NFL Draft 2019: Quais times podem subir e descer na noite do Dia 1

Antony Curti
Antony Curti

Draft NFL
Draft NFL Getty

Numa casa escura e aparentemente assombrada, os dois heróis da trama se entreolham e um deles abre o bico, dizendo: Tá tudo muito quieto.

Quantas e quantas vezes você não viu esse recurso de roteiro em filmes, videogames ou na literatura? É um recurso batido, mas funciona. Ele é usado no momento em que a ação na narrativa fica mais fria do que nunca e algo acontece. No caso do Draft da NFL, podemos estar diante desse momento. 

Tá tudo muito quieto em termos de trocas. Fora a gigante cortina de fumaça/possibilidade real de que o Arizona Cardinals escolha o quarterback Kyler Murray na primeira escolha geral e, por tabela, troque Josh Rosen para algum time carente na posição, pouco se fala sobre. Mas a verdade é que, justamente por tudo estar quieto que a possibilidade é maior. Dois anos atrás, em 2017, ninguém poderia imaginar que o Chicago Bears subiria uma escolha e pegasse Mitchell Trubisky – isso não vazou em lugar algum e fomos pegos de surpresa na noite do recrutamento. 

No caso do Draft, é justamente quanto tudo está quieto que esse tipo de coisa pode acontecer com maior frequência. Neste momento, são apenas suposições minhas, mas há ingredientes mais do que suficientes para imaginarmos que haverá times subindo e descendo. Antes de mais nada, um pouco de lógica da coisa. Para subir no Draft você tem que dar munição – ou seja, mais escolhas abaixo daquela que quer. Para descer, acaba acontecendo o contrário: você ganha mais escolhas para compensar ter descido na ordem. 

Eis a ordem da primeira rodada, aliás:

1) Arizona Cardinals

2) San Francisco 49ers

3) New York Jets

4) Oakland Raiders

5) Tampa Bay Buccaneers

6) New York Giants

7) Jacksonville Jaguars

8) Detroit Lions

9) Buffalo Bills

10) Denver Broncos

11) Cincinnati Bengals

12) Green Bay Packers

13) Miami Dolphins

14) Atlanta Falcons

15) Washington Redskins

16) Carolina Panthers

17) New York Giants (via Cleveland na troca por Odell)

18) Minnesota Vikings

19) Tennessee Titans

20) Pittsburgh Steelers

21) Seattle Seahawks

22) Baltimore Ravens

23) Houston Texans

24) Oakland Raiders (via Chicago na troca por Khalil Mack)

25) Philadelphia Eagles

26) Indianapolis Colts

27) Oakland Raiders (via Dallas na troca por Amari Cooper)

28) Los Angeles Chargers

29) Kansas City Chiefs

30) Green Bay Packers (via New Orleans Saints na troca que fizeram para pegar Marcus Davenport no Draft 2018)

31) Los Angeles Rams

32) New England Patriots

Alguns que podem descer e acumular escolhas

Dito isso, há alguns times que se beneficiariam de terem mais escolhas. O New York Jets, por exemplo, está com a terceira escolha geral e têm menos escolhas neste ano justamente porque subiu ano passado para poder pegar o quarterback Sam Darnold. Assim, considerando que o time precisa de reforços e com Nick Bosa escolhido antes por Cardinals/49ers, compensaria ter mais escolhas para "ter mais dardos para jogar no alvo", por assim dizer. Não é como se houvesse uma unanimidade na #3 fora, talvez, Quinnen Williams – e há de se considerar que os Jets já têm um jogador na posição, Leonard Williams, conquanto seu contrato acaba em 2019. 

Outro time que pode descer é o Tampa Bay Buccaneers. Aqui, passa por uma situação parecida à dos Jets: há muitos buracos no time e nenhum jogador realmente fora da curva para se pensarmos que Williams e Bosa saem antes da escolha de Tampa Bay. Sobraria Devin White, linebacker de LSU que faria sentido no time após a saída de Kwon Alexander para os 49ers na free agency. Aqui, porém, vem o pulo do gato: Dwayne Haskins, meu quarterback #1 dessa classe, ainda deve estar disponível. Os Buccaneers poderiam trocar com alguém apaixonado por ele – e que esteja com medo que na #6 os Giants escolham Haskins. Tampa Bay poderia capitalizar em cima disso – oferta escassa e demanda desesperada costuma resultar em preço alto. Ou melhor: em mais escolhas vindas na troca. 

Ainda no top 10, também por motivos semelhantes aos acima, o Detroit Lions e o Jacksonville Jaguars podem acabar descendo no Draft para acumular escolhas caso não estejam apaixonados por nenhum prospecto em especial – o que é bem possível. Na parte final do recrutamento, o Seattle Seahawks pode descer também, como já lhe é tradicional. 

Alguns que podem subir

Neste momento, creio que o principal candidato a subir seja o Cincinnati Bengals. Embora não tenha havido visita oficial (até o fechamento desta matéria) de Dwayne Haskins ao CT dos Bengals, faria sentido. Andy Dalton está no crepúsculo da sua carreira e a janela de títulos do time já fechou – a equipe é forte candidata a último lugar de sua divisão. O time poderia subir para a #5 de Tampa Bay e escolher o produto de Ohio State. 

Outra equipe candidata a subir é o Green Bay Packers. O time tem duas escolhas na primeira rodada e, caso Ed Oliver ou outro bom prospecto defensivo esteja "caindo" como Derwin James ano passado, diria que é pra lá de provável que o time suba para pegá-lo. 

É mais difícil prever outras equipes subindo porque o Draft opera-se como um grande efeito borboleta que dura três horas numa quinta-feira à noite. Se Kyler Murray não for escolhido pelo Arizona Cardinals, o Oakland Raiders pode acabar querendo subir para a #2 do San Francisco 49ers para pegá-lo, por exemplo. Munição nos Raiders, não falta – são três escolhas na primeira rodada, vale lembrar. 

As trocas de longe são o elemento que mais gera interesse e empolgação na noite do Draft. É o que mais chega próximo de um grande jogo de poker entre general managers da NFL. Ainda, além de avaliarmos os prospectos, gera aquela questão de saber se a troca valeu a pena ou não. 

O Draft da NFL terá transmissão da ESPN e do Watch ESPN para o Brasil a partir das 20h, com Abre o Jogo. A primeira rodada acontece na quinta, 25 de abril. 

Siga-me no twitter em @CurtiAntony e no Instagram em @AntonyCurti, sempre postarei em ambos muito conteúdo sobre a NFL. 

Comentários

NFL Draft 2019: Quais times podem subir e descer na noite do Dia 1

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

NFL: Draft Simulado 1.0 de Antony Curti

Antony Curti
Antony Curti

A versão completa do Draft Simulado 1.0 já está disponível no WatchESPN. Lá, o fã do esporte poderá ver a análise completa das 32 escolhas da 1ª rodada do recrutamento.

Clique para assistir no WatchESPN:

Picks 10 a 1
Picks 20 a 11
Picks 32 a 21

Lembrando que os canais ESPN mostram os três dias do evento de 2019.

