de free agent da história dos EUA parece ruim para os dois lados

ESPN League
Ubiratan Leal
Bryce Harper
Bryce Harper Getty

Torcedores, jornalistas, jogadores e dirigentes esperavam esses números há meses, e eles vieram bem grandes: US$ 330 milhões por 13 anos. De acordo com a imprensa norte-americana, esses são os valores que Bryce Harper receberá para defender o Philadelphia Phillies a partir deste ano. Em montante total, trata-se do maior contrato de um agente livre da história dos esportes americanos, ultrapassando os US$ 300 milhões que Manny Machado acertou com o San Diego Padres semana passada. E, ainda assim, fica a sensação que foi um acordo ruim.

Ainda não foram divulgados detalhes do acordo, apenas o valor total, o tempo do vínculo e que não há opção de o clube encerrá-lo antes do tempo. Harper, 25 anos, receberá uma média de US$ 25,4 milhões por temporada, mas é bem provável que o valor ano a ano varie bastante. Uma variação que pode mudar um pouco a forma de ver o contrato, mas algumas coisas já chamam a atenção negativamente.

Para Harper

Tudo bem, saber que ganhará US$ 330 milhões em salários e terá emprego até 2032 deve ser um cenário bastante confortável. Eu adoraria viver com essa certeza. Dá para calcular a prestação da casa, comprar uma coisinha mais cara no mercado, pegar um hotel mais confortável na próxima viagem de férias. Nada a reclamar. Mas tudo indica que o jogador achava que poderia receber mais.

No final da temporada passada, o Washington Nationals fez uma oferta para renovar o contrato de Harper: US$ 300 milhões por dez anos, US$ 30 por ano. O jogador rejeitou, preferindo entrar de vez no mercado para ouvir propostas de outros clubes. Por uma questão óbvia, seu empresário -- Scott Boras, o mais poderoso do beisebol -- jamais aceitaria qualquer proposta inferior a essa dos Nationals, seria simbolicamente uma derrota para Harper e um atestado de incompetência do agente.

As negociações foram bem silenciosas, não houve vazamento dos valores oferecidos por cada pretendente até sair a notícia do acerto final. No entanto, é bem discutível se a proposta vencedora era realmente melhor que a apresentada pelos Nationals no final do ano passado. O valor final é superior em US$ 30 milhões, mas inclui três anos a mais de vínculo. Até 2029, Harper receberá US$ 5 milhões a menos por temporada do que ganharia em Washington. Isso só compensa se, entre 2030 e 32 (quando ele terá de 37 a 39 anos), o jogador imagina que não consiga mais de US$ 10 milhões/ano.

Ficou a sensação de que Harper não recebeu ofertas perto de US$ 35 milhões por ano, como provavelmente ele e Boras imaginavam, e fechou em um acordo que, devido a seu longo prazo de validade, soa melhor que US$ 300 milhões/10 anos. Mas é bem discutível se realmente é melhor.

Para os Phillies

São 13 anos de comprometimento com um atleta. Até 2032 o Philadelphia Phillies terá de destinar alguns milhões a Bryce Harper. O talento do defensor externo é enorme, mas o prazo é bastante longo e muita coisa errada pode acontecer até lá: contusões, problemas de vestiários, problemas com a torcida, problemas pessoais, queda de desempenho pela idade...

O risco é evidente e os últimos anos desse contrato podem ser um martírio. Basta ver o que o Los Angeles Angels estão enfrentando com Albert Pujols e o Detroit Tigers com Miguel Cabrera.

Estender o prazo e reduzir o valor por ano (ainda é preciso ver qual é o salário a cada temporada) pode sacrificar um pouco menos a folha salarial -- na comparação com um acordo que desse de US$ 30 a 35 milhões anuais, como Boras e Harper talvez imaginassem -- e deixar espaço para a contratação de algum outro grande jogador em breve. O alvo seria óbvio: Mike Trout, o melhor jogador do mundo fica sem contrato ao final de 2019 e cresceu como torcedor dos Phillies.

De qualquer modo, a sensação imediata é que os Phillies levaram um grande jogador, mas o contrato é bastante arriscado e pode trazer muitos dissabores na segunda metade da próxima década.

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[Programação] Lakers enfim têm Anthony Davis, mas do outro lado da quadra

ESPN League
Ubiratan Leal
Anthony Davis se lesionou em derrota dos Pelicans para os Blazers
Anthony Davis se lesionou em derrota dos Pelicans para os Blazers Getty


A grande polêmica da reta final da janela de mercado da NBA foi a não-ida de Anthony Davis ao Los Angeles Lakers. O time californiano fez diversas ofertas para ter o grande nome do New Orleans Pelicans, mas não houve negócio. A situação foi tão delicada que o general manager do time da Louisiana foi demitido por não fechar a negociação e Davis foi ameaçado de afastamento até o final da temporada por demonstrar descontentamento com a situação.

O próximo capítulo dessa história você poderá ver nos canais ESPN. Na próxima quarta, os Pelicans visitam os Lakers, e a torcida de Los Angeles poderá mostrar o quanto ela quer Davis - o que pode influenciar novas negociações ao final da temporada. E também é a oportunidade de Davis, se entrar em quadra, mostrar que vale todo o investimento que o time californiano pretende fazer nele.

SÁBADO, 23 DE FEVEREIRO

NBA
22h30 - Houston Rockets x Golden State Warriors (ESPN)

NHL
23h - Pittsburgh Penguins x Philadelphia Flyers (ESPN Extra)

NCAA (basquete masculino)
14h - Virginia x Louisville (Watch ESPN)
14h - Texas x Oklahoma (Watch ESPN)
14h - Tennessee x LSU (Watch ESPN)
16h - West Virginia x Baylor (Watch ESPN)
16h - Ohio State x Maryland (Watch ESPN)
18h - Virginia Tech x Notre Dame (Watch ESPN)
18h - Oklahoma State x Kansas State (Watch ESPN)
18h - Missouri x Florida (Watch ESPN)
20h - Duke x Syracuse (Watch ESPN)
22h - Kansas x Texas Tech (Watch ESPN)
0h - Oregon x UCLA (Watch ESPN)
0h - BYU x Gonzaga (Watch ESPN)

NCAA (softbol)
16h - Virginia x Tennessee (Watch ESPN)

DOMINGO, 24 DE FEVEREIRO

NHL
14h30 - New York Rangers x Washington Capitals (Watch ESPN)

NCAA (basquete masculino)
20h - Wake Forest x NC State (Watch ESPN)
22h - Stanford x Arizona (Watch ESPN)

NCAA (softbol)
15h30 - Michigan x LSU (Watch ESPN)
18h30 - Louisville x Tennessee (Watch ESPN)

SEGUNDA, 25 DE FEVEREIRO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h -Notre Dame x Florida State (ESPN 2)
22h - Oklahoma x Iowa State (Watch ESPN)
23h - Kansas State x Kansas (Watch ESPN)

TERÇA, 26 DE FEVEREIRO

NHL
22h - Minnesota Wild x Winnipeg Jets (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h - Duke x Virginia Tech (Watch ESPN)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
21h - Akron x Buffalo (Watch ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
13h30 - Lakeland Magic x Capital City Go-Go (Watch ESPN)
16h - Austin Spurs x Agua Caliente Clippers (Watch ESPN)
21h - Fort Wayne Mad Ants x Canton Charge (Watch ESPN)
22h - Rio Grande Valley Vipers x Memphis Hustle (Watch ESPN)

QUARTA, 27 DE FEVEREIRO

NBA
22h15 - Portland Trail Blazers x Boston Celtics (ESPN)
0h35* - New Orleans Pelicans x Los Angeles Lakers (ESPN)

NHL
21h - Edmonton Oilers x Toronto Maple Leafs (ESPN 2)

NCAA (basquete masculino)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
21h - Houston x East Carolina (Watch ESPN)
21h - Tennessee x Ole Miss (Watch ESPN)
23h - Louisville x Boston College (Watch ESPN)
23h - Florida x Vanderbilt (Watch ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
21h - Delaware Blue Coats x Long Island Nets (Watch ESPN)
0h - Grand Rapids Drive x Santa Cruz Warriors (Watch ESPN)

QUINTA, 28 DE FEVEREIRO

NHL
21h30 - Tampa Bay Lightning x Boston Bruins (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
1h* - Gonzaga x Pacific (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
21h - Erie BayHawks x Capital City Go-Go (Watch ESPN)
22h30 - Rio Grande Valley Vipers x Austin Spurs (Watch ESPN)
0h - Texas Legends x Agua Caliente Clippers (Watch ESPN)

SEXTA, 1º DE MARÇO

21h15 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA 
22h15 - Portland Trail Blazers x Toronto Raptors (ESPN)
0h35* - Milwaukee Bucks x Los Angeles Lakers (ESPN)

* Do dia seguinte.
A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, 
clique aqui. Última atualização: 23 de fevereiro, 2h30.

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[Programação] Lakers enfim têm Anthony Davis, mas do outro lado da quadra

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Onde você colocaria Tom Brady entre os maiores atletas de todos os tempos?

ESPN League
Ubiratan Leal
Tom Brady, quarterback mais vitorioso da história da NFL
Tom Brady, quarterback mais vitorioso da história da NFL ESPN

Difícil julgar o tamanho de uma carreira antes de ela terminar. Por mais perto do fim que ela esteja, sempre é possível subir ou descer alguns degraus com uma conquista ou um vexame final. De qualquer modo, Tom Brady já fez o suficiente para ser cogitado fortemente como o melhor jogador de futebol americano da história. Claro, é difícil comparar eras diferentes, não é justo usar apenas conquistas como medidor de qualidade e sempre há quem contestará o quanto o quarterback do New England Patriots realmente é melhor que outras lendas da NFL, mas a conquista do sexto Super Bowl reforçou mais esse discurso na imprensa americana e nas conversas entre torcedores.

Aí, o jornalista Rodrigo Borges, um amigo que ama futebol americano e o New York Jets - ou seja, não tem motivo especial para torcer por Tom Brady - tuitou: “Se o futebol americano fosse um esporte mais global haveria zero dúvida de que Tom Brady é um dos 10 maiores atletas de todos os tempos”. De fato, o camisa 12 dos Patriots não costuma entrar na lista de maiores atletas da história, somando todas as modalidades. Mas seria a falta de projeção global da NFL o único motivo disso?

Bem, provavelmente eu colocaria Brady como maior jogador da história da NFL, mas jamais cogitaria listá-lo entre os principais de todas as modalidades. Mas esse ranking é puramente subjetivo, e a minha forma de ver a história do esporte acaba não ajudando o QB dos Patriots. A lista de outras pessoas poderia dar mais peso à NFL, ou a grandes conquistas, ou a impacto comercial, e ser mais generosa com Brady.

