Runner’s high: a ciência por trás desse fenômeno

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Runner’s high: a ciência por trás desse fenômeno
Runner’s high: a ciência por trás desse fenômeno Shutterstock

Euforia, alegria, contentamento, uma sensação de leveza misturada com excitação e relaxamento. Já sentiu algo assim depois de correr ou enquanto corria? Alguns dizem que ficam mais relaxados, outros mais agitados — e não tem um timing certo para acontecer, mas essa sensação de felicidade é quase unânime. É o tal runner’s high, ou simplesmente o barato do corredor. Para muitos, é isso que faz a corrida ser tão viciante.

É fato que correr desencadeia um montão de coisas boas aí dentro — e que podem te deixar “alto” de verdade. Uma mistura de hormônios e neurotransmissores que começam a ser liberados, se conectam e bum! De repente começa uma avalanche de sensações que te fazem até esquecer do cansaço e anestesiar a dor.

“Sinto o high depois dos primeiros 3 km. Parece que quando começamos a correr o corpo ainda não está ‘encaixado’ e a mente está barulhenta, mas depois de 15 minutos eu já começo a sentir a tal da endorfina e o corpo fica mais solto. Parece que dá um clique e você se sente solto, livre. Não existe pensamento algum. O high vem quando a corrida encaixa e eu solto o corpo na pista”, descreve o publicitário Pedro Ignácio, de 29 anos.

Para Valéria Duarte Garcia, doutora em neurociências e comportamento pela USP, esse fenômeno está relacionado com nossas adaptações evolutivas ao longo dos anos. “Quando nossos ancestrais precisavam correr por longas distâncias, nosso cérebro fazia uso de artifícios químicos para diminuir a percepção de dor, manter a motivação e permanecer em movimento para buscar o alimento, um dia após o outro. Hoje, no nosso caso, ele faz a gente voltar para o treino”, continua a doutora.

A ciência por trás do runner’s high
Já se sabe bastante sobre as relações profundas entre o cérebro e a corrida: correr pode ser benéfico para aumentar os neurônios ativos, para combater males como a ansiedade e a depressão, para melhorar aspectos cognitivos do envelhecimento (habilidades de movimento e coordenação que perdemos ao longo da vida) e para nos deixar mais felizes também. Mas quanto disso é química e quanto é apenas a mente em ação?

“Por um longo tempo, as pessoas acreditavam que a resposta para o runner’s high era apenas a endorfina — com o exercício de longa duração você libera endorfinas, que têm um efeito semelhante à morfina no corpo e, portanto, podem ser responsáveis pelos sentimentos de bem-estar. Em alguns estudos, porém, quando os efeitos das endorfinas foram bloqueados quimicamente, as pessoas ainda experimentaram este high — de modo que todo o argumento da endorfina foi questionado”, explica Valéria.

O que mais poderia afetar o humor de uma pessoa neste nível afinal? “A secreção de neurotransmissores como a norepinefrina, a dopamina, a anandamida e a serotonina, por exemplo, além da leptina (um hormônio). Eles foram todos estudados para entender o high do corredor, pois tendem a ser liberados e produzidos em maiores concentrações durante o exercício”, continua ela.

Mas todo mundo sente o runner’s high? Como alcançar esse estado de contentamento em todas as corridas? Mais importante, é ele que te faz continuar correndo e querendo sempre mais? “Temos todas as condições fisiológicas para atingir esse barato do corredor porque é algo químico que acontece dentro do organismo. Os neurônios liberam as substâncias, mas existem diferenças individuais quanto aos efeitos das sensações desse fenômeno, o tempo e forma que acontecem. Até os efeitos imperceptíveis atuam no bem-estar do organismo”, explica a doutora Valéria, que também é corredora amadora de longas distâncias.

Um estudo de neuroimagem realizado na Universidade de Bonn (Alemanha) descobriu que exercícios aeróbicos liberam, sim, endorfinas, que desempenham um papel crucial na excitação, emoção e cognição. Mas essas sensações não são causadas apenas por elas. Em um outro estudo, pesquisadores alemães descobriram que o sistema endocanabinoide do cérebro — conjunto de receptores e enzimas que trabalham como sinalizadores entre as células e os processos do corpo e é o mesmo afetado pela maconha — também pode desempenhar um papel na produção desse famoso high da corrida.

Um endocanabinoide solúvel em lipídios chamado anandamida — também encontrado em níveis elevados no sangue das pessoas após a corrida — pode viajar do sangue para o cérebro e ajudar a desencadear essa ‘brisa’.

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Outro estudo feito com estudantes universitários, em pequena escala, comprovou essa ideia. Publicado na revista Cognitive Neuroscience, selecionou atletas universitários bem treinados para correr ou pedalar durante 50 minutos. Depois, mediu os níveis de endocanabinoides no sangue. Além de os níveis estarem elevados, os atletas sentiram efeitos semelhantes aos compostos ativos da maconha: redução do estresse, alívio da dor, sensação de bem-estar e relaxamento. “O high do corredor age nos mesmos receptores do THC, ou seja, seu cérebro produz sua própria maconha”, continua Valéria.

As descobertas indicam que o runner’s high é mais do que um simples aumento de um produto químico no cérebro, é uma dança complexa de compostos psicoativos liberados em resposta a exercícios que aumentam o seu humor, o seu nível de energia, mas também aliviam a ansiedade e fazem você se sentir calmo e relaxado.

Cada um com seu barato
Lembre-se: não existe uma maneira garantida, muito menos única de alcançar esse barato. “Não pense que você está fazendo algo errado apenas porque um parceiro de treino fala que sente isso o tempo todo e você não sente o mesmo. O high ocorre em momentos diferentes para diferentes pessoas. O que funciona um dia também pode não funcionar no próximo”, explica Valéria. A seguir, pedimos para alguns corredores tentarem explicar a sensação.

Runner’s high ou flow?
Ainda que descrevam uma sensação de excitação com a corrida, muitas pessoas confundem o high com outra definição: o flow (fluir), que é quase como uma meditação em movimento. “Os movimentos naturais da corrida, realizados de forma repetitiva, funcionam como um mantra, fazendo com que nosso cérebro oscile de ondas cerebrais com frequências altas para frequências mais baixas. Quanto maior o tempo de exposição (a distância percorrida), mais facilmente o atleta tem a capacidade de desfrutar da meditação ativa e transitar entre frequências cerebrais cada vez mais baixas, atingindo um estado alterado de consciência (flow)”, explica Valéria.

Para sentir o runner’s high basta começar a correr e permanecer em movimento rítmico por algum tempo, pois é algo muito mais fisiológico. Já o flow é outra coisa. É um fenômeno psicológico complexo que precisa de muito trabalho mental e físico também. “Com o treinamento certo eu consigo preparar um atleta para o estado do flow”, explica Valéria, que garante que isso pode até aumentar a performance de atletas que o atingem.

Esse modelo psicológico de flow nada mais é do que aquele momento em que o atleta está totalmente concentrado na atividade física, apresenta alta motivação intrínseca e tem sua consciência inteiramente envolvida pela ação. “Neste momento dizemos que ele atingiu o estado de flow. Essa experiência também tem sido associada a mudanças na atividade cortical, especialmente nas regiões frontais do cérebro, e tem sido relacionada com um aumento da performance cognitiva após o exercício”, complementa Valéria.

“Para a psicologia, o flow é uma reconexão da mente com o corpo por meio do esporte; é um acreditar em si mesmo”, explica Gustavo Monhallem, psicólogo do esporte e coach motivacional do Espaço Lio (SP). “O flow é um ‘ir buscar’ que envolve corpo, mente e espírito. A liberdade que o correr traz, a sensação de ‘eu posso’… e isso pode transformar uma pessoa”, completa.

Quer entrar em flow correndo? “Tente excluir qualquer pensamento ou emoção que não seja relacionado à sua corrida, torne-se parte dela, tente se unir ao ambiente, seja na montanha, na pista, no asfalto”, finaliza Valéria.

High

  •  Liberdade atencional

Você apenas está correndo e sentindo o prazer da corrida, não exige atenção nem foco, os neurotransmissores simplesmente agem enquanto você corre.

  • Sem engajamento temporal

É puramente químico! Você começa a correr e os neurotransmissores passam a ser liberados no cérebro, gerando uma sensação de prazer, um “barato”.

  • Abrangente

O high pode começar  assim que você calça o tênis ou no meio da corrida como uma vozinha interior que diz: “Vamos correr, a recompensa está logo ali no fim do treino”

Flow

  • Foco atencional

Você precisa se desligar do ambiente e concentrar-se apenas no movimento, no seu corpo, na respiração. É necessário foco para o flow agir e te ajudar na corrida.

  • Engajamento temporal

É uma prática que leva anos de treinamento mental e psicológico para que você atinja e entenda o que é estar em flow enquanto corre.

  • Específico

Acontece apenas durante a corrida e se define naquela força que você nem sabia que tinha. Um foco energizado e envolvimento pleno com a prática.

Fonte: Ativo.com

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Maratona de Tóquio: saiba tudo sobre a prova

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Maratona de Tóquio: saiba tudo sobre a prova
Maratona de Tóquio: saiba tudo sobre a prova Shutterstock

Parte do sucesso da maratona, no mundo ocidental, é ser um desafio enorme de superação pessoal. Já do outro lado do planeta, bem fiel ao espírito e modo de vida orientais, a Maratona de Tóquio apaixona os corredores por seu caráter coletivo e humanista. Brilham ali a educação, o respeito, a humildade e a cortesia intrínsecos ao povo japonês. Essa é a marca oferecida pelos mais de 10 mil voluntários da prova.

Paira em toda a maratona de Tóquio, o nobre senso nipônico de hospitalidade, chamado de Omotenashi. O executivo inglês Roger Berman, 56 anos, radicado há décadas no país e estreante na prova em 2017, dá um exemplo preciso: “Por volta do km 35, muitos japoneses apareceram com tubos de Salonpas, um spray de alívio muscular, e eles se ofereciam para aplicar nos corredores que precisavam, eu incluído! Não sei se existe uma ajuda parecida do público em alguma outra corrida do planeta”.

Maratona de Tóquio

Sem preocupação com o relógio

Berman completou a Maratona de Tóquio no ano passado em mais de 6 horas. Tempo muito alto? Um dos diferenciais de Tóquio é ser a mais democrática das majors: o tempo-limite é de 7 horas. Por isso a prova faz a festa de milhares de corredores amadores que realmente querem se divertir e confraternizar. Nenhuma outra major tem tantos fantasiados, o que é também uma forma de extravasar contra o caráter em geral mais fechado do povo japonês.

O limite amplo de 7 horas abriu a prova para os corredores comuns e tornou-se uma medida tão popular que foi adotada em outras provas Japão afora. “Isso mudou a imagem da maratona para os japoneses, porque todo mundo pôde perceber que a prova também é divertida, e não apenas uma missão exaustiva”, revelou Seiji Miura, treinador e dono de loja de corrida em Osaka, ao jornal New York Times.

Claro que a elite profissional e os sedentos por recordes pessoais talvez não aproveitem a atmosfera única de Tóquio, mas quem corre mais por prazer ganha de presente uma energia poderosa. Além dos voluntários, ressoam os grupos de tambores, bandas, corais de escolas e danças típicas; a vibração dos grupos de artes marciais e cheerleaders, e o poderoso clamor do público-parceiro: Ganbare! (Continue dando duro!).

Além do combustível humano que empurra os maratonistas, o show de civilidade impressiona. “Tudo é muito organizado e limpo em Tóquio. Foi a primeira vez, por exemplo, que presenciei em uma corrida voluntários com sacos de lixo na mão para o descarte das embalagens de gel”, destaca a paulistana Vívian Fuller Olsen, 48, advogada e tradutora.

Prédios comerciais iluminados nas ruas de Tóquio
Prédios comerciais iluminados nas ruas de Tóquio Shutterstock

Rota histórica e moderna

Tóquio é uma corrida quase toda plana, com exceção dos primeiros quilômetros em ligeiro declive e a ascensão leve de três pontes perto do final da maratona. Uma marca diferente da prova é que a corrida dobra sobre si mesma algumas vezes, dando a chance de ver na pista oposta corredores bem à sua frente, como as feras da elite.

Quanto ao visual, como a maior parte da Maratona de Tóquio é percorrida em amplas avenidas entre prédios, não há a beleza para os olhos de majors como Paris e Londres. Mas pelo menos o trajeto consegue destacar a riqueza tanto da história como da modernidade do país.

A largada, pertinho do prédio do Governo Metropolitano de Tóquio (sede do governo), fica próxima também da maior estação de metrô e trem do planeta, Shinjuku. No km 8 passa-se ao lado de Akihabara, a capital mundial dos eletrônicos e da indústria cultural dos mangás e animes. 

Outro ponto que anima os competidores, alcançado no km 15, é Asakusa, região bem turística no coração da cidade, com muitas barracas de comida e lojas de lembranças. A energia vem de vários grupos de música, dança e artes marciais, além da mística de passar ao lado do portão principal do Senso-ji, o mais antigo templo budista de Tóquio, erguido em homenagem à Kannon, deusa da misericórdia.

