O técnico que o São Paulo quer

Arnaldo Ribeiro
Arnaldo Ribeiro, blogueiro do ESPN.com.br
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Alejandro Sabella: um técnico que arma o time para o resultado
Alejandro Sabella: um técnico que arma o time para o resultado

Retomei um velho hábito hoje. Ou melhor, dois. Um: escrever para o blog (infelizmente não tenho mais tempo para ele...). Dois: conversar com meu amigo Elias Perugino, secretário geral da Revista El Gráfico, da Argentina. Quando o assunto é futebol argentino, a fonte é uma só: Elias.

Assunto desta vez: Sabella. Em tese, o único técnico que interessa ao São Paulo. Fiz uma série de perguntas a Elias. E ele dissecou o técnico vice-campeão do mundo, com o requinte de costume. Vamos ao relato...

Em primeiro lugar. A prioridade de Sabella é mesmo o futebol inglês. Ele jogou por lá, no Sheffield United e no Leeds, e deixou boa impressão, além de raízes.

Sabella é considerado hoje, sim, um técnico completo. Sabe ser sincero e claro com os jogadores. Mexe com a parte emocional do seu grupo, sem deixar de ser um estudioso de táticas e estratégias.

Mais um aspecto. O Sabella treinador é bem diferente do Sabella jogador, um meia cerebral e talentoso, que jogou pelo Grêmio. Como treinador, é mais tático, pragmático e, sim, conservador. Arma seus times pelos resultados. Como diz Elias... "Le pide a sus jugadores que hagan lo que a él no le gustaba cuando era jugador: que corran mucho y que tengan disciplina táctica."

Segundo meu amigo, a grande virtude de Sabella é "saber formar grupos". "Consigue que sus jugadores se unan y tiren para el mismo lado en busca de un objetivo común. Los convence para que sean solidarios entre ellos."

Esse é o técnico que o São Paulo procura. Se é o momento ideal para traze-lo, isso é uma outra história...

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Rogério Ceni: o mito, a panela, a aposentadoria, o legado, o futuro...

Arnaldo Ribeiro
Arnaldo Ribeiro, blogueiro do espn.com.br

Devo ter escrito mais de uma dezena de textos sobre Rogério Ceni, desde que o conheci, como reserva de Zetti, cobrindo o São Paulo, em meados dos anos 90. Sou quase obrigado a voltar ao tema agora. As declarações de Ney Franco sobre ele, embora bombásticas e escancarando de forma cristalina a crise sem precedentes no São Paulo, não me surpreendem - e vou tentar explicar aqui os motivos nas próximas linhas.

Em primeiro lugar, as qualidades de Rogério Ceni... Um goleiro, sem igual. Nunca haverá outro como ele. Bom goleiro. Além disso, fez mais de 100 gols e mais de 1000 jogos por um mesmo time. Por isso mesmo incomparável.

Fora de campo, incomparável também. Nível intelectual acima da média, profundo conhecedor de tática e estratégia no futebol. Também vaidoso, um tanto quanto ciumento e péssimo perdedor. Não aceita derrota e não sabe reagir bem a ela. Assim, tornou-se alvo fácil e preferido de qualquer torcedor que não seja são-paulino e também da mídia.

Pois bem. Rogério, em tese, tem mais quatro meses de carreira...Vai se aposentar aos 40 anos, depois desta trajetória sem igual.

E esta trajetória está em risco. Seu clube pode cair para a segunda divisão e começam a pipocar opiniões desabonadoras sobre o seu comportamento - vide a entrevista de Ney Franco.

Ney não mentiu. Carregou um pouco nas tintas, ferido pelos últimos acontecimentos, mas não mentiu.

Rogério Ceni, talvez involuntariamente e pelo tempo de casa, faz parte da panela que governa o vestiário do São Paulo por décadas. Ele, o eterno auxiliar técnico Milton Cruz e companheiros da comissão fixa do São Paulo - um diferencial no passado, um problema no presente.

Para alguém de fora triunfar com essa panela é complicado... Técnicos de futebol, de quaisquer perfis, sofrem (Adilson, Ney Franco, Leão e outros tantos que o digam). Jogadores do tamanho ou 'maiores' que Ceni (com mais lastro internacional, como Lúcio e Luís Fabiano) e 'promessas das categorias' de base (como Casemiro) também.

A panela do CT - agora fortalecida, pela saída do dirigente Adalberto Baptista, pelo afastamento de Lúcio, pela presença de Paulo Autuori - governa e convive muito bem com treinadores com 'afinidades ideológicas' e jogadores experientes, mas subservientes também.

Juvenal Juvêncio, presidente do clube, que meteu os pés pelas mãos e se perdeu, tentou dissolver a panela (sob o escudo de Adalberto Batista) e encaminhar a aposentadoria de Ceni. Perdeu. Percebeu que, às vésperas de nova eleição, poderia ver seu time na série B.

E devolveu plenos poderes a Ceni e cia. Agora, o goleiro e capitão, com os escudeiros Autuori e Milton Cruz, herdam a missão de um final de ano digno para o clube e digno também para o maior jogador do São Paulo em todos os tempos. E só.

Se o legado de Ney Franco para Rogério Ceni e seus companheiros é "zero, zero e zero", eles têm de se preocupar em não deixar legado pior para quem vier em 2014.

Quando pendurar as chuteiras, Rogério Ceni pode se tornar treinador ou dirigente do São Paulo. Capacidade ele tem. Mas só será um técnico ou um dirigente bom se tiver aprendido lições de ambiente nos seus tempos de atleta.

Será que ele consegue?

 

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Brasil sempre foi o principal favorito à conquista da Copa. Quem o ameaça?

Arnaldo Ribeiro
Arnaldo Ribeiro, blogueiro do espn.com.br

Ganhar da Espanha, dita melhor seleção do mundo, de forma categórica na final da Copa das Confederações leva a seleção brasileira a um outro patamar (de confiança, de conjunto, de auto-estima, de entrosamento...). Mas não interfere no quesito favoritismo.

