Tito Traversa morre após acidente de escalada na França

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
Tito Traversa
Tito Traversa
Tito Traversa

A promessa italiana da escalada esportiva Tito Traversa faleceu em Grenoble na França vítima de uma queda de 17 metros após a abertura de 8 costuras em uma falésia em Orpierre na França.

A via em que Tito se acidentou fora equipada por outro escalador, que usou costuras recém compradas e montadas incorretamente.

O escalador possuía 12 anos e apesar da sua pouca idade e marcas impressionantes, escalando

Assista abaixo um vídeo demonstrando o perigo do uso de fitas de costura sem o devido cuidado com as borrachas.

 

Safety Video - The Danger Of Open Slings from UKClimbing.com TV on Vimeo.

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Tito Traversa morre após acidente de escalada na França

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Blog de escalada em novo endereço

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
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Continuaremos juntos no eliseufrechou.wordpress.com
Continuaremos juntos no eliseufrechou.wordpress.com

Em mais de 9 anos colaborando assiduamente, e outros 6 blogando na ESPN, muitas mudanças aconteceram no canal, como o término, no final de 2013, dos programas diários voltados aos esportes radicais. Neste panorama, a continuidade do blog no site oficial da TV, assim como as matérias que produzíamos, ficaram sem espaço.

Obrigado Vivian Mesquita Lima, Renata Falzoni, Renata Netto, Tiago Brant, Jader Lago, Adriana Mamprin, Natasha David, Aguinaldo Melo, Flávia Mazaro, Luciano KDra Lancellotti, Luís Roberto Formiga, e toda equipe de Radicais, pela amizade e respeito em todos esses anos

A partir de hoje, estarei blogando no http://eliseufrechou.wordpress.com/ Anote o endereço em seu browser e boas escaladas à vocês, que fazem parte do povo da montanha.

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Equipamentos para montanha e trilha - fevereiro

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
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Uillo Tepuy com Aircontact 55 + 15
Uillo Tepuy com Aircontact 55 + 15

Mochila Aircontact Deuter- Já usei vários modelos desta linha da marca alemã. As mochilas Aircontact da Deuter são confiável, robustas e tem os recursos certos para uma cargueira de grande porte. http://www.deuter.com.br/


Camiseta Ion Lite Solo- Leves e com toque de algodão, neutraliza os odores do suor, que em contato com bactérias, fungos e afins, produz um cheiro nem um pouco agradável. A tecnologia antiodor Fresh® presente nesta camiseta ameniza esse lado malvado das atividades físicas, além de ajudar na proteção contra os raios UV. Tenho usado estas camisetas para o dia-a-dia e nas atividades de montanha e mountain bike nos últimos anos e só tenho elogios. http://www.solobr.com/

Bar End MOB- Excelente para pedaladas mais longas onde ficar na mesma posição incomoda, é fabricado em alumínio - com 80 mm, pesa 46 gramas e nas cores azul e verde. http://mobbike.com.br/mtb/

Sapatinha Trinity Snake- Uma das minhas preferidas da marca nacional, é uma sapatilha todo-terreno. Fabricada em couro nobuk. Fechamento em velcro. Garantia de fábrica 180 dias. Peso 173g (referente ao pé número 40). Design elegante e resistente. Lateral em borracha para melhor proteção. http://www.snake.com.br/

Eliseu Frechou
Aircontact, Bar end, Trinity e Ion lite
Aircontact, Bar end, Trinity e Ion lite
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Equipamentos para montanha e trilha - fevereiro

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Dia Internacional da Mulher será comemorado com escaladas no RJ, PR e SC

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
Mulheres na Montanha
Invasão Feminina 2014
Invasão Feminina 2014

A 9ª edição do evento de comemoração do Dia Internacional das Mulheres, como sempre terá a Urca como cenário para a tradicional Invasão Feminina.
Este ano, devido ao feriado de Carnaval, o evento será realizado no dia 15/03, a partir das 09h00 na Praia Vermelha.


Confira no link http://www.mulheresnamontanha.com.br/mulheres-na-montanha/invasao-feminina-2014/ a programação completa.


No mesmo formato dos anos anteriores, as meninas farão suas escaladas e/ou caminhadas na parte da manhã, e as 14 horas no calçadão da Praia Vermelha todas se reunirão para tirar as fotos oficiais, fazer a Homenagem e também o sorteio dos brindes.


O evento acontecerá também em mais dois locais :
Dia 08/03 no Anhangava-PR , evento organizado pela Sandra Elize
http://www.mulheresnamontanha.com.br/acontece/dia-das-mulheres-na-montanha-parana/

E dia 09/03 em Bom Jardim da Serra - SC , evento organizado pela Maryella Masseli
http://www.mulheresnamontanha.com.br/acontece/dia-internacional-da-mulher-bom-jardim-da-serra-2014/

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Dia Internacional da Mulher será comemorado com escaladas no RJ, PR e SC

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Honnold escala em solo El Sendero Luminoso

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou

No dia 15 de janeiro, o americano Alex Honnold realizou o que pode ser a mais difícil escalada solo de todos os tempos. A via que ele escolheu para subir foi "El Sendero Luminoso" (5.12d), um 9a brasileiro de quase 800m em El Potrero Chico, México. Honnold escalou as 15 enfiadas em três horas.


Confira o filme deste feito histórico da escalada mundial.