“Asakusa é o lugar que me faz sentir mais japonês. O templo é o lugar onde sempre me sinto calmo e elevado, até curado, quando corro até ele”, diz o japonês Satoshi Hashimoto, consultor de TI que já fez a prova cinco vezes (seu melhor tempo é 3h03min, em 2016), quatro delas depois de operar e superar um tumor no pâncreas.

Perto do templo ancestral, os corredores veem a Tokyo Skytree, uma torre de radiodifusão que é a estrutura mais alta do Japão, e a segunda do mundo, com 634 metros de altura. Do alto dela é possível avistar o Monte Fuji.

Vista aérea da cidade de Tóquio. Ao fundo, o icônico, Monte Fuji
Vista aérea da cidade de Tóquio. Ao fundo, o icônico, Monte Fuji Shutterstock

No terço final da prova, no km 30, a temperatura do público sobe em Ginza, o bairro mais requintado de Tóquio. “Esse é o lugar com mais espectadores. A atmosfera é incrível e os corredores sentem-se muito energizados e alegres”, afirma Satoshi.

No trecho final, o destaque é a arquitetura moderna, já perto da região costeira de Odaiba, antes do término junto aos jardins do Palácio Imperial, residência oficial da família imperial japonesa.

Povo corredor

O boom das corridas no Japão é anterior ao do mundo ocidental. Depois da Segunda Guerra Mundial, uma das formas de levantar o ânimo do país derrotado no confronto foi a criação das ekidens, as longas corridas de revezamento (muito populares até hoje, com cada trecho em geral de 21 km).

Além da alta competitividade, essas provas estimularam muito a solidariedade e o trabalho em equipe. A base nessas competições fez com que nos anos 1960 boa parte dos melhores maratonistas do mundo fossem japoneses.

As primeiras maratonas oficiais em Tóquio foram criadas no final dos anos 1970. Eram apenas masculinas, e havia uma outra prova só para mulheres. Foi só em 2007 que nasceu a atual Maratona de Tóquio, para ambos os sexos, que se tornou uma major em 2012. O recorde da prova pertence ao Quênia, tanto no masculino quanto no feminino: Wilson Kipsang marcou 2h03min58s e Sarah Chepchirchir, 2h19min47s, ambos em 2017.

Depois de décadas em que os melhores maratonistas japoneses preferiram se dedicar mais às corridas de revezamento, a proximidade da Olimpíada de Tóquio 2020 trouxe um investimento pesado na maratona. O segundo colocado na Maratona de Tóquio de 2018, Yuta Shitara, 26 anos, faturou US$ 934 mil por bater o recorde nacional, ao marcar 2h06min11s. Outros cinco japoneses ficaram entre os dez primeiros da prova, além de nove atletas do país terem fechado a prova em menos de 2h10min. O vencedor foi o queniano Dickson Chumba, com 2h05min30s.

Diante da ascensão dos corredores japoneses, a prova de 2019 — primeira major do ano, em 3 de março —, apenas um ano antes dos Jogos Olímpicos, promete ser uma das mais disputadas e velozes da história. Talvez esteja chegando a hora de os japoneses — que sabem como poucos povos o que é suportar o sacrifício e o sofrimento por muito tempo — vencerem a sua maratona.

Largada da Maratona de Tóquio
Largada da Maratona de Tóquio Divulgação

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Explorando Tóquio

Precaução

Um cuidado essencial para esta maratona é com o clima. A temperatura média da prova oscila entre 3°C e 7°C. Ou seja, faz frio. A chuva (quase uma tradição na prova) e os fortes ventos perto do oceano, nos quilômetros finais, tornam a prova gélida.

Inscrições para a prova

As vagas por sorteio para a Maratona de Tóquio de 2019 (cerca de 350 mil inscritos para concorrer a 30 mil vagas) já estão fechadas. O sorteio costuma ser encerrado em agosto do ano anterior à prova. As vagas para corredores que doam aos programas de caridade da corrida também se encerram no ano anterior ao da maratona.

Curiosidades e indicações

  • O mais completo livro sobre a história da paixão pela corrida no Japão foi escrito pelo jornalista britânico Adharanand Finn. A obra chama-se The Way of the Runner: A Journey Into the Fabled World of Japanese Running.
  • Não deixe de treinar e ainda relaxar no belíssimo Yoyogi Park, cheio de cerejeiras; no Jardim Joishikawa Korakuen, farto em verde e rios ou no Parque Ueno, que além do belo visual tem zoológico, templos e museus.
  • Para sentir a serenidade do espírito nipônico, a dica é o santuário Meiji Jingu, um dos templos mais visitados da cidade. Os domingos são especiais, porque o lugar costuma ser palco de casamentos supertradicionais.
  • Se estiver com filhos adolescentes, eles vão gostar de Harajuku, point de encontro dos jovens, muitos deles fantasiados de personagens pop do Japão.
  • Já se a sua paixão é a gastronomia, é mandatório conhecer o Tsukji Market, simplesmente o maior mercado de peixes e frutos do mar do mundo.

Tsuki Market
Tsuki Market Reprodução

  • Finalmente, para quem admira a lealdade do melhor amigo do homem, difícil não se emocionar, na saída da estação de trem de Shibuya, com a estátua do cão Hachi. Sim, a história do cachorro akita que fez o mundo chorar no filme Sempre ao Seu Lado é verdadeira. Hachi ficou aguardando seu dono voltar do trabalho por nove anos seguidos na estação, sem ele nunca mais aparecer, pois tivera um ataque cardíaco. 



Fonte: Ativo.com

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Está com o tempo curto? Vá treinar na esteira!

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A rotina atribulada é uma desculpa para você abdicar dos treinos e te impede de ter maior constância na corrida? Não tem problema. Começar a correr e realizar a sua primeira prova não é tarefa de outro mundo.

Mesmo que não tenha tempo para sair para correr no asfalto, é possível ganhar gás com treinos curtos na esteira — e cruzar bem a linha de chegada de uma corrida de 5 km.

Encontrar o seu ritmo ideal é mais fácil no aparelho, pois há maior controle sobre a velocidade do treino.

Ao contrário dos treinos no asfalto, em que você deve ficar atento ao ritmo — e a variação tende a ser maior –, treinar na esteira basta programar o ritmo desejado e aumentar ou diminuir quando desejar.

Outra facilidade de treinar na esteira é relativa ao impacto nos membros inferiores, que é muito menor no aparelho do que no asfalto, facilitando as passadas para quem está com sobrepeso.

“A esteira não proporciona variação de terreno (o que diminui o impacto da passada), mas tem um fator psicológico exigente”, fala Juliana Véras, especializada em treinamentos de corrida.

Ou seja, como não há variação de cenário como na rua, treinar na esteira pode ficar um pouco monótono.

Nesse caso, vale adicionar variáveis ao seu treino, como uma boa música ou até um programa interessante na TV, caso haja essa possibilidade — apenas tome cuidado para não se distrair e não render! O foco principal é sempre no treino!

1) O foco da planilha (abaixo) é te fazer aumentar a sua velocidade na esteira aos poucos, proporcionando, assim, uma ambientação à corrida no aparelho e às peculiaridades da postura e movimentação em cima dele. O mais importante no começo é estar seguro e confortável na utilização do equipamento. Encare essa preparação inicial como fundamental para estabilidade, variação e percepção de ritmo.

2) Antes de começar a correr, prepare seu corpo para o esforço com um aquecimento prévio. Para isso, basta uma caminhada de alguns minutos antes do treinamento. “Ela é fundamental antes de qualquer atividade física, pois permite ao corpo uma preparação gradativa”, diz a treinadora. Por isso, siga corretamente o treino proposto na planilha, pois além de a caminhada servir de aquecimento, faz parte da mudança de ritmo que virá em seguida.

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3) Além de pensar no treinamento, aproveite alguns dos benefícios da esteira! “Ela é uma ótima opção para refinar o movimento da corrida, além de servir como transição para a corrida em terreno firme”, afirma Michael Jesus, especializado na formação de atletas. Segundo ele, o equipamento também pode proporcionar uma economia de energia. “Há formas menores que freiam a passada, por isso exige pouco menos do seu corpo em comparação à corrida de rua”, completa o professor.

4) Não se torture! Distrair-se ao treinar na esteira e não ficar olhando a todo o momento para o cronômetro são algumas das dicas para evitar o tédio. Aproveite a oportunidade para pensar no movimento da corrida e corrigir a sua postura. A planilha abaixo te ajuda a fugir da monotonia ao oferecer treinos com variação de ritmo e distância.

5) Não mude seu comportamento no dia da prova. Treinar na esteira serve de modelo para repetir em terreno firme. Ao alcançar um ritmo ideal no equipamento, é permitido (e até recomendado) treinar uma vez no solo para também encontrar sua estabilidade. Por conta dos obstáculos da corrida na rua, a tendência é que sua velocidade seja um pouco menor que a atingida na esteira — para isso, é permitido colocar 0,5° ou 1° de inclinação nos treinos no aparelho.

6) Para você que está começando essa nova fase de treinamento, algumas dicas poderão ajudar. “Não ficar segurando no apoio da esteira e prestar atenção na respiração mesmo nos momentos em que você conseguir se distrair são fundamentais”, recomenda Michael. Para os mais adiantados, o professor recomenda seguir a planilha da mesma forma e não exagerar na velocidade para evitar lesões.

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*Fontes: Juliana Véras, responsável pela Jú Verás Assessoria Esportiva. Michael Jesus, especializado em preparação de atletas e dono da Michael Trainer Profissional.

Fonte: Ativo.com

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Colágeno tipo 2 pode prevenir lesão na cartilagem

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Colágeno tipo 2 pode prevenir lesão na cartilagem
Colágeno tipo 2 pode prevenir lesão na cartilagem Shutterstock

Responsável por garantir a firmeza e a elasticidade da pele, o colágeno é uma proteína que exerce outras funções importantes.

Presente em ossos e outros tecidos, substância ajuda a manter a integridade dos músculos, ligamentos e articulações.

Fellipe Savioli, médico do esporte e ortopedista, explica que o corpo produz dois tipos de colágeno, chamados de 1 e 2. Entenda as funções de cada um.

As diferenças entre os tipos de colágeno

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O colágeno tipo 1 ou colágeno hidrolisado, que é mais indicado para a manutenção da saúde da pele, é uma proteína extraída do osso e da cartilagem de animais, como bois e frangos.

Já o colágeno tipo 2 é produzido nas cartilagens das articulações e pode aliviar os sintomas de osteoartrite e artrite, que são doenças que destroem a cartilagem. O uso do colágeno tipo 2, portanto, auxilia a repor o colágeno perdido e amenizar possíveis dores.

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Colágeno tipo 2 para quem corre

Normalmente, a substância é procurada por corredores que sofreram lesões na cartilagem, mas pode ser consumida para prevenir tais males.

“Existem alguns marcadores, tanto no sangue como na urina, que mostram o nível de degradação das cartilagens. Alguns trabalhos que avaliaram a suplementação com colágeno mostraram diminuição desses marcadores. Logo, esportistas podem utilizar o colágeno mesmo não apresentando lesões”, afirma Savioli.

Contraindicações

O colágeno é uma substância naturalmente produzida pelo corpo. Então, não há contraindicações se a pessoa estiver saudável. “Pessoas com diminuição da função renal deverão ser avaliadas individualmente. Devemos ficar atentos aos outros componentes presentes na fórmula, que podem gerar reações de hipersensibilidade (alergias)”, alerta o ortopedista.

Fonte: Ativo.com

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O anticoncepcional atrapalha o desempenho na corrida?

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Entre os diversos métodos contraceptivos, o anticoncepcional se destaca por suas possibilidades de uso.

Afinal, sua única função não é apenas a de prevenir uma gravidez, mas pode ajudar a tratar ovários policísticos, por exemplo. 

Embora tenha seus benefícios, muito se tem questionado sobre seus efeitos colaterais.

Principalmente depois que foram divulgados estudos e pesquisas relacionando a pílula a sérios problemas de saúde, como a trombose.

A base da fórmula

Antes de avaliar os prós e contras do medicamento, é preciso entender sua composição.

Basicamente, as pílulas anticoncepcionais de uso oral são produzidas a partir de dois hormônios, o estrogênio e a progesterona.

“Existem medicamentos com um só hormônio (no caso, a progesterona), e existem os que têm ambos. Em relação ao estrogênio, há a possibilidade de ele ser sintético ou natural”, explica a ginecologista e obstetra Sílvia Gomyde Casseb.

As pílulas que são feitas apenas de progesterona, conhecidas como minipílulas, geralmente são de uso contínuo e podem ser usadas durante a amamentação, inclusive.

Como o anticoncepcional age

Os hormônios atuam no eixo hipotalâmico hipofisário, responsável pela variação hormonal típica do ciclo menstrual, inibindo a ovulação e assim impedindo uma possível gravidez.

E a menstruação que vem todos os meses, para quem faz uso do anticoncepcional, na verdade, é outra coisa.

“Quando a mulher faz a pausa entre as cartelas, a privação dos hormônios causa o que chamamos de sangramento de privação, e se a mulher optar por emendar uma cartela na outra não há sangramento”, explica a ginecologista e corredora Cidinha Ikerigi.

