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Campeão da São Silvestre vê altitude como única desvantagem brasileira

Bem-humorado após a conquista do seu segundo título da Corrida Internacional de São Silvestre, o etíope Dawitt Admasu foi político ao falar sobre o desempenho dos brasileiros na tradicional prova paulistana. O país anfitrião não teve nenhum representante nos pódios masculino e feminino da competição disputada no último dia de 2017.

“Os atletas brasileiros são fortes”, elogiou Dawitt, colocando apenas um obstáculo para os rivais locais. “Treinamos com bastante altitude, de até 3.000m. Tenho uma preparação realmente muito forte na Etiópia. No Brasil, a altitude costuma ser em torno de 1.000m. É bem diferente”, argumentou.

Os brasileiros mais bem colocados na 93ª edição da São Silvestre concordaram com a análise do etíope, que compete pelo Bahrein e ostenta também o título de 2014 da prova, além de um vice-campeonato no ano passado.

Dawitt virou intérprete de compatriotas

Queniano caiu e não se rendeu

Para Ederson Vilela, na 12ª posição entre os homens, e Joziane Cardoso, no décimo lugar entre as mulheres, os treinamentos na altitude fazem uma diferença considerável a favor dos africanos. Eles ainda apontaram a desgastante temporada que têm no Brasil como um fator decisivo para o rendimento abaixo do esperado na São Silvestre.

O Brasil não celebra um vencedor da sua mais tradicional corrida de rua desde 2010, quando Marílson Gomes dos Santos cruzou a linha de chegada na primeira colocação. Em 2006, houve dobradinha nacional, com as conquistas de Franck Caldeira e Lucélia Peres.

“É uma competição muito disputada, para a qual sempre treino forte”, insistiu Dawitt, festejando mais um título africano. “Obrigado, Deus. Estou muito feliz com a minha vitória. Agradeço ao povo de São Paulo e à organização da São Silvestre.”