O Brasil, pentacampeão do mundo, é favorito absoluto quando disputar uma Copa do Mundo em seus domínios (o que não acontece desde 1950). Sempre.

E seria favorito para ganhar em 2014, mesmo se não tivesse conquistado a Copa das Confederações, se ainda fosse comandado por Ricardo Teixeira, ainda fosse treinado por Mano Menezes ou liderado por Ronaldinho Gaúcho...

Os fatores tradição e CASA contam muito numa disputa curta, como um Mundial de Futebol. A química do time com a torcida, que se construiu durante a Copa das Confederações, contribui e muito para o título.

Foi assim com a Alemanha em 1974, a Argentina em 1978 e até com a França 1998. Itália (1990) e Alemanha (2006) não conquistaram o torneio em suas casas, mas foi por pouco.

Não dá pra considerar Mundiais em países com pouca tradição, como México (1986), EUA (1994), Japão e Coreia do Sul (2002), África do Sul (2010)... Nesses locais, qualquer um (grande) pode ganhar. Depende do clima, da temperatura, do sorteio, do cruzamento...

A questão agora, depois de o time de Felipão ter passado pelo teste, é: quais serão os principais adversários do Brasil daqui a um ano.

A Espanha, que, insisto, é 'bem pior' que o Barcelona, não figura (na minha opinião) no pote principal. Está num segundo escalão, junto com Holanda (sua adversária na última final de Copa) e Itália, à frente um pouquinho de França e Inglaterra.

A Espanha tem padrão de jogo, mas falta centroavante, pegada e verticalidade. A quantidade de meio-campistas talentosos é espantosa, mas o elenco é melhor fora do que dentro de campo.

Vejo a Alemanha, em termos de equipe e futebol vertical, num estágio acima - turbinada pelo Bayern de Munique. E a Argentina também pode surpreender. Porque tem Messi, claro, porque vem ganhando conjunto e porque pode se sentir à vontade em território brasileiro.

Brasil, favorito principal em 2014. Alemanha e Argentina, adversários mais temidos. Concordam?

 

 

 

 

 

 

 

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Palpites - Reveja o que os comentaristas previram para a temporada.

Arnaldo Ribeiro
futebolnomundo



     O domínio alemão na europa foi um fenômeno imprevisto nesse ano e a força do Bayern de Munique surpreendeu a todos.
     Estas são conclusões que podem ser tiradas da análise dos palpites que os comentaristas da ESPN deram no início da temporada. Relembre abaixo como foram as apostas.

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Palpites para a temporada 2012/2013
Palpites para a temporada 2012/2013


     Ninguém votou no Bayern como campeão da Liga dos Campeões, mas o favoritismo atribuído ao Dortmund na Liga Europa, pode ser indício de que a equipe da ESPN já antevia o crescimento desse time alemão.
     E a maioria também imaginou que o time da Bavária retomaria o título alemão das mãos do Borussia Dortmund, após dois campeonatos de domínio amarelo.
     A brincadeira que o Futebol no Mundo faz ao início de todas as temporadas resultou em vitória de Paulo Andrade, com 6 palpites certos, com Gerd Wenzel, Arnaldo Ribeiro e Gian Oddi em seguida com 5 acertos.
     Além de Bayern, as festas de Barcelona, Paris Saint-Germain, Ajax e Juventus também foram imaginadas pela grande maioria dos analistas.
     Só com previsões arriscadas, Mauro Cezar Pereira não acertou nada, mas vislumbrou o crescimento do Atlético de Madrid na disputa local, sempre brigando pelo vice-campeonato com o Real Madrid e, no final da temporada, vencendo o rival na decisão da Copa do Rei.
     Apenas em uma liga nacional o vice-campeão não apareceu no palpite de nenhum dos especialistas: o Napoli, da Itália.
     Nas duas ligas continentais, as apostas não acertaram sequer a nacionalidade de campeões e vices de cada uma delas.
     Para os comentaristas, a grande decepção foi o Manchester City, considerado favoritos ao título inglês e, para alguns, provável campeão da Liga dos Campeões, onde sequer passou da fase de grupos.
     Daqui a dois meses nova temporada e novos palpites. Aguardem.

 

Luís Calvozo

 

 

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Ronaldinho: craque? líder? ou nenhum dos dois?

Arnaldo Ribeiro
Arnaldo Ribeiro, blogueiro do espn.com.br
Ronaldinho fora da Copa das Confederações. Uma bomba. Sim. Uma bomba. Tínhamos essa informação na ESPN, pelo repórter (sempre bem informado) André Plihal, mas custamos a acreditar.
Ronaldinho voltou a ser o jogador mais badalado do país. Joga na melhor equipe do Brasil hoje: o Atlético-MG. É o ídolo máximo desta equipe. Fez grandes jogos nos grandes jogos, contra São Paulo e Cruzeiro.
Por que não entrar numa lista de 23 numa seleção que nem time tem ainda? Uma seleção que não tem referência, que não tem estofo, que não tem representatividade, que não tem respaldo...
A explicação mais simples. Porque decepcionou Felipão recentemente, dentro e fora do campo, quando esteve a serviço da seleção.
Bem. Felipão conhece bem Ronaldinho. Conhece há muito tempo. Ronaldo Assis Moreira sempre foi um mágico da bola, desde menino. Teve uma fase espetacular, de melhor do mundo mesmo, no Barcelona.
Mas Ronaldinho tem um outro lado. Ou melhor: outros lados. Ele poucas vezes foi regular, ele pouca vezes foi referência (como é hoje, no Galo), ele quase nunca foi líder, ele poucas vezes desequilibrou quando jogou pela seleção brasileira.
Em 2000, fracassou na Olimpíada. Em 2002, era a maior esperança brasileira na Copa, mas foi engolido por Rivaldo e Ronaldo, e teve um brilhareco contra a Inglaterra, no mesmo jogo em que foi expulso. Em 2006, melhor do mundo, foi uma completa decepção. Em 2008, convocado na marra para mais uma Olimpíada, tentou liderar um grupo de jovens, mas não cumpriu o papel. Em 2010, não mereceu estar lá.
Diante deste histórico, o que faz algum treinador pensar que ele possa virar referência, líder e craque de uma seleção que vai disputar a Copa em seu país? Felipão deve ter pensado nisso tudo antes de decidir.
Ronaldinho não está na seleção de Felipão. Também não estaria na minha. E na sua?

