Elenco e diretoria do Mönchengladbach ajudam a pagar salários de funcionários, e brasileiro conta detalhes

André Donke
André Donke

Em meio à pandemia do coronavírus, diversos gestos de solidariedade e empatia têm sido manifestados. E alguns deles vieram do futebol.

Um dos casos é do Borussia Mönchengladbach. A diretoria e o elenco abriram mão de parte de seus salários para ajudar a pagar os vencimentos de outros funcionários dos 'Potros'. 

“A ideia partiu da diretoria. Como sabemos que os funcionários, quando não trabalham, não recebem também, a diretoria teve essa ideia e nós jogadores fomos de acordo com que propuseram de ajudar os funcionários”, contou ao blog Raffael, que está desde 2013 no clube em que é ídolo. Atualmente, ele tem sido reserva, sendo que soma nove partidas na temporada, nenhuma como titular.

O atacante ainda falou que o elenco “aceitou logo de cara” a iniciativa.

“A quantia não posso falar, até porque não sei quanto cada jogador vai dar, o que posso falar é que serão de três a quatro meses com uma parte do nosso salário que vamos renunciar”, disse o jogador de 34 anos.

Mas quem serão os funcionários beneficiados?

“Assessor de imprensa, setor de marketing, funcionário que limpa o campo, que cuida da grama, e tem muito mais. Esses são os que são mais próximos da gente entre os que serão ajudados.”

O diretor esportivo do Mönchengladbach, Max Eberl, já havia demonstrado estar "muito orgulhoso dos rapazes".

“É uma mensagem clara: nós estamos juntos pelo Borussia, em tempos bons e ruins. Eles queriam devolver algo para Borussia e também para os fãs que nos apoiam. A comissão técnica se juntou, assim como nossos diretores esportivos e administrativos.”

Raffael, antes de jogo pelo Borussia Mönchengladbach
Raffael, antes de jogo pelo Borussia Mönchengladbach Getty Images

Fonte: André Donke

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Champions Legue: City empolga no começo, até vence, mas é eliminado pelo Barcelona; Bayern vai à semi

André Donke
André Donke

E se a Champions League não tivesse parado? O conteúdo abaixo é fruto de exercício da equipe do ESPN.com.br para, de forma descontraída e fazendo os jogos no videogame, simular a sequência da disputa de clubes mais importante da Europa. Aproveite! 

Depois de ter perdido para o Barcelona por 4 a 0 no Camp Nou, o Manchester City precisaria de uma partida épica para se classificar à semifinal da Champions League. E não conseguiu. Os ingleses até empolgaram o torcedor no Etihad Stadium ao abrirem 2 a 0 em 30 minutos, mas viram o rival descontar nos acréscimos da etapa inicial e definir o placar de 2 a 1 nesta quarta-feira.

Riyad Mahrez e Sergio Agüero marcaram para os mandantes. Arthur fez para a equipe visitante.

Assim, o Barça impede que sofra a terceira virada expressiva no torneio, depois das eliminações para Roma (quartas) e Liverpool (semi) em 17-18 e 18-19, respectivamente. Já o City segue sem alcançar o tão sonhado título europeu, ou ao menos ir até a decisão.

O time da casa abriu o placar logo aos 10min, quando Sterling fez bela tabela com David Silva e levantou na medida para Mahrez completar de cabeça para o fundo da rede. A torcida iria à loucura aos 30min, com Agüero recebendo de De Bruyne, escapando da marcação de Piqué e chutando no canto direito de Ter Stegen para ampliar a vantagem.

Os ingleses estavam de volta ao confronto, precisando de mais dois gols para forçar a prorrogação. Porém, no último lance do primeiro tempo, veio o banho de água fria. Em um contra-ataque, Alba e Suárez tabelaram desde o campo de defesa, antes de Arthur receber na área e só tirar de Ederson.

Necessitando buscar quatro gols para ficar com a vaga, o City não teve forças para reagir.

O duelo acabou com as duas equipes finalizando cinco vezes (quatro no alvo) cada. Os catalães foram ligeiramente superiores na posse de bola, com 52%.

City x Barcelona tem assistência incrível de Suárez e defesa espetacular de Ederson


A palavra dos técnicos

Pep Guardiola: “Depois de uma atuação desastrosa na ida, tivemos chances de voltar ao confronto. O lance de genialidade de Alba e Suárez no último lance do primeiro tempo acabou com o confronto, mas não podemos permitir tão facilmente uma tabela daquelas. O Barcelona foi melhor no confronto e merece a classificação”.

Quique Setién: “Confrontos grandes como esse nunca são resolvidos em apenas uma mão, não importa o quão grande seja sua vantagem. E o Manchester City nos alertou disso. Apesar dos 30 minutos iniciais, conseguimos mostrar nossa força e competitividade, seguimos adiante e ainda tiramos um dos principais candidatos ao título”.

Messi, Arhur e De Jong comemoram durante partida do Barcelona
Messi, Arhur e De Jong comemoram durante partida do Barcelona Getty Images

Bayern vence Leipzig de novo e vai à semi


O outro classificado foi o Bayern de Munique, que recebeu o RB Leipzig na Allianz Arena e triunfou por 2 a 1. A equipe de Hansi Flick já tinha vencido o jogo de ida por 1 a 0. Nesta quarta, Serge Gnabry e Kinsley Coman balançaram a rede para os atuais heptacampeões da Bundesliga. Marcl Sabitzer fez para os visitantes.

Dessa forma, o time de Munique alcança a semifinal pela segunda vez em três anos, enquanto que, por outro lado, chega ao fim a melhor campanha da história do Leipzig na Champions – na outra edição que disputou, em 2017-18, o clube caiu na fase de grupos.

Os bávaros abriram o placar aos 4min do segundo tempo. Thiago e Goretzka tocaram de primeira, e Gnabry finalizou sem chances para Gulacsi.

 O empate dos donos da casa veio aos 25min, com Werner recebendo na direita, avançando e tocando na área para Sabitzer soltar a pancada e estufar a rede. Vale mencionar que, antes do gol, Neuer já havia feito duas defesaças em chutes de Sabitzer e Werner.

O Leipzig precisava de mais um gol para ficar com a vaga, mas seria o Bayern que marcaria. Seis minutos mais tarde, Kimmich roubou a bola de Sabitzer e levantou para Coman, que cabeceou muito bem para definir o triunfo dos mandantes.

Os visitantes terminaram a partida com cinco conclusões, contra quatro da equipe da casa - cada time errou o alvo apenas uma vez. O Bayern teve uma posse de bola de 56%.

Bayern x RB Leipzig tem milagres de Neuer e artilheiro 'on fire'

A palavra dos técnicos

Hansi Flick: “O RB Leipzig subiu degraus no futebol europeu, o que enaltece o trabalho que fizemos nestas quartas de final. Sinto que meu time encontra o seu melhor momento justamente no período mais decisivo da temporada. Precisamos nos concentrar em manter este nível técnico e de foco”.

Julian Nagelsmann: “Mostramos que podemos enfrentar o principal time de nosso país e que já não somos mais um time sensação. O RB Leipzig é uma realidade consolidada na Alemanha e no continente. Estivemos em condições reais de buscar a classificação na Allianz Arena, mas infelizmente não conseguimos”.

Jogadores do Bayern comemoram vitória na Champions League
Jogadores do Bayern comemoram vitória na Champions League Getty Images

Semifinais

Barcelona e Bayern de Munique juntam-se nas semifinais a Paris Saint-Germain e Juventus, que tinham garantido a classificação na última terça. O sorteio dos confronto ocorre nesta segunda-feira, e o fã do esporte fica por dentro por meio deste blog.

Ainda não entendeu nada?


 

Com a paralisação de praticamente todos os campeonatos de futebol do mundo, este blog resolveu, em um trabalho conjunto com Jean Santos, Ricardo Caetano, Thomas Polistchuk, Matheus Zucchetto e outros companheiros de ESPN.com.br, dar sequência à Champions League. Como? Simulando partidas no Fifa 20 e promovendo sorteios caseiros para levar a competição adiante. Veja todos os detalhes da brincadeira aqui.


Fonte: André Donke

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Champions League: Neymar faz de novo, dança, e PSG vai à semifinal; Juventus elimina Atlético de Madrid

André Donke
André Donke

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O Paris Saint-Germain está na semifinal da Champions League. Depois de ter aberto grande vantagem no jogo de ida das quartas ao vencer a Atalanta por 2 a 0, na Itália, o time francês confirmou a classificação com um empate por 1 a 1 no Parque dos Príncipes, nesta terça-feira (7). Neymar abriu o placar para o time da casa, enquanto Josip Ilicic definiu a igualdade.

Desta forma, a equipe parisiense iguala seu melhor desempenho na competição – também foi semifinalista em1994-1995, quando caiu para o Milan. Por outro lado, chega ao fim o 'conto de fadas' da equipe de Bérgamo, que disputou sua primeira Champions na história.

Os mandantes abriram o placar aos 14 minutos de jogo, com Neymar recebendo belo passe de Verratti e finalizando de primeira na área. Na comemoração, o camisa 10 fez uma dancinha cheia de estilo. Com o gol, o brasileiro marcou em todos os confrontos do mata-mata até aqui e chegou a cinco em seis jogos disputados no torneio.

Pouco antes do intervalo, aos 42 minutos, Bernat deu um chapéu humilhante em Hateboer pelo lado esquerdo e cruzou na medida para Gueye, que cabeceou por cima e perdeu ótima chance de ampliar para o PSG. 

A etapa final começou com a Atalanta em cima. 

Logo aos 8 minutos, Hateboer cruzou da direita, e Duván Zapata, de costas, puxou o corpo e acertou uma bicicleta espetacular. Keylor Navas voou em seu canto esquerdo baixo e fez uma defesaça. 

Mas aos 15 minutos não teve jeito. Após receber passe de Zapata em meio a uma bela jogada coletiva, Ilicic bateu de esquerda, tirando do goleiro e empatando para o time italiano. 

Os donos da casa terminaram a partida com nove finalizações (seis no alvo) e 58% de bola, enquanto que os italianos concluíram quatro vezes, sendo três na meta.

Assista abaixo aos melhores momentos PSG 1 x 1 Atalanta, com direito a gol e dancinha de Neymar, chapéu humilhante e bicicleta espetacular

A palavra dos treinadores

Thomas Tuchel: “Esse time mostra a cada jogo que está mais preparado para alcançar o topo. Fizemos o que tínhamos de fazer, só lamento termos perdido algumas chances, poderíamos ter saído com outra vitória hoje. Sobre Neymar, ele está mostrando nesta Champions que veio aqui para ser protagonista e que é um dos melhores do mundo.”

Gian Piero Gasperini: “Tentamos, fomos melhores do que eles no primeiro jogo e nos despedimos com um resultado honroso. Tenho certeza que nossos torcedores estão muito orgulhosos de nós, meus atletas merecem o reconhecimento. Estamos entre os oito melhores da Europa, e isso deve ser celebrado.” 