Fui tirar satisfação perguntar ao Rodrigo por que ele achava isso, até porque ele é um grande entusiasta de modalidades olímpicas e certamente não se encaixa no estereótipo de “fanboy que gosta de apenas um esporte e supervaloriza isso”. E ele me disse que, depois de tuitar, começou a fazer sua lista de maiores atletas da história e acabou mudando de opinião. Estar entre os dez melhores de todos os esportes seria demais para Brady. O que reforça a dúvida: por que ninguém - ou quase ninguém - coloca o maior jogador do esporte mais rico do país mais rico do mundo no top 10 da história?

Difícil adivinhar o que passa na cabeça de cada um quando pensa em quem são os maiores da história, mas dá para identificar alguns padrões a partir de listas de maiores atletas da história.

- Falta de um grande palco mundial

O futebol americano deixou de ser uma modalidade puramente americana. A audiência cresce em várias partes do mundo e já se valoriza o desempenho de vários jogadores - inclusive, claro, Tom Brady. No entanto, ele é um esporte com prática de altíssimo nível apenas nos Estados Unidos, o que tira um palco global para brilhar.

O que seria um “palco mundial”? Uma Copa do Mundo da modalidade ou Jogos Olímpicos, uma competição que todos vissem como a reunião dos melhores em todo o planeta. A NFL, apesar de juntar o que há de melhor do mundo no futebol americano, é basicamente um torneio de atletas americanos. A NBA já consegue extrapolar isso, pois efetivamente reúne jogadores de dezenas de países diferentes.

LeBron James abraça Michael Jordan
LeBron James abraça Michael Jordan Photo by Streeter Lecka/Getty Images

Essa questão tem peso muito grande, basta ver como a maior parte dos rankings de maiores de todos os tempos valorizam muito o desempenho olímpico ou conquistas em campeonatos mundiais. Essas competições servem de denominador comum entre modalidades, ajudam a comparar o desempenho de atletas de diferentes esportes. E Brady, por mais que se esforce, não tem como conseguir isso da NFL.

- Impacto na história de sua modalidade

Brady une grande técnica, capacidade quase paranormal de aparecer nos momentos decisivos e consistência impressionante ao longo de vários anos. No entanto, não se costuma dizer que ele é um quarterback que revolucionou sua posição ou a modalidade que pratica. Ele “apenas” fez o que todos faziam, mas muito melhor.

Como comparação, é mais comum ver rankings americanos de maiores da história colocar Babe Ruth ao invés de Brady. No beisebol os jogadores atacam e defendem, mas, no geral, também é uma modalidade de especialistas. No entanto, Ruth mudou a forma de o jogo ser praticado, e isso dá mais visibilidade a seu espaço na história.

Essa visão pode mudar no futuro, quando a carreira de Brady virar passado e se perceber um legado dele para outros QBs. Mas ainda não há essa percepção.

- Impacto extracampo

O maior campeão do Super Bowl é um sujeito relativamente pacato e tem uma vida extracampo tranquila. O que está ótimo para ele, ninguém tem obrigação de ser um personagem midiático quando não quer - e olha que ele é casado com a modelo mais famosa do mundo, era fácil se tornar figura carimbada mesmo fora do campo.

O beijo na amada: com a mãe Galynn Brady ao lado, Tom encontra a esposa Gisele e a filha Vivian após conquistar o Super Bowl LI
O beijo na amada: com a mãe Galynn Brady ao lado, Tom encontra a esposa Gisele e a filha Vivian após conquistar o Super Bowl LI Getty

De qualquer modo, ninguém vê Brady como “mais que um simples atleta”. Não é uma celebridade como Tiger Woods, nem o representante de uma causa social como Muhammad Ali ou Jesse Owens, tampouco alguém que enfrentou um grande obstáculo pessoal como Wilma Rudolph ou Magic Johnson.

- Modalidade de especialistas

Desde que se permitiu substituições infinitas, o futebol americano se tornou uma modalidade de especialistas. Cada jogador tem uma função específica em campo, e a soma delas que faz o desempenho geral da equipe. Claro, algumas posições são mais sensíveis ao time, como o quarterback e o tight end em relação ao long snapper, mas o jogador fica fora do campo em mais da metade da partida.

Isso é diferente no basquete e no futebol, por exemplo. Ainda que o jogador costume ter uma posição, ele atua na partida toda. Sua participação é mais ampla. Por isso é comum encontrar Pelé, Michael Jordan e talvez até Wayne Gretzky, que é de um esporte de menos repercussão global, do que Brady. Em esportes individuais, muitas vezes os atletas fazem “apenas uma coisa” (correr, nadar, atirar, lutar), mas essa coisa representa 100% de toda a competição. Ele não compartilha o desempenho com colegas de equipe.

Usain Bolt, atleta jamaicano
Usain Bolt, atleta jamaicano Getty Images

Conclusão

O contexto não favorece Tom Brady e nenhum representante da NFL a entrar em um ranking de maiores atletas da história. Talvez algum jogador que tivesse um papel extracampo destacado poderia ganhar pontos (Jim Brown, pensei em você), mas as circunstâncias inerentes à modalidade são desfavoráveis. Por isso, ainda que ele provavelmente seja o maior jogador da modalidade mais rica do país mais rico do mundo, colocá-lo entre os 10-mais de todos os esportes soa estranho. Parece exagero, que alguma coisa está superdimensionada.

Eu mesmo não tenho um ranking pronto de maiores atletas da história. Os dez primeiros sairiam de uma lista com Muhammad Ali, Michael Jordan, Pelé, Serena Williams, Nadia Comaneci, Jesse Owens, Michael Phelps, Usain Bolt, Jim Thorpe, Wayne Gretzky, Jackie Joyner-Kersee, Abebe Bikila, Mo Farah, Alexandr Karelin, Jackie Robinson, Teddy Riner e Michael Schumacher. Brady provavelmente ficaria em algum lugar entre 25º e 35º.

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All-Star Game e maior clássico universitário: semana é um festival de basquete

ESPN League
Ubiratan Leal

All Star acontece esse fim de semana
All Star acontece esse fim de semana Getty

Fã de esporte pode esfregar as mãos, pois poderá ver o melhor do basquete nos próximos dias. A semana começa com os eventos do All-Star Game da NBA, com Desafio de Habilidades, Torneio de 3-Pontos e Concurso de Enterradas no sábado. E não vale reclamar que é muita coisa para uma noite só, pois o horário de verão está acabando e metade do Brasil terá uma hora a mais para dormir. No domingo é disputado o Jogo das Estrelas, ao vivo de Charlotte. Tudo bem, parece uma overdose e a NBA até tira um recesso depois disso. Mas fique ligado, porque aí vem uma maratona de basquete universitário, incluindo o maior clássico da NCAA: North Carolina Tar Heels x Duke Blue Devils. 

Veja todos os eventos de esportes americanos da semana abaixo:

SÁBADO, 16 DE FEVEREIRO

NBA
23h - Desafio de Habilidades, Torneio de 3-Pontos e Concurso de Enterradas (ESPN)

NHL
22h - Montréal Canadiens x Tampa Bay Lightning (Watch ESPN)

NCAA (basquete masculino)
15h - North Carolina x Wake Forest (Watch ESPN)
15h - Clemson x Louisville (Watch ESPN)
15h - Oklahoma x TCU (Watch ESPN)
16h - Texas A&M x South Carolina (Watch ESPN)
17h - Florida State x Georgia Tech (Watch ESPN)
17h - Notre Dame x Virginia (Watch ESPN)
17h - Baylor x Texas Tech (Watch ESPN)
17h - Indiana x Minnesota (Watch ESPN)
17h - Florida x Alabama (Watch ESPN)
19h - West Virginia x Kansas (Watch ESPN)
19h - Iowa State x Kansas State (Watch ESPN)
19h30 - Virginia Tech x Pittsburgh (Watch ESPN)
21h - NC State x Duke (Watch ESPN)
21h - LSU x Georgia (Watch ESPN)
23h - Tennessee x Kentucky (Watch ESPN)
0h - Gonzaga x San Diego (Watch ESPN)

DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO

NBA
22h - All-Star Game; Time LeBron James x Time Giannis Antetokoumnpo (ESPN)

SEGUNDA, 18 DE FEVEREIRO

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL
18h - Arizona Coyotes x Calgary Flames (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h - Virginia x Virginia Tech (Watch ESPN)
23h - Kansas State x West Virginia (Watch ESPN)
23h - TCU x Oklahoma State (Watch ESPN)

TERÇA, 19 DE FEVEREIRO

NHL
22

NCAA (basquete masculino)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Alabama x Texas A&M (Watch ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

QUARTA, 20 DE FEVEREIRO

NHL
22h30 - Winnipeg Jets x Colorado Avalanche (Watch ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h - Louisville x Syracuse (Watch ESPN)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - North Carolina x Duke (ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
14h - Agua Caliente Clippers x Windy City Bulls (Watch ESPN)
21h - Fort Wayne Mad Ants x Delaware Blue Coats (Watch ESPN)
21h - Capital City Go-Go x Lakeland Magic (Watch ESPN)
21h - Erie BayHawks x Grand Rapids Drive (Watch ESPN)
22h - Rio Grande Valley Vipers x Oklahoma City Blue (Watch ESPN)
0h - Santa Cruz Warriors x Sotckton Kings (Watch ESPN)

QUINTA, 21 DE FEVEREIRO

NHL
21h - Washington Capitals x Toronto Maple Leafs (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
21h - Sioux Falls Skyforce x Long Island Nets (Watch ESPN)

SEXTA, 22 DE FEVEREIRO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA 
21h15 - San Antonio Spurs x Toronto Raptors (ESPN)
23h30 - Utah Jazz x Oklahoma City Thunder (ESPN)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 16 de fevereiro, 14h30.

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All-Star Game e maior clássico universitário: semana é um festival de basquete

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O que é e o que podemos esperar da AAF, a nova liga profissional de futebol americano?

ESPN League
Ubiratan Leal

Legends x Apollos
Legends x Apollos Getty

Younghoe Koo entrou em campo com uma missão, acertar um field goal de 38 jardas. A marca não é das mais complexas para um kicker profissional, mas parecia uma montanha para o sul-coreano escalar. Em 2017, como chutador novato do Los Angeles Chargers, ele havia convertido apenas uma das cinco tentativas com mais de 30 jardas na NFL. Foi dispensado, e por isso aquela oportunidade de 38 jardas soava tão simbólica. Veio o snap, o holder posiciona a bola e… chute certeiro, no meio do Y.

Mais do que a redenção pessoal de Koo, aquele field goal entrou para a história pelo jogo, pelo momento. Naquele momento, noite de 9 de fevereiro no estádio Spectrum da University of Central Florida, o Atlanta Legends fazia 3 a 0 sobre o Orlando Apollos e anotava os primeiros pontos da AAF, a Alliance of American Football, a nova liga profissional de futebol americano.

Mas o que é a AAF? O que podemos esperar dela? O que ela tem diferente de outras ligas que foram criadas e desapareceram rapidamente?