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Felipão é o homem errado, no lugar errado, na hora certa!

Arnaldo Ribeiro
Arnaldo Ribeiro, blogueiro do espn.com.br
A seleção brasileira ainda dá calafrios e insegurança. Seja a internacional, a doméstica ou a completa. São pouquíssimos dias até o início da Copa das Confederações (no Brasil!), poucos meses para a Copa do Mundo (também em território nacional!) e não temos um time. Não temos uma escalação definida e nem um modelo de jogo consolidado.

E os principais adversários da seleção brasileira têm tudo isso. Espanha, Alemanha, Itália, Argentina...

O Brasil tem, por enquanto, um punhado de bons jogadores (poucos excepcionais) e um treinador rodado, experiente, campeão mundial.

E Felipão, que não faz um bom trabalho como técnico há algum tempo, não pode ser considerado hoje o melhor técnico brasileiro. Longe disso. Ideias e métodos um tanto quanto obsoletos, preferências pessoais...

Ele continua o mesmo. Gosta de volantes pegadores, do jogo aéreo, da bola parada. E isso é muito pouco hoje para enfrentar adversários estabelecidos.

A distância entre o time do Brasil e os principais concorrentes, em termos de padrão, é grande. O pouco tempo para as grandes competições não conseguirá encurtar essa distância.

Assim, qual a solução? Felipão, ora. Ele mesmo. Para emergências, incêndios, jogos mata-mata, formação de família, jogos diante da torcida local... Quem melhor que Felipão? Ele é o cara errado, no lugar errado...na hora certa! Nesta altura do campeonato, não tinha outro.

Na Copa, o Brasil vai depender do bafo no cangote do seu torcedor, das eventuais e comuns lesões dos principais jogadores europeus-e argentinos às vésperas da competição e da estrela de Felipão. Alguém teria outra opção melhor que ele? Qual? 
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Neymar, Kaká e a falta de recheio numa seleção que precisa ser caseira

Arnaldo Ribeiro
Arnaldo Ribeiro, blogueiro do espn.com.br
O que têm em comum Diego Costa, David Luiz, Hulk, Dante e Luiz Gustavo, além de estarem presentes na recente lista de convocados da seleção brasileira de Luiz Felipe Scolari?

Para quem disse que 'são jogadores sem nehuma ou com pouca história no futebol brasileiro', bingo! Eles foram formados, criados e lapidados como atletas fora do nosso país.

E daí? E daí quase nada, não fosse o fato de a próxima Copa do Mundo ser exatamente no Brasil.

A seleção brasileira, que deixou de estar entre as principais do planeta, precisa ser absolutamente caseira para triunfar. E o desafio aí é ser caseiro com um grupo que mal sabe onde fica o vestiário do Maracanã e que atuou muito pouco em território nacional.

Diego Costa, Hulk, Dante e cia não estão entre os principais jogadores da seleção brasileira, mas simbolizam o recheio de uma geração perdida, a geração entre Neymar (que vive rara crise técnica) e Kaká ou Ronaldinho Gaúcho (que precisaram ser resgatados para a seleção brasileira voltar a ter uma 'referência' mundial).

As atenções estão todas voltadas para a recuperação de Neymar, a afirmação de Lucas, a 'competição' entre Kaká ou Ronaldinho Gaúcho. Mas se o recheio desta seleção não der liga, babau. Concorda?
 
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Felipão acertou na primeira lista?

Arnaldo Ribeiro
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A primeira convocação de Luiz Felipe Scolari, a mais esperada dos últimos tempos, teve novidades, mas não surpreendeu.

A seleção de Felipão, a pouco mais de um ano para a Copa do Mundo no Brasil, iria inevitavelmente 'envelhecer' - assim como envelheceria sob o comando de Mano Menezes.

Disputar uma Copa no próprio país (décadas depois da tragédia de 50) é missão para poucos. É a hora que os homens se distinguem dos meninos. Na hora em que o hino nacional tocar no Itaquerão, primeiro jogo da seleção na Copa, o calo vai apertar. Vai apertar até antes disso, na Copa das Confederações.

Até por isso, a volta de Júlio César, Ronaldinho Gaúcho e Fred ou Luís Fabiano era mais do que natural. Mano fechou seu trabalho sem um goleiro titular, sem um 10 titular, sem um 9 titular. Aí estão os novos-velhos pretendentes.

Outros cascudos podem retornar. Lúcio, Kaká, Felipe Mello, entre outros. O resto da lista de Felipão tem outros vários acertos em termos 'técnicos'. Os retornos de Miranda e Hernanes, a manutenção de Ramires, Paulinho e Arouca... Lucas, Oscar e claaaaaaaaaaaaaro... Neymar.

Conhecendo Felipão, uma única surpresa talvez. A falta de um volante cão-de-guarda, ou de um volante, que possa desempenhar a função de terceiro zagueiro durante um jogo. Mas David Luiz começa a desempenhar esse papel no Chelsea e pode ser o homem.

Gostei, bastante, da primeira lista de um técnico que precisava há algum tempo dar uma resposta em termos de trabalho. E você? Gostou? Faltou alguém? Quem?
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A volta de Dunga. Antes tarde do que nunca

Arnaldo Ribeiro
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Sim. Sou um dos (poucos) fãs do trabalho de Dunga no comando da seleção brasileira. Acompanhei de perto. Sigo a seleção brasileira desde que o técnico era Parreira, em 1993. Peguei também Zagallo, Luxemburgo, Leão, Felipão, Parreira de novo, Mano Menezes, entre outros.

