E se LeBron tivesse escolhido a NFL em vez da NBA?

Antony Curti
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LeBron com os Lakers
LeBron com os Lakers Getty

Ele fazia parte do time de Berkeley que chegou ao Sweet Sixteen (Oitavas-de-Final) do torneio de basquete universitário de 1996. Com médias de 7 pontos e 5 rebotes por jogo, o basquete parecia um um futuro plausível – mas o futebol americano, mais. Essa é a história de Tony Gonzalez, um dos pioneiros na "travessia" de jogador de basquete para o futebol americano. 

Gonzalez foi o primeiro de muitos a ter destaque em dois esportes – acabou sendo draftado na primeira rodada no Draft do futebol americano e é amplamente considerado um dos melhores tight ends da história. Depois dele, vieram outros. Mas um deles não fez a travessia e optou por ficar no basquete. Ainda bem, porque teríamos perdido um dos melhores jogadores da história da bola laranja. 

Mas ficou sempre a curiosidade: como teria sido a carreira de LeBron James se ele tivesse ido para a NFL? "O melhor prospecto de basquete do país é uma versão mais alta e mais lenta de Randy Moss". Assim era qualificado LeBron como atleta de Ensino Médio enquanto jogador de futebol americano. O perfil @thecheckdown, no Instagram, postou um recorde de jornal da época e a avaliação é realmente impressionante. A comparação com Randy Moss, um dos melhores recebedores da história da NFL, também. 

"No filme dos jogos, o que vi foi um jogador pronto para a NFL na posição de wide receiver. Ele tem mãos enormes, corre tremendas rotas, pula sobre todos os defensores e tem velocidade surpreendente para um cara grande. Como segundanista (junior), LeBron recebeu 60 passes para 1200 jardas e 16 touchdowns". São números faraônicos. LeBronescos, se puder criar o neologismo. 

No final das contas, James focou no basquete até para não correr o risco de se machucar como atleta de futebol americano. Certamente deve ter pesado a questão de elegibilidade também. Na época, um jogador poderia ir direto do ensino médio para a NBA – coisa que James fez. Ele focou no basquete em sua última temporada em Akron e foi draftado pelo Cleveland Cavaliers. Para jogar na NFL, LeBron teria que ter três anos de formado no Ensino Médio – a rota que os jogadores escolhem é jogar três anos de futebol americano universitário para ficar na vitrine enquanto isso. 

É difícil prever o que LeBron teria se tornado como jogador de futebol americano. O atletismo fora de série e a inteligência de jogo que ele demonstra hoje como, na prática, armador do Los Angeles Lakers, certamente estariam lá. O mesmo diz respeito à ética profissional. Se caísse no time certo, LeBron facilmente poderia ser um dos melhores da história na posição. No caso, acredito que não wide receiver mas, pelo seu tamanho, como tight end. O que, para o mundo dos esportes, seria uma pena – até porque a posição de tight end é menos nobre. 

No final das contas o melhor caminho foi trilhado. Mas é interessante imaginar o que teria sido. 

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No auge da franquia, MLB The Show 20 apresenta poucas novidades em relação ao 19

Antony Curti
Antony Curti

Para além de Uncharted e Last of Us, um dos trunfos de exclusividade da Sony nos Estados Unidos é o fato de só o PlayStation 4 contar um um simulador de beisebol. O console da Microsoft conta com o "RBI Baseball", mas não é a mesma coisa. Durante a atual geração, esse trunfo foi um dos motivos que me fez continuar com a Sony em vez de experimentar o Xbox One. 

Bom, o trunfo não seguirá por muito tempo: mesmo o jogo sendo produzido por um estúdio da Sony (o San Diego Studios), no ano que vem essa exclusividade cai e estaremos diante de um paradoxo: um estúdio first party produzindo para outras plataformas. Antes disso, porém, vamos à última versão exclusiva do quarto filho de Ken Kutaragi: mudou algo?

Não. Sinceramente, quase nada. MLB The Show foi "vítima" de si mesmo. Enquanto a Eletronic Arts manipula seus lançamentos de maneira que retira modos de jogo para depois colocá-los como novidades – vide a "volta" do Pro Bowl no Madden 20 sendo que no Madden 08 ele já existia – a Sony não fez isso na evolução do The Show. Essa evolução foi constante durante a segunda metade desta década. O San Diego Studios sempre melhorou uma coisinha ou outra, seja nos modos de jogo ou no gameplay. Como bônus, embora tenha microtransações, o jogo nunca foi "Pay To Win" como seus pares Madden, FIFA e NBA 2k. É possível, sim, comprar "cartas" no modo semelhante ao Ultimate Team da EA – mas não chega a ser um grande cassino que quebrará economias familiares. 

Em resumo: o jogo chegou no ápice. Tanto em gameplay como em modos de jogo. Fica difícil "ter para onde ir". Até por conta disso a chegada da nova geração, ao final deste ano, será um grande bônus para o The Show e outras franquias esportivas com lançamentos anuais: ao menos ficará nítido que os gráficos vão melhorar. 

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E então, mudou algo?

Como disse, pouca coisa. Basicamente, rebater está mais realista porque está de acordo com o contato que você faz no home plate. A zona de contato aliás, recebeu um feedback a mais com duas bolinhas – a de cima vai gerar bola voadora, a de baixo vai gerar contato rasteiro e ruim. Então posso dizer que está mais prazeroso rebater nesta versão. Contato perfeito e timing perfeito dá o feedback de "PERFECT" na jogada e, com isso, a bola em jogo tende a ser mais efetiva para o ataque – gerando mais home runs, rebatidas em linha e rebatidas rasteiras mais fortes. Um exemplo é este home run abaixo que tive, note o feedback no canto inferior esquerdo.

Ainda, na defesa, o jogo seguiu sua evolução em fazer as defesas, sobretudo no campo externo, mais de acordo com a realidade. Jogadores bons em defesa no campo externo raramente erram – os ruins errarão a defesa com mais frequência, algo que se vê na vida real e que pouco se via em versões anteriores do jogo. 

Sobre os modos de jogo, continuo focado no March to October, um modo franchise mais simplificado e ágil. Ele te leva para momentos-chave das partidas – o que no beisebol em videogame é pra lá de importante, porque jogar 162 partidas completas é algo que demora. Eu mesmo joguei, em toda minha vida, apenas duas temporadas completas de 162 jogos em quase 10 anos com a franquia The Show (e uma delas ainda foi no PlayStation 3). Então a agilidade e simular alguns jogos – com base se seu time está "quente" ou "frio" é importante. Abaixo, demonstro na Live que fiz em meu canal um pouco desse modo. 

O Franchise Mode (mais completo que o March to October) e o Road to The Show (modo carreira com apenas um jogador) seguem tão parecidos com a versão do ano passado que, sinceramente, é melhor você ler sobre no meu review do MLB The Show 19. Seria perda de tempo copiar e colar para falar as mesmas coisas. 

No final das contas, como disse acima, o MLB The Show 20 foi vítima do próprio empenho em versões anteriores e da própria limitação que jogos esportivos têm em si mesmos para lançamentos anuais. Com a geração nova, o debate "será que não seria melhor um serviço de assinaturas em vez de lançamentos anuais com poucas novidades?" novamente cairá porque, bem, graficamente haverá evolução. Então voltaremos nisso lá para 2023, podem contar comigo nesse debate. 

Enquanto isso, mais do mesmo. Se por um lado o MLB The Show 20 é o melhor jogo de beisebol já feito, pouco faz sentido pagar o preço inteiro que a Sony cobra na PSN – 250 reais. Ainda mais com a versão do ano passado pela metade do preço. Se você não tem a versão 18 ou 19, certamente vale a pena o investimento – costumo fazer isso com o FIFA, que é o jogo esportivo que jogo menos. Se não, aí espera por uma promoção bacana. Até porque, com a COVID19, a temporada não começou de toda forma. 

Veredito: Esperar promoção para comprar. 

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Curti: Draft Simulado 2.0 (o que eu faria como general manager)

Antony Curti
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Simulações de Draft são imperfeitas. Mas ao mesmo tempo, divertidas. É quase impossível acertar mais de 10 escolhas, mas a gente tenta mesmo assim. O exercício é importante porque ele é o grande exercício prático de intersecção entre as duas grandes áreas de cobertura do Draft da NFL: necessidades dos times com o valor dos prospectos. 

Claro, nem sempre os times escolhem puramente para preencher seus buracos – como veremos adiante no texto. Um bom exemplo é 2014, quando o New York Giants escolheu Odell Beckham Jr por ser o melhor jogador disponível no entendimento da diretoria do time. Em 2005, o Green Bay Packers escolheu Aaron Rodgers na 24ª escolha mesmo sabendo que ainda poderia contar com mais alguns anos do quarterback Brett Favre. Então, são três motivações básicas para um time: 

i) Necessidade no elenco 
ii) Antever necessidade futura no elenco 
iii) Melhor jogador disponível 

Usei as três para motivar as escolhas que você verá adiante. Ainda, fiz algumas trocas – o que obviamente vai diminuir ainda mais o índice de acerto. Na realidade, a ideia aqui não é nem de falar sobre acertos ou previsões: é o que eu faria como general manager. Para a prévia do que eu acho que os times podem fazer, confira no link abaixo o Draft Simulado 1.0. 

Nota: Atualmente, não se usa mais DE/OLB, preferindo-se a nomenclatura EDGE (ponta) para jogadores que prioritariamente pressionam o quarterback. As defesas da NFL praticamente não jogam mais com 4-3 e 3-4 como base, usando a formação nickel (5 defensive backs) em mais de 50% dos snaps. Daí, LB, EDGE e iDL (interior defensive lineman) fazer mais sentido em 2020.

Leia também:

Necessidades dos 32 times para o Draft 2020
Curti: Draft Simulado 1.0 (o que eu acho que os times vão fazer)
Curti: Os 5 melhores quarterbacks do Draft 2020
Curti: Os 5 Melhores Running Backs do Draft 2020
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1- Cincinnati Bengals: Joe Burrow, QB, LSU
Necessidades dos Bengals: QB, OL, LB

O melhor prospecto na posição de quarterback para um time que precisa urgentemente de ajuda na posição. Fome com a vontade de comer. 

2- Washington Redskins: Chase Young, EDGE, Ohio State
Necessidades: EDGE, OL, TE

Ryan Kerrigan tem 31 anos e vem de temporada com baixa produção. Chase Young é um dos melhores prospectos da década entre os apressadores de passe. Sendo general manager, gostaria de começar o relacionamento com meu novo head coach, Ron Rivera, de forma a agradar uma mente defensiva que sempre valorizou a linha defensiva. 

3- TROCA! Miami Dolphins via Detroit: Tua Tagovailoa, QB, Alabama
Necessidades: QB, OT, S

Miami precisa de seu quarterback do futuro e o melhor disponível é Tua Tagovailoa. Há riscos de lesões e etc mas só se vive uma vez. Miami já deixou de arriscar num Drew Brees lesionado e se arrependeu. Já deixou de apostar em Matt Ryan em 2008 e idem. Tua, saudável, está na mesma prateleira de Burrow.

4- New York Giants: Jedrick Wills, OT, Alabama
Necessidades: EDGE, OL, LB

Embora o meio da defesa seja uma senhora necessidade, os Giants precisam aproveitar a abundância de bons jogadores de linha ofensiva neste Draft. Considerando que Nate Solder eventualmente será cortado em alguns anos, é necessário planejamento para isso – e/ou soluções para o HOJE no lado direito, que tem Cam Fleming como tapa buraco. Wills é técnico e tem experiência justamente no lado direito, podendo ser lapidado para substituir Solder como left tackle no futuro. 

5- Detroit Lions: Jeff Okudah, CB, Ohio State
Necessidades: CB, DL, iOL

Jeff Okudah é um cornerback polido que tem tamanho, técnica e capacidade de jogar tanto em zona como homem-a-homem. Os Lions precisam sair deste Draft com a secundária reforçada, ainda mais após a troca de Darius Slay. 

6- Los Angeles Chargers: Justin Herbert, QB, Oregon
Necessidades: QB, OT, WR

Justin Herbert não está no mesmo nível dos dois outros quarterbacks mas, a meu ver, também não merece as críticas que vem recebendo às vésperas do Draft. Herbert precisa arrumar algumas questões como a base de lançamento, por exemplo, mas um ano como reserva podem resolver isso – Tyrod Taylor, o quarterback mais ponte da década, está lá para isso.

7- Carolina Panthers: Isaiah Simmons, LB, Clemson
Necessidades: iDL, CB, LB

Seria uma dádiva imensa para a torcida dos Panthers se isso acontecesse. Sei que iDL também é necessidade, mas a aposentadoria de Luke Kuechly deixou um rombo no coração da torcida e, bem, da defesa também. Simmons vale quase como que por dois jogadores e na sétima posição, sua saída está mais do que adequada. Ele pode ter o mesmo impacto nessa unidade que Kuechly teve no início da década. 

8- Arizona Cardinals: Tristan Wirfs, OT, Iowa
Necessidades: OT, WR, S

Se sou Steve Keim, general manager dos Cardinals, penso no trade down com carinho aqui. Pode haver times querendo saltar para o final do top 10 com o objetivo de ter um wide receiver de calibre. De toda forma, Arizona precisa pensar no futuro na posição de offensive tackle. Tristan Wirfs tem a agilidade, tendo histórico de atleticismo para além do futebol americano. Pensando no Air Raid dos Cardinals e do técnico Kliff Kingsbury. 

9- Jacksonville Jaguars: Jeff Gladney, CB, TCU
Necessidades: iDL, EDGE, WR, CB

Suponho que aqui a necessidade maior seria… Várias. Então seria interessante se Jacksonville trocasse para baixo para acumular escolhas. No mundo real, é justamente o que vai acontecer, porque algum time vai apertar o gatilho buscando os offensive tackles que faltam. Na minha simulação, estou mais acanhado como general manager desses times. Então não subo e os Jaguars escolhem na 9 mesmo. No caso, endereçando a posição de cornerback, que foi “dizimada” após as trocas de A.J. Bouye e Jalen Ramsey. A reposição seria Jeff Gladney, cornerback versátil que julgo mais técnico que C.J. Henderson (mais atlético e que provavelmente vai sair no top 10). 

10- Cleveland Browns: Andrew Thomas, OT, Georgia
Necessidades: OT (lado esquerdo), S, LB

Os Browns já reforçaram o lado direito da linha com a contratação (a preço de barganha, aliás) de Jack Conklin na free agency. O lado direito, que é problema desde a aposentadoria de Joe Thomas, seria pra lá de reforçado com o forte e técnico Andrew Thomas – que fez um excepcional trabalho em Georgia. 

11- New York Jets: Mekhi Becton, OT, Louisville
Necessidades: EDGE, OL, WR

Juro que queria dar alvos para Sam Darnold, mas sua propensão a fumbles e turnovers como um todo me fazem ficar mais inclinado à linha ofensiva. Becton é um prospecto físico que precisa de lapidação na sua técnica, mas com bom teto de produção na NFL. 

12- Las Vegas Raiders: CeeDee Lamb, WR, Oklahoma
Necessidades: WR, CB, S

Os Raiders precisam de ajuda para o corpo de recebedores após o projeto Antonio Brown ir para o espaço no ano passado. Como jogadores no lado de fora, apenas Tyrell Williams inspira alguma confiança e mesmo assim nem tanta. Vamos com o melhor wide receiver disponível no board aqui com Lamb. 

13- San Francisco 49ers: Jerry Jeudy, WR, Alabama
Necessidades: WR, iOL, CB

É necessário que o time dê armas para Jimmy Garoppolo. Jerry Jeudy é um prospecto fantástico em jardas após a recepção e no bem desenhado sistema ofensivo de Kyle Shanahan tem tudo para voar baixo. 

14- TROCA! Dallas Cowboys via Tampa Bay: K'Lavon Chaisson, EDGE, LSU
Necessidades: EDGE, DB, TE

Com os principais nomes na linha ofensiva já saindo do board, troco como Tampa Bay para um time que precisa passar “por cima” de Atlanta, dado que suas necessidades são parecidas. Os Cowboys perderam Robert Quinn na free agency e precisam dar ajuda para Demarcus Lawrence. Encontram no melhor EDGE disponível com Chaisson, jogador rápido e com ótimo contorno de arco para apressar o quarterback adversário. 

