Entrevista com Kat Sweet - parte 02 | Bike é Legal

Bia Ferragi
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5. UMA DOCE METODOLOGIA
Em agosto de 2013, estive com a Kat por intermédio da SRAM e uma coisa me chamou muito a atenção: Em sua técnica de ensino, ela roubou a atenção de todas as meninas quando falou que pular era como um arco-íris. Esse toque romântico e feminino tirou risada de todas, e então Kat conseguiu conquistar o respeito e atenção do grupo. Resultado? Todas conseguiram fazer a manobra. Seus pequenos alunos a apelidaram carinhosamente de "Mãe das Trilhas".

"Para ter sucesso em qualquer coisa você tem que estar aberto a aprender, crescer e também a errar. Eu estou sempre me esforçando para aprender, seja em cursos, seminários, inclusive com as pessoas que eu convivo."
Bia Ferragi
I know what does and what doesn?t work for me and I apply that to my students.
I know what does and what doesn?t work for me and I apply that to my students.

P.C.P. technique ("Positive, Constructive, Positive"): Você balanceia a sua crítica entre dois pólos com o objetivo de amenizá-la. Imagine. Se você disser a uma mulher, isso está errado, faça desse outro jeito, ela com certeza vai fechar a cara e não vai querer fazer o que você diz. Mas se o discurso for: você fez esta parte certa, tente fazer melhor, e continue com este bom trabalho, esta mulher vai realmente te ouvir e te impressionar na próxima tentativa.

Descoberta Guiada: Essa, Kat aprendeu na universidade e gosta muito de aplicar. O objetivo é estimular o próprio estudante a desenvolver uma linha de raciocínio de forma interativa: "Não há nada pior para mim do que alguém que venha empurrar goela abaixo algo que devo fazer. Gosto de perguntar aos meus alunos para induzí-los às respostas, assim eles interpretam da sua maneira o que estou fazendo.
 
6. TRABALHANDO COM CRIANÇAS
Trabalhar com crianças é um constante equilíbro entre diversão e desafio. É como Kat encara o movimento. "Se você fica falando demais, os olhos deles já começando a virar até que param de te ouvir (eu mesma sou assim adulta). Você tem que manter o discurso curto e suave. Com crianças bem pequenas você deve infantilizar o seu vocabulário de maneira que ele fique divertido.

A equipe do Sweetlines acabou adotando algumas gírias para lidar com este grupo tão especial. Vocabulário robusto como equilíbrio lateral foi transformado em "salmão sacudido" O uso de objetos infantis também torna a aula mais divertida: "Nós também usamos aqueles frangos de borracha para criar obstáculos", diz Kat.

7. O SUGAR SHOWDOWN
Sugar Showdown é um evento de dois dias que Kat organizou para o público feminino. O objetivo é atender praticantes de mountainbike que já possuem habilidades com a bicicleta, mas queiram desenvolver técnicas de dirt, como wall rides, no hands, e outras.

No primeiro dia, Kat monta uma clínica e no dia seguinte ocorre um campeonato apenas para diversão, num ambiente divertido e estimulante. "Com este programa já tenho quatro agendas para este ano: Portland, Oregon, Santa Cruz e o nosso evento master em Seattle. Estou trabalhando para que aconteça mais um em Queenstown e tenho muita certeza que o Brasil também precisa de um!", fala a ciclista.

"How about a Sugar Showdown Brazil? With our Sugar Showdown and ridestyle events, we're mentoring some of the riders who compete to become coaches, too."

8. IF SHE CAN DO IT
Em conjunto com Mark Brent Kat desenvolveu um vídeo que rolou o mundo inteiro, o If She Can Do It. O sucesso foi imenso que ela recebe até hoje, não só mensagens de mulheres mas também de homens que se inspiraram no trabalho desenvolvido. Os recados chegam do mundo Inteiro: Colômbia, Trinidad, Austrália e Indonésia são alguns exemplos.



"Esses homens tem esposas, filhas, irmãs, namoradas e ficam deslumbrados em o quando o mountaibike pode ter uma influencia positiva na vida delas."

Kat gosta muito de música. "Eu toparia super ser uma Rock Star!" Seattle, onde hoje ela mora, é o berço do grunge, sendo a casa de Nirvana, Alice in Chains, Pearl Jam, Soundgarden, e um pouco antes de tudo isso, do Jimmy Hendrix. Dançar é outra grande paixão de Kat, quem sabe um go-go dancing, diz ela!

9. AO INFINITO E ALÉM!
Destacamos neste artigo o crescimento do número de meninas andando de MTB em todo o mundo. Estima-se um crescimento no Mercado de MTB (em geral) de 35% a 50%, e as mulheres não podem estar fora desta estatística. É interessante observar que o crescimento não está somente no ciclismo de montanha tradicional, mas também no freeride e no Downhill.

A atleta destaca a importância da internet nesse desenvolvimento: "Com vídeos disponibilizados online e canais como estes, somos capazes de alcançar uma audiência global e montar eventos como o Sugar Showdown."

AGRADECIMENTOS
Kat pode ser DEMAIS, mas contou com a ajuda de alguns queridos para fazer tudo isto rodar, aqui alguns deles: Meg Valliant, Fredrika Sprengle, Tracy Curley, and Karen Johanson and Karen O'Connell, Diamondback Bikes, Sombrio Cartel, Deity Components, Meg Valliant, Fredrika Sprengle, Tracy Curley, Karen Johanson, Karen O'Connell, Mike Brewaldt, Jacob Carmichael, Mason Prendergast, Katie Heinsen, Kaytlin Melvin and her familye os seus alunos e claro.

Para mais informações: www.sweetlines.com

Meg Valliant
Kat Sweet: ?Bike is a tool for creating social change?.
Kat Sweet: ?Bike is a tool for creating social change?.

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Bia Ferragi
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Parabenizamos a todos os pais que incentivam seus filhos a praticar o ciclismo em suas diferentes modalidades. Uma homenagem do Bike é Legal aos pais ciclistas do Brasil.

Arquivo pessoal
Melhor piloto brasileiro de Downhill da história, Markolf Berchtold já ensina Zion, de apenas 2 anos
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Contribuição do Leitor
Em São Paulo, Victor Acquafreda já passou a paixão pela bike aos filhos Sabrina, 13, e Luan, 12
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Contribuição do Leitor
Na Califórnia-EUA, Juca Favela já coloca o pequeno Cameron, de 4 anos, pra radicalizar
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Contribuição do Leitor
Junto com o pai Eleandro Linares, Thales, 3, vai observando o mundo de cima da bike em Presidente Prudente
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Contribuição do Leitor
Octávio Luis e a filha Mayara pedalam pelas beleza naturais do Rio de Janeiro
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Contribuição do Leitor
Em Chapecó-SC, Leonardo Tagliari já arrumou até um belo capacetinho para Cecilia, de 1 ano e 6 meses
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Contribuição do Leitor
Ivan Sinigaglia e o filho Thiago, 17, não têm medo de pedalar até na chuva em Campo Grande-MS
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Contribuição do Leitor
Emerson desbrava a cidade de São Paulo com os filhos Henrique, 13, e Murilo, 8
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Contribuição do Leitor
Alan Matos, 33 anos, e o filho Victor, 4 anos, são de Mogi das Cruzes-SP
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Contribuição do Leitor
A pequena Ana Beatriz, 4, já acompanha o pai Gleialison nas competições em São José dos Campos-SP
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Contribuição do Leitor
O paizão Fabio Gouveia pedala com os filhos em São Bernardo do Campo-SP.
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Contribuição do Leitor
Eduardo Aparecido Pirani de Souza sempre pedala com os filhos Tales, 12, e Tulio, 16, em Águas de Lindóia
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Contribuição do Leitor
Na zona leste de São Paulo, Rogerio Andrade, pedala com a esposa Seika e o filho Henrique
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Contribuição do Leitor
Marcelo Colono curte um pedal com as filhas Gabriela, 4, e Amanda, 8
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Contribuição do Leitor
Roland Stepic e o filho Henrique, 14, curtem altas aventuras no pedal em Joinville - SC
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Contribuição do Leitor
Em Campinas-SP, Fábio Santos leva Guilherme e Pedro para curtir uma trilha
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Contribuição do Leitor
Joseildo e Giulia, de 10 anos, são de Cotia-SP
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Contribuição do Leitor
Orestes Pinto Junior leva Miguel Felipe, 2, e Matheus, 8, para pedalar em Cascavel, Paraná. O tio Tiago vai junto.
Orestes Pinto Junior leva Miguel Felipe, 2, e Matheus, 8, para pedalar em Cascavel, Paraná. O tio Tiago vai junto.
Contribuição do Leitor
Adriano Amaral e a pequena Luiza, de 2 anos, vivem pedalando em Vinhedo, interior de São Paulo
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Contribuição do Leitor
Em Campinas, Aruan Rodrigues dos Santos e seu filho Anauê, 19, têm o MTB correndo na veia
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Contribuição do Leitor
Em Sorocaba, Roberto Ferreira pedala com os filhos Danilo, 16, e João Pedro, 11
Em Sorocaba, Roberto Ferreira pedala com os filhos Danilo, 16, e João Pedro, 11
Contribuição do Leitor
Thiago Velardi ajuda Kaie, de 1 ano e 5 meses, a dar as primeiras pedaladas em Jundiaí-SP
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Os imprevisíveis tombos de bike | Bike é Legal

Bia Ferragi
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É tão difícil falar sobre os famosos "capotes" no MTB extremo! Este ano, alguns acidentes com bikes nas trilhas me encheram de pensamentos e me motivaram a escrever sobre o assunto. O dilema era estabelecer o elo de como fazer um assunto tão delicado trazer algo de instrutivo para os meus leitores.