Quinta-feira - 21h (de Brasília) - 1ª rodada na ESPN e WatchESPN
Sexta-feira - 20h (de Brasília) - 2ª e 3ª rodada na ESPN 2 e WatchESPN
Sábado - 13h (de Brasília) - 4ª a 7ª rodadas na ESPN 2 e WatchESPN

Comentários

NFL: Draft Simulado 1.0 de Antony Curti

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

NFL Draft: Haskins? Murray? Os cinco melhores quarterbacks da classe de 2019

Antony Curti
Antony Curti


Em 2019, os canais ESPN e o WatchESPN mostram os três dias do recrutamento. Confira os horários:

Quinta-feira - 21h (de Brasília) - 1ª rodada na ESPN e WatchESPN
Sexta-feira - 20h (de Brasília) - 2ª e 3ª rodada na ESPN 2 e WatchESPN
Sábado - 13h (de Brasília) - 4ª a 7ª rodadas na ESPN 2 e WatchESPN

Comentários

NFL Draft: Haskins? Murray? Os cinco melhores quarterbacks da classe de 2019

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Josh Rosen é tão ruim quanto querem que você ache?

Antony Curti
Antony Curti
Josh Rosen em ação pelos Cardinals
Josh Rosen em ação pelos Cardinals Getty Images

Imagine que você se formou na faculdade e vai para o emprego de seus sonhos. Ao menos você assim espera que seja, porque fez tudo certo até então, demonstrou dedicação, evolução e teve notas boas. Chegando na empresa que você achava que era o melhor lugar do mundo, percebe que falta até marca-texto para trabalhar e os demais materiais de escritório. No início, sequer teve entrosamento com o seu departamento, porque te colocaram para trabalhar com estagiários que sequer estariam na empresa no mês seguinte. Seus chefes foram colocados ali e você não tem a menor ideia como isso aconteceu, porque claramente eles não são capacitados para o que fazem. Seus colegas de trabalho ou te atrapalham ou não te ajudam quando há um projeto em grupo.  Aquele cara que você fez amizade foi mandado embora no meio do ano. 

Basicamente, essa foi a situação de Josh Rosen no Arizona Cardinals de 2018. 

Rosen fez um excelente trabalho num elenco limitado de UCLA, com destaque para a épica virada contra Texas A&M. Depois, chegou num time sem linha ofensiva, com um corpo de recebedores aquém do desejado. Para complicar, foi listado como o terceiro quarterback do elenco, trabalhando na pré-temporada com o terceiro time de wide receivers – muitos dos quais sequer estariam no elenco de temporada regular. Não havia motivo nenhum para tanto, foi palhaçada da diretoria mesmo. O segundo do plantel era Mike Glennon (péssimo) e o primeiro era Sam Bradford (cortado no meio da temporada depois de Rosen virar titular). 

Mike McCoy começou o ano como coordenador ofensivo e ninguém tinha a menor ideia como isso aconteceu em 2018, vide os planos de jogo horríveis que sequer usavam David Johnson, excelente running back recebendo passes, no jogo aéreo. Steve Wilks foi contratado como head coach depois de uma passagem marromeno como coordenador defensivo nos Panthers.  Os colegas de Rosen no time formam um dos piores elencos da NFL e inúmeras vezes mais atrapalharam do que ajudaram – como na derrota contra o Denver Broncos. Christian Kirk, wide receiver calouro com quem Rosen criou sintonia, se machucou na reta final da temporada. 

Muitos podem dizer que ele foi o pior quarterback calouro de 2019. Eu digo que ele sobreviveu ao Arizona Cardinals de 2018.

Agora, os Cardinals devem escolher Kyler Murray na primeira escolha geral do Draft 2019 e eu entendo. Você tem um treinador novo com um sistema peculiar para rodar (Air Raid) e precisa de um quarterback novo que maximize esse sistema. Murray é esse cara e, embora Rosen não fosse fazer feio nesse sistema tático novo, Murray tem potencial para fazer melhor. Não tenho tantos problemas com isso. 

Mais Draft: Times que podem subir e que podem descer no Dia 1

Meu problema é achar que após um ano podemos atear fogo em meses de análises que foram feitas em cima do tape de Rosen no College. Como se não valessem de nada. Ainda, Rosen não demonstrou nenhuma das imaturidades que muitos temiam. Hoje, ele quebrou o silêncio e disse que "é seu dever provar que os Cardinals estão certos em mantê-lo ou de prová-los errados se eles despacharem-no".  Acredito cada vez mais na segunda hipótese. 

O time que receber Rosen terá um quarterback com piso alto, produção em meio ao inferno que viveu e um profissionalismo que os críticos não esperavam. Os jogadores dos Cardinals se apresentaram na última semana para os treinos de intertemporada. O primeiro a aparecer, mesmo em meio à chance de ser trocado? Josh Rosen. 

O Draft da NFL terá transmissão da ESPN e do Watch ESPN para o Brasil a partir das 20h, com Abre o Jogo. A primeira rodada acontece na quinta, 25 de abril. 

Siga-me no twitter em @CurtiAntony e no Instagram em @AntonyCurti, sempre postarei em ambos muito conteúdo sobre a NFL. 

Comentários

Josh Rosen é tão ruim quanto querem que você ache?

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

NBA: 5 histórias para acompanhar nos playoffs para além do favoritismo dos Warriors

Antony Curti
Antony Curti

A série "Formula 1: Drive to Survive" é um sucesso na Netflix muito porque ela joga na nossa cara um fato interessante: há mais na categoria para além de Ferrari e Mercedes. Ambas não deram acesso aos produtores, então a série/documentário é todo focado nas outras equipes da modalidade. Ao deixar de focar-nos nos vencedores e na briga entre Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, pudemos ver que há muito além dos dois ou das duas equipes hegemônicas na Fórmula 1 atual. A história da Haas ou vai-fica de Daniel Ricciardo na Red Bull com a ascensão de Max Verstappen são bons exemplos. 

A meu ver, a NBA tem uma pegada parecida nesta temporada e, por que não, playoffs como um todo. Mesmo que o Los Angeles Clippers tenha operado um milagre na última madrugada, ao virar uma partida praticamente perdida, o Golden State Warriors tem a força e o poder da panela para rumar ao título da temporada 2018-2019. A menos que uma catástrofe aconteça – e não, a lesão de DeMarcus Cousins não é o suficiente para minar esse favoritismo. Para o leitor ter ideia, Las Vegas cota o time com 70% de chance de levantar o Larry O'Brien mais uma vez. 

Assim como a Fórmula 1, há outras narrativas para além do domínio Mercedes/Warriors. Eu sei, não tem LeBron James nos playoffs. Mas isso não quer dizer que não há um monte de histórias boas para contar. Aqui, o objetivo é falar justamente de todo o resto, dando histórias para o fã de esporte acompanhar até meados de junho. 

1- Spurs, sequência de pós-temporada e Jokic em ano de MVP

O San Antonio Spurs tem uma das mais incríveis sequências de pós-temporada nos esportes americanos – são 22, começando em 1998 e empatados com os 76ers dos anos 1950 e 1960. Quando comparamos esse feito com os outros esportes americanos, fica ainda mais surreal. Na NHL (hóquei no gelo), o Pittsburgh Penguins está há 13 temporadas seguidas com visitas aos playoffs. Na MLB, a maior é do Los Angeles Dodgers, com 6. Na NFL, são as 10 dos Patriots.