15- Denver Broncos: Henry Ruggs III, WR, Alabama
Necessidades: WR, OT, CB

Acho difícil que Denver fique quietinho esperando os recebedores saírem do board, sendo um time fortemente candidato a ir pra cima e buscar um wide receiver. No caso, fico esperando Henry Ruggs ou o terceiro que sobrar porque não vejo necessidade de subir aqui, especialmente por Ruggs. Sendo ele a escolha, será interessante vê-lo de laranja com o forte braço de Drew Lock: a principal virtude do prospecto de Alabama é a velocidade. 

16- Atlanta Falcons: Javon Kinlaw, iDL, South Carolina
Necessidades: CB, iDL, EDGE

Há três necessidades aqui e todas são na defesa – natural, o time tem 239 jogadores do ataque que já foram escolhas de primeira rodada no Draft. O melhor prospecto disponível em meu board é Javon Kinlaw, que reforça o pass rush de Atlanta pelo miolo da linha e que poderá ajudar (e muito) o sólido Grady Jarrett na função. 

17- Tampa Bay Buccaneers via Dallas: Justin Jefferson, WR, LSU
Necessidades: OT, RB, iDL

Não é uma necessidade do time, mas para além de Mike Evans e Chris Godwin (que têm histórico de lesão, ambos), não há muitas alternativas no corpo de wide receivers. Os Buccaneers poderiam dar um slot para Tom Brady e Justin Jefferson é o nome para isso. Sua rota slant é fatal e Brady deve usar e abusar desse expediente no meio do campo. 

18- TROCA! Green Bay Packers via Miami: Jalen Reagor, WR, TCU
Necessidades: WR, LB, TE

Com a saída de Justin Jefferson na escolha anterior, deve começar uma caçada aos wide receivers e Green Bay não pode ficar esperando na escolha 30 como se nada estivesse acontecendo. Ao mesmo tempo, os Dolphins não têm muitos offensive tackles de alto nível ainda disponíveis, então ficam felizes em descer. Jalen Reagor é rápido e um playmaker que pode ajudar bastante o ataque dos Packers, que no corpo de recebedores não conta com titulares de calibre para além de Davante Adams. 

19- Las Vegas Raiders: CJ Henderson, CB, Florida
Necessidades: WR, CB, S

Secundária em Las Vegas é problema na posição de cornerback. Fiquei tentado a um safety aqui com Grant Delpit caindo, mas os Raiders já investiram em veteranos para o setor. Então vamos de cornerback com o atlético C.J Henderson que tem tudo para ser o segundo cornerback escolhido na vida real e que dificilmente deve ter a queda que coloquei aqui. 

20- Jacksonville Jaguars: Derrick Brown, iDL, Auburn
Necessidades: iDL, EDGE, WR, CB

Os Jaguars sofreram várias perdas defensivas nas últimas temporadas e o miolo da linha defensiva preocupa. Derrick Brown dificilmente deve cair tão longe, mas aqui na simulação cai porque eu, pessoalmente, não sou tão fã de seu estilo de iDL pesado e não tão apto para o pass rush para além do bull rush. De toda forma, os Jaguars agradecem. 

21- Philadelphia Eagles: Brandon Aiyuk, WR, Arizona State
Necessidades: WR, DB, LB

Num mundo mágico, teríamos DeSean Jackson em profundidade, Alshon Jeffery como flanker e todo mundo saudável. Não foi o que aconteceu ano passado. Aiyuk é uma arma interessante em profundidade e sólido em jardas após a recepção – vai ajudar muito em profundidade de talento para os Eagles. 

22- Minnesota Vikings: Tee Higgins, WR, Clemson
Necessidades: WR, CB, iOL

Após a saída de Stefon Diggs, via troca, precisamos de uma peça de reposição. Vou com Higgins, jogador de boa envergadura e trabalho em bolas contestadas. É meu melhor wide receiver disponível. 

23- New England Patriots: Grant Delpit, S, LSU
Necessidades: QB, TE, WR

Não vamos de quarterback aqui – mas, dadas as necessidades dos Patriots, vamos de melhor jogador disponível. Raramente as equipes optam pela abordagem de reforçar o que já é bom, mas dada a força da defesa de New England, talvez Bill Belichick queira deixar a secundária ainda mais forte – ao mesmo tempo que antevê a reposição de Devin McCourty, que terá 33 anos durante a temporada 2020. Delpit tem seus problemas em tackle, mas se bem lapidado ao estilo Do You Job, pode maximizar suas habilidades. 

24- New Orleans Saints: Denzel Mims, WR, Baylor.
Necessidades: LB, WR, OL

A maior necessidade é linebacker mas não julgo que nenhum dos disponíveis sejam dignos de primeira rodada. Então, vamos reforçar o que já é bom. Com Michael Thomas e o recém-chegado Emmanuel Sanders o setor vai bem, mas toda ajuda no potencial último ano de Drew Brees é interessante. Denzel Mims é um recebedor com velocidade e pode ser alternativa para os Saints em profundidade. 

25- Minnesota Vikings: Jaylon Johnson, CB, Utah.
Necessidades: WR, CB, iOL

O corpo de cornerbacks dos Vikings silenciosamente foi ficando deteriorado nas últimas temporadas e beira o desespero.  No momento, o time tem duas apostas no setor: Nate Meadors e Mike Hughes. O primeiro não foi draftado e o segundo, escolha de primeira rodada em 2018, tem suas inconsistências e apanha de wide receivers mais físicos. Ajuda para o setor é necessária, até porque na secundária a equipe tem uma das melhores duplas de safeties da NFL em Anthony Harris e Harrison Smith. Com dois bons safeties, o time pode arriscar num cornerback agressivo – é o caso de Johnson. 

26- Detroit Lions via Miami: Curtis Weaver, EDGE, Boise State
Necessidades: CB, DL, iOL

Um dos jogadores mais subestimados da classe de EDGEs, Weaver aparece atrás de Yetur Gross-Matos e AJ Epenesa talvez porque jogou em uma escola com menos fama, Boise State – Gross-Matos e Epenesa jogaram em escolas da Big Ten, conferência com maior exposição nacional. Gosto de seu trabalho na primeira passada, agressividade e contorno de arco. Pode ser uma boa para os Lions, que precisam ajudar Trey Flowers – que não é um “artista nato” de sacks. 

27- Seattle Seahawks: Neville Gallimore, iDL, Oklahoma 
Necessidades: EDGE, OT, WR

A maior chance aqui é de Seattle descendo e acumulando escolhas como geralmente faz. O meio da linha defensiva precisa de ajuda mesmo que Poona Ford e Jarran Reed até façam um trabalho digno. De toda forma, o teto de Neville Gallimore é pra lá de interessante no pass rush e os Seahawks podem pensar com carinho em replicar a fórmula da primeira metade da década passada, quando tinha muitos jogadores no setor para uma rotação descansada e agressiva que indiretamente ajudava a Legion of Boom. Prefiro isso a apostar em algum EDGE que não tem valor de primeira rodada tal como o time fez ano passado. 

28- Baltimore Ravens: Jonah Jackson, iOL, Ohio State
Necessidades: WR, EDGE, LB

A aposentadoria do excelente e futuro hall of famer Marshal Yanda acabou deixando uma lacuna no meio da linha. Jonah é um jogador inteligente e o melhor da classe entre os iOLs. Refinado com as mãos, tem o atleticismo para ajudar no jogo terrestre e num ataque com Lamar Jackson & Amigos, isso é pra lá de importante. 

29- Tennessee Titans: Bryce Hall, CB, Virginia
Necessidades: EDGE, RB, CB

Logan Ryan não renovou contrato e Malcolm Butler não vem jogando no nível de seu início de trajetória em New England, inclusive tendo perdido parte da temporada passada com lesão no punho. Jogador de instintos apurados, acabou perdendo valor para o Draft deste ano depois de se machucar no início da temporada passada – então, pode ser uma barganha aqui. 

30- Miami Dolphins via Green Bay: Antoine Winfield Jr, S, Minnesota
Necessidades: QB, OT, S

Miami sabe que haverá algum sólido safety disponível aqui, então, seria interessante descer. Filho de excelente ex-CB da NFL, Antoine Winfield Jr tem o “faro” da bola e poderia ser um playmaker agressivo e pra lá de interessante para os Dolphins – ainda mais porque a dupla de cornerbacks promete e dá segurança com a chegada de Byron Jones e Xavien Howard do outro lado. O time ainda poderia subir para o topo da segunda rodada por Josh Jones ou algum outro offensive tackle, dado que estará bem estocado aqui. 

31- TROCA! Indianapolis Colts via San Francisco: Jordan Love, QB, Utah State
Necessidades: WR, CB, QB

Jordan Love tem o físico, o braço forte e outras intangíveis – mas falta lapidação no processamento mental do jogo. Um ano de banco atrás de Philip Rivers pode fazer com que a excelente comissão técnica dos Colts possa lapidar esse ponto, bem como questões de mecânicas de lançamento. Rivers tem contrato de apenas um ano, lembrando. 

32- TROCA! Atlanta Falcons via Kansas City Chiefs: AJ Epenesa, EDGE, Iowa
Necessidades: CB, iDL, EDGE

Os Falcons precisam de ajuda no setor e já subiram para o final da primeira rodada no ano passado na busca por reforço de linha ofensiva. Agora o fazem para o outro lado da bola. Epenesa teve 2019 decepcionante se pensarmos que ele brigava com Chase Young pela empolgação de melhor da classe. O atleticismo deixa a desejar e no Combine os números não foram dos melhores. Mas com ajuda ao seu lado e contando com bom trabalho técnico, disciplina no jogo terrestre e leitura de jogo, pode render frutos aos Falcons.

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Curti: Os 5 melhores defensores do Draft 2020

Antony Curti
Antony Curti


Terminando os trabalhos em nosso board, vamos agora falar um pouco sobre a defesa. A classe de 2020 talvez não seja tão talentosa em quantidade, mas em seu topo com certeza há muito valor. Nas posições de EDGE Rusher, cornerback  e linebacker, há um "rei" incontestável. No caso da primeira, ainda há valores bons na primeira rodada – para o meio e o final da primeira, também podemos dizer o mesmo nos cornerbacks. Em linebackers, o "título" de Isaiah Simmons é inquestionável. 

Já para jogadores de meio de linha defensiva, há um debate interessante sobre Derrick Brown e Javon Kinlaw. O primeiro é o "protótipo" da posição e que é mais valorizado por analistas com uma visão mais old school – como Mel Kiper, o pai de todos, da ESPN americana – que dão valor a jogadores com capacidade de atrair bloqueios duplos e colapsar o jogo terrestre. O segundo lembra muito Chris Jones, do Kansas City Chiefs: embora menor, tem melhor trabalho contra o jogo aéreo, pressionando o quarterback. Dou minha opinião sobre mas, sem delongas, vamos ao ranking.

Observação importante: Sempre quando falamos em prospecto no Draft, é uma projeção – o recrutamento NÃO é ciência exata e o sucesso do jogador no nível profissional (NFL) depende de inúmeras variáveis, como sua lapidação pela comissão técnica, elenco de apoio e tantas outras coisas mais. 

Observação 2: Atualmente, não se usa mais DE/OLB, preferindo-se a nomenclatura EDGE (ponta) para jogadores que prioritariamente pressionam o quarterback. As defesas da NFL praticamente não jogam mais com 4-3 e 3-4 como base, usando a formação nickel (5 defensive backs) em mais de 50% dos snaps. Daí, LB, EDGE e iDL (interior defensive lineman) fazer mais sentido em 2020.

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1- Chase Young, EDGE, Ohio State

O que gosto nele: Primeira passada, explosão, técnica de mãos para se livrar do bloqueador, contorno de arco (bend), produção – foram 27 sacks nas duas últimas temporadas. É realmente um prospecto completo e numa classe que tem K’lavon Chaisson como segunda opção, apresenta-se sozinho na primeira prateleira. Uma rara combinação de técnica e atleticismo se pensarmos num prospecto saindo do college. Além do pass rush, trabalho contra a corrida é muito bem feito, ele sela perfeitamente a lateral. 

O que não gosto nele: Vou falar logo menos sobre sua comparação, mas talvez o motor – nenhum sack em seus últimos três jogos. É o ponto de interrogação que foi colocado sobre Myles Garrett também. Forçando a amizade, talvez dê para dizer que sua cobertura ao passe não é das melhores – mas é a mesma coisa que dizer que seu carro não anda bem em Interlagos, não é como se ele fosse recuar tanto assim para marcar o passe. 

Young me lembra muito a polidez com a qual Myles Garrett chegou à NFL. É um EDGE completo em termos de prospecto, com um contorno de arco (bend) raríssimo e feito junto de um trabalho de mãos igualmente raro. É realmente um cara que eu tive dificuldade para achar problemas, vide a forçação de barra que tive que colocar nos pontos fracos. Tem potencial de All-Pro e como seu colega ex-Ohio State, Nick Bosa, uma chance excelente de contribuir desde o primeiro dia e ser forte candidato ao prêmio de calouro defensivo do ano.

Chase Young
Chase Young Getty Images

2- Jeff Okudah, CB, Ohio State

O que gosto nele: O pacote completo. Habilidade incrível no espelhamento de rotas, trabalho de pés excepcional e quase hipnótico quando analisamos o tape, velocidade que faz com que consiga cobrir os principais recebedores da NFL e sua altura (6’1) está longe de lhe atrapalhar nesse sentido. Além de excelente espelhamento no trabalho em marcação individual, tem disciplina na marcação em zona e capacidade de instintivamente fechar janelas nela. Quadril fluído nesse sentido, também. 

O que não gosto nele: Tal como Joe Burrow, teve apenas um ano como principal cornerback do time. Seu trabalho de buscar a bola no ponto de ataque não é de elite, há espaço para melhora nesse sentido. 

O pacote completo, como disse. Okudah tem totais condições de ter uma carreira como grandes cornerbacks da história da NFL. Ele tem as habilidades físicas, notoriamente o espelhamento de rotas e o quadril, a altura e a vontade de tacklear que tanto falta para alguns prospectos da posição. Jeff tem teto alto e, sobretudo, piso alto também: ele pode ser titular desde o início e encaixa na maior parte dos sistemas ofensivos, conseguindo fazer um bom trabalho em marcação individual e em zona. 

3- Isaiah Simmons, LB, Clemson

O que gosto nele: É impossível começar este trecho sem abusar do “Titês” e dizer a palavra VERSATILIDADE. Simmons alinhou em todas as posições defensivas, chegando até mesmo a jogar marcando o slot ou como único homem no fundo do campo. Tem histórico de provas no atletismo, algo raro para a posição – velocidade de alto nível para um LB. 

O que não gosto nele: Precisa melhorar sua capacidade de identificar jogadas como screens ou play-actions; acaba perdendo muito tempo no alvo errado. Precisa acrescentar movimentos de mãos em jogadas que se estendem. Talvez a massa muscular complique as coisas, porque para jogar de LB na NFL precisará adicionar massa magra. Às vezes se complica na leitura dos play-actions. 

Um dos prospectos mais interessantes e intrigantes que analisei em muitos anos. É como se fosse uma evolução pokémon de Derwin James no sentido de ser mais físico como um todo – ou seja, em vez de safety é linebacker. Nesse sentido, portanto, pode ser um coringa potente nas mãos de um bom coordenador defensivo – em certa medida, guardadas as proporções por serem de posição diferente, tal como Minkah Fitzpatrick. O problema, como Fitzpatrick nos Dolphins, é se ele cair no time errado. 

4- K'Lavon Chaisson, EDGE, LSU

O que gosto nele:: Sua primeira passada é de elite – e entre os não-Chase Young tem o melhor contorno de arco (bend) da classe. Justamente por isso acaba se destacando. É o clássico caso do jogador que consegue apressar o passe por conta de atleticismo fora de série. 

O que não gosto nele:: A produção deixou a desejar na carreira, sendo apenas 9,5 sacks (6.5 em seu último ano, 2019, tendo tido uma sólida segunda metade de temporada). Isso se explica também pelo histórico de lesão, tendo perdido temporada com lesão no joelho. Falta recursos de elite para além da velocidade e do contorno de arco para buscar o sack. Precisa expor o peito menos em jogadas terrestres. 

O melhor pass rusher dentre os mortais não chamados Chase Young, por assim dizer. A comparação que faço de Chaisson é com Josh Allen, EDGE produto de Kentucky que fez boa temporada por Jacksonville e cuja maior virtude era a velocidade – sendo cru em outros aspectos. K´Lavon precisa ganhar massa e ampliar os recursos no trabalho de mãos para a NFL, mas tem algo que não se ensina: atleticismo. 

