Recorde, falta de substituto e calendário pesado: o enorme peso da lesão de Lewandowski para o Bayern

André Donke
André Donke

O Bayern de Munique confirmou nesta terça-feira uma das piores notícias que seu torcedor poderia receber: Robert Lewandowski será desfalque por cerca de quatro semanas, após ter sofrido uma lesão no joelho direito diante de Andorra pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022.

Com isso, o time bávaro ficará sem o seu principal jogador na principal semana de sua temporada até aqui. Afinal, o melhor do mundo não estará em campo nos duelos das quartas de final da Uefa Champions League contra o Paris Saint-Germain (7 e 13 de abril) e nem em um confronto direito neste sábado pela Bundesliga. Líder da competição, o Bayern visita o RB Leipzig, que é o segundo colocado com quatro pontos de desvantagem.

É difícil mensurar o tamanho do desfalque de Lewandowski para a equipe de Hansi Flick, mas alguns números ajudam a ilustrar este cenário.

Robert Lewandowski
Robert Lewandowski Getty Images

O camisa 9 marcou 42 de todos os 115 gols do Bayern na temporada e participou diretamente de 50 deles, uma vez que deu oito assistências. Ou seja, ele esteve envolvido em 43,5% dos gols do seu time em 2020-21.

Quem mais se aproxima dos 42 gols de Lewandowski no elenco é Thomas Muller, que foi 13 vezes às redes. Além deles, somente Serge Gnabry, com dez gols, tem dois dígitos no quesito.

A maior parte dos gols do polonês se deu na Bundesliga, na qual anotou 35 tentos e está a cinco de igualar o recorde de Gerd Muller em uma única edição - ele fez 40 em 1971-72. Será que Lewa retorna a tempo e em condições de empatar ou superar o recorde?

Lewandowski supera sua melhor marca na Bundesliga e se aproxima de recorde de Gerd Muller; veja os números!


Vale destacar como o atleta de 32 anos também é participativo na construção de jogadas. É claro que seus gols formaram um fortíssimo argumento para ser eleito o melhor do mundo, mas o camisa 9 está longe de ser 'apenas' artilheiro. Sua movimentação e qualidade técnica fora da área também são detalhes importantes em seu jogo. Não à toa, é o quinto atleta do elenco do Bayern com mais chances criadas em 2020-21, com 41, ficando apenas seis atrás de Kingsley Coman, que é o terceiro colocado na estatística.

Não bastassem a ausência de um jogador como Lewandowski, e o momento em que isso ocorre, o Bayern também terá um desafio em encontrar uma alternativa. Afinal, o técnico Hansi Flick não dispõe de um nome no time principal com as mesmas características.

O único que poderia fazer a função de um centroavante é Eric Maxim Choupo-Moting. Porém, há a opção de colocar algum atleta tecnicamente melhor e jogar sem um nome de área - a seleção alemã, por exemplo, atuou assim contra a Romênia, com Serge Gnabry centralizado. Os bávaros poderiam adotar a estratégia, com Coman e Sané pelos lados, dando muita liberdade e podendo fazendo os três se movimentarem bastante. Essa é uma estratégia mais interessante e com mais qualidade, ainda mais com Thomas Muller (um jogador genial em criar espaços) por trás.

No entanto, no caso da segunda alternativa, há uma barreira particular: a falta de prática. Nas seis vezes que o Bayern jogou sem Lewandowski como titular em 2020-21, em quatro Choupo-Moting esteve entre os 11 iniciais; em outra, o titular foi Joshua Zirkzee (centroavante emprestado ao Parma no momento). A única vez em que os bávaros jogaram sem uma referência em suas 40 partidas na atual campanha foi na eliminação nos pênaltis para o Holstein Kiel na Copa da Alemanha - Sané, Muller, Gnabry e Jamal Musiala foram os quatro nomes de frente, sendo que Lewandowski entrou em campo aos 29 minutos do segundo tempo daquela partida.

Perder Lewandowski é péssimo em qualquer circunstância, mas o momento faz com que sua ausência seja ainda mais significativa.  

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Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo, uni-vos: todos os craques deveriam se posicionar contra o absurdo que é a Superliga

André Donke
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O emblema da Superliga
O emblema da Superliga Divulgação

Mal nasceu, e a Superilga Europeia já tem sido (justamente) detonada ao redor do mundo. Depoimentos de ícones do futebol como Sir Alex Ferguson e Gary Neville e de jornais europeus mostram o quanto essa ideia é absurda e nociva à essência do futebol.

A Uefa - que busca reformar a Champions League em meio a este cenário -, a Premier League e LaLiga também se mostraram contrárias, e é claro que tal posicionamento representa um interesse próprio dessas competições.

Bayern de Munique, Borussia Dortmund e RB Leipzig também já emitiram notas oficiais dando respaldo à reforma da Champions League e sendo contrários ao novo torneio idealizado por um grupo de 12 clubes movidos por uma ideia segregadora.

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Porém, e os jogadores? Eles são a base do futebol e podem e devem ser uma voz com um enorme barulho a favor de sua essência. Neymar, Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e todos os grandes atletas deveriam se posicionar publicamente a respeito. Sem craques não há uma superliga. Ander Herrera, do PSG, deu o pontapé inicial neste sentido.

No cenário atual, as vozes de Messi e Cristiano Ronaldo são ainda mais importantes do que de Neymar e Lewandowski, tendo em vista que Barcelona e Juventus abraçaram essa ideia publicamente, fazendo parte do grupo fundador.

Mais do que esporte mais famoso do planeta, o futebol é um campo democrático onde muitas pessoas conseguem driblar as desigualdades sociais inquebráveis em outros campos. Essa era a realidade de muitos atletas antes de virarem astros.

Muitas dessas pessoas que não conseguem quebrar essas injustiças e desigualdades encontram no futebol a chance de sonhar e de sentir um pertencimento. Nem que isso seja por duas vezes na semana e por 90 minutos.

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Com este mesquinho e ganancioso torneio, o jogo vira às costas a quem dá sentido a ele e abraça quem o enxerga prioritariamente como uma commodity.

O futebol é essencialmente um meio democrático e que tem passado por um processo de elitização. Não faço objeção em ver e ampliar a sua visão como um produto e a chance de lucrar. Pelo contrário. Porém, não quando a essência do esporte está em jogo. E essa Superliga representa exatamente isso.

Os grandes craques têm a chance de brilharem também fora das quatro linhas ao usarem o seu prestígio construído por meio do futebol para defender a essência dele. A bola está com vocês.

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Após rebaixamento categórico, Norwich mantém técnico, quase todo time, retorna à Premier League e deixa uma enorme lição

André Donke
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O Norwich City confirmou seu retorno imediato à Premier League com quatro rodadas de antecedência e antes mesmo de entrar em campo no sábado – e perder para o Bournemouth em casa. Os Canários ainda estão a quatro pontos de igualar a campanha de 2018-19, em que ficaram com o título da segunda divisão. Além disso, se vencerem todos os seus jogos recentes, o clube ainda chegará a incríveis 102 pontos, apenas quatro a menos do recorde registrado na competição pelo Reading, em 2005-06.

Uma campanha inquestionável e que merece o reconhecimento não apenas pelo desempenho do time de Daniel Farke em si, como também pelo fato de dar dado continuidade a um trabalho após um ano muito ruim.

O alemão foi mantido no comando mesmo após um rebaixamento contundente na Premier League passada. O Norwich somou apenas 21 pontos (13 a menos do que o Watford, que foi o penúltimo) e registrou a sexta pior campanha na história da competição – pode virar a sétima, já que o Sheffield United tem 14 pontos nesta edição a seis rodadas do fim.

Além do desempenho em 2019-20 por si só, outro fator que poderia ser preocupante para o clube na tentativa de retorno à primeira divisão era a dificuldade da Championship, mesmo para quem vem de cima. Nas três edições anteriores da liga, somente o Fulham em 2019-20 conseguiu a volta imediatamente após o rebaixamento. Ou seja, os outros oito times que caíram em 2017-18, 2018-19 e 2019-20 permaneceram ao menos mais um ano no segundo escalão – sem mencionar o Sunderland, que foi da primeira para a terceira de uma vez só.

Tal cenário, porém, não causou uma revolução interna em Carrow Road, muito pelo contrário. Além do treinador, nove dos 11 jogadores que mais atuaram na Premier League 2019-20 seguiram no elenco: Tim Krul, Christoph Zimmermann, Max Aarons, Kenny McLean, Alexander Tettey, Todd Cantwell, Onel Hernández, Emiliano Buendía e Teemu Pukki.

Vale destacar que as duas saídas foram de nomes valorizados e que foram contratados por clubes da elite – o lateral-esquerdo Jamal Lewis e o zagueiro Ben Godfrey estão em Newcastle e Everton, respectivamente.

Dos 11 nomes que mais atuaram na Premier League passada, somente seis mantêm a condição na Championship 2020-21: Tim Krul, Max Aarons, Kenny McLean, Todd Cantwell, Emiliano Buendía e Teemu Pukki. Os dois últimos ainda levam um status de protagonista, sendo que Buendía é disparadamente o principal garçom (15 assistências) e o que mais cria chances (115) na competição, enquanto Pukki briga firmemente pela artilharia com 25 gols, o que já  havia conseguido em 2018-19, quando foi eleito o melhor jogador da Championship.

Christoph Zimmermann e Onel Hernández sofreram com lesões, enquanto Alexander Tettey perdeu espaço no elenco. Por outro lado, o capitão Grant Hanley, enfim, parece ter superado os problemas físicos que o impediram de atuar com maior frequência nas duas campanhas anteriores.