Teoricamente, essa “falsa menstruação” tende a causar menos cólica, e o sangramento dura menos dias.

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O hormônio presente na pílula interfere no sistema circulatório, dilata os vasos, a viscosidade do sangue e, consequentemente, a coagulação.

Por isso que se aumenta de duas a três vezes o risco de trombose. É importante dizer que esse problema pode se manifestar quando há predisposição genética ou outros fatores de risco associados.

De acordo com Ikegiri, o uso de anticoncepcional ainda pode estar ligado à queixa de retenção hídrica, dependendo do tipo de hormônio utilizado, e à diminuição do desejo sexual, relacionado à diminuição dos níveis de testosterona ativos.

“Mulheres produzem testosterona em níveis bem menores que homens, e esse hormônio está relacionado à libido, disposição e ao anabolismo (aumento de massa muscular). Então, é de se esperar que níveis mais baixos deste hormônio possam trazer algum prejuízo nesses aspectos”, pontua.  

“Outros efeitos que devem ser monitorados são intoxicação, hepatite medicamentosa e a combinação com outros medicamentos, como antibióticos e anticonvulsivantes”, complementa 
Casseb. 

O anticoncepcional atrapalha a corrida, afinal?

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Aqui vale a máxima de que “tudo depende do ponto de vista”. Para Ikegiri, entre mulheres que praticam esportes, o uso da pílula oral pode ser negativo para o desempenho esportivo, pois aumenta a concentração de uma proteína chamada SHBG, conhecida portadora de hormônios sexuais.

“A SHBG tem muita afinidade pela testosterona. Ao se ligar a esse hormônio, desabilita sua ação no corpo. Na mulher que pratica esporte, a testosterona é importante, já que está relacionada ao ganho de músculo, melhora da força e também interfere na composição corporal, fatores importantes para o desempenho físico”, explica. 

Já Casseb defende que as corredoras que usam anticoncepcional podem, na verdade, se beneficiar, como conseguir ajustar o ciclo ao período de competições.

“Para as atletas que sofrem interferências físicas ou psicoemocionais e que têm suas performances afetadas pelo período menstrual, é possível programar a menstruação longe do ciclo de competições. Mas essa é uma escolha que deve ser individualizada e feita em conjunto com atleta, treinador e médico”, pontua.

Quando o anticoncepcional é realmente necessário?

  • No auxílio do tratamento de endometriose e casos graves de TPM.
  • Casos de menstruação com sangramentos excessivos.
  • Para mulheres que não ovulam ou que têm síndrome dos ovários micropolicísticos, pois o hormônio da progesterona previne o câncer de endométrio.
  • Para mulheres que possuem níveis de testosterona aumentados, o que causa acne e crescimento de pelos em excesso.

Outros métodos contraceptivos

Quem não quer utilizar o anticoncepcional oral ou outro método com hormônios na composição, pode buscar outros métodos contraceptivos.

Camisinhas masculina e feminina, espermicidas e dispositivos intrauterinos são algumas opções que dispensam o uso de hormônios e são igualmente eficazes.

“O DIU de cobre é uma ótima alternativa. O dispositivo é inserido no útero e dura aproximadamente 10 anos. Funciona através da sua ação local, fazendo com que o ambiente seja desfavorável aos espermatozoides. O eixo hormonal da paciente funciona sem nenhuma interferência”, aconselha Ikegiri.

Elas pararam de tomar tomar anticoncepcional e contam por quê.

Sara Vigiano, 27 anos, corre há um ano

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“Comecei a pesquisar muito sobre os efeitos negativos do anticoncepcional, porque tive pessoas próximas que tiveram problemas de saúde por tomar a pílula. Geralmente os médicos não expõem os riscos quando você pede um método contraceptivo. Depois de muita pesquisa decidi parar por ‘N’ motivos: chance de trombose, mudança de humor e histórico de câncer na família. Optei por usar o DIU de cobre, queria me ver livrar dos hormônios. Tive que ser persistente para conseguir pelo convênio, mas também dá para colocar pelo SUS. Com zero hormônio sintético meu corpo passou a funcionar na íntegra: ovulação, TPM e variação de humor.”

Renata Reis, 31 anos, corre há 15 anos

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“Me sentia inchada, indisposta, com fadiga e a pele do meu rosto estava com um aspecto estranho. Comecei a ler sobre o uso do anticoncepcional. Lia artigos do Brasil e de outros países e percebi o quão ruim podia ser a pílula. Pela minha pesquisa entendi que em longo prazo pode ser algo destrutivo. Depois que parei minha vida só me anlhorou, minha pele está melhor, meu cabelo não cai mais e me sinto mais disposta. Até a oleosidade da pele do rosto melhorou. Tenho relações sexuais com preservativo e está funcionando. Parar de tomar anticoncepcional dá uma sensação de liberdade.”

Micheli Sossai, 33 anos, corre há três anos

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"Em 2016 fiz um exame preventivo de rotina e apareceu uma alteração. Era uma lesão pré-cancerígena no colo do útero. Fiz uma pequena cirurgia para retirar e segui fazendo o acompanhamento. Depois desse susto li bastante sobre o câncer de colo de útero e sobre os possíveis efeitos negativos do anticoncepcional. Em 2016 comecei a correr para perder peso, mas não tive muito sucesso. Em 2017 peguei firme na corrida e na reeducação alimentar, aí funcionou. Em maio do mesmo ano decidi parar com a pílula e conversei com a minha ginecologista, que apoiou. Comecei a sentir as primeiras diferenças no humor, melhorei demais nesse quesito. Minha disposição aumentou, me sinto com mais energia. Meu fluxo menstrual mudou também, sem a pílula ficou mais intenso. Mas a pílula tinha tanto hormônio que o meu fluxo só começou a aumentar depois de sete meses. Acho que, além de preservar meu corpo da carga hormonal, ter parado contribuiu para o processo de emagrecimento. Para prevenir a gravidez eu e meu namorado começamos a usar preservativo e nunca tivemos problemas. Mas devo colocar o DIU em breve.”

Adriana Padilha, 39 anos, corre há 15 anos

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“Não tomo anticoncepcional há 14 anos. Minha menstruação nunca foi regulada, essa foi uma das razões que comecei a tomar, mas com o anticoncepcional me sentia inchada, mal humorada e gorda. Decidi parar de vez um ano antes de engravidar e durante esse período percebi que meu corpo respondia melhor aos exercícios físicos. Já praticava esportes há cinco anos, porém não era com a intensidade de hoje. Engravidei da minha filha, hoje com nove anos, e durante a gestação corri dos três aos sete meses, porque me sentia bastante disposta. Hoje, com quase 40, estou na minha melhor forma.”

Rafaela Pedroso, 29 anos, corre há dois anos

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“Comecei a tomar anticoncepcional em 2004, com 15 anos, por causa de cólica. Em 2015, estava muito abalada com a doença do meu tio, que na época fazia tratamento contra um câncer na boca. No mesmo período, conheci uma jovem que estava internada fazendo o tratamento pós-retirada do útero.  Um dia conversando com o marido dela, ele disse que o uso contínuo do anticoncepcional desde os 15 anos poderia ter contribuído para a doença se desenvolver.  Aquela informação entrou em mim como uma granada. Chorava como criança, poderia ser eu. No mesmo dia resolvi jogar fora a cartela que ainda estava na metade. Avisei meu esposo que não ia mais usar e decidimos tomar as nossas providências para evitar uma gravidez. Mas as cólicas voltaram.  Todo mês era a mesma coisa: dor, queda de pressão, desmaio, remédios e mais remédios. Eram dois dias seguidos com dor e depois tudo voltava ao normal. Em 2016 descobri que tinha endometriose, mas não queria voltar a tomar anticoncepcional. Encontrei um médico, que é um anjo. Ele me orientou a buscar alternativas que ajudassem a controlar a dor sem medicamento. No meio disso tudo, comecei a treinar para uma meia maratona e tenho a sensação que a corrida foi benéfica para a minha saúde, pois hoje sofro menos com as cólicas. Também medito e faço leituras que têm me tornado mais forte e próxima dessa minha dor. Estamos aprendendo a conviver juntas.”


Fonte: Ativo.com

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O anticoncepcional atrapalha o desempenho na corrida?

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Rio S-21K: turismo e corrida na Cidade Maravilhosa

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Rio S-21K: turismo e corrida na Cidade Maravilhosa
Rio S-21K: turismo e corrida na Cidade Maravilhosa Shutterstock

A Rio S-21K é a grande novidade entre as provas de rua em 2019 e, mais do que uma corrida com belas paisagens naturais, é uma ótima oportunidade para os atletas que gostam de correr e viajar unirem as duas paixões e explorarem a Cidade Maravilhosa — como turistas e esportistas — ao lado de amigos e familiares.

Clique aqui para se inscrever na Rio S-21k

A corrida tem data marcada para o dia 28 de julho, e o percurso passa pelos bairros mais famosos da cidade. Os atletas podem inclusive chegar alguns dias antes para conhecer os pontos turísticos e passearem pela cidade com calma antes de participarem do evento.

Confira o percurso da prova no vídeo.

Lugares para visitar na semana da Rio S-21K

Alto Leblon

O Alto Leblon é um dos principais locais para apreciar o Cristo Redentor e a vista que se estende da orla até o Arpoador. O bairro também conta com o Mirante do Leblon, que é perfeito para relaxar enquanto toma uma água de coco junto dos amigos e família.

Mas para quem aprecia os passeios mais calmos ou noturnos, o bairro possui outras opções de lazer como restaurantes, bibliotecas e cafés.

Ipanema

Para quem gosta de curtir a vida noturna, Ipanema é o bairro ideal. Diversos bares da região que foram frequentados por Tom Jobim e Vinicius de Moraes existem até hoje e são frequentados pelo público.

Durante o dia, é interessante conhecer o Mirante da Paz que proporciona uma vista de 360° da região. Do topo é possível ver a comunidade do Cantagalo, a Lagoa Rodrigo de Freitas e diversos outros lugares.

Para as pessoas que gostam de artes e fazer compras, conhecer a tradicional Feira Hippie de Ipanema é uma boa pedida. A Praça General Osório recebe aos domingos, das 7h às 19h, turistas e cerca de novecentos artesãos, que oferecem artesanato brasileiro, bordados, pinturas e artigos de decoração.

Morro Dois Irmãos/Vidigal

Se você curte apreciar paisagens dignas de cartão-postal, não deixe de fazer a trilha do Morro Dois Irmãos, que começa nos pés do Vidigal, comunidade situada na encosta do morro. Suba até o campo de futebol na Vila Olímpica do Vidigal e inicie a caminhada de 1,5 km até o topo. A bela paisagem compensará todo o esforço realizado.

Pacificado, o Morro do Vidigal conta com mais de dez hostels e se consagra como atração turística do Rio de Janeiro. O Bar da Laje oferece um ambiente com muita brasilidade nos pratos e nas músicas ao vivo, além de contar com vista panorâmica do Leblon e de Ipanema.

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Copacabana

O percurso da Rio S-21K passa por Copacabana, bairro que povoa o imaginário de qualquer um ao pensar na Cidade Maravilhosa. Um dos locais que merece receber sua visita é o belo Forte de Copacabana, que é um Patrimônio Histórico e Cultural pelo Iphan e declarado como área de proteção ambiental para preservação do costão rochoso e sua vegetação.

Pôr do Sol no Forte de Copacabana (Foto: Shutterstock)
Pôr do Sol no Forte de Copacabana (Foto: Shutterstock) Shutterstock

Em seu interior, além das belas vistas para o Oceano Atlântico e a Praia do Arpoador, é possível fazer uma visita cultural ao Museu Histórico do Exército para conhecer mais sobre a Proclamação da República, Revolta dos 18 do Forte e a atuação brasileira na Segunda Guerra Mundial.

Botafogo

Para quem busca um lugar tranquilo com belas vistas, o Mirante do Pasmado no bairro do Botafogo é o lugar perfeito. Pouco visitado por turistas, o local proporciona uma belíssima vista do Pão de Açúcar, do Corcovado e da enseada de Botafogo. 

Os passeios culturais são o forte de Botafogo, onde se localiza o Museu Villa-Lobos. Um casarão tombado que ostenta um acervo com mais de 53 mil itens que nos aproximam da vida do genial compositor erudito. Além disso, é possível conferir as atrações da Casa Daros, o Teatro da Poeira, a Comuna, o Museu do Índio e os cinemas de rua.

Flamengo

Para quem gosta de passeios com uma grande carga histórico-cultural esse bairro é uma ótima opção, pois no Aterro do Flamengo está localizado o Palácio do Catete que abriga o Museu da República e foi sede da presidência da República de 1897 a 1960. No terceiro andar, é possível voltar no tempo e visitar a reconstituição do quarto onde Getúlio Vargas se suicidou. 

Agora, no Parque do Flamengo, é possível visitar o Museus de Arte Moderna do Rio, que conta com exposições que rodam o mundo e também apreciar o acervo fixo do obras de Portinari, Tarsila do Amaral, Lasar Segall, Di Cavalcanti e gravuras de Oswaldo Goeldi.

No final do percurso da Rio S-21K, já próximo do Centro do Rio, é possível visitar o Centro Cultural do Brasil e o magnífico Real Gabinete Português de Leitura, reconhecido como a quarta mais bela biblioteca do mundo.

