Ganso mexe com o imaginário do torcedor

Eduardo Tironi
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Ganso, no Amiens
Ganso, no Amiens Getty Images


Ganso quer voltar para o Brasil. Esta frase, que pipocou nesta terça-feira (11) em sites e TVs, provocou alvoroço no mercado do futebol brasileiro.

Giuseppe Dioguardi, empresário do jogador, botou mais lenha na fogueira acrescentando que um clube brasileiro já tem proposta pronta pelo meia. E ela seria suficientemente boa para que o Sevilla, dono dos seus direitos federativos, aceitasse o negócio.

O que se viu em seguida nas mídias sociais foi um embate feroz entre defensores e “inimigos” do futebol de Ganso.

Interessante como não há meio termo quando se fala deste jogador. Ou ele é visto como um craque raro, que o Brasil nem o mundo produzem mais, ou um inútil enganador. Para uns, ter uma pedra preciosa desta no time é sinônimo de mudança de patamar. Para melhor. Para outros, o meia elegante do Santos não tem mais espaço em um futebol físico, veloz e de poucos espaços como o que é praticado no planeta.


Em números, Ganso não vive bom momento há tempos. No Brasil, teve alguns lampejos no São Paulo antes de ir para o Sevilla com a moral de ser desejado por Sampaoli. Não foi bem e acabou no nanico Amiens, da França, emprestado nesta temporada. Lá, pouco fez: nesta temporada foram 13 jogos, seis como titular nenhum gol marcado. O time luta nas últimas posições do campeonato.

Um clipe de melhores momentos de Ganso é uma delícia de se ver. Passes milimétricos, um olhar preciso sobre todos os atalhos do campo, habilidade com os pés e muita elegância.

E a impressão de que o jogador enfeitiça quem o assiste, como se fosse capaz de reproduzir lances desta natureza durante 90 minutos de todo jogo. A verdade é que há partidas em que a bola nem chega muito até ele. E Ganso se torna um jogador muitas vezes apagado.

O mais impressionante é a capacidade que ele tem de mexer com a fantasia das pessoas. Não se fica indiferente a Ganso. Mais do que isso: muita gente acredita que ele ainda pode ser o jogador que sempre se imaginou que ele pudesse ser.

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Curso da CBF x Futevôlei do Renato

Eduardo Tironi
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"Nada contra o curso, mas não vou abrir mão das minhas férias".

Foi dessa forma que Renato Gaúcho falou de suas prioridades para este fim de ano. Entre o curso de treinadores da CBF (agora obrigatório) e o futevôlei, não teve um segundo de dúvida.

Renato tem as suas razões, que explicou muito bem: passa o ano trabalhando e, merecidamente, quer desfrutar de seu tempo de lazer quando a temporada termina.

O treinador revelou um acordo com a entidade para “fazer” o curso do jeito dele e, assim mesmo, adquirir a permissão para treinar clubes da Série A. O combinado consiste em dar uma passada algumas horas em alguns dias durante o período do curso e tudo certo.

Sua atitude não deixa de ser desmoralizante para a CBF, que quer pintar um quadro de excelência em um ambiente bem longe disso. Acaba obrigada a ceder para que um dos principais treinadores do país mostre sua cara no seu curso de alguma forma.

O mico dá a chance de a entidade rever um ponto: o período presencial do curso. É realmente necessário que seja realizado no fim do ano, quando estão todos esgotados e precisando de descanso? Não seria mais interessante criar módulos presenciais espalhados ao longo do ano?

Outro ponto importante: o curso precisa ter resultados práticos aos olhos do torcedor. A médio prazo pelo menos, ele precisa ver times melhores treinados, ideias de jogo modernas e interessantes. O diploma não pode ser apenas uma obrigação, ele tem de melhorar o jogo. E isso não significa desprezo ao conhecimento, como está tão em moda no Brasil atualmente. Significa conhecimento que resulte em algo prático e positivo.

Hoje, Renato Gaúcho pode abrir mão de curso, curtir a praia e fazer do Grêmio um dos times no Brasil com proposta de jogo das mais interessantes. Por enquanto, ele pode falar que o bom aluno é avaliado pelos seus currículo. Foi o que ele disse na divertidíssima entrevista que deu na porta da CBF nesta quinta-feira.