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Honnold escala em solo El Sendero Luminoso

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A lei de Gerson e o Montanhismo

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
Os últimos meses foram bem ricos para quem curte assistir de camarote a propagação de idéias erradas e consegue ter o discernimento para juntando fatos e idéias, entender o do por que, o montanhismo brasileiro poderia ser muito mais forte, mas não é. De quem é a culpa? Da grande parcela dos escaladores que tem uma visão míope e bastante distorcida do que é necessário para o esporte crescer, e assim, ele mesmo poder tirar um proveito correto e duradouro deste crescimento.

Como expectador e testemunha do que acontece no cenário local e nacional do montanhismo, volta e meia me sinto na obrigação de comentar certos fatos, pois parece que algumas idéias, por mais nocivas e erradas que se apresentem para mim e para as pessoas com as quais converso e me balizo (não sou dono da verdade, então o melhor é sempre antes de escrever, discutir a questão com quem realmente merece ser ouvido), acabam tomando eco e se propagando como certas.

 

Primeiro round - o cartel da escalada

Uma das situações que recentemente me chocou, foi um post (http://enquantoissonaomuitolongedali.wordpress.com/2013/12/06/o-cartel-do-mercado-de-escalada/) em um blog do interior paulista, no qual o proprietário de uma loja virtual de equipamentos, literalmente estraçalhou a Conquista, dizendo eles (Conquista) pediam para que a sua loja mantivesse uma tabela mínima de preços para os produtos da marca, evitando assim uma concorrência predatória, o que é perfeitamente normal.

Indignado, o proprietário acusou a empresa paranaense de formar "cartel". Ops! Correção: Cartel é formado por revendedores (lojas) de um produto, e não por um único fabricante! Tabelas mínimas (markup) são praticadas pela grande maioria das empresas sérias, evitando assim prejuízos para o próprio consumidor. Não fosse essa regra, imagine se duas lojas na mesma cidade resolvessem fazer guerra de preços. A loja A, podendo agüentar prejuízo por mais tempo, abaixa os preços, tomando prejuízo até quebrar a loja B. Depois, restando apenas a loja A, esta poderá não só recuperar o prejuízo, como a partir daí, explorar os clientes. Quem viu vantagem no início, se aproveitando da situação e quebrando a loja B, vai a médio e longo prazo, pagar caro.

Exemplos a parte (infelizmente necessários para quem não entende bulhufas de mercado e só vê a vantagem imediata), para quem não sabe, a Conquista é uma das empresas que mais apóia o esporte em todo o Brasil, patrocina aberturas de vias, investe em tecnologias, emprega dezenas de funcionários, e pasmem: o dono não é milionário! Aliás, não conheço nenhum dono de comércio ou indústria de equipamentos no Brasil que tenha ganho muito dinheiro advindo de empresas ligadas ao ramo outdoor. Edemilson Padilha é um escalador, que pena para pagar as contas e nunca deixou de apoiar eventos e ações por todo o Brasil. É um cara honesto, que eu respeito, e deveria ser respeitado por quem leva o montanhismo a sério.

O resumo desta história, é que no final das contas, empresas como a Conquista, Deuter, Solo, Snake, Casa de Pedra, Curtlo, Equinox, Trilhas e Rumos, Adrena e muitas outras que padecem para sobreviver trabalhando conforme a lei, produzindo no Brasil ou importando de forma legal, pagando impostos, mantendo funcionários, e realmente investindo e influenciando na quantidade e qualidade das escaladas no Brasil, criam e fomentam, ano após ano, o mercado para que outras empresas que não retornam nenhum centavo para o esporte, venham e se aproveitem deste mercado. A conseqüência a curto prazo, é que ações maiores, coletivas, deixam de acontecer. Não são realizados campeonatos, encontros, festivais, filmes, revistas, jornais... Mas para quem procura apenas preços baixos, que compra equipamentos nos mercadões de aventura, os quais nunca investiram um centavo em eventos de montanha, nunca patrocinaram atletas ou anunciaram em uma publicação, - ou ainda, e pior - compra nas lojas virtuais pouco conhecidas que trazem produtos diretamente do exterior (loja de muambas), deve estar orgulhoso de economizar uns trocos, não é? Pois bem, caso não saiba, - ou finge não saber - muitas das lojas virtuais hoje no Brasil não pagam as devidas taxas de importação, não investem no mercado, e só assim podem vender mais barato. Experimente só pedir a guia de importação ou nota fiscal da origem da compra. Um escalador que compra muamba está na verdade patrocinando a escalada no país de onde veio a mercadoria. Ou você acha que comprando equipamento numa loja americana, alguma marca de lá, algum dia, irá colocar um centavo aqui no Brasil? Isso só irá acontecer se o representante daqui tiver volume de vendas suficiente para justificar investimentos no país.

Além do mais, a compra deste material sem origem definida compromete não só a segurança de quem o compra ou quem o usa, mas também fomenta o crime de descaminho (contrabando), e qualquer vítima da qualidade do material não tem a quem recorrer, uma vez que opta pela compra irregular.

Mountain Voices
Anúncio no Mountain Voices 23 de maio de 94 - apoie quem te apoia
Anúncio no Mountain Voices 23 de maio de 94 - apoie quem te apoia

Você quer patrocinar o Sharma, Ondra, Honnold? Ok. Continue pagando para os gringos e contrabandistas se fortalecerem. Ainda bem que há pessoas que compram equipamentos de lojas e representantes oficiais no Brasil e assim, dão suporte para estas empresas apoiarem atletas como Felipe Camargo, André Berezoski, Bianca Castro, Raphael Nishimura, Tiago Balen, Hillo Santana, Felipe Dallorto, Janine Cardoso, Jean Ouriques e outros que abrem vias, e empurram o limite do esporte para nos motivar. Os equipamentos deveriam ser mais baratos aqui no Brasil? Claro que sim. Mas preços altos é uma questão de impostos abusivos, que qualquer empresa que importe equipamentos legalmente está sujeita - e não de lucros excessivos. Mas parece ser mais fácil culpar os empresários do que o governo, não é?