Jogadores do Norwich comemoram acesso à Premier League
Jogadores do Norwich comemoram acesso à Premier League Norwich City/Divulgação

É claro que também houve chegadas importantes, como o camisa 10 Kieran Dowell, que foi contratado junto ao Everton, o volante Oliver Skipp, emprestado pelo Tottenham, e o zagueiro Ben Gibson, que está machucado (foi emprestado pelo Burnley e será contratado em definitivo por conta do acesso, como era previsto no contrato). Porém, é inegável que o Norwich sobe por conta da sequência do trabalho.

Há casos e casos, mas o Norwich é uma das melhores provas vinda de um futebol de alto nível que uma temporada péssima às vezes não tem de representar o fim de uma ideia, de um conceito que vinha sendo trabalhado.

O Norwich de Farke gosta de ter a bola e de atacar constantemente. Foi assim na Premier League passada, quando teve a nona melhor posse de bola e foi o 14º que mais finalizou, algo expressivo para um lanterna e ficando à frente do Arsenal, por exemplo. E continuou assim nesta Championship em que lidera os dois índices - o mesmo havia ocorrido no título também de 2018-19.

O Norwich retorna merecidamente à Premier League, e mais seguro de si, após um tira-teima bem-sucedido quanto ao sucesso de 2018-19 e o desastre de 2019-20. Os Canários ainda voltam ao grande palco trazendo na mala uma lição, que pode ser objeto de estudo e reflexão  na Inglaterra e no mundo do futebol inteiro.

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Flick fora do Bayern ao fim da temporada: como problemas internos do clube alemão deterioram relação e geram crise

André Donke
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Como West Ham foi, em apenas um ano, da briga contra o rebaixamento ao sonho de sua melhor campanha na história

André Donke
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O time da temporada de 1985-86 ficou muito famoso no West Ham, sendo que há até livro para ele. E não é por menos.  Foi naquela edição em que os londrinos conseguiram um terceiro lugar, seu melhor desempenho na história do Campeonato Inglês. Com 84 pontos em 42 jogos, a equipe ficou quatro pontos atrás do campeão Liverpool.

Hoje, 35 anos depois daquela campanha, os Hammers sonham em repetir a terceira posição. Isso porque o time de David Moyes fecha atualmente o G-4 da Premier League com 55 pontos após 31 rodadas, com um ponto a menos do que o Leicester City, adversário que superou na última rodada. Um quarto lugar já seria histórico, uma vez que o West Ham disputaria sua primeira Champions League na história.

O que torna a situação ainda mais impressionante é o fato de este mesmo clube ter lutado a menos de um ano para evitar o rebaixamento. Na mesma 31ª rodada, o time londrino estava na 17ª posição, a primeira fora da zona da degola, à frente do Bournemouth e do Aston Villa apenas no saldo de gols.

Como que o West Ham conseguiu mudar tanto em tão pouco tempo?

Assista aos melhores momentos da vitória do West Ham sobre o Leicester City


Um dos segredos para isso foi se tornar praticamente imbatível contra adversários que não pertencem ao topo da liga.

No aproveitamento contra times sem ser do Big 6, o West Ham é o segundo melhor, com 2,45, ficando atrás só do Manchester City, que tem 2,48. O terceiro colocado é o Manchester United com 2,36, e nenhum outro time tem uma média acima de 2. Ao todo, são 52 pontos em 20 jogos, com 15 vitórias, quatro empates e uma derrota. O revés em questão foi contra o Newcastle, em casa, pela primeira rodada – aliás, os Magpies são o seu próximo adversário.

Na média de pontos contra times do Big 6, o West Ham é o terceiro pior, com 0,55 por jogo em média, ficando à frente de Newcastle United (0,33) e Sheffield United (0,27). São 11 jogos, com uma vitória, três empates e sete derrotas.

Quanto ao estilo de jogo, o West Ham tem a terceira pior posse de bola da liga, com 40,8%, à frente apenas de Newcastle (39,5%) e West Bromwich (38%). Para efeito comparativo, todos os outros times que integram o G-4 no momento possuem mais do que 53% de posse de bola em média.

O drible também não é um dos principais recursos da equipe de David Moyes, que tem 235 ao todo, mais apenas do que West Bromwich, Sheffield United e Burnley (os dois primeiros estão na zona de rebaixamento, e o terceiro também luta contra a queda).

Os Hammers ainda são apenas o 12º que mais finalizam e o nono que mais finalizam no alvo, mas possuem o sexto melhor ataque da liga, com 39 gols, sendo que tem uma taxa de conversão de gols de 14,6% nas finalizações, a terceira mais alta do campeonato.

Ou seja, o time londrino não tem tanto a bola, não finaliza tanto, mas quando finaliza normalmente causa estragos aos seus adversários.

Já em relação aos jogadores, um dos grandes trunfos chegou na última janela de transferências. Encostado no Manchester United no começo da temporada, Jesse Lingard já é o vice-artilheiro do time com 8 gols, um a menos do que Tomas Soucek e está empatado com Jarrod Bowen, mesmo tendo 22 jogos a menos do que os companheiros. Se for considerado apenas a partir da estreia do meia-atacante pelo clube, ele é o artilheiro da competição ao lado de Kelechi Iheanacho e ainda soma três assistências, uma a menos do que os líderes do quesito neste intervalo.

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Outra arma importante para esse time tão eficiente é o apoio de seus laterais. Das 255 chances criadas pelo West Ham nesta Premier League, 74 delas (ou 29%) saíram dos pés de Aaron Cresswell e Vladimír Coufal, que ainda lideram em assistências com sete e cinco, respectivamente. O atacante Michail Antonio também tem cinco passes para gol.

O ‘fator tcheco’ também é uma enorme influência no time de David Moyes. Além do já mencionado Coufal, o volante Soucek chegou no começo de 2020, ajudou o time a permanecer na elite na campanha passada oferecendo grande estabilidade atuando ao lado do excelente Declan Rice e ainda se notabilizou pelos gols. O artilheiro do elenco na Premier League em 2020-21 soma 12 gols em 44 jogos na competição, uma marca expressiva para um meio-campista defensivo.

Por falar em reforços que chegaram no começo do ano passado e causaram efeito imediato, este é o mesmo cenário de Jarrod Bowen. Contratado junto ao Hull City, o meia de 24 anos teve um impacto instantâneo e soma nove gols e oito assistências em 44 jogos pelo time na primeira divisão, sendo terceiro principal artilheiro e o principal garçom do elenco desde sua estreia.

Já Michail Antonio merece um destaque especial pelo que fez especialmente na campanha passada no período após a paralisação por conta da pandemia. Na reta final do campeonato, o atacante marcou oito gols, ficando atrás apenas de Raheem Sterling (nove) e sendo fundamental para evitar o rebaixamento. Na atual edição, o atacante de 31 anos também é uma peça importante com sete gols e cinco assistências, embora tenha perdido quase um terço dos jogos por lesão.

Com contratações tão certeiras quanto seu jogo em si, o West Ham chega às últimas sete rodadas do campeonato vivendo a possibilidade real de se classificar à Champions League. O próximo passo a ser dado é neste sábado, quanto visita o Newcastle United no St. James Park, às 8h30 (de Brasília). 

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Uefa Premier League: ingleses dominam as competições europeias

André Donke
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Manchester City e Chelsea nas semifinais da Uefa Champions League; Manchester United e Arsenal nas semis da Uefa Europa League.

Além disso, não é pequena a chance de finais todas inglesas nas duas competições, sobretudo no segundo torneio de clubes mais importante do continente.

Vale lembrar que este cenário ocorreu em 2018-19, quando o Liverpool faturou a Champions ao bater o Tottenham na decisão, enquanto o Chelsea levou a Europa League ao superar o Arsenal na decisão londrina.

Essa presença em peso de ingleses na reta final das duas competições não é mera coincidência, ela diz muito sobre a já conhecida força da Premier League, o principal campeonato de clubes do mundo.

Porém, há outros fatores que influenciam. Na Champions, é importante destacar que Barcelona e Real Madrid, os principais nomes da Europa nos últimos 15 anos, vivem períodos conturbados desde 2018-19, embora os merengues tenham conseguido uma enorme recuperação e estejam apresentando um grande nível nas últimas semanas, o que faz com que cheguem na reta final da temporada inteiros na briga por LaLiga e Champions.

Já quanto à Europa League, esta se tornou muito mais atrativa aos ingleses desde que o campeão do torneio passou a ter uma vaga na Champions, assim como o estabelecimento de um Big 6 na Premier League. A dificuldade em lutar por um lugar no G-4 é cada vez mais difícil, inclusive para os grandes – depois de 19 participações seguidas, o Arsenal não esteve nas últimas quatro edições do torneio. Assim, a Europa League tornou-se mais cobiçada pelos participantes vindos da Terra da Rainha.

Um campeonato nacional cada vez mais forte e uma Liga Europa cada vez mais atrativa. Em meio a isso, uma turbulência de dois gigantes espanhóis, que vinham dominando a Europa. Junte todos estes fatores e verá quatro ingleses entre os oito times que disputam os dois títulos continentais em 2020-21.

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Guardiola espanta fantasma! Sua presença na semi da Champions faz muito bem ao futebol e responde a críticas chatas

André Donke
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Em sua quinta temporada à frente do Manchester City, Pep Guardiola enfim conseguiu ir à semifinal da Uefa Champions League ao ver seu time vencer o Borussia Dortmund por 2 a 1 mais uma vez. Um fantasma que certamente assombrava o técnico foi espantado, mas, acima disso, uma resposta a críticas que não fazem bem ao futebol.

Criticar o desempenho do City de Guardiola na Champions é algo legítimo e fundamentado. Três das quatro eliminações foram contra adversários que não eram favoritos, sendo Monaco nas oitavas de 2016-17, Tottenham nas quartas de 2018-19 e Lyon nas quartas de 2019-20. Diante dos franceses, o favoritismo era ainda mais significativo.