Estamos sujeitos a tombos o tempo todo. É o risco da nossa atividade. Costumo dizer: se preferir, você pode ficar em casa jogando videogame. E quem sabe um dia também se acidentará, só que na escada do seu prédio.

A grande maioria de nós MTBikers já sofreu fraturas/acidentes, ou mesmo algumas quedas leves, aquelas que você carrega por algumas semanas quando alguém te lembra que a sua perna está com um roxo enorme! Todos temos uma história para contar.

Arquivo pessoal
Olha o capote que eu levei pedalando em São Roque/SP
Olha o capote que eu levei pedalando em São Roque/SP

Fatalidades? Manobras mal calculadas? Questões climáticas adversas? Dias de Super-Heróis? Ou simplesmente...um cipó no seu caminho? Nesta matéria temos diferentes entrevistados. Todos envolvidos em casos recentes. Pessoas que foram escolhidas para nos ajudar a entender como eles acontecem e como nos policiar para tentar evitá-los.

Será que podemos premeditar esse tipo de situação?

Quando estamos dispostos a ir além e quebrar nossas barreiras, estamos dispostos a entender que, talvez...quebremos o nosso corpo. É uma linha tênue entre o equilíbrio e a vontade de se superar.

Você com certeza já sentiu essa sensação. É um sentimento de antecipação que te faz suar frio, aumenta seus batimentos cardíacos e triplica o seu poder de concentração . Você quer ultrapassar um limite, mas calcula cuidadosamente todos os danos que podem ocorrer. Muitas vezes conseguimos driblar os elementos perigosos que a situação propõe, mas em outras o inevitável acontece.

Alguns itens básicos

Mamãe já dizia: "Filho não saia de casa desagasalhado!". Pois aqui a regra é a mesma. Não saia de casa sem capacete e/ou proteções tais como joelheiras, cotoveleiras, protetores de cervical, coletes, enfim, todos aqueles necessários de acordo com o seu passeio. Equipamentos de proteção minimizam os efeitos de uma queda significativamente. E não ouse fazer o teste para desmistificar isso!

A respeito do tão discutido uso dos protetores de cervical, segue abaixo um vídeo interessante, mitos e verdades pelas palavras do inventor, o médico dr. Leatt:

Preparo

Andar de bike em trilhas de alta velocidade compreende num elemento básico: treino de preparação. Fortalecer ligamentos e o cardiovascular são pontos fundamentais. Gosto de destacar sempre as regiões do ombro e lombar, pois estas são as que sofrem na hora do rolamento quando caímos da bike.

"Para mim um bom preparo alem de trazer os beneficios de um melhor desempenho, faz com que o piloto possa ter mais tranquilidade na hora de fazer escolhas em uma atividade esportiva que evolva alto grau de concentracao, um treino de força apenas 2X por semana aliado a atividade aeróbica quase que diária foi o que mais funcionou no meu desenvolvimento." (Yuri Bogner,29)

Minha experiencia

Diga não ao pânico. De mim, esta é a maior lição que posso passar. Tive uma fratura feia em uma trilha fechada SOZINHA. Tive de sair dela, coisa de 800 metros mais a frente, empurrando a minha bike em um terreno íngreme e carregando partes do meu corpo que eu sabia: estavam detonadas, mesmo porque eu não queria vê-las antes de chegar em um local seguro. Sobrevivi com a ajuda de amigos que me encontraram no final da pista e do meu companheiro Yuri que me deu todo o auxilio.

Aprendi, que quando você cai, deve procurar não se mexer até conseguir reestabelecer sua respiração ( em regra sempre caímos com o pulmão "preso", que é uma reação natural para inchar e tornar a caixa torácica mais forte ). Só depois disso é que você conseguirá identificar onde dói e se é seguro ou não, retirar o capacete ou sair andando. Não caiam naquele cliché de arrancar goggles e capacetes loucamente! Evitem esse tipo de movimentação brusca com o pescoço.

Outros Relatos

-André Lamanna, 27 anos, São Paulo

Bem, tudo aconteceu no dia 04/06/2014 em Mairiporã/SP na pista mais conhecida de São Paulo, ou seja, "o saracura". Era uma quarta-feira de manhã e estávamos treinando com 5 amigos (fato que fez a diferença em meu resgate). Eu estava na largada da pista para minha 4a descida do dia e na metade da pista o inesperado aconteceu. Eu treino no "saracura" há mais de 12 anos e jamais tive qualquer acidente significante e, infelizmente, a parte da pista que cai foi justamente uma parte rápida e fácil que sempre gostei.

A parte da pista é um "drop off". Para quem não é tão familiarizado com este termo, a tradução seria uma "rampa de lançamento" sem muita inclinação. Enfim, ao aterrissar, eu perdi o controle e "bati de frente com uma "parede de terra". Tudo foi muito rápido e minha impressão era ter fraturado a clavícula ou algumas costelas.

O tombo, por ser em uma parte de alta velocidade, me desorientou um pouco e em alguns minutos percebi que estava tudo bem, porém, eu não conseguia ficar em pé de tanta dor. Assim, gentilmente meus amigos me levaram até o final da pista nos braços (ajuda esta que agradeço de coração).

No hospital, após muitos exames descobri que não tinha fraturado absolutamente nada e que, na verdade, a dor intensa era devido uma hemorragia interna causada pelo rompimento do meu baço. Acredito que até esse ponto é algo normal que não podemos evitar, pois, sabemos que essas coisas acontecem com todas as pessoas que praticam esportes. Contudo, gostaria de fazer algumas considerações de suma importância para comunidade da Bike.

Eu fiquei 6 dias na UTI (devido complicações decorrentes da cirurgia) e mais alguns dias no hospital. Assim, tive a chance de conversar com Doutores bons e influentes no ramo da cirurgia e isso me trouxe algumas lições que divido com vocês.

Primeiramente, o meu acidente poderia ter sido "evitado". Sim, não o fato de cair, mas o fato de romper meu baço. No dia do acidente eu estava muito resfriado, quero dizer, era uma gripe/resfriado que vinha desde domingo, mas, mesmo assim eu tomei alguns remédios durante a semana e COMO TODOS disse: "Acordei bem, vou apenas fazer um treino leve".

A grande lição (que eu não sabia também) é que o baço incha muito quando temos um quadro de resfriado ou gripe. Não sei os motivos médicos, mas por inchar e alterar significativamente seu tamanho (devido a concentração de sangue no órgão) isto resultou em um aumento da superfície de contato do órgão e consequentemente contribuiu para seu rompimento com o choque.

Portanto, amigos e amantes da bikes, tenham a consciência de que nosso corpo é limitado e muitas vezes nos "forçamos" além dos nossos limites e isso pode ter significados "tristes" como aconteceu comigo. Sei que ignoramos muito gripes e resfriados, principalmente quando nos sentimos "melhor" após remédios, mas fiquem atentos com este detalhe.

Por outro lado, quero ressaltar algo muito importante também. Nas conversas com os médicos descobri que algumas pessoas morrem devido ao rompimento do baço com certa frequência. Como amantes de um esporte "de impacto" sempre quando caímos nos preocupamos com os ossos, verdade não? Eu mesmo fui para o hospital achando ter quebrado algo. Nunca imaginei que a dor poderia ser de hemorragia interna.

Assim, deixo meu aviso para considerarem essa hipótese quando caírem "feio" de bike. Veja, felizmente estava em um excelente hospital com médicos de referência nacional. Porém, os próprios médicos me disseram que existem relatos de pessoas que caem e não quebram absolutamente nada e passam a sentir um desconforto e acabam por ignorar "achando ser dor muscular do impacto". Assim, a hemorragia vai acontecendo sorrateiramente e a pessoa entre em óbito (principalmente ao dormir).

Outra dica, para os amigos da bike, principalmente para quem pratica Downhill é mentir no hospital. Sim, uma boa mentira. Quando nos machucamos por cair de uma bicicleta as pessoas pensam: "é um "tombinho" em uma estrada de terra ou na rua...coisa pequena", porém, poucas pessoas tem noção exata do que é o Downhill.

Portanto, quando cair e for ao hospital diga: "cai de moto ou motocross". Assim, o médico irá analisar você com outros olhos e isso poderá salvar sua vida. Digo isto, pois, no meu caso, levou-se quase 6 horas para descobrir a hemorragia interna, e só descobrimos após um ultrassom, pois eu reclamava de muita dor. Contudo, dependendo do hospital ou do médico, isso pode passar desapercebido. Atenção!!!

Agradeço a atenção e a oportunidade de dividir com vocês algumas dicas. Estou me recuperando bem. Estou forte e feliz para andar de bicicleta em breve.

- Yuri Bogner, 29 anos, São Paulo

Lembro de uma experiência que aconteceu ha muito tempo, tinha 15 anos (ano 1999) e fui correr meu primeiro campeonato de Four-X em São Roque no Ski Moutain park, não tinha experiencia e apenas havia corrido algumas provas de downhill. Meus pais na epoca me levaram, não conhecia o pessoal, cheguei naquela prova com muito medo e vontade de andar bem, acho que foi uma formula meio perigosa mas que me fez aprender bastante.