5- Javon Kinlaw, iDL, South Carolina

O que gosto nele: Explosão e primeira passada, praticamente sobrenaturais para seu tamanho – 145 kg. Não deixa a dever no jogo terrestre, jogando de maneira disciplinada nos gaps. A produção em pressões (26) e sacks (6) no ano passado fazem com que ele me lembre o estilo de jogo e a agressividade de Chris Jones (Chiefs) na linha defensiva. 

O que não gosto nele: Afobado em alguns momentos, morte o play action com muita facilidade. Embora tenha mais recursos do que Derrick Brown – que prioritariamente usa o Bull Rush – vejo uma necessidade de aumentar os movimentos de mãos no pass rush, sobretudo para jogadas que se estendam. 

Na maioria dos boards e na opinião da maior parte dos analistas, Derrick Brown está acima de Kinlaw entre os jogadores de interior de linha defensiva (iDL) e mesmo nos defensores em geral. Discordo dessa opinião na medida em que Kinlaw é melhor preparado para a NFL atual na medida em que joga melhor contra o passe, conseguindo números melhores que Brown mesmo jogando contra a mesma competição (Conferência SEC) e com menos ajuda em South Carolina do que Brown em Auburn. 

Menções honrosas: 

- Derrick Brown, iDL, Auburn
- Grant Delpit, S, LSU
- Jeff Gladney, CB, TCU
- Xavier McKinney, S, Alabama
- Justin Madburke, iDL, Texas A&M
- Neville Gallimore, iDL, Oklahoma
- Bryce Hall, CB, Virginia
- CJ Henderson, CB, Florida
- Kenneth Murray, LB, Oklahoma
- Patrick Queen, LB, LSU
- Antoine Winfield Jr, S, Minnesota
- AJ Epenesa, EDGE, Iowa
- Yetur Gross-Matos, EDGE, Penn State

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Curti: Os 5 melhores defensores do Draft 2020

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Curti: Os 5 melhores Wide Receivers do Draft 2020

Antony Curti
Antony Curti


Observação importante: Sempre quando falamos em prospecto no Draft, é uma projeção – o recrutamento NÃO é ciência exata e o sucesso do jogador no nível profissional (NFL) depende de inúmeras variáveis, como sua lapidação pela comissão técnica, elenco de apoio e tantas outras coisas mais. 

Não há classe tão profunda em termos de talento como a de wide receiver deste ano. A classe de quarterbacks é pra lá de interessante neste ano, com três nomes que têm potencial de serem franchise quarterback. A classe de offensive tackles é bem interessante também, como vários nomes de primeira rodada. Contudo, há muito tempo não temos tanta profundidade de talento na classe de wide receivers: há vários com talento de primeira rodada que, pelo fluxo do Draft, acabarão caindo no colo de um time esperto no topo da segunda.

Dito isso, falemos aqui dos cinco principais. É difícil estabelecer um ranking – a primeira posição é quase empate técnico, por exemplo – neste ano, mas vamos lá. 

Leia também:

Necessidades dos 32 times para o Draft 2020
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Curti: Os 5 melhores quarterbacks do Draft 2020
Curti: Os 5 Melhores Running Backs do Draft 2020

1- CeeDee Lamb, Oklahoma

O que gosto nele: Poucos drops, mãos firmes; Excelente poder de improviso quando necessário; Fisicalidade buscando o ponto de ataque quando a bola chega; Vai bem em recepções contestadas. 

O que não gosto nele: Precisa ganhar massa muscular para a NFL; Não tem volume de snaps contra marcação diretamente na linha (press coverage) e deve ter dificuldades contra isso na NFL; Não tem velocidade de elite, embora boa aceleração. 

Com exceção à massa magra, a análise acima poderia ser de DeAndre Hopkins quando ele chegou na NFL – é por isso que comparo Lamb a ele, embora uma versão mais magra. Dos recebedores desta classe, é o mais lapidado – não faz nada de maneira ruim e é excelente em jardas após a recepção. Suas mãos firmes e poder em bolas contestadas fazem dele um wide receiver capaz de jogar como WR1/Split End na NFL, ao contrário do que projeto para Jeudy.

CeeDee Lamb
CeeDee Lamb Getty Images
 

2- Jerry Jeudy, Alabama

O que gosto nele: Melhor árvore de rotas da classe. Bastante agilidade na execução das rotas. Embora Lamb seja melhor em jardas após a recepção, Jeudy também é excelente no quesito. Suas quebras nas rotas (e depois delas) são magistrais. 

O que não gosto nele: Alguns drops por falta de concentração. Precisa ganhar mais massa magra. Precisa usar as mãos melhor vs press. 

Num primeiro momento, deve ser usado como flanker/z/WR2 tal como aconteceu com o também ex-Alabama, Calvin Ridley – uma boa comparação para Jeudy, aliás. Tal como a maioria dos wide receivers da classe, precisa ser lapidado para jogar melhor contra press coverage. Se cair no sistema certo, que usa e abusa de movimentações e jardas após a recepção (exemplos da NFL atual: Rams, 49ers) tem tudo para brilhar já no primeiro ano. 

3- Jalen Reagor, TCU

O que gosto nele: Tal como o próximo da lista, a velocidade. Suas quebras de rotas são precisas, sobretudo próximo às sidelines. Double moves excelentes. É um playmaker e se bem utilizado pode render na NFL. 

O que não gosto nele: A altura é problema para a NFL, talvez tenha que jogar como slot por conta disso. Tal como Jeudy, houve drops por conta de concentração ou porque está pensando nas jardas após a recepção antes de segurar a bola de fato. Tem problemas contra press. 

Atlético, Reagor pode ser a "alternativa" para o time que não tiver Ruggs. De toda forma, vejo ele com piso maior e, embora os números do Combine não tenham indicado isso, é um jogador veloz. Não tem problemas de lesão e pode ser um excelente flanker/z/WR2 para times que queiram velocidade na posição. 

4- Henry Ruggs, Alabama

O que gosto nele: A velocidade, obviamente. É a melhora arma vertical da classe, tendo o melhor tempo no tiro de 40 jardas – 4.27. Para times que precisem esticar o campo, não haverá arma melhor. Não é polido nos cortes em jardas após a recepção como os primeiros nomes desta lista, mas com velocidade e bons ângulos também é capaz de produzir no quesito. 

O que não gosto nele: Volume baixo de recepções – por ser ameaça vertical – e o fato de que teve uma árvore de rotas bem pobre por ser mais um velocista de campo fundo. Pode sofrer com press coverage ou cornerbacks rápidos na NFL, porque a separação é basicamente vinda da velocidade. 

Algum time pode até acabar subindo por ele, é uma das "coqueluches" do Draft deste ano. Ruggs, porém, precisa de evolução em vários setores. Ele não vai enfrentar defesas como as do college, nas quais sentava e rolava com base na velocidade. Vai ter que ler as marcações em zona, vai ter que evoluir em separação contra marcação individual. Por isso, precisará ser bem lapidado. O talento físico, porém, certamente está presente. 

5- Justin Jefferson, LSU

O que gosto nele: Bom corredor de rotas, com quebras ajustadas ao tráfego no meio do campo – seu trabalho no meio, aliás, é sua principal virtude, sabendo se posicionar bem. Sua rota slant é fatal e foi uma das bolas de segurança de Joe Burrow no ano passado. 

O que não gosto nele: Jogou mais na parte de dentro e isso limita seu valor para o Draft, estando projetado mais como slot receiver para o nível profissional. Há algumas dúvidas quanto à produção: ele teve números excelentes por conta de Joe Burrow e pelo fato do ataque de LSU ter sido ótimo ou por si?

Jefferson levanta comparações com Doug Baldwin, ex-recebedor do Seattle Seahawks. Como "slot receiver puro", é o melhor nome da classe. Caso um time já tenha opções no lado de fora e queira uma opção por dentro – alô Philadelphia Eagles, estou falando com você – pode ser uma boa pedida.

Menções Honrosas: 

* Brandon Aiyuk, Arizona State
* Denzel Mims, Baylor
* Tee Higgins, Clemson
* Laviska Shenault, Colorado

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Curti: Os 5 melhores running backs do Draft 2020

Antony Curti
Antony Curti


A classe de 2020 do Draft da NFL não apresenta uma unanimidade "top 10" na posição de running back como acontece com cornerback, EDGE e até mesmo linebacker. Não há um Todd Gurley ou um Ezekiel Elliott neste ano – tampouco um Christian McCaffrey. Há uma primeira prateleira com três jogadores que têm seus pontos fortes e pontos fracos. Nenhum deles será draftado no início do Draft – corremos até mesmo o risco de que haja apenas running backs na segunda rodada, como já aconteceu em anos anteriores. Vamos falar deles então?

Observação importante: Sempre quando falamos em prospecto no Draft, é uma projeção – o recrutamento é ciência exata e o sucesso do jogador no nível profissional (NFL) depende de inúmeras variáveis, como sua lapidação pela comissão técnica, elenco de apoio e tantas outras coisas mais. 

Leia também:
Necessidades dos 32 times para o Draft 2020
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Curti: Os 5 melhores quarterbacks do Draft 2020

1- Jonathan Taylor, Wisconsin

O que gosto nele: Grande habilidade atlética e porte adequado para a NFL. Tem bons cortes em mudanças de direção. Pode ser bem-sucedido em sistemas que usam bloqueios em zona, dado que sabe ler bem os espaços para explodir. Embora não seja um bloqueador de elite, é esforçado e pode ficar em campo nas três descidas. 

O que não gosto dele: O problema foi mitigado na reta final da carreira, mas sem sombra de dúvidas os fumbles foram problemas. Não tem volume o suficiente para apostarmos nele no jogo aéreo. 

Taylor (foto abaixo), foi a materialização do ataque de Wisconsin na temporada passada – para variar, mais um ano com corridas e poucos passes. Até por conta disso ele não teve um volume alto em rotas corridas – tal como outros running backs oriundos dos Badgers, como Melvin Gordon. É o melhor running back da classe porque é o mais equilibrado entre eles – produz big plays, consegue bloquear e sabe ler o que a linha ofensiva lhe dá. 

Jonathan Taylor
Jonathan Taylor Getty Images

2- D'Andre Swift, Georgia

O que gosto nele: O melhor da classe correndo rotas, foi bem usado no jogo aéreo e pode contribuir na NFL desde o primeiro dia nesse sentido. Assim como Taylor, tem boa leitura de bloqueios no segundo nível. 

O que não gosto nele: Menos eficaz do que o ideal como corredor e isso não deve mudar na NFL, dado que não tem tanta massa muscular. Pode acabar sofrendo com lesões justamente por conta disso. Não tem velocidade final que chama atenção para compensar o corpo mais magro. 

Como brinquei no Twitter na semana passada, temos um Draft "Taylor Swift" neste ano. Se Taylor é um cara mais "clássico", Swift é seu complemento – aquele running back mais usado no jogo aéreo como Georgia produziu com Sony Michel recentemente. De toda forma, minha comparação a ele é de Duke Johnson, até por ser um cara mais voltado para os passes do que entrar numa goal line. 

3- J.K. Dobbins, Ohio State

O que gosto nele: Ao contrário de Taylor, o produto de Ohio State não teve problemas com fumbles em sua carreira. Tal como ele, tem boa capacidade de mover pilhas e de ser um corredor físico – além de ter conseguido muitas big plays para os Buckeyes, foram 31 para mais de 15 jardas na temporada passada. 

O que não gosto dele: Seu teto como corredor é menor do que o de Taylor e, principalmente, não tem bom trabalho nos bloqueios caso precise ajudar numa descida óbvia de passe. Não tem árvore de rotas extensa para o jogo aéreo, é screen e olhe lá. 

Uma das peças mais importantes do ataque de Ohio State no ano passado, Dobbins foi responsável por dar a ignição no ataque do time em vários momentos da temporada 2019. Contudo, suas carências – jogo aéreo recebendo e bloqueando – fazem com que ele tenha menos valor no Draft numa NFL que só pensa em passar a bola. O time que lhe escolher no Dia 2 pode ter uma tremenda barganha. 

4- Cam Akers, Florida State

O que gosto nele: Produziu mesmo com o time em cacos, sobretudo com uma linha ofensiva porosa que em vários momentos mais lhe atrapalhou do que ajudou. Por isso, teve que se virar em vários momentos e produziu bem com cortes para evitar defensores infiltrando no backfield ou em momentos de campo aberto. Consegue contribuir bem no jogo aéreo. Bom quebrando tackles. 

O que não gosto nele: Se por um lado os cortes ajudaram, por outro parecia que ele estava mais querendo fazer firula do que produzir. Precisa ser mais objetivo na NFL. Não é problema como foi para Taylor, mas olho em fumbles. 

Akers foi um dos poucos raios de sol na zona imensa que virou o programa de futebol americano de Florida State depois da saída de Jimbo Fisher. Justamente por conta disso, pode ser uma barganha neste Draft – é um cara que não vai sair na primeira rodada, que não apareceu em jogos importantes mas que produziu bem no ano passado, passando das 1000 jardas num time que, como disse, foi a materialização da bagunça. É um jogador agressivo, mas precisa corrigir as firulas e ser mais norte-sul ao atacar as defesas. 

5- Clyde Edwards-Helaire, LSU

O que gosto nele: No ataque mais prolífico de 2019, Edwards-Helaire foi bem como running back em vários momentos. Running back que pode ficar as três descidas em campo, chegou até a alinhar como wide receiver. Contudo, não chega a impressionar MESMO em nenhuma habilidade – seja correndo pelo meio, por fora, recebendo ou bloqueando. 

O que não gosto nele: Além de fazer muitas coisas mas nada em nível de elite, Edwards-Helaire tem um mega problema quanto ao tamanho: é pequeno demais para a NFL, seja em altura ou massa magra. O histórico de jogadores assim necessita de velocidade e cortes de elite para dar certo na NFL, como Darren Sproles. 

"Jack of all trades, master of none" (algo como "síndrome do pato", nada, anda e voa mas nada bem), Edwards-Helaire tem tudo para até ter seus momentos no jogo profissional, mas como um membro de comitê de running backs – e não como o principal nome da posição de um time.  

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Curti: Os 5 melhores quarterbacks do Draft 2020

Antony Curti
Antony Curti


Chegamos finalmente à semana do Draft 2020 da NFL – agora estamos na semana do evento e as especulações estão a mil por hora. Já pipocam rumores – de fontes fortes, como Peter King, da NBC Sports – que o Miami Dolphins poderia apertar o gatilho em Justin Herbert (Oregon) em vez de Tua Tagovailoa (Alabama). O que poderia ter motivado isso? Vou explicar com calma adiante. 

Começamos nesta segunda-feira uma série com os cinco melhores prospectos em posições importantes da NFL. Este primeiro texto vai para a posição mais importante do jogo, a de quarterback. 2020 tem tudo para ser o terceiro ano seguido no qual um prospecto da posição é escolhido no topo do Draft, na primeira escolha geral. Para além dele, outros dois podem ser escolhidos no top 10. Depois, um quarto na primeira rodada. Para quem não pegou as entrelinhas, estou falando de Joe Burrow, Tua Tagovailoa, Justin Herbert e Jordan Love. Vamos a eles em meu ranking de melhores prospectos na posição de quarterback para o Draft 2020. 

Observação importante: Sempre quando falamos em prospecto no Draft, é uma projeção – o recrutamento é ciência exata e o sucesso do jogador no nível profissional (NFL) depende de inúmeras variáveis, como sua lapidação pela comissão técnica, elenco de apoio e tantas outras coisas mais. 

Leia também: 
Necessidades dos 32 times para o Draft 2020
Curti: Draft Simulado 1.0

1- Joe Burrow, LSU

O que gosto nele: Antecipação de passes, fluidez no pocket e precisão em curta e média distância. 

O que não gosto nele: Burrow ainda é dependente de orientações da sideline, não tendo o costume de mudar jogadas por si na linha. Ainda, teve apenas um ano de sólida produção, em 2019. 

Burrow é o melhor prospecto desta classe na posição de quarterback. Resiliente, tem uma história de vida pra lá de interessante – e a cereja no bolo foi o título nacional por LSU na temporada passada depois de ter se transferido um ano antes, vindo de Ohio State. O camisa 9 teve uma ascensão meteórica em 2019, terminando o ano com o prêmio Heisman, 60 TDs e 6 INTs. 

Tua Tagovailoa
Tua Tagovailoa Getty Images

2- Tua Tagovailoa, Alabama

O que gosto nele: Mecânica compacta, resiliência mental, capacidade de lançar fora do pocket, bom braço para lançamentos em profundidade. 