Mas questionar o tamanho do catalão no futebol atual e o tamanho de seus trabalhos tendo como base o desempenho nas edições da Champions League eram observações imprecisas e até nocivas ao bom futebol.

Pep Guardiola é abraçado por jogadores do Manchester City em Dortmund
Pep Guardiola é abraçado por jogadores do Manchester City em Dortmund Getty Images

Guardiola faz bem ao esporte, e é bom que esteja presente na semi da Champions. Ele mudou a realidade de Barcelona, Bayern de Munique e Manchester City. Sim, do Bayern também. O atual octocampeonato - e provavelmente enea – é uma hegemonia jamais vista na Alemanha, onde o Bayern de Beckenbauer foi tricampeão europeu. Guardiola não só comandou o time que levou o segundo, o terceiro e o quarto título dessa sequência, como também subiu o sarrafo no futebol que os bávaros jogavam. Ele colocou o time em um patamar inalcançável para seus rivais domésticos.

As três eliminações para Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid nas Champions que disputou à frente do Bayern já tinham originado essa leva de críticas a ele, muitas vezes pautadas por um quê de inveja e pitadas de vontade de ser do contra e de causar polêmica.

A segunda classificação do City, e a primeira de Guardiola no clube, à semifinal da Champions não foi incontestável. O Dortmund chegou ao terceiro quarto do confronto em vantagem, uma vez que foi ao intervalo nesta quarta-feira na condição de time que iria às semis.

As atuações do time inglês nem foram tão convincentes nas quartas, sendo que erros de Emre Can na ida e na volta foram determinantes na queda dos azarões alemães – embora o volante tenha feito um grande primeiro tempo no jogo de volta.

A ida à semifinal diz muito mais sobre o desempenho apresentado pelo City na temporada do que nas quartas de final em si. Mesmo que o time de Guardiola não tenha brilhado tanto como de costume nos dois últimos confrontos da competição, é importante que ele esteja nas semis. Afinal, as críticas (muitas vezes injustas a ele) são baseadas nos resultados neste torneio.

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El Clásico foi mais uma prova: Real Madrid virou completamente o oposto dos 'Galácticos'

André Donke
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O clube que começou o século atraindo os olhares do mundo para suas estrelas hoje chama atenção quase que exclusivamente pelo mérito de seus grandes jogadores e não pela repercussão que eles causam. A badalação acabou, o futebol, não. Muito pelo contrário. A vitória por 2 a 1 sobre o Barcelona é uma mostra disso.

O presidente Florentino Pérez, que orquestrou um Real de Figo, Zidane, Beckham, Roberto Carlos, Raúl e Ronaldo, focou menos no marketing em seu retorno ao clube, mas não desistiu da ideia de contratar estrelas que já brilhavam ao buscar Cristiano Ronaldo, Kaká e Gareth Bale.

A mudança, porém, foi ainda mais brusca no Real ‘pós-Cristiano Ronaldo’. Os traços galácticos que ainda podiam restar foram de vez para o espaço. Os olhares destinados a craques consolidados voltaram-se a promessas como Federico Valverde, Vinicius Jr., Rodrygo. E o protagonismo ficou com quem era coadjuvante outrora, o que faz com que estes obtenham o reconhecimento que muitas vezes passava batido em outros tempos.

A importância de Karim Benzema, enfim, foi mais reconhecida e simbolizada por um golaço importantíssimo que abriu o placar neste sábado. Desde a saída de Cristiano Ronaldo, ele é o artilheiro do time com 82 gols, com 54 de vantagem para Sergio Ramos, que é o segundo na estatística. Ele ainda lidera em assistências, com 27. Porém, mesmo antes já era uma peça fundamental. Caso contrário, não seria o quinto maior artilheiro da história do clube e nem estaria com 70 gols na Champions (a um de igualar Raúl como quarto maior na estatística).

Golaço do Real Madrid! Vázquez cruza, e Benzema, de letra, abre o placar no El Clásico

Já Toni Kroos continua a ter menor reconhecimento do que merece, e sua atuação, além do gol em si, no clássico é só mais um de inúmeros argumentos a seu favor. Peça fundamental no Bayern campeão de tudo, na Alemanha campeã mundial e no Real Madrid tricampeão europeu, o meio-campista sempre foi coadjuvante, o que fez com que sua fama fosse menor do que seu futebol. Desde 2018-19, o alemão criou 297 chances, 99 a mais do que Benzema, que é o segundo no quesito.

Descendo a escala hierárquica, Federico Valverde mostrou mais uma vez ser um dos herdeiros da espinha dorsal do meio de campo composta por Casemiro, Modric e Kroos. Com uma participação fundamental no gol que abriu o placar, o uruguaio ainda combinou bem defensivamente com Lucas Vázquez pelo lado direito. Por falar em Vázquez, ele teve outra grande atuação em El Clásico (sendo que tinha sido um dos destaques no primeiro turno), ainda que teve de sair no fim do primeiro tempo por problema físico.

A saída de Cristiano Ronaldo definitivamente não foi boa para o Real Madrid, mas ela escancarou como era de fato maior o tamanho de algumas peças que seguem até hoje no elenco.

Benzema comemora gol do Real Madrid contra o Barcelona
Benzema comemora gol do Real Madrid contra o Barcelona Getty Images

E isso sem mencionar que o Real Madrid foi brilhante na maior semana de sua temporada sem contar com seu capitão e sua dupla de zaga titular: Sergio Ramos e Raphael Varane.

Mesmo assim, o Real jogou da forma que quis contra o Liverpool e no primeiro tempo contra o Barcelona, sabendo se defender com o apoio de Valverde à linha de quatro defensores neste sábado e criando as melhores chances do primeiro tempo, tanto que foi ao intervalo com 2 a 0 no placar. O gol de Óscar Mingueza e a pressão dos catalães até mudou o cenário do jogo na etapa final, mas não o placar.

Com o triunfo, o time de Zinedine Zidane assume a liderança do campeonato com os mesmos 66 pontos do Atlético de Madrid, já que leva vantagem no confronto direto – embora o rival ainda jogue na rodada. Quanto ao Barça, os merengues abrem três pontos, além da vantagem no confronto direto, que é o primeiro critério de desempate. Vale lembrar que ainda há Barcelona x Atlético de Madrid, o que pode ajudar – e muito – o Real na luta pelo título.

Com um time pautado no mérito de quem sempre foi coadjuvante, o Real Madrid é no momento o protagonista do futebol espanhol.

Toni Kroos cobra falta, conta com desvio no meio do caminho e amplia contra o Barça

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Chelsea gastou R$ 1,7 bilhão em reforços, mas o seu principal destaque desta temporada já estava no elenco

André Donke
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Não tem faltado emoção na temporada do Chelsea. Depois de terem sido o clube que mais repercutiu no mercado de transferências, os londrinos já jogaram mal, vêm atuando muito bem (apesar do último fim de semana), demitiram o técnico e ídolo Frank Lampard e viram Thomas Tuchel gerar empolgação pelos bons resultados e desempenho em seus 16 primeiros jogos.

Em meio a tantos holofotes, um nome mais distante deles vem se consolidando como o destaque do badalado elenco na temporada: Mason Mount.

Mount em ação pelo Chelsea
Mount em ação pelo Chelsea EFE

Autor do gol que abriu o placar na vitória dos Blues sobre o Porto por 2 a 0 pela ida das oitavas de final da Uefa Champions League, o meia-atacante balançou as redes pela oitava vez na temporada, ficando atrás apenas de Tammy Abraham (12), Olivier Giroud (11) e Timo Werner (dez). O camisa 19 ainda é o terceiro garçom ao lado de Reece James e Kai Havertz, com cinco assistências - Werner (oito) e Ben Chilwell (seis) estão à frente.

Porém, a estatística que mais chama atenção é a de chances criadas, na qual o atleta de 22 anos lidera com 85 - James é quem mais se aproxima com pouco mais do que a metade (44). Mount é ainda o jogador que mais atuou no elenco na temporada, com 3120 minutos (conta que não inclui os acréscimos das partidas).

Veja o gol de Mount que deu a vitória ao Chelsea diante do Liverpool


É impressionante a evolução de um jogador que em 2018-19 estava defendendo o Derby County por empréstimo e que até então não tinha qualquer partida pelo Chelsea no currículo. Depois de ter sido um destaque de um time que ficou perto do acesso na Championship, ele não só estreou pelos Blues em 2019-20 como se estabeleceu como titular, anotando sete gols e cinco assistências em sua primeira Premier League na carreira.

Depois de o clube ter investido 220 milhões de libras (R$ 1,7 bilhão na cotação atual) na última janela de transferências, Mount viu a concorrência aumentar, mas isso não reduziu seu espaço e nem sua importância. Pelo contrário.

Mais do que sua contribuição ofensiva e sua constante presença em campo, o camisa 19 tem sido muito dinâmico e contribuído de diversas formas. Ele é o terceiro no elenco com mais recuperações de bola (atrás só de Jorginho e N'Golo Kanté), é o líder em desarmes, o terceiro que mais toca na bola e o segundo em dribles certos.

É claro que muitos jogadores que chegaram aos Blues em 2020-21 ainda devem crescer nos próximos meses. Nomes como Kai Havertz, Timo Werner e Hakim Ziyech, por exemplo, estão em sua primeira experiência fora do país no qual se profissionalizaram e ainda vivem um cenário de adaptação a um clube, a uma liga e a uma realidade nova. No entanto, isso não diminui em nada o grande papel exercido por Mount.