Já sabia dar pulos menores, com alguns sustos passei a me sentir muito bem fazendo aquilo, mas eu não tinha técnica e nem experiência. Foi entao que vi o piloto Markolf Bertchtold, varias vezes campeão brasileiro de downhill, voando nos pulos maiores, um duplo que já encaixava em um outro, alem de outros pilotos profissionais que encaixavam certinho a sequencia, foi ai que pensei que era possível fazer igual.

Me programei para pular na próxima descida, sem ao menos tirar minha duvidas com alguém que já estava realizando o salto, um erro que me custaria um trauma tanto físico como psicológico.

Pedalei ate o ponto de embalo para o pulo, respirei um pouco, minhas pernas e braços tremiam, não era um bom sinal. Foi entao que pedalei rapido para pular aquela sequencia de duplos. O primeiro saiu muito bem mas o segundo não, e sem consciência corporal de como me posicionar na bike na saída do pulo, subi no ar assustado e duro e no retorno ao chão eu virei de frente, quando fui colocar meus braços para proteger meu rosto, minha clavícula não aguentou e quebrou ao meio. Percebi que algo errado aconteceu no meu ombro mas quase não tinha dor. quando comecei a subir o teleférico e esfriei um pouco, já percebi que era alguma fratura, a primeira de nove outras que vieram com os anos.

Aprendi muito jovem que o esporte envolve risco, que devemos fazer bem nossas escolhas. O salto pode ser a coisa mais bonita e surpreendente que uma bike possa fazer, mas podemos andar bem em uma prova de mountainbike treinando linhas mais rápidas, curvas bem executadas, e muito pedal durante todo o trajeto, deixando os pulos para aquela hora que vc tem certeza que não vai errar.

Gostaria de deixar para os jovens pilotos que tomem como essencial conversar com algum piloto que já executa o salto, manobra ou linha de passagem. Não devemos esconder nossa duvida e questionar aos mais experientes, e, se possível, tente realizar um salto seguindo alguem, bem na cola, isso ajuda bastante pois olhando o piloto da frente vc pode copiar seus movimentos e velocidade empregada no salto, diminuindo suas chance de erro.

- Cristiano Ferraz, 39 anos, Sao Paulo

Em um dia de domingo, estava andando na trilha da volta que fica na Serra da Cantareira/SP. No meu caso, eu estava numa situação de total controle. Fui vítima de um elemento externo. Tive a infelicidade de encontrar de frente com um ciclista sem experiencia em trilhas de DH subindo a trilha na contra-mão, e ainda por cima, distraído. Como era um trecho de muita velocidade,estreito e sem visao bater de frente com ele era quase inevitável.

Arquivo pessoal
Cristiano Ferraz
Cristiano Ferraz

No susto, consegui desviar um pouco, mas mesmo assim meu braço bateu no guidão da bike dele e quebrei o braço em dois lugares. Fui para hospital, onde precisei fazer uma cirurgia complicada para colocar uma placa titãnio e oito parafusos. Fiquei uma semana internado, mas felizmente minha recuperacao foi muito boa e em três meses já consegui pedalar na rua com bike de Cross Country e em quatro meses voltei paras trilhas.

Agora já se passaram cinco meses. Ainda tenho dores no punho, pois por conta dos parafusos o braço inteiro fica sem a maleabilidade natural dos ossos. O importante é que estou cada dia melhor.

Com este acidente aprendi que devemos sempre andar com um amigo nunca sozinho e sempre que descer uma trilha onde você não tenha muita visão, grite bem alto "bikeeeeeeeee!!!". Para a moçada que está comecando, sempre escutem conselhos de pessoas mas experientes. Sentir medo não é vergonha nenhuma, pois o medo te impõe limites necessários para a sua evolução no mountainbike.

*(Rasta in memoriam)*

Me desculpem se demorei tanto tempo para noticiar uma homenagem ao nosso amigo. Mas a espera foi válida pois agora temos calma e cabeça para tirar algo bonito com essa pessoa grandiosa que ele foi. Pelas palavras de uma de suas melhores amigas Fernanda Araújo:

O Marcelo sempre foi um cara de personalidade forte. Um caráter e personalidade surreal. Respeito é uma das palavras que o define. Muito raro um momento de "bad". Sempre alto astral, no reggae, no skate, na bike, no track, tudo.

Arquivo pessoal
Homenagem a Marcelo, o Rasta
Homenagem a Marcelo, o Rasta

A ligação do Rasta com a bike vem de infância. Ele me contava que quando era pequeno, ele fazia um "estágio" na bicicletaria de um amigo do pai dele, para aprender a mexer na bike inteira. O encanto pela bike vem de infância. Subia a Cantareira no pedal como muitos já fizeram. Um amor sem fim! Meu eterno brother... Ninguém nunca fez por mim o que esse cara fez!

A primeira vez em que ele me levou para conhecer o DH, foi no Green Park Bike Cantareira, onde conheci muitas pessoas fantásticas, que são meus amigos até hoje. Dali queria de qualquer maneira andar. Minha primeira vez foi a Trilha dos Macacos. Ele me ajudou muito. Tanto como na evolução da minha bike com peças e equipamentos de proteção, como na preparação física e psicológica.

O Rasta era personal trainer, envolvia todos seus alunos na bike. Sempre dando palestra no Sesc, projetos esportivos. Se eu contar nos dedos o tanto de pessoas que ele converteu para o pedal, vou precisar de mil mãos.

Arquivo pessoal
Personal trainer, o ciclista espalhava o amor pela bike com os alunos
Personal trainer, o ciclista espalhava o amor pela bike com os alunos

Enfim, ele sempre fez essa união com seus alunos: Bike e Preparação. Teve gente que apenas pagava as aulas de pedal, down hill, xc, cross.

O Rasta nunca tinha sofrido nenhum acidente com bike, afinal, era um cara consciente corporalmente. Sempre tinha os rolinhas de leve, mas nada muito sério há ponto de internar ou UTI.

Eu estava com ele um dia antes do campeonato. O humor dele sempre foi aquele que todos nós sempre vimos. Alegre, brincalhão sempre alto astral. Me lembro que tinha falado com ele antes da sua descida oficial.

Estava com um amigo e nós iriamos na represa de Mairiporã remar, quando resolvemos chamar ele. Liguei para ele. Ele me disse: "Estou aqui pronto pra minha descida oficial Fê!" Lhe desejei um bom drop, e a noite recebia a notícia, o resto todos já sabem.

Desafiar a bike? Não, isso nunca fez parte dele. O Rasta desafiava seus próprios limites. Não a bike! Ele pedalava por amor. Sempre foi muito cauteloso nas suas descidas e subidas. Me dizia: "Fê, sempre analise a pista antes de soltar os freios, faça andando!". Treinava sempre, um cara super ativo, afinal ele era Educador Físico e isso corria nas veias dele.

Foi a primeira vez que perdi uma pessoa que amava do coração. Sinto e vou sentir sempre sua falta. Passei o dia com ele no hospital, coloquei dub, conversamos, rimos, eu realmente estava confiante. Mas essa vida é muito louca, nos prega peças de uma hora para outra.
O que eu tirei de lição? Vou escrever um livro aqui!

Aprendi que se você realmente quer algo, busque! Se você ama alguém de verdade, fale! A vida esta ai para que possamos valorizar quem esta ao seu lado, viver intensamente. fazer o que te faz feliz! As vezes choro de revolta, as vezes saudades, mas muitas vezes eu me recordo de todos os momentos que estive com essa pessoa iluminada e choro de felicidade. Agradeço a Deus todos os dias por ter colocado ele no meu caminho e me mostrar uma boa parte do que sou hoje. E você pode fazer tudo aquilo que acredita que pode fazer!

"Good Vibes Forever!"

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Gol de bicicleta! Silvinho, do Criciúma, ganha uma magrela de presente | Bike é Legal

Bia Ferragi
Bia Ferragi

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Em clima de copa do mundo aqui no Brasil, eu também quero falar de futebol, então a brincadeira é a seguinte: jogador que fez gol de bicicleta no Brasileirão, leva uma bike de presente da GT, para promover a integração entre os dois esportes.

O felizardo da vez foi Silvinho, do Criciúma, que nem imagina o quanto sua vida vai mudar a partir de agora (sim! Ele vai se apaixonar pela bike!).

Divulgação
Bicicleta que demos de presente para o jogador do Criciúma
Bicicleta que demos de presente para o jogador do Criciúma

Numa cobrança de escanteio para o Criciúma, enquanto os jogadores adversários do Chapecoense tentavam cabecear a bola pra fora da área, Silvinho isolado de marcação enxergou a possibilidade e deixou todos surpresos. Veja o gol:

Veja o gol de Criciúma 1 x 0 Chapecoense

Fui convidada a encarar uma viagem até a cidade catarinense. De São Paulo, segui de ônibus até o aeroporto de Viracopos, em Campinas. Minha bike de enduro GT Force saiu em viagem comigo, além dela uma pequena mala, meu capacete e a minha vontade de escrever e pedalar em Criciúma.