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Corrida infantil deve ser atividade lúdica e não competitiva

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Corrida infantil deve ser atividade lúdica e não competitiva
Corrida infantil deve ser atividade lúdica e não competitiva Divulgação

Correr é uma ação natural para a maioria das crianças e faz parte de muitas brincadeiras. E nada melhor do que aproveitar essa vontade de se mexer e a grande quantidade de energia que elas possuem em uma corrida infantil.

Esse tipo de evento costuma reunir um ambiente lúdico e uma proposta que estimula a diversão em vez da competição, para fazer os pequenos tomarem gosto pelo esporte e brincarem com novos e velhos amigos.

Algumas provas de corrida infantil ainda contam com a estrutura de uma prova tradicional, com direito a kit, medalha e outros mimos. Dependendo do formato da competição, os pais também podem participar correndo ao lado da criança.

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Corrida infantil é brincadeira e não competição

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Uma corrida destinada às crianças deve ser encarada pelos pais como uma forma de lazer e também estímulo ao esporte. Por isso é preciso ter cuidado com o tipo de informação transmitida aos pequenos, para que um momento prazeroso não se transforme em frustração.

“Os pais precisam entender que o propósito de uma corrida infantil é formar crianças mais cooperativas, que enxerguem a corrida como uma atividade ou brincadeira. Para evitar a competição, os organizadores podem premiar todos os participantes de uma mesma maneira”, diz o educador físico Yuri Spacov.

Sem pressa

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A corrida é um dos melhores exercícios cardiovasculares existentes. Além disso, traz outros benefícios, como o auxílio na manutenção do peso, e melhora da resistência e consciência corporal.

Mas é importante que a criança faça o que realmente goste, para que seja prazeroso e possa guardar na memória a sensação de diversão. Caso ela manifeste o desejo de correr regularmente, então a atividade pode ser inserida de forma gradativa

“Crianças adoram correr, a questão é: quando a corrida pode passar a ser uma atividade física regular? O ideal é que elas já tenham ossos e músculos mais maduros que permitam esse atividades mais intensas. Para isso é recomendável esperar a pré-adolescência ou mesmo a adolescência. Outro fator que deve ser considerado é o desenvolvimento psicológico da criança, já que antes dessas fases ela deve ser estimulada às atividades mais lúdicas”, pontua Bruno Massa, especialista em ortopedia infantil .   

Não existem estudos sobre quantos quilômetros uma criança pode correr sem prejudicar sua saúde. Mas é normal que elas prefiram se dedicar a atividades mais curtas

“Trabalhei em um projeto no Hospital das Clínicas com crianças obesa que foram dividas em dois grupos, um que corria de forma moderada e contínua, e o outro grupo fazia uma corrida intervalada. O gasto calórico foi parecido; contudo, as crianças que fizeram os tiros sentiram-se mais estimuladas”, explica Spacov .

Previna possíveis lesões

Apesar de crianças dificilmente se sentirem estimuladas com atividades de longas distância e duração, é importante manter-se atento para evitar que elas se machuquem. O ideal é que a atividade não aconteça todos os dias. Quando acontecer, não deve ultrapassar uma hora.

“Deve-se respeitar as distâncias compatíveis com a idade. Não existe uma regra clara para isso, mas quanto mais nova a criança, menor deve ser a distância, até porque distâncias muito longas desestimulam. O que também pode causar lesões são superfícies instáveis, inclinações e obstáculos. No mais, as crianças podem brincar de correr à vontade. Oferecer água também é um estratégia que diminui as chances de lesões”, ressalta o profissional de educação física.

Como escolher tênis para criança?

Se muito adulto já se deixa levar pelo visual na hora de escolher um tênis, com crianças o apelo é ainda mais forte. Por isso, é importante que os pais tenham alguns cuidados no momento da escolha do calçado e levem outros fatores em questão.

“É preciso ouvir a criança quando ela experimentar o tênis, para saber se não há região de atrito e se o tênis está confortável. Em um segundo momento, é necessário ficar atento ao tamanho correto”, alerta Bruno Massa.

Corrida infantil: as principais provas de 2019

Desafio Beach Run – 30 de março

Corrida infantil com percursos na areia para crianças de 3 a 13 anos. As largadas são divididas por faixa etária. Além da corrida, as crianças podem usufruir o espaço kids.

Corrida Infantil do Parque da Aclimação – 26 de maio

É a corrida infantil mais antiga de São Paulo. Participam crianças e adolescentes, com idade entre 4 e 15 anos. Todos os atletas ganham medalha e lanche.

Os mais velhos correm cerca de 2,5 km e, durante a prova, existem subidas e descidas. Os mais novos, 200 metros, e os pais podem acompanhar.

5ª SP Kids Run – Shopping SP Market – 30 de junho

A corrida acontece nas dependências do shopping SP Market, Zona Sul de São Paulo. As crianças de 2, 3 e 4 anos correm 50 metros; as de 5, 6 e 7 anos, 100 metros; as de 8, 9 e 10 anos; 200 metros.

Corrida Cartoon Network – sem data definida

O evento costuma acontecer em setembro, em São Paulo, no Campo de Marte. Diferente de outras provas infantis, nessa os participantes de 4 a 14 anos correm ao lado dos adultos, com um elástico que os prende.

Masha e o Urso – 29 de setembro

Com o tema do desenho Masha e o Urso, a corrida infantil acontece dentro do Tietê Plaza Shopping, na zona norte de São Paulo. O percurso de 50 metros é destinado para as crianças de 2, 3 e 4 anos; o de 100 metros, para as de 5, 6 e 7; o de 200 metros, para as de 8, 9 e 10 anos.

Corrida Pão de Açúcar Kids – sem data definida

A Corrida Pão de Açúcar Kids acontece há mais de 20 anos. Os pequenos atletas, com idades entre 1 e 13 anos, correm distâncias de 50 a 400 m – a separação acontece de acordo com a faixa etária do participante. Os pais ou responsáveis pelos pequenos de 1 a 6 anos podem acompanhar a criança na corrida.

São Silvestrinha – 14 de dezembro

A São Silvestrinha é uma das corridas infantis mais conhecidas do Brasil e reúne competidores entre 6 e 17 anos, em baterias de 50 a 800 metros. A 26ª edição está prevista para o dia 14 de dezembro.

Fonte: Ativo.com

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Perfil do Instagram relata abusos sofridos por corredoras

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Perfil do Instagram relata abusos sofridos por corredoras
Perfil do Instagram relata abusos sofridos por corredoras Shutterstock

Estamos em 2019, mas parece que ainda vivemos na Idade Média quando se trata de assédio e importunação às mulheres. Nenhum ambiente está livre de perturbações ao sossego feminino.

Na corrida, isso é fato corriqueiro, principalmente ao se treinar em ruas, parques e estradas. Uma forma de ajudar a mudar esse comportamento é denunciar o ato. 

É o que faz a professora de biologia Giseli Trento, de 39 anos. Ela criou o perfil Só quero treinar para compartilhar relatos de atletas que passaram por diferentes situações de assédio na corrida.

A ideia surgiu por causa de um triste episódio. “Um dia, enquanto eu treinava, um homem de bicicleta passou pelas minhas costas e muito perto do meu corpo. Ele fazia algumas caretas e gestos obscenos”, conta. “Nisso, quando vi que ele voltaria, avistei uma casa, entrei e perguntei se podia esperar pelo meu marido”.

Nos posts compartilhados, o problema é o mesmo. Predomina o constrangimento de ouvir assobios, palavras maldosas e agressões físicas, como o de uma seguidora que foi puxada pelo shorts enquanto corria.

“Um carro se aproximou com uns 6 moleques dentro. Eles me puxaram pelo shorts e fizeram com que minha calcinha arrebentasse. Caí igual a uma fruta madura, machuquei joelhos e mãos. Por sorte, fui rápida e corri para um estabelecimento comercial onde estava um anjo da guarda que rapidamente abriu o portão. Ele me acolheu e chamou o meu marido”, diz um trecho do depoimento, dado por Renata Lopes, de Ribeirão Preto.


Com pouco mais de 9 mil seguidores, o perfil também compartilha conteúdos motivacionais e divulga dicas de segurança para as mulheres.


Os relatos de assédio na corrida foram chegando aos poucos. Algumas mulheres pediam anonimato; outras se sentiam mais confortáveis e dispostas a trocar experiências.

“Elas querem falar e conversar com alguém que já passou pela mesma situação”, explica a professora, que já recebeu relatos o suficiente para postar até março.

Problema não está apenas na corrida

Embora o foco seja assédio na corrida, há mulheres que compartilham situações de abusos na academia, na natação, no futebol e no pedal.

“Uma mulher malhar de top e shorts na academia não quer dizer que ela queira se mostrar. Muitas mulheres tinham esse pensamento, mas de pouco em pouco elas entendem que não faz nenhum sentido”, afirma Giseli.

Os próprios homens ganharam um papel importante na divulgação e engajamento da página. De acordo com a professora, muitos passaram a enxergar que os atos realmente não são recíprocos e não devem ser categorizados como “elogios”.

“Muitos tentam mudar a postura. Falar sobre assédio na corrida também é sensibilizar o público masculino. Eles precisam aprender a se colocar no lugar do outro e viver com empatia”.

Como a lei interpreta o assédio na corrida 

Quando há cantadas na rua, assobios e até as palavras chulas e de baixo calão dirigidas à mulher, o intuito, em sua maioria, é o de constranger a vítima e não lhe dar o direito de resposta.

De acordo com a advogada Silvia Vilela Mancilha, o ato é considerado crime de injúria e está previsto no Art. 140 do Código Penal.

Para punir o agressor, é preciso realizar um boletim de ocorrência e abrir um inquérito policial.

Atualmente, muitas delegacias trabalham especialmente para a mulher e visam combater a violência de gênero. O atendimento policial busca tranquilizar o público feminino e prevenir os delitos.

“É importante que a vítima não se intimide”, afirma Silvia. “Em casos de assédio na corrida, acontece tudo muito rápido. A vítima entra em choque, sente-se envergonhada e busca sair daquela cena o mais rápido possível”.

Diferentemente do que ocorre em casos de importunação sexual e assédio físico, a pena para o crime de injúria costuma ser uma multa definida pelo juiz ou detenção de 1 a 6 meses.

Ainda que a maioria dos assédios na corrida esteja ligada ao crime de injúria (por se basearem em atitudes verbais), muitas mulheres também descrevem assédios físicos, como abordamos neste texto.

Nesses casos, as práticas estão inseridas na Lei de Importunação Sexual (nº 13.718) e é considerado crime qualquer ato libidinoso contra outra pessoa sem seu consentimento.

Com pena de 1 a 5 anos de prisão, a lei, sancionada em 2018, passou a considerar qualquer ato ofensivo ao pudor como crime. Até então, as ações respondiam como infração penal.

“A punição torna-se bastante expressiva e todos os casos passam a ser investigados e punidos pelo Estado, independentemente da vontade da parte. Ou seja, mesmo que a parte queira, retirar a queixa não será possível, o que impede que a vítima seja coagida a mudar sua posição”, conclui.

*Fontes: Giseli Trento, professora de biologia e atleta amadora; Sílvia Vilela Mancilha, advogada e especializada em Direito do Consumidor, OAB/SP 155.021.

Fonte: Ativo.com

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Maratona de Santiago: saiba tudo sobre a prova na capital chilena

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Maratona de Santiago: saiba tudo sobre a prova na capital chilena
Maratona de Santiago: saiba tudo sobre a prova na capital chilena Reprodução

Santiago, conhecida por suas belas vistas da Cordilheira do Andes, saborosos vinhos, praias e passeios de ski, também abriga uma das principais provas de corrida da América do Sul. A capital chilena, um dos destinos mais procurados por turistas brasileiros, sedia em 7 de abril a 13ª Maratona de Santiago, evento que vêm ganhando mais visibilidade de corredores e grandes empresas ligadas ao esporte.

Percurso da Maratona de Santiago

Assim como diversas outras provas, a Maratona de Santiago possui um percurso circular.Ou seja, a largada e a chegada ocorrem no mesmo local. A prova começa na Avenida Libertador Bernardo O’Higgins, em frente ao Palácio de La Moneda.

Palácio de La Moneda
Palácio de La Moneda Shutterstock

Pelo fato da largada usar as oito pistas da espaçosa avenida, a dispersão dos corredores não tarda muito.

Na primeira metade do trajeto, a prova apresenta alguns cotovelos, o que exige certo planejamento dos atletas para se desgastarem o mínimo possível ao realizarem as curvas.

Em contrapartida, o percurso é plano quase em sua totalidade. Apenas no miolo dos 42 km há uma leve subida e no fim da prova há uma leve descida.

Percurso dos 42 K da Maratona de Santiago
Percurso dos 42 K da Maratona de Santiago Reprodução

Após a largada, o percurso segue sentido à Avenida España por um quilômetro, onde os atletas contornarão o Parque O’Higgins. Feito isso, os corredores seguem ao quilômetro 11 pelas avenidas Manuel Matta e Grécia, onde se encontra o Estádio Nacional do Chile.