Desde a fusão da American Football League com a National Football League em 1970, que se transformaram nas Conferências Americana e Nacional da atual NFL, houve duas tentativas mais relevantes de criar uma sombra à principal liga esportiva do futebol americano. Nos anos 80, houve a United State Football League (USFL). Na primeira década deste século, a Extreme Football League (XFL).

A história dessas duas ligas é fascinante e foi muito bem contada nos documentários “Small Potatoes” (USFL) e “This Was de XFL” (XFL), ambos produzidos pela ESPN dentro da série 30 por 30 e estão disponíveis com legendas em português no Watch ESPN. Se não viram ainda, vejam, porque são sensacionais.

A menção aos filmes da ESPN não é gratuita. O diretor do documentário sobre a XFL foi Charlie Ebersol. O cineasta concluiu a produção em 2016, mas, durante o trabalho de pesquisa, entrevistas e edição, ele ficou se convenceu de que o conceito de uma segunda liga profissional de futebol americano, cuja temporada se estendesse durante o recesso da NFL, era viável, bastava fazer ajustes no projeto. E ele tinha os contatos certos para fazer uma nova tentativa, até porque seu pai é Dick Ebersol, co-fundador da XFL e executivo aposentado do canal NBC Sports.

O principal problema da USFL foi uma disputa entre os donos das franquias (um deles Donald Trump), que levaram a liga a rumos erráticos que faliram o projeto. Mas a USFL e a XFL tinham em comum outro ponto que se mostrou problemático a ambas: a forma como se apresentavam ao público. Para chamar a atenção do torcedor, as duas organizações vendiam a ideia de que a NFL era uma “liga cheia de regras estúpidas que tiram a graça do jogo” e que ela era a representante do “futebol americano raiz, sem frescura, coisa para macho” (linguajar tosco proposital como forma de retratar o estilo).

A ideia fazia algum sentido considerando que o nível técnico era claramente inferior. Assim, se a qualidade do jogo não era das melhores, ao menos elas tentavam se diferenciar pelo estilo de jogo. No entanto, isso acabou se voltando contra os organizadores. Apesar de criar situações que viraram folclóricas, como substituir o cara ou coroa por jogadores correndo atrás de uma bola como em um fumble e a permissão aos jogadores para colocarem seus apelidos nas camisas, a linguagem alienou o público comum. Fez as ligas, principalmente a XFL, a ganhar a imagem de modalidade exótica que atendia a um nicho muito específico.

Charlie Ebersol percebeu que a estratégia virou um tiro no pé. Por isso, quando idealizou uma nova liga de futebol americano, ele percebeu que não podia tirar o foco do principal: apresentar jogos de bom nível técnico para torcedores de verdade. Sem afetação.

Por isso, trouxe para o projeto profissionais que podiam dar credibilidade técnica. As figuras mais conhecidas do público são Troy Polamalu, lendário safety do Pittsburgh Steelers, Bill Pollian, ex-diretor geral de Buffalo Bills, Carolina Panthers e Indianapolis Colts, Justin Tuck, ex-defensive end do Oakland Raiders, e Mike Pereira, ex-árbitro e comentarista de arbitragem na TV.

Com esses nomes ao lado, foi mais fácil atrair treinadores com experiência em trabalhar com times de alto nível. Para montar os times, foram selecionados jogadores que ficaram de fora na definição dos elencos da NFL - ou seja, jogadores que não tiveram espaço na liga mais importante, mas que têm nível técnico suficiente para terem recebido oportunidades de fazer testes e lutar por uma vaga - e que não foram draftados.

A AAF trabalhou também para adaptar algumas regras. Há uma tentativa de apresentar um jogo com menos faltas, uma reclamação constante dos torcedores mais tradicionalistas da NFL, mas sem a afetação de “aqui não tem frescura” da XFL. Outras mudanças são o fim do ponto extra (todo time é obrigado a tentar a conversão de dois pontos após o touchdown), dos kick offs (na nova liga, o time que receberia o chute já inicia a campanha de sua linha de 25 jardas) e do onside kick (se quiser manter a posse após pontuar, o time posiciona a bola na linha de 35 jardas de seu campo e tenta avançar 12 jardas em uma descida. Isso só pode ser feito em condições específicas).

Garantindo um nível técnico decente e uma partida com algumas modificações que tornem o jogo mais dinâmico e/ou divertido, a questão da AAF foi alocar suas franquias. Foram criados oito equipes, praticamente todos no sul dos Estados Unidos. Além disso, a preferência era por cidades que já tivessem equipes de grandes ligas profissionais - ou seja, mercado com capacidade comprovada de sustentar uma equipe economicamente -, mas que não estivessem na NFL - afinal, concorrer diretamente diante do mesmo público seria arriscado demais.

No final, acabaram abrindo exceções. Quatro equipes atendem a essas três condições: Orlando Apollos, San Diego Fleet, San Antonio Commanders e Memphis Express. Atlanta Legends e Arizona Hotshots são as únicas franquias e dividem mercado com uma da NFL (Falcons e Cardinals). Salt Lake City Stallions é a única que não está no sul dos EUA. E o Birmingham Irons é a única em cidade sem uma outra equipe profissional.

A rodada de estreia foi no último fim de semana, com quatro jogos. E a primeira impressão foi satisfatória. Apesar de a qualidade do jogo claramente não ser a mesma da NFL ou das melhores equipes da NCAA, foi possível ver jogadores de bom nível técnico, algumas jogadas empolgantes e uma ação mais fluida. O retorno na TV também foi bom: a CBS teve mais audiência que a ABC, que no mesmo momento transmitia Houston Rockets x Oklahoma City Thunder pela NBA.

Claro, é só uma primeira impressão. Ao longo da temporada, o nível técnico pode cair à medida que os elencos fiquem desgastados e acusem a falta de reposição à altura. A audiência também deixará de se beneficiar do fator curiosidade, que teve papel importante nos números da rodada de estreia. E a concorrência com outras modalidades, como a reta final da temporada regular da NBA e da NHL, o March Madness do basquete universitário e o início da temporada da MLB podem atingir a AAF.

De qualquer modo, a AAF parece uma boa aposta para uma liga secundária de futebol americano. O projeto tem uma base interessante e parece haver um cuidado para oferecer bons jogos ao público. Seria um milagre ela conseguir concorrer com a NFL ou mesmo atrapalhar a NBA, a NHL ou a MLB, mas ela pode se estabelecer como uma liga de desenvolvimento, dando uma segunda chance a dezenas de atletas de potencial que são dispensados da NFL ou ficam de fora do draft e que, hoje, só têm na Canadian Football League uma alternativa de seguirem suas carreiras.

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[Programação] NBB chega a seu jogo das estrelas, e a NHL tem semana de clássicos regionais

ESPN League
Ubiratan Leal

NBB tem o final de semana das estrelas
NBB tem o final de semana das estrelas Divulgação

As estrelas do basquete nacional na capital do basquete nacional. O NBB tem seu fim de semana das estrelas no Pedrocão, mítico ginásio do Franca. O desafio de habilidades, os concursos de três pontos e de enterradas e o duelo de novatos contra um selecionado da liga argentina foram nesta sexta. Mas o sábado tem o jogo mesmo, reunindo os melhores brasileiros contra os melhores estrangeiros da liga. É o nono confronto desse, e os brasileiros levam vantagm por 5 a 3 no retrospecto.

Mas a semana não termina na sábado. Pelo contrário. Tem muito basquete universitário masculino e feminino e dois dérbis eestaduais na NHL: Panthers x Lightning no duelo da Flórida e Panguins x Flyers no encontro da Pensilvânia. Fique ligado!

SÁBADO, 9 DE FEVEREIRO

NBA
23h30 - Houston Rockets x Oklahoma City Thunder (ESPN)

NBB
13h55 - Jogo das Estrelas: NBB Brasil x NBB Mundo (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
15h - Virginia Tech x Clemson (Watch ESPN)
15h - Miami x North Carolina (Watch ESPN)
15h - Oklahoma State x Kansas (Watch ESPN)
17h - Minnesota x Michigan State (Watch ESPN)
17h - Auburn x LSU (Watch ESPN)
19h - Louisville x Florida State (Watch ESPN)
19h - Texas Tech x Oklahoma (Watch ESPN)
19h - Florida x Tennessee (Watch ESPN)
21h - Duke x Virginia (Watch ESPN)
21h - Kansas State x Baylor (Watch ESPN)
21h - Texas A&M x Missouri (Watch ESPN)
23h - Texas x West Virginia (Watch ESPN)
1h* - Washington x Arizona State (Watch ESPN)
1h* - Saint Mary's x Gonzaga (Watch ESPN)

DOMINGO, 10 DE FEVEREIRO

NBA
18h30 - Los Angeles Lakers x Philadelphia 76ers (ESPN)

NHL
21h - Tampa Bay Lightning x Florida Panthers (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
19h - Cincinnati x Houston (Watch ESPN)
21h - Georgia Tech x Notre Dame (Watch ESPN)
23h - Stanford x Oregon (Watch ESPN)

NCAA (basquete feminino)
15h - Florida State x Notre Dame (Watch ESPN)
19h - Oregon x Stanford (Watch ESPN)

SEGUNDA, 11 DE FEVEREIRO

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL
22h - Pittsburgh Penguins x Philadelphia Flyers (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
22h - Virginia x North Carolina (ESPN 2)
0h - Kansas x TCU (Watch ESPN)
0h - Oklahoma x Baylor (Watch ESPN)

NCAA (basquete feminino)
22h - South Carolina x Connecticut (Watch ESPN)

TERÇA, 12 DE FEVEREIRO

NHL
22h - Chicago Blackhawks x Boston Bruins (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h - Georgia x Texas A&M (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
14h - Greensboro Swarm x Grand Rapids Drive (Watch ESPN)
23h30 - Rio Grande Valley Vipers x Northern Arizona Suns (Watch ESPN)

QUARTA, 13 DE FEVEREIRO

NBA 
23h15 - Houston Rockets x Minnesota Timberwolves (ESPN)
1h35* - Golden State Warriors x Portland Trail Blazers (ESPN)

NHL
23h - Edmonton Oilers x Pittsburgh Penguins (Watch ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h30 - South Carolina x Tennessee (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Georgia Tech x Virginia Tech (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
2h* - USC x Stanford (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
22h - Fort Wayne Mad Ants x Lakeland Magic (Watch ESPN)
22h - Maine Red Claws x Erie BayHawks (Watch ESPN)
22h30 - Santa Cruz Warriors x Raptors 905 (Watch ESPN)

QUINTA, 14 DE FEVEREIRO

NHL
22h - Calgary Flames x Florida Panthers (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
2h* - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

SEXTA, 15 DE FEVEREIRO

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA 
22h - All-Star Game: Jogo das Celebridades (ESPN)
0h - All-Star Game: Jogo dos Calouros (ESPN)

ESPORTS
16h30 - NBA All-Star Premier, final (ESPN Extra)

* Madrugada do dia seguinte.