Em todas as aparições dos Spurs, o técnico era Gregg Popovich e a abordagem do time parece ser distinta a esse festival de bolas de três que tomou a liga de assalto nos últimos anos com Warriors e Rockets. Nenhum time tem menos cestas de 3 pontos por jogo – 9,9 – ao passo que o time tem 10,8 cestas de distância média (mid-range)/jogo, o que mostra essa abordagem diferente com clareza. 

Do outro lado da série, cujo Jogo 2 se dá nesta terça, o Denver Nuggets tem em Nicola Jokic sua grande estrela e, por que não, uma das gratas surpresas da temporada. Não digo que "camisa pesa" porque esse argumento é raso demais – de toda forma, experiência pode pesar. Os Nuggets voltam aos playoffs pela primeira vez desde 2012-2013 – tendo sido eliminados na primeira rodada em 10 das últimas 11 aparições. Vencer o Jogo 2 pode ser um passo para inverter isso, mas eu sinceramente não conseguiria apostar contra Pop & Cia. 

James Harden
James Harden Getty

2- Harden precisa jogar como o faz em temporada regular

James Harden foi uma grande máquina de triplos-duplos neste ano e sua minutagem está absurdamente alta: a média foi de 40,5 durante a temporada. Apenas Russell Westbrook em 2016-2017 ficou mais tempo em quadra e, de certa forma, isso preocupa pela quantidade de jogos na temporada regular e pelo fato de que, bem, são humanos e não máquinas. Mas, principalmente, porque os Rockets precisam do quinteto completo para terem uma chance real contra os Warriors numa eventual semifinal de conferência. Vale lembrar, nenhum time foi campeão com um jogador tendo uma minutagem tão elevada – o mais alto foi Michael Jordan com 34,7 em 1992-1993. 

Em temporada digna de MVP, Harden sabe que o sucesso do time passa por si. Mas ele precisa ter os mesmos números de temporada regular quando o calendário vira para playoffs. Veja seus números (carreira) em temporada regular e playoffs: 

Pontos/Jogo, Temporada Regular: 30,3
Pontos/Jogo, Playoffs: 27,9

Aproveitamento na bola de 3, Temporada Regular: 36%
Aproveitamento na bola de 3, Playoffs: 32%

3- Preparados para os Bucks?

O Milwaukee Bucks busca seu segundo título tendo em Giannis Antetokounmpo a grande estrela e, em Las Vegas, o favorito para o prêmio de MVP da temporada. Embora a maldição do MVP seja bem menos forte na NBA em comparação à NFL (onde um MVP não ganha o Super Bowl desde 1999), é notório que ter um jogador de tanto impacto em séries eliminatórias pode ser prejudicial no caso de, uma bela noite, esse dado jogador não estar em seus melhores dias. Desde 1983, apenas 13 MVPs de temporada regular foram campeões da liga. 

A bem da verdade, vale lembrar que o quinteto dos Bucks é sólido para além de Antetokounmpo. É um time bem treinado no lado defensivo da bola – sobretudo em defesa dentro do garrafão – e no Jogo 1 houve um sonoro passeio de 121 a 86 contra os (8) Detroit Pistons. Não foi nada muito diferente do que vimos na temporada regular, visto que o time teve 45 vitórias por 10 ou mais pontos durante o ano. Milwaukee deve suar (se for o caso) apenas na próxima série, contra o vencedor de Boston/Indiana

Giannis Antetokounmpo é o favorito ao MVP, mas o histórico não é dos melhores para tal
Giannis Antetokounmpo é o favorito ao MVP, mas o histórico não é dos melhores para tal Getty Image

4- A montanha-russa de Boston vai até onde?

Os Celtics abriram 1-0 contra o Indiana Pacers mas, como o jargão esportivo bem fala, "venceram mas não convenceram". Antes da temporada, colocava-se o time na primeira prateleira do Leste junto de Toronto e, possivelmente, Philadelphia.  Coloco montanha-russa no subtítulo porque, bem, foi isso que aconteceu. 

21 de fev - 3 de mar: 1V-5D
5 de mar-16 de mar: 5V-1D
18 de mar-24 de mar: 0V-4D
26 de mar - final da temporada: 6V-2D

Qual Boston vai aparecer durante a pós-temporada? Egos do vestiário serão silenciados em prol do conjunto? Brad Stevens mostrará por que tem o status de ser um dos melhores técnicos da liga? Além de Stevens, todos os olhos estarão voltados para Kyrie Irving. Sem ele em quadra é inegável que o time esteve em momentos  melhores, vide as estatísticas. Mas a NBA é uma liga de jogadores. Quando estamos em momentos como estes, são as estrelas que resolvem. No Jogo 1 contra Indiana, Irving teve 20 pontos e 7 assistências numa sólida atuação. 

Mais no meu blog: 
Draft da NFL: quais equipes podem subir e descer na primeira rodada
Palpites MLB: Campeões de Divisão e Prêmios de Temporada
Como o Los Angeles Lakers de 2019 lembra Poderoso Chefão III

5- Thunder vs Blazers: Há favorito? 

Não. Próximo!

Falando sério, são duas equipes que buscam quebrar "narrativas negativas" ao entrar em pós-temporada. Nos últimos anos o Trail-Blazers fez boas campanhas mas acabava tropeçando nos playoffs quando a coisa apertava. O Thunder, por sua vez, entra nos playoffs com uma péssima sequência e busca se curar dessa ressaca. A equipe tem campanha de 12-13 desde o All-Star Break. 

No Jogo 1, deu Portland, mas a bem da verdade é difícil definir os rumos da série com um espaço amostral tão pequeno. Se queres ficar de olho em algo que pode definir a série, atente-se para o Thunder em iso (quando há "isolação" do chutador em 1x1, com os companheiros afastados para lhe dar espaço. O Thunder foi um dos piores da liga desde o All-Star Break – contra a defesa de Portland, uma das piores da liga no quesito no mesmo período. 

***

A pós-temporada da NBA tem uma avalanche de jogos na ESPN e Watch ESPN – você pode conferir a programação completa clicando aqui. Às segundas e sextas à noite, a análise completa no ESPN League. 

Comentários

NBA: 5 histórias para acompanhar nos playoffs para além do favoritismo dos Warriors

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

MLB The Show 19: Vale a pena comprar?

Antony Curti
Antony Curti
MLB The Show 19 tem Bryce Harper como capa e destaque do Philadelphia Phillies
MLB The Show 19 tem Bryce Harper como capa e destaque do Philadelphia Phillies []

Tenho por hobby colecionar videogames antigos. Não sou muito de sair a noite ou amar gastar dinheiro em outras coisas, então que bom que é um hábito que não avacalha o bolso como outros. Seja como for, essa experiência, percebi que poucos gêneros se beneficiaram tanto da evolução gráfica do que o esportivo. 

Há alguns títulos que envelheceram mal em outros gêneros, como no caso de Goldeneye 007 (Rare, 1997, Nintendo 64) no first person shooter – mas, indiscutivelmente, os jogos esportivos são os que mais envelheceram em termos de jogabilidade e motor gráfico. Normal: no caso de games de plataforma como Mario, Sonic e outros tantos, o mundo poderia ser criado de acordo com os parâmetros que os desenvolvedores bem imaginassem. No caso de esportes, as limitações da tecnologia acabavam sendo uma barra que impedia que uma simulação realmente enganasse nosso cérebro. A realidade era difícil de imitar com um chip de 8, 16 ou 64 bits. 