Neymar comemora após marcar pelo PSG
Neymar comemora após marcar pelo PSG Getty Images

Juventus avança com gol brasileiro


A Juventus também conseguiu a classificação para a semifinal nesta terça-feira ao vencer o Atlético de Madrid por 2 a 0 em pleno Wanda Metropolitano. Paulo Dybala abriu o placar, enquanto Alex Sandro ampliou a vantagem.

No jogo de ida, os italianos saíram atrás, viraram e levaram o empate já no fim. Desta vez, não cometeram vacilos e conseguiram chegar entre os quatro principais do torneio, depois de terem caído nas quartas nas duas últimas edições.

Dybala recebeu bom passe de Pjanic na área, chutou sem chances para Oblak e abriu o placar aos 44 minutos do primeiro tempo. Na volta do intervalo, Alex Sandro fechou a conta. O brasileiro foi acionado por Bernardeschi na área e chutou para a defesa de Oblak. No rebote, ele mesmo estufou a rede.

Os italianos concluíram seis vezes, sendo todas no alvo, e ainda tiveram maior posse de bola: 55%. Já os espanhóis finalizaram em apenas duas oportunidades - só uma delas foi em direção à meta.

Assim, uma marca continua: todas as eliminações do Atlético de Diego Simeone em mata-mata na Champions foram para um time com Cristiano Ronaldo.

Assista aos melhores momentos de Atlético de Madrid 0 x 0 Juventus, com direito à canhotinha letal de Dybala e gol brasileiro

A palavra dos treinadores

Maurizio Sarri: “Uma atuação grande, digna de um postulante ao título da Champions. Fazer gols contra o Atlético é uma tarefa complicada, e entramos em campo com esta obrigação. Meu time não só conseguiu a classificação como me deixou muito satisfeito pela forma que se portou.”

Diego Simeone: “Eu não ligo para essa marca quanto ao Cristiano Ronaldo. Ele é um dos melhores, mas, hoje, perdemos para um grande time, que tem totais condições de ser campeão deste torneio. A nossa efetividade do jogo de ida não se repetiu, e quando seu poder de decisão diante de um rival como Juventus não é dos melhores, você paga muito caro.”

Cristiano Ronaldo comemora com Juan Cuadrado durante partida da Juventus
Cristiano Ronaldo comemora com Juan Cuadrado durante partida da Juventus Getty Images

Outras quartas

Os outros dois semifinalistas serão definidos nesta quarta-feira (8). O Bayern de Munique recebe o RB Leipzig após ter vencido o jogo de ida por 1 a 0. Já o Barcelona visita o Manchester City com a vantagem de 4 a 0 construída no Camp Nou.

O sorteio dos confrontos das semifinais irá ocorrer na sexta-feira, e o fã do esporte fica por dentro sempre neste blog.


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Champions League: Neymar faz, e PSG bate Atalanta na Itália; Juventus toma empate do Atlético nos acréscimos

André Donke
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O Paris Saint-Germain deu um passo enorme nesta quinta-feira (2) para chegar à semifinal da Uefa Champions League ao bater a Atalanta por 2 a 0 no San Siro, em Milão. Idrissa Gueye abriu o placar, enquanto Neymar fechou a conta já no fim.

Os franceses saíram em vantagem aos 23 minutos, quando, após uma troca de passes envolvente da equipe, Gueye infiltrou na área e recebeu de Verratti para mandar à rede.

A vantagem foi ampliada aos 45 minutos da etapa final, com Neymar sendo acionado por Paredes e concluindo sem chances para Gollini. Agora, os parisienses estão bem próximos de igualarem a campanha de 1995, quando chegaram à semi do torneio pela primeira e única vez em sua história.

O confronto deixou a desejar, com apenas três finalizações em mais de 90 minutos. 

Se os visitantes marcaram nas duas vezes que chegaram, os italianos pararam em Keylor Navas em sua única oportunidade. Algo inesperado de um time que havia feito oito gols no Valencia nos 180 minutos pelas oitavas e que tem o melhor ataque do Campeonato Italiano pela segunda temporada seguida.

Assista aos melhores momentos de Atalanta 0 x 2 Paris Saint-Germain 



A palavra dos treinadores

Gian Piero Gasperini: “A partida foi bem decepcionante para nossos torcedores e para quem estava vendo o jogo sem estar torcendo para qualquer uma das equipes. Todos sabem o quão forte é nosso ataque, mas infelizmente não mostramos nem 10% deste poderio.”

Thomas Tuchel: “O jogo não foi nada atrativo, mas o mais importante hoje era conseguir neutralizar o ataque da Atalanta e obter alguma vantagem. Demonstramos mais uma vez uma grande competitividade. E sobre Neymar, ele novamente apareceu de forma decisiva, assim como nas oitavas.”

Neymar comemora após marcar pelo PSG
Neymar comemora após marcar pelo PSG Getty Images


Bonucci faz dois, mas Juventus leva empate do Atlético



No outro jogo do dia, a Juventus recebeu o Atlético de Madrid em Turim, saiu atrás e foi buscar a virada, mas cedeu o empate por 2 a 2 já nos acréscimos no Allianz Stadium. Leonardo Bonucci fez os dois gols dos donos da casa, e João Félix e Héctor Herrera marcaram para os espanhóis, que agora podem empatar por 0 a 0 ou 1 a 1 em casa para ficarem com a vaga.

Os visitantes saíram na frente aos 16 minutos de bola rolando, com João Félix recebendo passe de Thomas Partey na área e chutando forte.

Na volta do intervalo, Bonucci empatou o jogo após cobrança de escanteio de Pjanic e saída ruim do gold de Oblak, que só observou o lance. Dez minutos depois, nova cobrança de escanteio de Pjanic e novo gol de cabeça de Bonucci.

Quando parecia que a equipe italiana levaria a vantagem para o segundo jogo, Herrera dominou no peito na área, após corte parcial da defesa, e mandou para a rede já nos acréscimos.

A Velha Senhora terminou a partida com seis finalizações, sendo cinco no alvo, e 54% de posse de bola. Por outro lado, os colchoneros finalizaram apenas duas vezes, marcando em ambas - 100% de aproveitamento.

Assista aos melhores momentos de Juventus 2 x 2 Atlético de Madrid 


A palavra dos treinadores

Maurizio Sarri: “Vimos o que tinha acontecido em Liverpool e o quanto o Atlético é eficiente mesmo renunciando ao ataque. É mérito deles, ninguém pode menosprezar. Agora teremos que correr atrás do placar em Madri, o que é uma tarefa dificílima diante do Atlético.”

Diego Simeone: “Oblak falhou, é verdade, mas se não fosse ele não estaríamos aqui hoje. Ele continua sendo o melhor goleiro do mundo. É incômodo levar dois gols de escanteio, mas não tem como não deixar Turim sem estar satisfeito pelo que os rapazes fizeram aqui hoje. Tenho muito orgulho do time que somos.” 

Cristiano Ronaldo é marcado por Thomas Partey
Cristiano Ronaldo é marcado por Thomas Partey Getty Images


Sequência

Os confrontos de volta acontecerão na próxima terça-feira (7). Na quarta (8), será a vez dos duelos Bayern de Munique x RB Leipzig e Manchester City x Barcelona definirem os outros dois semifinalistas.


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Champions League: Barcelona atropela City de Guardiola com gol espetacular de Griezmann e fica perto da semi; Bayern vence Leipzig

André Donke
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As quartas da Champions League foram abertas com goleada e um jogaço. No retorno de Pep Guardiola ao Camp Nou, o Barcelona não tomou conhecimento do Manchester City e venceu por 4 a 0, ficando muito perto da semifinal. Antoine Griezmann (2x), Lionel Messi e Arturo Vidal fizeram os gols da partida.

Os catalães saíram em vantagem com Messi aproveitando tabela com Suárez e vencendo Ederson aos 19 minutos do primeiro tempo. A vantagem seria ampliada aos 32, em bela jogada coletiva que acabou com finalização de Griezmann na pequena área após assistência de Messi.

Na volta do intervalo, em um ataque rápido iniciado em reposição de Ter Stegen, Griezmann mandou um belo sem pulo (que voleio!) depois de passe de Messi aos 16 minutos. O placar seria fechado cinco minutos mais tarde. Sergi Roberto deu boa arrancada pela direita e levantou para Suárez, que finalizou travado por Ederson. No rebote, Vidal completou para a rede.

A partida demonstrou enorme eficiência dos mandantes, que finalizaram apenas oito vezes e ainda tiveram 51% de posse de bola. Os ingleses, por sua vez, concluíram três vezes - todas no alvo.

Pep Guardiola
Pep Guardiola Getty Images

A palavra dos treinadores

Quique Setién: “Foi a melhor partida do Barcelona desde que eu cheguei. Não criamos muito, é verdade, mas o time se comportou de forma perfeita em um jogo tão grande. Não demos chance ao rival e ainda fomos brindados com a beleza do segundo gol. Estou muito orgulhoso dos meus atletas.”

Pep Guardiola: “Cometemos erros que normalmente não cometemos e que são inaceitáveis em uma partida de quartas de final de Champions. Além disso, ofensivamente fomos praticamente nulos. Precisaremos jogar a nossa melhor partida da temporada e ainda torcer por um péssimo dia do Barcelona para termos alguma chance de classificação.”


Assista aos melhores momentos de Barcelona 4 x 0 Manchester City

Gol contra e... Bayern vence Leipzig fora de casa

Já na Red Bull Arena, em Leipzig, o Bayern de Munique venceu o RB Leipzig por 1 a 0 e poderá empatar em casa na volta para seguir adiante na competição. O gol solitário saiu aos 28 minutos do primeiro tempo, quando Kimmich recebeu bom passe de Lewandowski e buscou Thiago na área. Mukiele chegou antes, desviou contra a própria meta e viu a bola acertar o travessão antes de entrar.

No geral, o duelo foi pouco movimentado, com um total de somente cinco finalizações, sendo três dos visitantes, que ainda tiveram 56% de posse de bola.

Robert Lewandowski
Robert Lewandowski Getty Images

A palavra dos treinadores

Hansi Flick: “Imaginávamos que teríamos uma partida muito complicada nesta quarta, o que se confirmou, e felizmente conseguimos construir uma vantagem para o jogo em Munique. Porém, este confronto está longe de estar definido.”

Julian Nagelsmann: “Jogamos com muita intensidade, e a partida foi muito equilibrada. Qualquer um dos dois lados poderia ter saído com a vitória. Ninguém pode culpar o Nordi (Mukiele), já que o Thiago fatalmente faria o gol se ele não estivesse lá.”

Assista aos melhores momentos de RB Leipzig 0 x 1 Bayern de Munique

Sequência

 Os confrontos de volta acontecerão na próxima terça-feira, desta vez em Manchester e Munique, respectivamente.  Antes disso, ainda teremos os jogos de ida das outras duas quartas de final. A bola rola nesta quinta-feira para Atalanta x Paris Saint-Germain e Juventus x Atlético de Madrid

Messi, Guardiola e Lewandowski
Messi, Guardiola e Lewandowski Getty Images - Montagem

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Champions League: Barcelona atropela City de Guardiola com gol espetacular de Griezmann e fica perto da semi; Bayern vence Leipzig

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Champions League: Sorteio define Barcelona x Guardiola e Cristiano Ronaldo de volta a Madri; veja duelos

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As quartas de final da Champions League estão definidas!