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 8 de fevereiro, 22h30.

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Como os Beatles invadiram um jogo de futebol americano há 60 anos

ESPN League
Ubiratan Leal
Beatles deixam campo em clipe de American Pie
Beatles deixam campo em clipe de American Pie Reprodução

Os Beatles estão no meio do campo. É intervalo de uma partida de futebol americano e eles animam a torcida com uma marcha. O público tentou entrar para dançar, mas não foi possível porque os jogadores queriam entrar logo no gramado, mesmo com a banda inglesa se negando a sair.

A cena acima parece resultado de um sonho envolvendo o show do intervalo do Super Bowl, os Beatles e uma mente muito imaginativa. Mas, em no universo alternativo regido pelos clássicos do rock, isso tudo aconteceu. Foi em 3 de fevereiro de 1959, data que completou 60 anos enquanto New England Patriots e Los Angeles Rams disputavam o Super Bowl de verdade.

Bem, mas como é possível os Beatles tocarem em um jogo de futebol americano de 1959 se a primeira turnê norte-americana da banda ocorreu apenas em 1964? Aliás, como é possível os Beatles tocarem em um jogo de futebol americano de 1959 se a banda só foi formada em 1960? Então acompanha o raciocínio.

Três de fevereiro de 1959 é uma data histórica no rock. Uma data triste. Na noite daquele dia, Buddy Holly, Ritchie Valens e Big Bopper Richardson viajavam em um pequeno avião entre uma apresentação e outra no Meio-Oeste americano. O tempo era ruim e o piloto não tinha a formação adequada para navegar apenas por instrumentos. A aeronave caiu em Clear Lake, estado de Iowa. Ninguém sobreviveu.

A melhor definição para o impacto do acidente veio apenas 12 anos depois. Don McLean, um adolescente na época da tragédia e grande fã de Buddy Holly, compôs em 1971 o épico “American Pie”, em que chama o 3 de fevereiro de 1959 de “o dia em que a música morreu”. Desde então, é assim que a data é conhecida até hoje.


Em “American Pie”, McLean descreve diversas cenas cotidianas dos Estados Unidos da década de 1950, com pessoas levando suas vidas normais sem imaginar que, naquele dia, a música morreria. Uma das cenas era uma partida de futebol americano. Não fica claro se é um jogo profissional, universitário ou escolar, nem em que cidade ele teria ocorrido:

“The players tried for a forward pass / With the jester on the sidelines in a cast / Now the half-time air was sweet perfume / While sergeants played a marching tune / We all got up to dance / Oh, but we never got the chance / 'Cause the players tried to take the field / The marching band refused to yield / Do you recall what was revealed / The day the music died?”

Tradução livre:

“Os jogadores tentaram um passe para frente / Com o animador na lateral do campo / Agora o ar do primeiro tempo tinha passado / Enquanto os sargentos tocavam uma marcha / Todos nós levantamos para dançar / Oh, mas nós nunca tivemos chance / Porque os jogadores tentaram tomar o campo / A banda se recusou a parar / Você se lembra o que foi revelado / No dia que a música morreu?”

Os “sargentos” eram os Sargeant Peppers, os Beatles. E, pela cronologia do terceiro parágrafo desse texto, fica óbvio que a banda de Liverpool não estava nos Estados Unidos tocando no intervalo de um jogo de futebol americano em fevereiro de 1959. Mas “American Pie” vai mais além do “dia em que a música morreu”. A canção usa as cenas cotidianas dos anos 50 como pano de fundo para diversas referências referências que acabam traçando a trajetória da música e a agitação cultural da virada da década de 1960 e 70.

O futebol americano era mais que um jogo. Era a juventude tentando se fazer ouvir e protestar em movimentos em favor dos direitos das mulheres, contra o racismo e contra a guerra. O animador do lado de fora era Bob Dylan (que ficou ficou recluso em 1966 após sofrer um acidente), os sargentos eram os Beatles, que entravam em ação como a voz da geração e agitavam os manifestantes. Os jogadores que tentavam expulsar quem curtia a música eram as autoridades buscando tomar as ruas de volta.

McLean nunca deixou completamente claro o que quis dizer em cada verso de “American Pie” e interpretações diferentes se espalharam. De qualquer modo, em 1989 foi gravado um clipe para a música que deixava claro que os sargentos eram os Beatles (a partir de 4:00 no vídeo acima).

Obs.: “American Pie” foi regravada em versão reduzida por Madonna em 2000. O trecho que menciona a partida de futebol americano foi cortado. Em 2005, enfim os Beatles realmente entraram em um jogo de futebol americano, ainda que indiretamente. Paul McCartney, um dos líderes da banda, foi a atração do intervalo do Super Bowl 39 com um repertório composto apenas por músicas dos Beatles (“Drive My Car”, “Get Back”, “Live and Let Die” e “Hey Jude”). Os jogadores não precisaram expulsá-lo para retomar a partida, em que os Patriots venceram o Philadelphia Eagles por 24 a 21.

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[Programação] Todos param no domingo para ver o Super Bowl, mas tem muito esporte americano ao longo da semana. Confira

ESPN League
Ubiratan Leal
Kevin Durant e LeBron James se cumprimentam antes de Warriors x Lakers: reencontro
Kevin Durant e LeBron James se cumprimentam antes de Warriors x Lakers: reencontro Getty

Super Bowl, Super Bowl e mais Super Bowl. A final da NFL é claramente o principal evento do esporte mundial neste fim de semana. Mas isso não significa que o universo do esporte americano se limite à noite de domingo nesta semana. O fã de esporte pode conferir eventos todos os dias, e não vai se arrepender disso.

No basquete, tem grandes duelos como Los Angeles Lakers de LeBron James contra o Golden State Warriors de Kevin Durant e Stephen Curry e Oklahoma City Thunder x Boston Celtics. No NBB, é a semana do jogaço entre Franca e Flamengo. E ainda tem All-Star Game, com o Desafio de Habilidades abrindo o fimd e semana das estrelas do NBB e o draft do jogo das estrelas da NBA. Quem prefere o hóquei no gelo poderá ver duas vezes o campeão Washington Capitals de Alexander Ovechkin e a final da Champions Hockey League europeia.

Nada mal, hein?

SÁBADO, 2 DE FEVEREIRO

NBA
23h30 - Los Angeles Lakers x Golden State Warriors (ESPN)

E-SPORTS
23h - Madden NFL 19 Club Championship (ESPN Extra)

NCAA (basquete)
15h - St. John's x Duke (Watch ESPN)
15h - Virginia Tech x NC State (Watch ESPN)
15h - Oklahoma x West Virginia (Watch ESPN)
17h - North Carolina x Louisville (Watch ESPN)
17h - Miami x Virginia (Watch ESPN)
17h - Notre Dame x Boston College (Watch ESPN)
17h - Texas x Iowa State (Watch ESPN)
19h - UCLA x Washington (Watch ESPN)
19h - Kentucky x Florida (Watch ESPN)
21h - Kansas State x Oklahoma State (Watch ESPN)
21h - Indiana x Michigan State (Watch ESPN)
21h - Arkansas x LSU (Watch ESPN)
23h - Tennessee x Texas A&M (Watch ESPN)
23h - Alabama x Auburn (Watch ESPN)

DOMINGO, 3 DE FEVEREIRO

NFL (Super Bowl)
20h - New England Patriots x Los Angeles Rams (ESPN)

NBA
17h - Oklahoma City Thunder x Boston Celtics (ESPN)

NHL
15h30 - Boston Bruins x Washington Capitals (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
19h - Stanford x California (Watch ESPN)

SEGUNDA, 4 DE FEVEREIRO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NCAA (basquete)
22h - Louisville x Virginia Tech (ESPN 2)
0h - West Virginia x Texas Tech (Watch ESPN)
0h - Iowa State x Oklahoma (Watch ESPN)

TERÇA, 5 DE FEVEREIRO

NBB 
18h50 - Flamengo x Franca (ESPN)

NHL
22h30 - Vegas Golden Knights x Tampa Bay Lightning (ESPN)

CHAMPIONS HOCKEY LEAGUE (Hóquei no gelo europeu)
15h55 - Final: Frolund Indians (SUE) x Red Bull Munich (ALE) (ESPN 2)

NCAA (basquete)
22h - Jogo a definir (Watch ESPN)
22h - Jogo a definir (Watch ESPN)
22h - South Carolina x Kentucky (Watch ESPN)
23h - NC State x North Carolina (Watch ESPN)
23h - Florida State x Syracuse (Watch ESPN)
0h - Jogo a definir (Watch ESPN)
0h - Jogo a definir (Watch ESPN)
0h - Jogo a definir (Watch ESPN)

QUARTA, 6 DE FEVEREIRO

NBA 
23h15 - Washington Wizards x Milwaukee Bucks (ESPN)
1h35* - San Antonio Spurs x Golden State Warriors (ESPN)

NCAA (basquete)
22h - Jogo a definir (Watch ESPN)
22h - Texas A&M x Ole Miss (Watch ESPN)
0h - Jogo a definir (Watch ESPN)

QUINTA, 7 DE FEVEREIRO

NBA
22h - All-Star Draft (ESPN)

NHL
22h - Colorado Avalanche x Washington Capitals (ESPN 2)

NCAA (basquete)
22h - Jogo a definir (Watch ESPN)
0h - Jogo a definir (Watch ESPN)
0h - Jogo a definir (Watch ESPN)

SEXTA, 8 DE FEVEREIRO

18h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA 
22h15 - Denver Nuggets x Philadelphia 76ers (ESPN)
0h35* - Minnesota Timberwolves x New Orleans Pelicans (ESPN)

NBB
19h - All-Star Game: Desafio de Habilidades (ESPN)

* Madrugada do dia seguinte.

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 2 de fevereiro, 2h.

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O sonho olímpico da Nicarágua chega pelas ondas do WhatsApp

ESPN League
Ubiratan Leal

Nicarágua enfrenta México no qualificatório para o Pan de 2019
Nicarágua enfrenta México no qualificatório para o Pan de 2019 Ubiratan Leal

O campo é pequeno, acanhado, não tem estrutura específica para a imprensa. Mas Carlos Alfaro León se vira do jeito que dá. O jornalista da Radio Ya de Manágua pega uma cadeira e uma mesinha de plástico, daquelas de salão de festas, e senta do lado da cerca que separa o que é dentro do que é fora do campo. Ele coloca seu boné da seleção da Nicarágua de beisebol, posiciona os cartões em que anota cada jogada da partida e não para de contar pelo WhatsApp tudo o que acontece em campo. Quando o jogo para, vai rapidinho para perto do banco nicaraguense para fazer algumas fotos e volta. Não pode perder tempo, pois milhões de torcedores em seu país dependem da rapidez e precisão de seus movimentos.