De todos eles, apenas Dunga conseguiu transformar a seleção brasileira num time. Não era a melhor seleção, mas era o melhor time. Tinha padrão de jogo, comprometimento, jogada ensaiada, bola parada forte e não dependia exclusivamente do talento de eventuais craques, como as outras seleções.

Mas Dunga perdeu a Copa contra a Holanda depois de o time dele ter jogado um primeiro tempo soberbo. Descontrole emocional e a virada no segundo tempo.

Como no Brasil quem perde Copa é um derrotado, pau no Dunga. Mas ele é cascudo. Viveu os dois lados. Enquanto jogador, Dunga foi responsabilizado pelo fracasso de 90, a "Era Dunga", e ergueu o caneco (aos palavrões) em 94, como capitão.

Nunca fui fã do Dunga jogador (embora fosse muito bom jogador) e nem do Dunga pessoa (um tanto quanto ressentido, rancoroso, desconfiado...). Mas sei apontar algumas qualidades que permitiram que ele fizesse, na minha visão, um ótimo (e surpreendente) trabalho como treinador da seleção.

Dunga volta apenas agora ao trabalho. Teve problemas pessoais, etc. É muito tempo fora do dia-a-dia. Mas ele tem capacidade de surpreender novamente.

Vai dirigir o Internacional, que ele conhece tão bem. Um time que tem estrutura, elenco, grandes jogadores, mas que precisa de um choque. Um choque de comando. E Dunga tem todas as condições de dar este choque. 

Desde que Dunga deixou o comando da seleção, não surgiu nenhum treinador melhor que ele. Ou surgiu? 
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Felipão consegue voltar a ser Luiz Felipe?

Arnaldo Ribeiro
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Repito o que disse no momento da escolha do nome de Felipão para dirigir a seleção brasileira: 'retrocesso'. Não existe melhor palavra, até porque, com ele, chega também Carlos Alberto Parreira. 

A menos de dois anos da Copa do Mundo, a CBF dá um passo atrás e aposta num novo-velho projeto, que começará praticamente a partir do zero. A 'chancela' são os títulos mundiais, e a experiência dos dois comandantes.  

Felipão há tempos não realiza um grande trabalho. Parreira, idem. Se apostasse numa 'continuidade' do que foi plantado por Mano Menezes, a CBF possivelmente apostaria em Tite.

A base deixada por Mano deve ser modificada. Um goleiro mais experiente, um lateral mais marcador e cruzador, um zagueiro mais firme e menos técnico, um volante pegador daqueles, um centroavante referência, um jogador especialista em bola parada. Essa é a fórmula conhecida, batida do novo-velho técnico da seleção.

Não tenho birra ou empatia em relação a Felipão, mas nunca o considerei um treinador excepcional. Tem carisma, comando, mas seus conceitos estão nitidamente obsoletos. O futebol-força, a bola parada, o comando-família, o inimigo imaginário.

O futebol evoluiu. Ficou mais complexo. Felipão, como quase todos os técnicos brasileiros, não se reciclou. Foi bem no comando da seleção portuguesa (embora tenha perdido uma Euro em casa para a Grécia!), mas fracassou completamente no Chelsea e titubeou no seu Palmeiras neste ano.

Felipão ainda tem o dom para missões emergenciais e campeonatos mata-mata? Talvez até tenha, mas isso não me parece suficiente para transformar a instável seleção brasileira num favorito à conquista da Copa do Mundo.

Felipão terá de ter o apetite de um iniciante para completar a missão. O apetite de quando surgiu como Luiz Felipe. O cara que garimpou jogadores na América do Sul para o Grêmio, que ensaiou jogadas, que decifrou os pontos fortes dos adversários, que trabalhou bem com os garotos.

Felipão terá de despertar o seu lado Luiz Felipe, se é que ele ainda existe... 
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Mano era, disparado, o melhor técnico para a seleção

Arnaldo Ribeiro
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Mano Menezes caiu. Ou melhor: foi derrubado - e isso no melhor momento dele como técnico da seleção brasileira. A questão, claro, extrapola o campo, o resultado, o trabalho.

A nova cúpula da CBF (e nisso incluo também Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista) nunca foi simpática ao staff deixado pelo antecessor Ricardo Teixeira. Andrés Sanchez, como diretor de seleções, e, consequentemente, seu 'homem de confiança', Mano Menezes.

O trabalho de Mano à frente da seleção não foi fácil. Encarou uma entressafra das bravas, apostou tudo na única referência técnica do futebol brasileiro hoje, o garoto (e bota garoto nisso) Neymar.

No primeiro ano de trabalho, Mano enfrentou e apanhou das principais seleções do mundo. No segundo ano, contra adversários mais frágeis, saiu-se beeeem melhor. Mas perdeu, de forma vexatória, a inédita medalha de ouro na Olimpíada de Londres.

Mano não caiu depois da Olimpíada. E foi justamente depois da medalha de prata que ele encontrou uma formação mais confiável, com Kaká ao lado de Neymar e Oscar, sem um centroavante de referência. Era a semente de um time promissor.

Mas derrubaram Mano, no momento mais impróprio para isso. Não sou exatamente um fã de Mano Menezes. Suas palavras medidas, sua postura, suas convocações por vezes estranhas, sua ligação com o empresário Carlos Leite.

Só que uma coisa é fato: nenhum técnico brasileiro tem mais condições de dirigir a seleção do que Mano Menezes. Pelos dois anos de trabalho, pelo time-base enfim encontrado, pelo repertório tático, pelos estudos...

Os demais técnicos de ponta do país não chegam aos pés de Mano Menezes hoje. Luiz Felipe Scolari, principal favorito agora, não faz um bom trabalho há anos. Vanderlei Luxemburgo esboça uma reação no Grêmio. Muricy Ramalho vive momento de estagnação no Santos. E Tite, que vive ótimo momento, não me parece pronto ainda.

