Falidos, estaduais poderiam durar 1 mês e ser o encerramento do ano no Brasil

Bruno Guedes
Bruno Guedes

Noves fora dirigentes de federações e a maioria dos lideres de clubes, todo mundo passa boa parte do tempo pensando em como o calendário do futebol brasileiro pode ser melhor. A reflexão passa, é claro, pela perda de tempo que são os estaduais disputados da forma atual, tomando muitos mais meses do que o necessário, com inúmeros jogos inúteis.

Tradicionais, as competições regionais já não fazem sentido nestes moldes. Ano após ano, ainda surgem invencionices, que tornam as coisas mais complicadas, vide o Campeonato Carioca, com semifinais e finais de turno que nada valem. Em geral, nos estados onde há duas forças muito maiores que as demais, o torneio se tornou uma mera procissão, de 12, 14, e até mais jogos, a espera do clássico na final.

Reginaldo Pimenta/Raw Image/Gazeta Press
Diego Flamengo Fluminense Final Taça Guanabara 05/03/2017
No Rio, Fla e Flu fizeram um dos muitos clássicos quase sem valor deste estadual

Eu também já me debrucei em uma proposta de calendário para nosso futebol, sem e com estaduais incluídos. Na minha cabeça, a Série A teria 20 times, a B contaria com 24, e a C seria disputada por 32 equipes. O quarto nível, em um primeiro momento, seria o último, com todos os demais clubes profissionais do país, em competição regionalizada.

Dentro desse cenário, os estaduais viriam depois do Brasileirão e durariam, no máximo, cinco semanas. A ideia é torná-lo uma grande festa de encerramento da temporada, com ingressos a preços populares, algo cada vez mais raro nas principais competições do país e do continente, onde imperam os planos de sócio-torcedor, por exemplo.

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Do Oiapoque ao Chuí, seriam oito participantes em cada regional, sendo eles, os melhores de cada estado no recém-terminado campeonato nacional, divisão por divisão. Os concorrentes seriam divididos em dois grupos, jogariam em turno único. Os dois primeiros avançariam às semis, cujos vencedores fariam a decisão.

Em uma projeção sobre o ano de 2017, o Paulistão teria Corinthians, Palmeiras, Ponte Preta, Santos e São Paulo, da Série A, Guarani e Oeste, da B, além do melhor entre Botafogo, Bragantino, Mogi Mirim e Sâo Bento, da C. O Carioca contaria com Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Macaé e Volta Redonda, mais os dois melhores entre Bangu, Boavista e Portuguesa.

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No Mineiro estariam Atlético, Cruzeiro, América, Boa, Tombense e Tupi, além dos dois melhores entre Caldense, URT e Villa Nova. O Gaúchão seria composto por Grêmio, Brasil de Pelotas, Inter, Juventude, Ypiranga, Novo Hamburgo, São José e Sâo Paulo. Em um sistema com Série D mais ampla, claro que a configuração mudaria, pois mais times poderiam disputar as últimas vagas nos estaduais, além de outras minúcias.

Em suma, o que se quer dizer é que é possível fazer um estadual mais enxuto, ocupando menos datas e tendo mais jogos relevantes. Isso claro, se a ideia seguir sendo de não abrir mão da existência destas competições. Basta boa vontade, mas também é preciso colocar de lado o velho clientelismo na relação entre federações e clubes. E sempre é bom ressaltar: a necessidade de mudança é urgente.

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Matemática do Carioca: Bota e Vasco podem cair na Taça Rio e ir às semis do Carioca

Bruno Guedes
Bruno Guedes

Se a Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca, acabasse hoje, Botafogo e Vasco estariam fora das semifinais, o Alvinegro por ser terceiro colocado no grupo B, e o Cruzmaltino por ocupar a quarta posição do C. Levando-se em conta a situação atual nas tabelas, a queda nesta etapa não significaria a eliminação na competição para ambos, devido ao exótico regulamento, que pode até fazer uma torcida comemorar o título de arquirrival.

Vitor Silva/SSPress/Botafogo
Botafogo, Montillo, Vasco, Nenê, Taça Rio, Campeonato Carioca, Estádio Nilton Santos, 2017
Botafogo de Montillo, e Vasco de Nenê podem cair juntos na Taça Rio e avançar juntos às semifinais

Os campeões de cada turno, mais os dois times de melhor campanha, levando-se em conta as partidas dentro dos grupos B e C, se garantem nas semis do Carioca. O Tricolor, que levou a melhor na Taça Guanabara, já está lá. O Flamengo, mesmo que nem passe desta fase atual da Taça Rio, também carimbou passaporte por ter 25 pontos no geral, sendo o time que mais pontuou até o momento. A equipe da Gávea tem  dez pontos a mais que o terceiro colocado na classificação geral.

Fora da zona de classificação no segundo turno, mas, logo atrás de Fla e Flu na tabela acumulada, o Vasco está em situação um pouco mais confortável. Se vencer os dois compromissos restantes, contra Boavista e Nova Iguaçu, assegurará vaga nas semis do campeonato. Na Taça Rio, Nenê e companhia só conquistaram seis pontos, aparecendo atrás do time das Laranjeiras (nove pontos), da Portuguesa (sete) e do Volta Redonda (seis).

O Botafogo, por sua vez, ocupa a terceira posição no grupo C, com sete pontos, atrás de Flamengo (dez pontos) e Nova Iguaçu (sete). Na situação atual das tabelas das chaves e geral do campeonato, o Alvinegro da Estrela Solitária dependeria do título de um dos dois já classificados às semis para conseguir avançar como segundo colocado no índice técnico. Hoje, Nova Iguaçu e Portuguesa, vice-líderes na Taça Rio, seriam as equipes que poderiam impedr a classificação do Fogão, sendo campeões do segundo turno.

Vale lembrar que a equipe comandada por Jair Ventura não conseguiu se classificar na Taça Guanabara, ficando na terceira colocação de sua chave. A segunda eliminação precoce, no entanto, não impediria a possibilidade de garantir presença entre os quatro finalistas do Carioca, de acordo com o regulamengo da competição.

Nas duas rodadas, especialmente, por as equipes dos dois grupos estarem se cruzando, há possibilidade de muitas mudanças ainda. O Resende, por exemplo, com quatro pontos na Taça Rio, ainda pode ir às semifinais e se manter vivo no campeonato. O Madureira, já fora do segundo turno, está a apenas três pontos do Botafogo no geral, então, segue sonhando em estar na briga pelo título.

No futebol carioca, além de torcer pelo seu time de coração, é bom estar em dia com a matemática para não errar nas contas.

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Vasco precisa pensar em dezembro para fazer mudanças já em março

Bruno Guedes
Bruno Guedes

"O Vasco vai para as cabeças", com essa frase, Eurico Miranda traçou a Taça Libertadores como objetivo para o clube na temporada 2017, em entrevista ao Bola da Vez. A eliminação na Copa do Brasil, nesta quinta-feira, após derrota para o Vitória, não anula a possibilidade de alcançar isso, pois, sabe-se que o dirigente fala do Brasileirão, devido a montagem tardia do elenco. A interrogação sobre o rendimento da equipe, no entanto, é válida, já que não houve um resultado positivo, sequer, contra equipe de maior expressão neste ano.