Divulgação
Ação é uma forma de promover a integração entre ciclismo e futebol
Ação é uma forma de promover a integração entre ciclismo e futebol

Embora a cidade tenha um perfil industrial, me limitei a fazer um pedal logo cedo de reconhecimento para não enrolar meus treinos, e logo segui com nossa assessoria para a Bike Point, o maior bike shop da região. Lá, deixamos a bike de Silvinho para ser montada.

Fomos super bem recebidos pelos locais, que cultivam demais o ciclismo na região. A loja apoia uma equipe enorme de atletas de speed e cross country, desenvolvendo assim o potencial da região que fica próxima à serra de SC.

Divulgação
Eu, o atacante Silvinho e a equipe que acompanhou a ação em Criciúma
Eu, o atacante Silvinho e a equipe que acompanhou a ação em Criciúma

Após almoçar com Augusto, o proprietário da Bike Point e incentivador da equipe que leva o mesmo nome, seguimos ao estádio do Criciúma, onde a brincadeira começou.

Eu tentei bater uma bolinha, mas acho melhor eu continuar pedalando. Levei Silvinho para aprender algumas coisas básicas, tipo como ajustar o banco e trocar as marchas e a missão foi cumprida.

Divulgação
Durante rápida pedalada no campo, passei algumas dicas básicas para o atacante
Durante rápida pedalada no campo, passei algumas dicas básicas para o atacante

A integração foi super válida, para mim uma experiência inédita de pedalar em um estádio, e o mais legal, que é sempre apresentar nosso mundo do MTB para um leigo também apaixonado por esportes.

Bia Ferragi
Me diverti bastante no Heriberto Hulse, o estádio do Criciúma
Me diverti bastante no Heriberto Hulse, o estádio do Criciúma
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VÍDEO: Brasil Enduro Series em Itaipava/RJ | Bike é Legal

Bia Ferragi
Bia Ferragi

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A primeira etapa da Shimano Enduro Series Brasil 2014 aconteceu nos dias 10 e 11 de maio com disputas na cidade de Itaipava (RJ).

O evento chegou para reafirmar a popularidade da modalidade entre os atletas brasileiros, que têm cada vez mais interesse neste novo estilo.

Com muito esforço, consegui ficar com o título no feminino e, entre os homens, Bernardo Cruz foi o grande vencedor. Veja na videorreportagem:

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No asfalto paulistano: a primeira pedalada de uma atleta no trânsito | Bike é Legal

Bia Ferragi
Bia Ferragi

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Ciclista que sou, confesso que havia andado poucas vezes de bicicleta nas ruas da cidade de São Paulo. Usar a magrela como meio de transporte num dia normal de trabalho, então, era um terreno que não havia explorado.

Na última terça-feira, me foi entregue uma linda Cannondale CAAD8 6, e foi com ela que resolvi quebrar o tabu. Saí durante o final da tarde rumo à academia onde treino, num horário de pico em São Paulo.

O percurso não tinha nada de horroroso além do que já estamos acostumados a ver nas ruas de São Paulo: valas mal acabadas, asfalto irregular e quase nenhuma ciclovia.

O que seria um trajeto comum para um ciclista urbano, para mim, mountainbiker, foi pior do que tentar descer a Goats Gully em Whistler (uma pista double diamond de arrepiar...).

Tudo começou na porta de casa, quando já fui me adaptando à posição do gudião e aos trocadores. Os freios mecânicos também tem um funcionamento diferente dos freios que estamos acostumados no MTB extremo, mas a verdade é que me surpreendi com a qualidade dos freios C4 duplo pivot que equipam a bike. Eles são extremamente sensíveis ao toque e funcionam de forma progressiva, me deixando bem segura para sair de vez do meu bairro rumo ao meu destino.

Bia Ferragi
Bike usada na pedalada de Bia Ferragi pela cidade
Bike usada na pedalada de Bia Ferragi pela cidade

A roda fina foi algo que me apavorou logo na primeira descida! Demorou até que eu me acostumasse com a realidade: SIM! Uma speed aguenta a pancada, é muito estável e confiável, basta se adaptar ao guidão mais estreito e aplicar nele a mesma força que estou habituada no mountainbike.

Chegando na primeira avenida principal, aí sim, as pernas começaram a tremer e a jornada começou. Novidade para mim, afinal eu respeito a regra quando dirijo, os motoristas não tomam a distancia do ciclista de 1,5m estabelecida por lei. E o problema não é somente não respeitar. Reparei que muitos deles adoram passar bem pertinho só para te empurrar mais pro canto da rua. Esquisito, não?

Com mais 800 metros de avenida, tive que desviar de uma série de bueiros e caminhões parados, descarregando material e atrapalhando uma das pistas da avenida. Algumas vezes consegui subir na guia e passar pela calçada para realizar a ultrapassagem de forma mais segura. Porém, numa delas, tive de aguardar um motorista de bom humor que não acelerou loucamente para me fechar e me deu passagem.

Ao entrar em uma avenida maior ainda, esta agora com 4 faixas de circulação, logo me direcionei para a faixa de ônibus. Que aventura! Se em toda corrida que eu participasse, eu tivesse um ônibus colocando pressão atrás de mim para acelerar eu ganharia da talentosa atleta de Downhill Rachel Atherton! Não sei se a estúpida fui eu de entrar no clima de corrida a 60km/h dos carros e ônibus, mas a impressão que tive é que se eu não pedalasse na mesma intensidade do que eles, me tornaria invisível e tão logo uma vítima em potencial no meio de tantos veículos nocivos.

Entrei numa rua vicinal, e então me deparei com uma senhora tentando uma manobra um tanto quanto proibida (leia-se atravessar no sentido contrário em uma rua com faixa dupla no meio). Eu já vinha a observando longe. Ela olhando para um lado, olhando para o outro, e de novo na minha direção. Obviamente, ela se atentou a TODOS os carros, mas claro que para a bike não. Quando fui passar na frente do carro, a dita senhora acelerou e eu dei um berro. Não é que ela me mandou um beijo? Achei ela até bonitinha, então mandei um beijo de volta. Acho que não foi esta a mensagem que ela quis me transmitir, mas OK.

Segui meu caminho. Muito engraçado foi notar que os motoboys crescem para cima das bikes. Pense pela ótica deles: ônibus e caminhões os fazem parecer ridiculamente minúsculos, carros estão sempre os fechando e acabando com a festa deles. Sobre quem eles podem se sentir valentões no trânsito? Bicicletas indefesas, mas é claro! Vários chegavam paralelos a mim e então aceleravam VREEEMMMM querendo dizer: "o meu é melhor que o seu amiguinha!" .... oh céus...

Se tudo isso já não fosse novidade suficiente para me fazer suar frio, veio a chuva. E dela eu não poderia nem reclamar, pois minha cidade ficou muito tempo sem vê-la. Fato é que o terreno, OPS, o asfalto, mudou suas características e tive que pilotar mais atenta. Mais uma vez me surpreendi com a bike. Aro 29 montada com um pneu schwalbe, ela reagiu muito bem sem perder a estabilidade, não me deixando na mão em nenhum momento.

Uma longa subida e então mais 3km e finalmente cheguei para o meu treino. Foi um desafio e tanto!

Deixo aqui registrada a minha admiração a todos vocês colegas ciclistas urbanos que se transportam diariamente em suas magrelas pelas loucas ruas de São Paulo. Vocês são campeões !!!

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No asfalto paulistano: a primeira pedalada de uma atleta no trânsito | Bike é Legal

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ESPECIAL EWS: Campeonato de Enduro em La Parva (CHI) parte 2 | Bike é Legal

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ESPECIAL EWS: Campeonato de Enduro em La Parva (CHI) | Bike é Legal

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Especial EWS : reconhecimento das pistas especiais

Bia Ferragi
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Na terceira reportagem sobre o Enduro World Series no Chile, Bia Ferragi e a equipe de brasileiros realiza a primeira descida nas pistas especiais. Confira no vídeo.

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Especial EWS: No primeiro dia no Chile, um treino para conhecer a trilha | Bike é Legal

Bia Ferragi
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Continuamos com o especial sobre a minha participação no Enduro World Series, a mais importante competição da modalidade no mundo.

Nesta que é a segunda videorreportagem da série, a equipe de pilotos brasileiros começa a enfrentar as baixas temperaturas chilenas para conhecer as pistas da região de La Parva, no Chile.

A minha ideia era mostrar os detalhes das trilhas do Bike Park La Parva, um single track bem estreito com um visual de arrepiar. Veja:

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Especial EWS: No primeiro dia no Chile, um treino para conhecer a trilha | Bike é Legal

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Especial EWS no Chile | Bike é Legal

Bia Ferragi
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A partir de hoje vocês acompanham uma série de vídeos sobre minha participação no Enduro World Series no Chile. A preparação, os treinos e a prova. Está tudo registrado para os amantes do Mountain Bike.

Nesta primeira reportagem, a equipe de brasileiros chega em terras chilenas para o início da aclimatação para o campeonato mais importante do mundo na modalidade. Confira.