Um dos grandes trunfos de Frank Lampard como técnico, a projeção do meia-atacante respinga – e muito – na seleção inglesa. Afinal, ele foi titular nos últimos oito jogos pelo país e tem tudo para chegar como peça importante na Euro e na Copa do Mundo.

Assista ao gol de Mount contra o Sheffield United

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Neymar e Mbappé foram brilhantes, e PSG abriu enorme vantagem, mesmo sendo atropelado pelo Bayern

André Donke
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As ausências de Robert Lewandowski e Serge Gnabry exigiriam ainda mais uma grande performance coletiva do Bayern de Munique para conseguir sair em vantagem diante do PSG. E esta veio, mas a vitória não, já que os visitantes ganharam por 3 a 2 em plena Allianz Arena nesta quarta-feira pela partida de ida das quartas de final da Uefa Champions League.

Kylian Mbappé (dois gols) e Neymar (duas assistências) foram decisivos e cirúrgicos. O que engrandece os números de ambos foi o tempo que eles tiveram com a bola durante o jogo para criar algo. Ou melhor, o tempo que não tiveram.

O PSG soube aproveitar uma transição defensiva malfeita pelo Bayern para abrir o placar, contou com um lançamento primoroso de Neymar para marcar o segundo e a velocidade e verticalidade de Mbappé para fazer seu terceiro gol.

O brasileiro, aliás, chegou a 26 assistências desde que começou a disputar a Champions League em 2013-14, sendo o líder absoluto na estatística neste intervalo. Cristiano Ronaldo é que mais se aproxima, com 23.

A quantidade de gols dos franceses representou muito bem sua eficiência, mas não refletiu o volume ofensivo que teve em campo. O que refletiu ainda mais menos a realidade do que se viu em campo foi o fato de o time visitante ter levado apenas dois gols em uma partida em que permitiu 31 finalizações ao rival – em média, uma a cada três minutos.

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Não concordo em falar que o resultado foi injusto, simplesmente pelo fato de não ter ocorrido um erro de arbitragem que tenha interferido no placar. O PSG finalizou seis vezes, fez três gols e ganhou do atual campeão europeu em Munique porque esbanjou eficiência, sobretudo de seus dois principais jogadores. Sua estratégia funcionou. Porém, é preocupante o volume que permitiu ao adversário, ainda que ele seja o atual campeão de tudo.

É de se destacar ainda o fato de o Bayern, ter jogado sem Robert Lewandowski e Serge Gnabry e ainda ter sofrido a baixa de Leon Goretzka, que saiu com um problema físico ainda no primeiro tempo. Só para ilustrar o tamanho do peso do desfalque de Lewandowski, trata-se do artilheiro do time na temporada com 42 gols (Müller é que mais se aproxima, com 14).

É lógico que a lesão sofrida por Marquinhos também contribuiu para a fragilidade defensiva de um PSG que vencia por 2 a 0 até antes da saída de seu capitão. Porém, um domínio tão grande de um time não se vê um jogo assim.

Das 40 partidas que o Bayern fez nesta temporada, esta foi a em que mais finalizou, igualando as 31 conclusões no 4 a 0 sobre o lanterna Schalke 04 pelo Campeonato Alemão. Apenas para efeito comparativo, os bávaros ganharam de 8 a 0 do mesmo Schalke no primeiro turno da Bundesliga com 21 remates. Foram 12 finalizações no alvo, o que exigiu uma atuação grandiosa do excelente Keylor Navas.

Chama atenção também o fato de o Bayern ter finalizado 21 vezes dentro da área, marca que foi superada apenas no 4 a 0 diante do Schalke, quando teve 23 conclusões assim. Ou seja, o Bayern não só conseguiu finalizar apenas, como conseguiu transitar na área adversária com muita frequência.

O PSG deixa Munique orgulhoso por sua eficiência e pelos seus craques, mas não por sua atuação, sobretudo no aspecto defensivo. O atual vice-campeão abre grande vantagem diante do atual campeão nas quartas, mesmo tendo sido atropelado em campo.

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Como detetive policial/técnico levou clube da quarta à primeira divisão na Bélgica

André Donke
André Donke

O Zulte Waregem tem uma curta e intensa história no futebol belga. Digna de filme... e com um detetive policial como protagonista.

Fundado em 2001 com a fusão do KSV Waregem e Zultse VV, o clube herdou as cores vermelho e verde, assim como a casa (Regenboogstadion) do primeiro, enquanto do segundo sairia um ícone: o técnico Francky Dury.

Logo na primeira temporada após a junção, o treinador conseguiu a promoção ao levar o time ao título da terceira divisão. Três anos antes, ele já havia faturado a taça no quarto escalão com o Zultse VV. Já em 2006, o time seria campeão da Copa da Bélgica de forma inédita, e repetiria a conquista em 2017. Além disso, foi vice-campeão nacional em 2012-13.

Tudo isso foi alcançado sob o comando de Francky Dury, que acabou eleito o técnico do ano no Campeonato Belga em 2006 e 2013. Aliás, em 2013, ele assinaria um contrato de dez anos de duração, que permanece em vigor.

Francky Dury em jogo do Zulte Waregem no Campeonato Belga
Francky Dury em jogo do Zulte Waregem no Campeonato Belga Getty

Juntando Zultse VV e Zulte Waregem, Dury ficou no cargo ininterruptamente entre 1994 e 2010, saiu por um ano e meio, período em que comandou o Gent e a seleção belga sub-21, antes de retornar ao Zulte Waregem em dezembro de 2011.

“O Dury é um treinador e uma pessoa muito especial, pelo fato de nunca ter jogado futebol ele vê o futebol de uma maneira completamente diferente de um treinador que foi jogador ou quem viveu o futebol de uma maneira diferente”, contou ao blog o atacante Leandrinho, que defendeu a equipe belga em 2007 e 2008. Dury até chegou a jogar no Hulste Sport como atleta, mas ficaria famoso mesmo à beira do gramado.

A história do treinador no clube belga é por si só algo fora da curva, e fica ainda mais ao levar em conta que até 2007 ele se dividia com outro emprego: o de detetive policial.

"Naquele momento, tornou-se muito complicado para eu exercer meus dois trabalhos com o melhor de minhas habilidades. Simplesmente não era mais possível, e eu tive de fazer uma escolha", contou em entrevista ao site da Fifa em 2013. A publicação apontou que ele Dury "passava seus dias investigando roubos e combatendo o crime organizado como membro da força policial de Gent".

“Foi difícil de adaptar à maneira dele de trabalhar, porque ele é muito general, e eu sou mais de um estilo de jogador mais rápido, veloz, habilidoso, gostava de dar aquelas pedaladas, e ele não gostava muito. Aprendi bastante”, disse Leandrinho, que hoje defende o Herediano, da Costa Rica.

“Dava para ver que ele tinha esse perfil, porque ele gostava das coisas como se fosse no exército”, afirmou o brasileiro de 34 anos. “Ele sempre foi muito sistemático, sempre trabalhou de uma maneira buscando o resultado dentro de um sistema muito rígido”.

Brasileiro revela como era trabalhar com Francky Dury, técnico na 1ª divisão belga e ex-detetive policial

No atual momento da temporada, o ex-detetive tem muito o que ‘investigar’, já que tentará encontrar soluções após ter perdido para o Club Brugge e o Anderlecht nas duas últimas partidas pelo Campeonato Belga.

Na oitava posição com 43 pontos e a três rodadas do fim, o Zulte Waregem tem seis pontos a menos do que o Oostende, que hoje fecha o G-4 que disputaria o playoff principal da competição (briga por título e por competições europeias).

A classificação seria apenas mais um belo capítulo em uma das histórias mais peculiares do futebol.

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4 desastres em 3 anos: Alemanha se acostumou com o constrangimento

André Donke
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Emre Can durante derrota da Alemanha para a Macedônia do Norte
Emre Can durante derrota da Alemanha para a Macedônia do Norte EFE/EPA/THILO SCHMUELGEN

Depois de uma boa atuação contra a Romênia no sábado, apesar do placar de 1 a 0 e ter sofrido alguma dificuldade, a Alemanha encerra a primeira leva de jogos das eliminatórias da Copa do Mundo de 2022 com uma de suas maiores derrotas na história.

A seleção quatro vezes campeã do mundo perdeu nesta quarta-feira, em casa, por 2 a 1 para a Macedônia do Norte, que figura atualmente na 65ª posição do ranking da Fifa. E poderia ter sido ainda pior, já que não foi marcado um pênalti claríssimo após Emre Can ter tocado a bola com o braço na área quando o jogo estava em 1 a 1.

Esta foi a terceira derrota na história da Alemanha em eliminatórias para a Copa do Mundo, sendo que havia perdido para a Inglaterra (5 a 1) em 2001 e para Portugal (1 a 0) em 1985. Coincidentemente, os outros dois reveses também tinham sido em casa.

Os germânicos vinham de uma invencibilidade de 35 jogos na competição qualificatória e tinham triunfado nos últimos 18, sendo que não deixavam pontos pelo caminho desde o 4 a 4 com a Suécia em outubro de 2012.

Mais emblemático do que esses dados em si é para quem a Alemanha perdeu. Embora esteja longe de pertencer ao último escalão de forças da Europa, a Macedônia do Norte jamais havia vencido um jogo competitivo contra uma campeã mundial. Talvez seu grande triunfo até esta quarta tenha sido um 2 a 0 sobre a Croácia, em casa, pelas eliminatórias da Eurocopa em 2007.

Além disso, a seleção só estreará em uma grande competição na próxima Euro - isso porque foi a vencedora de seu caminho na Liga das Nações, que envolvia times da divisão D. Caso o processo de classificação fosse o tradicional, exclusivamente por meio de eliminatórias, possivelmente esse debute não ocorreria.