Depois, os participantes correm no sentido norte por 3 km, então seguem para o sul na Avenida Los Leones até a rua Rodrigo Araya, somando mais 5 km, para completarem a primeira metade da prova.

 

Vista aérea do Estádio Nacional do Chile
Vista aérea do Estádio Nacional do Chile Reprodução

Os atletas seguem para a Avenida Américo Vespucio, uma das maiores retas da prova, e permanecem nela por cerca de 10 km. Então, dirigem-se até ao quilômetro 40 pelas avenidas às margens do rio Mapocho e que contornam o Parque Metropolitano.

O final da prova é uma leve descida da Avenida Libertador Bernardo O’Higgins, de volta ao Palácio de La Moneda.

Como participar da Maratona de Santiago

As inscrições para a Maratona de Santiago podem ser feitas no site oficial da prova. Além dos tradicionais 42 km, o evento oferece disputas de 10 km e 21 km.

Os valores para corredores estrangeiros que não moram no Chile variam entre 60 e 80 dólares, de acordo com a distância escolhida. Há ainda a possibilidade de se inscrever revertendo um valor para instituições de caridade, método em que o preço vai de 100 a 140 dólares.

Dicas e curiosidades da prova

Temperatura, umidade e hidratação

No momento da largada da prova, a temperatura, geralmente, é baixa e agradável para os maratonistas brasileiros. Porém, é muito comum que durante o evento o calor aumente consideravelmente. Em abril, na cidade de Santiago, as temperaturas variam entre 7°C e 23°C.

Largada da Maratona de Santiago
Largada da Maratona de Santiago Reprodução

A região que a cidade se encontra é bastante seca, por conta da proximidade do deserto do Atacama e da Cordilheira dos Andes, assim fazendo com que os corredores desacostumados sintam necessidade de se hidratar com mais frequência.

Como os copos distribuídos nos postos de hidratação são totalmente abertos, é comum ver os participantes parando para repôr os líquidos e sais minerais.

Divisão por tempo

Na largada, os corredores são divididos em baias de acordo com o tempo pretendido para a prova. Cada um desses setores é acessado através de ruas perpendiculares à avenida de largada – a fiscalização para evitar pipocas e atletas nos pelotões errados é dura.

Passeios e transporte

Um dos passeios clássicos de quem vai para Santiago é conhecer a Cordilheira dos Andes. Quando o tempo está limpo, é possível apreciar o ponto de diversos locais da cidade. Mas para ver de perto, é preciso pegar um transporte na capital e se deslocar até o topo dos Andes.

Na época da prova, em abril, não é inverno no Chile, porém as temperaturas não são altas o suficiente para derreter toda a neve da Cordilheira. No verão, por exemplo, é possível ver toda a vegetação e a terra característica da região.

Quem deseja passear pela cidade pode fazer uso do metrô. O sistema de Santiago está entre os mais modernos da América Latina. São 118 estações e aproximadamente 120 km de extensão – o horário de funcionamento é das 6h30 às 23h.

Mapa do metrô de Santiago
Mapa do metrô de Santiago Reprodução

O Palácio de La Moneda, o local de largada da prova, fica a 350 m da estação de metrô Universidad de Chile.

A linha mais utilizada pelos turistas é a L1, pois permite fácil acesso a outros pontos turísticos como o Mercado Central, a Plaza de Armas, o Centro Artesanal Los Dominicos e as Vinícolas Concha y Toro e Santa Carolina.

Exposição e entrega de kits

Assim como nas majors, a entrega dos kits da Maratona de Santiago é feita na véspera da prova em uma grande expo, que conta com a presença de stands de diversas empresas patrocinadoras do evento.

Certificado bronze da IAAF

A Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) concede selos de ouro, prata e bronze às provas ao redor do globo que seguem certos detalhes técnicos, e a Maratona de Santiago foi a primeira prova da América Latina a conquistar o certificado bronze e fazer parte desse seleto grupo.

Viagem e estadia no Chile

Entre os motivos da Maratona de Santiago ter caído nas graças do público brasileiro estão a proximidade física e a semelhança de fuso horário. As viagens de avião até a capital chilena levam cerca de quatro horas e, no mês de abril, o horário em Santiago é igual ao horário de Brasília.

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Fonte: Ativo.com

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42k de Floripa tem percurso para recordes e estreia

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42k de Floripa tem percurso para recordes e estreia
42k de Floripa tem percurso para recordes e estreia Shutterstock

Rápida, plana e com um visual encantador, assim é a maratona 42k de Floripa: perfeita para corredores que querem baixar tempo e também uma ótima escolha para quem deseja fazer uma maratona pela primeira vez.

Apesar de qualquer maratona representar um desafio aos corredores, a prova em Florianópolis tem como uma de suas principais características a baixa variação de altimetria. Percursos com subidas e descidas de tirar o fôlego, embora preferidos por alguns, resultam em tempos mais lentos e exigem mais do atleta.

"Essa prova é considerada uma maratona muito rápida. Tenho muitos alunos da assessoria que já participaram da Maratona de Porto Alegre e percebemos que 42k de Floripa e POA são as mais rápidas do Brasil. Correr essa maratona é uma ótima oportunidade para os atletas baixarem tempo”, diz o proprietário e treinador da assessoria Floripa Runners, Fabiano Braun.

O principal ponto de atenção do percurso é o cruzamento da ponte Pedro Ivo Campos, já quase no final da prova. Os atletas, que atravessam a estrutura do continente para a ilha no início da prova, fazem o caminho de volta perto do quilômetro 38.

“A ponte sem dúvida é um ponto crucial dos 42k de Floripa. Visualmente parece não ter tanta inclinação, mas para a corrida é considerável. Uma dica importante para esse trecho é não perder o ritmo, pois nesse ponto é normal que o atleta já esteja cansado”, explica Braun, que correu a primeira edição da prova, em 2018.

Para quem busca performance, um friozinho é sempre mais bem-vindo do que as altas temperaturas. E em junho, quando a prova é realizada, Florianópolis costuma ter clima ameno. Ou seja, mais um ponto positivo para voar pelo asfalto.

Por mais que o frio seja benéfico para o desempenho do corredor, também exige alguns cuidados.

“O segredo é cobrir as extremidades. Não se deve largar passando frio. Em Florianópolis venta demais, por isso é legal investir em toca, luva e uma boa meia. É importante caprichar na hidratação também, mesmo estando frio, quando não temos tanta sede. É preciso beber água para evitar problemas durante a corrida”, diz o treinador.

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Hidratação e recovery points

A hidratação, aliás, está garantida para quem enfrentar os 42 km em Florianópolis. Além dos postos oferecendo água, há locais em que é possível beber isotônico, além de dois recovery points onde o participante terá à disposição bananas, Coca-Cola e cápsulas de sal.

“Esse é um ponto forte da organização, pois ter uma estrutura que garante água e isotônico, por exemplo, faz com que o atleta não necessite de outros equipamentos, como mochila ou cinto de hidratação. Dessa forma a corrida flui melhor”, diz o educador físico.

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Percurso 42k de Floripa

A prova começa e termina na avenida Beira-Mar Continental. A primeira travessia de ponte acontece no quilômetro 3. A segunda, após um longo trecho na porção insular de Florianópolis, no 38. Entre estes dois trechos, os atletas enfrentam pouca variação no relevo.

Eles passam por locais como o Mercado Público de Florianópolis, contornam a bela Avenida Beira-Mar Norte até a Universidade Federal de Santa Catarina, retornam pela Beira-Mar e seguem em direção ao sul da ilha, até as proximidades do Aeroporto Internacional Hercílio Luz, antes de retornarem para cruzar a ponte Pedro Ivo Campos em direção à linha de chegada.

Meia de Foripa e Joy Run

Apesar de os 42k de Floripa terem referência à maratona até no nome, a prova pode ser disputada por quem ainda não se considera preparado para enfrentar a icônica distância.

A organização oferece outras duas disputas no mesmo dia: a Meia de Floripa, já uma das provas mais tradicionais do calendário de Santa Catarina, e a Joy Run, que este ano terá 10k – em 2018, ela teve 7k.

Assista no vídeo como foi a experiência.

Fonte: Ativo.com

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Teste de suor: avaliação de profissionais à disposição de amadores

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Teste de suor: avaliação de profissionais à disposição de amadores
Teste de suor: avaliação de profissionais à disposição de amadores Shutterstock

A ciência do esporte avança a grandes passos e já não se limita mais aos atletas de elite, mas oferece benefícios também aos esportistas que, mesmo sendo amadores, decidem desafiar-se, melhorar sua performance e sentir-se melhor no dia a dia. Um claro exemplo é o teste de suor que o Instituto de Ciência do Esporte da Gatorade (GSSI, na sigla em inglês), em parceria com a Care Club, realiza duas vezes por mês na unidade Ibirapuera, em São Paulo.

Teste de suor: para que serve?

Basicamente, este teste serve para medir a perda individual de líquidos e sódio no exercício, além de avaliar o consumo de carboidratos durante o treino, o que é uma grande dúvida de vários atletas.

Com os resultados, os nutricionistas, médicos do esporte e fisiologistas poderão avaliar a necessidade individualizada de sais minerais, líquidos e carboidratos para os próximos treinos e competições, visto que a perda de suor em excesso e a reposição inadequada de carboidratos prejudicam o desempenho do atleta.

“O teste de suor busca identificar a perda de líquidos e sódio e, também, o consumo de carboidrato do atleta no período de uma hora. Durante nossos treinos e competições perdemos peso e esta perda é dividida entre o suor (água+sais) e a utilização do glicogênio muscular (carboidrato estocado no músculo)”, conta o Dr. Gerson Leite, fisiologista da Care Club.

“Tudo isso é individual e o que buscamos é repor tudo isso (água, sais e carboidrato) baseado na resposta fisiológica do atleta, evitando que ele perca performance, pois se a perda de suor ultrapassar 2% do peso corporal durante a atividade, o atleta já começa a perder performance”, acrescentou o especialista.

Como funciona?

Na prática, o teste é realizado assim: ao chegar ao local de treinamento (bicicleta fixa ou esteira), o atleta se pesa, entrega uma amostra de urina e, depois disso, cola dois adesivos em seu corpo, um nas costas e outro na coxa.

Antes do início do treino, o atleta recebe duas garrafas, uma de água e outra de Gatorade. Quando acaba o exame, que no nosso caso foi de uma hora em cima da bicicleta, são medidas as quantidades exatas do que foi consumido.

Ao fim, o atleta se pesa de novo e o suor acumulado nos adesivo é retirado para análise do Instituto Gatorade. Pouco tempo depois, sai um laudo com números específicos para que o nutricionista e o atleta avaliem.

“Estamos começando a trabalhar dentro das clínicas esportistas com esse teste de suor para atender a um tipo de atleta que não atendíamos antes”, explicou Fernanda Bigliazzi, nutricionistado GSSI. “Dependendo da intensidade, da duração, da temperatura e da umidade, temos perdas diferentes. Por isso fazemos diversas avaliações para entender como o corpo reage nessas situações, garantindo apoio de hidratação ao atleta em qualquer momento”, completou.

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Nossa experiência na Care Club

No meu caso específico, perdi 1,3 litro de suor, mas repus 1 litro, o que gerou a perda de apenas 300 g do peso corporal (0,4%), dentro da faixa adequada para manter uma boa performance. Os 300 g restantes devem ser repostos após o treino.

Com isso, descobri que em atividade mais longas, minha ingestão de líquido deve ser entre 800 ml e 1 litro por hora, o consumo de carboidratos pode chegar a 45 g/h e o de sódio, que foi de 254mg/h, pode ser entre 300 e 400mg/h em um triathlon olímpico, por exemplo.

O teste de suor da Gatorade está disponível na unidade Ibirapuera da Care Club por R$ 650.

Assista o vídeo sobre nossa experiência aqui.

Fonte: Ativo.com

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O que é quiropraxia e como ela beneficia corredores e esportistas

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O que é quiropraxia e como ela beneficia corredores e esportistas
O que é quiropraxia e como ela beneficia corredores e esportistas Shutterstock

Uma das inúmeras técnicas contra lesões procuradas por atletas, a quiropraxia surgiu em 1895 e busca tratar problemas nas articulações.

No entanto, é preciso entender o que é quiropraxia é ideal para saber quando recorrer ao tratamento. 

Geralmente, ela é recomendada quando há a necessidade de se recuperar ou manter a saúde da coluna vertebral, ela é indicada para qualquer idade.

“O nosso objetivo é restaurar e manter a integridade da coluna vertebral e suas ramificações. Para isso, buscamos o equilíbrio da mecânica do corpo e do sistema nervoso”, explica o quiropraxista Fábio Medeiros.

Além de dores, entre os problemas tratados pela quiropraxia estão o bruxismo, a escoliose, a artrite, a artrose, a degeneração da coluna e a hérnia de disco.

Benefícios da quiropraxia

“O diferencial da quiropraxia está no ajuste articular, ou seja, são manobras precisas que restauram a função da articulação. Ao permitir que o corpo funcione de forma harmônica, reduzimos o risco de desenvolver alguma lesão”, explica Medeiros.