O que não gosto nele: Às vezes exagera segurando a bola demais, seja dentro ou fora do pocket – onde inclusive se machucou contra Mississippi State, em novembro. Histórico de lesões é extenso. Chegou nesse jogo contra o Bulldogs com o tornozelo machucado e aí lesionou o quadril, lesão esta que lhe tirou do Combine e que levanta dúvidas sobre se ele jogará em 2020. 

Desde o primeiro momento em que entrou em campo, Tua Tagovailoa é um prospecto vencedor. Há 10 anos ele sequer seria considerado como top 5, dado que é canhoto – alguns general managers old school não gostam disso, porque a linha ofensiva tem que operar de forma diferente – e baixo para um atleta da posição. Com o sucesso de Russell Wilson e Drew Brees, esse último paradigma caiu por terra. Embora seja um prospecto excelente, Tua pode cair no Draft por conta da lesão no quadril – séria a ponto de ter lhe tirado da temporada 2019 do College e que lhe forçou a passar por cirurgia. 

3- Justin Herbert, Oregon

O que gosto nele: Experiente, vencedor e com braço apto para todos os lançamentos que a NFL exige.  Alto e esguio, tem o protótipo que a NFL pensa para a posição. 

O que não gosto nele: Por vezes falha na antecipação de passes; Foi inconsistente e "se escondeu" em jogos importantes; Sua base de lançamento é mais aberta do que deveria. 

A questão do gene de ser decisivo, a meu ver, é certo exagero. Herbert foi campeão da Conferência Pac 12 e só não brigou por mais porque a defesa de Oregon deixou a desejar em vários momentos da temporada, como no início dela contra Auburn. No Senior Bowl e no Combine foi muito elogiado por sua liderança, inclusive. 

4- Jordan Love, Utah State

O que gosto nele: Um dos braços mais fortes da classe, tem velocidade de lançamento fora de série. O trabalho de pés é melhor do que muitos pensam. Também impressiona o release rápido. Ainda, tem mobilidade para ganhar jardas com as pernas. 

O que não gosto nele: o número absurdo de interceptações no ano passado, foram 16. Love ainda precisa de muita lapidação no processamento mental para ser um titular na NFL. Deixa a desejar na parte mecânica de gerar torque no quadril, confiando muito na força do braço. 

Love é a versão 2020 de "quarterback atlético com braço forte mas baixo processamento mental". Algum time certamente vai arriscar e tentar lapidar o produto de Utah State – mas para cada Pat Mahomes bem lapidado há tantos outros Kyle Boller que não dão em nada. É um risco, resta saber qual time vai apertar esse gatilho. O que sabemos é que a tendência é isso acontecer na primeira rodada. 

5- Jalen Hurts, Oklahoma

O que gosto nele: Ética profissional impecável, tendo sido bancado por Tua em Alabama sem dar escândalo posteriormente. Após ser transferido para Oklahoma, ajudou a manter o nível competitivo do time – embora com menos octanagem que Kyler Murray. É possível até dizer que lança melhor fora do pocket do que dentro. 

O que não gosto nele: Se complica muito no processamento mental, sobretudo se a defesa apresenta algo complexo. Força de lançamento deixa a desejar em alguns momentos. A progressão de recebedores ainda é um trabalho em desenvolvimento, travando várias vezes no pocket.  Problemas sérios em antecipar o passe. 

Hurts é uma das histórias legais desse Draft – titular em Alabama, perdeu o posto para Tua Tagovailoa e depois se transferiu para Oklahoma após Kyler Murray ir para a NFL. Embora tenha mobilidade e certa força no braço, não é nem de perto um prospecto como seus antecessores, Murray e Baker Mayfield. Vários aspectos mentais da posição de quarterback precisam de refino – ou seja, precisará cair no time certo para ter uma chance boa de ser bem sucedido na NFL. 

Menções honrosas: Jacob Eason (Washington), Jake Fromm (Georgia), Anthony Morgan (Washington State), James Morgan (Florida International). 

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Curti: Necessidades dos 32 times da NFL para o Draft

Antony Curti
Antony Curti

O Draft não é apenas sobre o que cada time precisa. Em várias oportunidades, os times pensam no futuro – um titular que vai ter o contrato não renovado ou algo assim. Ainda, muitos times simplesmente optam por pegar o melhor jogador disponível naquele momento no Draft – não importando sua posição. 

De toda forma, quando pensamos em Draft, geralmente pensamos em carências sendo endereçadas pelos times. Cincinnati Bengals e Miami Dolphins, por exemplo, têm carências gritantes na posição de quarterback. É quase certo que escolherão quarterbacks para suprir esse setor. O mesmo pode valer para o New England Patriots após a saída de Tom Brady, por exemplo. 

As necessidades são ainda mais importante na análise do Draft quando pensamos no Dia 2 – vários times optam por endereçá-las com bons nomes que às vezes passam sob o radar na segunda e terceira rodada. Então, sem mais delongas, vamos às necessidades dos 32 times da NFL antes do Draft 2020. 

Draft 2020 da NFL
Draft 2020 da NFL Getty Images

Nota: Atualmente, não se usa mais DE/OLB, preferindo-se a nomenclatura EDGE (ponta) para jogadores que prioritariamente pressionam o quarterback. As defesas da NFL praticamente não jogam mais com 4-3 e 3-4 como base, usando a formação nickel (5 defensive backs) em mais de 50% dos snaps. Daí, LB, EDGE e iDL (interior defensive lineman) fazer mais sentido em 2020.

Leia também: Draft Simulado 1.0, com várias trocas na primeira rodada e simulando quem seu time pode escolher.

AFC East:

Buffalo Bills: EDGE, iOL, RB: Os Bills reforçaram o miolo da linha com Ed Oliver no ano passado, mas ainda contam com peças que estão bem na média da liga com Jerry Hughes, por exemplo. O miolo da linha ofensiva, pensando na vocação terrestre do time, também pode melhorar – o mesmo quanto à posição de running back para além do promissor Devin Singletary.

Miami Dolphins: QB, OT, S: Ryan Fitzpatrick não é alternativa para quem briga por títulos, embora tenha tido seus momentos como quarterback dos Dolphins no ano passado. O time precisa de jogadores para a linha ofensiva também, sendo um dos planteis mais frágeis da liga no quesito. Para complementar a chegada de Byron Jones, o fundo do campo precisa ajuda na posição de safety também.

New England Patriots:  QB, WR, TE: A saída de Tom Brady obviamente será sentida e Bryan Hoyer e Jarrett Stidham não são nem perto de serem soluções para uma franquia. O ataque precisa de reforços na posição de wide receiver: Mohamed Sanu foi mal na temporada passada, N'Keal Harry não tem nem 10 jogos na NFL e Julian Edelman não está ficando mais novo. Por fim, tight end é problema desde a aposentadoria de Rob Gronkowski. 

New York Jets: EDGE, OL, WR: Os Jets não tem nenhuma opção nem mediana para pressionar o quarterback adversário. Harvey Langi e Jordan Jenkins são as opções do momento. Para além disso, Sam Darnold, que tem vocação para sofrer fumbles, precisa de proteção na linha ofensiva – uma das unidades mais frágeis da liga. O corpo de recebedores precisa de ajuda também, não há por ali uma primeira opção de impacto para ajudar Darnold. Se bem que com a máquina de chamar passes curtos chamada Adam Gase, não é como se isso fizesse diferença. 

AFC North: 

Baltimore Ravens: WR, EDGE, LB: Willie Snead é alternativa junto de Miles Boykin se desconsiderarmos Marquise Brown, que tem problemas de lesão por mais talentoso que seja. Então, por mais que tenha passado batido que o time precisa de ajuda na posição de recebedores por ter um fabuloso jogo terrestre, não faz bem negligenciar isso – e com uma classe talentosa de recebedores no Draft, o momento de endereçar isso é agora. EDGE é necessidade considerando que a ótima troca por Calais Campbell é algo mais para curto prazo dada sua idade – e que Matt Judon ficou em 2020 pela franchise tag. Por fim, LB é necessidade desde a saída de C.J. Mosley antes da temporada passada. 

Pittsburgh Steelers: iDL, WR, LB: Passou sob o radar, mas os Steelers perderam o ótimo Javon Hargrave nesta free agency e precisam de ajuda no miolo da linha defensiva, uma das melhores da NFL nos últimos anos. Na posição de wide receiver, há rumores que o time pode não renovar com Juju Smith-Schuster a peso de ouro – a temporada dele no ano passado, em que pese os péssimos quarterbacks com quem jogou, deixou muito a desejar. Ainda, James Washington ainda não se desenvolveu em alternativa no setor. Ainda, LB é necessidade desde a lesão e Ryan Shazier. 

Cincinnati Bengals: QB, OL, LB: A Era Andy Dalton acabou, então quarterback é missão de urgência e os Bengals vão escolher Joe Burrow com a primeira escolha geral. Para além disso, precisam de reforços na linha ofensiva para protegê-lo: em LSU, Burrow teve a melhor linha ofensiva do college football e com tempo no pocket ele pode fazer mágica. Ainda, desde a saída de Vontaze Burfict, o time sofre no setor – mas ao menos está mais adepto ao fair play, vejamos por esse outro lado positivo. 

Cleveland Browns: S, iOL, LB: A dupla atual de safeties é de "cast-offs"... Não, não vou ser pedante e usar uma palavra aleatória em inglês, são dois refugos: Andrew Sendejo e Karl Joseph. Não inspiram confiança. O meio da linha tampouco – embora a contratação e Jack Conklin, como offensive tackle, dê um fôlego para o setor como um todo. Linebacker é problema dadas as saídas de Joe Schobert e Christian Kirksey – embora Mack Wilson, calouro em 2019, inspire confiança dado seu final de temporada.  

AFC South: 

Houston Texans: EDGE, iDL, RB: J.J. Watt tem 31 anos e o time se livrou de Jadeveon Clowney por uma escolha de terceira rodada no ano passado. Entre as outras peripécias de Bill O'Brien, a troca por David Johnson, um running back bem longe de seu auge – assim, natural que o time tenha que pensar na posição. Outra saída sentida foi de D.J. Reader no miolo da linha, algo que precisa ser endereçado o quanto antes. 

Tennessee Titans: EDGE, CB, RB: O time perdeu Jurrell Casey no miolo e ele ajudava bastante no trabalho de pressionar o quarterback. Harold Landry foi grata surpresa no ano passado mas precisa de ajuda na posição de EDGE do outro lado da linha – não confio em Vic Beasley. O corpo de cornerbacks precisa de ajuda após a saída de Logan Ryan e seria interessante se precaver para potencial saída de Derrick Henry, que joga com a franchise tag em 2020. 

Indianapolis Colts: WR, CB, QB: Ajuda para Philip Rivers é medida de urgência – para além de TY Hilton o time tem o "mais ou menos" Zach Pascal e olhe lá. Falando nele, Rivers tem contrato de apenas um ano, então quarterback também pode ser listado como necessidade. Na defesa, mesmo com a chegada de Xavier Rhodes, não é como se ele ou T.J Carrie fossem certeza de nada no setor – até porque o 2019 de Rhodes foi pavoroso. 

Jacksonville Jaguars: iDL, EDGE, WR: O time precisa reforçar o miolo da linha, que preocupa porque tem apenas Abry Jones e a escolha de primeira rodada, Taven Bryan, que ainda não se pagou. Investimento no setor ao longo do recrutamento é pra lá de importante – ainda mais para ajudar Josh Allen, EDGE que vem para seu segundo ano após um sólido 2019. Falando nisso, com a saída de Calais Campbell e a iminente saída de Yannick Ngakoue por troca, sobrou praticamente só ele. No ataque, o corpo de recebedores tem peças jovens em D.J. Chark e Dede Westbrook, mas não são jogadores dominantes e novas peças seriam bem-vindas. 

AFC West: 

Denver Broncos: WR, OT, CB: Cortland Sutton é um sólido wide receiver, mas o time precisa de um alvo em profundidade para que o melhor do braço forte de Drew Lock seja extraído. A linha ofensiva é problemática há algum tempo e Garrett Bolles é um nome que dá calafrios no torcedor. Por fim, mesmo com a chegada de A.J. Bouye, o time ainda precisa de ajuda na secundária após a saída de Chris Harris Jr. 

Kansas City Chiefs: CB, LB, iOL: O subestimado Kendall Fuller saiu na free agency, voltando para o Washington Redskins. Então, mesmo com a renovação de Bashaud Breeland, ainda há carência no setor. Adicionalmente, o corpo de linebackers é talvez um dos mais frágeis da NFL e, embora a contenção terrestre tenha melhorado na metade final da temporada, ainda precisa de ajuda. Como terceira necessidade, o interior da linha ofensiva, que foi problema nos playoffs e que, a bem da verdade, preocupa desde a saída de Mitch Morse no ano passado. 

Los Angeles Chargers: QB, OT, WR: Tyrod Taylor não é opção para longo prazo na posição de quarterback. Chegando um novo nome (Justin Herbert ou quem for) também é necessário que o time enderece a linha ofensiva, que teve panes na temporada passada. A saída de Russell Okung, em troca com Carolina pelo sólido Trai Turner, é sentida mesmo que ele não seja um dos melhores nomes na posição de offensive tackle. Keenan Allen e Mike Williams são recebedores talentosos, mas se machucam muito e não há alternativa para além deles no elenco.

Las Vegas Raiders: WR, CB, S: A operação Antonio Brown foi um colapso impressionante e o time tem Tyrell Williams como opção no elenco de recebedores. Algo a mais é urgência aqui. Nos cornerbacks, o time desistiu de Gareon Conley, trocando-o para Houston – ainda, Daryl Worley saiu na free agency. Então, são duas fragilidades latentes. Na secundária, ainda há problemas na medida que Jeff. Heath, ex-Cowboys, não inspira confiança. 

NFC East: 

Dallas Cowboys: DB (Defensive Back como um todo, CB e S), EDGE, TE: Safety é necessidade crônica no time há algum tempo e ficou ainda maior com as perdas da última free agency – não acho que Haha Clinton-Dix seja alternativa, vide a quantidade enorme de times pelos quais ele passou nos últimos dois anos. Ainda, cornerback ficou como carência depois que o time não renovou com Byron Jones na free agency – além disso, EDGE é problema pelo mesmo motivo, dado a saída de Robert Quinn para os Bears. Adicionalmente, tight end é carência também – a ponto do time ter buscado Jason Witten da aposentadoria para 2019. Agora nem mesmo ele está no elenco em 2020. 

New York Giants: EDGE, OT, C: A situação de apressamento de passe da defesa dos Giants é gritante, não tem tipo ninguém para apressar o passe MESMO. Hoje, não há nenhum pass rusher puro no time – apenas titulares como linebackers ou jogadores de miolo de linha. Nas pontas da linha ofensiva, Nate Solder nem de perto justificou o caro contrato dado a ele pelos Giants. E o meio da linha também não passa perto de ser dos melhores. Spencer Pulley não é alternativa como center. Dados os problemas de fumbles de Daniel Jones, quarterback que liderou a NFL no quesito no ano passado, toda proteção se faz necessária. 

Philadelphia Eagles: WR, DB, LB: As lesões de DeSean Jackson e Alshon Jeffery dinamitaram as chances do Philadelphia Eagles na temporada passada – e, mesmo com eles saudáveis, o time precisa de alternativas ou, ao mínimo, um seguro na posição caso eles se machuquem novamente. Mesmo com a chegada de Darius Slay via troca com Detroit, o time precisa de mais ajuda na secundária – outro setor que sofreu com lesões nas últimas temporadas. Em terceiro lugar, coloco o corpo de linebackers, que é um problema crônico dos Eagles há algumas temporadas. Nesse setor, Nigel Bradham e Jordan Hicks não tiveram as saídas corretamente repostas. 

Washington Redskins: EDGE, OL, TE: Por mais que goste de Ryan Kerrigan, ele tem 31 anos e teve apenas 5.5 sacks em 2019. Com a segunda escolha geral do Draft e a possibilidade de ter Chase Young (Ohio State) é algo quase automático pensar nesse casamento. A linha ofensiva foi mal na temporada passada e a tendência é que o excelente offensive tackle Trent Williams seja trocado, então o setor precisa de reforço. Ainda, Jordan Reed foi cortado e o setor de tight ends precisa de peças de reposição. 