De acordo com o FiveThirthyEight, site parceiro da ESPN que usa uma série de combinações matemáticas para calcular as probabilidades jogo a jogo e nas competições como um todo, a chance de vitória da Macedônia do Norte antes do jogo era de 3%, enquanto os alemães tinham 87% - além de 10% de probabilidade de empate.

De qualquer forma, um tropeço gigantesco deixou de ser surpresa para a Alemanha. Depois de sua pior participação em Copas do Mundo, ao ser eliminada na fase de grupos de 2018, algo inédito em sua história, a seleção quatro vezes campeã do mundo amargou no campo o rebaixamento na divisão A da Liga das Nações 2018-19 ao terminar na última colocação de seu grupo com dois pontos, cinco a menos do que França e Holanda. Este descenso, ocorrido no mesmo ano do Mundial, só não se confirmou por conta da mudança do regulamento para a edição seguinte.

Na mesma Liga das Nações, em novembro de 2020, a Alemanha perderia por 6 a 0 da Espanha, um resultado que não levava desde 1934, quando caiu para a Áustria pelo mesmo resultado. A diferença no placar foi ainda maior do que o icônico 8 a 3 que sofreu da Hungria na Copa do Mundo de 1954.

Já agora, na Data Fifa seguinte, um novo desastre, o que vai tornando cada vez mais melancólico o fim da passagem de Joachim Low, alguém que fez um trabalho tão longo e tão profundo no futebol germânico.

Hoje, a preocupação na Eurocopa parece muito mais de evitar um novo constrangimento do que pensar em brigar pelo título. Não pelo potencial dos nomes que tem à disposição (sem mencionar Thomas Muller, Mats Hummels e Jérôme Boateng, que ainda teriam facilmente espaço no elenco e entre os titulares, no caso dos dois primeiros), mas pelos resultados inexplicáveis para uma era um dia chocou o mundo do futebol pelo 7 a 1 no Brasil e um título mundial no currículo. Hoje, continua chocando, mas por um motivo nada vanglorioso.

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Sucesso na Turquia, 8 países no currículo e 5ª passagem pela Costa Rica: conheça Leandrinho, um atacante ‘do mundo’

André Donke
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"Eu me sinto do mundo, em tantos países que eu estive. É até difícil falar."

É assim que responde Leandrinho, ao ser questionado se se sentia um pouco costarriquenho, país onde vive sua quinta passagem, a quarta pelo Herediano, clube ao qual se juntou em setembro de 2020.

A resposta faz sentido para alguém que já viveu em oito países estrangeiros  e está longe da sua terra natal há mais de 15 anos. Aliás, o atacante de 34 é pouco conhecido nela, após ter saído aos 20, quando trocou a Portuguesa de Londrina para defender justamente o Herediano.

“Foi nessas situações que (alguém) vai ver um jogador e leva o outro”, conta o atacante em entrevista ao blog sobre como foi parar pela primeira vez na América Central, um destino incomum para atletas brasileiros. “Estava treinando entre os juniores e o profissional, e chegou um treinador da Costa Rica, o Carlos Watson, para ver outro jogador e acabou gostando de mim no treino”.

Depois da saída do Brasil, Leandrinho rodou o mundo. Jogou na Bélgica, Portugal, Irã, Arábia Saudita, Guatemala, México e Turquia. Seu grande momento se deu em solo turco, onde passou cinco anos defendendo Denizlispor, Sivasspor, Karabükspor, Ümraniyespor e Altay. Vice-artilheiro da segunda divisão nacional em 2015-16 com 17 gols pelo Denizlispor, ele conseguiria o acesso na campanha seguinte ao ser campeão com o Sivasspor, somando oito gols e três assistências.

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Além do grande período da sua carreira, Leandrinho viveu também  o grande jogo da sua vida na Turquia. Em 2019, ele marcou o gol da vitória do Ümraniyespor sobre o Fenerbahce por 1 a 0 no jogo da volta das oitavas de final da Copa da Turquia, tendo marcado também nas quartas contra o Trabzonspor. O time da segunda divisão seria eliminado na semifinal da competição, na qual o brasileiro marcou quatro gols.

Sucesso e conquistas à parte, uma vida rodando o mundo também fez o jogador passar por alguns sustos. Um deles veio no Irã, onde defendeu o Mes Kerman.

"Um dia falaram que estava fazendo muito barulho no apartamento, e o vizinho de baixo apareceu com uma metralhadora na porta", afirmou o brasileiro, que acabaria virando amigo do vizinho posteriormente.

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Já na Arábia Saudita a diferença se deu nos hábitos quanto às refeições. Não que a comida não tenha agradado a Leandrinho, muito pelo contrário, mas ele teve de se ambientar a certos costumes.

"Quando cheguei na Arábia foi bem complicado, porque eles comiam com a mão e no chão", contou. "Todo mundo pegando a comida do mesmo lugar. É uma comida maravilhosa. A única dificuldade foi a maneira que eles comiam, mas acabei me adaptando também".

Nada que o atacante do mundo não tirasse de letra, assim como arroz com feijão – ou melhor, o Gallo Pinto – no café da manhã na Costa Rica. Aliás, os costumes do país da América Central são ainda mais presentes em seu dia a dia, não apenas pelo fato de ter defendido quatro vezes o Herediano e uma o Alajuelense, mas também por ter duas filhas nascidas em solo costarriquenho.

É assim que, sem quase ter atuado em seu próprio país, Leandrinho tornou-se um jogador do mundo. 

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Luxemburgo, o ex-saco de pancadas do futebol mundial

André Donke
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Turquia amassa Noruega de Haaland e vence com direito a golaço; veja


Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, Luxemburgo perdeu todos os seus 12 jogos em um grupo que tinha Portugal, Eslováquia, Rússia, Estônia, Letônia e Liechtenstein, com um saldo de -43, após cinco gols marcados e 48 sofridos.

Porém, desde então a seleção sempre venceu um jogo em cada uma das eliminatórias seguintes. Foram 8 pontos na etapa qualificatória para o Mundial de 2010 (uma vitória sobre a Suíça e dois empates) e 9 pontos nas eliminatórias para as Copas de 2014 e 2018, com campanhas de um triunfo e três empates.

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Já nestas eliminatórias, Luxemburgo conseguiu sua primeira vitória logo em sua estreia, visitando a Irlanda em Dublin e fazendo um inimaginável 1 a 0, neste sábado. Um feito enorme e que comprova a evolução de uma seleção que até as eliminatórias da Copa de 2010 só tinha duas vitórias na história da competição. E olha que Luxemburgo esteve em todas as qualificatórias do Mundial desde 1934, conseguindo apenas ganhar de Portugal em 1961 e da Turquia em 1972.

Já na Liga das Nações, a seleção do país de 626 mil habitantes (dados de janeiro de 2020) já vinha apresentando um desempenho digno de nota. Em suas duas participações terminou como 2º colocado de sua chave. Na última edição, só ficou atrás de Belarus (13 a 10 nos pontos), condição definida somente na última de seis rodadas.

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Atualmente na 98ª colocação do ranking da Fifa, o país sempre fechou o ano no top 100 desde 2017, um feito para uma nação que jamais havia virado o ano entre os 120 primeiros na história. Em 2012, era o 148º da lista.

Neste sábado, para ganhar da Irlanda (42ª do ranking da Fifa), a seleção luxemburguesa tinha no time titular o meio-campista Leandro Barreiro, que iniciou 19 das 26 partidas do Mainz nestaa Bundesliga. O autor do gol da vitória é Gerson Rodrigues, que atua regularmente pelo Dínamo de Kiev.

Rodrigues comemora após marcar para Luxemburgo sobre a Irlanda
Rodrigues comemora após marcar para Luxemburgo sobre a Irlanda Charles McQuillan/Getty Images

Luxemburgo está muito longe de disputar uma Copa do Mundo, ainda mais em um grupo que ainda tem Portugal e Sérvia, mas sua evolução é notória e só me faz defender as seleções pequenas de todos os continentes. Elas merecem seu espaço nas eliminatórias, só assim é possível crescer como os luxemburgueses têm feito.

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França começa novo ciclo de Copa com 60% elenco campeão mantido e zaga absurdamente promissora

André Donke
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A França inicia sua defesa ao título mundial nesta quarta-feira, quando recebe a Ucrânia no Stade de France pela primeira rodada do grupo D das eliminatórias europeias. O caminho em busca do seu terceiro troféu da Copa começa com mais da metade dos nomes que foram campeões na Rússia em 2018.

Dos 26 atletas chamados pelo técnico Didier Deschamps para os compromissos contra Ucrânia, Cazaquistão e Bósnia-Herzegovina, 14 deles chegam com a medalha de ouro no peito (veja a relação abaixo).

Nove dos 23 jogadores que foram campeões do mundo há três anos não estão na seleção atual, sendo que apenas dois deles foram titulares na Rússia: o zagueiro Samuel Umtiti e o meio-campista Blaise Matuidi. Enquanto o primeiro tem lidado com muitas lesões, o segundo está com 33 anos (completará 34 em abril) e deixou o futebol europeu para defender o Inter Miami na MLS.

Treino da seleção francesa
Treino da seleção francesa divulgação

Com a base praticamente toda mantida, Deschamps ainda vê Kylian Mbappé consolidar-se cada vez mais como uma estrela mundial – o desempenho recente em jogos importantes do PSG e sem a companhia de Neymar são uma prova disso. Campeão do mundo aos 19 anos, o atacante já era uma das referências daquela seleção e, agora, aos 22, só evoluiu ainda mais.