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O melhor é que a final da Libertadores nunca aconteça *

Eduardo Tironi
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Monumental de Nunez, local onde não ocorreu a final da Libertadores
Monumental de Nunez, local onde não ocorreu a final da Libertadores ESPN.com.br

A final da Libertadores de 2018 entre River Plate e Boca Juniors não deveria acontecer nunca mais. Seria a melhor solução. Não como punição a quem quer que seja, mas do ponto de vista do que ela poderá se transformar a partir de uma decisão como essa.

Uma final deste tamanho e que nunca aconteceu abre um leque de opções infinitas. Livros serão escritos, documentários serão filmados, todos os amantes do futebol terão uma história para contar sobre o jogo que não teve apito inicial.

O número de pessoas que no futuro vai declarar “eu estava lá no Monumental de Nunez!” aumentará exponencialmente, como no Maracanazzo ou no lendário primeiro treino do Maradona. Mentira, claro... mas até isso aumenta o mito em torno do jogo.

Se algo nunca aconteceu ele não é realidade. Assim, cada pessoa da face da Terra poderá escolher o desfecho que mais lhe convém, sua verdade particular. O torcedor do River vai acreditar que em casa seu time não deixaria escapar o título. O do Boca vai achar que depois do atentado ao ônibus os jogadores entrariam em campo como leões e nada os deteria. Brasileiro que tem birra de argentino vai ter certeza de que o jogo seria horrível e o europeu vai dizer que o fulano de tal arrebentaria e acabaria contratado por um clube milionário do seu continente.

Parece claro que realizar este jogo virou um estorvo. Os dirigentes sul-americanos são incapazes de resolver quando e onde ele poderá acontecer. Nada melhor do que fazer do limão uma limonada: não determinar um fim para esta história faz com que ela permaneça viva eternamente.

* Caro leitor, encare este texto com a ironia e a leveza que ele deve ser encarado.


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A hegemonia do Palmeiras

Eduardo Tironi
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Em 2008 o São Paulo terminou o ano campeão brasileiro pela terceira vez seguida. Ali, estava desenhada uma hegemonia: o Tricolor seria o Bayern de Munique tupiniquim e reinaria “soberano” nos nossos gramados.

Em 2012 o Corinthians foi campeão mundial e seu presidente decretou: em cinco anos o maior adversário do clube seria o Real Madrid.

Em 2013 o Flamengo conquistava a Copa do Brasil logo na chegada de uma administração que decidiu sanear o clube financeiramente. A previsão era a de que a partir de 2016 o Rubro-Negro dominaria o país.

Como você e eu sabemos bem, nada disso aconteceu. O São Paulo hoje vive uma fila de títulos e tem uma administração caótica no futebol, bem como fora dele. Teve até impeachment de presidente no meio do caminho.

O Corinthians está enterrado numa dívida enorme para pagar seu estádio. Verdade que nos últimos anos foi o maior papa-títulos do país. Mas não virou o Real Madrid e este ano lutou para não ser rebaixado.

O Flamengo de fato encolheu significativamente suas dívidas, aumentou seu poder de compra, mas os títulos não vieram. A atual administração ficou conhecida como a que transformou o Fla em um time que amarela nos momentos decisivos.

Domingo o Palmeiras faturou mais um título brasileiro. Desde 2015 são três títulos nacionais relevantes. Nas categorias de base, o Verdão tem conquistado muita coisa. O estádio é um sucesso absoluto, o patrocinador ajuda financeiramente e hoje o Verdão é o clube mais rico do país. Além de muito bem administrado.

Ninguém tem um elenco tão farto como o Palmeiras, que conseguiu disputar três competições importantes simultaneamente, brigar por todas e conquistar uma das mais difíceis (o Brasileiro disputado em pontos corridos).

A conversa agora é a de que a hegemonia verde está desenhada. Rico, com um estádio lindo e moderno, com um elenco estrelado, treinador vencedor, divisões de base azeitadas, ambiente político razoavelmente pacificado.