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Especial EWS no Chile | Bike é Legal

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Bia Ferragi conquista segundo lugar no Enduro World Series | Bike é Legal

Bia Ferragi
Bia Ferragi

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Primeira brasileira a participar da competição mais importante do calendário mundial de Enduro, a atleta da GT Bicycles sobe ao pódio duas vezes em menos de duas semanas e traz resultados inéditos para o esporte nacional

A curta temporada chilena foi um sucesso para Bia Ferragi. Em menos de duas semanas, a paulistana subiu ao pódio, em ambas as provas disputadas, Nacional Chileno - etapa de La Perva e a primeira etapa do Enduro Word Series (EWS), principal competição do calendário mundial de Enduro, realizada no último domino (20/04), em Nevados de Chillan, região cercada pela Cordilheira dos Andes.

Dogman Photos
Bia Ferragi no EWS, La Parra (Chile)
Bia Ferragi no EWS, Chillan (Chile)  

Primeira representante brasileira em uma etapa do EWS, Bia conquistou o segundo lugar e abriu portas para o Enduro nacional. Com um treinamento especial, a biker chegou ao país chileno preparada para enfrentar as dificuldades das pistas. "A prova foi brutal, exigiu demais. Foram dois dias de treino e dois de competição, no quarto dia estávamos exaustos, mas felizes por completar a prova", comemora o resultado inédito pro Brasil. Veja aqui galeria de fotos de Bia no Chile. 

Apesar das maravilhosas paisagens da Cordilheira dos Andes, a pista era extremamente difícil. "A pista é muito intensa, com muita subida íngreme. Nos deslocamentos tínhamos de carregar a bike na mão, o que foi difícil demais. No primeiro dia eu caí, mas mesmo assim fiz uma excelente etapa", conta Bia.

Bia Ferragi
Bia Ferragi fatura segundo lugar na categoria Light
Bia Ferragi fatura segundo lugar na categoria Light

Participando na categoria Womens Amauter, Bia teve a oportunidade de pedalar em altíssimo nível ao lado das melhores do mundo. "O Chile organizou um belo evento e as pistas foram elogiadas por todos os europeus", conta a atleta GT Bicycles.

Bia Ferragi
Bia Ferragi com a medalha de prata na mão
Bia Ferragi com a medalha de prata na mão 

Feliz com a temporada chilena e os resultados inéditos para o esporte brasileiro, Bia Ferragi agora irá competir em território nacional na primeira etapa do Brasil Enduro Series, que começa dia 10 de maio, em Itaipava, Rio de Janeiro.

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Bia Ferragi conquista segundo lugar no Enduro World Series | Bike é Legal

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Puro Mountain Bike na preparação para o EWS no Chile | Bike é Legal

Bia Ferragi
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O campeonato de Enduro organizado pelo montenbaik.com e pela MTBLab há cinco anos agita as montanhas andinas de La Parva, próximo a Santiago (CHI). Já corri muitas provas da modalidade no Brasil, mas aqui o esquema é diferente. O campeonato chileno ultrapassou os 500 inscritos, divididos em 10 categorias diferentes e com trajetos distintos; Enduro 1, 2 e 3.

Bia Ferragi
Bia Ferragi em La Parva, Chile
Bia Ferragi em La Parva, Chile

A prova aconteceu em um sábado e os treinos na sexta-feira. As turmas, divididas nos 3 percursos, foram orientadas com horários de entrada e saída de diferentes lugares, porém ao mesmo tempo. Durantes os treinos, contamos com mau tempo e até neve no final da tarde. Não foi permitido o resgate com caminhonetes e o reconhecimento das pistas foram feitos no pedal.

Nós do Brasil buuscamos conhecer o máximo de todas as trilhas, enquanto as equipes locais se dedicaram aos trechos mais técnicos.

A desvatagem em relação aos atletas locais era clara. Mesmo próximo de Santiago, as condições climáticas das cordilheiras em La Parva eram cruéis. Meus maiores inimigos foram o frio abaixo de zero e claro, a altitude.

AS PISTAS

Muita pedra solta e areia, em um terreno seco e com características desérticas. Pouquíssima vegetação, composta de um único espinho rasteiro junto das pedras e uma espécie de limo por onde se escorria água.

Bia Ferragi
Bia Ferragi em La Parva, Chile
Bia Ferragi em La Parva, Chile


No Brasil as subidas também são cronometradas. Aqui elas aparecem em grandes quantidades, mas apenas nos deslocamentos e com tempo máximo a ser percorrida. Vamos aos detalhes:

Enduro 1: Uma pista tradicional conhecida como Bikepark. Início com alguns saltos seguidos de curvas cavadas e um trecho em alta velocidade. Os Rocky Gardens surgiam entre trechos de Off Cambers com pedras soltas. A última parte era menos seca, estreita e com muitas pedras. Serviu de espetáculo para o público que delirou na descida da categoria PRO. Fabien Barel, Jerome Clemenz e Nicolas Prudencio deram um show de linhas alternativas nesta parte.

Enduro 2: Um trecho bem reto e de alta velocidade. Parvazo cortava baixadas esburacadas e possuía pedras muito pontiagudas. Na minha opnião, era a pista especial mais técnica. Em um dos deslocamentos finais era necessário carregar a bike nas costas. Sofri nesta parte. O deslocamento seguia até a base do teleférico, 8 quilômetros bem íngremes, parte em asfalto e parte em terra. No dia da competição, muitos desistiram deste deslocamento. Alguns passaram mal e até me deparei com gente desmaiada no teleférico. A prova foi duríssima até para os pilotos locais, acostumados com o frio e a altitude.

Enduro3: Valle Amarilo. Pista tradicional com deslocamento em suave inclinação. Porém, a altitude de 3800 metros incomodou e sugou muita energia. Foi a pista que mais gostei. Travada e bem natural. Também foi onde tomei um belo tombo durante a prova. Entortei a roda e tive dificuldades em retomar minha velocidade. Segui com roda dianteira e guidão desalinhados. Mesmo assim consegui me manter firma para buscar o terceiro lugar na categoria.

A PROVA

No dia da corrida o sol finalmente saiu. O clima mais ameno ajudou. As montanhas de La Parva foram tomadas por bikes iradas. Um show de equipamentos de última geração. Mesmo assim, pneus furados, câmbios, gancheras e rodas quebradas acabaram com a corrida de muitos. Mas este é o espírito do Enduro. Uma prova completa, física, técnica e desgastante.

Corri com mais 14 meninas locais de Santiago. O terceiro lugar me surpreendeu e motivou ainda mais para o mundial este final de semana. Aprendi muito sobre o mountain bike chileno, segurança e boas pistas!

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Puro Mountain Bike na preparação para o EWS no Chile | Bike é Legal

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Bia Ferragi e a preparação para o Enduro World Series no Chile | Bike é Legal

Bia Ferragi
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Entre os próximos dias 19 e 20 de abril, o Chile recebe a primeira etapa da EWS (Enduro World Series), principal competição da modalidade que é a nova paixão entre mountain bikers de todo o mundo. A prova será realizada na região de Nevados de Chillan, dentro da Cordilheira dos Andes e próximo à divisa chilena com a Argentina. Veja preparação. 
 
Os pilotos vão encarar um trajeto que deve ficar entre 25 e 40 quilômetros de pedal durante oito horas de prova. (A EWS não divulga os trechos exatos antes da competição).
 
Como é de praxe no Enduro, a dinâmica da competição é intercalar trechos de descidas cronometradas com deslocamentos compostos por duras subidas, que não contam para o tempo geral, mas têm um horário limite para ser completado. Seguindo as regras da entidade que organiza as competições de Enduro, os trechos cronometrados são compostos por 80% de descida e 20% de subidas.
 
A previsão é de mais de 2000m de subidas acumuladas e, além do esforço físico das subidas, os pilotos precisam estar preparados para os efeitos da altitude na cordilheira, já que a prova acontece por volta de 3000m acima do nível do mar.
 
No Chile, a concorrência será grande. Para se ter uma ideia, as 150 vagas abertas aos atletas amadores, por exemplo, foram esgotadas em cerca de dois minutos de inscrição no site da EMBA (Enduro MTB Association). Ao todo, 39 países estarão representados na disputa em Nevados de Chillan e a maior quantidade de pilotos vem do Reino Unido - cerca de 30% do total.
 
Apesar da presença em massa de europeus, o diretor da EWS, Chris Ball, destaca o crescimento da participação de ciclistas de países de outras regiões, como a própria América do Sul. "Com um número tão expressivo tanto de corredores amadores quanto de pilotos de elite, a competição vai encontrar um bom equilíbrio, e temos o prazer de ver esse crescimento saudável e entusiasmado da comunidade do Enduro comunidade em todo o mundo", comemora Ball.
 
A EWS é o campeonato oficial da EMBA entidade que surgiu em 2012 para reger a modalidade no mundo. (saiba mais sobre o histórico do crescimento do enduro).
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CBC leva apenas dois atletas de DHI para o Pan de MTB, disputado no Brasil | Bike é Legal

Bia Ferragi
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1. INTRO

Em ano de copa, os olhos do ciclismo de montanha brilham para outra grande disputa a ser sediada em nossa pátria amada. O Campeonato Panamericano de Mountainbike. O evento, que acontece entre os dias 25 a 30 de março de 2014, terá duas modalidades (XCO e DHI), ambas a serem disputadas na cidade de Barbacena/MG.

O presente artigo tem o fulcro de trazer à nossa reflexão este acontecimento do ponto de vista épico, banhado a ouro, singelo, omitido, à moda brasileira. Após entrevista com a CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo), preparamos em primeira mão o material a seguir.

