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March Madness: Quem pode surpreender? Conheça os candidatos a 'Cinderella' no torneio

Stephen Curry, ainda nos seus tempos de Davidson, comemora vitória no March Madness Getty

Nada é mais emocionante no basquete universitário que uma equipe de menor expressão vencer uma favorita. Esses são os chamados upsets. No Torneio vários desses acontecem ano após ano, por isso, março é conhecido como o mês mais louco do ano. A energia de cada time, a forma como entram em quadra, tudo pode ser essencial no dia do jogo para evitar ou acontecer alguma surpresa.

Apostar no vencedor do Torneio e no caminho mais certeiro nas fases é quase impossível. Muitos perdem todo seu bracket (tabela) no primeiro jogo do dia. Os prêmios para quem acertar o quase impossível chega a bilhões de dólares. Nas linhas seguintes, alguns dos possíveis times que podem surpreender no March Madness. As famosas Cinderellas.

Rhode Island

Rhode Island pode não ter vencido o Torneio da Atlantic 10, mas tem o melhor elenco da conferência. O perímetro da equipe é um dos melhores do país e a aposta na transição e bolas de fora, faz Rhody ser um dos times mais temidos do país. Na defesa, há uma clara dificuldade pela falta de altura. Andre Berry e Cyril Langevine terão que se redobrar para protegerem o garrafão dos Rams.

Número de participações: 9

Campanha: 25 vitórias e sete derrotas

Como chegou ao March Madness: Pela campanha durante a temporada

Destaques: Jared Terrell (17.5 pontos e 3.4 rebotes), E.C Matthews (12.8pontos e 3.8 rebotes) e Jeff Dowtin (9.7 pontos e 5.6 assistências)

Houston

A campanha dos Cougars na temporada foi invejável. Vitórias contra Wichita State e Cincinnati, melhores equipes da conferência American, mostraram o por quê Houston deve ser respeitada. A equipe conta com a 18ª melhor defesa do país, de acordo com o site KenPom. No entanto, o pilar da equipe se encontra em Rob Gray Jr, armador que arremessa de qualquer lugar da quadra.

Número de participações: 19

Campanha: 26 vitórias e sete derrotas

Como chegou ao March Madness: Pela campanha durante a temporada

Destaques: Rob Gray Jr. (18.6 pontos e 4.6 assistências) e Corey Davis Jr. (13.5 pontos e 43% nas bolas de três pontos)

Nevada

Os Wolf Packs se tornaram o melhor lugar para jogadores transferidos de outras universidades. Nesta temporada, são quatro jogadores transferidos no time titular e membros essenciais da ótima campanha. O técnico Eric Musselman, inclusive, é cotado para assumir universidades mais expressivas na próxima temporada. A aposta total é nos irmãos gêmeos Caleb e Cody Martin. 10º melhor ataque, de acordo com o KenPom, pode ter uma corrida para fases mais adiantadas do March Madness, se os irmãos e Jordan Caroline tiverem dias produtivos.

Número de participações: 7

Campanha: 27 vitórias e sete derrotas

Como chegou ao March Madness: Pela campanha durante a temporada

Destaques: Caleb Martin (19.1 pontos e 5.3 rebotes), Jordan Caroline (17.9 pontos e 8.8 rebotes) e Cody Martin (13.6 pontos e 4.6 assistências)

Davidson

A Universidade de Stephen Curry parece estar apostando na maior qualidade do ex-jogador para vencer na temporada. Com 40% de aproveitamento nos arremessos de três pontos, os Wildcats são o 24º melhor time do país no quesito, além de serem o quinto que mais chuta do perímetro. Muito dessa estatística vem da conta de Peyton Aldridge e Kellan Grady. O primeiro é um ala-pivô que espaça a quadra e é um chutador nato. Já Grady sugere comparações com Curry, mesmo não tendo características parecidas, mas por ser armador e liderar Davidson ao March Madness.