E para você? Existe alguém mais capacitado do que Mano Menezes para dirigir a seleção?
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Ajudem o Breno!

Arnaldo Ribeiro
Arnaldo Ribeiro, blogueiro do espn.com.br
Estava em Munique, de férias, em julho deste ano. Ligo a TV e vejo que o zagueiro Breno, do Bayern de Munique, estava sendo condenado a 3 anos e 9 meses de prisão por ter ateado fogo na própria casa em setembro de 2011.

Nesse mesmo dia de julho, Breno foi encaminhado a uma cela comum, que divide com um espanhol, na prisão de Stadelheim. Enquanto eu sorvia uma cerveja tranquilamente num daqueles jardins maravilhosos de Munique, ficava pensando no quão absurda e 'injusta' era aquela história...

Hoje, três meses depois, resolvi escrever sobre ela. Breno tocou fogo na própria casa. Colocou em risco uma porção de gente, mas principalmente ele (que estava no local durante incêndio - a família, mulher e filhos, não estava naquela fatídica noite...).

Breno é mais um daqueles casos emblemáticos do futebol brasileiro. A bola possivelmente salvou a vida dele (ou estava salvando...). Ainda adolescente, fez um Campeonato Brasileiro espetacular pelo São Paulo em 2007 e foi vendido por uma grana absurda ao Bayern de Munique, da Alemanha, sob intermédio do Grupo DIS, o mesmo que trouxe Paulo Henrique Ganso ao mesmo São Paulo.

Ganhou fama e, sobretudo, dinheiro. Mas não tinha estrutura para suportar. Nos primeiros anos de Alemanha, ainda guardava nos móveis e eletrodomésticos de casa etiquetas com a pronúncia desses objetos em alemão. Não conseguia se adaptar ao país, à língua, ao frio e lá foi largado...

Para piorar, teve contusões sérias, que prejudicaram seu desenvolvimento no Bayern e na seleção brasileira (foi titular na Olimpíada de Pequim há 4 anos...).

Poucos dias antes do incêndio, Breno recebeu em sua casa o diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Baptista. A missão de Adalberto era recontratar o jogador para atuar no São Paulo em 2012 ou 2013. Segundo Adalberto, "Breno estava com a cabeça boa e muito disposto a voltar".

Em vez de voltar ao São Paulo, a São Paulo, ao Brasil, seu país, Breno está preso na Alemanha, como um marginal qualquer.

Isso é inaceitável. Breno é jogador de futebol, e um jovem brasileiro preso num país 'hostil'. O São Paulo tem responsabilidade sobre ele. O Grupo DIS tem responsabilidade sobre ele. A CBF tem responsabilidade sobre ele. O governo brasileiro, que já tratou muito preso político estrangeiro com mais carinho, tem responsabilidade sobre ele.

A Alemanha, um país hoje exemplar, mas com um 'telhado de vidro' imenso, não tem o direito de definir o futuro de um cidadão brasileiro, cujo maior crime foi tacar fogo na própria casa e quase se matar. Resgatem o Breno! É obrigação. De todos nós...


 
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Kaká, sim. E Ronaldinho Gaúcho?

Arnaldo Ribeiro
Arnaldo Ribeiro, blogueiro do espn.com.br
Claro. O Iraque é um lixo. O jogo não serve para teste. Tudo isso é fato. Mas, mesmo contra ninguém, Kaká mostrou que pode ser fundamental para a seleção brasileira.

Aliás, me estranha Mano Menezes ter demorado tanto para entender isso. Mais pela técnica (que ele ainda mantém), vale a referência. De um jogador que disputou Copas do Mundo, é admirado pelos companheiros, temido pelos adversários.

Com Kaká, obviamente o time 'fraldinha' do Brasil ganha peso. Neymar, Oscar e cia podem jogar mais soltos. Neymar não precisa ser o protagonista em todos os jogos. Aliás, repararam que ele foi 'discreto' contra o Iraque.

Para jogar uma Copa do Mundo no BRASIL!, a seleção necessita necessariamente de referências. E Kaká é uma delas. Restam pouquíssimas outras.

Na verdade, resta outra: Ronaldinho Gaúcho. Ele faz bom Brasileirão, está em forma, nunca teve lesão séria (ao contrário de Kaká), mas também nunca se sentiu confortável no papel de referência/líder.

Mano Menezes tem alguns meses para decidir quem será o escudo do time daqui para frente. Kaká é o principal candidato. Ronaldinho também é uma opção interessante. Uma coisa é certa: sem um dos dois, não tem a menor condição.

Outra coisa é incerta: e com os dois? Ainda daria pé? Você arriscaria?


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De Neymar a Ganso: a cotação das estrelas no Brasileirão cheio de 'craques'

Arnaldo Ribeiro
Arnaldo Ribeiro, blogueiro do espn.com.br
Ainda falta 1/3 do Brasileirão. 12 rodadas. Mas a janela de inscrições já fechou. Dá para fazer uma primeira avaliação do desempenho dos principais jogadores no campeonato mais 'estrelado' no país nas últimas décadas. Tem Neymar, Ronaldinho Gaúcho, Fred, Seedorf, Forlán, Lucas... Quem diria... Vamos avalia-los?

