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Sem reforço de peso, saídas e 'DNA' na Libertadores: o que Carille espera do Corinthians em 2018

Quando foi anunciado como técnico do Corinthians para 2017, Fábio Carille não fez promessas. Garantiu apenas um time organizado e acabou campeão paulista e brasileiro. Para 2018, com a disputa da Copa Libertadores no horizonte, o melhor técnico no prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet adota a mesma fórmula, mas admite que quer mais um ano “maravilhoso”.

Para isso, porém, o treinador sabe que o período de transferências deste fim de ano será crucial. De um lado, Carille se preocupa com novas saídas no elenco, que já perdeu dois titulares – o lateral Guilherme Arana e o zagueiro Pablo –; de outro, também não espera “reforços de peso”.

“A diretoria está trabalhando bastante para a chegada de reforços. Claro que não estou me iludindo que venha reforços de peso pela situação do clube, mas a gente vai tentar equilibrar bem a equipe para que a gente faça um 2018 maravilhoso”, disse o comandante, em entrevista ao ESPN.com.br.

Sobre saídas, Carille disse que “fazem parte”, mas que o clube está atento na busca por reposições. Para Arana, por exemplo, o Corinthians chegou a avançar por Júnior Tavares, do São Paulo, mas a negociação esfriou. O time também estuda reposições para Pablo, porém, sem nada encaminhado.

“Todas as equipes quando chegam em agosto já pensam no ano seguinte. Estamos conversando para que não saia mais ninguém além de Arana e Pablo. Mas a gente sabe que é difícil. não podemos garantir que ao irá sair mais ninguém. Temos jogadores que jogaram demais e se destacaram. Nisso entra o sonho familiar e pessoal para jogar em outro lugar. Sei que a diretoria vai fazer de tudo.”

“Sou muito grato à diretoria porque quatro jogadores tiveram propostas para saírem depois do (título do Campeonato) Paulista e conseguiram segurar para que continuássemos fortes. Por tudo que aconteceu, pode acontecer de sair mais jogadores”, acrescentou Carille.

O treinador alvinegro cita, entre suas preocupações para possíveis saídas, os nomes do atacante Jô e o lateral Fagner, outros dois premiados no ESPN Bola de Prata Sportingbet – assim como Balbuena.

“Estou falando de uma forma natural de aparecer algo pelo Jô, pelo campeonato que fez; um Fagner que a gente vê ai na Europa equipes atrás de um lateral, e ele serviu seleção neste ano. Não é para se assustar, mas para ser realista. Não estamos aqui para lamentar se isso acontecer, mas para buscar soluções. Dificilmente você irá me ver lamentando uma saída”, avaliou.

Carille já tem a experiência da virada do ano de 2015 para 2016, quando, ainda como auxiliar, viu o time campeão brasileiro se desmanchar – com saídas de Gil, Ralf, Renato Augusto, Jadson, Malcon e Vagner Love – antes da disputa da Libertadores. Sem saber o grupo que terá em mãos em sua estreia na competição continental, porém, o técnico prometeu uma equipe com “DNA corintiano”.

“O que vou prometer, é o que prometi no começo do ano (de 2017). Uma equipe muito organizada, de muita entrega, como o corintiano gosta, para a gente correr atrás dos nossos objetivos.”