Segundo round - o desabafo de Guilherme

Eis que nesta semana, sou mencionado num comentário do Facebook sobre o seguinte texto de autoria de Guilherme Silvano:

" Depois de mais um dia em São Bento, fiquei remoendo na cabeça a falta de informação pra quem quer escalar nesse paraíso, fiquei me perguntando os motivos dessa situação. Será que os escaladores daqui vivem da idéia arcaica que "quem quer vai atrás" ou "não queremos turistas" ? ou serão apenas intrigas entre conquistadores e seus egos? Será que não se sentem mal em na dividir o prazer que sentem em suas escaladas? Neste domingo havia 15 carros na falésia paraíso e 5 países presentes na rocha, tudo organizado, limpo, todos pagaram a taxa para escalar, será que é tão difícil criar esse público consciente? fazer um croqui ?e não to falando de rabiscos de uma via ou outra, São Bento merecia um livro de acesso e outros três, cada um para uma modalidade. É triste saber de amigos que passam por SP e não escalam em São Bento, pois não conheciam ninguém de lá, foram uma vez e acabaram entrando da via errada.
Eu comecei a escalar na Urca, onde comprei um guia do F. Daflon na banca, com as dezenas de vias e centenas de boulders e assim me foi permitido conhecer a escalada, eu escalo por que pessoas me ensinaram de forma gratuita(não estou falando de dinheiro), mas o fato é que tenho muita vontade de passar adiante o esporte que amo.
Se alguém tiver outra opinião, souber os motivos ou quiser acrescentar algo, será bem vindo.
"

Depois, Guilherme comenta o Manual de Escaladas da Pedra do Baú e Região:

"Então este guia realmente é um começo, mas ele não tem metade das vias, tem muitos erros e nem 10% dos boulders. Eu to falando de um guia padrão Pedra parada, padrão europa, guias que escaladores de outros estados possam vir e conhecer nossa escalada de forma plena..."

Como as reclamações do Guilherme são várias, vou começar pelo assunto Manual de Escaladas da Pedra do Baú e Região, livro no formato de bolso que publico há mais de 15 anos, possui catalogadas cerca de 80% das vias desta área, e em 2012 teve impressa sua 5ª. edição . O que eu tenho a responder, é que criticar e achar que se pode fazer algo melhor é fácil. Tagarelar é sempre fácil. Imaginar um trabalho baseado em outro que já existe, idem. Difícil é fazer um guia partindo do zero, torná-lo viável financeiramente, conhecer todos os protagonistas que fizeram as vias, captar informações (checá-las e responsabilizar-se por elas) e criar uma publicação que seja prática - e não um livro que você não consegue levar para a rocha. Escrever um tijolo cheio de informações inúteis não ajuda. Os erros que o Guilherme cita, mesmo sem saber quais são, e admitindo que poucos existem, é certo que não fazem grande diferença para a pessoa que se prontifica a fazer uma via na qual domina as técnicas e tem capacidade psicológica para tal. A idéia do guia de bolso não é nova, segui o principio e diagramação de outras publicações de Yosemite, Espanha, México, Frey e Patagônia (!) iguais e com até menos detalhamento que o do Baú.

No processo natural de publicação de guias, uma edição já começa a ser feita assim que a anterior é impressa. Este é um trabalho que nunca termina. Não existe um guia com todas as vias, a não ser que seja em um local onde não se pode mais abrir vias. E não existe guia perfeito, pois as vias mudam, os graus idem. Muita gente acha que fazer um guia é fácil. Não é. É trabalho árduo no qual o prazer de ir fazer a rota é a faceta bacana. A publicação tem que gerar lucro (pois será investido dinheiro na aquisição das informações), tem-se que ter uma estrutura eficiente e legal para produzir e distribuir, e tem-se que investir tempo (plagiar é crime, então não se pode copiar as informações de outra fonte). Lógico que depois de anos, o retorno tende a acontecer, mas mesmo assim, há 15 anos minha empresa se dispõe a investir tempo e dinheiro em publicações bem pouco rentáveis como os guias do Baú, Planalto do Itatiaia e Serra do Cipó.

O que acontece freqüentemente, é que pessoas pouco atentas, acabam julgando um trabalho pelas características erradas. Um guia de bolso é um guia prático, para ser levado para a rocha. Livro é para colocar na estante, ver fotos, ler histórias, não funciona e vai ficar obsoleto também. Muitos querem ver o livro, mas ninguém o levaria para a pedra. Uma publicação cara, só fomentaria as pessoas a xerocarem o tal tijolo de papel, influenciando nas vendas - e inviabilizando impressões e atualizações futuras.

Há um tipo de guia na forma de "escalada passo-a-passo" bastante popular nos EUA, que é a série SuperTopo, que á a compilação de (talvez) 5% das rotas clássicas de Yosemite, onde cada via é descrita enfiada por enfiada. Eu poderia optar por ao invés de 200 rotas, selecionar 50 e fazer um guia semelhante. Mas isso seria uma grande besteira, haja visto que todas as semanas há escaladores chegando à Yosemite com o SuperTopo debaixo do braço, sonhos na cabeça e depois de algum tempo, voltam para casa sem ter escalado as vias que imaginavam ser capazes de subir, independentemente de ter todas as infos necessárias. As pessoas se perdem, se machucam e morrem tendo o SuperTopo para consultar. Por quê? Por que não estavam preparadas para realizar as escaladas, e guia não leva ninguém para o cume de uma montanha. Se apenas informação escrita ou falada resolvesse, bastaria alguém passar betas, e qualquer pessoa seria capaz de encadenar um 10° grau mandar um A5 ou um E5.