Bernard (Atlético-MG): Revelação do Campeonato Brasileiro. Rápido, inteligente, imprevisível. Vai ser de fato testado nesta reta final. Nota: 8

Ronaldinho Gaúcho (Atlético-MG): Superou as expectativas. Mais interessado, mais magro, mais focado, mais participativo que no Flamengo. Voltará a ser de fato decisivo? Nota: 7,5

Kléberson (Bahia): Longe de ser o jogador protagonista do penta em 2002. Jamais se firmou como titular, e conviveu com lesões. Nota: 5

Mancini (Bahia): Outro que decepcionou, e nunca foi de fato titular da equipe. Mostra dificuldade de adaptação aos sistemas táticos brasileiros. Nota: 5,5

Renato (Botafogo): Começou bem. Caiu. Se lesionou. Não tem mais posição garantida no time, com a ascensão dos jovens no meio-campo da equipe. Nota: 6,5

Seedorf (Botafogo): Veio como grande estrela. Estranhou no início. Penou com a sequência de jogos, mas engrenou. Mostra vitalidade, comprometimento e talento. Nota: 7,5

Douglas (Corinthians): Só virou titular com a saída de Alex. Emagreceu, entrou em forma, e voltou, aos poucos a brilhar. Mas ainda falta muito. Nota: 6

Emerson (Corinthians): Confusões, lesões, falta de interesse. Fez (e como...) seu papel na Libertadores e no Brasileiro, assim como o time, vive momento discreto. Nota: 6,5

Lincoln (Coritiba): Só virou titular recentemente. Alterna boas e más partidas e ainda tem dificuldade em manter o ritmo durante um jogo todo. Nota: 6

Deivid (Coritiba): No Flamengo, foi mal este ano. Entrou bem na equipe do Coxa, mas sua missão nesse campeonato ainda é maior. Ainda está devendo. Nota: 5,5

Montillo (Cruzeiro): Depois de ser disputado a tapa no início do ano, não repetiu no mexido Cruzeiro o desempenho da temporada anterior. Nota: 6

Tinga (Cruzeiro): Vem tendo a sequencia de jogos que tanto desejava, mas, como volante ou meia, não brilhou como se esperava. Nota: 6

Vágner Love (Flamengo): Joga (quase) todas, faz gols, dá assistências. Falta melhor companhia. Mas está fazendo o dele. Nota: 7,5

Ibson (Flamengo): Discreto no Santos, continua discreto no clube de coração. Não consegue ser armador e nem volante. Nota: 5,5

Fred (Fluminense): Um dos artilheiros do campeonato. Quando não está machucado, resolve. E, além de tudo, é líder nato da equipe. Nota: 8

Deco (Fluminense): O problema é o de sempre: excesso de lesões. Quando joga, joga bem. Carece de maior sequência. Nota: 7

Thiago Neves (Fluminense): Mais regular que seus companheiros de time, porém menos decisivo. Tem feito bom campeonato. Nota: 7,5

Zé Roberto (Grêmio): Ainda tem fôlego e talento de sobre. Tem jogado melhor como volante do que como meia de criação. Nota: 7,5

Elano (Grêmio): Visto como 'acabado' no Santos, voltou a jogar bem sob o comando de Vanderlei Luxemburgo. Nota: 7

Kléber (Grêmio): Cartões, gols, polêmicas. É o Kléber de sempre. Para o bem, para o mal. Ainda carece de maior constância. Nota: 7

D´Alessandro (Inter): Mais confusões e reclamações do que boas partidas. Tenta nesta parte final uma sequência boa. Nota: 6,5

Forlán (Inter): Demorou a se adaptar. Custou a fazer o primeiro gol. Mas parece estar engrenando. Nota: 6,5

Leandro Damião (Inter): Não repete o brilhantismo da temporada anterior, mas continua fazendo gols importantes. Nota: 7

Valdívia (Palmeiras): Ausências, cartões, lesões. Demorou a engrenar. Tem a missão de livrar o time do rebaixamento. Nota: 5,5

Barcos (Palmeiras): Não foi tão atingido assim com a queda abrupta da equipe. Chegou a ser convocado para a seleção argentina. Nota: 6,5

Marcos Assunção (Palmeiras): Sem as bolas paradas dele, o time simplesmente não funciona. Voltou de lesão recentemente. Nota: 6,5

Dida (Portuguesa): Um tempão sem jogar, uma escolha 'estranha'. Mas vem sendo um dos melhores goleiros do campeonato. Nota: 7,5

Neymar (Santos): E não é que ele ficou 'sozinho'? Quando não joga, o time é um desastre. O problema é que joga pouco (por conta da seleção). Nota: 8

Rogério Ceni (São Paulo): Voltou de lesão e emendou sequência de jogos. O time ficou mais seguro com ele, mas vem de atuações 'normais'. Nota: 6,5

Lucas (São Paulo): Entre idas e vindas pela seleção, alguns bons jogos. Vive seus últimos momentos no clube. Nota: 7

Luís Fabiano (São Paulo): Um dos artilheiros do campeonato, mas muitas lesões e algumas suspensões. Quando está em campo, é decisivo. Nota: 7

PH Ganso (São Paulo): Não jogou pelo novo clube e fez pouquíssimo pelo antigo (Santos), até porque esteve muito com a seleção. Nota: 5

Juninho Pernambucano (Vasco): Cérebro do time. Ótimo início de campeonato. Uma pequena queda, até pela sequência de jogos. Nota: 8

Felipe (Vasco): Algumas desavenças, poucos jogos em sequência, sem o fator decisivo de outros tempos. Nota: 6

Dedé (Vasco): Zagueiro ilustre na lista. Não repete a temporada passada, mas faz um bom campeonato. Nota: 7


Me esqueci de alguém? Façam suas avaliações. 


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De Neymar a Ganso: a cotação das estrelas no Brasileirão cheio de 'craques'

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Menos seleção e mais clube. Já passou da hora...

Arnaldo Ribeiro
Convocação demais, jogo demais. Seleção deveria atuar só em Copa do Mundo
Não vou me propor aqui a ser tão técnico na discussão. Recomendo até o debate entre os colegas Paulo Vinícius Coelho e Mauro Cezar Pereira sobre o tema (ou aspectos dele) em questão. Leia o http://a.espn.com.br/post/280831_video-o-debate-sobre-santos-e-neymar-e-a-realidade-calendario-ideal-e-outro-papo e também o http://a.espn.com.br/post/280826_solucao-para-poucos-jogos-de-neymar-no-santos-nao-e-vender-e-consertar-calendario.