As chances de uma hegemonia nacional são boas. Mas é sempre bom aguardar porque os voos dos clubes brasileiros até hoje foram menores do que a previsão. Não se pode duvidar da capacidade de cartolas brasileiros destruirem coisas rapidamente.

Cabe ao Palmeiras quebrar esta rotina.

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O espírito vai matar a Libertadores

Eduardo Tironi
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Não dá para negar que “a maior final de Libertadores da história”, aquela que seria a síntese do que é a competição internacional, cumpriu a sua missão: entregou exatamente o que ela é.

Violência, jogadores do Boca Juniors feridos, adiamento da partida, muitas informações desencontradas e imagens deprimentes para se dizer o mínimo. Alguns dão a isso o nome de “espírito de Libertadores”. Mas pode ser entendido como selvageria e só.

A decisão entre dois gigantes sul-americanos poderia ser uma oportunidade de se mostrar ao mundo que os tempos são outros. Mas serviu para mostrar exatamente o contrário: se tem alguma coisa que a organização do futebol no continente sul-americano não falha é na possibilidade de escancarar como fazemos tudo errado e como ligamos muito pouco para a civilidade. Tudo em nome do “espírito da Libertadores”.

O tal “espírito de Libertadores”, que cinicamente serviu como marketing ao longo dos anos para mostrar que na América do Sul jogamos com alma, pode ser seu principal veneno, se não sua pá de cal.

A quem interessa que o futebol do continente siga visto como um ambiente de selvagens? A patrocinadores inteligentes certamente não.

Ou a Libertadores muda ou vai morrer. Sem direito a que seu espírito suba ao céu.

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Tite não tem medo de crítica

Eduardo Tironi
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Nunca na história da Seleção Brasileira alguém teve tanto apoio como Tite teve antes, durante e até depois da Copa do Mundo da Rússia. Quase a totalidade da imprensa esteve ao seu lado, contestando muito pouco convocações e o desempenho do time.

Após a derrota para a Bélgica nas quartas-de-final, uma das primeiras perguntas a ele no pós-jogo foi quase um pedido para que ele permanecesse no cargo. Tite teve o privilégio de seguir no comando do time mesmo após um fracasso, algo inédito na história do futebol brasileiro.

Parte do pequeno grupo de jornalistas que fez críticas duras a Tite na Copa do Mundo é da ESPN. Na TV foi falado que ele foi dominado pela Bélgica em boa parte do jogo da eliminação e que mesmo México e Suíça criaram problemas ao time brasileiro. E ainda que ele fracassou na missão de domar Neymar.

Esta semana, Tite esteve nos estúdios da ESPN para gravar o Bola da Vez. Não recusou o convite, não impôs restrição a nenhum entrevistador. Foi solícito, elegante e simpático com toda a equipe dos canais.

Tite respondeu a todas as questões, inclusive as mais duras, de forma serena. Sem levantar a voz, sem rodeios, sem desqualificar perguntas e perguntadores.

Parece o óbvio, mas não é. Há muita gente que desqualifica o trabalho de jornalistas, a não ser que eles sejam dóceis e pouco contestadores. É imenso o número de pessoas (em todas as áreas) que se recusa a ser entrevistado por determinados veículos ou jornalistas específicos porque sabem que terão de responder a perguntas duras e incômodas. Mesmo que sejam perguntas e críticas legítimas.

Tite não é assim e dá um grande sinal de ter a noção exata do cargo que ocupa, a de treinador da Seleção Brasileira. Sabe que deve satisfação ao torcedor brasileiro e não a este ou aquele jornalista.

Seria muito bom se mais personagens do futebol (e da sociedade em geral) tivessem a postura de Tite.

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D'Alessandro vira líder fora de campo. Nenê faz o contrário

Eduardo Tironi
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A capa do jornal "Zero Hora" de Porto Alegre desta segunda-feira estampa uma foto grande de D´Alessandro beijando o escudo do Internacional na sua camisa. Dentro da foto, ao lado dele, o título “Ele decide”. Assim tem sido com o ídolo colorado nos últimos tempos. E não necessariamente dentro de campo.

Recentemente foi visto no alambrado atrás de um gol, sem chuteira, apoiando o time aos berros.