André Fabiano/Código19/Gazeta Press
Cristóvão Borges ainda não conseguiu uma sequência de bons resultados com o Vasco
Cristóvão Borges vem sendo contestado desde o anúncio de sua contratação pelo Vasco

O Gigante da Colina pode render mais, é um fato, já que Gilberto, Kelvin e Muriqui ainda podem jogar muito mais do que mostraram até o momento, Wagner tem potencial para se tornar peça importante, ao menos, para o decorrer das partidas, Luís Fabiano chegará ao condicionamento físico mínimo para atuar, Nenê tem capacidade para reencontrar o bom futebol e por aí vai. A grande questão é se Cristóvão Borges conseguirá fazer isso tudo,

Eurico banca Cristóvão Borges e garante: 'O Vasco vai para a Libertadores; quem viver, verá'

O treinador chegou a São Januário um dia após a tragédia com a Chapecoense. O anúncio passou quase despercebido e, a impressão, é de que a intenção era essa mesmo, já que não se tratava de alguém que agradava o torcedor. Desde o início do trabalho, em janeiro, e as primeiras partidas, na Florida Cup, pouco se percebe de evolução no time, derrotado por Corinthians, Fluminense, Flamengo, Vitória e Volta Redonda, que já tropeçou no Macaé e sofreu para vencer Santos, do Amapá, Portuguesa, da Ilha do Governador, entre outros.

No futebol brasileiro, técnicos são demitidos com mais frequência do que o bom senso indica, no entanto, o Vasco vai por um caminho perigoso, que lembra muito a última passagem de Celso Roth, em 2015, quando a diretoria bancou a permanência, apesar dos resultados ruins e do mau futebol apresentado. Para piorar, como já era visto desde meados de 2016, a equipe se arrasta em campo, especialmente, nas retas finais de partidas. É inadimissível um clube de Série A correr menos do que os pequenos do Carioca.

Eurico: 'Em todo esse meu tempo de futebol, só torço pelo Vasco, e torço para o Flamengo perder'

Claro que, o Gigante não pode ser refém de mudanças de comando, apenas. Ano após ano, se aposta em novos treinadores para "chacoalhar" o ambiente, o que mostra falta de planejamento, de existência de uma filosofia de trabalho. Contudo, pela relação com a torcida, por se tratar ainda do começo da temporada e, esquecendo a afirmação do presidente, entendendo que o Vasco começará o Brasileiro pensando em não cair, a saída de Cristóvão parece ser mais do que necessária, assim como a reavaliação sobre cada profissional envolvido com o futebol do clube.

Março está mais perto de dezembro do que se imagina. A nau cruz-maltina não pode esperar muito tempo para ter o rumo corrigido.

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Ninguém mais pode duvidar do Botafogo

Bruno Guedes
Bruno Guedes

- O Botafogo será rebaixado com sobras no Campeonato Brasileiro.
- Ficar na metade de cima na tabela é muito para o Botafogo.
- O Botafogo acabará morrendo na praia na briga para ir à Libertadores.
- Colo-Colo, Independiente del Valle, Olimpia: um desses eliminará o Botafogo.

De um ano para cá, você deve ter ouvido alguma destas afirmações, aliás, é bem provável que tenha escutado todas elas, em diferentes momentos. Não é preciso que ninguém diga que o time da Estrela Solitária destroçou análises, ignorou o pessimismo, muitas vezes vindo da própria torcida, e, dessa forma, estreará nesta terça-feira, às 21h (de Brasília), na fase de grupos do principal torneio do continente, encarando o Estudiantes, da Argentina.

Satiro Sodré/SSPress/Botafogo
Botafogo terá estádio lotado contra o Estudiantes-ARG
Botafogo estreará na fase de grupos da Libertadores contra o Estudiantes, da Argentina

É bem verdade que pouca gente vê façanha no que o Botafogo vem fazendo nos últimos meses. Sempre se prefere colocar o próximo desafio como intransponível, quando o anterior é superado. Até por isso, a primeira partida dos comandados de Jair Ventura na Libertadores vem ganhando proporções diferentes ao jogo inicial de outros brasileiros particiantes.

Em meio a comemoração por entrada no G-11, por badalação de contratação vinda da segunda divisão do Campeonato Chinês, a equipe de General Severiano segue ofuscada, ganhando menos destaque. Em um futebol definido pela lógica de mercado, em que exposição na mídia reflete em mais receitas, o clube já entra derrotado, em meio a uma concorrência desigual, em que o nada é notícia, às vezes.

A história desse Botafogo é tão grande, que o maior ídolo da atualidade, Jefferson, se machucou, ficou mais tempo fora do que se esperava e deu espaço para que outro goleiro, Gatito Fernández, se agigantasse e virasse herói de classificação. Camilo, por sua vez, virou mais do que o queridinho da torcida, virou Mito. Rodrigo Pimpão, diante de suas limitações, se tornou um símbolo, ao encarnar o verdadeiro espírito da Libertadores, que não é o da briga, do dedo na cara de rival, mas sim o da entrega incansável.

Jair Ventura quer bons resultados em casa para avançar às oitavas da Libertadores

Não pense você que, subverter a lógica, derrubar favoritos, contrariar críticos, gere oba-oba. Pelo contrário, afinal, a torcida alvinegra exerce com maestria o sagrado direito de cornetar e já sobrou para diretoria, técnico, jogadores e até para o departamento médico nos últimos meses. É um direito de quem vem empurrando o time em campo, dos que foram 40 mil contra o Colo-Colo e 30 mil contra o Olimpia.

A partir de hoje, fica o convite para que vejamos o Botafogo com outros olhos, não mais com os da dúvida. O time que estreia hoje na Libertadores pode não ser brilhante, não tirar 10 em jogo bonito, mas é um dos mais organizados do país. Nele, Carli virou um zagueiro de respeito, Aírton um volante que esqueceu as pancadas e passou a jogar bola, Montillo vai se esforçando para encontrar espaço e por aí vai,.

É claro que apostar no Alvinegro como campeão da competição parece loucura. Obviamente, não se trata de algo realista no momento, aliás, se cair na fase de grupos, não haverá demérito e as expectativas já terão sido superadas. Pode se afirmar, com absoluta certeza, no entanto, que não é mais possível duvidar desse Botafogo.

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Traficantes de drogas já intervieram em guerra de torcidas no Rio

Bruno Guedes
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O Ministério Público e a Justiça do Rio de Janeiro estão tentando encontrar uma solução para colocar fim a violência entre torcidas organizadas no Rio de Janeiro. A proposta mais recente é de limitar a presença nos estádios, durante clássico, a uma torcida. O que pouco se sabe é que até mesmo traficantes de drogas já tiveram que intervir para colocar fim a um confronto histórico entre duas organizadas do Vasco.

"Em 2006, dois grupos brigavam em todos os jogos que aconteciam em São Januário. Foi assim até o tráfico da Barreira (do Vasco) mandar parar. Era isso, ou eles iriam entrar no meio", contou um ex-integrante de facção cruz-maltina.

A pressão dos criminosos veio pelo temor de um aumento da presença da polícia na região. O ultimato dos chefes do crime organizado que atuavam em comunidade que ocupa o entorno da Colina acabou apaziguando ânimos, evitando um banho de sangue, já que as ameaças eram de ação extremamente violenta. O caso ajuda a mostrar que a solução vai muito além da torcida única nos estádios de futebol, não só no Rio, mas em todo o Brasil.

"Nessa hora, cada um sabe com quem tá brigando: Não é um time contra outro. É sim um grupo enfrentando outro", afirmou um torcedor, lembrando que os confrontos acontecem por interesses que vão além da "defesa" do clube de coração, conforme este blog mostrou em postagem recente.

Brigas entre torcidas cujos integrantes torcem para o mesmo clube já foram registradas em todos os quatro grandes do Rio. Em 2011, por exemplo, depois de jogo pela última rodada do Campeonato Brasileiro, membros de duas organizadas do Flamengo transformaram o acesso a estação de trem do Engenho de Dentro em praça de guerra.

Quem queria voltar para casa naquela noite ficou impedido por mais de uma hora. A população alheia ao jogo também não conseguiu utilizar o meio de transporte. Além das brigas, a polícia foi dura na repressão, com cavalaria e bombas de efeito moral, o que aumentou a sensação de pânico.

Outro torcedor, que já viveu a tensão de estar em emboscada e presenciou diversos confrontos em estádios, afirma que nem mesmo a decisão de suspender organizadas, proibindo membros de se reunirem e estarem uniformizados, teve efeito positivo na tentativa de reduzir a violência.