O ponto aqui é mais 'emocional' e extrapola a reformulação (necessária) do calendário do futebol brasileiro. 

Falo de um fenômeno que ocorre no mundo todo... No Brasil, na América do Sul, na Europa, em todo lugar.

As seleções nacionais jogam demais! Não em termos de qualidade, claro. Em termos de quantidade. Muita convocação, muito jogo, muita Data Fifa, muita Eliminatória.

A consequência disso: os clubes se estrepam. Eles pagam a conta e não usufruem de seus melhores jogadores. É verdade que os cartolas não costumam reclamar, não. As seleções acabam valorizando os jogadores e estimulando as negociações...

Quem 'paga a conta' de verdade é o torcedor. Ninguém torce mais por seleção que por clube - a não ser quem não gosta muito de futebol e vê de vez em quando um joguinho ou outro.

Não tem cabimento o Neymar jogar mais pela seleção do que pelo clube. É simplesmente imperdoável. Não faz sentido. Assim como o Lucas, o Messi, o Rooney. Tanto faz. O Santos, o São Paulo, o Barcelona e o Manchester United são muito maiores do que as seleções brasileira, argentina ou inglesa.

Em apenas um momento, de quatro em quatro anos, essa relação se inverte. Durante a Copa do Mundo. Ora. Que passemos a sofrer, torcedores e clubes, apenas na Copa do Mundo.

E a preparação das seleções. Ora... Nunca é boa mesmo, certo? Sempre em cima da hora, correto. Em ano de Copa, um mês a mais de preparação e tocamos o bonde. De resto, mais três semanas por ano, dedicadas apenas as seleções. Já pensou?

Seleção só uma vez por ano. Craque jogando por seu clube nos dez outros meses. Bom demais para ser verdade, não?
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Ganso vai deixar de ser o craque imaginário?

Arnaldo Ribeiro
Arnaldo Ribeiro, blogueiro do espn.com.br
Paulo Henrique Ganso fica no Santos? Vai para o São Paulo? Consegue recuperar espaço na seleção brasileira?

As dúvidas e indagações acompanham Paulo Henrique Ganso. E já faz tempo... A grosso modo, Ganso jogou bem apenas uma temporada de sua carreira, que começou em 2008, quando chegou a ser comparado ao amigo Neymar - hoje a distância entre os dois é abissal.

Lesões, ausências, inconstância, algumas polêmicas fora de campo. Esse é o Ganso atual.

Paulo Henrique Ganso é muito mais um 'craque imaginário' do que um craque real. As lembranças dos bons momentos do início de carreira e os lampejos atuais mantêm Ganso no nosso ideal de jogador.

Joga de cabeça erguida, é inteligente em campo, tem uma canhota mágica, mas paramos por aí. Paulo Henrique Ganso lembra um jogador dos anos 70 pelas características. Dá prazer ver os melhores momentos dele em campo, um clipe de suas jogadas, seus passes imprevisíveis. Mas o jogo todo...

Ele não tem a velocidade, a pegada, a entrega, o poder de marcação ou o poder de artilheiro que o futebol de hoje exigem.

Ganso é um camisa 10 que não marca e não faz gols. É preciso que um time joga em função dele, como o Santos faz (e a seleção não vai fazer), para que ele funcione. O Santos tem volantes rápidos e atacantes rápidos, que contribuem para Ganso funcionar (de vem em quando). Qual outro time é assim?

Por conta de tudo isso, Ganso não tem mercado na Europa. Não tem proposta.

Ganso precisaria se reinventar, para recuperar espaço ao menos no futebol brasileiro. Muricy, seu técnico no Santos, pensa assim também (mas parece ter desistido da batalha...). Para ele, Ganso, com seu tamanho, precisava fazer mais gols, frequentar a área adversária, já que não tem cacoete de marcação. Mas ele não consegue...

Vai conseguir isso em outro clube? Me parece muito pouco provável... E para você?
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A vexatória prata no futebol e suas consequências

Arnaldo Ribeiro
Arnaldo Ribeiro, blogueiro do espn.com.br
O Brasil mais uma vez fica sem o ouro no futebol. Sina? Carma? Nada disso. Desta vez foi diferente de todas as outras. Desta vez a seleção do Brasil era praticamente a principal. Desta vez os adversários eram fraquíssimos. E nem assim veio o ouro.

E qual a repercussão deste fracasso? Desta vez será também diferente. Faltam apenas dois anos para a Copa do Mundo, no... Brasil! E esse time que sucumbiu em Londres é a base do time da Copa. Não tem como fugir disso. Não tem plano B.

Entre a seleção do Kaká e a seleção do Neymar, existe um hiato impreenchível. Não se formou uma geração intermediária consistente.

Assim, os nomes fortes que levaram uma piaba no México serão, inevitavelmente, os nomes enfraquecidos, feridos e combalidos na Copa do Mundo no Brasil. E, convenhamos: é a Copa que conta.

Neymar não brilhou como se esperava. Oscar foi discreto. Lucas não saiu do banco de reservas. Leandro Damião fez a parte dele, mas não é um cara acima da média. E quem mais?

Não tem mais... O que menos importa aqui é a eventual troca do treinador. Mano é do mesmo nível de Muricy, que é mais ou menos do mesmo nível de Tite, que se assemelha a Felipão... O Brasil não tem excepcionais treinadores. Não serão eles que vão conseguir transformar completamente o time em dois anos...

Será sim mais essa geração de prata. Eles vão conseguir?
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Futebol X Educação Física

Arnaldo Ribeiro
Arnaldo Ribeiro, blogueiro do espn.com.br
O Brasil é o país do futebol. E isso fica mais claro ainda para todo mundo quando vivemos as duas semanas de Olimpíada de quatro em quatro anos. O povo brasileiro gosta de esporte, mas ama mesmo o futebol - e entende mesmo é de futebol.