D`Alessandro é o caso do jogador que está perto do fim da carreira e que tem o entendimento preciso de como pode continuar sendo relevante a um grupo mesmo sem pisar no gramado em todas as partidas.

Neste domingo Nenê não foi a campo no empate com o Flamengo. Assim que o jogo acabou, pegou suas coisas e se mandou do Morumbi, com cara de poucos amigos.

Pode ter ficado irritado por não ter sido aproveitado no jogo, mas ter sido aproveitado para a encenação feita por Diego Aguirre antes de a bola rolar. O treinador levou doze jogadores (Nenê entre eles) para o aquecimento que os times fazem no campo antes da entrada em oficial.

Entendo que não tinha espaço para ele na partida, mas esta é uma outra questão.

Fato é que a atitude do jogador foi mais um ingrediente no caldeirão de problemas que se transformou em São Paulo no segundo turno do Brasileirão. O time que está se esforçando no limite para não perder a quarta colocação no campeonato agora tem outra questão para ser resolvida.

Não é possível comparar a idolatria de D´Alessandro no Internacional com a de Nenê no São Paulo. Um tem uma longa história de dedicação ao Colorado. O outro chegou este ano depois de passagem por outros grandes clubes do Brasil.

É injusto também dizer que Nenê não foi útil ao Tricolor. Fez um ótimo primeiro turno, no momento em que o São Paulo virou líder do campeonato. Seu rendimento caiu com o time na segunda etapa.

Mas há outro tipo de colaboração que jogadores mais experientes podem dar a um time. O próprio Nenê foi positivo para o ambiente quando o time vinha bem no Brasileiro. Um dos líderes do elenco, uniu o grupo, deu destaque a Reinaldo, que era muito introvertido até outro dia e ajudou para que o jogador se soltasse, por exemplo.

Um jogador do tamanho e currículo importante como Nenê (jogou em grandes times do Brasil e teve interessante passagem pela Europa) tem muito a contribuir com um time. Não necessariamente dentro de campo.

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Decisão da Conmebol prejudica todos. Até o River

Eduardo Tironi
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O River Plate foi muito melhor do que o Grêmio na partida de volta da semifinal da Libertadores. Teve a seu favor até um pênalti, daqueles que só o VAR enxerga. Ainda assim é impossível falar em injustiça “futebolística” naquela partida.

Sei que aqui mesmo neste espaço coloquei em discussão o VAR no segundo gol argentino. Não pelo pênalti não ter existido, mas para colocar luz sobre a utilização da nova ferramenta. Quanto à justiça, não há o que discutir olhando o que aconteceu dentro das quatro linhas.

Ocorre que fora delas o treinador argentino simplesmente não tomou conhecimento de uma punição aplicada pela Conmebol, desceu no vestiário no intervalo, orientou seu time e o River foi à final.

É muito difícil determinar o quanto a presença dele no vestiário influenciou em campo. É diferente quando um jogador suspenso atua sem condições legais porque, neste caso, estamos vendo suas ações. Quanto ao que acontece no vestiário, só podemos supor que a forma como ele agiu levou o time a vencer a partida.

Mas havia uma determinação da Conmebol, solenemente ignorada. Ontem, a entidade levou a público a decisão sobre o caso e aplicou uma multa e uma suspensão. Apenas ao treinador.

Esportivamente seria injusta a presença do River, vencedor no campo, na final? Seria justo levar à decisão o Grêmio, inferior no confronto dentro de campo?

Neste caso, é muito difícil decretar com toda a certeza qual valor é maior: o esportivo ou o legal.

Fato é que a decisão da Conmebol é um prejuízo para várias partes: à entidade, que mais uma vez é colocada sob suspeita. Ao Grêmio, que se viu fora da decisão contra um rival que descumpriu uma regra. À Libertadores, que tem a sua imagem mais uma vez relacionada a desorganização, vale-tudo, desonestidade, bastidores…

E, por incrível que pareça, de certa forma ao River Plate, que dentro de campo mostrou ser um time melhor do que o Grêmio. Mas sua classificação terá um asterisco eterno.

