<
>

Tite valoriza equilíbrio do Brasil: 'Na grande maioria das vezes, dominou e controlou o adversário'

A seleção brasileira venceu o Uruguai nesta sexta-feira em um duelo parelho, em Londres. Graças a um pênalti bastante contestado pelos adversários, o time comandado pelo técnico Tite acabou triunfando por 1 a 0, e o treinador canarinho fez questão de enaltecer o equilíbrio demonstrado por sua equipe desde que assumiu o comando, em junho de 2016.

“É um clássico sul-americano. Não tem jogo amistoso, o nível de enfrentamento é alto, duas escolas diferentes. A nossa de posse de bola, triangulação, infiltração, jogadas no chão. O adversário, às vezes, de pouco faz muito. Eles têm jogadores perigosos na frente, com qualidade, Bentancur com muita qualidade técnica”, disse Tite.

“Está aí a resposta final. A equipe fez todo o jogo que a tornou merecedora da vitória. Na grande maioria das vezes, dominou e controlou o adversário, o que é muito difícil por conta dessa bola aguda que eles têm”, afirmou.

Enfrentando muitas dificuldades para criar jogadas de perigo em Londres, mesmo com o fato de o Uruguai sofrer com dez desfalques, a seleção brasileira acabou apelando em diversos momentos para a individualidade de Neymar, barrado muitas vezes por conta de dribles e jogadas precipitadas. Em contrapartida, a defesa mais uma vez se manteve intacta, neutralizando ninguém mais, ninguém menos que a dupla Cavani e Suárez.

“Grandes equipes são aquelas que invariavelmente marcam. Jogamos 30 vezes e fizemos gol em 28. Cria-se oportunidades, hoje a equipe teve 12 finalizações, quatro no gol. A primeira ou segunda do Richarlison… ele teve uma oportunidade. No primeiro tempo a marcação estava forte, com um adversário bem-estruturado. A equipe chegou a 23 jogos sem tomar gol. Encontrar o ponto de equilíbrio é a ideia”, declarou o treinador.

Apesar de destacar os pontos positivos da seleção brasileira, Tite admitiu que algumas dificuldades ficaram nítidas dentro de campo, muito por conta da falta de entrosamento de seus convocados – sem Casemiro e Coutinho, novos meio-campistas receberam a oportunidade de mostrar seu valor, como Walace e Allan.

“Quando você mexe na estrutura do meio-campo e você tem Walace, que se acostumou a ser segundo volante, atuando hoje como primeiro, você acaba perdendo mecânica. Ele e o Arthur não jogam juntos, o entrosamento fica difícil. Renato, Filipe Luís e Neymar olham para baixo e já sabem onde triangular. Com o passar do tempo eles podem ter um entrosamento maior”, declarou Tite.