Em um sorteio realizado na manhã desta terça-feira (31) não em Mônaco ou em Nyon, na Suíça, como de costume, mas de forma inédita em São Paulo, quis o destino que Pep Guardiola reencontrasse o Barcelona.

Após derrubar o poderoso Real Madrid nas oitavas de final, o Manchester City terá de passar por outro gigante espanhol para seguir firme no tão sonhado título jamais ganho da Champions.

Sorteio da Champions League
Sorteio da Champions League Arte ESPN

Questionado sobre a oportunidade de rever o Barça, em que é ídolo pelas passagens como jogador e técnico, Guardiola foi enfático. “É claro que é um jogo especial para mim, mas o que importa é o City e o meu presente, não o meu passado.”

Outro retorno aguardado na Espanha é o de Cristiano Ronaldo. Afinal, a Juventus duelará com o Atlético de Madrid.

Cinco vezes campeão da disputa europeia (uma pelo Manchester United e quatro com o Real Madrid), o português faturou dois destes títulos superando os Colchoneros na decisão.

 O técnico do Atlético, Diego Simeone, só perdeu em mata-matas de Champions para equipes que tinham Cristiano Ronaldo. Embalado após ter despachado o atual campeão, o Liverpool, o comandante argentino espera escrever uma história diferente desta vez.

“Eles não eram favoritos contra o Liverpool e vimos o que aconteceu: duas vitórias. O Atlético é um time complicado de ser batido, toda atenção é necessária”, afirmou Pavel Nedved, vice-presidente da Juventus.

As quartas ainda reservam um duelo entre equipes do mesmo país: Bayern de Munique e RB Leipzig definem qual clube alemão estará na semi. O confronto ainda terá um duelo à parte de artilheiros entre Robert Lewandowski e Timo Werner.

Por fim, o Paris Saint-Germain, de Neymar e Mbappé, terá pela frente a sensação Atalanta, que despachou o Valencia com um placar agregado de 8 a 4 nas oitavas, e está entre os oito melhores logo em sua primeira aparição no torneio.

Apesar do respeito ao adversário ao dizer que “ninguém gostaria de pegar a Atalanta”, o diretor-geral do PSG, o brasileiro Leonardo, não conseguiu deixar escapar um sorriso discreto assim que o confronto foi definido.

Assista, abaixo, ao sorteio:

Datas e mandos de campo também foram definidos no mesmo encontro, tão logo acabou o sorteio dos duelos.

Veja abaixo como ficaram os confrontos das quartas de final - os times da esquerda jogam em casa:

Jogos de ida
Quarta-feira (1º de abril)
Barcelona x Manchester City
RB Leipzig x Bayern de Munique 

Quinta-feira (2 de abril)
Atalanta x Paris Saint-Germain
Juventus x Atlético de Madrid

Jogos de volta
Terça-feira (7 de abril)
Paris Saint-Germain x Atalanta
Atlético de Madrid x Juventus

Quarta-feira (8 de abril)  
Manchester City x Barcelona
Bayern de Munique x RB Leipzig

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Coronavírus: clube inglês tinha acesso garantido e campanha melhor que do Liverpool, mas a liga foi anulada

André Donke
André Donke

27 jogos, 27 vitórias. 99 gols marcados e sete sofridos.  Vantagem de 20 pontos na liderança e acesso matematicamente garantido com dez rodadas de antecedência. 

O desempenho do Jersey Bulls é de fazer até o Liverpool sentir inveja. 

Fundado em agosto de 2018, o clube da ilha de Jersey, no Canal da Mancha, conseguiu entrar no sistema do futebol inglês e faz sua estreia na atual temporada. A disputa seria o segundo escalão da Combined Counties League, o que representa a décima divisão nacional. 

O desempenho irretocável, no entanto, de nada adiantou. Em meio à pandemia do coronavírus, a Federação Inglesa determinou na última quinta-feira que todos as ligas da sétima divisão para baixo foram anuladas. 

“O clube está extremamente desapontado com a decisão, afinal, vencemos todos os jogos competitivos que disputamos”, afirmou o diretor e gerente comercial do clube, Ian Horswell, em entrevista por email ao blog. “Na nossa opinião, nós deveríamos estar jogando em nível mais alto e provamos que temos qualidade para isso”. 

Residido mais perto da França do que da Inglaterra, o Jersey Bulls viu sua situação na classificação contrastar com sua localização. Afinal, é o time mais ao sul que já participou do sistema do futebol inglês na história. 

A campanha tem representado em grande estilo a ilha com pouco mais de 100 mil habitantes. De acordo com  Horswell, a média é de 700 torcedores por partida, algo que seria comum apenas algumas divisões acima. 

Sem remuneração e tendo de lidar com viagens – e seus custos -, o Jersey Bulls já teria naturalmente uma aventura e tanta em seu ano de estreia no futebol inglês. Porém, a temporada 2019-20 não reservou circunstâncias normais. Dentro e fora de campo. 

Jersey Bulls FC
Jersey Bulls FC Jersey Bulls FC/Divulgação

Confira na íntegra a entrevista com Ian Horswell: 

Qual é a opinião do clube sobre a decisão do cancelamento da temporada? 

O clube está extremamente desapontado com a decisão, afinal, vencemos todos os jogos competitivos que disputamos (31 jogos em todas as competições e já tínhamos assegurado a promoção antes de a liga ter sido interrompida). Na nossa opinião, nós deveríamos estar jogando em um nível mais alto e provamos que temos qualidade para isso. 

Vocês estão preparando medidas para apelar ou vocês aceitam a decisão? 

Neste momento, sentimos que não é o momento certo para fazer um apelo. O mundo está passando por uma terrível pandemia e as pessoas estão morrendo. O futebol não é importante agora. Nós falaremos com a Federação Inglesa quando for adequado. 

Está é a primeira temporada do Jersey Bulls no sistema do futebol inglês, certo? 

Sim, somos um clube novo, construído do zero. Somos um clube que quer fazer a ilha de Jersey orgulhosa. Estamos a 100 milhas ao sul da Inglaterra e somente 14 milhas da França, mas somos uma ilha britânica. 

Como foi o processo para ser integrado no sistema? 

Foi um pouco difícil, pois precisamos arrecadar 250 mil libras para os custos de uma temporada. Por diferentes razões, o valor virou 275 mil libras. Nós conseguimos e temos excelentes patrocinadores com base local. 

Como tem sido a relação com a cidade, a atmosfera?

A relação com os torcedores é boa, temos 700 pessoas por jogo. Isso é um público grande, uma vez que a média é na casa dos 40 nesta divisão. Nossos públicos estão no mesmo nível do que o de quatro divisões acima. O nosso maior público é de 927 contra o Leicester City sub-23. 

Já há objetivos planejados sobre onde o Jersey Bulls pode alcançar em um futuro a curto prazo? 

Queremos escalar a pirâmide da liga inglesa, estamos na base e queremos que nossos jogadores e nossa comissão técnica se testem e vejam o quão longe podemos ir.

 Você poderia explicar sobre a realidade na décima divisão? 

Para nós, todo mundo envolvido no clube, desde diretores, gerentes, até todos os jogadores e comitê, somos todos voluntários. Ninguém em nosso futebol é pago. Para jogar na liga inglesa, temos que pagar para que o time visitante voe, então a maioria de nossas despesas estão em viagens.

Os jogadores têm outros empregos? 

Sim, todos trabalhamos na ilha de Jersey. Como qualquer time amador, temos uma variedade de empregos. Trabalho em escritório, de trabalho manual a professores.

 Você poderia falar sobre a logística de um clube das Ilhas do Canal para jogar uma liga nacional?

Quando você está jogando fora de casa, nos encontramos no aeroporto de Jersey por volta de 7h30 e voamos às 8h30, pousando uma hora depois. Então, temos uma viagem de ônibus entre 30 e 90 minutos, dependendo do oponente. Os jogadores comem em algum lugar no caminho e normalmente jogam por volta das 14h, em vez do padrão das 15h na Inglaterra, para ajudá-los a voltar a tempo do aeroporto para voar de volta para casa. São dias longos!

Fonte: André Donke

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Coronavírus: clube inglês tinha acesso garantido e campanha melhor que do Liverpool, mas a liga foi anulada

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Sorteio, partidas e todos os detalhes: teremos, sim, a Champions League até o fim

André Donke
André Donke

A carência de futebol nos faz cair em exercícios de imaginação, discussões e, claro, nos deixa com saudades de ver a bola rolar, sobretudo dos grandes campeonatos.

A Champions League chegava em suas fases derradeiras, o que potencializa ainda mais o cenário do parágrafo acima.

Tomados por esta realidade, resolvemos dar um desfecho à principal competição de clubes da Europa. Teremos, sim, as quartas de final, as semis e, é claro, a decisão da Champions League.

Nas próximas cinco semanas, o fã do esporte poderá acompanhar o desenrolar da competição com simulações no Fifa 2020.

Aliás, o Ricardo Caetano já simulou os quatro jogos de volta das oitavas de final que não ocorreram e você pode conferir ao final da postagem. 

Com as classificações virtuais de Manchester City, Juventus, Barcelona e Bayern de Munique, eles se juntam a Atalanta, RB Leipzig, Atlético de Madrid e Paris Saint-Germain.

E o fã do esporte saberá nesta terça-feira quais são as quartas de final da Champions League, com o nosso nada glamouroso sorteio. Não teve anfitriões, dirigentes, nem cerimônia ou trajes de gala. Os confrontos foram definidos no saquinho de plástico e papelzinho em um processo bastante simples na mesa da cozinha da casa de quem escreve este texto.  

Dois confrontos de ida irão ao ar nesta quarta-feira, enquanto os outros dois serão publicados na quinta, sempre neste blog. Os jogos de volta serão na próxima semana. 