Além disso, o técnico viu excelente opções surgirem nos últimos três anos, sobretudo na zaga, com destaque para Dayot Upamecano e Jules Koundé, que não estão na convocação atual - o primeiro se recupera de lesão. Os dois atletas de 22 anos estão muito bem estabelecidos em fortes clubes europeus, sendo que Upamecano já está com a transferência para o Bayern de Munique acertada. Sua saída do RB Leipzig e a ida a um clube da primeira prateleira da Europa pode ser duplamente benéfica para a França, já que tal movimento pode dar mais espaço ao promissor zagueiro Ibrahima Konaté, de 21 anos, no Leipzig.

Os Bleus ainda contam, por exemplo, com Wesley Fofana (20 anos), que chegou muito bem no Leicester City nesta temporada, Benoît Badiashile (19 anos), que vem chamando atenção no Monaco, e sem mencionar o mais experiente Aymeric Laporte (26 anos). Embora tenha perdido espaço no Manchester City, o defensor ainda é um nome consolidado no futebol europeu e oferecendo a versatilidade de poder atuar na lateral-esquerda.

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Outro nome de grande expectativa é Houssem Aouar, que se estabeleceu como uma referência no Lyon e foi (justificadamente) muito especulado no mercado do meio de 2020, embora tenha permanecido em seu clube formador. Já no gol, caso haja declínio técnico de Hugo Lloris, Mike Maignan (25 anos - Lille) e Illan Meslier (21 anos - Leeds United) são nomes com potencial para concorrer com os reservas Alphonse Areola e Steve Mandanda, que seguem na seleção.

Para o ataque, Nabil Fekir e Florian Thauvin não fazem parte do grupo atual depois de terem sido campeões mundiais, com destaque para o primeiro, que atuou em seis das sete partidas na Rússia e é uma peça importante no Betis. As ausências de ambos evidencia a maior concorrência no setor, uma vez que Kingsley Coman e Anthony Martial são hoje jogadores bem superiores em relação a três anos atrás, quando ficaram na lista de suplentes de Deschamps. Isso sem falar na possibilidade de contar com Alexandre Lacazette, que vai para sua quarta temporada no Arsenal, todas marcando no mínimo 12 gols.

O setor onde vem alguma dúvida, ao menos no momento, é a lateral – em ambos os lados. Benjamin Pavard não atravessa a melhor fase, e Lucas Hernández não se consolidou como titular no Bayern. Porém, o lado esquerdo ganha concorrência com a boa temporada de Theo Hernández (irmão de Lucas) no Milan e o crescimento de Lucas Digne no Everton.

Ou seja, a França inicia sua defesa ao título mantendo sua espinha dorsal e com um Mbappé amadurecido, além do surgimento de diversos jovens com capacidade de manter – ou até melhorar - o nível na disputa pelo título. Os campeões vão fortes para 2022.

Alemanha mudou mais da metade em 2018

Para mero efeito comparativo, a Alemanha teve uma mudança de 14 nomes entre o elenco campeão em 2014 e o eliminado na fase de grupos em 2018. Os nove atletas que disputaram as duas edições foram: Manuel Neuer, Matthias Ginter, Mats Hummels, Jérôme Boateng, Sami Khedira, Mesut Özil, Julian Draxler,  Toni Kroos e Thomas Müller. Vale lembrar que nomes como Philipp Lahm e Miroslav Klose se aposentaram da seleção logo após o título no Brasil. 

Os 'brabo' chegaram: Mbappé, Pogba e companhia se apresentam à seleção da França


Estiveram em 2018 e estão nesta convocação – 14 nomes

Goleiros: Alphonse Areola, Hugo Lloris e Steve Mandanda

Defensores: Benjamin Pavard, Lucas Hernández, Raphaël Varane e Presnel Kimpembe

Meio-campistas: N’Golo Kanté e Paul Pogba

Atacantes: Ousmane Dembélé, Olivier Giroud, Antoine Griezmann,  Thomas Lemar e Kylian Mbappé 

Não estiveram na Copa e estão nesta convocação – 12 nomes

Goleiro: Mike Maignan

Defensores: Lucas Digne, Léo Dubois e Clément Lenglet, Ferland Mendy e Kurt Zouma

Meio-campistas: Tanguy Ndombelé, Adrien Rabiot e Moussa Sissoko

Atacantes: Wissam Ben Yedder, Kingsley Coman e Anthony Martial 

Estiveram na Copa e não estão nesta convocação – 9 nomes

Defensores: Samuel Umtiti, Adil Rami, Djibril Sidibé e Benjamin Mendy

Meio-campistas: Corentin Tolisso, Blaise Matuidi e Steven Nzonzi

Atacantes: Nabil Fekir e Florian Thauvin

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Quartas de final da Champions têm favoritismo inglês e o ‘nascimento’ de Haaland

André Donke
André Donke

As quartas de final da Uefa Champions League foram sortedas nesta sexta-feira e apontaram dois confrontos com favoritos claros – ambos ingleses - e dois duelos equilibrados.

O Manchester City tem sofrido eliminações surpreendentes na ‘Era Pep Guardiola’, com destaque para as quedas para Monaco (oitavas em 2016-17) e Lyon (oitavas em 2019-20), mas isso não tira a superioridade que tem diante do Borussia Dortmund. Estamos falando do time que melhor joga futebol no mundo no momento.

De qualquer forma, a missão dos ingleses não é nada fácil e com uma perigosa armadilha para uma equipe com vocação tão ofensiva: os contragolpes velozes liderados por Jadon Sancho e Erling Haaland.

Aliás, por falar nas duas estrelas aurinegras, ambas têm uma história especial envolvendo o time de Manchester. Enquanto Sancho foi revelado pelo City, tendo deixado o clube no meio de 2017 aos 17 anos e sem qualquer atuação pelo elenco principal, Haaland nasceu na Inglaterra no meio de 2000, mesmo momento em que seu pai, ex-meio-campista, trocava o Leeds United pelo Manchester City, o qual defenderia até 2003.

Haaland na Champions League
Haaland na Champions League Getty Images

Outro fato curioso deste jogo é o reencontro de Ilkay Gundogan com o Dortmund. Peça importante no time alemão que foi à final da Champions em 2013 – inclusive fez o gol de pênalti na derrota para o Bayern de Munique na final -, o meio-campista foi a primeira contratação de Guardiola no City.

Outro claro favorito inglês é o Chelsea, que está invicto sob o comando de Thomas Tuchel: nove vitórias e quatro empates em 13 jogos, com apenas dois gols sofridos. Embora o Porto, seu adversário, também não fosse favorito contra a Juventus e, mesmo assim, tenha conseguido a classificação, o desafio aqui é ainda maior. O amplo domínio dos Blues diante do Atlético de Madrid mostra que se trata de um time bem mais consistente que a Juventus no momento.

Nos duelos mais equilibrados das quartas, duas reedições de finais recentes. O Bayern de Munique encara o Paris Saint-Germain com ligeiro favoritismo, embora esteja apresentando uma vulnerabilidade defensiva que não apresentava na edição passada. Robert Lewandowski, por outro lado, manteve o nível absurdo de 2019-20.

Do lado do PSG, o retorno de Neymar é essencial para a revanche. De qualquer forma, apesar disso e da enorme atuação no Camp Nou no jogo de ida das oitavas de final contra o Barcelona, a equipe parisiense teve uma queda da temporada para essa – não à toa o técnico Thomas Tuchel foi substituído por Mauricio Pochettino. A ausência de férias e o grande número de casos de COVID-19 no elenco também tiveram peso para essa instabilidade em 2020-21.

A curiosidade fica pelo reencontro de Eric Maxim Choupo-Moting, com o PSG. O atacante foi um dos heróis da classificação dos franceses às quartas de final da edição passada ao marcar o gol da vitória de virada sobre a Atalanta por 2 a 1 aos 48 minutos do segundo tempo.

Por fim, Real Madrid e Liverpool reeditam a final de 2017-18 (aquela famosa pelas falhas do goleiro Loris Karius, pelo golaço de Gareth Bale pela lesão de Mohamed Salah em disputa com Sergio Ramos) vivendo seu momento mais baixo nas últimas quatro temporadas. Os Reds chegam ao confronto tendo a competição europeia como única opção de título, e os espanhóis figuram seis pontos atrás do líder Atlético de Madrid, sendo que irão enfrentar o Barcelona em LaLiga entre os jogos das quartas de final da Champions.

A equipe de Zinedine Zidane tem sido mais consistente, mas a de Jurgen Klopp é mais forte tecnicamente.  Também vale ressaltar que, apesar de uma Premier League desastrosa, o Liverpool mostrou sua força no mata-mata na Champions ao ganhar de forma contundente do ótimo time do RB Leipzig. 

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Por que o Sheffield Wednesday tem quarta-feira no nome?

André Donke
André Donke

Esta quarta-feira é uma data convidativa aos fãs da Championship - e dos trocadilhos. Afinal, teremos o Sheffield Wednesday jogando em wednesday (quarta-feira, em inglês).

Mas afinal, por que um clube leva quarta-feira em seu nome?

A resposta vem antes mesmo da existência do futebol. Em 1820, foi criado o Wednesday Cricket Club por artesãos que tinham seu meio dia de folga justamente nas quartas. Este seria dissolvido em 1924 e ficou simplesmente como  Wednesday até 1929, quando passou a receber o nome atual: Sheffield Wednesday. O clube de futebol em si foi fundado em 4 de setembro de 1867, aderindo ao profissionalismo apenas 20 anos depois.

O time da quarta-feira ganhou quatro vezes a primeira divisão inglesa (1902–03, 1903–04, 1928–29 e 1929–30) e ainda faturou a Copa da Inglaterra em três oportunidades (1895–96, 1906–07 e 1934–35).