Há exemplos nos quais a jogabilidade "salva". NBA Jam (Midway, 1993, Arcades), Ken Griffey Jr. Presents Major League Baseball (Nintendo, 1994, Super Nintendo) e Tecmo Bowl (Tecmo, 1989, NES) são alguns dos bons casos. No último mês joguei todos esses, para citar alguns. A maioria, porém, fica no passado. Pegar um FIFA 97 para jogar de boa é algo meio que impensável para mim hoje. O jogo é... Travado, para não dizer outra coisa. 

Nesse sentido de se beneficiar da evolução gráfica na indústria, há a analogia da faca de dois gumes. A exemplo de alguns first person shooters, os jogos de esporte são lançados em edições anuais que fazem o consumidor pensar: vale a pena comprar a versão 2019 se eu comprei a versão 2018 e parece que pouca coisa mudou além de uma atualização de elencos? 

No caso de MLB The Show 19, a pergunta é difícil de ser respondida. Graficamente, o jogo não é tão diferente do que versões anteriores. A jogabilidade mudou o suficiente? Afinal, vale a pena comprar?

Defesa mais realista

Segundo os desenvolvedores, o grande "tchan" na versão deste ano do game é o fato do fielding (defesa) estar mais realista do que em outros anos. De fato, era um tanto quanto frustrante que os jogadores defensivos agissem de modo robótico e praticamente imune a erros. Não parecia haver muita diferença na habilidade de um para outro. Jason Heyward, do Chicago Cubs, não era um defensor externo tão melhor do que Kyle Schwarber, também dos Cubs. Fora a velocidade diferente entre eles, não havia tanta diferença nítida. Agora há. 

No que tange às rebatidas – talvez o aspecto mais "terapêutico" de se jogar um game de beisebol – elas estão mais divertidas em relação ao ano passado. Não sei dizer se é um "placebo" pelo "Novo é Sempre Melhor" digno de Barney Stinson em How i Met Your Mother, mas percebi que está ligeiramente mais fácil de se fazer um bom contato em relação a anos anteriores. Em termos de jogabilidade, as novidades terminam aqui. Pode ser algo bom ou ruim dizer isso, mas a verdade é que as edições anteriores já tinham evoluído muito no quesito. 

Melhor modo carreira dos games de esporte?

É páreo duro com o modo carreira do NBA 2k, mas a meu ver, sim. O beisebol é um enorme RPG esportivo – não por acaso os japoneses amam ambos – e o modo Road to The Show replica um RPG como poucos modos-carreira poderiam. A novidade deste ano se dá na possibilidade de maximizar todos seus status a 99 (não era possível na edição 18) e as "personalidades" que você pode dar a seu jogador. Como qualquer papel (role, em inglês), há pontos positivos e negativos. Você pode ser um líder na equipe, a là Derek Jeter, e melhorar o status de companheiros – ou ser um lobo solitário e maximizar as próprias habilidades. São 4 personalidades possíveis: o Capitão (Captain), o Raio (Lightning Rod), o Coração (Heart and Soul) e o Lobo Solitário (Maverick). 

Dependendo do arquétipo que você escolher, há pontos positivos e negativos
Dependendo do arquétipo que você escolher, há pontos positivos e negativos []

Além da personalidade, os arquétipos por posição retornam após boa aceitação da comunidade em 2018. Também com perdas e ganhos de acordo com sua escolha. Por exemplo: se você escolher jogar como um segunda base que tem como arquétipo as rebatidas de contato e a velocidade, será mais difícil maximizar rebatidas de força.  No caso do exemplo da foto acima, que tem Aaron Judge como "espelho" do mundo real, você tem força no bastão mas em contrapartida menos habilidade no contato com a bola e menos velocidade do que o desejável. 

Para melhorar os atributos, além do básico "jogar bem", há duas novas possibilidades. A primeira são desafios que você topa e que multiplicam os pontos ganhos ao fazer coisas boas. Por exemplo: dois homens em posição de anotar corrida. Quando você estiver no bastão, vai aparecer a possibilidade de ganhar 150% de pontos caso você consiga impulsionar duas corridas. Ainda, a SIE San Diego incluiu minigames que há muito tinham sumido de jogos esportivos. Se você se lembra bem, eles eram figurinhas carimbadas no meio da década passada, especialmente em jogos da EA Sports. Agora voltaram e são adições interessantes – como supino para melhorar a força de seu jogador e assim em diante. 

Respondendo à pergunta, para mim este é o melhor modo carreira dos jogos esportivos. Longshot de Madden e The Journey de FIFA são bem roteirizados e tal, mas pecam justamente por não permitir a criação de uma saga própria ao jogador. Em termos de NBA 2k, eu nem vou entrar no mérito das microtransações "pay to win" porque isso me enoja. Então, por padrão, o Road to the Show sai na frente ao oferecer o melhor de todos os mundos. Além, claro, da própria estrutura do beisebol. Imagine começar num time da terceira divisão do Campeonato Brasileiro até chegar ao estrelato – é mais ou menos isso que rola, necessariamente, em todo save que você começa neste modo por conta da natureza do beisebol, na qual um draftado começa de baixo na Double A (que é, grosso modo, equivalente à terceira divisão no futebol).  

Modo Franchise praticamente sem alterações – novo modo "March to October" aparece

Enquanto o modo Franchise não ganhou nenhuma adição, a SIE San Diego criou o modo "March to October" – que pode ser traduzido como "Marcha para Outubro" mas que também é um trocadilho com os meses que iniciam e encerram a temporada, março e outubro. Você escolhe um time e boom, só entra em ação em momentos-chave de uma temporada de 162 jogos. Dá para terminar uma temporada entre 10 e 15 horas, pelas minhas contas nos últimos dias. Bem menos do que os meses que levei para terminar um franchise mode completo ao jogar todas as partidas da temporada regular. 

A grande crítica da comunidade é que o modo franchise não tem novidades. Ah, mas já fizeram muito! Não, ainda faltam algumas coisas presentes nos pares NBA 2k e Madden, como realocação. Se eu quiser mover o Tampa Bay Rays para Monterrey ou Montreal, por exemplo, vou ter que esperar um novo MLB The Show, porque neste ainda não pode. Outros aspectos administrativos de uma franquia que estão presentes no Madden – como construir um estádio novo – ainda não aparecem aqui. Já deveriam aparecer, dado que em 2004 eram presentes em MVP Baseball, da EA Sports. 

O foco parece ser Diamond Dynasty, versão Ultimate Team, da EA, no MLB The Show. Eu, particularmente, não sou tão fã – é praticamente inviável jogar online aqui no Brasil se não for um jogo com servidor local. Não é o caso do The Show, nem do Madden e nem do NBA 2K. Então, lamento e passo longe. 

Leia também: 
Palpites MLB: Campeões de Divisões e Prêmios de Temporada
Temporada 2019 da MLB: 4 Favoritos e os Desafiantes ao título

Veredito: vale a pena?