"Tirar o uniforme deles, só vai piorar, porque vão continuar se encontrando nos bairros, a porrada vai comer e sem identificação de organizada, ninguém vai poder falar que é da torcida", avalia.

Na semana passada, em meio a definição do local do clássico entre Fluminense e Flamengo, pela final da Taça Guanabara, o Ministério Público sugeriu a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelos grandes clubes do Rio.

Na proposta, haveria multa de R$ 3 milhões em casos de brigas que resultem em lesão corporal grave ou morte. Além disso, a torcida da equipe envolvida no caso de violência ficaria impedida de estar no estádio nos três clássicos seguintes. A princípio, os dirigentes do quarteto não enxergam o TAC, nestes termos, com bons olhos.

Até o momento, de acordo com decisão judicial, os clássicos da cidade seguem devendo ser disputados com torcida única.

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A (quase) silenciosa guerra de organizadas no Rio contada por quem está dentro dela

Bruno Guedes
Bruno Guedes
Veja imagens da confusão entre torcidas de Fla e Botafogo e a polícia

12 de fevereiro de 2017
O entorno do Estádio Olímpico Nílton Santos se torna uma praça de guerra. Antes do clássico entre Botafogo e Flamengo, organizadas dos dois clubes entram em confronto. Diego Silva dos Santos, de 28 anos, é baleado no peito e morre. As brigas no entorno da casa alvinegra são comuns, mas, dessa vez, a confusão foi quase toda filmada.

7 de setembro de 2016
Integrantes de organizadas de Botafogo e Fluminense promovem conflito em uma movimentada rua da zona sul do Rio de Janeiro, em dia de clássico pelo Campeonato Brasileiro. O jogo aconteceria bem longe dali, na Ilha do Governador, na zona norte. A briga, previamente marcada, teve ares de emboscada, já que a torcida alvinegra contou com apoio de uma facção vascaína para surpreender numericamente os tricolores.

Agosto de 2015
Membros de uma torcida organizada do Flamengo saem de Vigário Geral, na zona norte do Rio de Janeiro, em direção ao município vizinho de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O objetivo do grupo era dar o troco em uma agressão anterior, sofrida por um dos integrantes da facção rubro-negra após um clássico e cujo responsável seria um membro de grupo vascaíno.

Março de 2010:
Após anos de "reinado", levando a melhor em brigas dentro e fora do Rio, facção de torcedores do Vasco é alvo de ação supostamente coordenada na Avenida Brasil, na altura da Penha, na zona norte da cidade. O ataque acabou com um certo retrospecto de "vitórias" contra adversários. Por outro lado, estancou um histórico de divisão entre as próprias organizadas cruz-maltinas, que se aliaram como forma de auto-defesa.

Neste exato momento:
Por todo o Rio de Janeiro, na saída de uma escola, em um bar, em um baile funk, uma briga que estiver acontecendo pode ter relação com bandidos presentes em algumas torcidas organizadas, mesmo que ninguém esteja vestindo uma camisa de clube. Na maioria das vezes, não haverá boletim de ocorrência, notícia na imprensa, já que são capítulos de uma guerra silenciosa, que ficam mais possíveis de se conhecer a partir de relatos de atuais e antigos integrantes destes grupos.

Gazeta Press
Houve confusão do lado de fora do Engenhão
Briga entre torcidas antes de clássico entre Botafogo e Flamengo deixou um morto no domingo

E foi isso que fiz nos últimos meses, garantindo que seria dado anonimato a quem falasse. Os detalhes mostram uma estrutura mais complexa do que conhecemos, e também que o estádio, o próprio futebol, são elementos menores, apenas um pano de fundo em um cenário que também envolve crime organizado, tráfico de drogas e até política.

"Tem muito bandido ali, que não está nem aí para futebol. Seria bandido ali ou em qualquer outra situação, com qualquer outro grupo, só que ele se aproveita", afirmou um ex-integrante de uma das maiores facções do Vasco.

As brigas, que não envolvem todas as organizadas, é bem verdade, estão longe de serem casuais, mas também não são meros conflitos armados pelas redes sociais. Cada torcida organizada tem um núcleo, família ou setor regional, que é praticamente independente. Estes grupos se deslocam em dias de jogos, de um bairro ao outro, ou até mesmo de uma cidade vizinha. Estão prontos para o confronto, mas, muitas vezes, também são alvos fáceis. O controle desses grupos, além disso, gera reação dura das forças de segurança.

Com pouco policiamento, torcidas se enfrentam no entorno do Engenhão antes de clássico

"A gente passava por cima da linha do trem. A polícia segurava todo mundo no viaduto, para ninguém passar para o outro lado (da torcida adversária). Batiam muito na gente", conta um torcedor, relatando uso de força para evitar confrontos no entorno do principal estádio carioca.

Emboscadas são constantes e estão contidas em uma série de táticas de guerrilha. Um entrevistado relatou ataque com armas de fogo, contra grupo de torcedores que estavam na passarela que ligava a Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, ao estádio do Maracanã. O corre-corre generalizado provocou pânico a quem não tinha nada a ver com a história, conforme mostram imagens publicadas no Youtube.

Alexandre Loureiro/Inovafoto/Gazeta Pres
Torcedores do Vasco encaram polícia em jogo contra o Flamengo
Torcedores do Vasco encaram polícia em clássico com o Fla

O "bonde", como é chamado o grupo de uma torcida que atravessa bairros a pé, é uma verdadeira tropa, pronta para uma guerra. Paus, pedras, socos ingleses, entre outros artefatos são utilizados, para caso de um possível confronto. Além disso, estes grupos, normalmente, têm escolta armada, feita por próprios integrantes, que vão a frente, para saber se há "adversários" no caminho e avaliar quantos são e se é possível enfrentá-los.

A mecânica é muito parecida com o que acontece nos deslocamentos mais longos, que torcedores fazem de ônibus ou vans, quase sempre com muitas armas e com alguns integrantes considerados mais bélicos, que "protegem" o veículo.

A preparação para a briga, aliás, pode ser para um encontro com torcedores que não são rivais. No Rio, atualmente, há facções, que torcem para o mesmo time, com interesses diferentes. Duas notórias, protagonistas de diversos confrontos, são acusadas por integrantes de organizadas de ligação com facções criminosas distintas que atuam no Rio, o que explica diversas brigas, inclusive nas arquibancadas de estádio.

Major relata confronto antes de Bota x Fla e confirma morte do torcedor botafoguense

No ano passado, em um clássico pelo Campeonato Carioca, duas organizadas de botafoguenses, brigaram no entorno de São Januário. Um olhar mais apurado revelou um motivo para lá de inusitado para a confusão: cada uma mantém aliança com torcidas de diferentes clubes paulistas, Corinthians e Palmeiras.

Para o Ministério Público, os conflitos foram "sensivelmente reduzidos" no interior e arredores de estádios de futebol do Rio. O principal motivo para isso acontecer, segundo o órgão, é a suspensão dessas associações nas instalações esportivas do estado. A medida é utilizada para reduzir a visibilidade desses grupos, limitando a adesão de novos integrantes, e também para limitar a receita a partir de venda de produtos.

Maracanã tem confusão nas arquibancadas de Fluminense x Vasco; veja 

O tenente-coronel Silvio Luiz, comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), da Polícia Militar, concorda que medidas mais duras para afastar os torcedores violentos dos campos, são efetivas para a redução da violência.

"A suspensão é bastante efetiva, quando incorre da proibição do membro da organizada de acompanhar as partidas no estádio. Apenas a retirada do material surte efeito em algumas torcidas menores, que começam a se envolver em conflitos. Já para outras, maiores, que se já têm histórico de se envolver em problemas, é mais difícil", afirmou.

Clique no player para ver as imagens da confusão após jogo no Engenhão

Sobre os "bondes", major Silvio Luiz admite que se trata de um trabalho árduo para evitar confrontos, mas garante que ações de inteligência, a partir da Segunda Sessão do Gepe, vêm conseguindo impedir mais atos de violência no Rio.