Divulgação
Barbacena (MG) é a sede do Panamericano de MountainBike
Barbacena (MG) é a sede do Panamericano de MountainBike

2. BRASIL: UM PAÍS DE TODOS OS ESPORTES?

A Copa do mundo de Futebol. Temos um destinatário internacional, a FIFA, que organiza um campeonato para os países classificados através de suas confederações (no Brasil a CBF) que por sua vez obtém subsídios da própria FIFA, do ministério do esporte e de seus pequenos patrocinadores (Montadoras, bancos, cervejarias, Petroleiras...). Isto viabiliza que a seleção brasileira de futebol treine e se apresente com todos seus jogadores, titulares, reservas, sem citar a equipe técnica e de apoio em todos os grandes campeonatos que demandem a sua presença como designatários da bandeira nacional.

Estamos falando de um dos esportes mais lucrativos do mundo, ok. Não é de se espantar que a coisa saia bem organizada e bem diferente dos eventos de mountainbike. No entanto, se é por este segundo que o coração de nossos leitores bate mais forte, vale a analogia com UCI - COPACI - CBC.

A respeito do PAN, como qualquer grande evento esportivo internacional, é de se esperar que o país leve para sua representação uma gama de atletas, seja este evento disputado em território nacional ou não, na maior amplitude possível e em todas as categorias disponibilizadas pela organização do evento. A falta de interesse do próprio Brasil pelo MTB traduz claramente o por quê de hoje não termos esta realidade refletida na lista de convocação da CBC.

Infelizmente, os responsáveis pelo evento (CBC, Bike Light e Município de Barbacena) não parecem contar com patrocinadores de peso para suprir este déficit e conseguir extrapolar o numero limite de 16 representantes no evento distribuídos entre as duas modalidades XCO e DHI, e entre suas diversas categorias.

As retóricas se tornam pertinentes: será que o cidadão médio tem algum tipo de ciência de que o PAN MTB será disputado no Brasil? Qual tipo de marca se interessaria em apoiar este evento, já dito como pouco divulgado? Qual foi o veículo de mídia genérico que procurou se aprofundar sobre estes fatos?

3. O PAN E AS VAGAS

A estrutura enxuta do PAN conta com um pacote de benefícios igualitária para todos os países participantes. "Oferecemos hospedagens e alimentação para 16 membros de cada pais, além de traslados também para todos os países, aeroporto/hotel/aeroporto", relata a CBC.
Cabe à equipe técnica de cada país convocar e determinar a divisão das 16 vagas entre as categorias e modalidades que lhes melhor aprouver.

Além dos mencionados 16 atletas por cada país há uma segunda possibilidade de participar da competição. Aí mora a diferença entre atletas convocados e as vagas disponíveis. Ser convocado para o Pan-Americano de MTB 2014 significa ter seus custos pagos pela CBC para representar o país. Participar por conta própria é permitido, desde que você arque com todos os seus custos, inclusive com a salgada inscrição de 40 dólares.

Das 16 vagas do Brasil, 14 foram destinadas ao XCO e apenas duas ao DHI. É um fato que surpreende os atletas do DH, posto que é nesta modalidade que o Brasil sempre consegue mais medalhas.

A segunda opção de comparecimento, na modalidade "autorização" para representar o país, infelizmente desestimula os atletas de DH. Coloque na conta: gasolina, ônibus, ou avião, pedágios, estadia, refeições... Fica a dúvida se grandes atletas com grandes possibilidades de medalhas terão condições financeiras de nos representar. Até mesmo para os patrocinadores individuais de cada atleta a conta acaba saindo cara.

Para as duas vagas do DHI foram convocados os dois primeiros colocados no Ranking Brasileiro, Bernardo Cruz e Maicon Zottis. Se tivéssemos mais duas, totalizando quatro, poderíamos ter também nos representando o campeão Junior e a campeã Feminina, ambos com chances gigantescas de medalhas.

Vale lembrar que no ano passado Lucas Borba levou a medalha de ouro na Junior contra outros 35 atletas, e Bruna Ulrich ficou com a medalha de bronze no Feminino.

Em 2012, Luana Oliveira e Bruna Ulrich ficaram com as medalhas de prata e bronze e Silvio Félix ficou com o bronze na Junior. Sobre este tópico, a CBC se posicionou da seguinte maneira:

BIA: Por que não temos nenhum representante da categoria Junior, considerando que eles são o futuro do esporte?
CBC: Vários atletas juniores estarão participando do Pan-americano de MTB.

BIA: Sabemos que os melhores resultados olímpicos em ciclismo são femininos no Brasil. Por que a Campeã Brasileira de DH não foi convocada? Por que a CBC definiu em não convocar nenhuma representante feminina?
CBC: As atletas do feminino poderão participar do Pan-Americano, dentro do numero de vagas oferecidas pela COPACI a cada país. O Brasil deu prioridade à modalidade olímpica XCO.

4. A POLÊMICA DA PISTA

Um vídeo feito por uma turma de amigos de Minas Gerais que visitaram a pista de DH do PAN 2014 invadiu a internet, tornando a pista alvo de críticas dos melhores pilotos nacionais.

Com exclusividade, a CBC nos concedeu as seguintes respostas:

BIA: Frente às fervorosoas críticas sobre a pista de DH, a CBC pretende reformá-la ainda antes do evento?
CBC: A pista de DH e XCO ainda esta sendo finalizada, conforme ocorrem em todos os países.
BIA: Há alguma fundamentação sobre a pista apresentada?
CBC: As pistas são diferentes todos os anos, independente do país organizador. Os atletas terão tempo hábil para treinar nas pistas finalizadas oficialmente antes do evento e fazer sua melhor adaptação no que a pista exige.

5. E PARA FINALIZAR, UM PONTO DE REFLEXÃO

BIA: Hoje temos um esvaziamento no número de atletas federados na modalidade de DH. Isto se dá, ao meu ver, pela falta de consistência das federações estaduais. Qual seria uma mensagem da CBC para que estes atletas se unam novamente em prol do esporte?

CBC : O Brasil esta totalmente dentro da medial geral, se comparado com outros países, Estamos trabalhando sempre em busca do desenvolvimento do ciclismo como um todo. Quando estamos falando da disciplina Mountain Bike, isto inclui o XCO, Marathon e Downhill. Mesmo que esta proporção não seja igualitária, devido ao XCO ser uma modalidade olímpica, com a evolução de qualquer uma delas, as demais agregadas acabam de uma forma ou de outra também evoluindo e esse é o nosso objetivo.

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Um dia de treinos na Serra das Cabras | Bike é Legal

Bia Ferragi
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1. Eu não vi nenhuma cabra

Esta foi a primeira vez que estive no local. Alguns amigos da região do vale de Campinas já haviam me contado que lá era um bom lugar para andar de bike em geral (XC, AM e DH), e por conta da proximidade com São Paulo, a convite da turma local Raphael Ometto, Ricardo Frazzato, Alexandre Rodrigues da Silva, o Xande (da equipe Kombi) e na companhia do meu parceiro Yuri, fui conferir o role.

Bia Ferragi
Nesta estrada de terra a entrada da pista fica numa subida à direita
Nesta estrada de terra a entrada da pista fica numa subida à direita

A Serra das Cabras é uma APA (Área de Proteção Ambiental) que foi criada em 2001. A inclinação chega a 1.078 de altitude.
Segundo o IBAMA, lá existem diferentes espécies como cachorros do mato, gatos selvagens, tucanos, maritacas, veados, jibóias, lontras... mas e as Cabras?
Procurei muito e finalmente descobri !!!!

De acordo com o relatório da APA elaborado pela prefeitura de Campinas, o nome advém do Ribeirão das Cabras, um curso de água que passa por lá.
Ninguém me contou se as tais cabras bebiam água no ribeirão, mas descobri que a região foi ocupada há mais de 200 anos quando foi desmatada e usada pela agropecuária para plantio de cana-de-açucar, frutíferas, café e pastagem (criação de gado para corte e leiteiro, cabras e ovelhas) !!!! SIM AS CABRAS !!!

Bia Ferragi
Visual e bikes na Serra das Cabras
Visual e bikes na Serra das Cabras

Superado isso, o objetivo do dia foi andar numa pista de Downhill onde o pessoal do Cross Country corre, mas no sentido contrario (ou nós que andamos ao contrario? Eis a questão...)

2. Mapa

Na foto de satélite abaixo, está mapeado o segmento da pista de DH. O resgate fica na beira da SP-360, que liga Morungaba a Amparo.

Reprodução / Strava
Mapa 1
Mapa 1

Para retornar à pista, é necessário passar por dentro da cidade de Morungaba pela rua Araújo Campos, seguindo sempre esquerda, esquerda, esquerda, esquerda........... e esquerda de novo! Você gastará uns 7 minutos no resgate.

3. Pista

A pista começa com uma subida suave de 270 metros e depois tem predominância de descidas com alguns planos. Deu pra atingir velocidade máxima de 42km/h com bike de AM, imaginem com DH !!! O segmento completo dura uns 5 minutos e é muito divertido!

Bia Ferragi
Subida do inicio. Com bike de AM, pode ser feita no pedal
Subida do inicio. Com bike de AM, pode ser feita no pedal

O trajeto completo deu 2.39km de extensão e um desnível de -269m. Vale muito a pena ir com resgate e encarar descidas até não sobrar mais energia.

