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MLB volta com equilíbrio, supertimes e ricaços; confira cinco motivos para ficar ligado

A MLB está de volta!

Depois de dois jogos no Japão, a temporada do beisebol oficialmente começa nos Estados Unidos nesta quinta-feira. E o fã do esporte vai poder acompanhar dois jogos na tela da ESPN e do WatchESPN, com Baltimore Oriole e New York Yankees, às 14 horas (de Brasília), e Arizona Diamondbacks e Los Angeles Dodgers, à partir das 17 horas.

Até outubro cada equipe disputará 162 jogos na briga pelas vagas nos playoffs e a tão sonhada World Series. Serão muitas partidas e uma cobertura especial da ESPN, por isso listamos cinco motivos para você se animar com a volta do inconfundível barulho do bastão mandando a bolinha para longe.

MUITO EQUILIBRIO DE UM LADO

Pelo menos em um primeiro momento, antes da temporada realmente começar, a Liga Nacional promete muito equilíbrio.

Para o comentarista Ubiratan Leal, a divisão Oeste é a única que tem um favorito mais destacado, com o atual bicampeão da Liga, Los Angeles Dodgers, largando na frente. Mesmo assim, não dá para descartar uma briga com o San Diego Padres, que se reforçou bem, e o Colorado Rockies.

No Leste, o único time que parece descartado, apesar da boa pré-temporada, é o Miami Marlins. Destaque para o Philadelphia Phillies, que se reforçou com Bryce Harper, Jean Segura e J.T. Realmuto. Atlanta Braves, atual campeão da divisão, NY Mets e Washington Nationals, de Yan Gomes, também se candidatam.

Na divisão Central, o Chicago Cubs chega com um ataque talentoso e deve disputar com Milwaukee Brewers, atual campeão da divisão, e St. Louis Cardinals. Cincinnati Reds e Pittsburgh Pirates prometem atrapalhar, o que pode deixar a disputa da divisão bem acirrada.

SUPERTIMES DO OUTRO

A Liga Americana chega com os dois últimos campeões da World Series, Houston Astros e Boston Red Sox, que mais uma vez se apresentam como postulantes ao título da MLB. Ao lado deles, como no ano passado, está o maior campeão da história, o New York Yankees.

“Os Yankees têm um problema na rotação, que não é tão boa assim, então coloco Astros e Red Sox como mais completos. Boston um pouco mais até, pois Houston perdeu Dallas Keuchel”, disse o comentarista dos Canais ESPN.

OS NOVOS RICAÇOS

A janela foi generosa para os grandes jogadores que estavam buscando novos casas na liga.

O primeiro grande contrato veio com Manny Machado, que assinou por 10 temporadas e US$ 300 milhões (R$ 1,18 bilhão) com o San Diego Padres. Tratava-se do recorde nos esportes americanos para um jogador mudando de franquia, mas a marca durou pouco.

Isso porque, dias depois, Bryce Harper fechou por 12 anos e US$ 330 milhões (R$ 1,3 bilhão). Se na média os ganhos de Harper são menores que os de Machado, no total, ele ficou com o recorde.

Pouco depois, Mike Trout assinou o maior contrato da história dos esportes americanos, renovando com o Los Angeles Angels por 12 anos e garantindo US$ 426,5 milhões (R$ 1,68 bilhão), recebendo US$ 35,5 milhões (R$ 140 milhões) por temporada.

As atenções, com certeza, estarão sempre voltadas para estes nomes.

JOGOS MAIS RÁPIDOS

Por mais que você seja um fã de beisebol é inegável que os jogos muitas vezes são mais lentos do que o desejado. A MLB sabe disso e trabalha para conseguir acelerar o ritmo.

A principal mudança parece discreta, mas o público deve sentir. Os jogos que tiverem transmissão da ESPN nos Estados Unidos, terão uma redução de 25 segundos em cada um de seus intervalos comerciais, garantindo uma diminuição de cerca de 10 minutos no total.

Outras regras já foram discutidas e negociadas para os próximos anos, como a redução das substituições de arremessadores e até o relógio para que o arremesso seja feito.

O MAIOR CLÁSSICO DOS EUA EM LONDRES

A temporada foi aberta com dois jogos no Japão, mas a MLB quer realmente expandir sua marca e o próximo alvo é a Europa.

Em junho, Boston Red Sox e New York Yankees, a maior rivalidade do beisebol vai cruzar o oceano e será realizado dois jogos em Londres, no Estádio Olímpico, casa do West Ham. Será a primeira visita da liga ao Velho Continente.

Os jogos acontecerão durante a disputa da Copa do Mundo de Críquete, esporte que é “parente” do beisebol. “Um cenário diferente que pode ajudar a reforçar a marca do beisebol em um mercado que é praticamente nulo”, avaliou Ubiratan Leal.