Confira a lista completa de eventos da nossa Champions virtual:

Terça-feira (31/3) - Sorteio dos confrontos das quartas de final
Quarta-feira (1º/4) - Jogos de ida das quartas de final (1 e 2
Quinta-feira (2/4) - Jogos de ida das quartas de final (3 e 4)
Terça-feira (7/4) - Jogos de volta das quartas de final (3 e 4)
Quarta-feira (8/4) - Jogos de volta das quartas de final (1 e 2)
Segunda-feira (13/4) - Sorteio das semifinais
Terça-feira (14/4) - Jogo de ida da semifinal (1)
Quarta-feira (15/4) - Jogo de ida da semifinal (2)
Terça-feira (21/4) - Jogo de ida da semifinal (2)
Quarta-feira (22/4) - Jogo de ida da semifinal (1)
Quarta-feira (29/4) - Final

Troféu da Champions League
Troféu da Champions League Getty Images

Recapitualando as oitavas de final:

Confrontos realizados no campo:

BORUSSIA DORTMUND 2 x 3 PSG
Ida: Borussia Dortmund 2 x 1 PSG
Volta: PSG 2 x 0 Borussia Dortmund

ATLÉTICO DE MADRID 4 x 2 LIVERPOOL
Ida: Atlético de Madrid 1 x 0 Liverpool
Volta: Liverpool 2 x 3 Atlético de Madrid (prorrogação)

ATALANTA 8 x 4 VALENCIA
Ida: Atalanta 4 x 1 Valencia
Volta: Valencia 3 x 4 Atalanta

TOTTENHAM 0 x 4 RB LEIPZIG
Ida: Tottenham 0 x 1 RB Leipzig
Volta: RB Leipzig 3 x 0 Tottenham

Confrontos finalizados virtualmente (ida no campo):

CHELSEA 1 x 3 BAYERN DE MUNIQUE
Ida: Chelsea 0 x 3 Bayern de Munique
Volta: Bayern de Munique 0 x 1 Chelsea

Defesaças de Neuer, gol brasileiro e mais: a versão virtual de Bayern x Chelsea, que foi adiado pelo coronavírus

LYON 1 x 2 JUVENTUS 
Ida: Lyon 1 x 0 Juventus
Volta: Juventus 2 x 0 Lyon

Show de Higuaín e classificação heróica: veja simulação do confronto de volta de Juventus x Lyon pela Champions

NAPOLI 1 x 1 Barcelona - Barcelona avança pelo gol fora de casa
Ida: Napoli 1 x 1 Barcelona
Volta: Barcelona 0 x 0 Napoli 

Ospina com 'milagres', mas Barcelona na próxima fase: veja simulação do confronto de Barça x Napoli pela Champions


REAL MADRID 2 x 3 MANCHESTER CITY
Ida: Real Madrid 1 x 2 Manchester City
Volta: Manchester City 1 x 1 Real Madrid

Real Madrid consegue eliminar o Manchester City na Champions? Veja simulação do jogo da volta no videogame

Fonte: André Donke

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Sorteio, partidas e todos os detalhes: teremos, sim, a Champions League até o fim

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Hoje na 4ª divisão, clube campeão alemão vende salsichão e cerveja virtuais para ajudar a se manter em meio à crise do coronavírus

André Donke
André Donke

Além da pandemia em si e dos riscos e cuidados referentes à saúde, o impacto do coronavírus no futebol tem sido grande também nas finanças dos clubes. Se até os gigantes estão sentindo, imagina os times que jogam ligas menores? 

Este é o caso do Rot-Weiss Essen, campeão alemão em 1955 e que hoje disputa a quarta divisão nacional. 

“A maioria dos clubes da terceira e quarta divisão na Alemanha vivem não do dinheiro da TV, mas em receber nos jogos em casa o maior número de torcedores possível, que consomem no estádio e compram produtos do clube”, disse o presidente do clube, Marcus Uhlig, em entrevista concedida por email ao blog neste sábado. 

Em meio a este cenário, surgiu a ideia de - mesmo sem a bola rolar - conseguir um faturamento tão habitual do dia de jogo: os comes e bebes.

O Rot-Weiss Essen está vendendo virtualmente salsichões (2,5 euros), cervejas (4 euros) e  ingressos (entre 9 e 148,75 euros). Se a temporada continuar e os jogos ocorrerem com portões abertos, todas as compras serão utilizáveis; caso contrário, serão uma doação ao clube. 

 “A ideia veio de forma espontânea em nossa reunião do departamento há 12 dias”, contou o dirigente. 

Na última sexta-feira, o clube registrava a venda de 3 mil ingressos, 6 mil cervejas e quase 2,5 mil salsichões. Aos interessados, a página (em alemão) é esta

Além da medida, atletas e outros funcionários também renunciaram a valores que teriam a receber. O esforço é destinado a ajudar a saúde financeira do clube que hoje é o quarto colocado de um dos cinco campeonatos regionais paralelos que compõem a quarta divisão alemã. 

Historicamente, o clube teve papel de destaque no futebol alemão na década de 50, quando não apenhas ganhou o mencionado campeonato em 1955, como também a Copa da Alemanha em 1953 (a sua única na história). Em ambos os feitos, o elenco contava com Helmut Rahn, jogador nascido em Essen e autor do gol do empate e da virada da Alemanha sobre a Hungria por 3 a 2 na final da Copa do Mundo de 1954. 

Longe da elite desde 1976-77, o clube lidou com problemas financeiros e está na quarta divisão desde 2008-09. 

Salsichão e cerveja formam uma das combinações mais comuns em estádios de futebol da Alemanha
Salsichão e cerveja formam uma das combinações mais comuns em estádios de futebol da Alemanha Getty Images

Confira abaixo a entrevista na íntegra com o presidente do Rot-Weiss Essen, Marcus Uhlig

Quais são as ideias neste momento para ganhar ou poupar dinheiro? 

A maioria de nossos funcionários (jogadores, etc.) renunciaram por ora aos salários, porque eles trabalharam por um período mais curto. Além disso, revisamos todos os contratos com prestadores de serviços para determinar o que pode ser reduzido, suspenso ou até mesmo cancelado. 

 Quantas cervejas, salsichões e ingressos virtuais o clube já vendeu? Quanto já faturou com a ação? 

Na sexta-feira, 27 de março, eram 3 mil ingressos, 6 mil cervejas e quase 2,5 mil salsichões.  Sobre a quantia acumulada nós não fornecemos uma exata informação, pedimos a compreensão. 

As vendas de ingressos, cervejas e salsichões são doações ou irão valer em jogos futuros? 

Se a temporada não for cancelada, eles serão válidos assim que os jogos forem remarcados. Se a temporada for cancelada ou os jogos ocorrerem sem torcida, o dinheiro então será uma doação. 

Quem teve a ideia de vender produtos virtuais? 

A ideia veio de forma espontânea em nossa reunião do departamento há 12 dias.

Quão perigosa é a situação para clubes que disputam a liga regional (quarta divisão nacional)?

Muito perigosa. A maioria dos clubes da terceira e quarta divisão na Alemanha vivem não do dinheiro da TV, mas em receber nos jogos em casa o maior número de torcedores possível, que consomem no estádio e compram produtos do clube. E dos patrocinadores que têm suas publicidades nos dias de jogo em casa. Quanto tudo isso não é possível por um período de tempo longo, as principais fontes de renda dos clubes são retiradas. É uma questão de tempo em que os primeiros clubes na terceira e na quarta divisão terão de entrar em insolvência. 

Como está no momento a relação entre o Rot-Weiss Essen e a cidade/torcedores? 

Graças a Deus está muito boa. Tiramos coragem daí para conseguirmos passar juntos por essa crise.

Fonte: André Donke

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Hoje na 4ª divisão, clube campeão alemão vende salsichão e cerveja virtuais para ajudar a se manter em meio à crise do coronavírus

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Se a Premier League for cancelada, os clubes, por bom senso, deveriam considerar o Liverpool campeão

André Donke
André Donke

Faixa do Liverpool como campeão é estampada em Londres, enquanto uma reunião de emergência ocorre nos escritórios da Premier League
Faixa do Liverpool como campeão é estampada em Londres, enquanto uma reunião de emergência ocorre nos escritórios da Premier League Getty Images

Alguns clubes estariam defendendo o cancelamento da Premier League em meio ao impacto da pandemia do coronavírus, conforme apontou o texto assinado por David Ornstein no The Athletic. Dessa forma, o Liverpool, com 25 pontos de vantagem e a seis do títiulo, não seria campeão inglês, algo que não consegue desde 1991.

É indiscutível que o futebol deva ficar em segundo plano no momento, independentemente do quanto os campeonatos fiquem paralisados. No caso de um retorno apenas no segundo semestre, me parece uma alternativa bem aceitável o cancelamento da temporada por parte das entidades que regem os campeonatos e a ausência de campeões, assim como de rebaixamentos.

Acho que a Premier League, neste cenário, deveria mesmo não definir um campeão, para tentar ser menos subjetiva em um cenário já amplamente subjetivo.  De fato, é preciso ser minimamente criterioso em um cenário em que há diversos ‘e se’.

Até porque, caso seja definido o Liverpool como campeão, o Barcelona, por exemplo, poderia usar o argumento da liderança ou do título do primeiro turno para ficar com o troféu na Espanha.

Antes que você ache que eu esteja defendendo exatamente o oposto do título desta postagem, eu defendo  que a decisão de tornar o Liverpool campeão - em um caso de cancelamento da temporada - deveria partir dos clubes, no que seria uma bela demonstração de espírito esportivo.

É o mais perto que poderíamos conciliar entre bom senso e criteriosidade.  É a saída mais adequada – ou menos inadequada – para o ‘não é justo termos um campeão antes do fim do campeonato’ e ‘é injusto o Liverpool ficar sem o título’.

Manchester City x Arsenal, em 11 de março (quarta-feira), foi a primeira partida adiada da Premier League por causa da pandemia. O Liverpool poderia ter sido campeão naquele final de semana. Este cenário não pode ser ignorado e é bem diferente do que o de outras ligas.

 De qualquer forma, é importante ressaltar: tendo campeão ou não, o futebol está longe de ser prioridade no momento.


O vídeo que fez Klopp chorar: hospital na Holanda canta You'll Never Walk Alone, tema do Liverpool

Fonte: André Donke

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Se a Premier League for cancelada, os clubes, por bom senso, deveriam considerar o Liverpool campeão

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Se a temporada acabar assim, este é o meu time ideal do futebol europeu em 2019-20

André Donke
André Donke

Com o futebol parado, os exercícios de imaginação sobre ele vêm à tona.

O famoso "e se"...

Acabei entrando neste devaneio e caí na seguinte pergunta: ‘e se a temporada acabar agora, quem deveria formar o time ideal do que vimos até aqui?’.

Primeiramente, antes das polêmicas, vamos às ponderações. Qualquer lista é polêmica, e esta ainda mais, já que estamos falando de algo em aberto.

Em segundo lugar, estou falando única e exclusivamente da atual temporada e do desempenho mostrado até aqui. Ou seja, é um recorte entre agosto de 2019 e março de 2019. Por isso que o Cristiano Ronaldo não está - não que tenha jogado mal, muito pelo contrário.

Bom, vamos ao time (e algumas ejustificativas).

Jan Oblak – Vejo o goleiro do Atlético de Madrid com Alisson e Ter Stegen  na prateleira mais alta do futebol mundial. O brasileiro sofreu uma lesão longa no começo da temporada, não atuou tanto (embora bem, como de costume) e sua ausência foi muito sentida na partida que culminou na queda do Liverpool na Champions League e que chancelou o esloveno em minha lista.

Trent Alexander-Arnold  e Andew Robertson – Ambos têm mantido o nível absurdo da temporada passada. Não há ninguém melhor que os dois nesta temporada ou no geral. Acho que o Alaba proporciona uma discussão legal com o Robertson, mas tem jogado de zagueiro, o que torna fácil a escolha do escocês.

Virgil Van Dijk – vamos economizar o meu e o seu tempo, certo?