NFC North: 

Chicago Bears: I-OL, DB, S: A aposentadoria de Kyle Long deixou uma lacuna na linha ofensiva dos Bears. O mesmo pode ser dito sobre as dispensas de Prince Amukamara e HaHa Clinton-Dix na secundaria – considerando que o time enfrenta bons quarterbacks duas vezes por ano em Aaron Rodgers, Kirk Cousins e Matt Stafford, digamos que seria pra lá de importante se os Bears endereçassem o setor. 

Minnesota Vikings: CB, WR, OL: O time perdeu (ou deixou perder, como no caso de Xavier Rhodes) vários jogadores importantes no elenco de cornerback, então reposições se fazem necessárias. O mesmo vale para wide receiver depois da troca de Stefon Diggs para o Buffalo Bills. A linha ofensiva, que era problemática há duas temporadas, melhorou no ano passado – mas ainda tem espaço para melhora. 

Green Bay Packers: WR, LB, OT: No quarto final da carreira de Aaron Rodgers, ajuda se faz necessária no corpo de recebedores. O time tem Davante Adams e, fora ele, uma sequência de promessas. David Bakhtiari está em seu último ano de contrato, então seria interessante pensar numa alternativa caso o time não renove com ele – porque Brian Bulaga saiu, pra o Los Angeles Chargers. Na defesa, o corpo de linebackers teve a chegada de Christian Kirksey, ex-Browns – mas ele não é um jogador de elite na posição e os Packers sofreram muito em 2019 com um setor de linebackers frágil – vide a final da NFC contra os 49ers.

Detroit Lions: CB, DL, iOL: A saída do único bom cornerback do time, Darius Slay (v. Eagles acima), escancara ainda mais a necessidade no setor – que deve ser endereçada com o ótimo Jeff Okudah neste Draft. Para além de Trey Flowers, versátil e que é um operário do pass rush, não há muitas opções talentosas na linha defensiva – então tome mais um setor frágil. Por fim, a saída de Graham Glasnow deixa o meio da linha ofensiva exposta – é outro ponto que o time pode se ajudar no Draft 2020. 

NFC South: 

New Orleans Saints: ILB, WR, OL: Demario Davis fez um sólido 2020, mas para além dele não há muitas opções no corpo de linebackers – por favor nem comecem com Kiko Alonso, um dos jogadores mais superestimados da NFL. O corpo de recebedores teve a boa chegada de Emmanuel Sanders para a red zone, mas seria interessante contar com um slot receiver e há várias opções nesta classe. Ainda, já que há poucas necessidades no time, os Saints podem estocar linha ofensiva – nunca é demais apostar no setor, ainda mais com Drew Brees passando dos 40 anos. 

Atlanta Falcons: CB, iDL, EDGE: Há algum tempo os Falcons não tem bons nomes no corpo de cornerbacks e Isaiah Oliver é uma aposta – no lado oposto, o time conta com o fraco Jordan Miller. Então seria importante pensar com carinho em alguém para parear com Oliver. O meio da linha defensiva – ou mesmo EDGE – seria importante porque, na prática, ambos os setores contam apenas com um sólido nome; Respectivamente, Grady Jarrett e Dante Fowler Jr. Eles precisam de ajuda. 

Carolina Panthers: iDL, CB, LB: Neste momento, o titular dos Panthers no meio da linha defensiva é o desconhecido e frágil Woodrow Hamilton. Não dá para ir pra temporada com uma fragilidade dessas. Ainda, tivemos a saída de James Bradberry, que deixou o time sem um cornerback número um. Para piorar as coisas, outra saída: a aposentadoria inesperada de Luke Kuechly, que deixou a torcida dos Panthers órfã de um dos melhores jogadores da posição nesta década. 

Tampa Bay Buccaneers: OT, RB, iDL: Donovan Smith não compromete no lado esquerdo da linha, mas sabendo da (falta de) mobilidade de Tom Brady, todo reforço na linha ofensiva é pouco. Joe Haeg, que é mais guard do que tackle, é o titular no lado direito. Adicionalmente, o corpo de running backs precisa de ajuda na medida que Ronald Jones ainda não explodiu e Brady sempre contou com bons RBs recebedores – há alguns deles neste Draft para os Buccaneers pensarem com carinho. O meio da linha defensiva não é uma necessidade escancarada com a volta de Ndamukong Suh, mas o contrato dele é de apenas um ano. 

NFC West: 

Los Angeles Rams: ILB, EDGE, iOL: A saída de Cory Littleton, um dos melhores linebackers da NFL marcando o passe se pensarmos nas últimas duas temporadas, deixou uma lacuna enorme no setor. Então seria bom o time pensar com carinho em reposição. Clay Matthews III até fez um pouco de barulho na primeira metade da temporada 2019, mas os Rams fizeram certo em não trazê-lo de volta para 2020 – de toda forma, foi a saída de Dante Fowler Jr que será mais sentida, dado que na prática o time não tem nenhum sólido nome para apressar o quarterback adversário. Por fim, o setor que mais preocupa no ataque é o meio da linha ofensiva. Isso, aliás, não vem de hoje – já foi problema ano passado depois das saídas de Rodger Saffold e John Sullivan; 

Seattle Seahawks: EDGE, OT, WR: O time ainda não renovou e nem parece que o fará com Jadeveon Clowney – por quem trocou por uma escolha de terceira rodada antes da temporada 2019. Ainda, L.J. Collier passa longe de ter se pago como escolha de primeira rodada de 2019. Fica claro que há uma fragilidade no setor. Para além disso, o corpo de recebedores pode seguir sendo endereçado após a escolha de DK Metcalf no Draft do ano passado – para além dele e Tyler Lockett o time não tem muita coisa. Linha ofensiva voltou a ser problema no CenturyLink Field, porque não há a menor condição de Cedric Ogbuehi ser titular sólido como right tackle.

San Francisco 49ers: WR, iOL, CB: Não foi por acaso que Emmanuel Sanders chegou no meio da temporada passada. Agora, ele saiu –  e a lacuna no setor de recebedores volta a preocupar. Até pensando nisso, o time trocou DeForest Buckner sabendo que a linha defensiva tinha mais do que estoque para tanto – com a escolha dos Colts que veio por Buckner, vai endereçar a posição. O meio da linha ofensiva foi problema pontualmente no ano passado e Mike Person, que foi titular em 2019, não volta em 2020. Na defesa, o corpo de cornerbacks preocupa – para o lado oposto de Richard Sherman há potenciais problemas em Emmanuel Moseley e Ahkello Witherspoon

Arizona Cardinals. OT, WR, S: Depois que você consegue seu franchise quarterback, você procura proteção a ele. DJ Humphries não chega a comprometer, mas o time pode melhorar do lado esquerdo da linha ofensiva. No lado direito, Marcus Gilbert tem contrato de apenas um ano. O corpo de recebedores, amplamente endereçado no Draft do ano passado, não teve calouros impressionando tanto – e, sabendo que Larry Fitzgerald deve aposentar após 2020, seria interessante continuar pensando no setor, dado que constantemente o time joga com quatro recebedores em campo. Como terceira necessidade, listo safety para ter um complemento no fundo do campo – dado que Budda Baker joga mais no box. 

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Curti: Necessidades dos 32 times da NFL para o Draft

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Curti: Draft Simulado 1.0

Antony Curti
Antony Curti

Simulações de Draft são imperfeitas. Mas ao mesmo tempo, divertidas. É quase impossível acertar mais de 10 escolhas, mas a gente tenta mesmo assim. O exercício é importante porque ele é o grande exercício prático de intersecção entre as duas grandes áreas de cobertura do Draft da NFL: necessidades dos times com o valor dos prospectos. 

Claro, nem sempre os times escolhem puramente para preencher seus buracos – como veremos adiante no texto. Um bom exemplo é 2014, quando o New York Giants escolheu Odell Beckham Jr por ser o melhor jogador disponível no entendimento da diretoria do time. Em 2005, o Green Bay Packers escolheu Aaron Rodgers na 24ª escolha mesmo sabendo que ainda poderia contar com mais alguns anos do quarterback Brett Favre. Então, são três motivações básicas para um time: 

i) Necessidade no elenco 
ii) Antever necessidade futura no elenco 
iii) Melhor jogador disponível 

Usei as três para motivar as escolhas que você verá adiante. Ainda, fiz algumas trocas – o que obviamente vai diminuir ainda mais o índice de acerto. Como sempre: não é um exercício de futurologia, mas um exercício de presente – para, acima de tudo, falar sobre os prospectos e do que cada time precisa. Na semana que vem, postarei outro Draft Simulado aqui (Mock Draft) em sua versão final. Sem mais delongas, vambora. 

Nota: Atualmente, não se usa mais DE/OLB, preferindo-se a nomenclatura EDGE (ponta) para jogadores que prioritariamente pressionam o quarterback. As defesas da NFL praticamente não jogam mais com 4-3 e 3-4 como base, usando a formação nickel (5 defensive backs) em mais de 50% dos snaps. Daí, LB, EDGE e iDL (interior defensive lineman) fazer mais sentido em 2020.

Burrow, Tua Tagovailoa e Chase Young
Burrow, Tua Tagovailoa e Chase Young Getty Images

1- Cincinnati Bengals: Joe Burrow, QB, LSU

Sem nenhuma dúvida que a escolha será esta. Os Bengals encerraram a Era Andy Dalton a ponto de ter colocado a outrora escolha de segunda rodada no banco. Na última vez que os Bengals escolheram um quarterback na primeira rodada, aliás, também foi com a primeira escolha geral – 2003, com Carson Palmer. Agora, o time investe naquele que, a meu ver, é o quarterback com maior piso desta classe, Joe Burrow. Foram 60 TDs ano passado, o título nacional e uma postura no pocket que lembra muito Tony Romo. 

2- Washington Redskins: Chase Young, EDGE, Ohio State

O melhor prospecto da classe vai para Washington. Young é pronto e mais um jogador vindo da "fábrica" de apressadores de passe que Ohio State virou. Tal como Nick Bosa, que por acaso fora escolha número 2 do Draft do ano passado, Chase Young chega com potencial de contribuir desde o primeiro dia e está pronto em vários aspectos – trabalho de mãos, contenção terrestre e muito mais. O time tem um Ryan Kerrigan que vem de temporada com 5.5 sacks e que tem 31 anos. No brainer aqui. 

3- TROCA; Miami Dolphins via Detroit Lions: Tua Tagovailoa, QB, Alabama

Os Dolphins têm munição demais no Draft para ficarem esperando sentados aqui. Trocam para a escolha 3 para concretizar o que é há tempos é plano do dono do time, Stephen Ross. As primeiras menções de Ross a Tagovailoa datam de mais de um ano e meio, para se ter ideia. Tua recupera-se de lesão no quadril mas pelo o que podemos ver em vídeos que ele postou recentemente, a recuperação está em pleno curso. Miami não vai deixar passar a chance de ter um potencial Drew Brees canhoto depois que no meio da década passada... Perdeu a chance de contratar um Drew Brees que também vinha de lesão. 

4- New York Giants: Isaiah Simmons, LB, Clemson

A defesa do New York Giants tem um monte de buracos e mesmo com a contratação de Blake Martinez ainda pode melhorar no miolo. A boa notícia é que a escolha de Simmons não melhora apenas esse setor: ele já alinhou em várias posições na defesa, de nickelback a safety. Simmons pode inclusive ser usado em blitzes inteligentes – como o New England Patriots fez muito com seus LBs. Considerando que Joe Judge, novo head coach do time, vem justamente de lá... Faz sentido aqui a escolha de Isaiah.

5- Detroit Lions via Miami Dolphins: Jeff Okudah, CB,  Ohio State

Descer no Draft faz todo sentido do mundo para o Detroit Lions. Seja com Miami na 5 ou com os Chargers na 6. Isso porque a chance de Jeff Okudah estar disponível nessas duas escolhas é gigante. O time não "se livrou" de Darius Slay a toa, o fez porque sabia que poderia pegar Okudah no topo do Draft. Prospecto pronto, Okudah tem velocidade, técnica e altura para ser um CB1 na NFL desde o primeiro dia. Matt Patricia precisa disso para emular ainda mais a defesa dos Patriots – algo como um Stephon Gilmore que faltava, leia essa escolha dessa forma. 

6- Los Angeles Chargers: Justin Herbert, QB, Oregon

Com a saída de Philip Rivers, abriu-se uma lacuna na posição de quarterback. Tyrod Taylor lá está como quarterback-ponte tal como fora no Cleveland Browns para Baker Mayfield. Aqui, o será para Herbert, o terceiro melhor prospecto na classe na posição de quarterback. Herbert ainda precisa melhorar sua consistência e há temores sobre sua capacidade de liderança, mas vejo este ponto como infundado. 

7- Carolina Panthers: Derrick Brown, iDL, Auburn

Há muitas lacunas na defesa dos Panthers e esses problemas só aumentaram com a aposentadoria de Luke Kuechly e a saída e James Bradberry na secundária. Mas o miolo da linha há muito é problema e Brown, embora não transforme a defesa (nenhum iDL o faz de imediato) pode ajudar. Sobretudo porque o prospecto de Auburn tem capacidade de alinhar em várias techs (posições) diferentes com a mão no chão. 

8- Arizona Cardinals: Tristan Wirfs, OT, Iowa

Primeiro offensive tackle saindo do board. Os Cardinals escolheram seu franchise quarterback no ano passado com a primeira escolha geral/Kyler Murray. Agora vem a proteção a ele. Marcus Gilbert tem contrato de um ano no lado direito e DJ Humphries não é um jogador de elite na posição. Wirfs é atlético para o sistema de Kliff Kingsbury e seria uma melhora em relação a Humphries. 

9- Jacksonville Jaguars: CJ Henderson, CB, Florida

É virtualmente impossível que não tenhamos Henderson saindo alto no board. Embora ele seja cru em alguns aspectos e falte-lhe vontade de tacklear, é um jogador extremamente atlético. Os Jaguars viram isso de perto, dado que os Gators têm seu campus ali perto. Jacksonville precisa de reforços na secundária após trocar Jalen Ramsey e AJ Bouye. Não comparo Henderson a Ramsey porque este veio muito mais pronto de Florida State, mas o atleticismo é semelhante. 

10- Cleveland Browns: Andrew Thomas, OT, Georgia

Os Browns contrataram Jack Conklin para o lado direito da linha mas ainda precisam de ajuda no lado esquerdo – daí Andrew Thomas, offensive tackle muito forte e que pode contribuir com bloqueios de força no jogo terrestre. Essa justamente deve ser a base do playbook de Kevin Stefanski para 2020, dado seu histórico ano passado chamando as jogadas em Minnesota. Fit instantâneo aqui. 

11- New York Jets: Mekhi Becton, OT, Louisville

Sam Darnold precisa de proteção – ainda mais considerando seu crônico problema com fumbles. Becton é gigante – mas, em contrapartida tem um piso de produção menor em relação aos outros prospectos da classe, sobretudo em sua técnica. Adicionalmente, os Jets podem escolher um wide receiver nesta posição, dada a carência do time no setor. 

12- Las Vegas Raiders: CeeDee Lamb, WR, Oklahoma

Falando em wide receivers, vamos tirar um do board agora mesmo. A escolha dos Jets, inclusive, deve ser gatilho para a posição em uma das classes mais talentosas nos últimos 10 anos e certamente a mais talentosa desde 2015. CeeDee Lamb é meu prospecto principal entre os wide receivers e seu potencial de big play e jardas após a recepção é essencial no sistema de passes curtos de Jon Gruden. O time conta apenas com Tyrell Williams de nome razoável na posição. 

13- San Francisco 49ers (via Indianapolis Colts/DeForest Buckner): Jerry Jeudy, WR, Alabama

San Francisco não trocou Buckner a toa. O fez para buscar um wide receiver e ajudar Jimmy Garoppolo naquele que será apenas seu segundo ano como titular. Jeudy é o melhor corredor de rotas da classe e é um absurdo em jardas após a recepção – justamente a base do sistema West Coast/Zone Blocking de Kyle Shanahan. As defesa marcando o lado forte da linha com George Kittle e Jeudy será a mais nova edição da franquia Missão Impossível. 

14- Tampa Bay Buccaneers: Jedrick Wills, OT, Alabama

Cenário mais do que ideal para o Tampa Bay Buccaneers. O time precisa de ajuda na linha ofensiva, sem dúvidas o setor mais frágil do ataque – nem comecem com a ideia de draftar running back aqui porque o time pode fazer isso depois e a classe tem bons nomes para receber passes de Tom Brady. No caso, o cenário é ideal porque a posição de right tackle é mais frágil no time do que a de left tackle. Assim, considerando que Wills foi RT em Alabama por bastante tempo, o fit é mais do que adequado. Para mim, o melhor offensive tackle da classe – que acabou caindo nesta simulação pela falta de experiência no lado esquerdo da linha, mais valioso pensando em Draft.