Os Guias Yosemite Free Climbs e Yosemite Big Walls que eu usei para escalar lá, são muito mais simples que o ST e nem por isso me dei mal. Detalhar minuciosamente itens como, se você precisa de um jogo completo de friends para fazer a rota, ou especificar enfiada por enfiada o que você vai usar é absolutamente insignificante para quem tem a expertise para escalar tal rota.

Guia é uma publicação para você se orientar, mostrar o caminho. Partindo desta idéia, ao invés de dar mais infos, tracklogs ou instalar placas indicando as vias, devemos fazer a pessoa que aqui vem escalar as primeiras vezes e se sente fora da zona de conforto, entender que alguns lugares da face da terra - como a Pedra do Baú - são terrenos de aventura, que tem seu filtro natural que é justamente o fato de estarem em lugares nos quais se precisa de técnicas mais complexas do que em uma falésia. Colocar o escalador no pé da via não resolve se ele não for experiente para sair da mesma vivo - e com uma boa história para contar. O Complexo Pedra do Baú pode sim, se transformar numa espécie de falésia gigante, cheia de vias bem sinalizadas, marcadas, medidas e esquadrinhadas que parece ser o que o Guilherme deseja. Ou podemos mantê-lo como é hoje: um campo de treino para que as pessoas se transformem em verdadeiros montanhistas, capazes de se garantir em montanhas mundo afora.

Montanhas e vias não são para serem escaladas por qualquer um, em qualquer dia. Entender que você precisa evoluir para escalar determinadas rotas que deseja é uma característica da escalada e do montanhismo. Cada modalidade, do boulder ao big wall terá suas exigências. Vias de montanha, principalmente, são como prêmios pelo treino, evolução física e psicológica do escalador. Há vias que eu não vou conseguir escalar jamais. Sou feliz ao entender essa característica do esporte. Conformo-me? Não. Treino, viajo, aprendo e evoluo.

Se um escalador não consegue se localizar na Pedra do Baú, ele deve primeiro adquirir experiência nas falésias, em montanhas menores, e depois, talvez ainda pedir auxílio para outros mais experientes o guiarem nas primeiras investidas. Não há nada de humilhante ou errado nisso. É um processo de aprendizado. Quem aqui aprendeu a dirigir numa auto-estrada?

Então, mesmo depois de muito refletir, não entendi o desabafo do Guilherme. Há dezenas de escaladores todos os finais de semana no Baú, assim como na Divisa, Olhos... A característica, de um ser point esportivo, tradicional, seguro, bonito... É o que o torna popular em determinado momento, e não o Guia que este lugar tem.

Com relação a "criar esse público consciente", quem acompanha a história dos lugares e escala neles, deveria tentar ajudar nesta forma, pois não é um guia que torna as pessoas mais educadas e conscientes. A Falésia Paraíso, que ele cita como exemplar, já foi fechada diversas vezes, e assim como outros lugares de São Bento - e por todo o Brasil - tem problemas de acesso causados pela falta de educação dos escaladores. E começar a pagar para entrar numa falésia de São Bento, além de não resolver esta falta de respeito da comunidade, seria o mesmo que acabar com a escalada neste local.
Lugares os quais o acesso é fácil, as rotas são seguras e de fácil orientação são os mais problemáticos nesta região: um dos setores do Aranha está fechado, a Falésia dos Serranos, assim como os blocos dos Serranos e a Pedra da Balança estão indefinidamente fechados, a Falésia dos Olhos teve dois acessos negados pelos proprietários só restando um - e talvez por pouco tempo, pois escaladores insistem em estacionar em local errado atrapalhando a circulação do caminhão do fazendeiro. Isso sem contar que da última vez que estive na Falésia dos Olhos, contabilizei sete lonas e diversos potes usados de cola, deixados por escaladores, que estão transformando o lugar em um lixão. E outros setores estão também por um fio, como a Pedra da Divisa e Vista Aérea, onde a falta de educação dos escaladores - que tem todas as informações para lá chegar e como se portar - já deixaram os proprietários bastante desgastados.

O ponto em que quero chegar aqui, é mostrar mais uma vez que o que parece óbvio, não é bem assim tão simples quando se tem conhecimento. E o problema na verdade é outro, muito maior, e que e vai bem além da questão guia.

Quem freqüenta ou mora em São Bento do Sapucaí há anos, vê o seguinte filme passar de tempos em tempos: Um escalador vem pra cá, se maravilha com o lugar, começa a visitar São Bento do Sapucaí com mais freqüência, aluga uma casa, considera-se "local", e passa a andar pelos lugares como se eles fossem extensões da sua casa alugada. Com o passar dos meses, ele começa a só ver defeitos onde antes era tudo maravilhoso. Este tipo de escalador geralmente escala com seu pequeno grupo que partilha da mesma opinião, não conhece a história do lugar (na sua ignorância dos fatos, acredita conhecer tudo, mas sequer reconheceria os protagonistas se cruzasse com eles), não se filia a nenhuma entidade, não se organiza, nem participa das ações em prol do local (mutirão para arrumar trilhas? Só se for depois da escalada e da cerveja). Este é aquele tipo de escalador reclama de tudo: da chapeleta solta à proibição de fumar em alguns points. Resumindo: Não acrescenta nem ajuda sequer a manter as porteiras abertas, causa mais manutenção nas trilhas e vias (sim, qualquer pessoa que usa uma trilha ou uma rota deve se preocupar com sua conservação) - mas exige todos os direitos possíveis.