Virgil van Dijk em ação pelo Liverpool
Virgil van Dijk em ação pelo Liverpool Getty Images

Harry Maguire – O nome mais discutível - ou o segundo mais. Valorizei demais aqui alguém que chegou em um time com diversos problemas e desconfiança e, mesmo com o toda a pressão - afinal é o mais caro da história do mundo entre os zagueiros -  faz uma grande temporada, sendo fundamental  para que o United, de defesas bem contestáveis nos últimos anos, tenha a quarta melhor da liga mais difícil do mundo, à frente do City e com um jogo a mais. Sergio Ramos me deixou com dúvida, mas Maguire  me deu argumentos – os números abaixo ajudam a argumentar a favor.

Entre os zagueiros das cinco grandes ligas, ele é o11º em recuperações de bola, 15º em interceptações e tem 71,8% de bolas aéreas vencidas, sendo o 21º melhor, e tem um aproveitamento de 68% nos duelos vencidos, sendo o 14º. As duas últimas estatísticas só levam em consideração zagueiros que tenham atuado ao menos dez vezes na competição.

Jordan Henderson – Talvez seja até o melhor jogador do Liverpool na temporada.

Casemiro – Um gigante como sempre. O desafio era grande como o da temporada passada, em um Real Madrid que tenta encontrar seu rumo. Defensivamente, 2019-20 tem sido ótimo, e o brasileiro é um grande responsável por isso. De quebra, tem sete participações diretas em gols (quatro gols e três assistências), sendo o quinto no quesito no elenco.

Kevin de Bruyne – Depois de uma temporada em que perdeu quase metade dos jogos por lesão, o belga está de volta ao mais alto nível.  São 16 assistências na Premier League – ninguém tem mais do que ele nos cinco grandes campeonatos nacionais. Uma genialidade como a dele reside em poucos pés no futebol atual.

De Bruyne (à dir.) encara a marcação de Casemiro
De Bruyne (à dir.) encara a marcação de Casemiro Getty Images

Timo Werner – O nome que provavelmente fará a corneta soar. Mas os números absurdos de 27 gols e 11 assistências em 36 jogos refletem exatamente o que tem sido sua temporada. É o grande nome do grande momento do Leipzig na história. O time disputa o topo da Bundesliga desde o começo, chegou às quartas de final da Champions League de forma inédita e está na semi da Copa da Alemanha. Goleador e uma peça fundamental em jogadas do lado do campo, o atacante vive uma fase absurda.

Em uma temporada incompleta, em que as grandes estrelas ainda não tiveram tempo de decidirem títulos, no desempenho ao longo de toda campanha, Werner está credenciado a este espaço, que poderia ser tranquilamente de Neymar. O problema é que - não por culpa dele - sofreu com lesão e jogou pouco. O brasileiro não teve tempo o suficiente para se justificar em uma seleção de  (pouco mais que) meia temporada.

Robert Lewandowski - Artilheiro da Champions League e da Bundesliga e 39 gols em 33 jogos - ainda tem cinco assistências. O melhor centroavante do mundo é regular na temporada e tem conseguido, impressionantemente, ser ainda mais letal do que de costume.

Robert Lewandowski comemora após marcar pelo Bayern de Munique
Robert Lewandowski comemora após marcar pelo Bayern de Munique Getty Images

Lionel Messi – Não faz sua melhor temporada, longe disso, mas já é o suficiente para sobressair-se em relação aos demais. Os 24 gols e 16 assistências em apenas 31 partidas argumentam a favor. Com alguns momentos geniais e números impressionantes, o argentino é a referência de um Barcelona que lidera o Espanhol e está em boas condições na Champions, ainda que o futebol esteja longe dos seus melhores momentos.

Jürgen Klopp – O Liverpool fez o absurdo do absurdo na maior liga do mundo, sendo que tinha boas chances de abocanhar o título ainda em março.  Se já acho uma competição de pontos corridos como a Premier League mais difícil do que uma Champions League, esse argumento fica ainda mais forte em uma Champions incompleta.


Messi ou Cristiano Ronaldo? Veja quem Adilson Batista escolheria para o time dele

Fonte: André Donke

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Se a temporada acabar assim, este é o meu time ideal do futebol europeu em 2019-20

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Artilheiro brasileiro e história de 'conto de fadas': conheça o LASK, time que foi da 3ª divisão austríaca a adversário do United na Liga Europa

André Donke
André Donke

Jogadores do LASK Linz comemoram durante vitória sobre o AZ Alkmaar
Jogadores do LASK Linz comemoram durante vitória sobre o AZ Alkmaar Getty Images

2012. 

Depois de um terceiro lugar na segunda divisão do Campeonato Austríaco, o LASK Linz iria disputar a... terceira divisão! 

Em meio a uma situação financeira complicada, o clube não tirou a licença para participar da competição que disputava e, com isso, teve que ir à liga regional. Uma situação delicada para qualquer clube, ainda mais para um que é centenário e está entre os principais de seu país – o LASK foi campeão nacional em 1965. 

Foi então que começou a mudança na história recente do clube. O Freunde des LASK (Amigo do LASK, em alemão), um grupo de empresários, assumiu o comando. 

“Foi tudo bem planejado, todo mundo contribuindo, por isso que o clube conseguiu se reerguer. Acredito que se continuasse na mão do antigo dono, era para estar com as portas fechadas, esse era o caminho. Ele não estava mais aguentando bancar o clube com o dinheiro dele. Esse foi o começo do processo para chegar onde está hoje”, conta o ex-jogador Fabiano ao blog. 

O ex-atacante de 34 anos, hoje comerciante e longe do futebol, chegou ao time em 2012 na terceira divisão e ficou até 2017, ano em que foi alcançada a promoção à elite do futebol austríaco. 

A boa gestão aliou-se à continuidade do trabalho e entrosamento. Três titulares atuais (Philipp Wiesinger, Reinhold Ranftl e Peter Michorl) estão no clube desde a segunda divisão, enquanto que outros quatro chegaram em 2017, primeiro ano na elite – são eles: Alexander Schlager, o capitão Gernot Trauner, James Holland e Thomas Goiginger. 

Ou seja, sete dos 11 titulares estão indo para sua terceira temporada seguida juntos, sem contar o promissor atacante Marko Raguz, que atua constantemente, foi revelado no clube e já jogava  antes do retorno à Bundesliga. 

“Todos sabem muito bem o que fazer dentro de campo, todos entendem muito bem a filosofia do clube”, diz Klauss, único brasileiro do time e artilheiro do elenco na temporada com 17 gols. 

Klauss comemora após marcar pelo LASK
Klauss comemora após marcar pelo LASK Getty Images

A recuperação do Linz foi muito além da subida de duas divisões em cinco anos. Afinal, em 2017-18, em sua primeira Bundesliga desde a volta ao topo, o clube conseguiu um quarto lugar, seu melhor desempenho na elite desde 1986-87, e que rendeu uma vaga nas fases preliminares da Liga Europa. 

Em 2018-19, o time foi vice-campeão, igualando o seu feito de 1961-62 e tendo o melhor desempenho desde o primeiro e único título em 1965. Classificado às fases preliminares da Champions League, eliminou o Basel, antes de cair nos playoffs para o Brugge, o que o deixou na fase de grupos da Liga Europa, competição em que terminou como líder da chave que tinha Sporting, PSV e Rosenborg. Na sequência, despachou o AZ Alkmaar na fase de 16avos de final. Agora, seu adversário será o Manchester United nas oitavas de final em um dos jogos mais importantes de sua história. 

Isso vem em um momento em que o clube lidera a liga nacional com seis pontos de vantagem sobre o Red Bull Salzburg, atual hexacampeão.

Tal caminhada de sucesso foi acompanhada de perto por uma torcida bastante presente. De acordo com o site do Campeonato Austríaco, o time tem uma média de público de 5481 torcedores na Raiffeisen Arena, estádio com capacidade para 6009 fãs, o que dá uma ocupação média superior a 91,2%. 

“A torcida é muito fanática, todos os jogos que temos feito, em casa ou fora, o pessoal vai em todos os lugares. O clube tem uma proximidade muito grande com a torcida, tanto que ajuda com organização de aviões quando jogamos fora”, diz Klauss. 

“O que vem na minha cabeça quando se fala de LASK é organização e uma boa torcida. Tudo isso ajudou o LASK a chegar no nível que está”, afirma Fabiano. 

Brasileiro artilheiro, destaque machucado e ex-Bayern no comando 


Sobre o time atual, Klauss é um dos grandes nomes. Emprestado pelo Hoffenheim até o fim da temporada, o atacante de 23 anos passou pela base do Grêmio, chegando até a ser capitão. Depois de ter acertado com o Hoffenheim, ele foi cedido em 2018 ao HJK Helsinki, pelo qual foi campeão nacional, artilheiro e melhor jogador. 

O grande retrospecto tem sido mantido no Linz, no qual tem média de 0,5 gol/jogo (17 tentos em 34 partidas). 

Outro grande nome do elenco também fica no ataque, mas estará indisponível contra o Manchester United e pelo restante da temporada. Thomas Goiginger, de 26 anos, sofreu uma lesão grave no joelho esquerdo na vitória sobre o Mattersburg no último domingo. A contusão vem justamente em um ótimo momento na carreira dele, tanto que esteve nas últimas três convocações da Áustria, tendo estreado no último compromisso. 

Thomas Goiginger sofreu lesão séria no joelho esquerdo
Thomas Goiginger sofreu lesão séria no joelho esquerdo Getty Images

No gol está Alexander Schlager, de 24 anos, outro que esteve nas três convocações mais recentes da Áustria e que estreou em novembro pelo país. 

À beira do gramado, o responsável por comandar o time é Valerien Ismael, contratado nesta temporada. Ele chegou para substituir Oliver Glasner, que foi ao LASK com o clube na segunda divisão e ficou até o meio de 2019, quando se transferiu ao Wolfsburg. 

O ex-zagueiro de 44 anos foi campeão da Bundesliga como atleta pelo Werder Bremen e Bayern de Munique. Como técnico, passou por times como Nuremberg e Wolfsburg.  Agora, tenta dar sequência ao conto de fadas em Linz.

Valérien Ismaël está desde o começo da temporada no LASK
Valérien Ismaël está desde o começo da temporada no LASK Getty Images

Fonte: André Donke

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Neymar faz jogo grande, e PSG supera trauma em uma partida tão insossa quanto estádio vazio

André Donke
André Donke

O 6 a 1 do Barcelona, a queda para o Real Madrid, a virada inimaginável e as lesões de Neymar. O trauma do PSG, eliminado nas últimas três edições da Champions League nas oitavas de final, ficou para trás. 

E Neymar foi o grande responsável por deixar esse fantasma no passado. Ele já havia sido o autor do gol na derrota por 2 a 1 para o Borussia Dortmund na ida e foi um dos melhores de um time que não se destacou – talvez apenas Marco Verratti tenha ido melhor em questão.

 Já nesta quarta-feira, o brasileiro foi decisivo no triunfo por 2 a 0. Buscou jogo, algumas vezes até no campo defensivo, e abriu o placar ao aproveitar-se em erro de marcação de Achraf Hakimi em cobrança de escanteio. O segundo gol nasceria em uma jogada construída por ele próprio. 