"Na verdade, o que a gente consegue monitorar, evitamos, mas são muitos grupos e não conseguimos sempre antecipar as ações, inclusive, porque eles sabem que são monitorados. Só que prevenção não gera número, muitas vezes, o torcedor passa por um lugar sem saber que houve uma briga evitada ali", concluiu.

Questionado sobre o pedido do Ministério Público do Rio para que os clássicos sejam disputados com torcida única, o comandante do Gepe evitou fazer comentários, afirmando que ainda precisa conhecer detalhes da Ação Civil Pública que o órgão enviou à justiça fluminense.

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Federação vai à justiça para utilizar Maracanã na reta final da Taça Guanabara

Bruno Guedes
Bruno Guedes
Marcelo D'Sants
Empresas que administram o estádio estão envolvidas em esquemas de corrupção
Situação do Maracanã meses após a Olimpíada

A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) foi à justiça para conseguir utilizar o Maracanã nas semifinais e final da Taça Guanabara deste ano, depois de afirmar não ter qualquer resposta da administração do estádio. Há poucos dias, a justiça já determinou que o consórcio liderado pela Odebrecht retome a manutenção, conservação e segurança do palco nobre do futebol brasileiro.

No dia 27 de janeiro, o desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira, da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio,  indeferiu um recurso da concessionária, que tentava autorização para seguir sem retomar o comando do Complexo Esportivo do Maracanã, sob pena de multa diária de R$ 200 mil.

Getty Images
Parte do gramado do Maracanã terá replantio nesta sexta-feira
Administração e utilização do Maracanã segue sendo alvo de polêmica no Rio de Janeiro

A Ferj afirma que, como organizadora do Campeonato Carioca, informou com antecedência sobre o uso do estádio nas semis e final da Taça Guanabara, marcadas para acontecer entre o fim de fevereiro e o início de março. A entidade, no entanto, aponta que a concessionária respondeu que não iria discutir com ela a utilização do Maraca, mas sim com as equipes.

"O Complexo Maracanã S.A., no dia 31/01/2017, por meio de seu Presidente, o Sr. Mauro Darze, de forma um tanto quanto evasiva, indicou que: 'o contrato de concessão, estabelecido pelo governo (principalmente a cláusula terceira), as partidas de futebol devem ser negociadas diretamente com os clubes."

A federação afirma ter retrucado, questionando se o estádio estaria pronto para receber os jogos no fim deste mês, depois da definição dos quatro classificados para as semifinais, garantindo que os clubes seriam interlocutores com o estádio. Contudo, a entidade diz não ter obtido qualquer resposta ao requerimento e ainda acusa do consórcio de não ter reassumido, de fato, o Maracanã, descumprindo assim decisão judicial.

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Novato da Série A do Rio pode cair para a terceira divisão ainda neste ano

Bruno Guedes
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O Campos, que viveu 2016 histórico com o acesso à Série A do Campeonato Carioca, pode ser protagonista de uma situação para lá de inusitada. O novato na elite fluminense é candidato ao rebaixamento e pode ter que disputar a segunda divisão ainda neste ano, com chances, inclusive, de cair outra vez e ter que integrar em 2018 o último nível do futebol do Rio de Janeiro.

O regulamento do estadual foi modificado, com a introdução de uma seletiva com seis clubes, que lutavam por duas vagas para se juntarem a outros dez (Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Bangu, Boavista, Macaé, Madureira, Resende e Volta Redonda) na fase principal. A Portuguesa foi a primeira equipe a avançar e, terça-feira, na última rodada da etapa qualificatória, o recém-ascendido Nova Iguaçu também se classificou.

Divulgação
Campos: o novato do Carioca
Campos: o novato do Carioca de 2017

Com isso, o Campos, além de Bonsucesso, Cabofriense e Tigres terão que disputar o Grupo X, que para os íntimos é, nada mais, nada menos, que o temido grupo da morte. Os dois últimos colocados dessa chave, que será disputada em pontos corridos, com turno e returno, terão que disputar a segunda divisão ainda em 2017.

A fórmula da Série B do Carioca ainda não está definida, já que o arbitral entre os clubes acontecerá apenas nesta segunda-feira, na sede da federação. A princípio, a Ferj garantiu que não haverá nenhuma espécie de imunidade aos rebaixados recentes. Ou seja, a não ser que o conjunto de clubes participantes decida o contrário, os dois últimos colocados do grupo da morte podem até caor para a Série C ainda neste ano.

Questionada sobre a decisão de os participantes que cairem na primeira divisão, jogarem a segunda ainda em 2017, a federação explicou que nenhum regimento impede que as competições sejam disputadas por alguma equipe no mesmo ano e que se tratou de uma forma de tentar minimizar a redução de participantes do Carioca - 12 na fase principal, contra 16 dos últimos anos.

"Poderia ser adotado o rebaixamento de seis clubes, mas a Ferj propôs a fórmula com a primeira fase. Assim, possibilita aos rebaixados na Série A o retorno no ano seguinte. Por unanimidade, os clubes aprovaram a fórmula no arbitral, realizado no ano passado", informou a entidade, por meio da assessoria de imprensa.

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Peralta, Arévalo, Martinuccio e Domínguez: As maiores decepções estrangeiras dos 4 grandes do Rio

Bruno Guedes
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Para a temporada 2017, os quatro grandes do futebol carioca incluiram jogadores gringos em suas listas de reforços. Dentre as novidades, pelo menos três chegam com muita expectativa: os argentinos Darío Conca, no Flamengo, e Walter Montillo, no Botafogo, pelo que já mostraram no passado em clubes brasileiros, além do equatoriano Junior Sornoza, no Fluminense, que vem credenciado por ótima participação na Taça Libertadores de 2017.

O trio não chegou sozinho, já que o lateral-esquerdo peruano Miguel Trauco desembarcou na Gávea, o goleiro paraguaio Gatito Fernández em General Severiano, o volante equatoriano Jefferson Orejuela nas Laranjeiras e o meia argentino Damián Escudero foi contratado pelo Vasco, todos sem grande impacto.

Conca, Montillo e Sornoza, sem dúvida, geram mais expectativa nos respectivos torcedores, o que faz também com que sejam candidatos a entrar em uma lista ingrata, a de grandes decepções gringas que pisaram em gramados cariocas.

Do exterior já vieram alguns pernas de pau de alta estirpe, além de jogadores que sequer entraram em campo, mas quatro deles se destacaram por entregar muito menos do que o esperado. São os casos do dos uruguaios Horacio Peralta, no Fla, Egídio Arévalo Ríos, no Bota, do argentino Alejandro Martinuccio, no Flu, e do português José Domínguez, no time cruz-maltino. Pelo desempenho que mostraram antes de desembarcar no Rio ou pela repercussão da contratação, os quatro jogadores se destacam negativamente.

Peralta chegou ao Flamengo em 2006, sem ser conhecido no Brasil, no entanto, rapidamente a informação de que pertencia à Inter de Milão, ganhou força. Apesar do furor, o atacante nunca havia atuado com a camisa nerazzurri e vinha sendo emprestado constantemente, além disso, tinha histórico de problemas disciplinares no Uruguai. Habilidade não faltava, mas logo o problema de peso prevaleceu, o jogador perdeu espaço e teve contrato rescindido no mesmo ano. Hoje, aos 34 anos, atua no Deportivo Maldonado, da segunda divisão do país natal.

Já Arévalo Ríos, sem dúvida, tinha a melhor situação quando chegou ao Rio, em janeiro de 2011 para atuar no Botafogo, pois, meses antes, havia feito grandes atuações na Copa do Mundo, ajudando o Uruguai a chegar na quarta colocação. O volante, contratado junto ao Peñarol, passou longe de brilhar como nos gramados da África do Sul, fez apenas 17 jogos e, no fim do semestre, embarcou de volta para o México, para atuar no Tijuana. O jogador está atualmente no Veracruz, também da primeira divisão mexicana.