Um fato interessante, é que o Desabafo do Guilherme gerou uma certa mobilização de pessoas que se prontificaram a ajudar na "criação" de um novo guia, inclusive se voluntariando para tal empreitada. Lendo os comentários, eu imagino o quanto essas pessoas têm conhecimento do que realmente acontece aqui na região. Se elas sabem de que modo os points se formaram e o quanto custa mantê-los abertos. Penso também se essas pessoas querem ajudar trabalhando ou se estão apenas procurando parceria para escalar. Escalada, para quem não leva o tema de forma profissional, parece bem romântico e prazeroso. Mas trabalho é trabalho em qualquer tema - e tem que ser levado à sério. Passo o olho na lista dos voluntários e não identifiquei ali, nenhum colaborador seja na abertura de vias, regrampeações, manutenção de trilhas, ou uma pessoa sequer que seja atuante em questões mais urgentes, que dizem respeito ao MONA Pedra do Baú e que afetam diretamente a escalada neste local. Só para citar um exemplo, em dezembro passado, o Prefeito de São Bento do Sapucaí, tentando por fim na bagunça que o pessoal da slackline promoveu no estacionamento do Bauzinho, proibiu por decreto a "prática de esportes onde se utiliza qualquer espécie de vegetação no âmbito do Monumento Natural Pedra do Baú". Isso significa que o decreto proíbe a slackline em árvores, ancoragens de escalada em vegetação, e até pisarmos na grama. O Silvério Nery, presidente da CBME teve que perder mais de um dia de trabalho durante a semana para junto com os diretores da CBME e FEMESP, redigir uma carta pedindo a revogação no Decreto.

Prefeitura Municipal São Bento Sapucaí
Decreto 2.480 de 18 de dezembro de 2013
Decreto 2.480 de 18 de dezembro de 2013

Então eu me questiono mais uma vez: Quantos destes voluntários sabem da existência do Conselho Consultivo do MONA, e que nele há um representante da FEMESP? Quantos serão voluntários para ajudar de maneira pontual em questões que influenciam no direito de prática do nosso esporte?

Dito tudo isso, só me resta a esperança de que aos poucos, as pessoas repensem e reflitam de forma mais ampla antes de opinar sobre determinados temas que parecem serem muito benéficos para elas num primeiro momento mas não o são. Não dá para levar vantagem em tudo. Ah, sim! O título do post. Para quem não conhece, Gerson foi um grande jogador de futebol da seleção brasileira, que atuou nos anos 70 como garoto propaganda num comercial de cigarros no qual ele terminava com a frase "Gosto de levar vantagem em tudo, certo?". Só pelo produto em questão, hoje podemos deduzir que Gerson, apesar de parecer esperto na ocasião, o tempo mostrou que ele não levou vantagem alguma.

Boas reflexões, pessoal.

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A lei de Gerson e o Montanhismo

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Blocos dos Serranos proibidos para escaladores

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
André Berezoski em O dia Santo, V12/13
André Berezoski em O dia Santo, V12/13

Há algumas semanas, escaladores que visitaram os blocos dos Serranos em São Bento do Sapucaí (SP), vem sendo expulsos do local pela nova proprietária, herdeira do Sr. Durval, quem há anos, nos autorizava a escalar no lugar - e em outros points que lhe pertenciam - como a face mineira da Pedra da Divisa.


Neste final de semana, descobrimos o por que de a nova moradora não querer mais a entrada dos boulderistas nos blocos que já sediaram dois festivais de escalada BloX: escaladores invadiram a área da casa (cercada) e se acharam no direito de usar a piscina.


O fato, digno de acabar na delegacia, afetou a toda nossa comunidade, e agora, os mais de 250 problemas nestes blocos estão indefinidamente fora do alcance das nossas mãos, inclusive o famoso "O Dia Santo", V12/13.


Assim como no caso de setores como Aranha (fechado), Falésia dos Serranos (fechado), Falésia dos Olhos (dois acessos fechados só restando um - por enquanto) e outros que estão por fio como a Pedra da Divisa e Vista Aérea, a falta de educação dos escaladores vai aos poucos proibindo o acesso dos lugares para todos.

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Blocos dos Serranos proibidos para escaladores

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Mountain Bike nos altiplanos da Pedra do Baú e sul de Minas Gerais

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
Marcio Bruno
Na estrada da Campista
Na estrada da Campista

Neste post, dou a dica de um maravilhoso circuito partindo do ZOOM Bike Park até a Vila Maria em Piranguçu, e voltando ao Pesca na Montanha.

O roteiro é pesado para quem não está acostumado.
No link http://www.everytrail.com/view_trip.php?trip_id=2657398 você consegue baixar o arquivo para GPS deste roteiro, que está descrito no Guia de Mountain Bike da Serra da Mantiqueira em uma planilha para você poder navegar pelo odômetro.

Eliseu Frechou
Depois da represa de Piranguçu
Depois da represa de Piranguçu
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Freios "automáticos" para escalada e montanhismo

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
Cuidado com o que você considera freio
Cuidado com o que você considera freio 

Os freios semi-automáticos foram um grande avanço em prol da segurança na escalada, possibilitando uma maior tranqüilidade em ambientes como ginásios ou falésias, onde o segurança pode se distrair e relaxar na segurança do companheiro que guia. Mas então por que ainda acontecem acidentes devido à liberação de corda durante quedas, sendo que o segurança estava usando um dispositivo que "deveria" frear a corda durante uma queda inesperada?