Número de participações: 13

Campanha: 21 vitórias e onze derrotas

Como chegou ao March Madness: vencedor da conferência Atlantic 10 (58x57 contra Rhode Island)

Destaques: Peyton Aldridge (21.8 pontos e 7.8 rebotes) e Kellan Grady (18.1 e 2.0 assistências)

Loyola – Chicago

A conferência Missouri Valley perdeu força após a saída de Wichita State para a American. Isso abriu espaço para times que brigavam pelo segundo posto, brilharem. O caso se aplicou bem aos Ramblers. Loyola não ia ao March Madness desde 1985. Apostar na mística de voltar ao Torneio depois de tanto tempo pode dar muita confiança ao time para aprontar.

Número de participações: 5

Campanha: 28 vitórias e cinco derrotas

Como chegou ao March Madness: vencedor da conferência Missouri Valley (65x49 contra Illinois State)

Destaques: Clayton Custer (13.4 pontos e 4.3 assistências) e Donte Ingram (11.6 pontos e 6.5 rebotes)

Murray State

Primeiro time classificado ao March Madness, Murray State pode incomodar equipes mais conhecidas. Dono da maior sequência de vitórias seguidas do país atualmente (13), tem na dupla Jonathan Stark e Terrell Miller Jr. os alicerces para uma boa campanha. Você deve se lembrar de Cameron Payne, atual jogador do Chicago Bulls, atuando nos Racers. Steve Prohm, técnico da tradicional Iowa State, também veio de Murray State. Quem sabe Stark ou Miller não aparecem na NBA? Antes disso, certamente, farão bonito no March Madness.

Número de participações: 5

Campanha: 26 vitórias e cinco derrotas

Como chegou ao March Madness: vencedor da conferência Ohio Valley (68x51 contra Belmont)

Destaques: Jonathan Stark (21.8 pontos e 3.9 assistências) e Terrell Miller Jr. (14.7 pontos e 8.3 rebotes)

South Dakota State

Mike Daum. Talvez o melhor jogador mid-major (conferências menores) do país, Daum irá ao terceiro March Madness de sua carreira. Por ser ainda um junior (terceiro-anista), pode ir para outro na temporada que vem. Junto com T.J Otzelberger, técnico que chegou de Iowa State, após ser assistente de Fred Hoiberg (atual técnico do Chicago Bulls), tem levado os Jackrabbits a serem time frequente no Torneio. Após perderem de Gonzaga na primeira rodada do Torneio passado, eles podem incomodar mais. Muito por conta de David Jenkins Jr., calouro que tem sido destaque da equipe. Nenhum dos favoritos querem enfrentar South Dakota State.

Número de participações: 4

Campanha: 28 vitórias e seis derrotas

Como chegou ao March Madness: vencedor da conferência Summit League (97x87 contra South Dakota)

Destaques: Mike Daum (23.8 pontos e 10.4 rebotes) e David Jenkins Jr. (16.1 pontos e 3.3 rebotes)

Charleston

Uma das séries mais longas chegou ao fim. Desde 1999, Charleston não ia ao March Madness. Nesta temporada, a equipe tem feito campanha praticamente irretocável e chega ao March Madness carregado por três destaques: Grant Riller, Joe Chealey e Jarrell Brantley. Um dos dados mais interessantes da equipe é a capacidade de forçar turnovers e aproveitar em pontos de contra-ataques. Charleston é a terceira equipe mais eficiente do país nesse aspecto.