Sendo sincero, se você já tem a versão 2018, vale a pena em três casos:

 a) Se você é um completo fanático por beisebol e precisa muito ver Fernando Tatis Jr brilhando ao lado de Manny Machado no San Diego Padres e quer ver Bryce Harper (o jogador na capa do jogo, aliás) no uniforme dos Phillies;

b) Se você faz muita questão da jogabilidade melhorada quanto ao fielding (defesa)

c) Se você gosta muito do modo carreira com apenas um jogador – como disse, as melhorias são interessantes e gosto de ser um "captain" como faço quando jogo basquete com meus amigos

Agora, se você não tem a versão 2018 ou nenhuma anterior, vale a pena dar uma chance. É possível dizer que, salvo as perfumarias que disse no modo franchise, MLB The Show 19 é o melhor jogo de beisebol já produzido. É difícil dizer isso de maneira enfática para outros gêneros. The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Switch) é melhor que Ocarina of Time (Nintendo 64)? Dá uma boa discussão. No caso de jogos esportivos, vivemos a melhor era de todos os tempos e, sinceramente, não há discussão. Se você quer uma simulação que chegue perto da realidade e que ao mesmo tempo te ensine os nuances do beisebol, não haverá jogo melhor. 

PS: A propósito, farei lives do The Show 19 em meu canal do YouTube. Clique aqui para se inscrever.

***

A temporada da Major League Baseball nos canais ESPN e no Watch ESPN já começou. Acompanhe a tabela de jogos em espn.com.br/programação – e siga-me no twitter em @CurtiAntony e no Instagram em @AntonyCurti, sempre postarei lá as transmissões da semana.

Comentários

MLB The Show 19: Vale a pena comprar?

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Palpites MLB: Campeões de Divisões e Prêmios de Temporada

Antony Curti
Antony Curti

Kershaw é o líder dos Dodgers na busca pelo tricampeonato da Liga Nacional
Kershaw é o líder dos Dodgers na busca pelo tricampeonato da Liga Nacional Getty

A marcha para outubro já começou. Lesões, home runs, jogos formidáveis e narrativas se desenrolando pouco a pouco até que o verão chegue nos Estados Unidos e, com as primeira folhas caindo no outono, o novo campeão seja determinado na World Series. 

Em uma temporada longa, de 162 jogos, parece quase impossível termos alguma certeza de qualquer coisa. Parece que são muitas coisas que podem acontecer pelo caminho – tal como um livro, conforme brinquei no texto que separa os times da MLB por "prateleiras" para a temporada 2019. A coisa mais louca de tudo é que... Não, não é bem assim. Mesmo numa temporada com tantos jogos, é possível ter algumas certezas. Uma delas é que Boston Red SoxNew York Yankees e Houston Astros são os grandes favoritos desta temporada – a exemplo do que aconteceu no ano passado. 

Sendo assim, vamos aos palpites. É meio que tradição como texto "introdutório" de temporadas e não poderíamos deixar passar aqui no blog. É a segunda parte da minha prévia de 2019 para a temporada. Como "chorinho" no final do artigo, coloco palpites para os prêmios do beisebol e para a World Series – aí sem justificar muito, porque poucas coisas são mais palpite que isso.

Aaron Judge, do New York Yankees
Aaron Judge, do New York Yankees Getty

Liga Americana 


Divisão Leste: New York Yankees 

Tudo o que podia dar certo com os Red Sox deu e tudo o que podia dar errado com os Yankees, bem, também deu. No saldo de aquisições e perdas da última intertemporada, vejo os Yankees mais fortes do que ano passado e os Red Sox ligeiramente mais fracos – o bullpen preocupa após a não-renovação de Craig Kimbrel. Os Yankees foram completamente assolados por lesões durante toda a temporada e isso não costuma se repetir, estaticamente falando, em dois anos seguidos. 

Nesse sentido do "tudo o que podia dar errado/certo", a regressão à média costuma ser eficiente para prever o futuro no beisebol. Seja como for, não há palpite errado aqui: ambos os times devem brigar pela divisão jogo a jogo e as 18 partidas entre Boston e Nova York têm tudo para serem fantásticas. 

Divisão Central: Cleveland Indians

A melhor rotação da Liga Americana, a meu ver. Claro que o bullpen perdeu nomes e Francisco Lindor, o melhor no bastão pelo time, começa a temporada machucado – mas a divisão central da Liga Americana é o equivalente à AFC East da NFL. É uma das barbadas já há algum tempo. O que pode complicar aqui para os Indians é se o Minnesota Twins tiver uma temporada fantástica com Byron Buxton e Miguel Sanó desencantando e se contratarem Dallas Keuchel para reforçar a rotação de arremessadores. Seja como for, é bem difícil que esse título fique fora de Cleveland, que deve dominar suas séries contra ChicagoKansas  City e Detroit  – e só aí temos 54 jogos dos quais uns 45 são bem ganháveis.

Divisão Oeste: Houston Astros

Se com todos os problemas do ano passado esse time chegou na marca das 100 vitórias, é esperado que o mesmo aconteça neste ano. Sim, eu sei que a rotação perdeu nomes como Charlie Morton (Rays), Lance McCullers (fora da temporada por lesão) e Dallas Keuchel (Free Agency), mas ainda tem aquele monte de arremessador que os Astros tiram do nada e que lançam na casa das 97 mph e mais uma esperança de que Gerrit Cole tenha uma temporada excelente. Ainda, o ataque foi reforçado e tá tudo bem nesse sentido, com a expectativa que Carlos Correa não jogar mal como na reta final da temporada. São meu palpite para a World Series, aliás. 

Wild Cards: Boston Red Sox/Los Angeles Angels

Com mais times "tankando" na AL West (Rangers/Mariners), acredito que o maior beneficiado deva ser o Los Angeles Angels de Shohei Ohtani e Mike Trout. Claro, a rotação ainda preocupa, mas creio que uma temporada saudável de Ohtani seja o gás que o time precise para finalmente poder dar uma vitória em playoff para Trout em sua gloriosa carreira. Epa. Talvez não. O segundo Wild Card da AL deve jogar fora de casa contra o time "que sobrar" na briga da Divisão Leste. Ou seja: Yankees ou Red Sox. Aí complica. Nesta minha visão, seria Boston por conta dos motivos que já ilustrei acima – devemos ter Red Sox/Yankees de novo na ALDS ou Red Sox/Astros como em 2016. 

Mike Trout, dono do maior contrato dos esportes americanos
Mike Trout, dono do maior contrato dos esportes americanos Ezra Shaw/Getty Images

Liga Nacional 


Divisão Leste: Washington Nationals

Ta aí uma das previsões mais difíceis de serem feitas nos esportes americanos. De toda forma, uma hora tem que dar certo em Washington, né? A equipe conta com a melhor rotação de arremessadores da divisão – reforçada pelo canhoto Patrick Corbin na free agency. Ainda, mesmo com a saída de Bryce Harper, há inúmeros talentos no time. O destaque vai para o jovem Juan Soto, que pode muito bem ser eleito o MVP da Liga Nacional. BravesMets e Phillies estão na briga, óbvio. Mas meu desempate, pensando em Liga Nacional, vai para a rotação. 

PS: A ver se o bullpen dos Nationals não vai desmontar. 