15- TROCA - Dallas Cowboys via Denver Broncos: K'Lavon Chaisson, EDGE, LSU

Dallas tem DeMarcus Lawrence mas perdeu Robert Quinn para a free agency e Aldon Smith é, no momento, mais aposta do que qualquer outra coisa. Assim, o time sobe e aperta o gatilho de troca aqui pelo segundo EDGE/pass rusher da classe, para evitar que os Falcons lhe peguem e Dallas fique com as mãos abanando. Eu sei que secundária também é necessidade, mas com dois bons EDGEs a defesa é muito ajudada pela pressão ao quarterback e pode ser a ideia dos Cowboys. Chaisson ainda precisa de refino em vários aspectos, mas a velocidade e o contorno de arco que podem gerar muitos sacks estão ali – minha comparação é com o EDGE Josh Allen, de protótipo físico semelhante e que fora escolha top 10 pelos Jaguars ano passado. 

16- Atlanta Falcons: Javon Kinlaw, iDL, South Carolina

Seria uma escolha e tanto para Atlanta. Menos badalado que Derrick Thomas, Kinlaw projeta-se com teto de produção maior, a meu ver. Ainda, tem piso maior de produção no apressamento de quarterback, coisa que Atlanta precisa para ontem. Os Falcons tiveram como grande problema o ano passado as duas linhas. A ofensiva já foi endereçada no Draft do ano passado, agora é a vez da defensiva. 

17- Denver Broncos via Dallas Cowboys: Henry Ruggs, WR, Alabama

O recebedor Cortland Sutton terminou bem a temporada de 2019 e o mesmo pode ser dito de Drew Lock, que agora vem para seu segundo ano como quarterback na NFL. Ainda falta, porém, um alvo para esticar a defesa adversária e, por que não, usar a força do braço de Lock. É justamente o que temos em Henry Ruggs, o wide receiver mais rápido da classe de 2020. Isso casa perfeitamente com o sistema de Pat Shurmur e o impacto de Ruggs deve ser imediato. 

18- Miami Dolphins (via Pittsburgh/Minkah Fitzpatrick):  Grant Delpit, S, LSU

Miami contratou o ótimo cornerback Byron Jones na free agency e agora endereça o fundo do campo com Grant Delpit. Esse fundo do campo ainda é frágil, contando com Eric Rowe e Adrian Colbert como safeties de acordo com o plantel do site Ourlads. Assim, nada mais natural que o time invista uma escolha de primeira rodada com um safety. Embora tenha problemas em tacklear, Delpit projeta-se como melhor safety cobrindo o fundo do campo e também pode ser usado para marcar o slot. 

19- Las Vegas Raiders (via Chicago Bears/Khalil Mack): Jeff Gladney, CB, TCU

Os Raiders precisam de ajuda no setor e, a bem da verdade, secundária nunca é demais para uma equipe que enfrenta Pat Mahomes duas vezes por temporada. Gladney é um sólido cornerback em marcação individual e grata surpresa de TCU no ano passado – seu piso de produção no sistema homem-a-homem- permite que Jon Gruden lhe coloque como titular já no Ano 1, coisa que Las Vegas precisa urgentemente. 

20- Jacksonville Jaguars (via Los Angeles Rams/Jalen Ramsey): Neville Gallimore, iDL, Oklahoma

Os Jaguars endereçaram a ponta da linha com Josh Allen no ano passado e precisam seguir na reposição defensiva após o desmonte que a unidade sofreu no ano passado. Gallimore seria um reach aqui, porque não o projeto como valor de primeira rodada. De toda forma, sua capacidade de colapsar o pocket por dentro pode ser vital para ajudar essa unidade a pressionar o quarteback, então a escolha é válida aqui.

21- Philadelphia Eagles: Justin Jefferson, WR, LSU

Num mundo mágico, teríamos DeSean Jackson em profundidade, Alshon Jeffery como flanker e Justin Jefferson no slot. Isso é, se os dois primeiros ficarem saudáveis, coisa que foi um tremendo problema na Philadelphia no ano passado. Jefferson é o melhor slot da classe e poderia jogar no lugar de Jeffery caso ele se machuque – então é uma escolha que vale quase como duas. Com esses três jogando todos os jogos e mais Carson Wentz sem se machucar e Zach Ertz no meio do campo, os Eagles podem produzir uma chuva de pontos tal como fizeram em 2017. O problema são esses "se". 

22- Minnesota Vikings: Denzel Mims, WR, Baylor

Com a saída de Stefon Diggs, ficou uma lacuna no time; Mims chega para repor essa saída e, embora não seja um wide receiver idêntico a Stefon, pode produzir em bolas contestadas e na red zone. Ainda precisa de refino na árvore de rotas mas não vejo isso como problema para agora, considerando que do outro lado da formação há Adam Thielen, um dos melhores da NFL no quesito. Mims pode ser usado para complementar isso. 

23- New England Patriots: Jordan Love, QB, Utah State

Acho muito, muito difícil que o New England vá para a temporada regular apenas com Brian Hoyer e Jarrett Stidham como quarterbacks. Primeiro porque os times raramente têm apenas dois quarterbacks para o training camp. Segundo porque os dois não tem teto alto de produção – o contrário de Love. Ele ainda tem problemas com interceptações, mas pode ser lapidado nesse sentido. Seu teto é imenso, com braço forte e mobilidade – duas coisas que Bill Belichick sempre admirou e nunca deixou de elogiar em anos anteriores e que teve em Vinny Testaverde, o primeiro quarterback que buscou em sua carreira, ainda em 1993 no Cleveland Browns. Agora, ele terá um quarterback assim no New England Patriots. 

24- New Orleans Saints: Kenneth Murray, ILB, Oklahoma

Os Saints com certeza absoluta estão em "Modo Vencer Agora". Com isso, a tendência é que o time vá atrás de estancar uma carência. No caso, o setor de linebackers, que só conta com Demario Davis como acima da média – e que é free agent após 2020. Murray ainda precisa arrumar alguns pontos em seu jogo, como a marcação ao passe e a leitura. Mas seu potencial como playmaker, pensando num time que quer ganhar agora ao final da carreira de Drew Brees, é vital aqui.

25- Minnesota Vikings (via Buffalo Bills/Stefon Diggs): Jaylon Johnson, CB, Utah

O corpo de cornerbacks dos Vikings silenciosamente foi ficando deteriorado nas últimas temporadas e beira o desespero.  No momento, o time tem duas apostas no setor: Nate Meadors e Mike Hughes. O primeiro não foi draftado e o segundo, escolha de primeira rodada em 2018, tem suas inconsistências e apanha de wide receivers mais físicos. Ajuda para o setor é necessária, até porque na secundária a equipe tem uma das melhores duplas de safeties da NFL em Anthony Harris e Harrison Smith. Com dois bons safeties, o time pode arriscar num cornerback agressivo – é o caso de Johnson. 

26- Detroit Lions (via Miami Dolphins): AJ Epenesa, EDGE, Iowa

Reach aqui a meu ver, mas Detroit precisa de ajuda no apressamento de passe. Trey Flowers, por mais completo que seja, não consegue sacks sozinho – daí a necessidade. Epenesa teve boa produção em Iowa nas duas últimas temporadas e tem bastante disciplina contra o jogo terrestre, algo que Matt Patricia valoriza desde a época de New England. 

27- Seattle Seahawks: Yetur Gross-Matos, EDGE, Penn State

Seattle ainda não renovou com Jadeveon Clowney e, sinceramente, nem parece que o fará. Embora o time já tenha draftado um EDGE no ano passado, foi uma escolha sem pé nem cabeça – L.J. Collier não era prospecto de primeira rodada e não fez jus a isso. Gross-Matos é reach aqui, mas sua habilidade de pressionar o quarterback adversário com contorno de arco (bend) impressiona e pode ser o suficiente para os Seahawks nessa posição. 

28- Baltimore Ravens: Jonah Jackson, iOL, Ohio State

A aposentadoria de Marshal Yanda deixa uma carência enorme no coração de quem gosta de um bom guard, mas a linha ofensiva dos Ravens pode ter uma excelente peça de reposição aqui. Jackson é o melhor interior offensive lineman numa classe carente na posição. Sua habilidade de bloquear no segundo nível pode cair como uma luva para aquele que foi o melhor ataque terrestre da NFL. 

29- Tennessee Titans: Jonathan Taylor, RB, Wisconsin

Quando o time já tinha DeMarco Murray, escolheu Derrick Henry. Agora, com Henry jogando com franchise tag, o time pode escolher um RB da mesma forma – no caso, ainda tendo a opção de quinto ano de contrato por ser escolha de primeira rodada. Taylor é o melhor running back da classe e, embora tenha tido problemas com fumbles na carreira, é um corredor físico que faz sentido no sistema de Tennessee. 

30- Green Bay Packers: Tee Higgins, WR, Clemson

Ajuda para Aaron Rodgers é necessária, dado que para além de Davante Adams o time contou com projetos de wide receivers em 2019. Higgins pode funcionar muito bem no sistema de Green Bay, tendo mãos firmes e sendo um alvo importante na red zone dado sua impulsão de jogador de basquete. Com um quarterback preciso como Rodgers, projeta-se com impacto imediato na NFL. 

31- San Francisco 49ers: Cesar Ruiz, iOL, Michigan

Fiquei em sérias dúvidas em apostar que San Francisco iria de cornerback aqui para jogar no lado oposto de Richard Sherman, mas ainda há possibilidade do time endereçar a posição na segunda rodada fazendo troca para cima. A classe de jogadores de interior da linha ofensiva é mais rasa e precisa ser endereçada antes. Assim, os 49ers o fazem com Cesar Ruiz, jogador que vai bem na proteção ao passe e que ainda precisa de refino no jogo terrestre – mas, sendo treinado por Kyle Shanahan e sendo ágil, isso não será problema em termos de lapidação. Os 49ers tiveram baixas no meio da linha e é importante que ela siga com talentos para que o sistema inside zone de Shanahan siga rodando sem problemas.

32- TROCA: New York Giants via Kansas City Chiefs: Josh Jones, OT, Houston. 

Proteção para Daniel Jones. Com vários cornerbacks ainda disponíveis na segunda rodada, os Chiefs descem e os Giants sobem para garantir um calouro que tenha opção de quinto ano – como acontece com todos da primeira rodada. Josh Jones é um offensive tackle sob o radar e é versátil para jogar em vários pontos da linha – coisa que pode precisar fazer em sua primeira temporada, dada fragilidade do setor em Nova York. Projeto ele nos Giants por conta de sua boa habilidade nos bloqueios em segundo nível e por ter piso alto nos bloqueios terrestres, coisa que é importante para David Gettleman e para quem tem Saquon Barkley no backfield. 

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As barganhas e as farsas que marcam a história do draft da NFL

Antony Curti
Antony Curti

O Draft de 2020 da NFL acontece entre 23 e 25 de abril. E para preparar o fã do esporte, o Blog relembrou os maiores steals e busts da história do recrutamento. Assista!

STEALS


BUSTS

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Curti: Drew Brees fora da lista dos melhores da década – subestimado de novo?

Antony Curti
Antony Curti
Drew Brees
Drew Brees Getty

O fato de Drew Brees estar de fora da seleção dos 100 anos de NFL foi algo que revoltou muitos fãs do quarterback e do New Orleans Saints. Eram 10 nomes e, para o azar de Brees, há algumas vagas cativas para lendas dos 50 primeiros anos da liga – como Sammy Baugh e Johnny Unitas. Para o duplo azar do camisa 9, seus contemporâneos – Tom Brady e Peyton Manning – são reputados como quarterbacks melhores. 

Azar ou não, Brees ficou de fora mesmo sendo o dono de vários recordes individuais do esporte. Mais jardas passadas, mais passes completos, mais touchdowns na carreira: todos os recordes são dele. Então por que a ausência? Azar ou Brees é subestimado?

Nesta semana, novamente o tema voltou à pauta com a eleição dos melhores jogadores da década de 2010 – que, para os americanos, compreende da temporada 2010 à temporada 2019. São apenas dois quarterbacks na lista. Não bastasse isso, o corte temporal, por si, dificultou a vida do quarterback dos Saints: seu único título, embora tenha vindo em fevereiro de 2010, foi na temporada 2009 – e a década anterior é inquestionavelmente de Tom Brady e Peyton Manning. 

Na lista, Tom Brady e Aaron Rodgers. Não há dúvidas que Brady pertence a essa lista – seja pela produção lá atrás, seja pelo MVP em 2017 ou pela enorme e sem precedentes quantidades de títulos de Conferência e de Super Bowl. Ficou, porém, a dúvida: Rodgers no lugar de Brees? Afinal, Brees foi campeão em 2009 e na temporada 2018 brigou pelo MVP com Pat Mahomes – enquanto os últimos três anos de Aaron Rodgers foram bem aquém de sua primeira metade de década. Fez sentido? 

Fez. Rodgers foi campeão nesta década – como disse, o corte temporal não ajudou Brees – e seu auge foi insano. A primeira metade da década do camisa 12 dos Packers foi impecável, tendo algumas das melhores temporadas que já vi de um quarterback na história da liga. É discutível, claro, mas parece ser a impressão geral das pessoas. Fiz uma enquete no twitter e Brady vence com esmagadora vantagem. Rodgers ficou em segundo – com o dobro de votos de Brees. 


A pergunta do título deste texto é difícil, porque tem resposta maleável. Acho, sim, Drew Brees um quarterback subestimado – está na minha lista de 10 melhores quarterbacks da história. Mas não estaria entre os dois melhores da década de 2000 e 2010. Intrigante, não? Pois é. Pensando nisso, tentei estender a discussão para outros esportes. 

Talvez Drew Brees tenha aura parecida com Alain Prost, na Fórmula 1. Você raramente vê o tetracampeão mundial em discussões de melhor da história – geralmente polarizadas entre Ayrton Senna e Michael Schumacher. Mas Prost sempre estava ali, com consistência, pontuando, fazendo o necessário para chegar ao pódio. Ele não faria uma loucura como a volta de Senna em Donington Park/1993 (talvez equiparada à temporada 2011 de Rodgers ou às suas hail maries), mas tava sempre ali na briga. 

Outra semelhança existe na NBA. Conversei nesta semana com o Guilherme Giovannoni, nosso comentarista de NBA, e ele mencionou sobre Tim Duncan. Cinco vezes campeão, Duncan jogou num mercado consumidor pequeno – San Antonio – e por várias vezes é esquecido mesmo sendo tantas vezes campeão e inclusive tendo sido MVP da liga e de NBA Finals. San Antonio para a NBA é um mercado consumidor pequeno tanto quanto New Orleans para a NFL. 

No final das contas, o fato é que, por vezes, nomes acabam ficando esquecidos pelo caminho – os recordes às vezes falam menos do que jogadas de impacto, títulos ou picos de produção. Isso acaba se refletindo em listas. Mas, sendo sincero, neste caso – embora haja possibilidade de discussão – o resultado foi acertado. Daqui 50 anos eu provavelmente diria "Aaron Rodgers e Tom Brady" quando me perguntarem para citar quarterbacks que jogaram na década de 2010. Isso, porém, não tira o brilhantismo de Drew Brees – é sempre importante frisar isso. E espero que este texto tenha servido para tal. 

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Curti: Drew Brees fora da lista dos melhores da década – subestimado de novo?

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MLB pode voltar temporada em maio numa "bolha" no Arizona

Antony Curti
Antony Curti
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Não há qualquer previsão para que esportes voltem aos estádios nos Estados Unidos – ou às arenas. As temporadas da NBA e da NHL correm sérios riscos até de serem canceladas. A da MLB, com os 162 jogos, também corre risco. Com um agravante: sequer começou e quando as atividades foram interrompidas, os jogadores estavam em pré-temporada. 

Pois é justamente daí que as coisas podem voltar – e também, justamente "dali". Parte da pré-temporada do beisebol é conduzida no Arizona e parte na Flórida. E o Arizona pode ser o destino da "bolha" que a liga estaria planejando em criar para, em certa medida, voltar às suas atividades. O repórter da ESPN americana Jeff Passan reporta nesse sentido. "A Major League Baseball e seus jogadores estão cada vez mais focados num plano que poderia fazer com que a temporada começasse em maio e têm apoio de várias autoridades federais de saúde, as quais acreditam que a liga pode operar de maneira segura em meio à pandemia de COVID-19",  disse Passan. 