Número de participações: 4

Campanha: 26 vitórias e sete derrotas

Como chegou ao March Madness: vencedor da conferência Colonial (83x76 na prorrogação contra Northeastern)

Destaques: Grant Riller (18.7 pontos e 1.3 roubos), Joe Chealey (18.5 pontos e 3.6 assistências) e Jarrell Brantley (17.0 pontos e 7.1 rebotes)

New Mexico St

Segunda temporada seguida que New Mexico State chega ao March Madness. A 6a nas últimas sete temporadas. Não dá para se duvidar da experiência da equipe quando se trata de março. Entretanto, desta vez, os Aggies estão focados para aprontar. Zach Lofton, jogador transferido de Texas Southern, é o maior pontuador do time e pode fazer a diferência. Jemerrio Jones, de 1.95m, é um dos melhores reboteiros do país. Ele tem 13.2 rebotes por jogo, mesmo não sendo jogador de garrafão. O dado negativo fica por conta do retrospecto no March Madness – 13 derrotas seguidas no Torneio.

Número de participações: 21

Campanha: 28 vitórias e cinco derrotas

Como chegou ao March Madness: vencedor da conferência WAC (72x58 contra Grand Canyon)

Destaques: Zach Lofton (19.8 pontos e 5.1 rebotes) e Jemerrio Jones (11.0 pontos e 13.2 rebotes)

Bucknell

Bucknell tem história no March Madness. Pode não ser a maior ou a mais qualificada, mas os Bisons venceram a poderosa Kansas em 2005. Para repetir o feito, a equipe aposta no garrafão formado de Zach Thomas e Nana Foulland. Os dois são cotados para o Draft da NBA de 2018. Fazer cestas de três pontos nos Bisons não é algo fácil. O time é 20º em aproveitamento defensivo contra bolas do perímetro no país inteiro. Com um garrafão forte e o perímetro bem cuidado, vencer Bucknell será uma das missões mais complicadas.

Número de participações: 7

Campanha: 25 vitórias e nove derrotas

Como chegou ao March Madness: vencedor da conferência Patriot (83x54 contra Colgate)

Destaques: Zach Thomas (20.3 pontos e 9.2 rebotes) e Nana Foulland (15.4 pontos e 7.1 rebotes)

Georgia State

Aposte em D’Marcus Simonds quando for falar em Georgia State. O armador dos Panthers é um dos jogadores mais subestimados do país e deve ir para o Draft da NBA, caso tenha sucesso no March Madness. Simonds já fez triplo-duplo na temporada e chegou próximo de vários outros. Dois pontos devem ser salientados em Georgia State: é o 21º time com melhor aproveitamento nas bolas de fora no país (40%) e a 19ª defesa em aproveitamento de arremessos dos adversários (38%). Será a quarta participação dos Panthers no March Madness. Na última, em 2015, uma vitória histórica contra Baylor, no estouro do cronômetro, em arremesso de R.J Hunter, que atuou na NBA posteriormente.

Número de participações: 3

Campanha: 24 vitórias e dez derrotas

Como chegou ao March Madness: vencedor da conferência Sun Belt (74x61 contra UT-Arlington)

Destaques: D’Marcus Simonds (21.1 pontos, 5.8 rebotes e 4.6 assistências) e Devin Mitchell (12.2 pontos e 45% nas bolas de três pontos)

Marshall

Ninguém apostou em Marshall na Conference-USA. A equipe surpreendeu todos quando enfrentou Southern Miss na semifinal, algo que parecia improvável, já que Southern Miss eliminou a favorita Middle Tennessee na fase anterior. Até agora, em março, somente Peyton Aldridge jogou tanto basquete quanto Jon Elmore, armador dos Thundering Herd. Marshall é o sexto time que define mais rápido o ataque no país inteiro, além disso é o 27º melhor time em lances livres. Desde 1985, Marshall não disputava o March Madness – maior seca do Torneio junto com Loyola-Chicago.

Número de participações: 5

Campanha: 24 vitórias e dez derrotas Como chegou ao March Madness: vencedor da C-USA (67x66 contra Western Kentucky)

Destaques: Jon Elmore (22.8 pontos, 6.0 rebotes e 6.9 assistências), C.J Burks (20.5 pontos e 4.1 rebotes) e Ajdin Penava (15.5 pontos, 8.6 rebotes e 4.1 tocos)