Divisão Central: St. Louis Cardinals

Excelentes reforços vieram para um time cuja "camisa pesa" no beisebol. Eu sei que é um argumento muitas vezes piegas para muitos esportes, mas acredito de coração que no beisebol ele seja válido. Os Cardinals têm em Paul Goldschmidt sua grande adição de intertemporada e, bem, ele já mostrou num home run durante o Opening Day do que é capaz. A presença de Andrew Miller, também recém-chegado, no bullpen pode ser pra lá de interessante. Bullpen esse que conta com Jordan Hicks, o arremessador mais potente da MLB desde a temporada passada. Os Cardinals tiveram uma temporada além do esperado no ano passado e se "recarregaram" para esta temporada. Têm tudo para voltar ao topo, mesmo que a divisão tenha times fortes como o Milwalkee Brewers e o Chicago Cubs

Divisão Oeste: Los Angeles Dodgers

A versão "Divisão Central da Liga Americana" na Liga Nacional é esta: o oeste. O Los Angeles Dodgers é o grande favorito para o título da NL e isso se deve, também, a estar presente numa divisão mais fraca que as outras duas. São 18 jogos contra Arizona Diamondbacks e San Francisco Giants, duas equipes que perderam força em relação a anos anteriores. O elenco dos Dodgers é fantástico e completo – talvez o mais completo da Liga Nacional. A rotação tem desde Clayton Kershaw até a boa surpresa Walker Buehler. No bastão, nomes como Justin Turner e Corey Seager, de volta após perder 2018, formam o lineup que deve dominar a NL West. 

Leia também: Temporada 2019 da MLB: 4 Favoritos e os Desafiantes ao título

Wild Cards: Philadelphia Phillies e Chicago Cubs

Qualquer time que você colocar aqui da Divisão Central ou Leste é um palpite plausível. Coloquei os Phillies pelos reforços no ataque – Bryce Harper notoriamente, mas também J.T. Realmuto e Andrew McCutchen. Ainda, os Cubs porque não é possível que um time campeão há tão pouco tempo e cuja base retorna desse título não vá ao menos ao Wild Card. No caso dos Phillies, a rotação além de Arrieta/Nola preocupa, bem como o bullpen. No caso dos Cubs, a rotação como um todo – bem como sua longevidade e, por que não dizer, idade. 

Atlanta Braves e New York Mets também são dois bons palpites aqui, vale lembrar. 

Pra arredondar, uma imagem bonitona com os palpites e mais a World Series.

[]

Melhor Arremessador, Liga Americana (Cy Young): Chris Sale, Boston Red Sox

Melhor Arremessador, Liga Nacional (Cy Young): Max Scherzer, Washington Nationals 
MVP, Liga Americana: Mike Trout, Los Angeles Angels
MVP, Liga Nacional: Paul Goldschmidt, St. Louis Cardinals
Calouro do Ano, Liga Americana: Vlad Guerrero Jr, Toronto Blue Jays
Calouro do Ano, Liga Nacional: Fernando Tatis Jr, San Diego Padres

***

A temporada da Major League Baseball nos canais ESPN e no Watch ESPN já começou. Acompanhe a tabela de jogos em espn.com.br/programação – e siga-me no twitter em @CurtiAntony e no Instagram em @AntonyCurti, sempre postarei lá as transmissões da semana.


Comentários

Palpites MLB: Campeões de Divisões e Prêmios de Temporada

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

A culpa não é de LeBron James

Antony Curti
Antony Curti
LeBron James lamenta em jogo do Los Angeles Lakers
LeBron James lamenta em jogo do Los Angeles Lakers Getty Images

Cercado de expectativas, Poderoso Chefão III foi rodado com Al Pacino retornando no papel de Michael Corleone e Francis Ford Coppola como diretor. Se você assistiu ao primeiro e ao segundo filme da saga, sabe que o terceiro esteve longe de ser uma continuação digna. Não me entenda errado: não chega a ser um filme ruim. É, apenas, um filme aquém se comparado aos pares da trilogia. 

A temporada 2018-2019 do Los Angeles Lakers de LeBron James, considerada por muitos a potencial "sucessora" do Showtime Lakers de Magic Johnson e da Era Kobe/Shaq, virou um grande Poderoso Chefão III. Os ingredientes pareciam estar lá. Mas a execução esteve longe de ser a esperada pela torcida, fazendo com que a seca de pós-temporada siga no lado amarelo e roxo de Los Angeles. 

Houve presságios. Um primeiro calafrio pareceu vir quando os Lakers não conseguiram assinar com Paul George, cuja decisão foi de ficar em Oklahoma City ao lado de Russell Westbrook.  O segundo presságio do problema veio no momento que, a bem da verdade, nunca houve 4 nomes certos no quinteto titular além de James. 

Nesse ponto, é difícil encontrar – ou mesmo procurar – culpados. Naturalmente, as luzes são sempre mais fortes quando falamos de LeBron. Mas seria ele culpado ou vítima? Nenhum dos dois. Numa era na qual a ficção se prende mais a personalidades "cinzas" no que tange a vilões e heróis, não vejo necessariamente um vilão ou um herói em Los Angeles. Até se machucar no natal contra o Golden State Warriors, LeBron saiu de quadra "entregando" um time competitivo na tabela do oeste. O FiveThirtyEight, site irmão ao nosso, listava a equipe com 71% de chance de playoff no dia 22 de dezembro.Foi a última boa brisa que soprou no lado amarelo do Staples Center. 

A analogia hollywoodiana segue na medida em que, pela montagem do elenco, os Lakers viraram um Titanic. A densa camada de aço chamada LeBron James impediu que a água entrasse para dentro do casco, mas no momento em que ele cedeu a lesão, tudo ruiu. Se você duvida, veja as estatísticas de Los Angeles antes e depois desse marco zero.

ANTES DE LEBRON MACHUCARDEPOIS DE SUA VOLTA
CAMPANHA20-148-17
PONTOS/JOGO113.2111.5
PONTOS CEDIDOS/JOGO111.0117.6


Fica claro como aquele momento foi o derradeiro para que a temporada começasse a ver seu fim. Na analogia, é o Titanic acertando o ice berg. Na sequência, acabou expondo todos os problemas que a maquiagem lebronesca impedia que pudéssemos ver a olho nu – notoriamente a defesa desorganizada que foi "montada" por Luke Walton.  Ainda, numa era na qual os três pontos são cada vez mais importantes, o elenco dos Lakers nunca teve um real chutador de alcance maior. A equipe teve a segunda pior média de aproveitamento nos três pontos nesta temporada – apenas os Suns foram melhores. No ano passado? A mesma coisa. É a pior porcentagem na linha dos 3 de um time lebrônico desde os Cavaliers de 2004-2005. Coincidência ou não, a última vez na qual LeBron James não foi para os playoffs.

Depois da lesão, veio o momento em que os Lakers não conseguiram trocar por Anthony Davis. Para complicar o clima, boa parte dos jovens do elenco foram incluídos no "pacotão" da troca que eventualmente não aconteceu. Los Angeles saiu perdendo mesmo sequer havendo uma negociação, dado que não haveria muito clima para continuar após o vazamento da proposta para os Pelicans. 