No programa 'Futebol na Veia', o assunto foi tema de debate:

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Palmeiras, rei no Brasileiro, cai em jogo mais exigente da Libertadores

Eduardo Tironi
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O Palmeiras, que não vê adversários pela frente no Brasileiro desde que Felipão pisou na Academia, foi eliminado pelo Boca Juniors da Libertadores.

Exceto no começo do segundo tempo do jogo desta quarta-feira, quando fez dois gols e deixou o time argentino momentaneamente perdido em campo, o Palmeiras em nenhum momento dos dois confrontos conseguiu ser melhor do que o seu adversário.

O time que varre adversários no Brasileiro sem muita cerimônia e muito provavelmente será campeão dentro de algumas rodadas em território nacional, não fez frente a um Boca Juniors de camisa imensa como sempre, mas time nem tanto.

O que nos leva a refletir sobre o futebol que jogamos por aqui. O Palmeiras não tem um elenco inferior ao Boca, mas enquanto organização é pior e isso ficou muito claro nos dois confrontos.

Nesta quarta, apesar do momento de euforia com os dois gols, taticamente não foi um Palmeiras inventivo quando precisou. A saída para o ataque sempre tinha que procurar Dudu e só Dudu. Pouca troca de passes, pouca penetração, muito jogo vertical e aéreo.

É pouco. Muito pouco. E não por ser o Palmeiras. Outros times brasileiros poderiam praticar outro tipo de jogo, mas temos nos contentado com um estilo a maioria das vezes simples demais e que não encontra saídas quando é mais exigido.

No Brasil, elencos qualificados podem ganhar jogos. Fora da nossa fronteira, é preciso mais. E neste momento não parecemos ter.

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Grêmio foi amassado pelo River e caiu, mas o VAR virou um caça-pênaltis

Eduardo Tironi
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O Grêmio joga o futebol mais agradável de se ver no Brasil. É um dos únicos times brasileiros que tenta se impôr sobre os seus adversários tendo a bola no pé, criando, empurrando os rivais para o seu campo, buscando incessantemente o gol.

Não foi este o time que se viu na Arena do Grêmio na noite desta terça-feira. Pelo contrário: o time de Renato Gaúcho foi engolido pelo River Plate no primeiro tempo e ter saído de campo vencendo por 1 a 0 foi daquelas coisas que o futebol só consegue explicar pela frase batida “quem não faz toma.”

A virada sofrida nesta terça-feira, com um gol de pênalti marcado com o VAR (mais sobre o VAR abaixo) foi absolutamente justa. Em 90 minutos, o River foi muito superior em um tempo e levemente inferior no segundo.

No jogo de ida, fora de casa, o Tricolor conseguiu jogar muito melhor, mas mesmo assim, fugindo de certa forma de sua característica, ao não ter mais posse de bola do que seu adversário.

O time estava desfalcado nas duas partidas, é verdade. Mas foi incapaz de seguir o padrão que o levou ao título sul-americano em 2017.

Como aquele que é considerado o time que pratica o melhor e mais moderno futebol no Brasil é subjugado desta forma? Isso é preocupante não só para o Grêmio, mas para o futebol brasileiro.

CAÇA AO PÊNALTI

Sou a favor do VAR. Acho que trará mais justiça ao jogo sem dúvida. Mas ele precisa de ajustes. O pênalti marcado contra o Grêmio existiu na letra fria da regra. Só que este é um detalhe em um esporte totalmente diferente do que qualquer outro como é o futebol.

Até que o VAR entrasse em ação, não havia uma só reclamação dentro de campo sobre irregularidade. Ninguém viu. Sem o toque de mão (só visto em uma sala fechada com várias pessoas e inúmeros recursos de vídeo) a bola não entraria no gol, nada teria acontecido.

Em outros esportes, atletas ou treinadores pedem a ação do VAR e então ela acontece quando eles enxergam alguma irregularidade. No futebol, em uma sala fechada, alguns sujeitos passam o tempo caçando pênaltis. Na letra fria da Lei, mais fria do que a sala com ar-condicionado, está correto. Mas para um melhor andamento do jogo, é uma questão que entendo que deva ser discutida e aprimorada.

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