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Cinco anos após 'desistir' do futebol, Luan leva sua segunda Bola de Prata

“É o melhor jogador no Brasil e na América no momento”.

Um elogio destes é sempre uma honra, mas é ainda maior quando vem de um rival e logo após uma provocação. Pois foi exatamente isso que o cruzeirense Thiago Neves disse na semana passada sobre o gremista Luan.

Agora, os dois são companheiros de time na seleção do Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet do Brasileirão.

O curioso é que há cinco anos nem mesmo Luan poderia imaginar que estaria neste patamar.

Em 2012, Luan estava na modesta equipe do Tanabi, no interior de São Paulo. E mal jogava - foi titular em apenas quatro dos nove jogos oficiais que fez por lá. Chegou até a abandonar o futebol quando não recebeu a ‘ajuda de custos' prometida, mas voltou e brilhou pelo América (SP) na Copinha de 2013.

A partir dali, sua vida seria outra. Chegou ao Grêmio após breve passagem pela Catanduvense e se aproveitou de um momento não tão bom do clube para brilhar. Sem dinheiro para contratar grandes nomes, a equipe tricolor deu chances a quem já estava por lá. E se deu bem.

Luan já havia ganhado a Bola de Prata em 2015 e agora repete o feito.

Desta vez, ele termina o torneio com seis gols e seis assistências nos 20 jogos que disputou. E poderia ter feito muito mais se não tivesse se lesionado – e se o Grêmio tivesse jogado mais vezes com seus titulares na competição.

Campeão da Copa do Brasil, campeão da Libertadores e dono de duas Bolas de Prata. Nada mal para quem quase pendurou as chuteiras há cinco anos, não?