Neymar não foi brilhante nas oitavas, mas foi grande e decisivo. Fez o necessário para o PSG avançar. 

O roteiro do confronto teve um final feliz para o PSG, mas o seu clímax deixou a desejar. 

Neymar foi o principal nome da classificação do PSG às quartas de final da Champions
Neymar foi o principal nome da classificação do PSG às quartas de final da Champions Getty Images

O segundo tempo no Parque dos Príncipes foi arrastado. De um lado, um Dortmund controlando a bola e infértil, parando na marcação de um adversário que se defendia bem, mas não corria riscos no contra-ataque, nem mesmo quando o time alemão se abriu com a entrada de Reyna na vaga de Witsel e quando Mbappé foi a campo, dando mais velocidade ao seu ataque. 

O primeiro tempo já esteve longe de ser um primor. O Dortmund entrou em campo com uma postura demasiadamente defensiva, o que não tira o mérito do PSG, que ainda precisa apresentar algo mais para mostrar-se credenciado ao tão sonhado título europeu.

Como argumento para a análise de que o jogo foi insosso, vamos aos números. Dos 36 jogos do Dortmund na temporada, este foi o 27º em que mais finalizou (11). Já o PSG fez a partida em que menos concluiu entre todas as 41 que realizou em 2019-20, com apenas oito conclusões. 

A falta de emoção dentro das quatro linhas misturou-se com a deprimente figura de um estádio vazio em meio ao surto do coronavírus. 

Uma vitória enorme do PSG em um jogo que viu sua emoção ficar de fora. Até porque os torcedores da equipe francesa se aglomeraram no entorno do Parque dos Príncipes para acompanhar a partida o mais perto possível de sua equipe.

Fonte: André Donke

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O que Vinicius Jr. faz no Real Madrid já é gigante

André Donke
André Donke

Mal tinha acabado El Clásico no Santiago Bernabéu, e a primeira pergunta feita pelo repórter da emissora Movistar a Vinicius Jr. foi se o jogo havia sido o maior momento dele como madridista. 

“Com certeza”. 

O momento mais alto de um trabalho de quase dois anos que tem sido brilhante. E escrevo isso com todo o cuidado em não querer estabelecer rótulos e ‘bancar’ onde chegará um jovem de 19 anos. Esse imediatismo não leva a nada. 

O que dá para fazer é analisar o que aconteceu até aqui. E o que Vinicius Jr. faz é gigante, não tenho dúvida. 

Não acho que ela já seja um craque, que já seja um dos melhores do mundo, mas, considerando tudo o que fez diante do cenário que já enfrentou... personalidade de craque ele me parece ter. 

O atacante chegou ao maior vencedor do futebol europeu com apenas 69 jogos nas costas como profissional do Flamengo. Com só 18 anos, via os 45 milhões de euros que custou renderem manchetes e mais manchetes. 

Até aí, não se trata de uma história ou uma pressão inédita no futebol. Mas acho que o caso dele foi bem além de um roteiro já relativamente batido no esporte. 

Gol, marcador deitado e muito brilho: veja como Vinicius Jr. decidiu clássico contra o Barcelona


Contextualizando 

Vinicius Jr. chegou na marca mais poderosa do mundo do futebol em uma temporada em que a frustração era pré-anunciada. Depois de três títulos seguidos da Champions, Cristiano Ronaldo e Zinedine Zidane vão embora. O grande craque e o técnico responsáveis pelo tri e, de quebra, dois dos maiores nomes do Real Madrid e do futebol. 

O cenário, é verdade, não parecia impactar tanto o brasileiro, que chegaria para jogar no Castilla. Mas foram apenas cinco jogos e quatro gols. Em meio ao turbilhão que o Real viveu, o atacante foi promovido ao time principal, assim como técnico Santiago Solari, que ocupou o cargo do demitido Julen Lopetegui, antes de ele próprio ser retirado do cargo. 

O desempenho dele foi tão bom que Vinicius Jr. virou titular em janeiro e fevereiro e até um dos principais nomes do time. Porém, sua temporada praticamente acabou ao sofrer uma lesão no joelho e ser desfalque por dois meses, retornando no Espanhol apenas nas três últimas rodadas. 

Vinicius Jr. fala sobre importância de gol contra o Barcelona e diz: ‘Dar felicidade para essa torcida’


O ponto é: Vinicius Jr. assumiu uma responsabilidade enorme muito mais rápido do que se imaginava. E correspondeu. Mesmo pegando um Real carente de Cristiano Ronaldo; com a pressão pela temporada melancólica em termos de desempenho e resultado, após um período tão glorioso; e com uma lesão longa em sua primeira campanha no clube. 

Evidentemente que a oscilação é normal, assim como deficiências em alguém que ainda terá anos até chegar ao auge – as críticas à finalização têm total fundamento.

É muito mais fácil (melhor, menos difícil) trilhar um caminho de sucesso no Real Madrid depois de ter alcançado este rótulo em outro clube do que construir isso desde o início, tendo nas costas só 69 jogos como profissional e com todas as adversidades acima mencionadas. E é justamente aí onde está o grande mérito de Vinicius Jr., o que é potencializado pelo cenário em que ele vem construindo sua história.

Em 13 de maio de 2017, ele estreou como profissional do Flamengo. 

Em 1º de março de 2020, decidiu o maior clássico do futebol mundial. Isso porque dias antres ele já havia sido um dos principais nomes de sua equipe em um jogo de oitavas de final da Champions League. 

Em vez de falar que Vinicius Jr. vai ser um craque, que vai ganhar tais títulos, que isso ou aquilo, prefiro falar do que ele já fez. E disso eu não tenho a menor dúvida: é gigante.

Vinicius Jr. comemora durante vitória do Real Madrid sobre o Barcelona
Vinicius Jr. comemora durante vitória do Real Madrid sobre o Barcelona Getty Images

Fonte: André Donke

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O que Vinicius Jr. faz no Real Madrid já é gigante

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RB Leipzig montou elenco INTEIRO de 24 jogadores gastando menos do que 'um Neymar'

André Donke
André Donke

Sensação é um termo que já não cabe mais ao RB Leipzig. Há quatro anos na primeira divisão, o time brilhou em todos suas temporadas na elite do futebol alemão, com um vice-campeonato, um sexto lugar e uma terceira colocação na Bundesliga passada.

Porém, agora o time parece dar um passo adiante além do cenário nacional e começa a fazer barulho na Europa. Líder da chave que tinha Lyon, Benfica e Zenit, em sua segunda aparição na história na Champions League, a equipe de Julian Nagelsmann dominou o Tottenham em Londres – ao menos até metade do segundo tempo –, venceu por 1 a 0 nesta terça-feira pela ida das oitavas de final e vai para casa precisando de um empate para se garantir no G-8 do continente.

Mais um capítulo é escrito na ambiciosa e curta história do clube fundado em 2009. Desde o começo na quinta divisão, o objetivo era claro: chegar ao topo do futebol alemão em poucos anos.

A ascensão sempre encontrou muitos olhares atravessados em um país que culturalmente é contra magnatas e grandes empresas à frente dos clubes, algo que na visão de muitos pode ameaçar suas raízes e identidades.

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O Leipzig começou uma história do zero e, diferentemente do que o poderio financeiro da Red Bull poderia sugerir, o trabalho foi bem-sucedido sem contar com investimentos mirabolantes em atletas. E isso segue até hoje.

Considerando todos os 24 jogadores que atuaram ao menos um minuto nesta temporada e que continuam no elenco, o Leipzig gastou 178,03 milhões de euros para contar com todos eles , segundo valores do site Transfemarkt. Incluindo também o terceiro goleiro Philipp Tschauner, teremos então 178,38 milhões de euros.

O valor representa quase 43,62 milhões de euros menos do que o Paris Saint-Germain pagou em Neymar, por exemplo. Para uma comparação na Alemanha, o elenco do Leipzig custou quase 17 milhões de euros a mais do que o Bayern de Munique gastou com somente suas três contratações mais caras da história: Lucas Hernández (80 milhões), Corentin Tolisso (41,5 milhões) e Javi Martínez (40 milhões).

Time do RB Leipzig posa para a foto antes de jogo contra o Tottenham
Time do RB Leipzig posa para a foto antes de jogo contra o Tottenham Getty Images

Diante deste cenário, é importante fazer duas ressalvas. 

Primeiramente, os quatro jogadores mais caros do grupo nem estão entre os mais importantes. Kevin Kampl está lesionado há um bom tempo, Dani Olmo acabou de chegar e Amadou Haidara e Ademola Lookman são reservas - o segundo, aliás, soma apenas 236 minutos. Além disso, Hannes Wolf, que está entrre os mais caros, atuou por apenas 14 minutos.

O outro ponto é que boa parte das contratações veio do Red Bull Salzburg – sem contar Tyler Adams, que era do New York Red Bulls -, clube que faz parte da rede da marca de energéticos, o que acaba sendo um ponto facilitador neste cenário de contratações de ótimo custo-benefício.

De qualquer forma, isso não diminui o mérito da companhia, afinal, seja diretamente pelo time alemão ou via clube austríaco, a descoberta do talento foi feitapela Red Bull.

Além disso, vale destacar que Leipzig conta com sete atletas que estão desde a segunda divisão, só um veio do Salzburg e todos continuam sendo importantes: Péter Gulácsi, Willi Orban, Lukas Klostermann, Marcel Halstenberg, Marcel Sabitzer, Emil Forsberg e Yussuf Poulsen (os cinco primeiros são titulares absolutos).

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Confira abaixo quanto custou cada jogador do RB Leipzig (todos os valores são do site Transfermarkt):

Dani Olmo - 20 milhões de euros

Kevin Kampl - 20 milhões de euros

Amadou Haidara* - 19 milhões de euros

Ademola Lookman - 18,5 milhões de euros (contando os 500 mil euros de passagem por empréstimo anterior)

Nordi Mukiele - 16 milhões de euros

Timo Werner - 14 milhões de euros

Christopher Nkunku - 13 milhões de euros

Hannes Wolf* - 12 milhões de euros

Dayot Upamecano* - 10 milhões de euros

Konrad Laimer* - 7 milhões de euros

Yvon Mvogo - 5 milhões de euros

Emil Forsberg - 3,7 milhões de euros

Patrik Schick - 3,5 milhões de euros (empréstimo)

Marcel Halstenberg - 3,5 milhões de euros

Péter Gulácsi* - 3 milhões de euros

Tyler Adams** - 2,63 milhões de euros

Willi Orban - 2 milhões de euros

Marcel Sabitzer - 2 milhões de euros

Yussuf Poulsen - 1,55 milhão de euros

Lukas Klostermann - 1 milhão de euros

Ethan Ampadu - 650 mil euros (empréstimo)

Philipp Tschauner - 350 mil euros

Ibrahima Konaté - sem custos

Angeliño – empréstimo

*contratado junto ao Red Bull Salzburg

**contratado junto ao New York Red Bulls

Fonte: André Donke

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Em um dia, técnico da Bundesliga ganha prêmio, é demitido e se aposenta

André Donke
André Donke

O técnico Friedhelm Funkel foi demitido do Fortuna Düsseldorf na quarta-feira e na sequência anunciou sua aposentadoria. O curioso é que tais acontecimentos vieram um dia depois de ele ter sido eleito em votação local o treinador do ano na cidade de Düsseldorf.

