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ESPN Body Issue: Karl-Anthony Towns, pivô dos Timberwolves, explica como prepara o corpo para jogar na NBA

Karl-Anthony Towns
Pivô do Minnesota Timberwolves
Calouro da temporada 2015-16, All-Star da temporada 2017-18

Idade: 22
Altura: 2,13m
Peso: 100 kg

Desde que Karl-Anthony Towns apareceu no cenário em 2014, apontado como melhor atleta escolar, esse gigante tem superado todas as expectativas. Logo ele terminou o colégio para se juntar a John Calipari em Kentucky, onde trabalhou para ser a primeira escolha no draft da NBA de 2015.

Towns teve uma média de 18,3 pontos por jogo como novato nos Timberwolves e ganhou o prêmio de revelação do ano. Na atual temporada ele chegou a uma média de 21,3 pontos por jogo e registrou um aumento na porcentagem de cestas de 3 pontos e rebotes por jogo.

O grandalhão sabe arremessar.

É mais do que justo que ele esteja de olho na capa da edição de 10º aniversário da Body Issue da ESPN. Na sessão de fotos, a estrela de Minnesota contou à repórter Stacey Pressman tudo sobre as transformações em seu corpo e seu jogo.

Veja como Towns descreve sua trajetória em suas próprias palavras:

Quando era criança, sempre me diziam que minha maior fraqueza era meu corpo e que isso provavelmente me impediria de realizar meus sonhos. É engraçado, agora voltei ao mesmo ponto... Eu tive a chance de provar a todos que eles estavam errados, em diferentes épocas.

Eu era aquele garoto gordinho, não tinha um corpo bonito; não foi fácil aguentar as tribulações pelas quais passei para chegar a esse corpo. Acho que as pessoas vão ficar surpresas com o tamanho das minhas pernas em comparação com meu tronco e meus braços - eu sou um cara muito magro.

Minha aparência é até engraçada. Mas as pessoas ficarão surpresas ao saber quanto trabalho meu corpo precisa para que eu possa fazer o que faço na quadra.


Descobrindo seus super poderes

Eu sempre gostei muito de mim mesmo. Quando era mais gordinho, sempre aceitei minha aparência como algo natural. Comecei a entender melhor meu corpo por volta do meu último ano no ensino médio. Passei a me ver como um atleta. Tive que ganhar um pouco de peso, mas me sentia muito bem no meu corpo.

Por volta da sétima ou oitava série tive um estirão de crescimento. Cara, meus joelhos estavam me matando. [Risos] Foi um desafio para uma criança pequena, especialmente por sempre ter sido diferente das outras crianças. Encarei isso como a descoberta de um super poder. Algo que me diferenciava dos outros. Que me fazia especial. Eu sempre fui muito alto e nunca tive problemas com isso. Nunca quis ser baixinho. Ou ter uma altura normal. Sempre quis ser eu mesmo.

Agora tenho mais de 2 metros de gostosura, o que não é pouco. Quando entrei na liga, perguntei ao pessoal quem tinha o maior pé e me disseram que Robin e Brook [Lopez] eram os maiores pezões. Agora estamos todos empatados. Temos que mandar fazer nossos calçados. Eu, Brook e Robin somos os maiores pezões da NBA.


Levando a nutrição a sério

Muitas vezes os atletas profissionais deixam a nutrição em segundo plano. Eles se dedicam muito ao treinamento técnico e tático, mas esquecem que precisam colocar gasolina na Ferrari. Quero saber tudo sobre o meu corpo para poder treinar num ritmo mais inteligente e eficiente. Minha mãe é enfermeira, por isso eu sempre gostei muito de medicina; eu queria estar na área médica se a coisa não desse certo no basquete.

Agora uso a medicina a meu favor de um jeito diferente, buscando todas as formas de melhorar meu corpo por dentro para que o exterior funcione ainda melhor. Comecei a levar isso a sério no ensino médio. Eu joguei pela seleção da República Dominicana e tive a chance de conversar com profissionais; eles sempre me falaram sobre a importância da nutrição em suas carreiras.

Percebi que se quisesse chegar no nível deles teria que mudar não só meu treinamentos, mas minha alimentação também. A nutrição se tornou uma parte importante da minha vida desde então. Sempre tomei bastante água, tento ingerir pelo menos metade do meu peso corporal em água. Durante a temporada bebo água com um pouco mais de sódio, para reter a água no meu corpo. Eu mudo a ingestão de água de acordo com a quantidade de peso perdido durante cada treinamento, tentando manter um equilíbrio. Continuo tendo que trabalhar muito para manter o abdome definido.

Algumas pessoas tomam sorvete, comem donuts e bebem refrigerante o dia todo e têm barriga tanquinho. Comigo é diferente. Tenho que comer comida saudável e beber bastante água, nada de açúcar ou carboidratos e bastante legumes e frango. Meu corpo tende a ser gordinho, tenho dificuldades genéticas para queimar gorduras abdominais.


“Adoro a rotina do meu trabalho”

Desde que saí da faculdade me sinto fisicamente como um novo ser. Meu peso mudou, meus ombros, meus braços, minhas pernas... Tudo ficou mais forte. Com essas mudanças, agora consigo jogar em um ritmo mais rápido e por mais tempo.

Gosto muito de malhar. Adoro a rotina do meu trabalho. Especialmente os desafios cotidianos.
 Joguei mais de 82 jogos todos os anos, incluindo a pré-temporada. Nunca perdi um treino. Sempre procuro maneiras de melhorar; acho que meu maior desafio é conhecer os limites do meu corpo para poder estar sempre em minha melhor forma. Ser um jogador versátil exige muito treino, mas estou feliz em fazer isso todos os dias para poder ser um jogador mais completo e ajudar minha equipe.

Trabalho muito para pode converter as chances de 3 pontos. E também para melhorar a penetração no garrafão, que precisa de muita explosão muscular. Preciso continuar melhorando meu jogo em todos os aspectos. Tenho que melhorar em tudo. E isso vai acontecer. Garanto pra você. Eu me esforço muito todos os dias e isso nunca mudou.