Os benefícios gerais são a melhoria da mobilidade, da postura e até da qualidade do sono e do estresse, já que ajuda a devolver o equilíbrio corporal.

O tratamento

Dividido em três fases, o tratamento começa com um exame inicial e procura iniciar a correção estrutural.

Medeiros afirma que a primeira fase consiste eliminar ou diminuir os sintomas, e combater a memória cinestésica, que é o “padrão estrutural de cada pessoa”.

“Combater a memória cinestésica significa reprogramar a postura e a estrutura do corpo, que no caso, está modelado de acordo com as posições com as quais está acostumado”.

Já na segunda fase, além da correção contínua, é preciso estabilizar a coluna e mantê-la alinhada.

Já a terceira fase, chamada de “manutenção”, ocorre quando todos os objetivos do tratamento são atingidos. A partir daí, o quiropraxista prescreverá as sessões para se manter o que foi conquistado.

“A quiropraxia também é importante para quem não quer ter que se preocupar com problemas degenerativos da coluna”, acrescenta.

Dessa forma, é possível evitar problemas como artrose e hérnia de disco, além de garantir um melhor funcionamento progressivo das partes do corpo.

O que é quiropraxia esportiva

Além da quiropraxia tradicional, existe a técnica específica para quem faz atividade física. A principal diferença entre ambas é que a esportiva foca mais em melhorar o desempenho e o equilíbrio muscular.

“Utilizamos técnicas para corrigir contraturas e eliminar inflamações musculares por exemplo”, explica Medeiros.

Os casos de maior procura entre atletas também se dão por causa de dores no quadril, nos ombros e na região lombar e cervical.

“Ela melhora o rendimento através de ajustes específicos na coluna e nas articulações, e na melhora da função muscular”, afirma Medeiros.

No geral, ajuda o atleta a ter mais qualidade em seus treinos, recuperação mais rápida e menos riscos de sofrer lesões novas ou recorrentes.

No caso de corredores, a quiropraxia esportiva pode tratar principalmente a fascite plantar, a inflamação no tendão calcâneo e dos músculos tibial anterior e a síndrome do patelo-femoral.

É importante ressaltar que o método exige o conhecimento de um profissional capacitado e de confiança.

O site da Associação Brasileira de Quiropraxia (ABQ) disponibiliza mais informações e os dados de todos os quiropraxistas formados no país.

*Fonte: Fábio Medeiros, profissional de educação física e quiropraxista pela Universidade Anhembi-Morumbi em parceria com a Chiropractic Western States (EUA).

Fonte: Ativo.com

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Ligamentos do tornozelo: como evitar e tratar lesões

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Ligamentos do tornozelo: como evitar e tratar lesões
Ligamentos do tornozelo: como evitar e tratar lesões Shutterstock

Sempre que ocorrem, as lesões nos ligamentos do tornozelo trazem uma grande dor de cabeça ao corredores.

O membro lesionado fica bastante inchado e dolorido, além de exigir muito tempo de repouso e acompanhamento médico.

Esta lesão é muito comum em corredores que treinam nas ruas, pois nem sempre as calçadas são niveladas e existe a possibilidade de torcer o pé acidentalmente em um buraco durante as passadas.

Então, quando se pisa de mal jeito e o pé sofre uma torção brusca e inesperada, os ligamentos do tornozelo podem ser gravemente feridos.

“Praticamente 90% das entorses de tornozelo ocorrem devido a um movimento forçado de inversão — em que a ponta do pé vai para dentro — provocando um estiramento dos ligamentos da parte lateral do tornozelo”, pontua o fisioterapeuta Thiago Medeiros.


Entorse no pé, que pode causar lesões nos ligamentos do tornozelo
Entorse no pé, que pode causar lesões nos ligamentos do tornozelo Ativo.com



Apesar de incomum, em praticantes de outros esportes como o futebol, a lesão ligamentar pode ser causada por trauma direto, ou seja, por uma forte pancada ou colisão.

Como tratar lesões nos ligamentos do tornozelo

“Interromper a prática esportiva é o primeiro passo. Em seguida, a aplicação de gelo na região machucada. O esfriamento da área ajuda a controlar o edema e diminuir a dor”, explica Thiago.

Os profissionais de saúde também recomendam que a região lesionada seja elevada e levemente comprimida por faixas.

O objetivo é reduzir os principais sintomas — dores, inchaços, edemas e sangramentos internos. 

Antes de se automedicar, é importantíssimo marcar uma consulta urgente com um ortopedista ou médico do esporte para um diagnóstico preciso.

“Em casos de impossibilidade de consultar esses profissionais, é possível buscar auxílio em um pronto-socorro”, aconselha o ortopedista Ricardo Munir Nahas.

O diagnóstico deve ser feito por meio de exames clínicos minuciosos. “Os mais solicitados são exames de imagem RX ou ressonâncias, mas também existem análises físico-funcionais feitas por fisioterapeutas e que direcionam ao tratamento mais adequado”, explica o fisioterapeuta Maurício Garcia.

Feito isso, é indicada a consulta a um fisioterapeuta para tratar a estrutura comprometida, respeitando o tempo biológico de cicatrização do tecido e as particularidades do paciente.

“Na primeira etapa do tratamento, geralmente ainda durante a fase aguda, o membro costuma ficar imobilizado por uma bota (robofoot), que permite maior controle dos sintomas de dor e edema. Passada a fase aguda, é iniciada uma etapa com exercícios de ganho de amplitude de movimento dentro da tolerância e limitações de cada paciente”, explica Garcia.

Na última etapa, o objetivo principal passa a ser o fortalecimento dos músculos que garantem a estabilidade secundária da articulação.

Aliado a isso, é feito um trabalho do sistema sensório-motor, por meio de propriocepção, que são exercícios para melhorar o equilíbrio postural.

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Previna-se treinando

Existem algumas maneiras para prevenir uma lesão nos ligamentos do tornozelo.

É importante manter em dia o treino sensório-motor — também indicado no tratamento –, além de fortalecer os músculos do CORE.

“A prevenção passa por exercícios específicos de fortalecimento, equilíbrio e coordenação dos músculos estabilizadores do tornozelo. Essas atividades devem fazer parte do treinamento corriqueiro do atleta”, afirma Ricardo Muniz.

Há também a possibilidade de utilizar acessórios como tensores para os tornozelos, enfaixamentos e esparadrapos, pois promovem mais segurança para a região.

(Fontes: Maurício Garcia, coordenador do setor de fisioterapia do Instituto Cohen de ortopedia, reabilitação e medicina do esporte e fisioterapeuta do Centro de Traumatologia do Esporte da Unifesp – CREFITO 3/8090-F; Ricardo Munir Nahas, ortopedista, traumatologista, médico do esporte e coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital Nove de Julho – CRM 34914/SP; Thiago Medeiros, fisioterapeuta e osteopata do Instituto Curarte e professor da Universidade São Francisco e UniMetrocamp – CREFITO 3 /125946-F)

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Dos benefícios à desconfiança dos cientistas: entenda o tratamento com ventosas

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Dos benefícios à desconfiança dos cientistas: entenda o tratamento com ventosas
Dos benefícios à desconfiança dos cientistas: entenda o tratamento com ventosas Shutterstock

Em agosto de 2016, o nadador norte-americano Michael Phelps chamou atenção do mundo inteiro ao estrear nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro com manchas roxas espalhadas pelo corpo.

Resultado do tratamento com ventosas — uma técnica da medicina chinesa apontada como solução para aliviar a dor e o estresse, além de ter –, as manchas roxas deram popularidade ao método e despertaram a curiosidade em jornalistas e atletas.

Mas, afinal de contas, como é o tratamento com ventosas? Sua eficácia é comprovada?

O Ativo.com conversou com Silvana Lutaif, professora de acupuntura há 30 anos, para levantar temas relevantes sobre o tratamento com ventosas. Confira abaixo.

A finalidade do tratamento com ventosas

“O tratamento com ventosas serve para o alívio de dores, estética facial e corporal e também para o condicionamento físico. No alívio de dores, podemos utilizá-lo em traumas como entorses, distensão muscular, contraturas ou simplesmente para aliviar a fadiga muscular. Na estética facial, serve para minimizar rugas e marcas de expressão, além de estimular a formação do colágeno, o que deixará a pele com aspecto mais jovem”, diz Lutaif.

Detalhes do tratamento

Feito por um profissional com conhecimentos de fisiologia e acupuntura, o tratamento com ventosas requer cápsulas de vidro, silicone ou acrílico, que são aplicadas diretamente em diversas regiões do corpo.

O tempo de duração da sessão varia de acordo com a finalidade do tratamento.

Quando as ventosas são aplicadas pensando em um benefício estético, o procedimento leva aproximadamente uma hora. Vinte minutos são suficientes para aliviar as dores.

Segundo Lutaif, poucas sessões bastam para solucionar as dores. Já para dores crônicas (artrite e artrose, por exemplo) são necessárias de sete a dez sessões.

O tratamento com ventosas consiste em acender um líquido inflamável dentro do copo de vidro.

A variação de temperatura, aliada à pressão causada pelo contato com a pele, provoca uma sucção e estica a pele.

Segundo os defensores da técnica, esse processo estimula o fluxo sanguíneo e acelera a recuperação da região afetada.

As marcas

É normal que as pessoas se questionem sobre as marcas roxas deixadas pelo tratamento com ventosas.

Por que essas marcas surgem? Quanto tempo é necessário para que elas sumam?

Lutaif explica: “As marcas na pele são sangramentos temporários no tecido subcutâneo, consequências de um processo de sucção da pele por muito tempo. De acordo com a medicina chinesa, essas dores que a pessoa sente seriam causadas pela estagnação da energia, e as ventosas ativas promovem a movimentação dessa energia bloqueada. Essas marcas não são deixadas no tratamento estético e, quando aparecem, podem durar até cinco dias.”

Caso o tratamento seja para alívio de dores, as marcas podem durar até cinco dias
Caso o tratamento seja para alívio de dores, as marcas podem durar até cinco dias Reprodução

Desconfiança dos cientistas

Não há estudos que confirmem a eficiência do tratamento com ventosas. Algumas pesquisas apontam que o procedimento é capaz de melhorar os níveis de bem-estar, porém sem mudar o patamar de terapia complementar.

“Em 2013, pesquisadores alemães usaram o método para tratar pacientes com dores musculares crônicas na região cervical, com bons resultados, porém os próprios autores sugeriram que mais estudos fossem feitos a respeito do método. Já em 2014, autores de Oxford pesquisaram artigos sobre o assunto e concluíram que existem poucas evidências científicas que comprovem a eficácia do método”, conta o ortopedista Sergio Mauricio.

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Fonte: Ativo.com

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A importância da caminhada para a saúde

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A importância da caminhada para a saúde
A importância da caminhada para a saúde Shutterstock

A porta de entrada para muitas pessoas que querem aderir a um estilo de vida mais saudável é a caminhada. E isso é ótimo!

Segundo estudo publicado pela ATVB (Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology), ela tem os mesmo benefícios que a corrida para saúde, mesmo que a intensidade seja diferente.

A pesquisa foi feita com mais de 45.000 pessoas e mostrou que andar é eficaz em diminuir o risco de vários tipos de doença e, quanto maior a distância percorrida, maiores são os benefícios.

Segundo os pesquisadores, caminhar diminui em 7,2% o risco de hipertensão, o colesterol alto em 7% e doenças coronariana de 9% a 12,3%.

Jefferson Brasileiro, treinador da assessoria esportiva Ztrack, também ressalta a importância da caminhada para o corpo.

“É um exercício físico aeróbio, de baixo impacto e que envolve grandes grupos musculares. Dessa forma, promove uma melhora no sistema cardiorrespiratório, desenvolvimento de uma estrutura muscular mais forte e resistente e ajuda no fortalecimento de ossos, muito importante para prevenção de osteoporose”.

Três dicas para se manter motivado na caminhada

Andar com amigos ou participar de grupos: ter a companhia de colegas ajuda a manter a motivação, consistência e, ainda, dá um chega pra lá na preguiça!

Escolher o lugar é fundamental: lugares espaçosos, com bastante gente e movimento são sempre as melhores opções. Escolha parques e ruas bastante arborizadas.

Participe de uma corrida: vá para uma prova de rua para caminhar e sentir a energia destes eventos.

Fonte: Ativo.com

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Está com o tempo curto? Vá treinar na esteira!

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Está com o tempo curto? Vá treinar na esteira!
Está com o tempo curto? Vá treinar na esteira! Shutterstock

A rotina atribulada é uma desculpa para você abdicar dos treinos e te impede de ter maior constância na corrida? Não tem problema. Começar a correr e realizar a sua primeira prova não é tarefa de outro mundo.

Mesmo que não tenha tempo para sair para correr no asfalto, é possível ganhar gás com treinos curtos na esteira — e cruzar bem a linha de chegada de uma corrida de 5 km.

Encontrar o seu ritmo ideal é mais fácil no aparelho, pois há maior controle sobre a velocidade do treino.

Ao contrário dos treinos no asfalto, em que você deve ficar atento ao ritmo — e a variação tende a ser maior –, treinar na esteira basta programar o ritmo desejado e aumentar ou diminuir quando desejar.