Martinuccio, por sua vez, é a decepção mais recente que passou pelos clubes do Rio. Destaque do Peñarol na campanha do vice da Libertadores em 2011, o argentino acertou em seguida com o Fluminense, em transferência polêmica, já que tinha assinado anteriormente um pré-contrato com o Palmeiras. No Brasileirão, o meia não foi mais do que discreto, com apenas um gol em 14 jogos. No início do ano seguinte, foi emprestado ao Villarreal, passando também por Cruzeiro e Coritiba, até o fim do contrato com o Tricolor. Depois disso, acertou com a Chapecoense, que seguirá defendendo neste ano.

O caso de José Domínguez é mais exótico do que qualquer outra coisa, afinal, se tratava de um português desembarcando no Vasco. Revelado no Benfica, o meia tinha passagens bem sucedidas pelo Birmingham, na segunda divisão inglesa, Sporting, de Portugal, e Kaiserslautern, da Alemanha. Ainda assim, o que mais chamava a atenção era a altura, já que tinha apenas 1,65m. Apesar de ter certa habilidade, o gajo deixou o clube após apenas 11 jogos e encerrou a carreira dias depois, por causa de problemas em um dos joelhos.

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Peralta, Arévalo, Martinuccio e Domínguez: As maiores decepções estrangeiras dos 4 grandes do Rio

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Dívidas e mais dívidas: Vasco paga contas de gestão do século passado

Bruno Guedes
Bruno Guedes

Eurico Miranda revelou nesta terça-feira que o Vasco quitou cerca de R$ 162 milhões em dívidas desde seu retorno à presidência, em janeiro de 2015. Entre os pagamentos feitos, no entanto, como pareceu ser na fala do dirigente, nem todos os nomes figuraram no clube durante a gestão de Roberto Dinamite. Conforme mostra o balanço financeiro apresentado em abril pela atual diretoria, há credores do século passado, ainda.

Em mais uma entrevista coletiva convocada para apresentar a situação do Cruz-Maltino, o mandatário atual criticou duramente o antecessor. Todos os nomes mencionados, inclusive, estiveram na Colina durante o período em que o camisa 10 foi presidente. Só que, em 2015, o clube teve que pagar por processos e acordos judiciais "firmados para pagamentos em vários exercícios", conforme mostra o documento contábil publicado no site do Vasco, também de antes do primeiro ano de Dinamite.

Paulo Fernandes/Vasco.com.br
Eurico Miranda Coletiva Vasco 20/12/2016
Eurico Miranda convocou coletiva para apresentar a situação financeira atual do Vasco

O nome de maior destaque é o de Romário, que teve três retornos a São Januário, entre 1999 e 2002, 2005 e 2006 e 2007 e 2008. De acordo com o balanço, o agora senador ainda tinha R$ 11,6 milhões a receber. Os valores devidos aos ex-jogadores de basquete, Rogério Klafke e Sandro Varejão eram de R$ 1,4 e R$ 1 milhão, respectivamente. Já Fernanda Venturini, um dos ícones do vôlei brasileiro, fez acordo para receber R$ 462 mil.

Vale lembrar que, em 2014, em lista que este blogueiro teve acesso, o Vasco pagava, a partir de acordos firmados na justiça, jogadores como o meia sérvio Dejan Petkovic, que atuou pelo clube entre 2002 e 2003, o atacante Allan Delon (2005), o goleiro Silvio Luiz (2007) e o lateral Léo Moura (2002), todos que atuaram nas primeiras gestões de Eurico Miranda. Ainda constavam Nasa, campeão da Libertadores em 1998, Viola, Juninho Paulista, Oswaldo de Oliveira, entre outros, da gestão anterior, quando o atual mandatário era vice de futebol.

Ontem, a atual administração repetiu exatamente o que a comandada por Dinamite fez durante boa parte dos seis anos: culpou a "herança maldita". Também houve coletiva de imprensa, apresentação de números, lamento pelas dificuldades, como se houvesse alguma surpresa. No passado, no entanto, não houve ação, as contas se descontrolaram cada vez mais e tudo virou um caos.

Hoje, ao que tudo indica, está se mostrando mais responsabilidade, com manutenção de salários em dia e débitos antigos sendo equacionados. Ainda assim, não se pode negar que, nos dois primeiros mandatos, Eurico também deixou contas abertas e elas fazem parte de uma sangria que contribuiu, entre outras coisas, para um cenário de três rebaixamentos em apenas sete anos.

O torcedor conhece mais do que bem a realidade financeira do clube e suas dívidas, independente de quem as contraiu, e já cansou desse jogo de empurra, de ouvir sobre "herança maldita". O que se cobra agora é a retomada do protagonismo, para que o Vasco deixe de ser um clube que, em 15 anos, conquistou apenas uma Copa do Brasil, três Cariocas e uma Série B. O cruz-maltino já se cansou de ouvir sobre culpados, ele apenas quer uma luz no fim do túnel.

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Disaster Draft: Regra de ligas americanas ajudaria Chapecoense a remontar time

Bruno Guedes
Bruno Guedes

Infelizmente, tragédias acontecem, mesmo que se espere que elas nunca venham. No futebol, Torino, Manchester United, Alianza Lima e, mais recentemente, a Chapecoense, sofreram com perdas duras, mas, como instituições esportivas, precisaram seguir. No caso do time brasileiro, diversos clubes brasileiros manifestaram solidariedade e desejo de ajudar com a montagem do novo elenco, mas as dúvidas sobre a qualidade das ofertas estão pairando, algo que não aconteceria em ligas americanas, onde há regras para casos extremos.

Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/LatinCon
Tragédia com avião que levava a Chapecoense está sendo investigada
Enquanto tenta superar tragédia, Chape também pensa no elenco para a temporada 2017

Disaster Draft é o procedimento a ser seguido em uma situação excepcional, como esta que abateu o Verdão do Oeste. Na NBA, por exemplo, o plano de contingência é ativado em caso de morte ou inabilitação de cinco ou mais jogadores. Uma seleção especial é convocada, em que cada time só pode "proteger" cinco de seus atletas, o que permite a escolha de peças importantes, como os chamados "sextos homens", que são muito mais do que entendemos como reservas.

Na NFL e MLB, antes do draft, cabe ao respectivo comissário - dirigente máximo de cada liga -, determinar se o time envolvido em tragédia segue disputando a temporada. Em caso de resposta positiva, é dada a possibilidade de escolha de jogadores, com regras mais minuciosas que na NBA, mas sempre pensando na possibilidade de recuperação rápida para o futuro.

Dirigente diz que procura jogadores com perfil da Chape: 'Não traremos apenas por serem disponibilizados'

Já na NHL, em que a escolha é bastante semelhante à liga de basquete dos Estados Unidos, existe até um fundo que serve para pagamento dos salários dos atletas draftados, afinal, as equipes precisam pagar indenizações aos familiares de vítimas, além de todos os encargos referentes aos funcionários mortos, o que implica em um alto custo, que, muitas vezes, inviabiliza a operação esportiva no curto prazo.

A realidade das ligas americanas, claro, é muito particular, com franquias que funcionam como sócias, por assim dizer. Não seria impossível, contudo, adequar uma norma para situações como a que a que atingiu a Chapecoense, embora torçamos que nada disso aconteça novamente, nem no Brasil, nem em qualquer outra modalidade no resto do mundo. Ao menos, evitaria que um ou outro dirigente faça demagogia com a tragédia alheia, de forma transparente, eficaz e justa para todos.

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Você aceitaria ceder quem para a Chapecoense?

Bruno Guedes
Bruno Guedes

Logo após a tragédia que abateu a Chapecoense, um movimento surgiu com propostas para ajudar o clube catarinense, incluindo a possibilidade de empréstimo gratuito de jogadores para a próxima temporada, que será de reconstrução. A grande interrogação era quem integraria as possíveis listas disponibilizadas, especialmente, porque os próprios integrantes do Verdão do Oeste se mostraram firmes ao dizer que não queriam "refugos".