A resposta é simples: Estes freios, ao contrário do que alguns escaladores pensam, não são "inteligentes", portanto não conseguem distinguir entre uma queda e uma puxada proposital do segurança querendo liberar a corda um pouco mais rápido.


Estes dispositivos travam a corda baseados na mudança abrupta de velocidade que passa por dentro deles. O que a grosso modo, quer dizer que se você começar a puxar a corda devagar e depois for aumentando a velocidade, puxando-a rapidamente, o freio não travará a corda. Se ao contrário, a corda estiver parada e você a puxar de forma repentina, ele a travará.
Diversos outros fatores influenciam no travamento da corda. Bitola e estado de conservação interferem na frenagem. Uma corda mais fina e nova, ira gerar muito menos atrito no freio que uma corda grossa e toda peluda.


Importante frisar que alguns freios (como o grigri) não podem ser usados com eficiência em escaladas com várias enfiadas, pois não devem ser usados perto do mosquetão direcionador ou costuras, sob o risco de numa queda violenta, esbarrar nos mosquetões ou rocha e estes destravarem a alavanca que libera a corda. Neste caso (vias de várias enfiadas), você tem que optar por um freio modelo tubo: ATC, Chuy, Cubik, Bug...


Leia o manual que acompanha seus equipamentos antes de usá-los, se você não ler inglês corretamente, não deduza, exija a explicação do lojista que o vendeu, ou visite o site do fabricante para baixar o manual em português (geralmente um arquivo PDF).


O importante é entender que este tipi de freio não é "a prova de negligência". Mantenha sua mão sempre na corda que alimenta o freio, pronta para travar a corda e segurar uma queda. Não se distraia, passando a responsabilidade da vida de seu companheiro para um pedaço de metal e plástico.

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Escalando em Andradas - Até que enfim!

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
Pedra do Pântano em Andradas
Pedra do Pântano em Andradas

Depois de várias dezenas de promessas em ir visitar Andradas, onde provavelmente estejam concentradas a maior parte das vias tradicionais do sul de Minas Gerais, nesta segunda-feira, Ana Fujita, Michel Abdelnur e eu partimos em direção às pedras do Pântano e do Elefante, para dois dias de muito sol e escaladas em granito.


Chegar ao Pântano foi bem tranqüilo. Apesar de o bairro ser distante numa estrada de asfalto, a pedra é visível da estrada de asfalto, o que ajuda bastante. O Abrigo do Pântano é muito bem estruturado, com 2 cozinhas e beliches para 16 pessoas. A guardiã, Dona Nice é uma pessoa muito prestativa e nos recebeu muito bem. Como não há mercearias ou mercados próximos, leve seu rango, ou terá que voltar à Andradas, distante uns 20km, para comer.

Eliseu Frechou
Topo da via Pão Francês, na Pedra do Pântano
Topo da via Pão Francês, na Pedra do Pântano

O Guia de Escaladas de Andradas, de co-autoria do Pedro Zeneti pode ser comprado no próprio abrigo do Pedro, que fica quase que embaixo das escaladas, ou nas lojas de equipamentos de montanhismo de São Paulo e Minas Gerais.


No primeiro dia, escalamos a via Pão Francês 5° VIsup E3 no Pântano. A escalada transcorre por uma chaminé/canaleta e exige mais do guia do que o grau sugerido, pois pelo menos quando a escalamos, as agarras estavam bem sujas, dando uma adrenada a mais nos lances de aderência. Mesmo assim, em pouco mais de 4 horas, escalamos e descemos da montanha. A rota está em perfeita ordem, com chapeletas em boas condições e a proteção móvel, em geral, é potente, mas na enfiada do crux as opções escasseiam e o E3 se mostra para quem está na ponta da corda. Passei um bom apuro para dominar um pequeno teto com agarras em oposição que estavam com muito musgo. Emoção na certa.

Ana Fujita
Rapel na Pão Francês
Rapel na Pão Francês
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Escalando em Andradas - Até que enfim!

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Manual de escaladas em Itatiaia e Região sul do RJ

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
Felipe Guimarães
Escalada no pico das Prateleiras
Escalada no pico das Prateleiras

Publicação que descreve em croquis e fotografias as principais rotas de escalada desta região que está bem na divisa dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Escaladas clássicas e esportivas. A subida das Agulhas Negras passo-a-passo, e muito mais informações.

A região é um dos locais onde se iniciou o montanhismo no Brasil e além das famosas caminhadas em locais como o Pico das Agulhas Negras e Prateleiras, ainda apresenta lindas escaladas selecionadas na rocha local que é o Sienito.

Eliseu Frechou
Manual de Escaladas e Montanhismo de Itatiaia
Manual de Escaladas e Montanhismo de Itatiaia

Eliseu Frechou e Felipe Guimarães
Publicação Mountain Voices
98 páginas
Formato: 11x14 cm (formato de bolso)

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Manual de escaladas em Itatiaia e Região sul do RJ

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Cachoeira da Fumaça - Chapada Diamantina II

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
Jorge a Ana na vegetação típica da Chapada Diamantina
Jorge a Ana na vegetação típica da Chapada Diamantina

Depois de três viagens à Chapada Diamantina, sair de lá sem conhecer a segunda maior queda d'água do Brasil seria, no mínimo, uma desfeita. A cachoeira da Fumaça, localizada no vale do Capão, entre os municípios de Lençóis e Palmeiras, no estado da Bahia, está dentro da área do Parque Nacional da Chapada Diamantina.