Um dia o prêmio...

... no outro, a demissão

O agora ex-técnico de 66 anos, até então o mais velho nesta edição da Bundesliga, estava desde março de 2016 no Fortuna, conseguindo o título da segunda divisão em 17-18 e conseguindo uma ótima campanha no retorno à elite, com o décimo lugar – foi o melhor desempenho do time no primeiro escalão desde o nono lugar em 1989-90.   

Porém, nesta temporada o sucesso não se repetiu. O time foi para a pausa de inverno na antepenúltima posição e caiu para a lanterna após duas derrotas nos dois jogos até o momento do segundo turno, o que custou o emprego de Funkel, e também determinou sua aposentadoria. Aliás, esta poderia ter vindo ainda mais cedo.

Em janeiro de 2019, um episódio inusitado havia ocorrido com o treinador no Fortuna Düsseldorf.

Friedhelm Funkel, durante partida do Fortuna Düsseldorf
Friedhelm Funkel, durante partida do Fortuna Düsseldorf Getty Images

Lágrimas, protesto em aeroporto e mudança de ideia

Era uma sexta-feira, quando o clube havia anunciado que ele sairia ao fim da temporada. Já na segunda seguinte, porém, a direção mudou de ideia ao informar que o contrato dele tinha sido renovado até o meio de 2020. Nas horas que separaram as duas decisões, muita coisa aconteceu.

Querido pela torcida, o treinador demonstrou toda sua frustração com o episódio. Ao falar sobre a situação, ele ficou com lágrimas nos olhos e disse que “tenho a sensação que não há mais confiança em mim" e ainda anunciou: "A partir do verão (na Europa), eu serei um aposentado".

Aquela decisão também pareceu não ter caído no gosto do elenco, que era próximo de Funkel. O capitão Oliver Fink disse até que os jogadores “caminham através do fogo por ele”.

A torcida também não ficou nada contente. Logo vieram protestos contra o diretor esportivo Lutz Pfannenstiel e o presidente Robert Schäfer. No sábado, um grupo de torcedores esperava no aeroporto de Düsseldorf a delegação que retornava de intertemporada na Espanha. Entre pedidos de saída de Schäfer, houve também gritos de apoio ao treinador.

Em meio a este cenário, o Fortuna mudou de ideia. No sábado mesmo, Schäfer reconheceu erro por parte do clube, e as negociações foram reabertas. “Houve uma inflexibilidade equivocada, foi um erro. Houve danos, sem dúvidas, e devemos agora consertar”, afirmou à emissora alemã Sport1.

Na segunda-feira, veio a solução. Funkel passou a ter contrato até 2020, com uma condição: o vínculo só seria válido se a equipe conseguisse a permanência na Bundesliga. O que acabou ocorrendo. Porém, a passagem de Funkel e sua carreira só durariam mais um semestre.

Como jogador, o ex-meio-campista defendeu o Bayer Uerdigen na maior parte da sua trajetória, conquistando a Copa da Alemanha de 1984-85. Como técnico, passou pelo próprio Bayer Uerdigen, além de Duisburg, Hansa Rostock, Colônia, Eintracht Frankfurt, Hertha Berlin, Bochum Alemania Aachen, Munique 1860 e, é claro, Fortuna Düsseldorf.

"Minha carreira de técnico está encerrada", disse o treinador à Sky Sport News na quarta. Ele ainda desejou "tudo de bom" ao seu substituto Uwe Rösler.

"O que construímos em quatro anos não pode ser destruído. Estou na torcida."

Fonte: André Donke

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Ederson batendo pênalti? Relembre quem foi o último goleiro a fazer isso em uma grande liga europeia

André Donke
André Donke

Pep Guardiola foi taxativo ao dizer quem é o melhor batedor de pênaltis nos treinos do Manchester City: Ederson.

Mas será que isso significa que veremos o goleiro brasileiro indo à marca da cal em alguma partida da Premier League em breve?

Aguero? Que nada! Guardiola diz que melhor batedor de pênaltis do City é o goleiro Ederson: 'Não tem sangue nas veias'

Caso isso ocorra, será a primeira vez que um arqueiro irá cobrar um pênalti em uma partida de uma das cinco principais ligas da Europa – Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália.

Em dado divulgado pelo Opta Sports, o último a fazer isso foi Hans-Jörg Butt, em 31 de janeiro de 2010. Na ocasião, o atleta do Bayern de Munique viu o goleiro Heinz Müller, do Mainz 05, fazer a defesa.

Ao todo, o ex-goleiro de 45 anos, que se aposentou em 2012, anotou 26 gols na Bundesliga.

Será que Ederson irá ser o primeiro goleiro em dez anos a bater um pênalti em um dos cinco principais campeonatos da Europa? Agora é só esperar o Manchester City ter seu próximo pênalti a favor na Premier League.

Ederson, goleiro do City, acerta chute com curva absurda e faz gol 'impossível' em treino


Fonte: André Donke

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Posse de bola absurda, promessa (bem) em campo e falta de efetividade: a estreia de Setién no Barcelona

André Donke
André Donke

O primeiro passo de Quique Setién no Barcelona foi dado.

Depois de mudanças nos treinamentos da equipe, como o cancelamento da folga de quarta-feira e a realização de uma atividade no dia do jogo, o Barcelona entrou em campo neste domingo contra o Granada e ganhou por 1 a 0.

Diante de um adversário que começou de forma excelente o Espanhol e caiu de rendimento, o time catalão não conseguiu um resultado tão animador. Ainda mais considerando o fato de o gol da vitória só ter saído depois da expulsão polêmica de Germán Sánchez – ao meu ver, o segundo cartão amarelo foi um erro. Veja o lance AQUI.

Os números mostram como houve uma falta de eficiência do Barcelona na partida. Foram 18 finalizações, com seis delas indo na direção do alvo. O jogo foi INTEIRAMENTE dominado pelos mandantes no Camp Nou, apesar de os visitantes terem conseguido acertar um chute na trave. Ou seja, só faltou ir melhor na definição das jogadas.

Messi faz tabela espetacular com Vidal, que devolve de letra, bate de direita e faz golaço

Me agradou a partida de Ansu Fati, que esteve mais aberto à direita, enquanto que Antoine Griezmann mais pela esquerda.  Ambos se movimentaram constantemente em um jogo coletivo muito bom do Barcelona.  Embora seja preciso admitir que o atacante de 17 anos errou em algumas tomadas de decisão no confronto.

Messi fez a vez de falso 9, ficando muito fora da área e dando dinâmica ao jogo de sua equipe. 

Assim, Quique Setién respondeu a pergunta que muitos antes da estreia. 'Como seria o ataque do Barcelona sem Luis Suárez?'

O argentino participou muito do jogo, mas o Barça foi longe de ser dependente exclusivamente de seu maior craque. E o gol marcado pelo camisa 10 é um bom exemplo, uma vez que os grandes movimentos no lance foram o toque rápido de Griezmann e o passe genial de calcanhar de Vidal.

O domínio da partida ficou explícito na posse de bola, que sempre ficou na casa dos 80% e terminou em 81,8%, algo que não ocorria no time em LaLiga desde outubro de 2011, quando a equipe de Pep Guardiola fez 3 a 0 no Racing Santander com 81,9% de posse de bola. Os números são do TruMedia, ferramenta de estatísticas exclusiva da ESPN.

A partida ainda teve um gosto especial para o clube pela chance dada a uma promessa da base. Riqui Puig foi muito festejado ao entrar em campo aos 26min do segundo tempo. E ele justificou a empolgação. Com personalidade, bons passes e boa movimentação, apoiou o ataque constantemente e ajudou a quebrar o muro que o Granada colocou.

O meio-campista de 20 anos e 1,69m chegou a demonstrar publicamente sua insatisfação em novembro por não ser aproveitado no elenco principal e deu um bom argumento neste domingo. Com três partidas pelo Barça na temporada passada, ele sequer havia sido relacionado para um jogo em 2019-20. Até este domingo.

Ainda que o Barça tenha tido uma grande dificuldade em converter o seu domínio absurdo e o seu bom jogo coletivo em vantagem, Quique Setién deixou claro estar alinhado à filosofia do claro, mostrando-se claramente um devoto do Cruyffismo em sua estreia. Aliás, cabe uma curiosidade aqui. Foi diante do Granada que Johan Cruyff debutou como jogador do Barcelona. Em 28 de outubro de 1973, o holandês marcou duas vezes na vitória por 4 a 0. 

Quique Setién fez sua estreia pelo Barcelona em jogo contra o Granada
Quique Setién fez sua estreia pelo Barcelona em jogo contra o Granada Getty Images

Fonte: André Donke

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Kahn, Haaland e campeão da Libertadores: as novidades da Bundesliga após pausa de inverno

André Donke
André Donke

Depois de 26 dias de pausa, a Bundesliga está de volta.

Os jogadores já aproveitaram o fim de ano, os elencos fizeram sua intertemporada e os clubes apresentaram alguma novidade para a disputa do segundo turno. O blog lista as principais delas.

O campeonato chega para sua segunda metade com o RB Leipzig na liderança com 37 pontos, dois a mais do que o Borussia Mönchengladbach. Atual heptacampeão nacional, o Bayern de Munique vem na terceira posição com 33 pontos, três à frente do Borussia Dortmund.

Na briga contra o rebaixamento, o Fortuna Düsseldorf aparece no 16º lugar, com 15 pontos, e hoje disputaria o playoff contra o terceiro colocado da segunda divisão. Werder Bremen, com 14 pontos, e Paderborn, com 12, estão nos dois últimos lugares.

Erling Haaland

O Borussia Dortmund buscava um centroavante e conseguiu logo um dos mais desejados da Europa. O clube desembolsou 20 milhões de euros e tirou Erling Haaland do Red Bull Salzburg por 20 milhões de euros. Vice-artilheiro da Champions League, o norueguês ainda é o segundo maior artilheiro desta edição da Bundesliga austríaca com 16 gols. Ao todo, são 22 jogos e incríveis 28 gols na temporada.

Com isso, Paco Alcácer, que fez ótima temporada em 18-19, sofreu com lesão nesta e perdeu espaço, deve ficar em uma situação ainda mais adversa no elenco. Uma saída tem sido especulada.

Por outro lado, o volante Julian Weigl, peça bastante utilizada - às vezes na zaga -, foi vendido ao Benfica por 20 milhões de euros.

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Exequiel Palacios

Outra movimentação interessante no mercado de inverno da Alemanha foi a ida de Exequiel Palacios ao Bayer Leverkusen. Contratado por 17 milhões de euros, o meio-campista de 21 anos chega credenciado pelo ótimo trabalho no River Plate, pelo qual foi titular na conquista da Libertadores de 2018 e no vice em 2019.