Reprodução / Strava
Mapa com informações do segmento
Mapa com informações do segmento

O lugar se torna especialmente bonito por uma grande pedra íngreme que pode ser pedalada ainda no começo da pista, além da paisagem rural encantadora.

Bia Ferragi
Alexandre (Xande) passando pela grande pedra
Alexandre (Xande) passando pela grande pedra

O passeio terminou numa cervejaria local que tem um chopp artesanal super saboroso. Recomendo!
Cervejaria Kremer - Est. Municipal Lúcio Roque Flaibam, Km 0,8 Buenópolis - Morungaba - SP

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Um dia de treinos na Serra das Cabras | Bike é Legal

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Bia Ferragi e um bate papo com Bernardo Cruz da GT Bicycles | Bike é Legal

Bia Ferragi
Bia Ferragi

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Bernardo Cruz é o atual campeão brasileiro, e único a cumprir a difícil missão de se classificar para uma etapa da Copa do Mundo no ano de 2013. O piloto anda desde 2005/06 e hoje colhe ótimos frutos de toda sua dedicação. É mundialmente conhecido por ser bi-campeão do whip-off em Whistler, completando a manobra com um dom artistico que até hoje nenhum grande piloto conseguiu executar.

Junto de sua parceira Barbara Jechow, também pilota profissional de Downhill, Bernardo uniu forcas para hoje lotar a sua agenda com convites para os maiores campeonatos do MTB extremo mundial. Veja nosso bate papo:

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Vida longa ao MTB | Bike é Legal

Bia Ferragi
Bia Ferragi

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Estou vivendo um momento mágico na minha carreira de MTB. Já estou andando com as maravilhosas bicicletas da GT Bicycles, mas o press release oficial de todas as equipes do Grupo Dorel no Brasil ocorreu somente na ultima terça-feira. 
 
Estivemos entre 30 atletas, de juniores até veteranos, no Bike park Cancioneiro localizado em São Paulo embaixo do viaduto da Av. Bandeirantes.
 
Em uma manhã muito amistosa, conseguimos inclusive dar um tempinho para curtir os circuitos e a pista de BMX mantidos no local. Vários veículos de mídia vieram nos prestigiar e conhecer um pouco mais do que fazemos. 

Fabio Piva
Bernardo Cruz e Bia Ferragi
Bernardo Cruz e Bia Ferragi

 
INCORPORAÇÃO CALOI - DOREL
 
O grupo canadense Dorel que já era dono de diferentes marcas de bike como a Cannondale e a GT, além de Mongoose e Schwinn, adquiriu 70% do poder acionário da tradicional Caloi. 
 
Este grande movimento remexeu o mercado, e nos trouxe a incrível oportunidade de vestir a camisa desse grande grupo.
 
Nos próximos anos, a expectativa é que a fábrica da Caloi localizada em Manaus irá produzir e montar bikes e peças de todas as outras marcas do Grupo para distribuição doméstica e também exportação. 
 
E O MTB BRASILEIRO COM ISSO?
 
Para nós atletas amadores ou profissionais esta união com certeza barateará o custo dos produtos da marca no Brasil, e o melhor, sem perder a qualidade de um know-how de gente que trabalha com grandes atletas mundiais: da família Atherton a Henrique Avancini. 

Fabio Piva
Bia Ferragi pilota sua nova GT FORCE
Bia Ferragi pilota sua nova GT FORCE

  
VOLTA, MAIS UMA, SORRINDO AGORA, DEVAGAR...
 
A experiência mais legal trazida pela GT que tive até agora foi a honra de participar de uma sessão de fotos full-day com o renomado Fabio Piva, que já registrou grandes eventos de ação de MTB além de outras modalidades.
 
O resultado ficou impecável: pelas mãos do artista que acima citei somada ao cenário pra lá de convidativo do ainda em fase de finalização "Trilha do Avião Bike park", localizado na Serra da Cantareira, as fotos falam por si só. 

Fabio Piva
Luciano KDra, Bia Ferragi e Bernardo Cruz
Luciano KDra, Bia Ferragi e Bernardo Cruz

 
Foi um dia inteiro de shooting rodeado de muitas risadas e uma sintonia incrível entre todos nós: Bernardo Cruz, Luciano KDra Lancellotti e o nosso fotógrafo Piva.

Fabio Piva
Fabio Piva, Bia Ferragi, Bernardo Cruz e Luciano KDra
Fabio Piva, Bia Ferragi, Bernardo Cruz e Luciano KDra
Fabio Piva e Bia Ferragi
Foto e bastidores, com Fabio Piva
Foto e bastidores, com Fabio Piva

Mal posso esperar pelas próximas oportunidades, e pela grande temporada de 2014 que nos espera !!!!
 
Boa sorte a todos os atletas da Dorel !!! We all earned wings !!!

Atletas

Henrique Avancini
Sherman Trezza 
Frederico Mariano
Renata Falzoni
A equipe de Speed Cannondale 
Leandro Overall
Bernardo Cruz
Jefferson Rodrigues
Márcio Ravelli
Luciano Kdra 
Beatriz Ferragi

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Vida longa ao MTB | Bike é Legal

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CITY DOWNHILL WORLD TOUR | Bike é Legal

Bia Ferragi
Bia Ferragi

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Em clima de competições de verão, recebemos no Brasil a primeira etapa do City Downhill World Tour. O Tour oficializado neste ano foi uma iniciativa da esposa de Filip Polc, através da empresa que criou em sociedade com o marido piloto, a EXTREME SPORT FABRIK.

Reprodução
CITY DOWNHILL WORLD TOUR, realizado em Santos(SP)
CITY DOWNHILL WORLD TOUR, realizado em Santos(SP)

As etapas escolhidas até agora já possuíam tradição e ocorriam separadamente. 

8.-9.Fevereiro - DESCIDAS DES ESCADAS DE SANTOS / BRASIL
23.Fevereiro - RED BULL VALPARAISO CERRO ABAJO / CHILE
21.Junho - BRATISLAVA CITY DOWNHILL / SLOVAKIA
Set./Out. - a confirmar local

A partir de agora as provas contarão com grandes apoiadores que viabilizaram o incrível prêmio de 10 mil euros aos cinco melhores."Serão quatro corridas no calendário deste ano e o meu objetivo é ser o campeão." diz Polc. 

 O piloto da EVIL BIKES, Filip Polc, foi o campeão da primeira etapa, mas Mick Hannah tinha grandes chances de levar a coroa e ainda quebrar o recorde da pista. Para sua surpresa, um pneu furado bem na hora de sua tomada de tempo acabou com os planos de Hannah (ah se ele usasse o meu ghetto tubeless....).

Os Brasileiros Walace Miranda e os jovens SIlvio Feliz e Lucas Borba (nosso rei da montanha) vieram em seqüência, abocanhando respectivamente o 3o,4o, e 5o lugar. Acompanha a descida de Guilherme Martins e Gabriel Melo na câmera subjetiva. 
 
TRANSMISSÃO
 
Mais uma vez, a transmissão em rede nacional foi bem acanhada, sendo a grande final precedida por uma reportagem ridícula sobre o David Beckham (super inspirador...).
 
E O FEMININO?

A coisa só piora para o nosso lado. Regra clara da empresa de Polc e sua senhora:
- Apenas homens podem correr.
Desta maneira, a Time Eventos viabilizou que pilotos femininas corressem pela Copa de DHU Nacional. Sem transmissão, pontuação e sem prêmios, as grandes pilotos nacionais nem se animaram em mexer alguns palitinhos para comparecer.

Mesmo assim, três guerreiras resolveram marcar presença. 
Pat Loureiro, que já correu etapas da copa do mundo de DHI, tendo sido inclusive campeã Master em 2012 levou a coroa nacional. 

Pat conta: " A pista estava bem melhor que nos outros anos pois as curvas foram bem projetadas dessa vez. Essa é a pista que mais me dá medo de andar então também é a pista que eu sinto um maior desafio. Acho que ninguém entendeu que eu não fui para essa corrida pra competir, ganhar ou subir no pódio, tenho total consciência que para andar em Santos você precisa estar bem treinada tecnicamente e fisicamente e sei que pra mim isso vai ficar cada dia mais difícil, pois realmente estou preferindo me dedicar mais ao trabalho do que aos treinos, minha vida hoje mudou o foco. Adoro competir em Santos, o lugar é demais, a energia da galera gritando é alucinante, o bondinho, a boa organização, os amigos, amigas, os amigos gringos (amigos a mais de 15 anos), a diversão, as risadas, estar envolvida em um grande evento, tudo isso me motiva a estar em Santos. Tenho outros motivos bem maiores que ainda não posso revelar." completa a atleta.

E ainda lembrando das competições de verão...

Um fato passou batido a nos pilotos no 4x de São Roque mas que lembrei e não poderia deixar passar.A FPC havia prometido através da YESCOM providenciar gratuitamente a inscrição dos pilotos participantes na federação.
Acontece que no evento, não havia ninguém de fato da federação presente no local, embora alguém tenha se preocupado em levar as placas para estampar o evento.

Reprodução
Placa da FPC no Rei e Rainha da Montanha, janeiro de 2014.
Placa da FPC no Rei e Rainha da Montanha, janeiro de 2014. 