 Seu último grande título ocorreu em 1990-91, quando estava na segunda divisão e conquistou sua única Copa da Liga Inglesa ao bater o Manchester United na decisão. Promovido à elite na mesma temporada, ele ainda conseguiria um terceiro lugar na elite em 1991-92

Hoje, porém, a realidade é muito diferente para o time que também é chamado por Owls (corujas, em inglês), pelo fato de estar situado em uma área de Sheffield que era conhecida como Owlerton.

Na última partida pela Championship, Sheffield Wednesday perdeu para o líder Norwich por 2 a 1; veja os gols


Atual vice-lanterna da Championship, a equipe tem 28 pontos, sete a menos do que o Birmingham, que jogou uma vez a mais. No entanto, o Rotherham United, que abre a zona de rebaixamento, tem 32 pontos e três partidas a menos em relação ao Sheffield Wednesday.

Além disso, os Owls vêm de uma sequência de sete derrotas consecutivas no campeonato. O último triunfo ocorreu em 9 de fevereiro, quando fizeram 2 a 0 no lanterna Wycombe Wanderers, em casa.

Agora, o Sheffield Wednesday tentará mudar sua situação diante do Huddersfield Town em casa. Esta será a oitava e última vez que o time jogará em uma quarta-feira nesta Championship – a menos que haja alguma mudança no calendário. O retrospecto é muito negativo: cinco derrotas e dois empates.  Isso sem contar o revés por 2 a 0 para o Fulham pela terceira eliminatória da Copa da Liga Inglesa.

O clube tentará reverter a série negativa de resultados no campeonato e nas quartas-feiras sonhando em evitar a queda para a terça...digo... terceira divisão.

Bandeira do Sheffield Wednesday no estádio de Hillsborough, em Sheffield
Bandeira do Sheffield Wednesday no estádio de Hillsborough, em Sheffield Getty

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Real Madrid nas quartas da Champions: brilho de Vinicius Jr. é bem maior do que os gols que perde

André Donke
André Donke

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É inegável e antigo a dificuldade que Vinicius Jr. tem no momento da finalização, algo que não se imagina para um jogador que atue pelo Real Madrid. Porém, ele "compensa" com seu talento. E isso ficou muito evidente nesta terça-feira, quando os merengues bateram a Atalanta com tranquilidade por 3 a 1 para confirmar a classificação às quartas de final da Champions League.

O atacante de 20 anos perdeu uma chance inacreditável ao errar o alvo após ficar cara a cara com goleiro Sportiello no começo do segundo tempo. Porém, essa ocasião só existiu porque o camisa 20 roubou a bola em sua área e arrancou desde o campo de defesa para driblar um adversário na outra área e então mandar ao lado da meta.

Pouco depois, um novo belo lance individual dele ocasionou o pênalti que Sergio Ramos converteu para marcar o segundo gol dos mandantes no estádio Alfredo Di Stéfano.

Vinicius Jr. foi um dos destaques da partida, embora mereça o puxão de orelha pelo erro na conclusão. O único problema é que às vezes essas cobranças são desproporcionais ao saldo que o brasileira traz.

O atacante de 20 anos pegou em 2018 um Real Madrid se ambientando após perder um de seus grandes ídolos da história. Mesmo neste cenário e com uma bagagem muito curta como profissional, Vinicius Jr. entregou de cara muito mais próximo do que se espera de um atleta pronto do que se espera de uma promessa. E isso fez com que se esquecesse que ele ainda é um atleta em formação, e com muita margem de crescimento e aprimoramento.

Vinicius Jr. durante jogo entre Real Madrid e Atalanta, pela Champions
Vinicius Jr. durante jogo entre Real Madrid e Atalanta, pela Champions EFE/Juanjo Martín

De qualquer forma, o camisa 20 é o 5º jogador que mais criou chances no Real nesta temporada, com 29, e é o 3º com mais dribles certos (49). Na campanha passada, ele tinha sido o 6º do elenco em chances criadas e o líder em dribles.

É claro que Vinicius Jr. tem muito a melhorar, o problema é como o olhar crítico aos pontos falhos muitas vezes esquece o cenário que ele teve de driblar e o quanto ele já driblou em campo. Entre os gols perdidos e as chances criadas de Vinicius Jr., o Real Madrid sai bem no lucro.

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Sevilla x Betis: uma rivalidade com raízes fora do futebol e que foi até para as águas

André Donke
André Donke

Este domingo é dia de um dos maiores clássicos do futebol espanhol: Sevilla x Real Betis. A bola rola às 17h (de Brasília) no Ramón Sánchez Pizjuán, com transmissão da ESPN e ESPN App.

O dérbi válido pela 27ª rodada de LaLiga tem como atrativo a disputa de ambos os times por um vaga na próxima Uefa Champions League. O Sevilla fecha o G-4 com 48 pontos, oito atrás do terceiro colocado o Barcelona. Real Sociedad (45 pontos) e Betis (42) aparecem em quinto e sexto, respectivamente.

Sevilla x Betis
Sevilla x Betis Getty Images

Jogando em casa, o atual campeão da Liga Europa tenta superar um péssimo momento na temporada, tendo sofrido quatro derrotas nos últimos seis jogos oficiais e sido eliminado nas oitavas da Champions para o Borussia Dortmund e na semifinal da Copa do Rei diante do Barcelona, mesmo após ter feito 2 a 0 no confronto de ida.

Por outro lado, os comandados de Manuel Pellegrini atravessam uma excelente fase: ganharam seus últimos quatro compromissos no Espanhol e só perderam para o Barcelona nas últimas dez partidas pela competição, tendo vencido sete jogos e empatado dois no período.

Ou seja, não faltam atrativos para um clássico que nem precisaria de tantos atrativos para despertar atenção. Sevilla e Betis protagonizam uma rivalidade que não se limita ao futebol e tem raízes fora dele.

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O Sevilla FC foi fundado em 1890 e era associado à elite. O Betis Foot-ball Club surgiu em 1909, depois que Eladio García de la Borbolla, então um membro da diretoria do Sevilla FC, abandonou o clube para fundar o seu próprio, que acabou sendo o Betis Foot-Ball Club. O Real Betis, como conhecemos hoje, surgiu em 1914 com a fusão do Sevilla Balompié e do Betis FC, e era ligado à classe operária.

O Betis seria campeão espanhol primeiro, em 1935, e o Sevilla ficaria com a taça em 1946. Nenhum deles voltou a ficar com a taça e ambos seguem como únicos representantes da Andaluzia a alcançar a honraria. Na Copa do Rei, o Sevilla leva vantagem com cinco conquistas contra duas.

Nos últimos 30 anos, a rivalidade ganhou desdobramentos, com o Betis sendo terceiro colocado no Espanhol em 1995, fazendo de Denílson a contratação mais cara da história até então em 1998 e conquistando a Copa do Rei em 2005, algo que não conseguia desde 1977 - seu rival não ficava com o título desde 1948.

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Porém, a situação mudou drasticamente desde então. O Sevilla ganhou a Copa do Rei em 2007 e 2010, foi terceiro em LaLiga em 2007 e 2009 e faturou seis títulos de Copa da Uefa/Liga Europa (2006, 2007, 2014, 2015, 2016 e 2020), virando isoladamente o maior campeão da competição.

No mesmo período, o Betis só foi campeão da segunda divisão em 2011 e 2015, sendo que amargou três rebaixamentos desde 2000.

Porém, há um esporte em que o Betis tem sido dominante no clássico: o remo.

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Realizada pela primeira vez em 1960 e ocorrendo ininterruptamente desde 1970, a Regata Sevilla-Betis ocorre anualmente nas águas do rio Guadalquivir e tem um percurso de cerca de 6km. Esportistas de diferentes clubes de remo representam os dois tradicionais times na disputa.

O Betis ganhou as últimas dez edições na categoria masculina, mas leva desvantagem no histórico de 30 a 24. Já na categoria feminina, o clube alviverde venceu as últimas três e assumiu a dianteira no retrospecto histórico: 16 x 15.

“Se existir alguma competição que tem o nome do Betis e do Sevilla, existirá rivalidade, seja ela no xadrez, onde for, vai existir rivalidade”, afirmou Julio Baptista, ídolo do Sevilla, em entrevista ao blog.

Neste domingo, é dia de viver mais uma vez esta rivalidade, que tem raízes fora do futebol e que não se limita ao gramado.  


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Koeman está certo: há, sim, futuro no Barcelona

André Donke
André Donke
Pedri durante jogo do Barcelona
Pedri durante jogo do Barcelona Getty
"Leo (Messi) não pode ter dúvidas que há futuro nessa equipe (...) Quem decidirá o futuro de Messi é ele mesmo. Ninguém pode ajudá-lo nisso. Ele deve ter visto já algum tempo que essa equipe está em crescimento e pode subir de degrau".

A fala de Ronald Koeman após a eliminação do Barcelona na Champions League diante do Paris Saint-Germain foi objetiva e sensata.

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Se o craque argentino fez sua última partida no torneio com a camisa azul-grená, esta trajetória tem um fim melancólico pelo 8 a 2 em 2019-20 e a queda nas oitavas em 2020-21, a mais precoce do clube desde 2006-07, quando foi eliminado também nesta fase. Porém, ao mesmo tempo, o torcedor catalão deixa a competição com uma sensação de esperança, algo muito valioso para quem viveu terra arrasada nos últimos meses.

Mesmo que não esteja hoje na primeira prateleira do continente, o Barça vê seu futuro a curto prazo sendo bem mais empolgante que o passado recente, uma situação bem diferente de quando o time de Quique Setién foi atropelado pelo Bayern de Munique no último mês de agosto.

Há mostras individuais e coletivas que deixam claro este cenário. Os catalães ostentam no momento a maior invencibilidade em uma liga nacional entre as cinco principais da Europa, com 13 vitórias e três empates nos últimos 16 confrontos, sendo que não perdem há mais de três meses em LaLiga. O título voltou a ser uma possibilidade, já que está seis pontos atrás do Atlético de Madrid, rival que ainda enfrentará mais uma vez.