Reprodução ESPN
Domingo em Chapecó tem visita de família, memórias de Janga, base oferecendo ajuda e W.O.
Diretoria da Chapecoense trabalha para montar time competitivo para 2017

Nesta quarta-feira, o diretor de futebol da Chape, Rui Costa, reafirmou a postura no Bate-Bola Bom Dia, sem confirmar que "refugos" estão sendo oferecidos. Agora, será que o torcedor brasileiro gostaria de ver peças importantes vestindo outras camisas, mesmo que em um gesto de solidariedade a uma instituição abatida por um problema tão grave como o do fim de novembro?

O clubes do país, em maioria, não trabalham com elencos profundos e homogêneos, com mais de 20 jogadores em condição de atuar entre titulares, no entanto, se cada um dos integrantes da Série A disponibilizar um atleta considerado útil, ou seja, mesmo que reserva, importante para o elenco, ninguém sairá fragilizado e a Chapecoense poderá se fortalecer, também contratando alguns reforços pontuais e aproveitando a boa divisão de base.

Pensando rapidamente, alguns nomes vieram à cabeça, como do goleiro Denis, do São Paulo, o lateral-direito Fabiano, do Cruzeiro, que estava no Palmeiras, o zagueiro Fred, do Grêmio, o lateral-esquerdo Guilherme Arana, do Corinthians, os volantes Rodrigo, do Palmeiras, e Cuéllar, do Flamengo, o meia Vecchio, do Santos, os atacantes Hyuri, do Atlético Mineiro, Túlio de Melo, do Sport.  

Chapecoense confirma primeira colocação do Power Ranking 2016

Há mais gente que poderia vestir o verde e branco do campeão da Sul-Americana, opções dentre os times citados acima e outros da Série A do Brasileirão. Nenhum dos que citei é protagonista do clube que defende, mas, certamente ajudaria a compor um time competitivo, ao menos para que a Chapecoense possa iniciar uma caminhada de recuperação, moral e até financeira.

Vale lembrar que haverá gastos pesados com indenizações pagas às famílias, além de uma temporada longa, com sete competições pela frente. Agora, se não pretendem emprestar jogadores importantes, talvez o melhor seja doarem dinheiro para que o clube catarinense arque com as despesas que terá. 

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Vamos, vamos, Chape: torcida do Flu prepara série de homenagens aos mortos em tragédia

Bruno Guedes
Bruno Guedes
Getty
Torcida do Fluminense homenageará Chapecoense na última rodada do Brasileiro
Torcida do Fluminense homenageará Chapecoense na última rodada do Brasileiro

A Bravo 52, uma das torcidas organizadas do Fluminense, está preparando uma série de homenagens aos mortos na tragédia com o avião da Chapecoense, que levava a delegação do clube e jornalistas para Medellín, na Colômbia, onde aconteceria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, em jogo contra o Atlético Nacional. Os atos acontecerão neste domingo, durante o duelo com o Internacional, pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

O pedido aos que estarão presentes no estádio Giulite Coutinho, em Mesquita é que estejam vestindo verde, cor da camisa da equipe catarinense. Antes de a bola rolar, será respeitado mais do que um minuto de silêncio, no caso, precisamente 71 segundos, um para cada vítima da queda da aeronave da Lamia, ocorrida na madrugada da terça-feira da semana passada.

Além disso, no momento do período de silêncio, torcedores erguerão cartazes com o nome dos jogadores, integrantes da comissão técnica, dirigentes e jornalistas que morreram. Assim que os 71 segundos forem encerrados, todos entoarão o grito de guerra que rodou pelo mundo nos últimos dias: "Vamos, vamos Chape!".

Fluminense e Inter se enfrentarão no Giulite Coutinho, no domingo, às 17h (de Brasília), em compromisso dramático para o time gaúcho, que ainda luta para escapar do rebaixamento. O Tricolor das Laranjeiras, por sua vez, acabou beneficiado pelo concessão do título da Sul-Americana deste ano à Chapecoense, e conquistou vaga por antecipação na próxima edição do torneio, já que não poderá mais ficar abaixo do 13º lugar do Brasileirão.

Com bandeiras da Chape, torcida do Atlético Nacional faz festa no embarque para o Mundial de Clubes

Nesta quarta-feira, torcedores dos quatro grandes clubes do Rio participarão de um Abraço à Chape no entorno do Maracanã. Pelo menos 37 mil pessoas confirmaram presença no evento criado para divulgar o ato, no Facebook.

Procurado pelo blog, o governo do estado, que tem respondido pelo estádio, através da Secretaria de Casa Civil, não respondeu se participará da homenagem, pelo menos iluminando o palco da final da última Copa do Mundo de verde.

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Que na última rodada do Brasileirão todos os times se vistam de Chapecoense

Bruno Guedes
Bruno Guedes

O acidente com a delegação da Chapecoense que iria para Medellín, para a histórica final da Copa Sul-Americana devastou todos no mundo do futebol. Desde a confirmação da tragédia, uma série de mensagens de solidariedade, propostas de ajuda e sugestões de homenagens começaram a surgir nas redes sociais. Uma das ideias é que todos os times entrem em campo vestidos com uniforme do clube catarinense na última rodada do Brasileirão.

EFE/FERNANDO REMOR
Chapecoense Posada San Lorenzo Copa Sul-Americana 23/11/2016
Chapecoense fez história nesta edição da Copa Sul-Americana

A iniciativa surgiu nas redes sociais e, infelizmente não posso creditá-la (será um prazer fazer isso, inclusive), mas é impossível não se somar a ela. Em todos os jogos que vierem a acontecer no dia 11 de dezembro, de um lado estaria uma equipe com camisa, calção e meiões verdes do time, enquanto de outro, o adversário se fardaria todo de branco.

O Palmeiras, de antemão, já manifestou o desejo de se vestir de Chapecoense na última rodada da competição, com autorização, inclusive, de seus patrocinadores. O campeão brasileiro se despedirá do Brasileirão no Barradão, em Salvador, encarando o Vitória, que luta para escapar do rebaixamento para a segunda divisão.

Bate-Bola Debate encerra edição desta terça com clipe em homenagem à Chapecoense; veja

Essa, e qualquer outra medida, é pequena perto da dor profunda que todo o mundo do futebol, especialmente, as pessoas ligadas ao time de Chapecó estão sentindo. Contudo, é uma forma de eternizar ainda mais na história essa equipe que vem subvertendo a lógica nos últimos anos, saindo da Série D em 2009, até alcançar a final da Sul-Americana.

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NOTA 1: Ainda sobre medidas de apoio à Chapecoense, parabéns ao Atlético Nacional, que está sendo gigante ao pedir que a Conmebol declare o adversário nesta final campeão do torneio continental. E também parabéns ao grupo de clubes brasileiros que já se manifestou no sentido de proteger o verde e branco de queda para a Série B nos próximos três anos, além da oferta de jogadores por empréstimo.

NOTA 2: Fica meu abraço a Leticia Sechini, do blog Vamo Verdão, do ESPN FC, uma das mais apaixonadas torcedoras que um clube de futebol pode ter. E que esse abraço seja estendido assim para toda a família Chapecoense.  

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Que na última rodada do Brasileirão todos os times se vistam de Chapecoense

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Fluminense tira duelo com Internacional do Maracanã e leva para Giulite Coutinho

Bruno Guedes

O duelo entre Fluminense e Internacional, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, será disputado no estádio Giulite Coutinho e não mais no Maracanã, a pedido do clube carioca. A partida será cercada de dramaticidade, por causa da luta do Colorado contra o rebaixamento para a segunda divisão.