Em resumo, o plano seria o seguinte:

i) Levar os 30 times e seus atletas – sem fãs – para a região metropolitana de Phoenix e jogar em estádios nessa região, incluindo o Chase Field (do Arizona Diamondbacks). Jogadores, comissão técnica e pessoal essencial ao funcionamento da liga seriam mantidos em hotéis da região onde viveriam com isolamento. Sairiam de lá apenas para os jogos. Ou seja, como se fosse uma bolha. 

ii) Implementação de uma zona de strike eletrônica que permitiria ao umpire do home plate manter distância do catcher e do rebatedor

iii) Não haveria visitas ao montinho nem pelo catcher e nem de qualquer técnico. 

iv) Jogos duplos com sete entradas em vez das tradicionais nove – e, caso o plano já seja colocado em prática, permitiria à temporada o normal de 162 jogos

v) Uso de jogadores microfonados como um "bônus" para a cobertura televisiva. 

vi) Em vez de um dugout, os jogadores ficariam a uma distância maior entre si e do campo, sentando na arquibancada (que, por óbvio, estaria vazia).

A Major League Baseball não se manifestou confirmando nem negando a proposta. "A MLB não decidiu sobre uma opção ou plano", diz o comunicado oficial. De toda forma, a liga assumiu que existe possibilidade de um plano para o desenrolar da temporada ao mesmo tempo que a segurança e saúde de atletas, comissão técnica e todos os envolvidos com o beisebol seja a prioridade. "A MLB vem ativamente considerando vários planos que permitiriam o início dos jogos assim que a situação de saúde pública assim o permita. Vamos seguir interagindo regularmente com o governo e autoridades de saúde mas não procuramos aprovação de nenhum plano a autoridades locais, estaduais ou federais, tampouco ao Sindicato de Jogadores", completou o comunicado. 

Nesta semana e na próxima devemos ter novidades sobre o assunto. Uma grande vantagem do beisebol em relação à NBA e à NHL é que, tirando o home plate e quando os jogadores estão em base, praticamente não há proximidade entre os atletas. Em contraste, no hóquei no gelo e no basquete há colisões e contatos muito mais frequentes. Em meio à pandemia, é algo que as autoridades se preocupariam. 

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Programação ESPN: Reprises de NFL, NBA e NHL para você curtir (07 a 10 de abril)

Antony Curti
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Como não há eventos ao vivo rolando no mundo dos esportes – com exceção praticamente ao Campeonato de Futebol de Belarus – as reprises de clássicos voltaram à programação dos canais ESPN. Como trabalho com esportes americanos, vou focar aqui em alguns exemplos para esta semana, de 7 de abril a 10 de abril. Mas, lembrando, tem muita coisa legal da Premier League rolando nos finais de semana. Mas não só: temos várias lutas clássicas de boxe – Holyfield, Tyson, Foreman – sendo reprisadas ao longo da programação.

Também lembrando, o ESPN League está de volta em sua versão home office, o #LeagueDeCasa, às segundas e sextas de noite. 

Sem enrolar mais, vamos ao que você pode assistir nesta semana dos esportes americanos em reprises especiais. Colocarei aqui a primeira exibição – para reprises das reprises, cheque nosso site de programação.

Terça, 07 de abril, 20h: Jogo 3 da Stanley Cup de 2019, Boston Bruins x St. Louis Blues: Depois da derrota na prorrogação, no Jogo 2, os Bruins foram a St. Louis com a obrigação de recuperar a moral. Rapidamente no primeiro período foi o que aconteceu, com três gols de Boston. A partida contou com grande atuação e Tuukka Rask, goleiro dos Bruins que fez formidável pós-temporada no ano passado.

Quarta, 08 de abril, 20h: NBA Finals de 2013, Jogo 5 de Miami Heat x San Antonio Spurs: O segundo título de LeBron James pelo Miami Heat não veio tão fácil como aparenta anos depois. O Jogo 5 foi o soluço, com os Spurs tomando frente à série. Foi uma partida especial de San Antonio, sobretudo chutando do perímetro. Tony Parker liderou o time com 26 pontos e o gatilho de Danny Green estava afiado, tendo 24 pontos – com seis cestas de três. LeBron James e Dwyane Wade até tiveram bons números, mas o absurdo de 60% de aproveitamento nos arremessos de quadra pelos Spurs foram demais para serem contidos. 

Quinta, 09 de abril, 20h: Baltimore Ravens x Seattle Seahawks, temporada 2019 da NFL: A caminhada de MVP de Lamar Jackson tomou contornos mais plausíveis nesta partida – contra o então favorito para o prêmio, Russell Wilson. Os Ravens tinham campanha de 4-2 mas as duas últimas vitórias haviam sido contra times mais fracos – o pedestre Cincinnati Bengals e um Pittsburgh Steelers na prática sem quarterback. Da mesma forma que o chute de três de Ray Allen definiu a partida abaixo, o mesmo pode ser dito de uma icônica quarta descida de Lamar neste jogo. 

Sexta, 10 de abril, 20h: NBA Finals de 2013, Jogo 6 de Miami Heat x San Antonio Spurs: Não vou dar nenhuma sinopse nem spoilers. Assista. Basta um nome aqui: Ray Allen. 

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Brady e Russell Wilson doarão milhões de refeições à caridade para alívio dos efeitos da COVID-19

Antony Curti
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Tom Brady, New England Patriots
Tom Brady, New England Patriots Getty

A comunidade de atletas da NFL segue sendo protagonista de notícias muito especiais em meio a tantas ruins que estamos vivendo neste primeiro semestre de 2020. O quarterback do Tampa Bay Buccaneers, Tom Brady (ainda estou me acostumando a dizer isso), anunciou em sua conta do twitter que doará refeições à iniciativa "Meals Up" – iniciada pela empresa aérea Wheels Up. "Orgulhoso de me juntar à Wheels Up para sua iniciativa de fornecer 10 milhões de refeições à @FeedingAmerica". 

Brady não é o primeiro e certamente não será o último a ajudar de alguma forma. Anteriormente, Russell Wilson e a cantora Ciara, sua esposa, também se comprometeram à causa. "A realidade é que muitas pessoas estão passando por momentos difíceis e todos nós estamos passando por algo duro de certa forma", disse Wilson. "Pessoas perderão seus empregos, eu fico pensando sobre jovens e crianças ao redor do país que podem não ter uma mãe ou pai, ou cujas famílias não estão na melhor situação financeira, eles precisarão de alimentos", completou o quarterback do Seattle Seahawks. 

Tom Brady aluga mansão de lenda da MLB em Tampa Bay: veja como é sua nova casa

A organização distribuiu 4.2 bilhões de refeições em 2019 e vem lutando contra a fome nos EUA por 40 anos – cerca de 40 milhões de pessoas são ajudadas pela #FeedingAmerica a cada ano. "O Feeding America é um ótimo programa. Desde 1979, são 40 anos fazendo o bem para o mundo e tentando fazer a diferença. Então decidimos [Wilson e Ciara] doar um milhão de refeições para fazer ainda mais [essa] diferença", completou Wilson. 

Russell Wilson
Russell Wilson Getty Images

Outros atletas da NFL seguem o mesmo caminho. O running back do Carolina Panthers, Christian McCaffrey, lançou o programa "22 e você", para ajudar pessoas que trabalham no ramo da saúde na Carolina do Norte e Carolina do Sul. "Estou movido pelos esforços heróicos e altruístas que trabalhadores do ramo de saúde estão fazendo pelas Carolinas e além". Adam Thielen, recebedor do Minnesota Vikings, doou 75 mil dólares a organizações focadas em ajudar jovens e famílias carentes no Estado de Minnesota. Ainda, Drew Brees e sua esposa doaram 5 milhões de dólares para o Estado da Louisiana nos esforços contra a doença. 

Há sempre notícias ruins na imprensa quanto a jogadores da NFL que acabam se envolvendo em notícias ruins, como dirigir embriagado ou terríveis casos de violência doméstica. Mas, ao mesmo tempo, é importante que também divulguemos notícias como essas. Mesmo que não deem a mesma quantidade de views ou cliques, podem acabar inspirando mais pessoas a fazer o bem e, principalmente, mostrar que há vários atletas engajados em causas sociais importantes – ainda mais em momentos como estes. 

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Em meio à COVID-19, jogos da MLB em Londres são cancelados

Antony Curti
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Acordamos com a péssima notícia de que Wimbledon, um dos quatro grande slams da temporada do tênis, foi cancelado em 2020. O cancelamento nas quadras de grama da Inglaterra juntam-se a outros torneios e competições que não terão sua realização neste ano: o torneio universitário de basquete (March Madness), a Eurocopa, a Copa América e os Jogos Olímpicos de Tóquio são alguns dos exemplos de eventos que poderemos esperar apenas em 2021. 

Ainda nesta quarta, outra notícia para começar mal o mês de abril. Os adiamentos da temporada da MLB atingiram a série anual que a liga planejava em Londres. Com o aumento dos óbitos na Inglaterra e o cancelamento de Wimbledon – que ocorre mais ou menos na mesma época – era inevitável. Seria a segunda edição da série londrina – a primeira, ano passado, foi um sucesso e colocou New York Yankees e Boston Red Sox enfrentando-se no estádio do West Ham, outrora estádio olímpico de Londres 2012. 

Neste ano, teríamos St. Louis Cardinals vs Chicago Cubs – também uma rivalidade, tal como Yankees e Red Sox. "Estamos enfrentando uma situação sem precedentes e nada é mais importante que a saúde e segurança de nossos atletas, colaboradores e fãs", anunciou a MLB. "Mandamos nossos melhores votos aos indivíduos e comunidades que foram impactadas pela COVID-19".

A série seria realizada em 13 e 14 de junho deste ano e seu cancelamento é mais um baque no calendário do beisebol. A pré-temporada (Spring Training) foi interrompida no meio do mês passado e a abertura da temporada (Opening Day) já era para ter acontecido na quinta passada. Com a proibição de eventos esportivos e de grande porte, a temporada da MLB foi suspensa ainda e ainda não se sabe quando poderá começar. 

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Curti: Documentários para ver no Watch ESPN (Parte 3)

Antony Curti
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Boa parte das pessoas está em casa podendo fazer suas próprias rotinas em home office e, em finais de semana, saídas para bares, restaurantes e cinemas não fazem parte dessa nossa realidade momentânea. Assim, o entretenimento sob demanda com filmes e séries por streaming acabam sendo nossa válvula de escape. 

Para além desses conteúdos, temos muito conteúdo disponível no Watch ESPN na aba sob demanda, o ESPN Play. Há vários documentários de esportes americanos, todos legendados e que você pode acessar clicando aqui – basta fazer login com sua operadora. Então, sem mais delongas, comecemos a curadoria em uma série de posts que farei com algumas sugestões. 

Clique aqui para a parte 1

Clique aqui para a parte 2

1- Four Days in October (Quatro Dias em Outubro)

A maior rivalidade do beisebol, se bobear dos esportes americanos, é New York Yankees vs Boston Red Sox. Embora a maré tenha virado na última década – os Yankees não são campeões da World Series desde 2009 e os Red Sox já venceram o título em mais de uma oportunidade desde então – em 2004 a situação era completamente unilateral para Nova York: Boston não vencia um título há 86 anos, a segunda maior seca dos esportes americanos, só atrás do Chicago Cubs. 

Unilateral também estava sendo aquela Série Final da Liga Americana (ALCS): os Yankees abriram 3-0 e estavam a um jogo de voltar à World Series. A missão de Boston era árdua: além de passar por cima de um rival que estava com muito mais moral, nenhum time na história da Major League Baseball havia superado um déficit de 3-0 numa série melhor de 7. Aí, em quatro dias em outubro de 2004... Você imagina o que aconteceu. 

2- I Hate Christian Laettner

Responsável por um dos chutes mais icônicos e dramáticos da história do basquete universitário americano, Christian Laettner foi uma estrela no início dos anos 1990 – a ponto de ser o "representante universitário" no Dream Team do basquete americano nos jogos olímpicos de 1992 em Barcelona. Duas vezes campeão por Duke e tendo chegado ao Final Four (semifinais) do March Madness (torneio mata-mata do basquete universitário), Laettner era amado por alguns e odiados por muitos. Pegue um Tom Brady nos Patriots, mas sem a postura de bom moço. Como resultado, você tem Laettner em Duke. 

3- 85 Bears

Uma das melhores defesas da história da NFL – a ponto de sequer ter tomado pontos durante os playoffs da Conferência Nacional em 1985 e ter massacrado o New England Patriots no Super Bowl XX. Como ela foi montada? Como a chegada de Mike Ditka foi o último legado de George Halas? Principalmente, como um time tão dominante, com uma defesa extraordinária e um dos melhores running backs da história numa época onde o jogo corrido era tão importante... Não venceu mais nenhum título? 

Ego é a palavra chave aqui. O documentário de Jason Hehir analisa a história e os porquês da formação e da deformação de uma das unidades defensivas mais dominantes da história da NFL. 

4- 17 de Junho de 1994

Este certamente não poderia faltar. Por quê? Bem, o que está acontecendo nos esportes hoje, 31 de março de 2020? Absolutamente nada. Um contraste absurdo se compararmos com o dia 17 de junho de 1994, talvez o mais movimentado que já tivemos na história dos esportes. Arnold Palmer, lendário golfista, jogando o Aberto dos EUA (U.S. Open) pela última vez. Abertura da Copa do Mundo FIFA de 1994 em Chicago. Jogo 5 das finais da NBA entre Houston Rockets e New York Knicks. Ainda em Nova York, a parada do título do New York Rangers após vencerem a Stanley Cup. Na MLB, Ken Griffey Jr empatando o recorde (26) de Babe Ruth para mais home runs antes de 30 de junho – grosso modo, a metade da temporada. 

E, tomando de assalto em meio a tudo isso... o ex-jogador e analista da NBC, O.J. Simpson, em fuga nas autoestradas de Los Angeles num Ford Bronco enquanto uma carreata de policiais seguia seu carro com um mandado de prisão nas mãos. Vale lembrar, sobre o tema, ainda temos o excelente OJ: Made in America, que falei sobre na Parte 1. 

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Curti: NFL seguirá com o Draft na data programada, 23 de abril – entenda como será

Antony Curti
Antony Curti
Roger Goodell é o comissário da NFL
Roger Goodell é o comissário da NFL Bob Levey/Getty Images

Não haverá um Draft como o de 2020. O que era para ser um evento histórico, sendo realizado na fonte do cassino Bellagio – que aparece no filme Onze Homens e um Segredo – virou uma teleconferência. 

Não haverá prospectos no palco do Draft mas, de certa forma, eles estarão envolvidos. Tom Pelissero, da NFL Network, reporta que a NFL começou a entrar em contato com alguns prospectos para que eles participem por meio de chamada de vídeo e redes sociais. Eles estarão em suas casas e irão aparecer na transmissão. Na realidade, isso não é tão novidade assim: alguns prospectos, em anos anteriores, não vão à cidade do Draft e aparecem na transmissão por meio de câmeras em suas casas. Então teremos todos assim e a transmissão sendo comandada de um estúdio de TV em vez de um grande palco como fora até ano passado.

Muitos general managers (diretores gerais) da liga chegaram a entrar em contato para que a NFL abandonasse a ideia de fazer o Draft nos dias para os quais estava originalmente marcado – 23 a 25 de abril. Adam Schefter, da ESPN americana, chegou a sugerir que o Draft acontecesse durante uma semana, com uma rodada por dia – totalizando sete. Nenhuma sugestão foi acatada: Roger Goodell, comissário/chefão da NFL enviou um memorando para as 32 franquias indicando que a liga permanece com a ideia do Draft sendo na data original. 

Assim, a NFL tenta se virar com o que tem. A liga foi a menos afetada entre as ligas profissionais americanas. A NBA e a NHL tiveram suas temporadas interrompidas às vésperas dos playoffs. A MLB teve sua pré-temporada (Spring Training) interrompida e o tradicional Opening Day foi adiado e tem data incerta – a verdade é que ninguém sabe quando a temporada do beisebol vai começar. Enquanto isso, a NFL seguiu no noticiário com a Free Agency – que não depende de nada presencial. Agora o desafio é fazer o Draft da maneira menos "estranha à normalidade" o possível. "Nosso plano é conectar os prospectos com o mundo e nossos fãs diretamente da casa deles", escreveu o VP de operações da liga. 