Outra facilidade de treinar na esteira é relativa ao impacto nos membros inferiores, que é muito menor no aparelho do que no asfalto, facilitando as passadas para quem está com sobrepeso.

“A esteira não proporciona variação de terreno (o que diminui o impacto da passada), mas tem um fator psicológico exigente”, fala Juliana Véras, especializada em treinamentos de corrida.

Ou seja, como não há variação de cenário como na rua, treinar na esteira pode ficar um pouco monótono.

Nesse caso, vale adicionar variáveis ao seu treino, como uma boa música ou até um programa interessante na TV, caso haja essa possibilidade — apenas tome cuidado para não se distrair e não render! O foco principal é sempre no treino!

1) O foco da planilha (abaixo) é te fazer aumentar a sua velocidade na esteira aos poucos, proporcionando, assim, uma ambientação à corrida no aparelho e às peculiaridades da postura e movimentação em cima dele. 

O mais importante no começo é estar seguro e confortável na utilização do equipamento. Encare essa preparação inicial como fundamental para estabilidade, variação e percepção de ritmo.

2) Antes de começar a correr, prepare seu corpo para o esforço com um aquecimento prévio. Para isso, basta uma caminhada de alguns minutos antes do treinamento. “Ela é fundamental antes de qualquer atividade física, pois permite ao corpo uma preparação gradativa”, diz a treinadora. 

Por isso, siga corretamente o treino proposto na planilha, pois além de a caminhada servir de aquecimento, faz parte da mudança de ritmo que virá em seguida.

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3) Além de pensar no treinamento, aproveite alguns dos benefícios da esteira! “Ela é uma ótima opção para refinar o movimento da corrida, além de servir como transição para a corrida em terreno firme”, afirma Michael Jesus, especializado na formação de atletas. Segundo ele, o equipamento também pode proporcionar uma economia de energia. 

“Há formas menores que freiam a passada, por isso exige pouco menos do seu corpo em comparação à corrida de rua”, completa o professor.

4) Não se torture! Distrair-se ao treinar na esteira e não ficar olhando a todo o momento para o cronômetro são algumas das dicas para evitar o tédio. Aproveite a oportunidade para pensar no movimento da corrida e corrigir a sua postura. 

A planilha abaixo te ajuda a fugir da monotonia ao oferecer treinos com variação de ritmo e distância.

5) Não mude seu comportamento no dia da prova. Treinar na esteira serve de modelo para repetir em terreno firme. Ao alcançar um ritmo ideal no equipamento, é permitido (e até recomendado) treinar uma vez no solo para também encontrar sua estabilidade. 

Por conta dos obstáculos da corrida na rua, a tendência é que sua velocidade seja um pouco menor que a atingida na esteira — para isso, é permitido colocar 0,5° ou 1° de inclinação nos treinos no aparelho.

6) Para você que está começando essa nova fase de treinamento, algumas dicas poderão ajudar. 

“Não ficar segurando no apoio da esteira e prestar atenção na respiração mesmo nos momentos em que você conseguir se distrair são fundamentais”, recomenda Michael. Para os mais adiantados, o professor recomenda seguir a planilha da mesma forma e não exagerar na velocidade para evitar lesões.

[]

*Fonte: Juliana Véras, responsável pela Jú Verás Assessoria Esportiva. Michael Jesus, especializado em preparação de atletas e dono da Michael Trainer Profissional.

Fonte: Ativo.com

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Aprenda a calcular o pace e melhore sua corrida

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Aprenda a calcular o pace e melhore sua corrida
Aprenda a calcular o pace e melhore sua corrida Shutterstock

Correr sem preocupar-se com tempo é bom, mas para quem quer evoluir no esporte, entender seu pace é fundamental. Ele é o ritmo médio de um corredor em determinado trajeto, medido em minutos por quilômetro. Dessa forma, para calcular o pace basta dividir o tempo gasto para percorrer uma distância.

Por exemplo, se um corredor leva 30 minutos para concluir 5 km, então seu pace é de 6 minutos por quilômetro. Se levar 50 minutos para percorrer 10 km, o ritmo é de 5 minutos.

Estar por dentro dessa matemática é importante porque dá ao corredor condições de avaliar seu desempenho durante os treinos e até mesmo em percursos diferenciados, com altimetria ou solo irregular, como nas corridas de trilha e montanha.

Como calcular o pace na corrida

Se você não tiver um relógio específico ou um aplicativo no celular que faz essa conta automaticamente para você, é possível calcular o pace de forma bem simples, dividindo os minutos gastos durante a atividade pelos quilômetros percorridos.

Só é preciso prestar atenção para converter as casas decimais do resultado do cálculo em segundos, para que o ritmo correto seja mais facilmente identificado. Para isso, basta multiplicar os algoritmos das casas decimais por 0,6.

Exemplos de cálculo do pace:

Tempo de atividade: 30 min
Distância percorrida: 5 km
Cálculo do pace: 30/5 
Pace: 6 min/km

Tempo de atividade: 33 min
Distância percorrida: 5 km
Cálculo do pace: 33/5 = 6,6 min/km; 0,6min = 36s
Pace: 6min36s/km

Tempo de atividade: 58 min
Distância percorrida: 10 km
Cálculo do pace: 58/10 = 5,8 min/km; 0,8min = 48s
Pace: 5min48s/km

Tempo de atividade: 1h16min (76 minutos)
Distância percorrida: 15 km
Cálculo do pace: 76/15 = 5,06 min/km; 0,06min = aproximadamente 4s
Pace: 5min04s/km

Calculadora de pace Ativo

O Ativo possui uma calculadora de pace, que faz esse trabalho de forma rápida e prática para você. A ferramenta ainda mostra a velocidade relacionada ao pace e também converte para milhas.

Calculadora de performance

Se a sua meta for fazer uma quilometragem específica dentro de um tempo pré-determinado, neste link você encontra um simulador que sugere em quais ritmos correr em cada quilômetro, com opções de manter o mesmo ritmo durante toda a corrida ou mudar o pace gradualmente de forma crescente ou decrescente.

Exemplos:
5 km em 27 minutos

É sugerido manter pace de 5min24s durante toda a corrida.

 5 km em 27 minutos acelerando gradualmente
Primeiro km – pace de 5min36s

Segundo km – pace de 5min30s

Terceiro km – pace de 5min24s

Quarto km – pace de 5min18s

Quinto km – pace de 5min12s

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VO2 máximo: o que é e como pode ajudar os atletas

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Relógios com GPS

Relógios esportivos com GPS fornecerm o o pace em tempo real para o atleta
Relógios esportivos com GPS fornecerm o o pace em tempo real para o atleta Shutterstock

Geralmente os corredores que pegam gosto pelo esporte, com o tempo, investem em um relógio com localização por satélite. Existem diversas marcas e modelos e a diferença de preços entre os produtos é grande.

No exterior, os relógios geralmente são encontrados por valores mais acessíveis. Este acessório é uma ferramenta interessante para quem quer calcular o pace. Como costuma marcar distância, tempo, velocidade média e até as calorias, ele disponibiliza o resultado de forma imediata .

Aplicativos

Aplicativos de celultar também pode ser úteis para ajudar a calcular o pace na corida
Aplicativos de celultar também pode ser úteis para ajudar a calcular o pace na corida Shutterstock

Para quem ainda não pensa em investir em um relógio, outra alternativa são os aplicativos de corrida. Assim, como os relógios, eles costumam monitorar percurso, distância, ritmo, tempo e calorias queimadas por meio do celular.

Além disso, também é possível compartilhar os quilômetros percorridos e suas conquistas nas redes sociais e competir com amigos que fazem uso do mesmo app.

Aqui você encontra uma lista com os cinco melhores aplicativos para começar a correr.

Fonte: Ativo.com

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VO2 máximo: o que é e como pode ajudar os atletas

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VO2 máximo: o que é e como pode ajudar os atletas
VO2 máximo: o que é e como pode ajudar os atletas Shutterstock

O VO2 máximo, também conhecido no mundo da corrida como VO2 máx, é um sinal de como está o condicionamento físico do atleta. Trata-se do volume máximo de oxigênio que o corpo consome durante o exercício físico. Quanto maior é o VO2 máximo, mais condicionado é o atleta.

Vários fatores interferem na determinação do VO2 máximo, como faixa etária, gênero, genética, etnia, composição corporal, nível de atividade usual e tipo de exercício.

O VO2 máximo pode ser descoberto de duas maneiras: através da análise dos gases expirados durante um teste cardiopulmonar de exercício ou de fórmulas obtidas por equações complexas, como você pode conferir neste estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Com o índice em mãos, o atleta, seja ele iniciante ou de nível avançado, pode determinar com seu treinador um plano esportivo adequado (duração dos treinos de base, adaptativo, polimento e velocidade, por exemplo).

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Como funciona o teste

Durante a aferição do VO2 máx, um analisador de gases mede o O2 consumido e o CO2 exalado. Essa troca gasosa é proporcional ao esforço feito na esteira ou na bicicleta. Como o perfil das pessoas que fazem o teste é variado, as clínicas adotam um procedimento padrão.

Ergoespirometria te ajuda a chegar ao VO2 máx
Ergoespirometria te ajuda a chegar ao VO2 máx Ativo.com

O início se dá em uma velocidade baixa (8 km/h, por exemplo), e o ritmo vai aumentando até a pessoa chegar à exaustão. Há quem atinja o VO2 máx aos 11 km/h. Outros, no entanto, chegam ao limite nos 20 km/h.

Como melhorar seu VO2 máximo

Como o VO2 máximo tem relação com fatores genéticos, melhorá-lo pode não ser tão simples. Para quem já tem um bom condicionamento físico, a tarefa é ainda mais árdua.

Já para os sedentários, os ganhos na condição esportiva são expressivos a partir do momento em que o esporte passa a ser um hábito. A estimativa é de que uma pessoa consiga melhorar até 30% do VO2 máx.

Uma maneira eficaz de melhorar o VO2 máx é apostar em treinos intervalados com uma intensidade altíssima, próxima a 95% do índice. De acordo com Gabriel Soares, supervisor técnico da assessoria esportiva BH Race, são treinos com intervalos de recuperação com repetições que duram entre 2 e 7 minutos em um ritmo próximo ao seu pace para uma prova de 3 km ou 5 km. O intervalo nessas situações são de 2 a 4 minutos e podem ser trotando em baixa velocidade.

Fartleks também podem ajudar na busca por um VO2 máx melhor. Os dois métodos citados provocam adaptações no corpo, que passa a produzir mais mitocôndria, enzimas aeróbias e transportadores de lactato.

Consumindo menos oxigênio, um corredor tem um atalho para alcançar tempo mais rápidos nas provas.

Confira nesse vídeo a experiência da nossa reportagem no teste para obtenção do VO2 máximo

Fonte: Ativo.com

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Bursite no quadril: aprenda a evitar e tratar o problema

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Bursite no quadril: aprenda a evitar e tratar o problema
Bursite no quadril: aprenda a evitar e tratar o problema Shutterstock

A bursite no quadril é um problema que afeta uma grande parcela de pessoas sedentárias ou que permanecem sentadas por muito tempo. No entanto, também pode atingir corredores (maioria mulheres) e praticantes de atividades com movimentos repetitivos do quadril. 

O termo “bursite” consiste na inflamação da bursa, uma pequena bolsa de líquido que reduz o atrito entre duas articulações e facilita o movimento.

Quando está inflamada, a bursa não desempenha adequadamente o papel de reduzir esse atrito e ainda causa dor. Além da bursite no quadril, é muito comum desenvolver a inflamação em ombros, joelhos e cotovelos por serem articulações muito utilizadas. 

Mas, afinal, por que a bursite no quadril faz mais vítimas mulheres? “A bursite no quadril, chamada formalmente de bursite trocantérica, atinge mais pessoas do sexo feminino por causa da biomecânica do quadril (entenda aqui), que é diferente da dos homens”, explica Christina May Moran, fisiatra e coordenadora do Centro de Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês.

May Moran ressalta que, na maioria das vezes, não é apenas a bursa que está inflamada, mas toda a região ao seu redor, incluindo os tendões e os músculos do glúteo. Por isso que a dor normalmente não se limita ao quadril e irradia em outros locais próximos.

“Uma das principais prevenções da bursite no quadril é o alongamento”, explica a fisiatra. “Se o indivíduo treina, mas não trabalha o alongamento, a bursa pode ser espremida com a sobrecarga”. 

Como prevenir e tratar a bursite no quadril 

Se estiver sofrendo dores na região, consulte um médico ortopedista e evite supor um diagnóstico. Caso seja bursite no quadril, o tratamento inclui anti-inflamatórios e aplicação de compressa de gelo na região para alívio da dor. Vale também diminuir a sobrecarga dos treinos e até pará-los por um tempo. A melhor forma, no entanto, é prevenir. Apesar de parecer clichê, cuidar da saúde e fazer exercícios com regularidade e orientação profissional são essenciais.

Também é importante respeitar os dias de descanso dos treinos para o corpo se recuperar adequadamente. “Manter uma dieta saudável e de acordo com suas necessidades é outro hábito para não sobrecarregar o organismo”, completa May Moran.