O paredão por onde a água desce possui 340 metros de altura, dando à cachoeira, o título de segunda maior do Brasil, menor apenas que a Cachoeira do El Dorado, no Amazonas.
Como a caminhada não é extremamente exigente, optamos por irmos e retornarmos no mesmo dia.

A trilha é, em geral, demarcada, mas se você não quiser correr o risco de se perder no caso de neblina, chuva ou noite, há diversas agências que guiam este passeio, e logo na entrada da trilha, a Associação de Condutores de Visitantes do Vale do Capão tem sua uma sede e indica diversos guias da região.

Eliseu Frechou
A queda d'água de 340m da cachoeira da Fumaça
A queda d'água de 340m da cachoeira da Fumaça

Confira o vídeo.

 

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Cachoeira da Fumaça - Chapada Diamantina II

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Filme que aborda expedições espeleológicas será exibido em São Paulo

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
GPME
Expedição Olegário
Expedição Olegário

Durante o feriado de 7 de Setembro de 2007 o Grupo Pierre Martin de Espeleologia organizou a primeira expedição ao munícipio, se baseando nas informações da publicação "As Grutas em Minas Gerais - IBGE 1939".

Antes da decisão de realizar a 1ª expedição foram realizados contatos prévios com a Prefeitura Municipal de Presidente Olegário, através de um excelente trabalho dos representantes da Casa de Turismo na época, que localizaram previamente algumas das referências de IBGE 1939, facilitando a logística de acesso a essas cavidades, assim como a identificação de outros pontos do município com potencial espeleológico.

Essa 1ª expedição voltou com 33 cavidades identificadas, 14 topografias. De lá pra cá os trabalhos não cessaram e completamos essa 10ª expedição somando mais de 250 cavidades identificadas, dezenas delas topografadas, posicionando o cadastro de cavernas do município de Presidente Olegário em destaque no estado de Minas Gerais e Brasil.

Paralelamente aos trabalhos de prospecção, exploração e topografia, o Laboratório de Estudos Subterrâneos da UFSCar (LES -UFSCar) e o Laboratório de Fauna Subterrânea da USP promovem desde a 3ª expedição os estudos espeleobiológicos das cavernas do município. Os trabalhos já renderam artigos publicados, e atualmente dois pesquisadores do LES-UFSCar estão desenvolvendo suas pesquisas de mestrado focando a fauna subterrânea do carste local.

Além da atividade espeleológica, as expedições em Presidente Olegário nos presenteiam com a oportunidade de conviver com suas comunidades tradicionais, costumes e gastronomia, em especial das comunidades de Galena e Vereda da Palha, com suas centenárias Folias de Reis.

Palestra, Slides e Filme 10ª Expedição Presidente Olegário

Dia 22 de Janeiro de 2014, quarta-feira

21:00 - Palestra / Slides 10ª Presidente Olegário 2013 - 2014
21:30 - Filme Olegário

Local: Casa Academus
Rua Afonso Celso, n° 901 - A
Quase na esquina com a Rua Loefgreen, um quarteirão do Metro Santa Cruz, atrás do Colégio Arquidiocesano)

Reunião: A partir das 20:00

 

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Proteja os dedos com esparadrapo e escale mais

Eliseu Frechou
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Eliseu Frechou
Use esparadrapo para escalar mais
Use esparadrapo para escalar mais

A utilização de tiras de esparadrapo entre as articulações dos dedos é uma técnica que se usada corretamente, lhe ajudará a prevenir lesões no treinamento e ainda preservar a pele na escalada em rocha muito agressiva. Em alguns casos, se seu dedo já está lesionado com algum tipo de tendinite ou machucado na pele, o esparadrapo vai lhe oferecer uma certa ajuda, mas é óbvio que lesões em tendões e músculos devem ser tratadas no médico e não com métodos como os citados neste artigo.

Eliseu Frechou
Exemplos de como proteger seus dedos com esparadrapo.
Exemplos de como proteger seus dedos com esparadrapo.

Método preventivo de lesões na pele
Corte pedaços de 2cm x 6cm e grude-as no sentido longitudinal nos dedos que desejar proteger (não vale para o dedão). Corte agora pedaços de 2cm x 10cm e grude um deles entre as segunda de cada dedo (note que você deve grudar entre e não sobre a articulação). Grude outro pedaço na terceira articulação. Corte o excesso da fita longitudinal. A pressão deve ser feita de modo que você não consiga fechar a mão até o final, pois com o uso a fita se acomodará e ficará mais frouxa. Cada vez que a pressão diminuir, desenrole a fita e ajuste-a novamente.

Reforço em X
Corte tiras de 2cm x 20 cm e grude-a no dedo fazendo uma volta completa na terceira articulação (a que fica na base da mão. Deixe o dedo levemente dobrado para dentro (em forma de C) e passe o esparadrapo no sentido transversal até a segunda articulação. Faça uma volta completa na segunda articulação. Retorne à terceira articulação em transversal e faça outra volta completa para fechar o esparadrapo.