Alfaro é o único jornalista nicaraguense que veio a São Paulo para a disputa do qualificatório para o beisebol dos próximos Jogos Pan-Americanos, a serem realizados em Lima em julho e agosto deste ano. A quantidade de profissionais na cobertura não é proporcional à importância do torneio para a torcida Nica (como os nicaraguenses se referem às coisas de seu país). 

O beisebol é o esporte mais popular da Nicarágua e qualquer coisa que a seleção do país faz é motivo de grande expectativa dos torcedores. Uma paixão que se mantém mesmo diante de resultados discreetos e que aparecem apenas esporadicamente. Os Nica têm como principais glórias beisebolísticas medalhas de prata nos Pans de 1983 e 95 e um quarto lugar nos Jogos Olímpicos de 1996, além de pódios em torneios centro-americanos e do Caribe. A liga profissional tem apenas quatro equipes e é disputada por apenas cinco meses, mas o resto do ano é ocupada por uma competição semi-profissional com equipes de cada região. Uma estrutura modesta, mas que encanta Alfaro. Quando perguntado sobre o que o beisebol representa para os nicaraguenses, seus olhos brilham, o sorriso sai e ele diz apenas: "O beisebol na Nicarágua é tão lindo".

Só por ter em campo a camisa azul e branca com "Nicarágua" no peito, o Pré-Pan já é motivo para os nicaraguenses ficarem atentos ao que ocorre na Grande São Paulo. A estreia contra o Brasil, na última terça, era transmitida pela TV quando foi interrompida por chuva - a conclusão está prevista para esta sexta. Mas o jogo contra o México foi transferido para Ibiúna, no campo 2 do Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), onde não há estrutura para a transmissão em vídeo. Assim, os nicaraguenses ficam de ouvido no rádio. Mas… se o jogo não está na TV ou na internet e há apenas um repórter à beira do campo, como isso é possível?

Aí aparece a capacidade de improviso de quem está acostumado a lidar com recursos limitados, a magia do rádio e também um trabalho em equipe azeitado. Alfaro é mais que um repórter, ele é os olhos da equipe de transmissão que está em Manágua. Ele não desgruda de seu celular e fica se revezando entre as anotações do jogo e o WhatsApp.

Carlos Alfaro anota tudo e passa as informações para a equipe da Radio Ya na Nicarágua
Carlos Alfaro anota tudo e passa as informações para a equipe da Radio Ya na Nicarágua Ubiratan Leal

Do outro lado do aplicativo está a redação da rádio. E vai a mensagem:

“Óscar Félix pitcher zurdo. Hit de Ofilio, Vásquez a tercera, cuando el pitcher le pasaron la pelota, cometió error y anotó Vásquez. Vamos 5 - 0. El hit de Ofilio al center. El pitcher cometió error porque no agarró la pelota”

Segundos depois, essas informações chegam aos ouvintes da Radio Ya, que a dinâmica e exclamativa voz do narrador Moisés Ávalos Ruiz transforma de texto telegráfico em pura emoção:

“Hit de Ofilio Castro al centerfield. Wuillians Vásquez corre a la tercera. Más un hit a Nica pero... ¡EL PITCHER DE MÉXICO COMETE UN ERROR! ¡Óscar Félix no le agarró la pelota! ¡Le deja pasar la pelota! ¡ANOTA VÁSQUEZ! ¡NICARÁGUA CINCO, México cero!”

E assim vão as três horas e meia de jogo, vencido pelos Nica por 12 a 4. Alfaro envia por WhatsApp cada lance, e Ávalos narra como se estivesse vendo tudo. O repórter ainda fica de ouvido na transmissão para se certificar que tudo é interpretado da maneira correta ou que nenhuma mensagem tenha passado em branco. Quando surge alguma dúvida, ele telefona a um produtor da Radio Ya - ou recebe a ligação desse colega - para explicar com mais detalhes o que está acontecendo. "Preciso explicar bem, porque ele tem de imaginar a jogada e criar toda a narração em cima disso. Se alguma coisa não parece clara, melhor falar diretamente com eles", explica Alfaro.

A coordenação da equipe é fundamental. Enquanto não surge uma nova informação, Ávalos exercita sua capacidade de improviso e preenche os espaços vazios com comentários sobre a equipe, alguma história sobre os jogadores e, claro, os informes dos patrocinadores. A transmissão não é detalhada como uma feita com as imagens, mas é notável como o resultado final é convincente.

Até o papa atrapalhou

O qualificatório do Pan é mais que um torneio de beisebol, é também um exercício constante de jogo de cintura de jogadores, delegações e da organização, da busca por passagens aéreas até a definição da tabela. A Confederação Pan-Americana de Beisebol (Copabe) concedeu ao Brasil o direito de sediar o evento. A exigência era que todos os jogos fossem em estádios que pudessem para receber público. Com a estrutura bastante limitada para o beisebol no Brasil, só havia duas opções: o estádio Mie Nishi, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, e o campo principal do CT da entidade, localizado em Ibiúna, a 61 km da capital paulista. Assim, a primeira fase, encerrada nesta sexta, se dividiu entre os dois estádios e as finais estão programadas para este fim de semana em São Paulo.

As dificuldades começaram antes mesmo de o primeiro arremesso ser feito. No último dia 15, menos de duas semanas antes da estreia, a Venezuela anunciou sua desistência. A equipe era uma das favoritas da competição, mas o governo local cortou a verba prometida para a viagem da delegação. Sem dinheiro para vir ao Brasil, restou aos venezuelanos desistirem. O Grupo B, com sede em Ibiúna, ficou com apenas Canadá, Colômbia e Panamá.

A chave do Brasil também teve seleções com problemas de viagem, mas de outra natureza. A Nicarágua também vive um momento de instabilidade política, mas conseguiu os recursos para a viagem. Mas sem direito a exageros.

A rota aérea mais tradicional e direta de um país centro-americano ao Brasil é com uma conexão no Panamá. No entanto, a Cidade do Panamá está recebendo a visita do Papa Francisco, e os preços das passagens para o país explodiram, extrapolando o orçamento nicaraguense. Assim, só uma parte da delegação Nica pôde fazer esse caminho. O resto do time se dividiu em duas levas: uma com um complicado voo Manágua - San Salvador (El Salvador) - Lima (Peru) - São Paulo e outra em Manágua - Santo Domingo (República Dominicana) - São Paulo. O time chegou aos pedaços a partir de 25 de janeiro e não teve tempo de se reunir para treinar antes da estreia contra o Brasil, no dia 29.

Jogador da Nicarágua ao lado da bandeira do país no banco do estádio do Bom Retiro, em São Paulo
Jogador da Nicarágua ao lado da bandeira do país no banco do estádio do Bom Retiro, em São Paulo Ubiratan Leal

A República Dominicana teve mais problemas ainda para chegar. Turistas dominicanos e brasileiros podem ir de um país ao outro livremente, mas a República Dominicana exige um visto especial para esportistas brasileiros que vão competir em seu território. Pela regra de reciprocidade adotada pelo governo brasileiro nessas questões, os atletas dominicanos também precisam desse visto para atuar aqui. E isso pegou a delegação dominicana desprevenida.

Como a liga dominicana de beisebol se encerrou apenas na semana passada, os atletas não estavam disponíveis para a federação. Os trâmites para o pedido de visto foram feitos em cima da hora e não deu tempo de todos estarem com a documentação regularizada antes da estreia contra o México, no dia 29.

A situação só não ficou pior porque a CBBS interveio, pedindo para a embaixada brasileira em Santo Domingo dar uma atenção especial ao caso dos jogadores dominicanos e acelerarem o processo, e a Copabe mudou a tabela, transferindo a partida contra os mexicanos para esta sexta (1º de fevereiro). Assim, todos os vistos ficaram prontos em um dia.

Sem a certeza de que a documentação estaria em ordem, a federação dominicana não comprou as passagens aéreas. Teve de fazer de emergência. A delegação embarcou no dia em que, pela tabela original, estaria estreando e se dividiu em cinco levas, vindo ao Brasil pelas mais diferentes rotas pelas Américas. O último grupo chegou apenas às 9h da manhã de 30 de janeiro, cinco horas antes de entrar em campo para enfrentar o Brasil.

Jogo adiado por chuva, mesmo sob sol escaldante

Um dos mais fortes candidatos ao título, os dominicanos poderiam sofrer com esse périplo para chegar a São Paulo. Enfrentariam o time da casa sem aclimatação, treino e mesmo uma noite de sono minimamente decente. Chegaram ao estádio do Bom Retiro às 12h30, uma hora e meia antes do jogo. Mas a sorte foi generosa. Era uma tarde de sol impiedoso em São Paulo, como tem sido esse começo de ano em boa parte do Brasil, mas a chuva forçou o adiamento do jogo.

Bem, não havia chovido ainda, e, naquele dia, só choveria às 17h30, a tempo de realizar a partida. No entanto, havia chovido forte no dia anterior (29). Tão forte que interrompeu o duelo entre brasileiros e nicaraguenses na terceira entrada e deixou o gramado - de drenagem notoriamente ruim - tão encharcado que mesmo o México x Nicarágua, programado para às 10h da manhã do dia 30 já havia sido adiado. A esperança da organização é que mais algumas horas de sol forte deixaria o campo em melhores condições para as 14h, horário da partida do Brasil.

Campo do Bom Retiro (São Paulo) castigado pela chuva no último dia 29
Campo do Bom Retiro (São Paulo) castigado pela chuva no último dia 29 Ubiratan Leal

Após vistoriar o gramado, a República Dominicana disse que não jogaria naquele gramado. Torcedores brasileiros reclamaram, achando que se tratava de alguma malandragem dos caribenhos para adiar o confronto e poder descansar adequadamente. No entanto, jogadores brasileiros que também entraram em campo confirmaram informalmente que não havia condições. “O pé afundava a cada passo. Não dá para correr e tem jogador aqui com contrato com times americanos, só vieram com seguro. O cara não vai arriscar uma contusão”, disse Tiago Magalhães, defensor externo.

O gramado do Bom Retiro deixou a organização em uma situação delicada no Grupo A. A primeira rodada, a do dia 29, teve um jogo adiado porque a República Dominicana não havia chegado ao Brasil e um jogo interrompido por chuva. A segunda rodada foi adiada por falta de condições do campo. Era preciso repor os quatro jogos antes do sábado, data prevista para as semifinais.

Menos mal para a Copabe e a CBBS que, com exceção da desistência venezuelana, as coisas no Grupo B, o de Ibiúna, estavam caminhando. Como o grupo se transformou em um triangular, havia apenas uma partida por dia. Era possível jogar antes das chuvas de verão de meio para o fim da tarde. E, com um campo de drenagem boa, a chuva da véspera não causava tantos problemas. O Canadá venceu o Panamá (5 a 1) na abertura do torneio em 29 de janeiro e a Colômbia bateu os mesmos panamenhos (10 a 4) no dia seguinte.