Rudy Trindade/FramePhoto/Gazeta Press
Renato Chaves Comemora Gol Fluminense Figueirense Campeonato Brasileiro 03/09/2016
Fluminense voltará ao Giulite Coutinho, onde venceu cinco vezes neste Brasileirão

A alteração será oficializada nas próximas horas pela CBF, e ainda não é confirmada pelo Tricolor da Laranjeiras, que mandou os dois últimos compromissos no Maracanã, onde ficou no empate com o Vitória em 2 a 2, pela 33ª rodada, e com o Atlético Paranaense em 1 a 1, pela 35ª.

Nas recentes partidas que realizou no principal estádio do Rio de Janeiro, o Flu amargou prejuízo, conforme detalham os boletins financeiros publicados no site da CBF. Contra o Leão baiano, em que 20.005 pessoas assistiram ao duelo, o saldo foi positivo, de R$ 16.828,74, mas no encontro com o Furacão houve prejuízo de R$ 54.966,71.

Para os donos da casa, o jogo deste domingo pode valer classificação para a Copa Sul-Americana, em caso de vitória, além do fim da série de nove compromissos sem resultados positivos. Atualmente, o time comandado interinamente por Marcão está na 12ª posição, com 49 pontos.

O Internacional, por sua vez, desembarcará no estádio localizado na Baixada Fluminense envolvido na luta contra o rebaixamento. Com 42 pontos, a equipe está na 17ª colocação, atrás dos também ameaçados Vitória e Sport.

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Fluminense tira duelo com Internacional do Maracanã e leva para Giulite Coutinho

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Insatisfação geral deve provocar mudanças ao atacado no Vasco; Ricardo Gomes vira alvo

Bruno Guedes
Bruno Guedes
Flickr Vasco
Ricardo Gomes pode voltar ao Vasco
Ricardo Gomes pode voltar ao Vasco, inclusive reeditando parceria com Cristóvão Borges

A vitória sobre o Ceará por 2 a 1, que garantiu o acesso na Série B do Campeonato Brasileiro, foi apenas o primeiro capítulo da preparação do Vasco para o ano de 2017. A próxima semana pode trazer inúmeras mudanças no futebol do clube, devido a pressão sofrida por Eurico Miranda que vem da própria diretoria, da torcida e até de alguns atletas que fazem parte do elenco. Uma das ideias para melhorar o clima é trazer Ricardo Gomes de volta, como técnico ou gerente.

O presidente cruz-maltino está cada vez mais isolado, especialmente por causa do poder dado ao filho, Eurico Brandão, seu assessor especial. Até mesmo no grupo político que o sustenta, e que costuma ser agressivo contra opositores e imprensa nas redes sociais, surgem muitas críticas a administração atual. Vale lembrar que, José Luiz Moreira e Fernando Horta, dois pilares da vitória nas eleições de 2014, tiveram momentos de afastamento - o primeiro está licenciado -, o que é apontado como um dos fatores do enfraquecimento da gestão.

Durante a Série B, teria acontecido acerto para Jorginho deixar o comando do time, em decisão que contrariou o próprio Eurico Miranda. Agora, a saída do técnico já não é mais dada como certeza. O lateral do tetra e o auxiliar Zinho poderiam ficar, após reunião marcada para acontecer amanhã, por decisão exclusiva do presidente, conforme informação que circula nos bastidores da Colina.

Outras opções para treinar o time seriam Ricardo Gomes e Cristóvão Borges. O primeiro, no entanto, também seria um nome para assumir como gerente de futebol, ou cargo com nome distinto, mas com mesmas funções, de executivo, função que o mandatário cruz-maltino e seus seguidores sempre ironizaram. 

Nesse cenário, Euriquinho perderia força, ao menos na teoria, o que agradaria a dirigentes e apoiadores da atual gestão, que se viram desprestigiados, pois acreditaram que formariam uma espécie de conselho da administração do futebol. A volta do técnico da conquista da Copa do Brasil, em 2011, seja lá em que função, ainda seria como um afago ao torcedor, que ontem mostrou revolta antes, durante e depois do jogo com o Ceará.

Torcida do Vasco grita 'time sem vergonha' durante jogo contra o Ceará; veja

Além disso, o elenco deverá passar por mudanças. Jogadores em fim de contrato como Aislan, Julio dos Santos Fellype Gabriel, devem deixar o clube. Com ajuda do empresário de Carlos Leite, a diretoria busca reforços, para formar elenco com veteranos e garotos que foram a base do acesso à Série A. Vale lembrar que é ano de eleição no Vasco, o que pode incentivar algumas contratações mais expressivas - e caras.

O maior problema, contudo, pode conter a insatisfação de algumas peças do atual do elenco. Semanas atrás, uma pessoa ligada a jogador cruz-maltino confidenciou que não vê a hora de ver o atleta fora do clube, devido a administração caótica, a guerra de egos no vestiário. Controlar casos como esse será a missão de quem vier a integrar a nova equipe que irá gerir o futebol do Vasco, caso as mudanças sejam confirmadas nos próximos dias.

Confira os gols da vitória por 2 a 1 do Vasco sobre o Ceará 
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Insatisfação geral deve provocar mudanças ao atacado no Vasco; Ricardo Gomes vira alvo

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Candidatos à presidência do Fluminense sonham com antigos campeões para 2017

Bruno Guedes
Bruno Guedes, blogueiro do ESPN.com.br
Gazeta Press
Fred Darío Conca Comemoram Gol Futebol Horizonte-CE Copa do Brasil 2014
Atacante Fred e meia Darío Conca são alguns dos desejos de candidatos do Flu para 2017

No próximo sábado os sócios do Fluminense elegerão o sucessor de Peter Siemsen na presidência do clube. Três candidatos, todos, de alguma forma ligados a gestão atual em algum momento, disputam o pleito: Pedro Abad, da situação, e os oposicionistas Celso Barros e Mário Bittencourt. Outro ponto em comum entre o trio é que, nesta reta final, há a aposta em nomes importantes na história tricolor para atuar dentro e fora do campo a partir de 2017.

Nos últimos dias, em diversas entrevistas concedidas, os postulantes ao cargo de mandatário do Flu começaram a citar nomes de possíveis reforços, técnico e integrantes do departamento de futebol. Fred, Darío Conca, Thiago Neves, Washington e Roger Machado, todos campeões da com a camisa do clube, integram a lista de alvos.

Último desta lista a deixar o time das Laranjeiras, o atacante do Atlético-MG é desejo manifesto de Mário Bittencourt, ex-advogado e ex-vice de futebol do Fluminense. A vontade de trazer o camisa 9 de volta foi expressa após ser questionado sobre a possível volta de outro atacante que já passou pelo Fluminense para o elenco em 2017.

"O Wellington Paulista foi um centroavante que contatamos ano passado para ser o reserva do Fred, está emprestado à Ponte Preta e acredito que siga lá. Ele não será o camisa 9 do Fluminense em 2017. Se Deus quiser, será o Fred", afirmou ao jornal "Extra".

Celso Barros, que foi uma espécie de mecenas do clube, durante o período de patrocínio da Unimed, cooperativa médica que presidia, também vem apontando alguns nomes que pretende buscar. O médico apontou Washington "Coração Valente", campeão brasileiro em 2010, como seu provável gerente de futebol.

Além disso, apontou Conca e Thiago Neves, que formaram dupla infernal no vice da Libertadores em 2008, como alvos para o time, ao jornal "Lance". Barros destacou que ambos, assim como Fred, são os jogadores que o torcedor mais pede ano após ano, aos dirigentes tricolores.

Candidatos à presidência do Fluminense mostram suas propostas para o clube

Pedro Abad, por sua vez, vem sendo mais discreto nas entrevistas. Entretanto, deixou escapar que Roger Machado, que ajudou o clube a erguer o troféu da Copa do Brasil, em 2007, é um dos nomes que vê com bons olhos para comandar a equipe, sucedendo Marcão, outro ídolo da torcida e que assumiu após a demissão de Levir Culpi, na reta final do Brasileirão.