As lesões de Brandon Ingram e Lonzo Ball foram apenas os últimos pregos no caixão e os Lakers seguiram, jogo a jogo, rumo a não-pós-temporada.  Antes de Lonzo sair do time – goste você dele ou não – o ESPN Stats and Info listava os Lakers como sétimo melhor time em eficiência defensiva. Após sua saída, caíram para 30º. Ou melhor, último.  Sequer consistência do quinteto houve em Los Angeles. Kyle Kuzma, Javale McGee, LeBron James, Brandon Ingram e Lonzo Ball dividiram juntos a quadra em apenas 18 jogos. 

LeBron fez sua parte?


Muito se falou e se falará sobre isso, mas a meu ver, sim.  A média de pontos/assistências e rebotes combinados por parte do camisa 23 ficou em 44, a melhor de um Laker desde Kobe Bryant em 2005-2006. Ainda, LeBron termina a temporada – já que a diretoria anunciou que ele não joga mais em 2018-2019  – com oito triplos-duplos, melhor marca de um Laker desde Magic Johnson com 13 em 1990-1991. 

Há pontos de interrogação sobre James, como sua velocidade neste momento da carreira ou o fato dele ter perdido uma sequência grande de jogos por lesão quando isso nunca tinha acontecido. Mas a verdade é que os Lakers não tinham um Kevin Durant ou coisa do gênero além da camisa 23 em quadra e isso ficou exposto quando James saiu por lesão. Claro, Kuzma e Ingram não foram mal. Mas não era o suficiente. Aí, uma bola de neve virou avalanche. Dentro de quadra, as perdas de Ingram e Ball. Fora, a moral do time abalada pelo fato do elenco parecer (e era) "descartável" por uma chegada potencial de Anthony Davis. 

A bem da verdade, a analogia com Poderoso Chefão III funciona até nisso. No filme, não temos a presença de Robert Duvall como Tom Hagen, o conselheiro da família Corleone. Duvall não teria entrado em acordo com a produção do filme quando ao seu cachê. O filme não é abaixo da média da série por conta de Michael Corleone/Al Pacino, ele faz sua parte. Os Lakers não foram abaixo da média por conta de LeBron James. Só que, numa era na qual é quase impossível vencer na NBA sem que haja pelo menos duas estrelas, faltou alguém para LeBron contracenar junto.

Comentários

A culpa não é de LeBron James

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Temporada 2019 da MLB: 4 Favoritos e os Desafiantes ao título

Antony Curti
Antony Curti

George R. R. Martin criou um dos maiores épicos da literatura contemporânea em Game of Thrones sem se preocupar muito com o que o leitor acharia sobre o destino de dado personagem. Na maior parte das vezes, eles morriam mesmo. De certa forma, a afeição que Martin tem pelos esportes americanos faz sentido nesse desenrolar de suas histórias em Westeros. Afinal, durante uma dada temporada dos esportes americanos, por mais que você tenha paixão por um time, o George R. R. Martin do destino vai eliminá-lo não importa o quê. Os playoffs nada mais são do que um grande Casamento Vermelho, com eliminações e plot twists que a gente nunca espera. 

A temporada da Major League Baseball, que teve início ontem com o Opening Day, nada mais é do que um grande livro. A exemplo do que temos quanto ao trono de ferro de Westeros, há favoritos, desafiantes e aqueles que invariavelmente morrerão pelo caminho. Com 162 jogos, a temporada do beisebol nada mais é do que um grande livro, com o qual podemos nos deitar todas as noites antes de dormir. 

Feita a analogia inicial, vamos dar nome aos bois. Ou aos times, na verdade. Separo aqui quatro prateleiras para a temporada deste ano. Primeiro, os favoritos. A chance de nenhum deles chegar ao menos à final de suas respectivas ligas é virtualmente minúscula. Depois, os desafiantes fortes e os que correm por fora: times que podem surpreender se bem encaixarem durante a temporada e conseguirem um reforço ou outro no meio do ano, quando temos trocas para dar um gás. Por fim, times que não brigam por absolutamente nada e que precisariam de um milagre para chegarem à World Series. 

Aaron Judge, do New York Yankees
Aaron Judge, do New York Yankees Getty

Os Favoritos: 

Liga Nacional: Los Angeles Dodgers
Liga Americana: Boston Red Sox, New York Yankees, Houston Astros

Teto de Vitórias: 105

Nada de muito novo em relação ao ano passado em termos de favoritismo, embora haja novidades em relação aos elencos – embora sejam pequenas. Como se fosse um videogame no qual há forças titânicas no chefão ao final de cada fase, também há fraquezas em cada um desses times. O Los Angeles Dodgers tem a volta de Corey Seager, que ficou de fora na temporada passada: isso será suficiente para que o time tenha produção ofensiva suficiente para bater de frente com o resto da Liga Americana numa potencial World Series?  Os Dodgers têm o caminho mais fácil entre as três divisões da Liga Nacional, dado que a Divisão Oeste é a mais fraca delas. Ainda, conta com um bullpen sólido, uma belíssima rotação que sobreviveu em meio a lesões no ano passado e nomes interessantes no bastão, como Justin Turner. Fica sempre a pergunta: é o suficiente?

Do outro lado, o Boston Red Sox defende seu título com uma pulga atrás da orelha. Ou melhor: do bullpen. Os arremessadores de alívio da equipe são os piores deste grupo e podem "entregar a paçoca" em finais de jogos. De toda sorte, a equipe conta com Chris Sale e um renovado David Price na rotação – se eles forem longe em jogos-chave, o problema e a saída de Craig Kimbrel (fechador de 2018) não será tão sentida. 

Na mesma divisão, o New York Yankees busca quebrar o recorde (de novo) de Home Runs que teve no ano passado. Ao contrário de anos e décadas anteriores, os Yankees não contam com o dinheiro lhes movendo – a base da equipe foi construída com as categorias de base (farm system) mesmo. O grande destaque, por óbvio, é Aaron Judge – junto de Mookie Betts e J.D. Martinez, dos Red Sox, concorre para ser MVP da Liga Americana. Os Yankees esperam que as lesões que lhes assombraram em 2018 não apareçam de novo. Embora... Já estejam aparecendo, dado que o melhor arremessador da rotação, Luis Severino, deve perder cerca de 4 jogos no início da temporada. A força dos Yankees reside justamente na fraqueza dos Red Sox: o bullpen. Pode ser dito sem medo de errar que trata-se do melhor do beisebol. 

Por fim na lista, a divisão oeste da Liga Americana conta com o Houston Astros sendo o maior favorito. A equipe foi campeã há dois anos e retorna com boa parte de seu núcleo, incluindo a dupla Carlos Correa e Jose Altuve. Correa teve lesões no ano passado e esteve longe de ser o jogador de 2017 – mesmo quando voltou. Sua presença, saudável, deve ajudar esse time. Mesmo com percalços, os Astros chegaram a 103 vitórias em 2018. Neste ano, embora tenham perdido nomes importantes da rotação de arremessadores, adicionaram Michael Brantley e o catcher Robinson Chirinos – uma melhora naquela que talvez fosse a fraqueza do time, a posição de catcher

Astros foram campeões em 2017 e buscam voltar ao topo nesta temporada
Astros foram campeões em 2017 e buscam voltar ao topo nesta temporada Elsa/Getty Images

Grandes desafiantes: 

Liga Nacional: Milwalkee Brewers, St. Louis Cardinals, Chicago Cubs, Washington Nationals, Philadelphia Phillies, Atlanta Braves
Liga Americana: Cleveland Indians

Teto de Vitórias: 95

A Liga Nacional, como você pode ver acima, é bem mais disputada em termos de equilíbrio – embora as potências ao título estejam na Liga Americana. Há várias equipes que podem surpreender na LN e, a bem da verdade, chega a ser imprevisível prever qual será o Wild Card (repescagem) da liga. Falando em imprevisibilidade, a divisão leste e central podem literalmente ter qualquer um dos times acima como vencedores. Os 19 confrontos entre si que os times farão em cada divisão serão chave. 