Canadenses e colombianos já estavam classificados para as semifinais - e para o Pan de Lima - e precisavam apenas decidir quem ficaria em primeiro lugar da chave. Dessa forma, a relevância do jogo se tornou melhor e foi possível transferir o Grupo A para Ibiúna. A última quinta (31) teve rodada quádrupla. Às 10h da manhã, Brasil e México (13 a 3 México) se enfrentaram no campo 1 do CT e Nicarágua e República Dominicana (10 a 3 República Dominicana) atuaram no campo 2. Às 15h, Brasil e República Dominicana se enfrentaram no campo 1 (3 a 2 para os dominicanos), enquanto nicaraguenses e mexicanos duelavam no 2 (os 12 a 4 Nica transmitidos por Carlos Alfaro pelo seu WhatsApp).

Sonho olímpico e nível técnico alto

Os resultados deixaram o Brasil praticamente eliminado. Só uma lavada homérica sobre a Nicarágua, combinada a uma vitória dominicana sobre os mexicanos, classificariam os brasileiros para as semifinais (e para o Pan). Não deu: logo na abertura da rodada final - que, na realidade, era a primeira rodada adiada - o México venceu a República Dominicana por 3 a 2, resultado que classificou os dominicanos e acabou com as possibilidades brasileiras.

Apesar da derrota contundente contra o México, o resultado que mais dá motivo para lamentação ao Brasil são os 3 a 2 contra os dominicanos. O arremessador Felipe Natel, chamado internamente de “Pelé”, teve uma atuação memorável. Formado no beisebol japonês, ele tem um estilo com bolas mais lentas e com muito efeito. Isso desconcertava os rebatedores dominicanos, que preferem bolas mais rápidas e retas. O abridor levou o no-hitter até o segundo eliminado da quinta entrada e teve seis entradas completas sem ceder corrida alguma.

Pelé enfrenta rebatedor dominicano
Pelé enfrenta rebatedor dominicano Ubiratan Leal

O Brasil vencia por 1 a 0 e bastava fechar as três entradas finais. André Rienzo, melhor abridor brasileiro, subiu ao montinho. Mas os dominicanos estavam preparados. Dois home runs seguidos deixaram o placar em 2 a 1 para os caribenhos. Na nona entrada, o Brasil conseguiu um par de rebatidas e empatou o jogo a uma eliminação do final. Poderia ter virado, não fossem dois erros de corredores na terceira base. Mas, na parte de baixo da nona entrada, duas rebatidas em cima de Thyago Vieira e um erro do catcher Daniel Molinari permitiram a vitória dominicana por 3 a 2.

A derrota doeu, pois uma vitória deixaria o Brasil em boas condições de lutar pela classificação (bastaria vencer a Nicarágua nesta sexta). Mas mostrou que a seleção é capaz de atuar contra equipes fortes.

O Pré-Pan tem nível técnico surpreendentemente alto. Como a temporada dos Estados Unidos está em recesso, vários jogadores vinculados à equipes da MLB foram liberados para jogar. Não os atletas de ponta, que formam o elenco principal das grandes ligas, mas algumas das principais promessas e até veteranos que querem ganhar ritmo de jogo antes de se apresentar para a pré-temporada norte-americana, na segunda quinzena de fevereiro. Além disso, jogadores importantes das fortes ligas profissionais da América Latina também se apresentaram, com exceção dos que estão na disputa da Série do Caribe, uma espécie de Copa Libertadores do beisebol que reúne os campeões nacionais latino-americanos e encerra a temporada na região.

Assim, o Brasil pôde contar com André Rienzo, ex-Chicago White Sox e Miami Marlins e atualmente no beisebol mexicano, e Thyago Vieira, membro do bullpen do time principal dos White Sox. O Canadá trouxe Michael Saunders, do Colorado Rockies, que disputou o All-Star Game há apenas três anos, e Dalton Pompey, do Toronto Blue Jays. O México veio com uma seleção de jogadores que atuam nas suas ligas profissionais, as que mais crescem nas Américas. A República Dominicana tem várias promessas da MLB, assim como Nicarágua, Panamá e Colômbia.

O arremessador Thyago Vieira, do Chicago White Sox e da seleção brasileira
O arremessador Thyago Vieira, do Chicago White Sox e da seleção brasileira Ubiratan Leal

Conversei com representantes de cinco equipes e todos eles diziam mais ou menos a mesma coisa: “temos poucas oportunidades de reunir jogadores desse nível para alguma competição. Ainda que seja apenas o qualificatório para o Pan, era uma boa chance de fazer nossa seleção jogar junto”. A oportunidade é rara porque o beisebol internacional depende muito da agenda da MLB, que centraliza os principais atletas das Américas - e alguns da Ásia.

No Pré-Pan, quatro seleções se classificam aos Jogos Pan-Americanos, onde se juntarão a Cuba, Porto Rico, Peru e Argentina. Os dois melhores terão vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, mas, em Lima, dificilmente as seleções terão o mesmo nível visto no Brasil. Cuba ainda levará o que tem de melhor entre os jogadores que atuam na ilha, mas os times da MLB estarão no meio da temporada e não devem liberar seus atletas.

A Nicarágua, por exemplo, não pôde contar com apenas cinco jogadores, vetados por franquias da MLB com as quais têm contrato. De resto, o que há de melhor no beisebol Nica está no Brasil. O que justifica todo o esforço de Carlos Alfaro e da Radio Ya para levar todas as emoções do Pré-Pan para a torcida nicaraguense. Um esforço que se pagou: a Nicarágua encerrou a primeira fase batendo o Brasil por 6 a 2 e conquistando uma surpreendente classificação para as semifinais, garantindo a vaga aos Jogos Pan-Americanos e mantendo vivo o sonho olímpico. Uma emoção que todos em Manágua puderam acompanhar na voz de Moisés Ávalos Ruiz e no WhatsApp de Carlos Alfaro.

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O sonho olímpico da Nicarágua chega pelas ondas do WhatsApp

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ESPN League
Ubiratan Leal
Semana de Super Bowl = ESPN League todo dia
Semana de Super Bowl = ESPN League todo dia []

Muito fã de esporte está sedento pelo Super Bowl, não consegue pensar em outra coisa. Na redação do ESPN League não é tão diferente assim. E, com a aproximação do maior evento dos esportes americanos, é hora de dissecar tudo o que se pode esperar de Los Angeles Rams e New England Patriots em 2 de fevereiro. Por isso, mantemos a tradição de um ESPN League diário, debatendo tudo sobre a final da NFL. E com cobertura in loco em Atlanta.

Mas a semana ainda tem outros atrativos. Por exemplo, é o fim de semana das estrelas, tanto da NFL, com o Pro Bowl, quando da NHL, com o All Star Game. E quem é da turma do basquete poderá saborear um duelo sensacional entre Russell Westbrook e Giannis Antetokounmpo no Oklahoma City Thunder x Milwaukee Bucks.

Confirma abaixo toda a programação de esportes americanos dos canais ESPN e não perca nada.

SÁBADO, 26 DE JANEIRO

NFL
22h - Pro Bowl: concurso de habilidades (ESPN)

NBA
23h30 - Golden State Warriors x Boston Celtics (ESPN)

NHL
23h - All Star Game (ESPN 2)

NCAA (basquete)
17h - Pittsburgh x Louisville (Watch ESPN)
17h - Texas x Georgia (Watch ESPN)
17h - South Carolina x Oklahoma State (Watch ESPN)
17h - Kansas State x Texas A&M (Watch ESPN)
19h - Vanderbilt x Oklahoma (Watch ESPN)
19h - West Virginia x Tennessee (Watch ESPN)
21h - LSU x Missouri (Watch ESPN)
21h - Arkansas x Texas Tech (Watch ESPN)
21h - Kansas x Kentucky (Watch ESPN)
23h - Syracuse x Virginia Tech (Watch ESPN)
23h - Arizona State x USC (Watch ESPN)
23h30 - Auburn x Mississippi State (Watch ESPN)
1h* - Arizona x UCLA (Watch ESPN)

DOMINGO, 27 DE JANEIRO

NFL
18h - Pro Bowl (ESPN)

NBA
21h - Milwaukee Bucks x Oklahoma City Thunder (ESPN)

NCAA (basquete)
17h - Houston x Tulsa (Watch ESPN)
21h - Florida State x Miami (Watch ESPN)
23h - Washington State x Oregon (Watch ESPN)

SEGUNDA, 28 DE JANEIRO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NCAA (basquete)
22h - Duke x Notre Dame (ESPN 2)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

TERÇA, 29 DE JANEIRO

22h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBB 
18h50 - Basquete Cearense x Corinthians (ESPN)

NHL
22h - Winnipeg Jets x Boston Bruins (ESPN 2)

NCAA (basquete)
21h30 - Tennessee x South Carolina (Watch ESPN)
22h - North Carolina x Georgia Tech (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h - Ball State x Buffalo (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
22h - Grand Rapids Drive x Delaware Blue Coats (Watch ESPN)

QUARTA, 30 DE JANEIRO

22h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA 
23h15 - Indiana Pacers x Washington Wizards (ESPN)
1h35* - Utah Jazz x Portland Trail Blazers (ESPN)

NHL
23h - Tampa Bay Lightning x Pittsburgh Penguins (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
21h30 - Ole Miss x Florida (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Louisville x Wake Forest (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
14h30 - Santa Cruz Warriors x Memphis Hustle (Watch ESPN)
22h - Grand Rapids Valley Vipers x Erie BayHawks (Watch ESPN)
23h - Long Island Nets x Texas Legends (Watch ESPN)
1h* - Lakeland Magic x Agua Caliente Clippers (Watch ESPN)

QUINTA, 31 DE JANEIRO

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL
22h - New York Rangers x New Jersey Devils (ESPN)

NCAA (basquete)
2h* - Gonzaga x BYU (Watch ESPN)

SEXTA, 1º DE FEVEREIRO

21h45 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA 
22h45 - Boston Celtics x New York Knicks (ESPN)
1h45* - Houston Rockets x Denver Nuggets (ESPN)

NHL
22h - Chicago Blackhawks x Buffalo Sabres (ESPN 2)

* Madrugada do dia seguinte.

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 27 de janeiro, 14h.

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Rivera é primeiro a entrar no Hall da Fama da MLB por unanimidade. O que isso significa?

ESPN League
Ubiratan Leal
Mariano Rivera é ovacionado pela torcida dos Yankees em seu último jogo
Mariano Rivera é ovacionado pela torcida dos Yankees em seu último jogo ESPN

Babe Ruth reinventou o beisebol, fazendo do home run uma arma ofensiva constante para seu time. Em torno dele se construiu a franquia mais vitoriosa do esporte americano. Em uma época em que a MLB era a única liga profissional com repercussão em todos os Estados Unidos, o craque do New York Yankees foi a primeira superestrela esportiva do país. Durante décadas, os americanos usaram o termo “ruthian” para se referir a algo inigualável, o melhor possível. Um ator que tivesse uma interpretação “ruthiana” é porque foi ao ápice de sua categoria, digno de Oscar.