Ao mesmo tempo, por mais que a COVID-19 não tenha atrapalhado a NFL quanto a jogos, atrapalhou a preparação dos times para o Draft. Os times não puderam receber atletas em visitas durante este mês e não poderão em abril. Foi numa dessas visitas que o Kansas City Chiefs "se apaixonou" por Pat Mahomes a ponto de subir no Draft de 2017 para apostar num prospecto que à época era considerado cru e precisava de amadurecimento na parte mental de seu jogo. Na visita, Mahomes mostrou justamente o contrário para Andy Reid e a comissão técnica dos Chiefs – que, embora o livro de jogadas de Texas Tech fosse simples, ele tinha uma boa base tática. Agora, essas entrevistas serão feitas via chamada de vídeo (o que obviamente não é a mesma coisa). 

Os Pro Days também foram cancelados. Trata-se de treinos realizados no campus das universidades e são tão importantes quanto o NFL Combine – seria importante ver como Tua Tagovailoa está em sua recuperação após o quarterback operar o quadril

Normal não vai ser. Mas, por breves momentos durante o Draft, sentiremos como se as coisas não estivessem como estão. Afinal, esse é um dos papeis dos esportes. 

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Programação ESPN: Reprises de NFL, NBA e NHL para você curtir nesta semana

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Como não há eventos ao vivo rolando no mundo dos esportes – com exceção ao Campeonato de Futebol de Belarus que, bem, eu não estou empolgado para assistir – as reprises de clássicos voltaram à programação dos canais ESPN. Como trabalho com esportes americanos, vou focar aqui em alguns exemplos para esta semana, de 30 de março a 5 de abril. Mas, lembrando, tem muita coisa legal da Premier League rolando nos finais de semana. 

Também lembrando, o ESPN League está de volta em sua versão home office, o #LeagueDeCasa, às segundas e sextas de noite. 

Sem enrolar mais, vamos ao que você pode assistir nesta semana dos esportes americanos em reprises especiais. Colocarei aqui a primeira exibição – para reprises das reprises, cheque nosso site de programação. 

Segunda, 30 de março: 

20h, ESPN: Los Angeles Rams vs Kansas City Chiefs (2018): Chuva de touchdowns, turnovers e Pat Mahomes enfrentando o cambio automático que na época funcionava Jared Goff. Não tem como perder, é um dos melhores jogos da história da temporada regular da NFL. 

22:30, ESPN: Compacto de Los Angeles Rams vs San Francisco 49ers (2019): Jogo que selou o destino da NFC West para os Rams – ou melhor, que eliminou o atual campeão da divisão e da NFC. Para os 49ers, mais uma demonstração de força daquela que seria a melhor campanha da Conferência Nacional na temporada passada. 

Terça. 31 de março: 

20h, ESPN: Jogo 2 das finais da Stanley Cup de 2019 (Boston Bruins vs St. Louis Blues): O mais emocionante dos jogos das finais do hóquei no gelo da temporada passada teve direito a prorrogação e vitória dos Blues em pleno TD Garden. O título, que eventualmente veio, foi o primeiro da história da franquia.

Quarta, 1º de abril: 

20h, ESPN: Jogo 1 das Finais da NBA de 2012, Miami Heat vs Oklahoma City Thunder: O primeiro jogo da série que deu o primeiro título a LeBron James teve bastante emoção. Miami teve a liderança por boa parte da partida, chegando a estar na frente por 13 pontos. No terceiro quarto, Russell Westbrook e Kevin Durant mostraram seu poder e comandaram a virada – Durant terminou o jogo com 36 pontos e Westbrook teve 27. 

Quinta, 2 de abril: 

20h, ESPN: New England Patriots vs Baltimore Ravens (2019): Sunday Night Football que, na prática, foi o jogo que revelou Lamar Jackson ao mundo na temporada passada. Os Ravens, mesmo jogando em casa, eram zebras nas casas de apostas mas riram por último. Primeira partida na qual realmente consideramos que os Patriots, então comandados por uma forte unidade defensiva, poderiam ruir antes de chegar novamente ao Super Bowl. 

Sexta, 3 de abril: 

20h, ESPN: Jogo 6 das finais da NBA de 2011, Dallas Mavericks vs Miami Heat: A primeira final de NBA desde que LeBron James "levou seus talentos para o Sul da Flórida" acabou com gosto amargo na boca do ala. Ajustes defensivos da equipe texana foram fatais no meio da partida, a ponto de fazer com que Dallas abrisse contagem de 21-4 – jogo de transição e capitalizando em turnovers, os Mavericks converteram seis turnovers de Miami em 14 pontos. Depois, o Heat respondeu, deixando o jogo 42-40 para a equipe da Flórida. O último quarto foi dominado por Dallas em atuação de gala do alemão Dirk Novitzki, eleito MVP das finais e que se recuperou no segundo tempo após começar mal o sexto e derradeiro jogo da série. 

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Curti: Lesão do QB Tua Tagovailoa trará incerteza e emoção para o Draft 2020

Antony Curti
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Jogo do ano: Alabama vs LSU. De repente, fomos transportados para o início da década passada. Depois de alguns anos de ataques terrestres e agonizantes, LSU apresentava-se como candidata não só ao título da Conferência SEC mas também ao título nacional. Contudo, havia uma Alabama no caminho – equipe a qual não conseguiam vencer em anos anteriores. 

Não houve Alabama no caminho. Joe Burrow, quarterback de LSU e potencial primeira escolha geral do Draft 2020, comandou os Tigers à vitória e eventualmente ao título nacional. Tua Tagovailoa, quarterback de Alabama, machucou o quadril e ficou fora da temporada – sendo apenas um espectador naquela que foi a primeira ocasião desde 2014 na qual Alabama sequer aos playoffs do College acabou indo. 

A lesão foi grave a ponto de Tagovailoa precisar de cirurgia. Numa posição na qual o braço é tão importante, o quadril parece ser algo mínimo, coadjuvante. Não é. O torque e o torque na bola são gerados com o auxílio da rotação do quadril – mais ou menos como acontece no tênis. Depois da tempestade e da cirurgia, boas notícias vieram. 

Primeiro, Tua declarou-se para o Draft em vez de voltar para mais um ano de futebol americano universitário em Alabama. Depois, vídeos que o quarterback postou na semana passada – treinando com a bola e mostrando que a recuperação da lesão parece caminhar bem. O trabalho de pés e pernas de Tua pareceu ok e a mecânica praticamente idêntica àquela que vimos até a lesão de novembro. 

Não poderemos ver Tua em ação por muito mais do que isso antes do Draft, cuja primeira rodada se dá no dia 23 de abril. O Pro Day – treinos no campus da universidade com a presença de olheiros de várias equipes da NFL – de Alabama foi cancelado tal como tantos outros. O motivo você deve bem imaginar, a COVID19 que impossibilitou viagens e aglomerações. 

Ainda temos dúvidas? Sim. Mas com a evolução notória na recuperação, esses vídeos podem ser o suficiente para que uma equipe no top 10 do Draft aperte o gatilho e escolha Tagovailoa. Entre as equipes carentes por quarterbacks, só no top 6 temos algumas. Washington não deve arriscar na posição já que endereçou-a com Dwayne Haskins no ano passado, mas temos o Detroit Lions como hipótese já na escolha número 3. Matt Stafford ainda deve ser o titular na posição para 2020, mas o futuro é incerto. Ainda, esse ano no banco enquanto Stafford é titular poderia dar mais tempo de recuperação para o canhoto Tagovailoa. 

Ainda, Detroit poderia trocar para baixo por mais escolhas por alguma equipe que queira garantir o prospecto de Alabama. Sonhadores não faltam: Miami Dolphins e Los Angeles Chargers são hipóteses plausíveis. De toda forma, ambas podem acabar pegando Tua em suas escolhas originais, respectivamente a quinta e a sexta geral. Resta saber: quão saudável o quarterback está? Ele poderá jogar ainda em 2020? Não dá para saber.  Mais do que nunca, o Draft da NFL será um jogo de poker com informações incompletas e apostas ousadas. 

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Curti: Documentários para ver no Watch ESPN (parte 2)

Antony Curti
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Boa parte das pessoas está em casa podendo fazer suas próprias rotinas em home office e, em finais de semana, saídas para bares, restaurantes e cinemas não fazem parte dessa nossa realidade momentânea. Assim, o entretenimento sob demanda com filmes e séries por streaming acabam sendo nossa válvula de escape. 

Para além desses conteúdos, temos muito conteúdo disponível no Watch ESPN na aba sob demanda, o ESPN Play. Há vários documentários de esportes americanos, todos legendados e que você pode acessar clicando aqui – basta fazer login com sua operadora. Então, sem mais delongas, comecemos a curadoria em uma série de posts que farei com algumas sugestões. 

Clique aqui para a parte 1

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1- Small Potatoes: Who Killed the USFL? (Peixe Pequeno: Quem matou a USFL?)

A NFL praticamente não teve concorrência após o surgimento (1960) e eventual fusão com a AFL (em 1970 transformada em Conferência Americana). Após algumas tentativas mal fadadas nos anos 1970, uma liga mais séria surgiu no início dos anos 1980: A United States Football League. A USFL veio com tudo em sua subida, assinando com nomes importantes do futebol americano universitário como Jim Kelly, Steve Young e Reggie White.  

O documentário foca na subida e na eventual queda da liga e tem dois personagens principais que se contrapõe: John Bassett, dono da franquia de Tampa Bay e que queria a liga jogando na primavera sem competição direta com a NFL e Donald Trump (sim, esse mesmo), que queria a liga jogando no outono e batendo de frente com a NFL. 

2- Fernando Nation

Um escritor da Sports Illustrated em 1981 um dia qualificou o arremessador perfeito como um garoto rápido, de olhos azuis e nascido na Califórnia. Era tudo o que Fernando Valenzuela não era. O contraste do que ele gerava alegria com o lugar onde jogava era gritante. A comunidade latina foi chutada de Chavez Ravine quando o Dodger Stadium foi construído e praticamente 25 anos depois um latino tornara-se o principal jogador do time. 

Valenzuela não era um garoto rápido ou alto, nascido na Califórnia. Sequer falava uma palavra de inglês. Mas foi capaz de provar que o sonho americano não era reservado apenas ao protótipo "ideal" do americano – tornara-se num mito que indiretamente pacificou conflitos sociais e como os bons mitos, tem uma origem que ninguém esperaria. 

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3- Two Escobars

Se você assistiu à série Narcos, com certeza vai gostar do tema e do documentário. Este 30 for 30 conta a história de dois Escobar. O primeiro, Pablo, você deve conhecer: um dos homens mais ricos do mundo por conta do tráfico de cocaína e chefe do Cartel de Medellín. O outro era um jogador do esporte que Pablo era aficcionado: o futebol. Andrés Escobar era um dos mais famosos futebolistas da Colômbia e zagueiro de uma seleção que era colocada como, acredite, uma das favoritas para a Copa do Mundo FIFA de 1994. 

Andrés fez um gol contra que acabou contribuindo para a eliminação da Colômbia ainda na fase de grupos – uma das grandes zebras da história das Copas. Os chefes do narcotráfico colombiano acabaram de maneira doentia "se vingando" de tal "erro". Two Escobars fala a princípio de futebol. Mas ele é pano de fundo para explicar a sociedade e usado como anteparo para uma história maior sobre drogas, criminalidade e de quão doente a sociedade colombiana estava na época. 

4- Trojan War

Pete Carroll foi demitido do New England Patriots e topou o desafio de reanimar o programa universitário de USC (University of Southern California) para o lugar em que esteve nas décadas anteriores. Ele assumiu em 2001 e os times dos Trojans não eram nem sombra do que foram outrora. Com o conhecimento e a habilidade de recrutar grandes estrelas, Carroll transformou a equipe numa máquina de títulos, prospectos levados para a NFL e no "time oficial" de Los Angeles, que na época não contava com nenhuma equipe profissional. Ou será que contava?

Fora descoberto que o programa cometeu violações que retiraram vitórias, prêmios e bolsas de estudo. Quais foram esses pecados troianos?

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Ainda nesta semana volto com mais sugestões para sua quarentena. 

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Curti: Documentários para ver no Watch ESPN (parte 2)

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Curti: Documentários para ver no WatchESPN

Antony Curti
Antony Curti

Boa parte das pessoas está em casa podendo fazer suas próprias rotinas em home office e, em finais de semana, saídas para bares, restaurantes e cinemas não fazem parte dessa nossa realidade momentânea. Assim, o entretenimento sob demanda com filmes e séries por streaming acabam sendo nossa válvula de escape. 

Para além desses conteúdos, temos muito conteúdo disponível no Watch ESPN na aba sob demanda, o ESPN Play. Há vários documentários de esportes americanos, todos legendados e que você pode acessar clicando aqui – basta fazer login com sua operadora. Então, sem mais delongas, comecemos a curadoria em uma série de posts que farei com algumas sugestões. 

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1- OJ: Made in America

Esta deveria valer por cinco, porque são cinco partes. Das listas que eu farei, este precisa ser o primeiro porque, a meu ver, é o melhor deles. (E é o único que ganhou o Oscar de Melhor Documentário). A história não é a simples história que já vimos em outras mídias – como o American Crime Story, série do FX. Há contexto até não poder mais. O.J. Simpson foi o melhor running back da NFL nos anos 1970 e uma estrela universitária anteriormente, em anos de ebulição social na briga por igualdade em direitos civis nos Estados Unidos. Mas, como o próprio um dia disse, ele não se considerava negro: considerava-se apenas "OJ". 

O documentário vai muito além dos homicídios de Nicole Brown e Ron Goldman: fala sobre questões sociais pra lá de importantes nos Estados Unidos na segunda metade do século XX. A história de OJ, no final das contas, acaba sendo o início de um longo fio condutor para explanar essas questões.

2: Vick

Recém-lançado, o documentário foca no "Lamar Jackson do início do século", por assim dizer. Inclusive o próprio Michael Vick assim comparou o jogo de Lamar, quando no college, ao dele em Virginia Tech. Vick foi uma enorme estrela na primeira metade dos anos 2000 e "quebrou" o videogame Madden NFL – a ponto de ser comparado com outras estrelas dos jogos, como Allejo em International Superstar Soccer. Aí veio o problema: Vick foi preso por envolvimento em rinhas de cães. O documentário, dividido em duas partes, conta o início, o meio conturbado, e a tentativa de redenção do quarterback após ser solto da prisão. 

3: The Band That Wouldn't Die (A Banda que Não Morreria)

Um dos documentários da leva original do 30 for 30 em comemoração aos 30 anos da ESPN em 2009, o documentário conta a história da banda marcial do Baltimore Colts. Até aí, parece qualquer nota – o "problema" é que a franquia deixou Baltimore na calada da madrugada em direção a Indianapolis em 1984. Por anos a fio, a banda ficou órfã – mas não deixou de existir. O material é pra lá de interessante para entendermos como funciona a relação das torcidas com as franquias profissionais dos EUA, ainda mais em cidades menores. E ainda mais considerando que, ao contrário do Brasil ou do futebol europeu, do dia para noite – ou da noite pro dia, no caso – você pode perder o time que torce para uma cidade a milhares de quilômetros. 

4: 42:1

Nos anos 1980 e 1990, o boxe de longe era o ramo das lutas com maior popularidade. As lutas eram transmitidas em TV aberta no Brasil, para se ter ideia. Em fevereiro de 1990, o campeão e aparentemente imbatível Mike Tyson enfrentou o quase que desconhecido James "Buster" Douglas em Tóquio, Japão. A luta parecia rotina e a tendência é que ela fosse um tapa-buraco enquanto Tyson não enfrentaria Evander Holyfield, então invicto e considerado o principal desafiante ao cinturão dos pesos-pesados. 

Tyson era considerado o melhor boxeador do mundo na época e Douglas, bem, era o sétimo do ranking dos pesos-pesados na Ring Magazine, uma das principais publicações do esporte na época. 

Em meio a esse contexto, praticamente nenhum cassino de Las Vegas abriu mercado para apostar na luta. Os poucos que abriram esperavam, tal como os analistas de boxe, uma aniquilação em poucos minutos e praticamente dois ou três assaltos. A cotação de Buster dá nome ao documentário: 42 para 1. A cada dólar apostado em Douglas, no caso de vitória dele, você ganhava 42. Não vou dar mais spoilers, apenas assista. 

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Ainda nesta semana volto com mais sugestões para sua quarentena. 

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