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Mountain Voices # 134 disponível para download

Eliseu Frechou
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Mountain Voices
Mountain Voices 134 disponível para download
Mountain Voices 134 disponível para download

A versão digital da edição # 134 do Mountain Voices - Informe Brasileiro de Montanhismo e Escalada já está disponível para download no link http://mountainvoices.com.br/mv134.pdf

Nesta edição, leia as colunas e artigos:

Internacional - Alessandra Arriada, RS
O melhor treino é escalar - André Berezoski, SP
Vias novas na Serra do Cipó - Francine e Wagner Borges, MG
Montanhismo perde Domingos Giobbi - Clube Alpino Paulista, SP
Cerro Palomas - Edson Struminski, RS
Divina Liberdade - Edemilson Padilha, PR
Lotus Flower Tower - Valdesir Machado, PR
Travessia do Rancho Caído - Alberto Ortenblad, SP

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Workshop de escalada psicobloc no Rio de Janeiro

Eliseu Frechou
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Felipe Dallorto
Workshop de escalada psicobloc no Rio de Janeiro
Workshop de escalada psicobloc no Rio de Janeiro

O escalador carioca Felipe Dallorto, que é embaixador do deep water solo no Brasil, fará um workshop da modalidade nas ilhas Tijucas, Rio de Janeiro nos dias 25 e 26 deste mês. Mais infos no http://www.escaladajpa.com.br/

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Workshop de escalada psicobloc no Rio de Janeiro

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Escalando em Igatú - Chapada Diamantina I

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
Ana Fujita
Uma das vias alucinantes do setor Labirinto
Uma das vias alucinantes do setor Labirinto

Para a virada deste ano, resolvemos revisitar a Chapada Diamantina, começando pela cidade de Igatú, que sediará esta semana, um Festival de escalada em boulder.

Dispensável falar da quantidade e qualidade da rocha da Chapada, que vem se transformando em um dos mais importantes points do Brasil e onde a velocidade de abertura de novas rotas e problemas de boulder cresce vertiginosamente.

Eliseu Frechou
Vila de Igatú
Vila de Igatú

Em 3 dias de escalada, pude rever algumas das escaladas esportivas mais bonitas da região, tomar banho na cachoeira e jogar conversa fora na praça.

Quem não conhece Xique-xique de Igatú, nem a Chapada Diamantina, que curta as imagens e não demore a levar seu equipamento para escalar na rocha da Bahia.

Eliseu Frechou
Travessia de rio para chegar no setor Califórnia
Travessia de rio para chegar no setor Califórnia
Eliseu Frechou
Ana Fujita no setor Califórnia de Igatú
Ana Fujita no setor Califórnia de Igatú
Eliseu Frechou
Jorge escalando no setor Califórnia de Igatú
Jorge escalando no setor Califórnia de Igatú
Ana Fujita
Diego Silva escalando no bloco Denorex, setor do Corredor, Igatú
Diego Silva escalando no bloco Denorex, setor do Corredor, Igatú

 

 

 

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Escalando em Igatú - Chapada Diamantina I

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O escalador Luis Paulo Silva convida para o II Festival de Boulder de Igatú, BA

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
Ana Fujita
Luis Paulo Silva em um dos blocos do setor de boulder Corredor
Luis Paulo Silva em um dos blocos do setor de boulder Corredor

O escalador Luis Paulo Silva convida para o II Festival de Boulder de Igatú, BA

 

Luis Paulo Silva from Eliseu Frechou on Vimeo.

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O melhor caminho em 2014

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
arquivo Eliseu Frechou
Feliz caminhada em 2014
Feliz caminhada em 2014


Queridos (as). Neste final de ano, deixo a cargo de Robert Frost a mensagem de reflexão para o ano que se inicia e que é o que desejo à vocês mais do que dinheiro, ou sucesso profissional.

Desejo alegria no coração de cada uma das pessoas que me acompanhou nessa jornada até aqui e que acompanhará até onde eu tiver forças.

Que vocês caminhem mais, escalem mais, passem mais noites ao relento, vejam mais estrelas, curtam mais quem tem espírito puro como as crianças e os bichos, que vocês sejam livres o suficiente para seguir os caminhos que seu coração escolher.


O Caminho não percorrido

Dois caminhos se divergiam num bosque
Triste por não poder seguir os dois
E por ser apenas um viajante,
Permaneci longo tempo olhando cada um deles,
Até o ponto onde ele se perdiam no mato.

Tomei o que me pareceu mais belo,
Porque estava coberto de mato e querendo uso
Embora os que passaram por lá
Os tenham percorrido de igual forma,
E ambos estavam essa manhã
Com folhas que passo nenhum pisou.

Ó, deixei a primeira para outro dia!
Mesmo sabendo que caminho leva a caminho,
Duvidei se um dia conseguiria voltar.

Digo isso suspirando
Em algum ponto, há muito tempo distante
Duas trilhas se bifurcavam num bosque, e eu
Percorri a menos usada,
E isto fez toda a diferença.

Robert Frost, 1916

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O melhor caminho em 2014

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Calendário americano une escaladoras contra o câncer

Eliseu Frechou
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Caroline Treadway
Escaladoras participantes do calendário 2014
Escaladoras participantes do calendário 2014

Para arrecadar dinheiro para os escaladores da organização CAC - Climbers Against Cancer, algumas das mais fortes escaladoras do mundo posaram para um lindo calendário que mostra um lado diferente destas atletas incríveis.

Caroline Treadway
Calendário Escaladoras contra o Cancêr
Calendário Escaladoras contra o Cancêr
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Calendário americano une escaladoras contra o câncer

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Jean Ouriques fala sobre Kriptonita e a escalada esportiva em Minas Gerais

Eliseu Frechou
Eliseu Frechou
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Jean Ouriques
Jean Ouriques

O escalador mineiro Jean Ouriques fala em entrevista exclusiva, as dificuldades que teve para escalar pela primeira vez a via Kriptonita, 11a, o último grande problema da Sala de Justiça na Serra do Cipó, e como enxerga o cenário atual da escalada esportiva em seu estado.

 

 

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Jean Ouriques fala sobre Kriptonita e a escalada esportiva em Minas Gerais

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