Claro, Ruth está no Hall da Fama do beisebol. Foi imortalizado na primeira turma, em 1936. Justo por tudo o que ele representa à modalidade. E nem assim sua escolha foi unânime. Ele recebeu “apenas” 95,13% dos votos. Ty Cobb, outro mito das primeiras décadas da MLB, teve mais adesão. E nem assim foi perfeito: 98,23% dos votos. Podemos pegar dezenas e dezenas de grandes nomes do beisebol - Honus Wagner, Walter Johnson, Willie Mays, Joe DiMaggio, Cy Young, Lou Gehrig, Ted Williams, Hank Aaron, Carl Yaztrzemski, Stan Musial, Mickey Mantle, Jackie Robinson, Sandy Koufax, Whitey Ford, Greg Maddux, Roberto Clemente, Randy Johnson, Carl Ripken Jr, Pedro Martínez… - e não acharemos um sequer, NEM UNZINHO, que foi eleito por unanimidade. Até esta quarta, quando Mariano Rivera foi eleito com adesão de 100% do eleitorado.

Obs.: Para ser eleito, o jogador precisa receber um mínimo de 75% dos votos. Ele se torna elegível cinco anos após sua aposentadoria. Ele perde a elegibilidade se receber menos de 5% dos votos ou se ficar dez anos na cédula de votação sem ser eleito. Depois disso, só pode entrar por meio de comissões especiais.

Trata-se de um feito notável do panamenho, maior fechador da história e referência do bullpen dos Yankees por 20 anos. Não é formas de diminuir o tamanho dessa façanha, mas é preciso entender o que ela representa, até como marco para as próximas votações do Hall da Fama.

Ter sido o primeiro jogador com 100% dos votos não significa que Rivera tenha sido maior ou melhor que seus companheiros no Hall da Fama. A discussão sobre quem é maior jogador da história ainda fica entre Willie Mays (tecnicamente mais completo, eleito com 94,68%) e Babe Ruth (mais influência na história do esporte). Essa conclusão, relativamente fácil, nos leva a uma questão: por que isso só aconteceu agora, 83 anos depois de o Hall da Fama do Beisebol ser criado?

O cenário do momento estava levando o eleitorado a chegar à unanimidade em algum momento. O arremessador Tom Seaver foi eleito com 98,84% em 1992 e carregou o status de jogador mais votado durante mais de 20 anos. Nolan Ryan, também arremessador, teve 98,79% em 1999 e quase igualou a marca. Mas, na primeira década deste século, o eleitorado se mostrou muito hostil.

Nas 14 eleições entre 2000 e 2013, apenas seis jogadores foram eleitos com mais de 90% dos votos (Ozzie Smith em 2002, Wade Boggs em 2005, Carl Ripken Jr e Tony Gwynn em 2007, Rickey Henderson em 2009 e Roberto Alomar em 2011). Nas seis votações realizadas desde 2014, já foram oito com mais 90%: Greg Maddux e Tom Glavine em 2014, Randy Johnson e Pedro Martínez em 2015, Ken Griffey Jr em 2016, Chipper Jones e Vladimir Guerrero em 2018 e Mariano Rivera em 2019.

Mariano Rivera emocionou torcedores e companheiros de time em sua despedida
Mariano Rivera emocionou torcedores e companheiros de time em sua despedida Reuters

O eleitorado continua sendo jornalistas que cobrem a MLB e são membros da Associação de Jornalistas de Beisebol dos EUA há dez anos. Mas houve mudanças nos últimos anos. Nos últimos anos, foram aceitos jornalistas que trabalhassem em sites (antes era exclusivo para quem estivesse em jornais). Além disso, profissionais que não estão mais atuando na cobertura da MLB perdem o direito ao voto.

Essas mudanças levaram a uma significativa renovação no eleitorado. Jornalistas mais jovens passaram a ter mais força, trazendo consigo uma nova forma de avaliar o legado dos jogadores (por exemplo, considerando com mais carinho as estatísticas mais modernas e tendo menos resistência ao voto em jogadores que utilizaram doping). Outra questão importante foi o escrutínio do público e o papel das redes sociais.

Muitos dos craques do passado deixaram de ter 100% dos votos simplesmente porque ninguém tinha conseguido ainda. Como a marca não havia sido alcançada por mitos como Ruth, Mays e Aaron, muitos jornalistas tradicionalistas achavam que o certo é que ninguém a atingisse. Com isso, alguns eleitores deixavam de votar propositalmente em alguns jogadores - aqueles cuja eleição era barbada - só para evitar que eles chegassem à unanimidade.

No entanto, o público começou a fiscalizar mais os votos. Não votar em algum jogador deixou de ser visto como uma proteção aos ídolos do passado, mas como atitude mesquinha. O sujeito pode não votar em jogadores como Greg Maddux, Pedro Martínez ou Chipper Jones, mas é melhor ter argumentos técnicos para isso. Ou então mantém o voto em segredo para evitar as críticas.

Mas esse processo parecia inevitável. Em 2016, Griffey Jr bateu o recorde de 24 anos de Seaver e foi eleito com 99,32%. Quando o ídolo do Seattle Mariners ficou a três votos da unanimidade, ficou evidente que ela apareceria quando a cédula tivesse o nome de um jogador que fosse incontestavelmente um craque, admirado como pessoa e que tivesse atuado diante de uma audiência nacional. Muitos apostavam em Derek Jeter, mas Rivera chegou um ano antes.

Com a quebra da barreira dos 100%, a tendência é que essa marca se repita de tempos em tempos. Jeter tem boas chances em 2020. Em 2022 há uma questão interessante com Alex Rodríguez e David Ortiz, dois jogadores espetaculares, mas com histórico - confirmado ou fortemente suspeito - de doping.

De qualquer modo, isso não mudará o fato de que o Hall da Fama do beisebol continuará sendo visto como o mais difícil de entrar nas grandes ligas americanas. Apenas 1,2% dos jogadores da MLB conseguem a imortalização. Na NFL, o índice é ligeiramente inferior, 1,1%, mas dá para considerar empate técnico se considerarmos que punters, kickers e long snappers são praticamente descartados como jogadores “imortalizáveis” (há apenas um punter e quatro kickers no Hall da Fama do Futebol Americano Profissional). Na NBA e na NHL nem há comparação: 3% dos atletas acabam ganhando um busto no Hall da Fama.

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[Programação] As finais de conferência da NFL são só a entrada: semana ainda tem 39 (isso mesmo, 39!) jogos de basquete nos canais ESPN

ESPN League
Ubiratan Leal
Sean McVay, técnico do Los Angeles Rams
Sean McVay, técnico do Los Angeles Rams Getty

Los Angeles Rams x New Orleans Saints e New England Patriots x Kansas City Chiefs. Depois de uma semana de uma espera que parecia interminável, chegam as finais de conferência da NFL. Muita gente já nem marcou compromisso para o domingo pensando em como ver a definição do próximo Super Bowl, mas a semana de esportes americanos não termina precocemente, no domingo. Tem muito jogo todos os dias, sobretudo para quem gosta de uma bola redonda laranja.

São 39 partidas de basquete nos canais ESPN, entre ESPN, ESPN 2 e Watch ESPN. E tem para todos os gostos: NBA, NBB, universitário e liga de desenvolvimento da NBA. Muito basqueteiro terá de apelar para duas telas para companhar tudo, com TV + celular/tablet ou TV + computador. Nós do ESPN League damos o maior apoio.

SÁBADO, 19 DE JANEIRO

NBA
18h30 - Oklahoma City Thunder x Philadelphia 76ers (ESPN)
23h30 - Los Angeles Lakers x Houston Rockets (ESPN)

NHL
22h - Winnipeg Jets x Dallas Stars (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
15h - North Carolina x Miami (Watch ESPN)
15h - Michigan x Wisconsin (Watch ESPN)
17h - NC State x Notre Dame (Watch ESPN)
17h - Kansas x West Virginia (Watch ESPN)
17h - Alabama x Tennessee (Watch ESPN)
19h - Louisville x Georgia Tech (Watch ESPN)
19h - Wake Forest x Virginia Tech (Watch ESPN)
19h - Kentucky x Auburn (Watch ESPN)
21h - Virginia x Duke (Watch ESPN)
23h - Texas Tech x Baylor (Watch ESPN)
23h - Houston x USF (Watch ESPN)
1h* - Air Force x Nevada (Watch ESPN)

DOMINGO, 20 DE JANEIRO

NFL (playoffs)
18h - Los Angeles Rams x New Orleans Saints (ESPN)
21h30 - New England Patriots x Kansas City Chiefs (ESPN)

NHL
18h - Anaheim Ducks x New York Islanders (ESPN 2)

NCAA (basquete)
15h - Florida State x Boston College (Watch ESPN)

SEGUNDA, 21 DE JANEIRO

20h - ESPN LEAGUE

NHL
18h - Nashville Predators x Colorado Avalanche (ESPN 2)

NCAA (basquete)
22h - Virginia Tech x North Carolina (Watch ESPN)
0h - Iowa State x Kansas (Watch ESPN)
0h - Baylor x West Virginia (Watch ESPN)

TERÇA, 22 DE JANEIRO

NBB 
18h50 - Bauru x Brasília (ESPN)

NHL
22h - San Jose Sharks x Washington Capitals (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
21h30 - Auburn x South Carolina (Watch ESPN)
22h - Jogo não definido (Watch ESPN)
22h - Mississippi State x Kentucky (Watch ESPN)
23h30 - Texas A&M x Florida (Watch ESPN)
0h - Wake Forest x Virginia (Watch ESPN)
0h - Duke x Pittsburgh (Watch ESPN)
0h - Ole Miss x Alabama (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
22h30 - Santa Cruz Warriors x Sioux Falls Skyforce (Watch ESPN)
1h* - South Bay Lakers x Agua Caliente Clippers (Watch ESPN)
1h* - Rio Grande Valley Vipers x Stockton Kings (Watch ESPN)

QUARTA, 23 DE JANEIRO

NBA 
23h15 - San Antonio Spurs x Philadelphia 76ers (ESPN)

NHL
22h30 - Washington Capitals x Toronto Maple Leafs (ESPN Extra)

NCAA (basquete)
0h - Oklahoma x Oklahoma State (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
22h - Fort Wayne Mad Ants x Erie BayHawks (Watch ESPN)
22h - Canton Charge x Lakeland Magic (Watch ESPN)

QUINTA, 24 DE JANEIRO

NCAA (basquete)
22h - Tulsa x Cincinnati (ESPN 2)
23h - NC State x Louisville (Watch ESPN)
0h - Washington x Oregon (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
22h - Grand Rapids Drive x Maine Red Claws (Watch ESPN)
1h* - Salt Lake City Stars x Agua Calienet Clippers (Watch ESPN)

SEXTA, 25 DE JANEIRO

22h - ESPN LEAGUE

NBA 
23h - Toronto Raptors x Houston Rockets (ESPN)

* Madrugada do dia seguinte.