Recomendações específica para corredores

Corredores precisam ter mais atenção. Além destas dicas, o médico e acupunturista Marcus Yu Bin aconselha que é preciso identificar a raiz do problema para a dor não se tornar crônica. 

“Muitas vezes, as pessoas que apresentam essa inflamação também têm outras condições que favorecem a doença, como uma diferença no comprimento entre as pernas, doenças na coluna lombar e artrose do joelho”, afirma Yu Bin.

A principal causa provém de treinos ou cargas em excesso. O corpo não se recupera como deveria e a pressão exercida diretamente nos tendões pode causar o problema ou piorar os sintomas. 

“A bursite trocantérica é o segundo tipo de dor mais presente na região do quadril, causada na maioria das vezes por movimentos exagerados e repetitivos dos tendões, o que acontece na maioria das vezes com os corredores”, afirma Yu Bin.

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Outro fator é o terreno onde se corre. “Correr em desnível lateral deixa um dos membros mais encurtados. Isso pode aumentar a sobrecarga nos tendões do quadril, prejudicando a passada e a estabilização da área, o que gera fricção contínua”, explica.

Para voltar a correr, mais cuidados: o atleta não pode sentir dor e o quadril não pode estar inchado. “O indivíduo deve ser capaz de dobrar e endireitar o quadril sem dor. Ele também deve conseguir correr em linha reta sem mancar e realizar cortes de 45 graus e 90 graus sem dificuldade”, reitera.

Fortalecimento e alongamento dos músculos do quadril são as principais formas de se recuperar da lesão. Além dos exercícios direcionados para a região, também é aconselhável praticar natação, ciclismo, jump, pilates e yoga.

*Fontes: Dra. Christina May Moran De Brito, fisiatra e coordenadora do Centro de Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês; Felipe Goulart, profissional de Educação Física e membro do Conselho Regional de Educação Física (CREF1); Dr. Marcus Yu Bin Pai, fisiatra e médico especialista em Dor e Acupuntura.


Fonte: Ativo.com

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Isquiotibiais: como evitar e tratar lesões no posterior da coxa

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Isquiotibiais: como evitar e tratar lesões no posterior da coxa
Isquiotibiais: como evitar e tratar lesões no posterior da coxa Shutterstock

Os isquiotibiais são um grupo de músculos localizados na região do posterior da coxa, na parte de trás dos membros inferiores. Essa musculatura é responsável principalmente pelos movimentos de extensão do quadril e flexão do joelho, e atravessa ambas as articulações. 

Ou seja, é muito exigida em atividades como a corrida, pois possui um papel fundamental na biomecânica do movimento realizado, além de controlar a velocidade das passadas. 

Os incômodos nos isquiotibiais são geralmente causados por estiramentos, que são uma lesão muito comum em esportes individuais que requerem grande potência muscular. 

Também não é incomum que praticantes de atividades de contato corporal sintam dores na região por conta de impactos e pancadas sofridas.

Como evitar lesões nos isquiotibiais

Uma das melhores maneiras de evitar contusões musculares é fortalecendo a região. “É indicado buscar orientação de um profissional de educação física, para se desenvolver um treinamento específico e evitar futuras lesões”, afirma André Fernandes, conselheiro do Conselho Regional de Educação Física (CREF).

 “Exercícios complementares à corrida são muito importantes. Não apenas os que servem para fortalecer os isquiotibiais, mas também, os que trabalham a musculatura dos glúteos, abdômen e lombar“, endossa o fisioterapeuta Thiago Medeiros.

 “O fortalecimento muscular e o treino da modalidade devem caminhar juntos. Principalmente se o atleta realizar atividades físicas intensas ou de longa duração”, acrescenta Fernandes.

De acordo José Carlos Siciliano, alongamento e aquecimento da região também são fundamentais para evitar lesões, pois “permitem que os músculos isquiotibiais possam realizar movimentos sem restrições, ou seja, com amplitudes maiores”.

Porém, segundo o conselheiro do CREF, caso a atividade for muito intensa, melhor não fazer alongamentos fortes com a intenção de aumentar a flexibilidade. Essa prática provoca dor e acaba alterando uma série de estruturas, levando à perda de força muscular.

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Como tratar lesões nos isquiotibiais

O tratamento varia de acordo com a gravidade e intensidade da lesão. De imediato, em casos de dores leves, é recomendada a diminuição da atividade física.

“A orientação profissional também é importante para promover ganho de amplitude de movimento e reforço da musculatura. Isso porque a dor provocada pela contusão poderá gerar um movimento compensatório em outras regiões e trazer novas lesões”, explica José Carlos Siciliano, professor de educação física.

Em casos de dores agudas, o descanso é fundamental, com aplicação de compressas frias na região lesionada. Claro que a prioridade é consultar um fisioterapeuta, ortopedista ou médico do esporte para outras prescrições.

Aliado ao descanso, o tratamento, que precisa ser seguido à risca e com paciência. “Dessa forma, a lesão é tratada corretamente, pois contusões musculares mal curadas podem se tornar crônicas, o que gera um impacto negativo na performance e fragiliza o corpo”, alerta o fisioterapeuta. 

Em casos mais raros, quando a lesão é muito grave, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica, segundo André. Geralmente, no momento da contusão, é possível notar a gravidade, com um som de estalo como se a musculatura tivesse rompido, dores próximas aos glúteos ou na parte posterior do joelho, grande quantidade de hematomas na parte posterior da coxa, dificuldade de se movimentar ou fraqueza na perna lesionada.

*Fontes: José Carlos Siciliano, profissional de Educação Física e especialista em Anatomia Humana e Biomecânica – CREF: 004357-G/RJ; André Fernandes, profissional de Educação Física e integrante do Conselho Regional de Educação Física – CREF: 000013-G/RJ; Thiago Medeiros, fisioterapeuta e osteopata do Instituto Curarte e professor da Universidade São Francisco e UniMetrocamp – CREFITO 3 /125946-F

Fonte: Ativo.com

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Corrida chique! Como os modelos versáteis e elegantes tomaram conta do running

Ativo
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Como os modelos versáteis e elegantes tomaram conta do running
Como os modelos versáteis e elegantes tomaram conta do running Huan Gomes

Colorido ou discreto? Drop baixo ou alto? Com muito ou pouco amortecimento? O que você costuma levar em consideração na hora de comprar o seu próximo tênis de corrida? A combinação de design, conforto, preço e tecnologia na maioria das situações define a compra de um calçado. Mas você já parou para pensar como as grandes empresas de material esportivo trabalham as tendências dos tênis e decidem o que irá às prateleiras das principais lojas do ramo ou sites especializados?

Muito antes de os produtos chegarem às lojas, as marcas mapeiam as necessidades, as preferências e as expectativas de seus potenciais compradores. Na Adidas, por exemplo, são feitas diversas pesquisas e visitas a países para buscar tendências de design e o que o consumidor quer quando o assunto é tecnologia.

Veja o Guia do Tênis da O2

Para a marca alemã, escutar o outro lado ficou mais fácil depois do surgimento de suas comunidades globais — os Adidas runners —, que oferecem feedbacks e inspirações aos desenvolvedores.

Além de ouvir os compradores, as empresas se apoiam em aparelhos ultramodernos para identificar como seus produtos podem turbinar o rendimento dos atletas na corrida, sejam eles profissionais ou não.

Em seu laboratório de Boston, a New Balance investe no Aramis, um equipamento que coleta dados 3D e com imagens em alta velocidade para verificar os padrões de tensão de pés diferentes.

A partir dessa checagem, iniciam a construção de cada modelo, respeitando o objetivo e o perfil de cada produto. Participam desse processo designers, engenheiros, fisiologistas do exercício e outros profissionais especializados em calçados.

Um exemplo que ilustra o processo acima começa com o livro Nascido para correr, sucesso absoluto entre corredores do mundo inteiro. Em determinado trecho, o autor, Christopher McDougall, questiona a funcionalidade do amortecimento dos tênis de corrida utilizados na época do lançamento do livro (2010).

A partir de uma experiência com a tribo mexicana Tarahumara de superatletas, ele sugere que tênis com muito amortecimento seriam vilões dos corredores, uma vez que nos induziriam a uma mecânica incorreta.

O impacto na comunidade da corrida foi imediato, e as marcas entenderam o recado. Nascia ali uma nova linha entre as tendências dos tênis: a onda dos tênis minimalistas — que, convenhamos, já não têm mais a mesma força

“O momento é dos tênis mais altos, bem macios, responsivos e leves. O desafio das marcas é fazer tênis com essas características. As empresas trabalham com densidades diferentes de espumas e já não veem com bons olhos o amortecimento aparente. O consumidor quer a espuma e pronto”, opina Eduardo Suzuki, o responsável pelo canal Tênis Certo no YouTube.

A tese de Suzuki é reforçada por Bruno Kobata, gerente de running da Adidas Brasil. “No caso do mercado brasileiro, acreditamos que a fase dos modelos com tecnologia visível e design mais chamativo já passou”, afirma.

A crença de Kobata se aplica até à concorrente Nike. No dia em que esta reportagem foi escrita, em meados de novembro, checamos dezenas de modelos masculinos de corrida que a Nike vende em seu site. Apenas cinco tinham amortecimento aparente.

Nova tendência dos tênis de corrida (Ilustração: Davi Augusto)

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Dois em um

As tendências dos tênis  acompanha as movimentações da sociedade, assim como a escolha do design e de suas cores. O comportamento e o cotidiano das pessoas, os movimentos sociais, as condições climáticas, a economia e as artes pautam as discussões das equipes multidisciplinares das marcas.

Na contramão dos calçados multicoloridos e chamativos de quatro ou cinco anos atrás, as tendências dos tênis do momento apostam em produtos versáteis, adequados para diversos tipos de ambientes, não apenas para a corrida.

Há cerca de dois anos, ganhou força nos Estados Unidos a tendência athleisure —  neologismo que, em inglês, mescla as palavras “atleta” e “lazer”. Essa linha rompeu o pensamento de que as peças deveriam atender a uma única proposta e abriu caminho para que produtos esportivos fossem usados em ambientes profissionais ou sociais.

“O que eu noto é que estão despontando modelos que as pessoas podem usar durante o dia todo. As pessoas querem tênis mais versáteis, que, além da corrida, possam ser usados para outras atividades diárias. São modelos que seguem uma linha mais neutra e podem ser usados tanto com uma calça jeans quanto com a roupa do seu treino”, observa Suzuki.

Cinco modelos versáteis, segundo Eduardo Suzuki

Adidas Pureboost GO

“É um modelo bacana, que caiu no gosto do consumidor. Grande acerto da Adidas.”

Adidas Pureboost GO
Adidas Pureboost GO Huan Gomes

Nike Epic React Flyknit

“Uma versão interessante da Nike. A marca continua lançando uma série de cores deste modelo.”

A nova versão do Nike Epic React Flyknit chega no dia 12 de fevereiro, no Brasil.

Nike Epic React Flyknit
Nike Epic React Flyknit Huan Gomes

New Balance Fresh Foam Beacon

“A New Balance não acreditava que este modelo daria certo no Brasil. Para surpresa deles, em dez dias já estava esgotado.”

New Balance Fresh Foam Beacon
New Balance Fresh Foam Beacon Huan Gomes

Puma Hybrid Runners

"É um tênis macio, que também cai bem no casual.”

[]

Olympikus Vantage Flow

“Vale sempre a pena falar da Olympikus. É um tênis de R$ 250. E a própria marca tem certa dificuldade para definir se é um modelo casual ou de corrida.”

Olympikus Vantage Flow
Olympikus Vantage Flow Huan Gomes

O que você não deve ver nas prateleiras em 2019

  • Tênis multicoloridos
  • Amortecimento aparente
  • Tênis duros e pesados

Duas perguntas para Silvia de Féo, merchandiser da New Balance para o mercado latino-americano

O2: Como é o processo de criação dos tênis da New Balance?

Silvia de Féo: Os times da marca se encontram rotineiramente para testar e validar quais são as melhores formas de atender às necessidades e expectativas do consumidor com base no que temos na “prateleira” ou se temos a necessidade de desenvolver algo específico. Muitas vezes, o que acaba acontecendo no processo é que encontramos soluções interessantes para outras necessidades. Automaticamente, um time repassa essas descobertas aos outros times, que, então, passam a verificar a adequação e a relevância da descoberta. Nosso laboratório em Boston acabou de fazer 10 anos. Desde então, ajuda no desenvolvimento de materiais e suas aplicações, tanto na base como no cabedal.

O2: O que os fãs dos tênis de corrida da New Balance devem ver nas lojas em 2019?

Silvia de Féo: Do ponto de vista de design, seguimos com um atual e elegante, sempre informado por dados técnicos recolhidos em nosso laboratório. A tecnologia Fresh Foam segue sendo o carro-chefe. Em 2019, vem ainda mais macia, leve e com maior capacidade de amortecer impacto, graças à engenharia aplicada na entressola e na sola. No cabedal, vamos lançar um material lindo, que torna o calçado ainda mais leve, confortável e respirável. O 1080 chega à sua nona edição em uma combinação de cores superchique e atraente, turbinado com a evolução do Fresh Foam. Também vamos lançar a segunda versão do Lazer, que vem ainda mais equipado para a prática da corrida

Fonte: Ativo.com

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