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Fã de Ayrton Senna participa de sua 17ª São Silvestre e homenageia piloto

Antes do relógio da Avenida Paulista, em São Paulo, marcar 07h (de Brasília), milhares de atletas amadores já estavam posicionados na avenida mais conhecida da cidade para a disputa da 93ª Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece neste domingo. Para quem percorria a Avenida, chamava a atenção os personagens fantasiados. Um dos mais queridos pelo público é Juvenal Andrade, que se vestiu como seu maior ídolo: o ex-piloto Ayrton Senna.

“Essa é minha 17ª vez na São Silvestre. Sou macaco velho. Faz oito anos que corro como Ayrton Senna, mas as outras corridas eu vou normal. Nas outras corridas todos procuravam personagens para animar no final. É a última prova do ano, a mais festiva, aí peguei e criei essa fantasia de Ayrton Senna, e deu certo”, contou em entrevista à Gazeta Esportiva.

Autônomo, Juvenal Andrade, de 49 anos, é ídolo de Senna desde quando o brasileiro corria na Fórmula 1, e até chegou a conhecer o ex-piloto brasileiro, tricampeão da F1 e que faleceu em 1994.

“Cheguei a conhecer ele (Senna) quando eu era motoboy. Ele andava ali na Cantareira, que é onde moro. Cheguei a conhecer a mãe dele, foi minha cliente. Tenho muita recordação dele, é uma pessoa que alegrava a gente na manhã de domingo”, disse Juvenal, antes de completar: “O pessoal vai esquecendo de quem faz história. Estou aqui para animar o pessoal que desanima durante a corrida”.

Vestindo um traje típico de piloto de Fórmula 1, em punho uma bandeira do Brasil, e um capacete réplica do que ficou eternizado por Ayrton Senna, Juvenal não se importa com o peso, nem o desconforto de sua fantasia. O que preocupa o autônomo, experiente atleta amador, é o clima da cidade de São Paulo.

“Não me atrapalha muito, já acostumei. No começo não sabia se era pior a chuva ou o sol. Aí, um dia peguei chuva lá na Brigadeiro, e vi que era pesado”, contou Juvenal, em tom de bom-humor.

O fã do ídolo brasileiro, que alegrava os amantes da Fórmula 1 com vitórias e títulos, hoje também tenta transmitir uma mensagem de apoio por meio da corrida.

“Muita gente pede para tirar foto. Da largada até a chegada o pessoal vai tirando foto, gritando “Senna”, do começo ao fim. Até os ‘gringos’ gritam”, comentou. “A gente tem que animar o povo na Paulista”, finalizou Juvenal.

* Especial para a Gazeta Esportiva