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 19 de janeiro, 14h.

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Patriots chegam à oitava final de conferência seguida. Quão rara é essa marca nas ligas americanas?

ESPN League
Ubiratan Leal

Tom Brady vai a sua oitava final seguida da AFC
Tom Brady vai a sua oitava final seguida da AFC Reprodução/EA Sports

A vitória foi tão tranquila que soou a constrangedora. O New England Patriots fez 41 a 28 - sendo que estava 38 a 7 no meio do terceiro período, quando o time puxou o freio de mão - no Los Angeles Chargers e conquistou a vaga na final da Conferência Americana. A oitava vaga seguida. Mais do que os seis Super Bowls no século ou as três presenças na finalíssima em quatro anos, essa série de oito finais da AFC dão a real dimensão da dinastia da equipe de Boston.

São oito anos seguidos ficando entre os quatro melhores da NFL, uma liga feita - do sistema de draft ao teto salarial e ao mata-mata em jogo único - para ter equilíbrio técnico entre as franquias. É uma marca inédita, e que dificilmente será alcançada. A outra grande sequência de finais de conferência na NFL tem 41 anos de idade: cinco seguidas do Oakland Raiders (1974-78) na Americana. Outras passaram perto, mas também são de décadas atrás: Dallas Cowboys fez dez finais da NFC em 13 anos (1971-83, mas com um máximo de quatro seguidas nesse período), o San Francisco 49ers fez seis da NFC em sete (1989-95, mas com duas séries de três), o Pittsburgh Steelers chegou a seis da AFC em oito (1973-80) e Los Angeles Rams (1975-80 na NFC) e Buffalo Bills (1989-94 na NFC) têm cinco em seis temporadas.

Mas, e se compararmos a dinastia dos Patriots com as das outras grandes ligas norte-americanas? Há precedentes?

Sim, há, mas são poucos. E o torcedor de Boston não ficará triste em saber a resposta.

A maior sequência da história é do Boston Celtics na Conferência Leste da NBA, com 13 finais seguidas entre 1957 e 69. O mais incrível é que foram 12 vitórias nas finais do leste e e 11 títulos da NBA no período. A dinastia é, na verdade, ainda maior, porque os Celtics não foram à final em 1956 (Syracuse Nationals, atual Philadelphia 76ers, contra Philadelphia Warriors, atual Golden State Warriors), mas chegaram nos três anos anteriores. Ou seja, 16 finais em 17 anos.

Três franquias dividem a segunda posição em finais de conferências seguidas, com oito. A primeira é o Los Angeles Lakers de 1982 a 89, time do Showtime de Magic Johnson, Kareem Abdul-Jabbar e Pat Riley no Oeste da NBA. A marca foi igualada pelo Atlanta Braves de Greg Maddux, Chipper Jones e Bobby Cox entre 1991 a 99 (são nove temporadas, mas não houve playoffs em 1994 por causa de greve que suspendeu o campeonato no meio) na Liga Nacional da MLB. E, agora, os Patriots de Tom Brady e Bill Belichick desde 2012.

Larry Bird e Magic Johnson - NBA Final 1987
Larry Bird e Magic Johnson - NBA Final 1987 Getty

Depois disso, 12 equipes conseguiram chegar a seis ou cinco finais de conferência seguidas. Os Lakers tiveram três dessas séries, quase emendadas: cinco entre 1951 e 55 (ainda em Minneapolis), cinco entre 1959 e 63 e seis entre 1968 e 73. No total, os Lakers chegaram a 20 finais do Oeste em um período de 25 anos.

Outras séries de finais de conferência*:

- St Louis Hawks (atual Atlanta), seis decisões do Oeste da NBA entre 1956 e 61, dentro de um período de 11 decisões em 13 anos;
- New York Knicks, seis finais do Leste da NBA entre 1969 e 74 e cinco finais entre 1949 e 53;
- Detroit Pistons, seis finais do Leste da NBA entre 2003 e 08 e cinco entre 1987 e 91;
- Oakland Athletics, cinco finais da Liga Americana da MLB entre 1971 e 75;
- Boston Celtics, cinco finais do Leste da NBA entre 1972 e 76 e outras cinco entre 1984 e 88;
- Oakland Raiders, as cinco da AFC mencionadas no segundo parágrafo.

O leitor atento percebeu que não houve menção à NHL. É que o hóquei no gelo faz jus à fama de mata-mata mais imprevisível das grandes ligas, com nenhum caso de equipe chegando a cinco finais seguidas de conferência desde que elas foram criadas, em 1982. Os dois casos que mais se aproximaram foi do Edmonton Oilers, com oito finais do Oeste em dez anos (1983-92), e do Colorado Avalanche, com seis finais do Oeste em sete temporadas (1996-2002).

* Warriors e Cleveland Cavaliers podem integrar esta lista na atual temporada. Ambos estão com quatro finais seguidas em suas conferências na NBA. Na MLB, o Los Angeles Dodgers tem três finais seguidas na Liga Nacional. Na NHL, Washington Capitals, Tampa Bay Lightning, Vegas Golden Knights e Winnipeg Jets, os quatro finalistas de conferência da temporada passada, têm uma "série" (aspas de ironia) de uma final, ainda que o Lightning tenha chegado em três decisões do Leste nos últimos quatro anos.

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Patriots chegam à oitava final de conferência seguida. Quão rara é essa marca nas ligas americanas?

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[Programação] Semana de semifinais de conferência na NFL, mas também tem muito jogo bom de basquete na ESPN

ESPN League
Ubiratan Leal
Drew Brees em ação pelo Saints, durante a vitória sobre os Panthers
Drew Brees em ação pelo Saints, durante a vitória sobre os Panthers Getty Images

As notificações de watch party vão pipocando na sua rede social e fica claro que não há mais tanto tempo assim para escolher de que forma ver o Super Bowl. Sinal de que a final está se aproximando, e cada fim de semana traz jogos mais decisivos. Neste sábado e domingo, o fã de esporte tem as semifinais de conferências, que definem os finalistas de cada lado da chave dos playoffs da NFL.

Claro, esses são os grandes destaques da programação da semana. Mas não perca o foco: a semana é muito boa também no basquete. A NBA terá, por exemplo, Spurs x Thunder, Celtics x Raptors e Warriors x Clippers, todos confrontos diretos entre equipes que brigam por vaga nos playoffs. E o basquete universitário terá vários times no topo do ranking em ação, como Duke, Virginia, Tennessee, Gonzaga e Kansas. O destaque é o clássico Virginia x Virginia Tech, dois times no top 10 dos rankings da Associated Press e dos técnicos (no qual Virginia é o líder, aliás).

Veja a programação completa dos esportes americanos nos canais ESPN para a próxima semana:

SÁBADO, 12 DE JANEIRO

NFL (playoffs)
19h30 - Indianapolis Colts x Kansas City Chiefs (ESPN)
23h - Dallas Cowboys x Los Angeles Rams (ESPN)

NBA
23h - San Antonio Spurs x Oklahoma City Thunder (ESPN 2)

NHL
16h - New York Rangers x New York Islanders (ESPN)

NCAA (basquete)
15h - Louisville x North Carolina (Watch ESPN)
15h - Virginia x Clemson (Watch ESPN)
15h - Boston College x Notre Dame (Watch ESPN)
15h - Kansas State x Iowa State (Watch ESPN)
15h - Oklahoma State x West Virginia (Watch ESPN)
17h - Duke x Florida State (Watch ESPN)
19h - Kansas x Baylor (Watch ESPN)
21h - Tennessee x Florida (Watch ESPN)
23h30 - Vanderbilt x Kentucky (Watch ESPN)
1h* - Washington x Colorado (Watch ESPN)
1h - Gonzaga x San Francisco (Watch ESPN)

DOMINGO, 13 DE JANEIRO

NFL (playoffs)
16h - Los Angeles Chargers x New England Patriots (ESPN)
19h30 - Philadelphia Eagles x New Orleans Saints (ESPN)

NHL
21h - Anaheim Ducks x Winnipeg Jets (Watch ESPN)

SEGUNDA, 14 DE JANEIRO

18h - ESPN LEAGUE

NCAA (basquete)
22h - Syracuse x Duke (ESPN Extra)
22h - Florida State x Pittsburgh (Watch ESPN)
0h - Texas x Kansas (Watch ESPN)
0h - Baylor x Oklahoma State (Watch ESPN)

TERÇA, 15 DE JANEIRO

NBB 
18h50 - Brasília x Mogi (ESPN)

NHL
22h30 - Florida Panthers x Montréal Canadiens (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
22h - West Virginia x TCU (Watch ESPN)
22h - Arkansas x Tennessee (Watch ESPN)
23h - Virginia Tech x Virginia (Watch ESPN)
0h - Notre Dame x North Carolina (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
14h - Capital City Go-Go x Lakeland Magic (Watch ESPN)
23h - Rio Grande Valley Vipers x Oklahoma City Blue (Watch ESPN)

CHAMPIONS HOCKEY LEAGUE (Hóquei no gelo europeu)
14h25 - Pilsen-TCH x Frolunda Indians-SUE (ESPN 2)

QUARTA, 16 DE JANEIRO

NBA 
23h15 - Toronto Raptors x Boston Celtics (ESPN)
1h35* - New Orleans Pelicans x Golden State Warriors (ESPN)

NHL
22h30 - Boston Bruins x Philadelphia Flyers (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
22h - Boston College x Louisville (Watch ESPN)
22h - Jogo a definir (Watch ESPN)
0h - Houston x SMU (Watch ESPN)
0h - Iowa State x Texas Tech (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
14h - Grand Rapids Drive x Long Island Nets (Watch ESPN)
15h30 - Erie Bayhawks x Wisconsin Herd (Watch ESPN)
1h* - Austin Spurs x Santa Cruz Warriors (Watch ESPN)

CHAMPIONS HOCKEY LEAGUE (Hóquei no gelo europeu)
17h15 - Red Bull Salzburg-AUT x Red Bull Munich-ALE (ESPN 2)

QUINTA, 17 DE JANEIRO

NHL
22h - Chicago Blackhawks x New York Rangers (ESPN Extra)

NBA G-LEAGUE
1h - Jogo a definir (Watch ESPN)

SEXTA, 18 DE JANEIRO

22h15 - ESPN LEAGUE

NBA 
23h15 - San Antonio Spurs x Minnesota Timberwolves (ESPN)
1h35* - Golden State Warriors x Los Angeles Clippers (ESPN)

* Madrugada do dia seguinte.

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 12 de janeiro, 4h40.

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[Programação] Semana de semifinais de conferência na NFL, mas também tem muito jogo bom de basquete na ESPN

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