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Candidatos à presidência do Fluminense sonham com antigos campeões para 2017

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Grupo de vascaínos faz outdoors de protesto contra Eurico e o compara a ditador norte-coreano

Bruno Guedes
Bruno Guedes
Divulgação
Outdoor critica a gestão de Eurico Miranda
Outdoor critica a gestão de Eurico Miranda

Alguns vascaínos lançaram uma ofensiva contra Eurico Miranda e sua administração nesta semana, com a instalação de outdoors em diferentes pontos da zona norte da cidade do Rio de Janeiro, em que criticam a gestão do clube e, inclusive, comparam o dirigente ao ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

A ação foi realizada pelos integrantes do "Nova Ordem Vascaína", um fórum formado no Facebook por sócios e torcedores que se uniram para debater a vida política da instituição. O grupo já havia feito algo semelhante em 2013 e 2014, com painéis em que criticavam a administração de Roberto Dinamite, que ficou por dois mandatos na presidência do clube.

A primeira das peças instaladas nesta semana, no entanto, ficou menos de 24 horas no ar. A imagem, que trazia o texto "Cada um carrega sua cruz. O Vasco carrega duas: a de Malta e a dinastia Miranda", em referência à presença também dos filhos de Eurico na cúpula da administração do clube, foi colocada ontem na Rua São Luiz Gonzaga, no bairro de Benfica, e acabou retirada hoje do local.

Segundo o repórter Bruno Lima, da Rádio Transamérica, o responsável pela venda do outdoor para os torcedores relatou que o dono do espaço é muito amigo de um dirigente do clube cruz-maltino, por isso, houve a necessidade da troca. Uma nova peça, com a mesma imagem e dizeres, será instalada em novo ponto da zona norte da cidade, segundo já adiantaram os organizadores do protesto.

O painel mais polêmico foi colocado nesta sexta-feira em um ponto da Avenida Brasil, na altura do bairro de São Cristóvão, nos arredores de São Januário. Nele, há a frase "Prometeram respeito, nos deram ditadura. Ponto!" e uma montagem com o rosto de Kim Jong-un sobre o de Eurico Miranda, fumando um charuto.

A insatisfação contra a atual gestão do Vasco só cresceu nas últimas semanas. No Espírito Santo, torcedores protestaram no aeroporto Eurico de Aguiar Salles, em Vitória, e no estádio Kléber Andrade, em Cariacica. Nos jogos contra Avaí e Luverdense, ambos em São Januário, muitas manifestações contrárias à direção do clube foram registradas.

Reprodução
Eurico foi comparado ao ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un
Eurico foi comparado ao ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un

Na semana passada, organizadas chegaram a se reunir com jogadores, comissão técnica e o filho do mandatário do clube, Eurico Brandão, que é assessor especial da presidência, dias antes da vitória sobre o Bragantino por 2 a 1, que, praticamente, sacramentou o acesso da equipe cruz-maltina à Série A do Brasileirão.

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Após Grêmio, Flamengo também será julgado no STJD por invasão de campo

Bruno Guedes
Bruno Guedes
André Fabiano/Código19/Gazeta Press
Guerrero Flamengo Botafogo Campeonato Brasileiro 05/11/2016
Flamengo pode ser punido por invasão de torcedor após clássico com Botafogo

Dois dias após a polêmica decisão de punir o Grêmio com a perda do mando de campo da final da Copa do Brasil, por causa da presença no gramado de Carol Portaluppi, filha do técnico Renato Gaúcho, após a classificação nas semifinais, o Flamengo será julgado no mesmo artigo que o clube gaúcho foi enquadrado nesta quarta-feira e até pode acabar perdendo o Maracanã na reta final do Campeonato Brasileiro.

O Rubro-Negro também foi denunciado no artigo 213, inciso II, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), por não prevenir e reprimir a invasão de campo por um torcedor no clássico contra o Botafogo, ocorrido no último dia 5. A ação foi registrada na súmula da partida, que terminou com empate em 0 a 0, pelo árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima.

"Ao final da partida, um torcedor do Flamengo invadiu o campo na tentativa de abraçar um jogador. O referido foi imediatamente contido pelos seguranças, não ocasionando problema. Fomos informados que o devido torcedor foi encaminhado ao Jecrim (Juizado Especial Criminal)", escreveu o dono do apito, conforme consta no site da CBF.

Ao que tudo indica, o time da Gávea receberá pena leve, conforme indica o parágrafo terceiro do artigo 213, pois a detenção e identificação da pessoa que tentou entrar no gramado "exime a entidade de responsabilidade", aponta o Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

No julgamento do Grêmio, um auditor recorreu ao parágrafo primeiro do artigo, que aponta que se a "desordem, invasão ou lançamento de objeto for de elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo, a entidade de prática poderá ser punida com a perda do mando de campo de uma a dez partidas".

Gazeta Press
Grêmio, Renato, Carol Portaluppi, Copa do Brasil, 2016
Grêmio foi punido devido a presença da filha de Renato Gaúcho no gramado

A princípio, sob a ótica do STJD, a diferença entre os dois casos é de que, mesmo o clube carioca não tendo impedido a entrada do torcedor em campo, a ação da polícia o livra da perda de mando. Caso a filha de Renato Gaúcho tivesse sido retirada de campo e fosse registrado um boletim de ocorrência, o Tricolor não sofreria a pena mais grave prevista pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

Terceiro na tabela, Flamengo ainda disputará dois jogos como mandante nesse Brasileiro, primeiro encarando o Coritiba, neste domingo, e, exatamente uma semana depois, em duelo com o Santos, atual vice-líder da competição. Os dois compromissos estão marcados para acontecer no Maracanã.

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Cara a cara com organizadas, jogadores do Vasco negam elenco rachado e Euriquinho ouve pedido por Maracanã

Bruno Guedes
Bruno Guedes
Alexandre Loureiro/Gazeta Press
Torcida do Vasco pediu retorno ao Maracanã
Torcida do Vasco pediu retorno ao Maracanã

Os jogadores e comissão técnica do Vasco se reuniram nesta quinta-feira com líderes de organizadas no ginásio do clube. Na pauta da conversa, que aconteceu de forma pacífica, estavam explicações sobre o momento atual do clube, que ocupa a terceira colocação na Série B, cobranças e os torcedores ainda puderam sugerir o local do último jogo na competição nacional, contra o Ceará, no dia 26 deste mês apontando o Maracanã como local preferido.

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O encontro, que partiu da realização de um protesto feito ontem no portão principal de São Januário, começou com o assessor da presidência cruz-maltina, Eurico Brandão, o Euriquinho, explicando sobre a gestão, pagamento de dívidas, a famosa "herança" deixada por Roberto Dinamite, entre outros tópicos. Em seguida, Jorginho, Nenê e Rodrigo negaram clima ruim no elenco e a existência de qualquer racha entre o grupo ou com a comissão técnica.

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Além disso, antes de tirarem selfies com os torcedores, que já começaram a surgir nas redes sociais, os atletas garantiram que não existe chance de a equipe permanecer na segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

Depois das cobranças feitas pelos integrantes de organizadas, a diretoria assumiu alguns compromissos, como de tentar levar o duelo com o Ceará, que pode definir o acesso, para o Maracanã. Segundo a assessoria de imprensa do Vasco, essa já era uma ideia discutida internamente, antes mesmo da reunião.

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O Gigante da Colina ocupa a terceira colocação da Série B, com 59 pontos, apenas dois a mais que o Náutico, primeiro fora da zona de acesso à elite do Brasileirão. Na terça-feira, depois do empate com o Luverdense em 1 a 1, em São Januário, a torcida protestou muito contra técnico, diretoria e jogadores. Esta foi a terceira partida seguida que a equipe não vence em seus domínios.

Errata: Diferente do que este blogueiro afirmou ontem, durante o Bate-Bola Na Veia, as torcidas organizadas do Vasco não têm mais salas no estádio de São Januário.

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