As críticas da mídia e da população em geral em relação ao desempenho de atletas brasileiros (algumas de nossas esperanças de medalha) nos Jogos de Londres são emblemáticas.

Os nobres (e quase heroicos) representantes dos 'outros esportes', por outro lado, reclamam da falta de condições, falta de estrutura, falta de respaldo, falta de compreensão, falta de respeito, falta de tudo - quando saem derrotados e decepcionados.

Só damos importância aos outros esportes durante os Jogos Olímpicos? Sim. Sempre foi assim. Infelizmente deve ser sempre assim. E será mais assim ainda (com mais cobrança) na próximo Olimpíada, que, por sinal, é o nosso país quem receberá em 2016, no Rio.

E o futebol nesse contexto? O futebol também pena durante a Olimpíada, onde nunca chegou ao topo. A seleção brasileira de futebol é cobrada de tal forma que muitos de nós (pode admitir, sem vergonha) torcemos contra durante os Jogos - isso não acontece nos 'outros esportes'.

Torcemos contra porque é obrigação do futebol ganhar sempre. Eles têm condições, têm estrutura, têm respaldo, têm dinheiro, têm mídia, têm tudo... Eles precisam ganhar sempre.

A cobrança é desproporcional se levarmos em conta os outros esportes. Os jogadores de futebol no Brasil são cobrados nas Olimpíadas, antes das Olimpíadas, depois das Olimpíadas, todos os dias... São os ossos do ofício.

No Brasil, futebol é futebol. O resto, é educação física (como diria um colega meu de ESPN), e sempre será assim... Gostemos ou não.
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Neymar e o ouro iminente

Arnaldo Ribeiro
Arnaldo Ribeiro, blogueiro do espn.com.br
Certo. Ainda falta muito. O Brasil não jogou bem até agora. Mas, passadas duas rodadas do torneio de futebol masculino na Olimpíada, duas coisas estão claras. 1. A seleção de Mano Menezes não tem adversários; 2. A seleção de Mano Menezes tem Neymar.

Neymar não é melhor que Messi. Não é melhor que Cristiano Ronaldo. Mas é, sim, um dos jogadores mais talentosos do mundo. Nessa Olimpíada, não tem qualquer jogador comparável a ele. Contra a Bielorrússia, um golaço de falta, 'estilo Beckham' ou 'estilo Zico', e uma assistência primorosa de calcanhar para Oscar.

Neymar é o principal jogador do Brasil hoje. Da seleção brasileira olímpica e da seleção brasileira dos marmanjos. E essa é a diferença substancial do Brasil e das demais seleções dos Jogos de Londres. O Brasil olímpico é parecido demais com o Brasil principal.

O ouro parece ser uma questão de tempo. Os adversários mais temidos estão negando fogo. A Espanha já está fora. O México ainda patina. Uruguai perdeu de Senegal...

Sim... O Brasil tá bem pertinho do inédito ouro olímpico. E daí? Mesmo sendo o único título que a seleção ainda não conquistou, a medalha não está à altura dos grandes campeonatos. Mas o ouro pode, e deve, ter ótimas consequências.

Para Neymar, mais um passo rumo à consagração. Para Mano Menezes, a permanência, com menos cobrança e pressão, no comando do time. Para o time, o caminho trilhado para virar a base da seleção da Copa do Mundo de 2014, que é o que de fato interessa. Não é mesmo?
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Seleção de Mano estreia, vacila, vence e não tem o direito de fracassar. Tem?

Arnaldo Ribeiro
Arnaldo Ribeiro, blogueiro do espn.com.br
"Dois tempos distintos". Existe frase mais chata para explicar o desempenho oscilante de um time num jogo de futebol? Não, né?

Mas assim foi a atuação da seleção brasileira na estreia nos Jogos Olímpicos de Londres. 3 x 0 para o Brasil no primeiro tempo. 2 x 0 para o Egito no segundo tempo. No fim: 3 x 2.

Vencer na estreia era o principal desafio. Tem o friozinho na barriga, a pressão pelo favoritismo e tudo mais.

A tendência. Vou repetir: a tendência é o time evoluir e disputar, para vencer, a medalha de ouro. Os adversários são frágeis, e o primeiro jogo de cada um mostrou isso. A Espanha perdeu. O México foi muito mal. O Uruguai suou e virou na garra. Grã-Bretanha parou em Senegal. Não tem mais ninguém para ameaçar.

A seleção Sub-23 do Brasil é aquela, na Olimpíada, que mais se assemelha ao time principal. Ou seja: é a favorita e ponto.

Faltam jogadores? Faltam. Um goleiro (quem, hein?), Daniel Alves, David Luiz, Ramires e uma porção de talvez (talvez Hernanes, talvez quem mais?).

Tudo isso para dizer que Mano Menezes não tem Plano B em caso de fracasso olímpico - isso se ele continuar no cargo, convencendo o recém-chegado José Maria Marin.

Em 2008, Dunga ficou com o bronze em Pequim, sendo eliminada na semifinal pela Argentina de Messi, Riquelme e cia, que era bem melhor. Dunga quase perdeu o cargo, ficou (por conta da vitória seguinte nas Eliminatórias) e chegou forte à Copa.

Tempo para Mano fazer o mesmo, não? Não. Dunga tinha Plano B. A seleção principal, a das Eliminatórias, era mais velha e 'descolada' do time olímpico. Era o time de Júlio César, Lúcio, Juan, Gilberto Silva, Kaká, Luís Fabiano...

A geração olímpica de Dunga pôde ser deixada de lado (quase ninguém que jogou a Olimpíada de Pequim foi à Copa). A geração olímpica de Mano não pode ser abandonada. O principal craque brasileiro hoje é olímpico: Neymar. E seus principais parceiros estão em Londres com ele.

Neymar, Mano e cia precisam triunfar. E triunfar no Brasil é terminar em primeiro. Eles sabem disso. A gente também...
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