[twitter url="https://twitter.com/bayer04_en/status/1213105077881393153"]

Oliver Kahn

O Bayern de Munique não contratou e não vendeu ninguém, mas não deixa de contar com uma novidade e tanto. Desde 1º de janeiro, Oliver Kahn passou a ser membro do conselho administrativo, assinando um contrato de cinco anos. Quando o contrato de Karl-Heinz Rummenigge acabar em 31 de dezembro de 2021, o ex-goleiro será o novo CEO dos bávaros.

Kahn chega com a experiência de quem foi ídolo do Bayern como jogador (14 anos no clube, oito títulos dqa Bundesliga, seis da Copa da Alemanha, um da Champions League, entre outros), com experiência de empresário, atividade que exerceu nos últimos anos, além de analista de futebol, uma vez que vinha trabalhando na emissora ZDF como comentarista.

Oliver Kahn é apresentado como membro do conselho administrativo do Bayern de Munique
Oliver Kahn é apresentado como membro do conselho administrativo do Bayern de Munique Getty Images

Jürgen Klinsmann

Outro nome prestigiado no futebol alemão que retornou é Jürgen Klinsmann. O treinador, na verdade, já começou o trabalho antes da pausa, dando uma boa impressão, vencendo o Freiburg e o Bayer Leverkusen, empatando com o Borussia Mönchengladbach e o Eintracht Frankfurt e sofrendo uma derrota para o Borussia Dortmund. Porém, agora será o momento de ver o impacto que terá o ex-técnico do Bayern na equipe, considerando o período de pausa.

 Ex-atacante da seleção alemã, Klinsmann é reconhecido com uma das pessoas cruciais para o processo de restruturação do futebol do país. Este é o primeiro trabalho dele desde que deixou a seleção norte-americana no fim de 2016.

Nesta janela, o treinador de 55 anos já fez sua primeira contratação. O clube da capital pagou 10 milhões de euros para tirar o volante Santiago Ascacibar do Stuttgart. Por outro lado, os meio-campistas Ondrej Duda e Eduard Löwen foram emprestados a Noriwch City e Augsburg, respectivamente.

Jürgen Klinsmann, durante partida do Hertha Berlin
Jürgen Klinsmann, durante partida do Hertha Berlin Getty Images

Fonte: André Donke

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Brasileiro de 42 anos conta 'segredo' para ser o jogador que mais atuou em 2019 entre top 5 da Europa

André Donke
André Donke

Foram 40 jogos e 3591 minutos disputados em 2019. Nenhum atleta ficou tanto tempo em campo no ano passado quanto Vitorino Hilton, entre os jogadores que atuam nas cinco principais ligas da Europa - Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália.

O que chama atenção é o fato de o zagueiro brasileiro ter nada menos do que 42 anos de idade, sendo também o mais velho a ter entrao em campo em um dos campeonatos acima mencionados no período.

Nos 38 jogos disputados pelo Montpellier no Campeonato Francês ao longo do ano de 2019, Hilton foi titular em todos. Ele ficou os 90 minutos em campo em 37 partidas - na outra, foi substituído aos 36min do segundo tempo.

Como alguém com essa idade consegue atuar tanto tempo em um futebol de alto nível?

"Eu até treino um pouco mais do que deveria para manter a forma, não consigo parar. O corpo precisa do esforço. Meu corpo está acostumado com isso. É todo dia a mesma vontade de quando eu tinha com 20 anos. Isso que me ajuda a estar bem dentro de campo ainda", conta Hilton em entrevista ao blog.

Hilton, em ação pelo Montpellier
Hilton, em ação pelo Montpellier Getty Images

Desde 2004 no futebol francês, no qual defendeu também o Bastia, o Lens e Olympique de Marselha, o brasileiro conta que criou o hábito de chegar mais cedo aos treinamentos na Europa. Não é incomum vê-lo uma hora, uma hora e meia no centro de treinamento antes das atividades programadas.

“Quando jogava no Brasil, o treino começava às 15h30 no campo. Às 15h25 chegava no vestiário, não tinha essa coisa de chegar antes. O futebol está muito mais profissional do que quando comecei”, diz o zagueiro, que é o capitão do Montpellier desde a temporada 2013-14 e foi titular da equipe campeã do Francês em 2011-12 de forma inédita.

Hilton comemora título do Montpellier no Campeonato Francês de 2011-12
Hilton comemora título do Montpellier no Campeonato Francês de 2011-12 Getty Images

“Quando cheguei na Europa, os treinadores botavam para chegar meia hora antes, 40min. Depois a gente pega esse hábito de chegar antes, porque sabe que precisa, faz bem. Faz alguns anos que comecei a fazer isso e vi que deu resultado. Mudar o time que está ganhando por quê?”

Outro trunfo para o vigor físico aos 42 anos é naturalmente a alimentação. Hilton não faz nenhum sacrífico, não passa vontade, mas segue uma dieta balanceada. Os únicos cortes são as bebidas alcóolicas, os refrigerantes e os sanduíches de restaurantes fast food, algo que não come “faz uns dez anos”.

“Depois que parei com essas comidas, eu senti que para meu corpo foi muito bom. Antes eu tinha lesões musculares que hoje eu não tenho mais. Pela idade era para acontecer com mais frequência, mas acho que minha alimentação ajuda bastante”, afirma o zagueiro, que passou por Chapecoense e Paraná Clube no Brasil e está longe do Brasil desde 2004.

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Com tamanho vigor físico, dá para pensar em atuar em sua terra natal profissionalmente outra vez? Não. “Acho que nenhum clube brasileiro teria essa coragem de investir em um jogador com minha idade”.

Mas isso não significa necessariamente que ele vá parar de jogar agora. Com contrato até o meio deste ano, Hilton ainda mantém em aberto se continuará jogando na próxima temporada ou não.

“Quero aproveitar esses seis meses que faltam de campeonato, curtir bastante e, quem sabe, se eu estiver bem fisicamente e se o clube estiver de acordo de continuar para o ano que vem, por que não? Depois do futebol, eu e o clube já começamos a conversar um pouco, tentar achar uma função no clube, não sei o que posso fazer, mas tem conversas, talvez treinador, auxiliar técnico, é coisa mais para frente.”

Veja quem são os jogadores que mais disputaram minutos nas 5 principais ligas nacionais da Europa em 2019:

1) Hilton (zagueiro, Montpellier) - 3591 minutos
2) Baptiste Santamaría (volante, Angers) - 3554 minutos
3) Benoît Costil (goleiro, Bordeaux) - 3510 minutos
3) Ludovic Butelle (goleiro, Angers) - 3510 minutos
3) Diego López (goleiro, Espanyol) - 3510 minutos
3) Gerónimo Rulli (goleiro, Montpellier) - 3510 minutos

Fonte: André Donke

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Brasileirão já supera Espanhol e Italiano em número de técnicos estrangeiros

André Donke
André Donke

Seja coincidência ou não, após o sucesso de Jorge Jesus e Jorge Sampaoli em 2019,  a elite do futebol brasileiro passará a contar - por enquanto - com o dobro de técnicos estrangeiros. 

Se um argentino saiu, outro chegou: Eduardo Coudet assumiu o Internacional. 

Com Jesualdo Ferreira no lugar de Sampaoli à frente do Santos, Jorge Jesus ganhou a companhia de um conterrâneo.

O venezuelano Rafael Dudamel, novo treinador do Atlético-MG, completa a lista de gringos, que pode ser ainda maior. Afinal, o Red Bull Bragantino busca um técnico, e este pode ser o português Carlos Carvalhal. Tal chegada faria com que um quarto dos comandantes da Série A seja estrangeiro.

Fato é que o Campeonato Brasileiro de 2020, por ora, já conta com mais técnicos de fora do que o Campeonato Espanhol e o Italiano, que possuem somente três cada um.

'A chegada de treinadores estrangeiros não significa que os brasileiros estão ultrapassados', diz Rafael Dudamel

'A chegada de treinadores estrangeiros não significa que os brasileiros estão ultrapassados', diz Rafael Dudamel

Entre os cinco grandes campeonatos nacionais da Europa, o campeão em treinadores que cruzaram as fronteiras é a Premier League, com 11. Já a Bundesliga, que tem apenas 18 times participantes, possui sete nomes estrangeiros, um a mais do que na França.

É importante também refletir quem são os treinadores e as características do futebol europeu e brasileiro. Tal intercâmbio entre países já é uma tendência na Europa - não apenas com jogadores -, sobretudo após o fato de que atletas da zona do Euro deixaram de ser considerados extracomunitários em países do bloco.

Além disso, há casos de ligações de treinadores com determinados times/ligas por conta do seu passado como atleta, casos, por exemplo, do argentino Diego Simeone (Atlético de Madrid), do francês Zinedine Zidane (Real Madrid), do armênio Michel Der Zakarian (Montpellier) e do sérvio Sinisa Mihajlovic (Bologna).

Outro elemento a ser considerado é a proximidade entre os países e também o idioma comum entre eles, como ocorre no Campeonato Alemão, em que há dois austríacos e três suíços.

Eduardo Coudet, Jesualdo Ferreira, Rafael Dudamel e Jorge Jesus
Eduardo Coudet, Jesualdo Ferreira, Rafael Dudamel e Jorge Jesus Divulgação - Internacional, Santos, Atlé

Veja abaixo a relação de técnicos estrangeiros nas cinco principais ligas da Europa:

Bundesliga
Borussia Dortmund: Lucien Favre (Suíça)
Bayer Leverkusen: Peter Bosz (Holanda)
Hoffenheim: Alfred Schreuder (Holanda)
Wolfsburg: Oliver Glasner (Áustria)
Augsburg: Martin Schmidt (Suíça)
Union Berlin: Urs Fischer (Suíça)
Eintracht Frankfurt: Adi Hütter (Áustria)

Premier League
West Ham: David Moyes (Escócia)
Liverpool: Jürgen Klopp (Alemanha)
Leicester City: Brendan Rodgers (Irlanda do Norte)
Manchester City: Pep Guardiola (Espanha)
Everton: Carlo Ancelotti (Itália)
Tottenham: José Mourinho (Portugal)
Manchester United: Ole Gunnar Solskjaer (Noruega)
Wolverhampton: Nuno Espírito Santo (Portugal)
Arsenal: Mikel Arteta (Espanha)
Southampton: Ralph Hasenhüttl (Áustria)
Norwich City: Daniel Farke (Alemanha)

LaLiga
Real Madrid: Zinedine Zidane (França)
Atlético de Madrid: Diego Simeone (Argentina)
Osasuna: Javier Aguirre (México)

Ligue 1
PSG: Thomas Tuchel (Alemanha)
Olympique de Marselha: André Villas-Boas (Portugal)
Montpellier: Michel Der Zakarian (Armênia)
Bordeaux: Paulo Sousa (Portugal)
Amiens: Luka Elsner (Eslovênia)
Monaco: Robert Moreno (Espanha)

Série A
Roma: Paulo Fonseca (Portugal)
Bologna: Sinisa Mihajlovic (Sérvia)
Hellas Verona: Ivan Juric (Croácia)

Fonte: André Donke

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