Além disso, o time de Koeman tem dado demonstração de força em jogos grandes, como a remontada conseguida diante do Sevilla, que o deixa a um jogo (final contra o Athletic Bilbao) de uma taça importante. OK, é a terceira mais relevante, e ainda é pouco para um clube detsa magnitude, mas amenizaria - e muito - a pressão que viria por uma segunda temporada seguida sem levantar troféus. Antes de 2019-20, a última vez que o Barça havia terminado uma campanha sem dar uma volta olímpica fora em 2008.

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Outro fator a se destacar foi a maneira como o Barcelona se comportou no Parque dos Príncipes nesta terça-feira. Ainda que o ritmo tenha caído no segundo tempo, quando o PSG conseguiu administrar sem grandes problemas o 1 a 1 no placar, os franceses passaram apuros no primeiro tempo, em que o Barça manteve alta intensidade, organização e concentração, a não ser pelo pênalti infantil de Lenglet. Os visitantes fizeram o suficiente para ir ao intervalo com uma vantagem de um ou dois gols de vantagem. Keylor Navas é mercedor muitos elogios pela classificação dos parisienses às quartas.

Porém, o ponto em que mais gostaria de tocar no que diz respeito à declaração do técnico holandês é como o Barcelona apresentou grandes notícias no seu elenco em 2020-21. Cito quatro nomes de diferentes realidades dentro do elenco como bons exemplos.

Ronald Araújo: O zagueiro uruguaio fez nesta temporada 21 das 27 partidas com a camisa azul-grená e teria feito muito mais, não fossem as lesões - inclusive, esse foi o motivo de ele não ter atuado nos duelos com o PSG. De qualquer forma, o uruguaio de 22 anos já mostrou estar pronto para ser uma peça de confiança de Koeman.

Frenkie de Jong: Depois de uma primeira temporada de adaptação, na qual rendeu abaixo do esperado, seu futebol melhorou muito, e o meio-campista também tem exercido uma influência enorme do jogo do Barcelona. Dono de um passe muito refinado, o atleta de 23 anos tem se movimentado de forma intensa e inclusive pisando na área muitas vezes para concluir as jogadas – com seis gols, ele é o artilheiro entre os não-atacantes do elenco em 2020-21 e ainda é o quarto principal garçom do Barça na temporada com cinco assistências. Como já escrevi outra vez por aqui, De Jong é a melhor notícia do time dentro nas quatro linhas nesta campanha.

Ilaix Moriba: Com apenas 18 anos e seis partidas pela equipe principal, o meio-campista está ainda longe de ser uma realidade, mas o nível e a personalidade apresentados por ele desde sua estreia em LaLIga há um mês o colocam como mais um argumento a favor de um futuro promissor no Camp Nou.

Pedri: Uma das grandes revelações do futebol europeu na temporada. Antes mesmo de ter completado 18 anos no fim de novembro, o meio-campista já estava estabelecido como titular e hoje já disputou 39 partidas pelo Barça, sendo o sexto nome de linha com mais minutos em campo. Mais do que o tempo, ele mostra qualidade. Importante taticamente, o jovem apresentou uma grande personalidade para jogar – e bem – em um Barça tentando superar tantos problemas dentro e fora de campo. O que ele fez já foi impressionante por si só, e o cenário adverso que teve de lidar só engrandece ainda mais sua temporada.

Outros pontos a serem mencionados são a melhora de Sergiño Dest, que passou a ser uma opção mais interessante na formação com três zagueiros. Com grande capacidade ofensiva e para o drible, o lateral-direito de 20 anos não começou bem em sua primeira campanha pelo Barça, mas ganhou a confiança de Koeman nos últimos jogos.

Além disso, Ousmane Dembélé voltou a atuar constantemente. Depois de ter sofrido com contusões na campanha passada e ter só atuado nove vezes (cinco como titular) e totalizando 494 minutos, o atacante de 23 anos ainda está longe de justificar o altíssimo investimento, mas voltou a atuar regularmente e passou a ser uma peça importante neste Barcelona em reformulação. Rápido, de bom drible e criando boas chances, ele ainda peca em tomadas de decisão, mas já mostrou que pode ser uma peça importante para o futuro do time.  Até porque há, sim, futuro no Barcelona.

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Nem Klopp, nem Flick: o técnico que gostaria de ver à frente da Alemanha é outro

André Donke
André Donke

A era Joachim Low está perto do fim. O técnico anunciou nesta terça-feira que deixará o cargo, o qual ocupa desde 2006, depois da Eurocopa no meio deste ano, e é natural que se comece a imaginar quem pode assumir o cargo.

Jurgen Klopp já descartou a possibilidade ao ser perguntado também nesta terça-feira - o que já era algo esperado. Do ponto de vista esportivo, é muito mais interessante dirigir um grande clube do que uma grande seleção.

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Os principais nomes querem e estão normalmente nos times, por se tratar da maior frequência de partidas, títulos e do cenário em que as ideias de jogo podem ser mais bem construídas. É muito mais fácil aplicar seu conceito em um grupo que trabalha junto diariamente do que um que se reúne uma vez a cada dois meses.

Ou seja, se não for por uma motivação puramente pessoal, não vale a pena um técnico trocar o Liverpool pela seleção alemã. O mesmo vale para Hansi Flick, que eventualmente ainda seria um nome mais adequado para o cargo do que Klopp.

Klopp é bem mais consolidado no mundo do futebol do que o atual técnico do Bayern de Munique. Porém, Flick conhece a federação de longa data, tendo trabalhado como auxiliar de Low no título mundial e tendo sido dirigente. No Bayern, ele ainda recuperou o alto nível de Thomas Muller e Jérôme Boateng, que poderiam retornar à seleção, após terem sido descartadas há quase dois anos por Low, assim como Mats Hummels. Ele ‘casaria’ mais com o posto do que o atual campeão da Premier League.

De qualquer forma, o ponto para um retorno dele à Mannschaft, agora como técnico, é o mesmo que o de Klopp: esportivamente não vale a pena. Somente um desejo pessoal justificaria a escolha.

Neste cenário, seria muito legal ver Ralf Rangnick como técnico da Alemanha. Aos 62 anos, ele quase assumiu nesta temporada o Milan, mas o sucesso de Stefano Pioli ao longo de 2020 acabou com a possibilidade. Agora, poderia assumir a seleção do mesmo país que passou por uma revolução no futebol no último século e que contou com a contribuição do próprio Rangnick para isso.

Ralf Rangnick
Ralf Rangnick Getty

Entre 1997 e 1999, ele levou o Ulm diretamente da terceira para a primeira divisão. O técnico, que deixou o time um pouco antes do acesso, ficou conhecido não só pelo sucesso com o clube, mas também por ser um treinador com ideias que destoavam no futebol alemão.

Quando em 1998 ele foi à TV para explicar conceitos que vinham dando certo no seu time, como uma marcação agressiva e a introdução de uma linha de quatro defensores - o que era incomum no país naquele momento -, chegou a ser ridicularizado e chamado de forma irônica de "professor do futebol". A história é contada no livro ‘Gol da Alemanha’, publicado no Brasil pela editora Grande Área e de autoria de Axel Torres e André Schön.

O tempo mostrou que ridículo seria não levar Rangnick a sério, e que o 'professor' tinha mesmo muito a ensinar no futebol alemão.

Depois de ter vencido a segunda divisão com o Hannover 96 e ter trabalho no Schalke 04 no começo dos anos 2000, o treinador foi se aventurar no terceiro escalão do futebol nacional em 2006, para comandar o Hoffenheim - equipe modesta, mas com grandes pretensões. Afinal, contava com o apoio financeiro de Dietmar Hopp, um bilionário alemão e um dos fundadores da empresa de software SAP.

Com dois vice-campeonatos em seus dois primeiros anos, Rangnick levou o Hoffenheim para a elite em 2008, algo inédito na história do clube. Logo na estreia na Bundesliga, o time foi campeão do primeiro turno, mas perdeu o fôlego e acabou na sétima colocação. Rangnick saiu em 2011, e o clube sempre se manteve na elite.

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Na sequência, em 2012, o técnico foi, como dirigente, ao Leipzig na quarta divisão - o modesto clube fora fundado em 2009 e começara do quinto escalão. Logo no primeiro ano, título e promoção; em 2013-14, vice-campeonato e acesso à 2. Bundesliga. Depois de um quinto lugar em 2014-15 na competição, o clube chegou à Bundesliga de forma inédita ao ser vice-campeão em 2015-16.

Enquanto isso, o dirigente Ragnick ainda acumulou dois títulos de Bundesliga na Áustria com o Salzburg em 2013-14 e 2014-15. Depois da última conquista, ele, porém, decidiu mudar e deixou o clube austríaco para se dedicar exclusivamente ao alemão, no qual também acumularia a função de técnico nas temporadas 2015-16 e 2018-19.

Posteriormente, ele veio a ocupar a função de ocupando o cargo de diretor de relações internacionais do New York Red Bulls e do Bragantino.

Rangnick não só viu de perto, mas foi uma figura importante no processo de reconstrução do futebol alemão, dentro e fora de campo. Com a experiência como técnico e dirigente, ele tem bagagem o suficiente para trabalhar na seleção, com um conhecimento futebolístico que transcende o campo.

Além disso, seria um reconhecimento à contribuição que Rangnick trouxe ao futebol do país. E seria a oportunidade de ele voltar a ser técnico após dois anos longe da função e, ao que parece, algo que ele deseja, tendo em vista a quase ida ao Milan.

Rangnick e seleção alemã. Os dois lados ganhariam com isso.

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