A exemplo dos favoritos, há "forças e fraquezas", embora os times aqui listados não sejam tão completos. Na divisão central da Liga Nacional, os Brewers tentam reviver a magia da campanha de 2018 que lhes levou à final da Liga Nacional – impulsionados pelo MVP de 2018, Christian Yelich. De toda forma, a rotação de arremessadores preocupa. Na mesma divisão, os Cardinals se reforçaram com Paul Goldschmidt que, na primeira base, pode ser um candidato a MVP nesta temporada. St. Louis tem um time bem arrumado e com teto alto de vitórias. Os Cubs correm por fora por conta de uma rotação completamente inconsistente e mais pra lá do que pra cá dos 30 anos. As constantes lesões de Kris Bryant e Anthony Rizzo atrapalharam muito o time no ano passado, mas é necessária mais consistência no bastão em vez de anotar 12 corridas num jogo e zerar no outro. 

A divisão leste é ainda mais imprevisível. No ano passado, o Atlanta Braves – a exemplo do Houston Astros e do Chicago Cubs em anos anteriores – amadureceu antes do que esperávamos. A equipe tem veteranos interessantes como Freddie Freeman, mas os grandes lances vieram dos jovens – especialmente Ozzie Albies e Ronald Acuña Jr. O ponto de interrogação é: geralmente quando uma equipe "sobe" muito, acaba caindo no ano seguinte. É a chamada regressão à média. Para complicar a vida dos atuais campeões da NL East, os Phillies se reforçaram bastante. Depois de um ano que terminaram "na média" do aproveitamento, Philadelphia reforçou a ordem de rebatedores para fazer frente aos rivais de sua divisão.  O grande destaque, obviamente, é Bryce Harper e seu contrato de mais de 300 milhões de dólares. Mas há J.T. Realmuto e Andrew McCutchen como nomes que podem ajudar os Phillies. Ainda na mesma divisão, o Washington Nationals – que, justamente, perdeu Bryce Harper para a free agency. Os Nationals têm uma das melhores rotações de arremessadores do beisebol, liderada por Max Scherzer. Há vários bons nomes no bastão mesmo com a saída de Harper, como o jovem Juan Soto. Não os descarte da briga: com menos expectativas, esse time pode finalmente chegar longe. 

Por fim, o único time da segunda prateleira da Liga Americana, o Cleveland Indians. A equipe joga numa divisão onde praticamente todo o resto, fora o Minnesota Twins, está em processo de reconstrução. Natural, devido à forma pela qual o calendário se organiza, que os Indians sejam virtuais campeões de sua divisão agora em março.  Não trata-se do mesmo elenco que passeou pela AL Central no ano passado, de toda forma. Há baixas, sobretudo no bullpen – Cody Allen e Andrew Miller, notoriamente (o último virou reforço dos Cardinals). Ainda, o time batalha contra lesões já no início da temporada, com Francisco Lindor e Jose Ramirez, de longe seus dois melhores jogadores, fora de combate. Os Indians devem ganhar sua divisão mas ainda falta algo a mais para bater de frente com Yankees, Astros e Red Sox – todos com elencos mais completos no bastão. 

Correm por fora: 

Liga Nacional: New York Mets,  San Diego Padres, Colorado Rockies,  Cincinnati Reds,  Pittsburgh Pirates
Liga Americana: Minnesota Twins, Oakland A's, Los Angeles Angels, Tampa Bay Rays

Teto de vitórias: 90

Aqui fica bem difícil falar de todos os times, mas fato é: são equipes que seriam surpresas nos playoffs. No caso da liga americana, Rays,  A's e Angels não têm elencos ruins – mas dão o azar de figurarem nas divisões de Red Sox/Yankees e Astros, respectivamente. Como apenas o campeão de divisão tem vaga assegurada no beisebol, fica difícil imaginar que esses times devam ir longe. Até porque, caso classifiquem-se via Wild Card, pegam ou Red Sox ou Yankees em jogo único e, provavelmente, fora de casa. Complicado. 

No caso dos Twins, é o time que pode fazer frente aos Indians na divisão central, embora faltem estrelas. Seria necessário um ano fantástico de Byron Buxton e Miguel Sanó – a rotação não empolga e a chegada de Dallas Keuchel seria pra lá de bem-vinda. Na Liga Nacional, listei dois times da divisão oeste que até podem dar trabalho para os Dodgers mas que acabarão sucumbindo muito provavelmente. Rockies e Padres, de toda forma, podem ter MVPs da liga em Manny Machado e Nolan Arenado, por que não. No caso dos Padres, a equipe começa a caminhada para ser desafiante em um ou dois anos. O grande destaque além de Machado vai para o núcleo jovem de Luis Urias, Fernando Tatis Jr e Francisco Mejia. Você provavelmente vai ouvir falar bastante deles. 

Mets, Reds e Pirates têm seus pontos positivos, mas a meu ver correm por fora em divisões lotadas de times talentosos. Os Mets podem até surpreender, mas precisam (finalmente) de um elenco saudável – coisa que passou longe do Queens nos últimos anos. 

Madison Bumgarner, o astro que levou os Giants ao título da MLB em 2014, é ainda uma das peças da equipe
Madison Bumgarner, o astro que levou os Giants ao título da MLB em 2014, é ainda uma das peças da equipe Getty Images

Ou estão em "tank" ou só um milagre para chegarem longe

Liga Nacional: Miami Marlins, San Francisco Giants, Arizona Diamondbacks 
Liga Americana: Chicago White Sox, Kansas City Royals, Detroit Tigers,  Seattle Mariners, Texas Rangers, Baltimore Orioles, Toronto Blue Jays

Teto de vitórias: 81

Não vou me estender muito aqui: são equipes se reestruturando, tankando ou com elenco velho. Este último caso é o do San Francisco Giants e o do Texas Rangers, equipes competitivas na primeira metade da década mas que não renovaram seus elencos – embora ainda haja peças famosas. A galera da Divisão Central da Liga Americana (White Sox, RoyalsTigers) é puro tank e reestruturação. Diamondbacks, Blue Jays e Mariners viram suas janelas de competitvidade fecharem e agora começam o mesmo processo. Os Orioles são um time de 100 derrotas. Os Mariners "venderam" todo mundo (pra variar) e começam um longo processo de renovação. 

Todas as equipes deste grupo dificilmente competem por algo nesta temporada. O teto de todas elas, com força, é de 81 vitórias – ou seja, 50% de aproveitamento. 

***

A temporada da Major League Baseball nos canais ESPN e no Watch ESPN já começou. Acompanhe a tabela de jogos em espn.com.br/programação – e siga-me no twitter em @CurtiAntony, sempre postarei lá as transmissões da semana.

Comentários

Temporada 2019 da MLB: 4 Favoritos e os Desafiantes ao título

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.