Procurei incessantemente alguém que esclarecesse o assunto. Até cheguei ao assessor de imprensa, Marcelo Braga, mas depois disto não obtive resposta. O texto abaixo foi retirado sem alterações do regulamento do evento.    

2.1 CATEGORIA ELITE MASCULINO E FEMININO

A. Fazem parte desta CATEGORIA todos os PILOTOS inscritos para a PROVA com filiacões atualizadas em 2013. O PILOTO que não estiver federado será filiado a FPC gratuitamente no ato da inscrição para cumpromento do regulamento. 

Ponto para ser lembrado pelos pilotos para o próximo ano.

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Como fazer um "Ghetto Tubeless", o pneu sem câmara por menos de 100 reais | Bike é Legal

Bia Ferragi
Bia Ferragi
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Hoje vamos aprender a fazer um pneu que não fura e nem precisa de câmara, algo muito útil para evitar dores de cabeça no meio de um passeio ou até mesmo numa corrida.

Conhecida pelos atletas como "tubeless" (sem tubos), a técnica também tem a vantagem de não precisar de aros ou pneus diferentes, o que poderia encarecer a realização da manobra, já que os preços dos componentes específicos são bem salgados.

Aprendi a fazer o pneu que não fura com um piloto australiano e, desde então, tenho usado muito essa técnica aqui em casa, principalmente para as rodas da frente.

E o melhor de tudo é que as vantagens do "tubeless" não estão apenas na praticidade e economia com câmaras. Seguindo essas dicas, seu pneu também vai ficar mais leve, além de criar maior contato com o chão, usando todos os cravos.

"Ingredientes"

Bia Ferragi
Custo para montar o pneu em casa não chega a R$100,00
Custo para montar o pneu em casa não chega a R$100,00


- 1 pneu de sua preferência, que pode ser novo ou usado
- 1 tesoura com pontas
- 1 pote de selante de pneu de qualquer marca, que custa por volta de R$ 75,00 (procure por "tire sealant" nas lojas)
- 1 jogo de espátulas para desmontar o pneu
- 1 kit de chaves para tirar as rodas
- 1 bomba para encher pneu
- 1 estilete para cortar as rebarbas da câmera
- 1 câmara de bmx aro 20 ( O bico deve ser igual ao do seu aro. No meu caso, o modelo é Presta, que é mais difícil de encontrar. Comprei esta da foto numa loja em São Paulo)

Passo a passo

Bia Ferragi
Bia Ferragi mostra o passo-a-passo da técnica
Bia Ferragi mostra o passo-a-passo da técnica

1. Primeiro, desmonte o pneu da sua roda antiga e deixe somente o aro, sem desmontar os raios e o cubo.

2. Tente arrumar um dessas "stripes" de aro (em verde na foto), o que evita que os raios cutuquem o seu "tubeless" e estraguem a selagem no futuro.

Bia Ferragi
Pneu feito em casa é chamado pelos atletas de
Pneu feito em casa é chamado pelos atletas de "Ghetto Tubeless"


3. Encha a câmara aro 20 até ela ficar com a mesma circunferência do seu aro.

4. Encaixe o bico da câmera para dentro do aro e vá moldando-a da maneira que ela fique parecendo um pneu na roda.

Bia Ferragi
Siga as dicas de Bia Ferragi para fazer o seu próprio pneu sem câmara
Siga as dicas de Bia Ferragi para fazer o seu próprio pneu sem câmara


5. Com delicadeza, escolha um ponto bem central para começar a furar a sua câmera de BMX com a tesoura. Vá escorregando e abrindo-a para as bordas exteriores do aro.

6. Depois de virar toda a borda, limpe com um paninho o excesso de talco da câmara para melhorar a selagem do pneu.

Bia Ferragi
Sem câmara, pneu fica mais leve e cria maior contato com o solo
Sem câmara, pneu fica mais leve e cria maior contato com o solo


7. Monte o seu pneu normalmente, com exceção de uma fresta no final (por ali jogaremos o tire sealant). ATENÇÃO: não faca a burrice de montar o seu pneu ao contrario, preste atenção no desenho dos cravos. Adivinhem quem fez isso.... ops!

8. Adicione dois copinhos e meio do selante dentro do pneu e feche com a espátula a fresta que estava aberta.

9. Fique virando o pneu em movimentos circulares por uns 7 minutos até sedar por completo.

10. Agora: encha o seu pneu. O ideal e levar num posto de gasolina (leve adaptador se o seu aro for Presta), pois assim o selante fica bem espalhado e você já consegue ver se houve algum problema na sedação.

11: A câmara de BMX vai ficar virada por cima do seu aro. Por esta razão, faca o acabamento. Corte com um estilete as rebarbas de forma que fique apenas um pequeno fio rente ao aro.

TCHANAM! Está pronto o seu pneu tubeless!

Dica: Não se esqueça de checar a calibragem antes de andar

Boas pedaladas !!!!

Bia Ferragi
Bom pedal, galera!
Bom pedal, galera!
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Como fazer um "Ghetto Tubeless", o pneu sem câmara por menos de 100 reais | Bike é Legal

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Saiba mais sobre o MTB FOUR CROSS | Bike é Legal

Bia Ferragi
Bia Ferragi

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Bia Ferragi
Pista do Rei e Rainha da montanha 4X, São Roque - SP.
Pista do Rei e Rainha da montanha 4X, São Roque - SP. 

A MODALIDADE

Também chamado de mountain-cross, essa modalidade conta com pistas bem largas para serem percorridas com bikes de 3 a 4 polegadas  de curso ou até mesmo rígidas. Os quadros também são desenhados para segurar o forte impacto dos pulos e transições.

O guia de corrente é um item característico e indispensável, para que nenhuma pedalada seja perdida e o impacto não derrube a corrente. 

Os pilotos de BMX costumam ter maior habilidade para o 4X, pois já possuem experiência para largar do gate (com tempo de disparo automático), além das técnicas de ultrapassagem, de bumpear e puxar a bike para serem utilizadas em ambas as modalidades. 

Por suas regras bem semelhantes, a pista de 4x pode ser interpretada como um BMX gigante, exigindo mais habilidade e força dos pilotos, diferente do Downhill, onde largamos um de cada vez em pistas bem estreitas e de percurso bem mais longo. 

AS PISTAS

Uma pista de Four Cross necessita de um amplo terreno íngreme para que a raia seja construída no maior tamanho possível, possibilitando curvas bem altas e inclinadas, com transição e drops quando o ângulo permitir. 

Grandes mesas são ótimas pois dão velocidade e fluidez ao pilotos, mas buracos ("gaps") devem sempre ser evitados para facilitar a ultrapassagem e evitar acidentes caso um piloto se enrosque com outro.

No desenho abaixo, temos um esboço de uma pista de nível internacional que mostra bem isso. Muitos obstáculos, grandes e difíceis, que não oferecem risco de acidentes.

Reprodução
Desenho de uma pista de 4X.
Desenho de uma pista de 4X.

 

Reprodução
Desenho de uma pista de 4X.
Desenho de uma pista de 4X.

Deve-se ter em mente durante toda a construção que quatro pilotos precisam ter a possibilidade de passarem juntos na pista em todo o percurso.

Ter mais de uma opção de linha na pista é normal. Umas com pedras, outras com raízes, e outras lisas mais demoradas. No entanto, como no caso de São Roque (veja meu post anterior ), em alguns lugares apenas uma linha era "pilotável". Uma vez que você ficasse para trás, por mais que estivesse andando mais rápido que o piloto a sua frente, pronto para ultrapassá-lo a qualquer momento, teria de brecar e fazer a linha dele, pois não teria chance de desenvolver velocidade para passar os obstáculos por outros cantos. 

Praticamente TODOS os pilotos do Rei da Montanha fizeram a mesma escolha de linha, pois a pista tinha a raia um pouco menor que a metade de uma pista de 4X de nível mundial, e nesta pequena área nao havia muito o que inovar.

Muito importante citar os vãos ("gaps")  que haviam na pista. Sem velocidade, não teria como passar, obrigando os pilotos a brecar e perder uns 5 segundos do seu tempo. 

Um Gap gigante na linha principal ficou intacto. Nem os pilotos mais experientes ousaram pular. Seria uma manobra arriscada. E no final das contas, era mais devagar que os colegas que optavam por um outro step up esquisito que lembrava um pulo de dirt pela linha alternativa que acabou virando a principal.

Reprodução
Desenho de uma pista de 4X.
Desenho da pista em São Roque, SP. 

Antes do evento, procurei o construtor da pista já me preocupando com o fato de que os famosos gaps deveriam ser evitados e que algum piloto haveria de avaliá-la. Acredito que minha abordagem não deve ter sido bem interpretada, já que obtive a resposta de que "a pista estava sendo pensada tambem para as meninas"... não era isso que eu queria dizer, mas ok. Está ai o resultado. 

A EXIBIÇÃO

Uma pena que um evento tão grandioso tenha sido exibido apenas na final, de uma maneira tão rápida. 

Será que a programação de domingo de manhã é tão mais emocionante do que isto?

Deixo a resposta da pergunta a cargo da narração emocionante de Rob Warner, no vídeo abaixo.

Você assistiu a final masculina do campeonato mundial de 2011 em Champeri. Além do brilho da competição ter sido a noite, a filmagem aérea que desce a pista na mesma velocidade dos pilotos completa o espetáculo. 

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